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10 câmpus do IFSC estão mobilizados na produção de protetores faciais em impressoras 3D

INOVAÇÃO Data de Publicação: 17 abr 2020 17:38 Data de Atualização: 17 abr 2020 17:54

Uma das principais necessidades das equipes de saúde durante a pandemia de coronavírus é a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPI) por equipes de profissionais de saúde. Para auxiliar nessa demanda, 10 câmpus do IFSC estão mobilizados na produção de protetores faciais em acetato (face shield), utilizando impressoras 3D.

Segundo o Ministério da Saúde, até a última quarta-feira (15), foram distribuídos 69.640 óculos de proteção e 15.835.650 máscaras cirúrgicas para todo o Brasil. Somente Santa Catarina recebeu 2.130 óculos e 5,2 milhões de máscaras. Porém, a quantidade ainda não é suficiente para toda a demanda de hospitais, postos de saúde, Samu, centros de triagem, entre outros.

Os câmpus com protetores em produção são: Caçador, Criciúma, Tubarão, Araranguá, Florianópolis – Centro, São Lourenço do Oeste, Jaraguá do Sul – Centro, Itajaí, Garopaba e Gaspar. Alguns desses câmpus vêm trabalhando nesse projeto desde o início do distanciamento social, utilizando material já disponível no câmpus ou obtidos por meio de doações. Outros, estão iniciando a produção a partir do incentivo da Chamada Pública Emergencial do IFSC, que disponibilizará recursos para várias iniciativas de enfrentamento à pandemia.

A produção de EPIs é um esforço conjunto de muitas instituições. “Há uma rede de pesquisadores e makers no Brasil e também no mundo todo, que tem como proposta a fabricação destas máscaras localmente. É uma rede, a gente faz localmente, mas se comunica mundialmente”, explica o professor Werther Serralheiro, do Câmpus Araranguá, que, assim como o Câmpus Florianópolis – Centro, está produzindo os protetores em parceria com a UFSC.

Os câmpus utilizam impressoras e laboratórios próprios e imprimem os suportes dos protetores a partir do modelo em código aberto disponibilizado pela empresa Prusa, da República Tcheca. Cada suporte leva de uma a duas horas para ser produzido. Após, são acoplados a uma lâmina de acetato, higienizados e preparados para a entrega. Cada câmpus é responsável por entregar as máscaras para instituições da sua região de atuação.

O Câmpus Garopaba submeteu projeto para produção de protetores faciais em impressora 3D à Chamada Pública Emergencial do IFSC e aguarda liberação dos recursos do Conif. Por enquanto, a equipe está produzindo máscaras com materiais já disponíveis no câmpus.

Segundo um dos integrantes do projeto, Antônio Schalata Júnior, foi escolhido um modelo de máscara Topdesign, compartilhado no site Cults3D, diferente dos produzidos nos demais câmpus do IFSC. Cada protetor leva uma hora para ser produzido e dispensa furos na lâmina de acetato ou PETG. Também não é utilizado elástico para fixação no rosto. A produção será entregue às secretarias de Saúde de Garopaba e Imbituba.

Já no Câmpus Jaraguá do Sul – Centro, está sendo utilizada uma impressora fabricada no próprio câmpus, com base em madeira. Segundo o professor Carlos Eduardo Deodoro Rodrigues, a ideia é produzir 10 máscaras por dia, que poderão ser utilizadas por profissionais da área de saúde e da segurança pública.

Para saber mais sobre a produção de protetores faciais e demais ações do IFSC no enfrentamento à pandemia de coronavírus, acesse as notícias em nosso portal.

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