Estudantes do Câmpus Itajaí são finalistas da Olimpíada Brasileira de Sociologia

ENSINO Data de Publicação: 29 mai 2026 16:52 Data de Atualização: 29 mai 2026 16:53

Os estudantes do Câmpus Itajaí Carolyne Santos, Nicholas Montibeller e Lorenzo Bonett estão entre os finalistas da Olimpíada Brasileira de Sociologia (OBS). Eles estão entre as quatro equipes finalistas do sul do Brasil e agora participam das etapas finais que serão realizadas nos dias 19 e 20 de junho no colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Além dos estudantes de Itajaí, há ainda uma equipe do câmpus Araranguá do IFSC que também está entre as finalistas. A olimpíada está sendo promovida pela primeira vez e reúne professores e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Colégio Pedro II, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Instituto Federal do Ceará (IFCE), Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (ABECS), Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) e do Mestrado Profissional em Rede Nacional de Sociologia (ProfSocio).

A equipe de Itajaí escolheu abordar como temática para participar da olimpíada a luta antirracista. O nome da equipe é Maria Batayo, em alusão à Maria Batayo de Nanã, mulher escravizada que nasceu na região hoje conhecida como Benin e Nigéria, que foi território dos povos iorubás, e que trabalhou em fazendas brasileiras até os 70 anos. Após isso, tornou-se mãe de santo da nação omolokô do Brasil, cultuada pelas religiões e práticas de matriz afro-indígenas. “Nós escolhemos homenagear uma mulher negra escravizada que assim como outras também teve seu apagamento histórico. Vimos como uma oportunidade para reconhecer a contribuição sociocultural de mulheres negras para a sociedade brasileira”, explica a estudante Carolyne Santos.

O estudante Lorenzo Bonett explica que há poucos documentos históricos sobre Maria Batayo e que a equipe também pretende contribuir com a ampliação de materiais bibliográficos sobre. “Eu sou adapto de uma religião de matriz africana que é a umbanda de omolokô. Maria Batayo por muitos momentos foi vista até como uma lenda, já que as histórias sobre elas foram transmitidas a partir da oralidade, o que é muito comum nas religiões de matriz afro-brasileiras.”
Na primeira etapa da olimpíada os estudantes participaram de uma prova on-line com 45 questões de Sociologia, depois precisaram produzir um material audiovisual sobre o tema que iriam trabalhar, desenvolveram um jogo de tabuleiro sobre religiões afro-brasileiras e indígenas e que discute racismo religioso. Agora na etapa final, eles irão ao Rio de Janeiro para apresentar uma carta-petição a um Projeto de Lei (PL) para a esfera municipal, estadual ou nacional. “Esta é a primeira edição da olimpíada, ela é tão importante como qualquer outra, e é uma oportunidade que a educação está nos trazendo”, avalia o estudante Nicholas Montibeller.

A professora de Sociologia do Câmpus Itajaí Márcia Schaefer é a orientadora da equipe e assim como ela professores de outras áreas contribuíram para a supervisão dos estudantes. “Olimpíadas como essa são muito importantes para a formação cidadã dos estudantes, exige deles uma série de conhecimentos da Sociologia, criatividade, transposição didática para trabalhar o tema a partir de jogos, uma série de conhecimentos para propor um Projeto de Lei. Além de tudo isso, tem a viagem para a etapa final da olimpíada em que eles conhecerão uma das primeiras escolas do país, a Pedro II.”

 
 

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