Equipe do IFSC conquista 2º lugar na categoria drones da Competição Brasileira de Robótica 2025

EVENTOS Data de Publicação: 24 out 2025 12:19 Data de Atualização: 10 nov 2025 14:03

A equipe do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Câmpus Florianópolis, alcançou o melhor resultado de sua história ao conquistar o segundo lugar na categoria drones da Competição Brasileira de Robótica (CBR) 2025. O evento, realizado entre 13 e 19 de outubro em Vitória (ES), integrou o maior encontro de robótica e inteligência artificial da América Latina – o Robótica 2025 –, que reuniu mais de dois mil estudantes e pesquisadores do país, promovendo competições, congressos e workshops, e impulsionando a inovação tecnológica em instituições federais e universidades brasileiras.

Formada por dois professores e oito estudantes, a equipe do IFSC competiu contra outros 10 times de diferentes regiões do Brasil. O professor Gabriel Beu Nogueira de Macedo, coordenador da equipe, destaca os desafios envolvidos: “A gente já conseguia fazer drones há algum tempo aqui no laboratório, mas convertê-lo para ser um agente totalmente autônomo é muito difícil, leva bastante tempo para desenvolver essa tecnologia e adquirir esse conhecimento”, explica. Ele relembra que nos primeiros anos de participação, parte dos desafios ainda não era cumprida, mas neste ano houve evolução significativa: “Conseguimos pontuar em duas missões diferentes e obtivemos um desempenho muito acima das expectativas”.

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As provas exigiram dos participantes pousos autônomos em bases identificadas visualmente e reconhecimento de gestos. “Na primeira prova, nosso drone identificou quatro bases e retornou para casa, enquanto outras equipes fizeram uma ou duas bases. Foi um resultado excelente”, analisa Gabriel.

Felipe Alves da Silveira, aluno da sexta fase de Engenharia Elétrica e integrante da equipe, reforça o valor da experiência: “O aprendizado não está só na realização das tarefas, mas muito na organização e cooperação em equipe. Estar preparado não significa necessariamente conseguir executar, porque há muitas variáveis na arena de competição”, relata. Segundo Felipe, durante o evento, a equipe precisou se adaptar a fatores como temperatura, umidade e interferências eletromagnéticas, trabalhando em conjunto e ajustando o drone em tempo real para garantir o melhor resultado.

Outro ponto destacado pelo estudante foi o intercâmbio de experiências com equipes de todo o país. “Foi muito legal trocar ideias com pessoas de outros estados. A gente aprende novos jeitos de aprender e de gerenciar uma equipe”, diz. Ele ressalta ainda o papel fundamental do IFSC: “Sem o financiamento, o espaço físico e o apoio dos professores que são nossos orientadores, seria impossível chegar à competição. O IFSC é o pilar principal do nosso laboratório”.

O resultado alcançado é motivo de orgulho para o IFSC e evidencia a importância de projetos de pesquisa, formação técnica e incentivo à inovação para o desenvolvimento tecnológico no país.

 

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