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Câmpus do IFSC na Serra Catarinense ganham dois novos cursos de engenharia

CÂMPUS LAGES Data de Publicação: 10 fev 2021 16:44 Data de Atualização: 10 fev 2021 19:07

O Conselho Superior do IFSC (Consup) aprovou mais dois cursos superiores para os câmpus da instituição na Serra Catarinense. Lages terá a graduação em Engenharia Química, enquanto Urupema o curso superior em Engenharia de Alimentos. Serão 50 vagas: 30 para Engenharia Química e 20 para de Alimentos, que já estarão disponíveis no próximo semestre. Todos os cursos do IFSC são gratuitos e com possibilidade de auxílio financeiro aos estudantes.

“O sentimento, primeiramente, é de felicidade. Eu percebi, ao longo dos meus dez anos de casa, cinco em Urupema e cinco em Lages, a vontade que os servidores tinham de ofertar uma educação de qualidade e que fizesse a diferença na formação profissional dos estudantes e acredito que os dois cursos são mais alguns passos para alcançar esse objetivo. Um segundo sentimento é gratidão, com o qual aproveito para parabenizar todos que se dedicaram para que esse sonho se tornasse realidade”, celebra o Chefe do Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão do Câmpus Lages, Silmar Primieri.

Somando forças

Os dois câmpus do IFSC atuarão juntos na oferta desses cursos, que têm um núcleo comum, logo no início, onde os estudantes terão aula no mesmo ambiente, em Lages. Com o avanço dos cursos, as disciplinas específicas da graduação em Engenharia de Alimentos serão ministradas nos laboratórios e instalações do Câmpus Urupema, com o IFSC oferecendo o transporte dos alunos. Já os estudantes de Engenharia Química farão toda a formação em Lages, onde os laboratórios específicos estão concentrados. O corpo docente será composto por professores de ambos os câmpus, permitindo maior interação entre eles nas práticas de ensino e desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão.

"Acreditamos que a partir da oferta em parceria com o Câmpus Lages será possível dar maior visibilidade e atratividade ao Câmpus Urupema, ampliando o contato com a comunidade serrana. Apesar dos câmpus possuírem ofertas de cursos distintos no seu rol, a oportunidade na oferta das engenharias, com um tronco comum de unidades curriculares, otimiza a infraestrutura ao mesmo tempo que soma maior qualidade acadêmica por meio do trabalho coletivo. Outro fator de destaque é que na região de Lages estão situadas indústrias alimentícias de pequeno a grande porte, assim, queremos ampliar o contato e parcerias com a iniciativa privada da área", comenta a diretora-geral do Câmpus Urupema, Evelize Zerger.

Como entrar

Os cursos superiores do IFSC têm entrada pelo Sistema de Seleção Unificado (SISU), que usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ambos os cursos já estarão disponíveis para escolha no SISU, que tem data prevista de abertura em abril e utilizará as notas do Enem de 2020.

Agora, além dos dois novos cursos de engenharia, o estudante pode optar também pelos cursos de Engenharia Mecânica, Ciências da Computação e superior de tecnologia em Gestão do Agronegócio - no Câmpus Lages - e superior de tecnologia em Viticultura e Enologia - no Câmpus Urupema. "O Câmpus Lages trabalha pelo desenvolvimento da cidade e da região. Desta forma, a todo momento o que vemos é a oportunidade de ampliar a formação e as possibilidades de atuação das pessoas, para que elas possam ser a base deste desenvolvimento que buscamos.", completa o diretor-geral do Câmpus Lages do IFSC, Vilson Heck Junior.

O diretor lembra que o curso superior de tecnologia em Processos Químicos, que deu origem à engenharia, já atendia muitas demandas de desenvolvimento da região, mas a principal vantagem da mudança está relacionada à procura maior por profissionais com formação em engenharia. "A engenharia é mais amplamente aceita pelas empresas, em seus processos seletivos, por habilitar o profissional para ter responsabilidade técnica para um conjunto mais amplo de processos do que o curso anterior", finaliza.

Como funciona a aprovação dos cursos

Todo o curso inicia com a escrita de um Projeto Pedagógico de Curso (PPC). O PPC é escrito por um grupo de trabalho, que submete internamente para as diferentes áreas (Biblioteca, Coordenação Pedagógica, Registro Acadêmico e etc.) e, após aprovado, vai para apreciação do colegiado do câmpus, que é formado por membros técnicos em educação, professores, alunos, gestão e comunidade externa. Caso aprovado no colegiado do câmpus, o PPC vai para o Colegiado de Pesquisa, Ensino e Extensão (CEPE), que possui membros especialistas de diferentes câmpus do IFSC. Se aprovado, vai ao Conselho Superior (Consup), instância máxima na instituição que autoriza a oferta do curso. "É um fluxo demorado, mas que garante a qualidade do projeto construído”, completa Silmar.
 

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