EXTENSÃO Data de Publicação: 02 jul 2026 14:35 Data de Atualização: 02 jul 2026 14:43
Um crachá que acende um LED como cartão de visitas e um passaporte para o universo da ciência. Foi assim que os estudantes do Clube de Ciências da Escola Básica Municipal Tapera – Escola do Futuro, de Florianópolis, foram recebidos no Câmpus Florianópolis do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) no último dia 24 de junho. A visita técnica, organizada pelo curso de Engenharia Eletrônica, serviu para mostrar que a pesquisa, a arte e a tecnologia são caminhos reais e acessíveis para os jovens da rede pública.
A ação faz parte das atividades da disciplina de Extensão 1 do curso de Engenharia Eletrônica, sob a supervisão dos professores Júlio Golin e Maria Cláudia de Almeida Castro. Muito mais do que uma simples excursão escolar, a iniciativa buscou criar um vínculo duradouro entre os adolescentes e o ambiente acadêmico.
"Para nós é uma satisfação receber essas demandas de fora para vir nos conhecer. A Escola do Futuro é parceira nossa há alguns anos e sempre temos pelo menos uma ação de extensão com eles", destaca o professor Júlio Golin. Para garantir que os jovens conhecessem toda a potencialidade da instituição, o roteiro foi pensado para ir além dos laboratórios de eletrônica. "Buscamos proporcionar uma visão mais ampla do que o câmpus oferece em termos de atividades, projetos e infraestrutura", completa.
Um giro pela ciência e pela arte
Após a atividade de acolhimento, na qual os alunos montaram o "crachá elétrico" para levar de lembrança, a imersão pelo Câmpus Florianópolis incluiu paradas em diversos setores estratégicos. A delegação passou pelo Laboratório de Drones, recebida pelo professor Leandro de Medeiros Sebastião e pelos alunos Felipe Alves da Silveira, Douglas Schüler, Gabriel de Souza Ramires. Também conheceu de perto o Projeto Zênite Solar (barco elétrico movido a energia solar), apresentado pelos alunos Ivan Junior Andreolla e João Gabriel Ertle. Os jovens também visitaram a Estação Meteorológica, com o professor Daniel Calearo e o aluno Marcelo Nunes, e o Laboratório de Máquinas Operatrizes, sob o comando do professor Marlus Dec.
O roteiro incluiu, ainda, uma imersão cultural no Setor de Artes. Os estudantes visitaram a sala de música, com a professora Maria Helena de Lima, e o Ateliê de Artes Visuais, com a professora Valeska Bernardo. Para a professora Taiza Cristina Higa, coordenadora do Clube de Ciências da Escola do Futuro, o impacto da visita vai além do conteúdo técnico. "Percebo nessa parceria uma oportunidade transformadora, que leva os estudantes para além da sala de aula, ampliando sua visão tanto nos conceitos da ciência como na perspectiva de desenvolvimento pessoal", avalia. Segundo ela, a cultura maker (o "faça você mesmo") encantou os alunos. "A construção do circuito de papel chamou muito a atenção e gerou o maior número de comentários", ressalta.
Estudante inspirando estudante
Um dos grandes diferenciais da visita foi o protagonismo dos próprios alunos do IFSC, que apresentaram os projetos para os adolescentes. Para o professor Júlio Golin, essa interação é fundamental. "Os participantes do clube veem nos nossos alunos uma possibilidade de também seguirem esse caminho e estarem ali naqueles lugares daqui a alguns anos. Eles acabam sendo uma espécie de espelho", observa.
A prova de que a semente plantada gera frutos ocorreu nos corredores do câmpus, através de encontros inesperados. Durante o passeio, a comitiva esbarrou em três alunas egressas do Clube de Ciências da Tapera que hoje são alunas regulares do IFSC. "Nessa última visita, encontramos ex-alunos da nossa escola e isso tornou a experiência ainda mais enriquecedora", comemora a professora Taiza.
Para os universitários de Engenharia Eletrônica, responsáveis pela organização logística da visita, a experiência também foi de muito aprendizado. Segundo Golin, como são calouros, muitos ainda não conheciam todos os espaços do instituto. "Para eles, acabou sendo uma experiência de colocar em prática conhecimentos de planejamento, organização e execução e, ao mesmo tempo, de conhecer mais sobre o nosso próprio câmpus", finaliza o professor.