Mestrado Profissional em Proteção Radiológica do Câmpus Florianópolis aumenta sua nota de avaliação na Capes

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 06 mar 2026 14:50 Data de Atualização: 13 mar 2026 10:47

O Mestrado Profissional em Proteção Radiológica (MPPR), ofertado pelo Câmpus Florianópolis do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), obteve o conceito quatro – de uma nota que pode chegar a cinco – na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O resultado reflete o alto desempenho do programa em critérios como qualidade da proposta acadêmica, corpo docente qualificado e impacto social significativo junto à comunidade e ao setor produtivo.

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O programa tinha o conceito três na última avaliação. O relatório dos avaliadores da Capes enfatizou a evolução substancial da proposta do curso, que integra linhas de pesquisa robustas, projetos inovadores, estrutura curricular alinhada e um perfil formativo diferenciado para os egressos. Além disso, o corpo docente foi integralmente composto por doutores com expertise comprovada em proteção radiológica ou áreas correlatas, atendendo às demandas de uma especialidade técnica e regulada.​

No eixo do impacto social, ações de extensão universitária se destacaram, com programas e eventos direcionados às necessidades locais, como demandas do setor produtivo e da comunidade, prática ainda rara em programas de pós-graduação stricto sensu. “Em relação ao impacto social, trouxe bastante alegria esse critério ser destacado, porque foi um empenho coletivo muito grande, com programas de extensão voltados para atender a demanda da comunidade local, do setor produtivo, junto com eventos realizados pelo programa”, afirma a professora Daiane Cristini Barbosa de Souza, coordenadora do MPPR durante o período avaliado.​

Ao longo dos quatro anos do ciclo avaliativo, Daiane atuou primeiro como vice-coordenadora e, na segunda metade, como coordenadora, em parceria estratégica com o professor Marcos Scopel e toda a equipe do programa. O sucesso envolveu docentes permanentes e colaboradores, secretaria, colegiado, estagiários responsáveis por divulgação e a participação ativa de discentes, egressos e público externo.​

“Pude contar com a ajuda, parceria do professor Marcos Scopel, com a visão estratégica, a experiência de quem tem mais tempo de casa, somado isso com o esforço e a vontade da equipe de alcançar essa nota”, destaca Daiane. Para ela, o conceito máximo transcende a gestão: “É uma conquista da comunidade do programa e da comunidade IFSC, porque é o nome da instituição crescendo”. O processo incluiu adaptações contínuas às sugestões da Capes, enfrentamento de desafios operacionais e manutenção da dinâmica acadêmica, com aulas, bancas e formaturas ininterruptas.​

A avaliação quadrienal da Capes segue um ciclo de quatro anos com balizas anuais via plataforma Sucupira, alimentada por dados do Currículo Lattes. Anualmente, ocorre a "coleta Capes", com atualizações de produções científicas, orientações, projetos financiados, parcerias e planejamento estratégico. No fim do período, o programa submete um relatório abrangente, analisado por uma comissão de especialistas que atribui notas e recomendações.​

No caso do MPPR, o documento foi elogiado por sua organização e documentação completa, culminando com nota máxima em diversos critérios de avaliação: proposta acadêmica, formação de estudantes e impacto social. Daiane reforça o caráter dinâmico: “É trocar a roda com o carro andando: o programa não parou para ser avaliado; seguiu com sua rotina plena”.​

A chancela da Capes eleva a visibilidade e credibilidade do MPPR como referência em pós-graduação profissional. “Receber a nota cinco demonstra que o programa tem consistência acadêmica e impacto social sólido, o que ajuda a atrair profissionais que buscam diferencial para avançar nas carreiras, além de ampliar parcerias com instituições de saúde e o setor produtivo para fomentar projetos de pesquisa”, explica a professora. Com discentes e egressos de todo o Brasil, o curso ganha atratividade nacional, fortalecendo a inserção em proteção radiológica, radiologia e saúde em Santa Catarina e além.​

O relatório da Capes valorizou a articulação do MPPR com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) do IFSC, alinhando-se à visão estratégica da gestão. “Em instituições como o IFSC, existe o questionamento se precisa ter pós-graduação. A gente observa que sim, e a Capes apoia, principalmente pela capacidade de interiorização que o IFSC tem, de levar o alcance da pós para diversas regiões que grandes universidades em centros não alcançam”, afirma Daiane. Essa conquista reforça o papel do IFSC na democratização do ensino superior avançado, especialmente em áreas técnicas essenciais para o país.

Essa conquista posiciona o MPPR como referência nacional na formação de profissionais especializados em uma área estratégica para a saúde pública e a segurança radiológica no Brasil.​

 

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