Intercâmbio na Alemanha desafia estudante a construir bases para pesquisa em energia
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 14 jul 2026 10:30Data de Atualização: 14 jul 2026 10:30
Rhiam em frente à Technische Hochschule Ingolstadt, onde realizou seu intercâmbio
Rhian Eric Cabral Branco é estudante do curso de Engenharia Mecatrônica do Câmpus Florianópolis
O aluno aproveitou para conhecer outros países, como a Áustria.
Rhian Eric Cabral Branco é estudante do curso de Engenharia Mecatrônica do Câmpus Florianópolis do IFSC e passou três meses participando de uma pesquisa na Technische Hochschule Ingolstadt (THI), na Alemanha, pelo nosso programa de intercâmbio, o Propicie. Ele atuou no projeto “Development of Energy Management Systems for Supermarkets with Large-Scale EV Charging Stations”.
Leia seu relato abaixo sobre os últimos dias desta experiência:
Ao longo do meu intercâmbio, participei de um projeto de pesquisa desenvolvido em ciclos de continuidade, no qual cada estudante era responsável por avançar uma etapa do trabalho antes de passá-lo ao próximo participante. Como fui o primeiro aluno do projeto, minha principal responsabilidade foi realizar os estudos iniciais e estabelecer uma base sólida para o desenvolvimento futuro da pesquisa. O objetivo geral do projeto era contribuir para a construção de um simulador relacionado ao comportamento térmico de diferentes setores de um supermercado, integrado a uma iniciativa maior de monitoramento energético. Durante meu período de mobilidade, concentrei meus esforços principalmente na pesquisa bibliográfica, no levantamento de requisitos técnicos e na elaboração dos primeiros modelos conceituais que serviriam de referência para as
próximas etapas do projeto.
Grande parte do trabalho consistiu na análise de artigos científicos, documentos técnicos e legislações aplicáveis na Alemanha. Ao longo desse processo, desenvolvi uma metodologia própria de pesquisa, na qual utilizava a literatura científica como ponto de partida para identificar normas, exigências técnicas e parâmetros relevantes para a modelagem do sistema. A partir dessas informações, foi possível construir um conjunto de referências e diretrizes que orientaram o desenvolvimento inicial do projeto. Também realizei testes preliminares em Python para validar algumas ideias e acompanhei as discussões iniciais relacionadas à futura implementação do simulador em MATLAB/Simulink.
Embora o projeto não tenha sido concluído durante meu período na instituição, esse resultado já era esperado, pois a proposta previa que cada estudante contribuísse com uma etapa específica. Considero que uma das minhas principais contribuições foi a organização e documentação das informações levantadas, permitindo que os próximos participantes tenham uma base consistente para dar continuidade ao trabalho.
A instituição me surpreendeu positivamente desde os primeiros dias. Sempre encontrei apoio dos diferentes setores da universidade e tive uma supervisora extremamente atenciosa, que não apenas orientava o desenvolvimento da pesquisa, mas também oferecia apoio em relação à adaptação à vida na Alemanha. Ao mesmo tempo, a dinâmica de trabalho era diferente do que eu imaginava. Eu esperava uma rotina mais presencial e integrada a uma equipe, mas grande parte das atividades era realizada de forma independente. Essa autonomia exigiu disciplina, organização e a capacidade de buscar soluções por conta própria. Também me ajudou a desenvolver uma comunicação mais clara e objetiva, especialmente nos momentos em que precisava apresentar resultados, explicar dificuldades encontradas ou solicitar orientações específicas.
Além dos aprendizados acadêmicos, o intercâmbio teve um impacto no meu desenvolvimento pessoal. Viver em outro país, comunicar-me em uma língua estrangeira e lidar com desafios cotidianos fora da minha zona de conforto contribuíram para que eu me tornasse mais independente e confiante. Tive a oportunidade de conhecer pessoas de diferentes nacionalidades, aprender sobre outras culturas e ampliar minha visão de
mundo. Minhas expectativas foram atendidas apenas parcialmente: a experiência internacional correspondeu plenamente ao que eu imaginava, enquanto a dinâmica do projeto foi diferente do esperado. Ainda assim, considero que essa diferença também trouxe aprendizados importantes e me permitiu desenvolver competências que dificilmente seriam adquiridas em um ambiente mais tradicional.
Como recomendação aos futuros participantes, sugiro que aproveitem a experiência para além das atividades acadêmicas. Conhecer a região onde se está vivendo, explorar cidades e países vizinhos e interagir com pessoas de diferentes culturas faz parte do aprendizado proporcionado pelo intercâmbio. Também recomendo que não tenham receio de cometer erros ao se comunicar em outro idioma ou de enfrentar situações desconhecidas, pois são justamente esses desafios que tornam a experiência tão enriquecedora. Para aqueles que participarem de projetos semelhantes ao meu, acredito que desenvolver uma rotina própria de trabalho e aproveitar a flexibilidade oferecida pela instituição pode contribuir significativamente para o sucesso da experiência.
Ouça a entrevista do Rhian para o podcast IFSC em Pauta:
Pesquisa sobre IA em sala de aula marca intercâmbio de estudante do Câmpus São José
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 07 jul 2026 15:08Data de Atualização: 07 jul 2026 15:13
Braian Robson dos Santos Ferreira é estudante do curso de licenciatura em Química do Câmpus São José
Ele passou três meses participando de uma pesquisa no Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
Braian atuou no projeto “Pedagogia Inteligente: integrar IA na sala de aula de estatística”
Braian Robson dos Santos Ferreira é estudante do curso de licenciatura em Química do Câmpus São José do IFSC e passou três meses participando de uma pesquisa no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, em Portugal, pelo nosso programa de intercâmbio, o Propicie. Ele atuou no projeto “Pedagogia Inteligente: integrar IA na sala de aula de estatística”.
Leia seu relato abaixo sobre os últimos dias desta experiência:
O encerramento deste período de mobilidade no IPVC, assim como o desenvolvimento do projeto com a professora Doutora Helena Sofia Rodrigues, representa um grande marco pessoal e acadêmico na minha trajetória. Se o primeiro mês foi reservado à adaptação em Portugal e às diferenças entre fazer pesquisa aqui e no Brasil, estes últimos meses foram marcados por intensos aprendizados. No projeto, pude aprofundar conceitos que eu já estudava junto ao meu professor orientador no IFSC, o Doutor Humberto Luz Oliveira; além disso, a experiência me permitiu construir uma visão mais ampla de mundo, conhecendo novos lugares, culturas e pessoas, tanto no ambiente do IPVC quanto nos países vizinhos que visitei.
A condução do projeto foi finalizada de forma satisfatória nesta primeira semana de junho, resultando na submissão de um artigo científico para uma revista especializada, fruto do desenvolvimento realizado nesses três meses. A investigação qualitativa concentrou-se em analisar a produção dos estudantes em dois momentos distintos: o uso inicial da Inteligência Artificial sem fundamentação teórica prévia e, posteriormente, a utilização dessas mesmas ferramentas aliada ao arcabouço estatístico construído em sala de aula. Os principais resultados apontam que, embora a IA ofereça respostas mecanicamente corretas, a ausência de letramento estatístico gera uma aceitação acrítica dos resultados. Em contrapartida, após a mediação docente, observou-se um salto qualitativo: os alunos passaram a utilizar a tecnologia como uma ferramenta de otimização, e não como substituta do pensamento crítico.
Academicamente, embora o projeto não tenha sido estritamente na área da Química, trabalhar sob a orientação da professora doutora Helena Sofia Rodrigues no IPVC, em constante diálogo com as bases que já vinha desenvolvendo com o professor Humberto Luz Oliveira no IFSC, expandiu significativamente meus horizontes metodológicos. Pude refletir sobre novas formas de integrar os sistemas de IA em sala de aula e compreender como eles interferem, positiva ou negativamente, no processo de ensino-aprendizagem. Além disso, a condução do trabalho de forma majoritariamente remota e a flexibilidade de horários exigiram adaptações no meu ritmo de pesquisa.
Apesar das dificuldades iniciais com a autogestão, hoje percebo o quanto evoluí: não apenas utilizei as habilidades técnicas referentes ao projeto, mas também desenvolvi competências interpessoais, como a disciplina e a autorresponsabilidade. No plano pessoal e cultural, a experiência foi igualmente enriquecedora. A oportunidade de vivenciar o cotidiano no IPVC e viajar para conhecer novas culturas expandiu significativamente minha visão de mundo. Essa imersão internacional me permitiu perceber, de forma muito clara, as imensas potencialidades do Brasil nas mais diversas áreas, com especial destaque para a educação. Longe de estarmos atrás de outras nações, pelo contrário, retomo com a certeza de que nossas instituições e profissionais possuem uma capacidade técnica e pedagógica de excelência.
Minha principal recomendação aos próximos intercambistas é que criem laços genuínos com seus colegas de mobilidade. Estar longe de casa, da família e da nossa rotina no Brasil impõe desafios práticos e emocionais que só quem está vivendo a mesma experiência consegue compreender de verdade. A rede de suporte que construí em Portugal foi fundamental para o sucesso deste intercâmbio, e tenho certeza de que meus colegas compartilham desse sentimento. Desenvolver essa cumplicidade e parceria não apenas torna as dificuldades do cotidiano muito mais leves, mas também multiplica a alegria de cada viagem e conquista alcançada. Não passem por isso sozinhos; viajar juntos e conhecer novos lugares pela primeira vez será uma experiência sem igual.
Por fim, posso dizer que minhas expectativas não apenas foram atendidas, mas felizmente superadas. Retorno ao Brasil e à licenciatura em Química no IFSC com novos olhares sobre meu próprio país e sobre a educação de forma geral, consciente do privilégio que tive e tenho de estudar nesta instituição, bem como do meu papel individual e dos meus deveres como futuro professor.
Pesquisa sobre argamassas sustentáveis marca experiência de estudantes em Setúbal
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 30 jun 2026 12:02Data de Atualização: 30 jun 2026 12:08
Caroline e Maria Eduarda participaram neste semestre do nosso programa de intercâmbio em Portugal.
Maria Eduarda é aluna do curso de Engenharia Civil do Câmpus Florianópolis, assim como Caroline.
Caroline, em frente ao Instituto Politécnico de Setúbal, onde atuou em um projeto de pesquisa junto com sua colega de curso Maria Eduarda.
Caroline Fiordalise Zuchi e Maria Eduarda Gonçalve são estudantes do Câmpus Florianópolis que participaram neste semestre do nosso programa de intercâmbio, o Propicie. As duas colegas do curso de Engenharia Civil atuaram no mesmo projeto de pesquisa - : ARSus - Argamassas de Revestimento Sustentáveis: influência da substituição parcial de cimento por cinzas de fundo proveniente de centrais de queima de biomassa - no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS). No post de hoje, trazemos seus relatos sobre como foi essa experiência em Portugal.
Leiam os relatos abaixo:
Caroline Fiordalise Zuchi- Aluna da 7ª fase do curso de Engenharia Civil
Sempre tive grande apreço pela pesquisa científica e considero a produção de conhecimento uma das áreas mais enriquecedoras da vida acadêmica. Além disso, desde o início da graduação, tive o desejo de vivenciar experiências internacionais que ampliassem minha formação pessoal e profissional. Participar deste intercâmbio em Portugal representou a união desses dois objetivos, proporcionando a oportunidade de desenvolver uma pesquisa em um contexto acadêmico diferente daquele ao qual estou habituada no Brasil. Essa experiência também reforçou minha vontade de continuar estudando após a graduação, por meio do mestrado, doutorado e demais formações ligadas à pesquisa científica.
O desenvolvimento do projeto ocorreu de forma muito satisfatória, sendo possível executar todas as etapas experimentais previstas no planejamento inicial. Em pesquisas envolvendo argamassas, a elaboração de um cronograma rigoroso é fundamental, uma vez que diversos ensaios precisam ser realizados em idades específicas de cura, cujos prazos devem ser rigorosamente respeitados para garantir a confiabilidade e a comparabilidade dos resultados obtidos. Dessa forma, toda a programação experimental foi estruturada considerando as datas de realização dos ensaios no estado fresco e no estado endurecido.
Inicialmente, o objetivo da pesquisa era avaliar a utilização de cinzas de fundo provenientes da queima de biomassa como material pozolânico em argamassas. Entretanto, os resultados preliminares demonstraram que as cinzas não apresentavam atividade pozolânica suficiente para essa aplicação. Diante disso, foi necessário redirecionar a pesquisa, passando a utilizar o material como substituição parcial do agregado miúdo (areia) e como fíler, mantendo o propósito de desenvolver argamassas mais sustentáveis. Essa adaptação evidenciou a importância da análise crítica e da flexibilidade durante o processo científico.
Maria Eduarda Gonçalves - Aluna da 7ª fase do curso de Engenharia Civil
O desenvolvimento do projeto de pesquisa foi uma experiência muito enriquecedora e desafiadora. Como eu ainda não havia tido contato com o mundo da pesquisa durante a graduação, cada etapa representou uma nova descoberta e um importante aprendizado. Além disso, realizar esse projeto em outro país tornou a experiência ainda mais especial, pois tive a oportunidade de trabalhar com normas diferentes e conhecer outras formas de desenvolver pesquisas. Esse contato com uma nova realidade acadêmica ampliou minha visão sobre a área e me permitiu compreender melhor como trabalhar em equipe com pessoas de diferentes culturas.
Também foi muito interessante aprofundar meus conhecimentos sobre sustentabilidade na construção civil. Os resultados obtidos foram bastante satisfatórios. Embora não tenhamos alcançado exatamente o objetivo inicial, que era comprovar que a cinza estudada possuía propriedades pozolânicas suficientes para substituir parte do cimento, a pesquisa permitiu compreender melhor outras características do material. Ao longo do desenvolvimento do projeto, identificamos novas possibilidades de utilização da cinza em argamassas, permitindo que ela continue sendo aproveitada de forma sustentável e contribuindo para a redução de resíduos. Além disso, aprendemos que não alcançar o objetivo inicial não significa que a pesquisa tenha dado errado.
Muitas vezes, é preciso analisar os resultados por outra perspectiva e compreender o que eles estão mostrando. Uma frase que nosso técnico de laboratório sempre dizia e que levarei para a vida é: “o resultado é o resultado”. Com isso, aprendemos a aceitar e interpretar os resultados obtidos, sejam eles os esperados ou não.
Entre os principais aprendizados acadêmicos, destaco a compreensão de que a pesquisa exige tempo, paciência e dedicação. Os ensaios possuem etapas que precisam ser respeitadas, e nem sempre é possível acelerar os processos sem comprometer a qualidade dos resultados. Além disso, trabalhar em equipe com pessoas de diferentes formações e culturas foi um aprendizado muito valioso, tanto para a vida acadêmica quanto para o meu desenvolvimento pessoal.
Em relação aos professores e à metodologia utilizada, tive uma experiência muito positiva. Os professores foram sempre simpáticos, participativos e dispostos a auxiliar quando necessário. Também percebi diferenças na metodologia de ensino e na dinâmica de trabalho em comparação com aquelas às quais estávamos acostumados no Brasil, o que tornou a experiência ainda mais enriquecedora.
Minhas expectativas foram plenamente atendidas. Apaixonei-me pela experiência do intercâmbio, que me ajudou a me tornar uma pessoa mais independente, confiante e aberta a novos desafios. Sair da zona de conforto foi, sem dúvida, uma das partes mais marcantes dessa jornada, e não me arrependo em nenhum momento de ter tomado essa decisão.
Como dica para os futuros participantes, eu diria para aproveitarem a oportunidade e se permitirem viver essa experiência intensamente. Mesmo que exista medo ou insegurança no início, vale muito a pena. O intercâmbio proporciona um enorme crescimento acadêmico e pessoal, além da oportunidade de conhecer novas culturas, novas formas de pensar e descobrir o quanto somos capazes de nos adaptar e evoluir diante de novos desafios.
Do artigo científico às descobertas pessoais: estudante do IFSC compartilha vivência em Portugal
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 23 jun 2026 15:08Data de Atualização: 23 jun 2026 15:11
Carolina da Rosa Krolow é estudante do curso técnico integrado em Comunicação Visual do Câmpus Palhoça Bilíngue do IFSC e passou três meses participando de uma pesquisa no Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), em Portugal, pelo nosso programa de intercâmbio, o Propicie. Ela atuou no projeto “Performance da Inovação: da métrica ao impacto”.
Leia seu relato abaixo sobre os últimos dias desta experiência:
Chegando aos últimos dias do intercâmbio ainda é difícil entender como esses três meses passaram tão rápido. O tempo aqui parece funcionar de forma diferente e acredito que seja por conta da quantidade de coisas que vivemos em pouco tempo. Os dias e as semanas nos escapam, mas eu não estaria como estar mais grata e feliz por ter vivenciado cada oportunidade nesse período. Estar aqui é um privilégio que não tem dimensão ou explicação.
Poder produzir um artigo científico aprendendo a pensar em cada etapa foi um grande desafio e um processo de muita aprendizagem. A pesquisa não é algo simples e foi dentro desse projeto que entendi como é necessário se organizar e ter um plano de execução para que o artigo realmente se desenvolva de forma eficiente.
Tive uma rotina de reuniões com minha supervisora aqui da instituição em Portugal e isso fez com que eu conseguisse tirar de forma mais fácil as dúvidas e que pudesse ter uma resposta mais rápida ao que eu estava fazendo naquele momento, possibilitando a correção do que fosse necessário durante a escrita. A flexibilidade do projeto me deu a liberdade de poder estudar e pesquisar não só na própria sede do IPVC como em bibliotecas, cafés e até mesmo durante as viagens que fiz por aqui - e isso foi uma grande vantagem, pois consegui continuar as etapas do projeto mesmo quando os dias não eram rotineiros, me dando uma experiência que nunca havia tido.
É um desafio enorme tentar colocar em palavras tudo que vivi nesse tempo, são tantos aprendizados, histórias, viagens, pessoas especiais que conhecemos, desafios que superamos durante os dias que passam, tantas emoções que marcam nosso coração que é impossível voltar a mesmo pra casa. O intercâmbio foi tudo o que eu esperava, mas de uma forma muito diferente, porque foi justamente nos planos que não deram certo ou nas coisas que não imaginei que aconteceriam que o melhor aconteceu.
Esse tempo aqui em Portugal me ensinou a ser mais flexível com as coisas que não tenho controle sobre, me ensinou que é preciso ter calma para lidar com o que não esperamos. Uma mistura de sentimentos me invade neste momento de volta pra casa, mas vou com a certeza que essa experiência não poderia ter sido mais incrível do que foi. É uma oportunidade que temos dentro do IFSC e que se deve agarrar, pois transforma a gente.
Como disse Clarice Lispector, “Depois do medo, vem o mundo”. Essa frase me moveu e me fez lembrar durante esses 90 dias que ter a coragem de ir atrás do que sonhamos vale muito a pena, que no final é isso que lembramos quando falamos do que é a nossa vida, são as memórias.
Aprendi mais que coisas acadêmicas nesse intercâmbio. O projeto foi uma parte muito importante, de fato, mas levo principalmente as pessoas que conheci e que vão estar na minha vida a partir de agora, os lugares que tive o privilégio de ver com os próprios olhos. Volto para o Brasil com uma segunda casa.
Estudante do IFSC desenvolve pesquisa sobre baterias na Alemanha
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 16 jun 2026 16:05Data de Atualização: 16 jun 2026 16:13
Diogo Henrique de França Santos é estudante do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Joinville
Diogo passou três meses realizando um projeto de pesquisa na instituição alemã Technische Hochschule Ingolstadt
Diogo atuou no projeto de pesquisa "Swelling Measurements on Cylindrical Cells"
Diogo Henrique de França Santos é estudante do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Joinville e passou três meses realizando um projeto de pesquisa na instituição alemã Technische Hochschule Ingolstadt pelo nosso programa de intercâmbio, o Propicie.
Leia seu relato abaixo:
O desenvolvimento do projeto ocorreu sem grandes problemas e interrupções, onde eu sempre tive o apoio do professor orientador e dos técnicos de laboratório na THI; mas uma dificuldade que eu tive foi na comunicação com alguns dos técnicos, porque não falo alemão e alguns deles não falavam inglês, precisando então do tradutor ou de alguém para traduzir. Os principais resultados adquiridos ao longo da viagem foram as medições na superfície da célula de bateria durante a vida útil da bateria, permitindo um maior entendimento de como se distribuem as pressões internas na superfície da célula e a evolução da magnitude do inchaço da célula ao longo de sua vida e durante os estágios de carga e descarga da célula.
Tive a oportunidade de aprender mais sobre células de lítio, como as diferentes maneiras de construção da célula afetam a evolução do inchaço da célula de bateria; sobre os diferentes testes e experimentos que são realizados para avaliar uma célula durante sua ciclagem e após o fim da vida útil da bateria; também pude conhecer diferentes equipamentos e softwares de laboratório e como utilizá-los no futuro.
Me foi bastante exposto sobre a cultura e sociedade alemã e pude ver muitas práticas que acho interessante aplicar no meu dia a dia. Achei bastante diversas as diferentes metodologias que são utilizadas para estudar as células e como os professores guiam os estudantes para aplicá-las de acordo com a pesquisa realizada.
Muitas coisas superaram as minhas expectativas, como o transporte público e o quão bem equipados os laboratórios são, mas algumas coisas deixaram a desejar, como a qualidade da internet e os preços de alguns alimentos. Se eu fosse dar conselhos sobre a viagem, eu recomendaria procurar uma moradia com bastante antecedência para tentar negociar com os donos dos imóveis, até porque muitos não aceitam aluguéis menores do que 6 meses; também acho bastante importante aprender um pouco da língua local para que você consiga se comunicar com as pessoas fora das áreas mais turísticas. Algo muito importante é conhecer os mercados onde as pessoas que moram na região tendem a fazer as suas compras. No caso de onde fiquei, recomendo comprar comidas para cozinhar na LIDL e Rewe, e encontrar um açougue local para comprar carne; para compras de roupa, recomendo a Primark por causa dos preços acessíveis e ótima qualidade; e, por último, eu diria para aproveitar para conhecer o país, se imergindo na cultura local e conhecendo as suas histórias.
Pesquisa ambiental marca intercâmbio de estudantes do IFSC no IPBeja
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 08 jun 2026 10:56Data de Atualização: 08 jun 2026 11:06
Ana Clara, Mundo, Jhonny e Júlia, estudantes do IFSC no laboratório do IPBeja
Mundo Park, aluno do curso técnico integrado em Química, conhecendo Portugal
Jhonny e Júlia chegando em Portugal
Júlia realizando pesquisa no IPBeja
Mundo Park, Jhonny de Melo Feitoza e Júlia Crochemore Restrepo são estudantes do Câmpus Florianópolis que participaram neste semestre do nosso programa de intercâmbio, o Propicie. No post de hoje, trazemos seus relatos sobre como foi realizar projetos de pesquisa no Instituto Politécnico de Beja. Eles já retornaram ao Brasil, mas suas percepções são do início da experiência em Portugal.
Leiam os relatos abaixo:
Mundo Park - Aluno do curso técnico integrado em Química
Tenho aproveitado bastante os dias em Portugal. Visitei diversas cidades, castelos, igrejas... Sempre há algo a mais para explorar. A vantagem é que as cidades são relativamente próximas, pois o país em si é pequeno comparado ao Brasil, menor do que Santa Catarina. Descobri que a cultura e a história de Portugal são extremamente ricas, uma mistura complexa de vários povos ao longo do tempo. Antes de chegar aqui, nunca havia estudado bem sobre Portugal e pensava nos portugueses como uma coisa só. Mas agora estou completamente fascinado pela história deste país e das respectivas culturas que o construíram.
Tive dificuldade em encontrar um apartamento antes de chegar porque a maioria dos anúncios aceitavam apenas estudantes raparigas, e eu não sabia que as pessoas do Facebook eram tão desconfiadas. Depois que publiquei uma foto minha e algumas informações, finalmente consegui receber respostas, garantindo um quarto num apartamento compartilhado. Provavelmente meu nome também não ajudou muito nisso, pois as pessoas suspeitavam que eu fosse uma empresa ou um imigrante ilegal. Assim que cheguei, tive a surpresa de descobrir que nenhum dos moradores era estudante. Eram todos imigrantes, trabalhadores da região. Isso não tinha sido bem informado pelo senhorio, porém até agora não houve problemas, e penso que é uma boa experiência de qualquer forma.
A culinária de Portugal é ótima, e combina maravilhosamente com o meu paladar. Os pratos daqui costumam conter uma grande variedade de frutos do mar, como polvo, amêijoa, cavala e cara-pau, algo que sempre senti falta em Santa Catarina. Assim como no Brasil, o carboidrato principal é o arroz. No entanto, em casa tenho cozinhado massas na maioria das vezes por praticidade, e também por conta da ausência de arroz japonês no mercado. Quase sempre compro o almoço no refeitório do instituto, e faço o jantar em casa.
O IPBeja é uma escola aconchegante. A infraestrutura é de boa qualidade, novo e limpo, com espaços de lazer e canteiros com flores. Muitos estudantes são intercambistas, e não é raro encontrar brasileiros. Tanto que até agora fiz apenas amigos do Brasil. O almoço custa apenas 3 euros, o que é bem acessível em comparação ao preço de mercado.
No projeto de pesquisa ao qual me inscrevi, faço parte de uma equipe de 4 estudantes, todos do IFSC. A pesquisa aborda o uso de zonas úmidas artificiais – leitos com solo e vegetação, em estado de saturação de água – para a remoção de resíduos na água. Atualmente estamos enfrentando problemas de atraso da chegada dos materiais e do crescimento das plantas. Honestamente, me decepcionei com a falta de planejamento e organização tanto da orientação do projeto quanto do instituto em si. Atraso de editais, de bolsas, muita burocracia, com sérios problemas de gestão. As nossas orientadoras são atenciosas e de boa vontade, porém aparentam ser muito ocupadas com as aulas, nos deixando levemente perdidos.
O projeto inicial tinha como objetivo avaliar a remoção de microplásticos no meio aquático, porém isso não será mais possível no período disponível. Portanto, estamos tentando substituir os microplásticos pelo ibuprofeno, que também é um contaminante emergente. Realizamos medições diárias de pH, oxigênio dissolvido, potencial redox, temperatura, condutividade e sólidos suspensos totais, de amostras antes e depois do tratamento. Nesses testes, a minha experiência em química e técnicas laboratoriais no IFSC tem sido um grande apoio. No entanto, a mais importante medição de ibuprofeno ainda não foi feita. Estamos aguardando as orientadoras para que possamos adicionar o ibuprofeno nas amostras e aprendermos a usar o cromatógrafo HPLC para realizar as análises.
A minha melhor experiência até o momento foi a visita ao Castelo dos Mouros em Sintra. Um lugar com uma vista de tirar o fôlego, absolutamente lindíssima. Me fez sentir muitas emoções ao mesmo tempo, dificilmente descritível. Parecia que eu estava no topo do mundo. O castelo foi construído pelos árabes entre os séculos VII e IX em um dos cumes da serra de Sintra. As muralhas lembravam um pouco a Grande Muralha da China.
Jhonny de Melo Feitoza - Aluno do curso técnico subsequente em Meio Ambiente
As minhas primeiras semanas aqui em Beja foram de muita descoberta. Todos no Instituto me receberam muito bem. O que mais me chamou a atenção é que Beja é uma cidade que acolhe bem o estudante internacional. A proximidade com as técnicas Mariana Raposo e Maria José no Laboratório de Controle de Qualidade de Águas tem foi fundamental para o meu desenvolvimento prático e tornou a adaptação técnica muito mais leve.
No início, o maior desafio foi organizar a rotina de estudos teóricos com a prática de laboratório, visto que houveram adaptações no projeto. A minha pesquisa aqui no IPBeja começou com o foco nos microplásticos, mas, conforme avançamos nas discussões, na fundamentação teórica e na logística das análises, direcionamos nossos esforços para o impacto do Ibuprofeno nas matrizes aquáticas. Essa transição foi bastante interessante porque me permitiu entender como a pesquisa
se adapta a problemas ambientais urgentes.
Atualmente, além das leituras sobre fitorremediação, tenho seguido uma rotina bem prática. Me familiarizei com a rotina de preparo de soluções nutritivas para cultivo das Vetiver (plantas utilizadas para fitorremediação) para os testes com o fármaco, assim como a medição de parâmetros básicos como pH, condutividade, OD etc, através de métodos convencionais e equipamento de Sonda. Adicionalmente, ver os dados surgindo na prática e buscar soluções com a equipe tem sido uma experiência única, isso já tem feito a experiência valer muito a pena.
Júlia Crochemore Restrepo - Aluna do curso técnico em Meio Ambiente
Quando soube que tinha sido selecionada, fiquei muito animada e comecei logo a pesquisar mais sobre o tema do projeto, entreguei todos os documentos no IFSC, fui pesquisar passagem e moradia, organizar uma licença no meu trabalho, enfim, teve correria e ansiedade, mas também muito otimismo e vontade de vivenciar a experiência que o Propicie me ofereceu. Troquei muita ideia com meu colega de turma que também foi selecionado e com os alunos dos vários IFSC que foram contemplados. É bom saber que não estamos sozinhos!
A cidade onde estamos se chama Beja. Fica no Baixo Alentejo, a duas horas e meia de Lisboa. Tem cerca de 30 mil habitantes e muita história (povos fenícios, celtas, romanos, visigodos e árabes compõem as raízes do povo português), que podemos conhecer pelos diversos museus, arquitetura e sítios arqueológicos. A área urbanizada é pequena, dá pra fazer tudo a pé ou de bicicleta. O Instituto Politécnico tem um programa de incentivo à atividade física, e uma das frentes do programa é o empréstimo de bicicletas durante toda a nossa estadia. Pedalar me faz sentir muito mais ativa do que em Florianópolis. Logo atrás do instituto tem um complexo esportivo e consigo nadar por um valor muito baixinho. No sábado tem feira e na terça tem filme no único cinema da cidade. Tenho adorado a rotina aqui!
Na minha casa moram mais três estudantes: duas cabo-verdianas e uma nigeriana. Aprendo diariamente com elas sobre sua cultura, música, hábitos, comidas. A relação entre nós é ótima, apesar de ser muito desafiador ter de conversar em inglês com a colega nigeriana. Conversar com os portugueses é tranquilo, mas difícil é entender quando falam rápido entre eles.
Sobre os desafios que encontrei, acho que o maior deles é lidar com a ansiedade que o ritmo do projeto gera. Quando chegamos tivemos uma surpresa, o projeto ainda não estava em andamento. Para iniciar o trabalho de fitorremediação, precisávamos de plantas que ainda não haviam sido entregues e de material que ainda não tinha recurso para ser comprado. Então as professoras nos propuseram um projeto alternativo. Em vez de trabalhar com fitorremediação para a remoção de microplástico da água, trabalharíamos com a remoção de ibuprofeno. Mas para isso, teríamos de cuidar de plantas já usadas em zonas úmidas artificiais antigas antes de poder trabalhar com elas. Então, como as plantas ainda não estão sadias o suficiente para podermos usá-las na fitorremediação, dedicamos a maior parte das horas a cuidá-las, a manter o sistema de zonas úmidas funcionando controladamente, a ler artigos sobre o tema e a treinar alguns métodos de laboratório que vamos usar mais para a frente para medir parâmetros de qualidade da água.
Me angustia um pouco que o tempo de estágio termine e não tenhamos resultados, mas lidar com os desafios também é um grande aprendizado. O próximo passo é testar de fato a eficiência da fitorremediação na remoção do ibuprofeno, aprender a operar um aparelho de HPLC para detectar a presença do poluente, aprender a ler os resultados e apresentar as nossas conclusões. Espero em breve estar de volta com boas notícias!
Intercâmbio na Alemanha aproxima estudante do IFSC da pesquisa aplicada
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 02 jun 2026 12:00Data de Atualização: 02 jun 2026 14:24
Suzana no laboratório da Technische Hochschule Ingolstadt na Alemanha
Suzana em Ingolstadt, cidade onde está realizando seu intercâmbio.
A estudante em Nuremberg
Suzana Cardoso é aluna do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Jaraguá do Sul-Rau e está na Alemanha participando do nosso programa de intercâmbio, o Propicie. Desde março, ela atua no projeto de pesquisa “Replacing test bench testing with simulations, collecting data for innovative propulsion systems" na Technische Hochschule Ingolstadt (THI).
Leia o relato dela sobre esta experiência:
Foi uma grande surpresa e alegria quando descobri ter sido contemplada com uma bolsa, já que havia ficado em 1º na lista de espera. Encontrar uma acomodação não foi fácil, os preços são altos e o mercado é concorrido, então quanto maior a antecedência, melhor. Outra questão foi que não somos considerados estudantes da instituição, então não tínhamos desconto de estudante no restaurante universitário e não podemos acessar a biblioteca fora dos horários normais de funcionamento (coisa que os estudantes daqui podem fazer). Mas de modo geral, as coisas têm se resolvido. Um dos professores supervisores descobriu que podemos comprar um cartão que tem o desconto de estudante no RU e foi o que fizemos, quanto à biblioteca, o acesso ainda está sendo verificado.
Meu professor Supervisor, Alexander Gelner, me aconselhou a participar da semana de orientação para os estudantes internacionais e foi a decisão mais acertada. Ali pude interagir com muitas pessoas novas de diversos países diferentes e fazer boas amizades. Inclusive, minha rotina se resume em trabalhar no laboratório durante os dias da semana, participar das aulas de alemão (também aconselhado pelo meu supervisor) e no final de semana, visitar diversos outros lugares com meus amigos. Tenho amado todas essas experiências novas, apesar da barreira de linguagem e choque cultural.
Gostaria de deixar registrado também que temos muita liberdade, não há horários fixos e nem prazos complexos de entrega de resultados; o que hoje em dia considero positivo, mas me deixava muito perdida no início. Tudo isso tem desenvolvido muito minha autonomia. Meu trabalho no laboratório resume-se em fazer um sistema de Crankangle antigo se comunicar com uma KiBox (sistema de análise dos testes). E o maior problema é a incompatibilidade de sinais, então estou aplicando engenharia reversa nos equipamentos que temos disponíveis para tentar identificar o que é cada PIN do cabo conector e achar uma maneira de converter o sinal (já que a empresa fabricante não produz mais o cabo adaptador que precisávamos). Porém considero um trabalho relativamente dificultoso, já que temos muitos sinais que necessitam de uma precisão elevada e esse é um problema que eles têm enfrentado antes mesmo da minha chegada.
Paralelamente, com um intuíto mais didático, tenho usado o osciloscópio, coletado dados do encoder e construído um código no MATLAB que nos permite calcular a velocidade e a frequência da rotação de uma furadeira. O objetivo até o final da minha estadia é conseguir resolver esse problema da incompatibilidade de sinais do encoder com a KiBox e aproveitar o máximo possível de experiências novas nesse intercâmbio.
Além disso, gostaria de agradecer ao IFSC por proporcionar esse tipo de experiência imersiva e transformadora. Sem dúvidas, é algo que está me marcando profundamente e sei que marcará minha trajetória pessoal e profissional. Sempre fui fascinada por pesquisa e poder viver o dia-a-dia ao lado de excelentes pesquisadores tem sido inspirador, além é claro, de muito educativo.
Intercâmbio em Portugal amplia horizontes de estudantes do Câmpus Garopaba
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 26 mai 2026 09:40Data de Atualização: 26 mai 2026 10:12
A aluna Maria Luiza Brum Miranda está participando do projeto Análise do consumo de água, da geração de dejetos e da emissão dos gases de efeito estufa na produção animal
A estudante Luah Magaton participa do projeto Ares de Beja com a aluna do Câmpus Florianópolis Maria Flor
Maria Luiza conhecendo Portugal
Luah aproveitou o intercâmbio para viajar por Portugal
Maria Luiza Brum Miranda e Luah Magaton são as duas estudantes do Câmpus Garopaba que participam neste semestre do nosso programa de intercâmbio, o Propicie. No post de hoje, trazemos seus relatos sobre como está sendo realizar projetos de pesquisa no Instituto Politécnico de Beja em Portugal. A Maria faz o curso técnico concomitante em Biotecnologia. Já a Luah é aluna do curso técnico integrado em Administração.
Leiam os relatos abaixo:
Relato de Luah Magaton - Projeto: Ares de Beja
Desde o início do meu intercâmbio tenho vivido experiências muito diferentes daquelas vividas no Brasil, principalmente por conta da cultura do país e da vida com estilo universitário, com mais tarefas e responsabilidades. A viagem de avião foi bem tranquila e a locomoção nos aeroportos também. Achei que seria mais difícil, pois eu nunca havia viajado de avião, muito menos sozinha.
Cheguei na rodoviária de Beja - PT dia 08 de março (domingo) e depois pedi um Bolt para casa (Bolt é a concorrência do Uber, mais comum aqui em Portugal). A viagem de ônibus também foi boa, mas como estava há dois dias completamente sozinha, não consegui relaxar até chegar em casa. Apesar disso, cheguei em casa em segurança e bem acolhida pelas minhas amigas e colegas de apartamento.
Logo na segunda-feira (09/03) já fui conhecer o IPBeja, minha colega de projeto, Maria Flor, e a coordenadora do projeto que eu participo, Flávia Matias Oliveira. Conheci onde ficam todas as escolas, como a Escola Superior Agrária, a Escola Superior de Educação, a Escola Superior de Saúde, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão, a Escola Superior de Saúde e a Escola Superior Agrária de Beja - ESAB que é onde a maior parte do nosso projeto se desenvolve.
A participação no projeto Ares de Beja tem se mostrado uma oportunidade importante para aprender como realmente funciona um estágio na faculdade. Além disso, o contato com uma nova realidade educacional tem me permitido observar diferentes métodos de ensino, contribuindo para o desenvolvimento do meu olhar crítico sobre diferentes contextos educacionais.
Na terça-feira (10/03) fui me informar sobre o handebol, pois pratico no Brasil, e quero continuar treinando durante o período do intercâmbio. Descobri que no IPBeja eles ainda não estão tendo treinos, mas tem uma equipe chamada Zona Azul, que fica do outro lado da cidade, no Pavilhão de Santa Maria, e tem três treinos por semana de uma hora e meia cada. Na quinta-feira (12/03) fui ao meu primeiro treino no Zona Azul e desde então tenho treinado lá todas as semanas. Vou a pé da minha casa até lá (20 minutos de caminhada) e volto na Van do time, junto com o treinador e as outras atletas que também voltam com ele. Os treinos têm me ajudado muito a evoluir mais e criar melhor noção de jogo, principalmente por conta do nível técnico mais elevado das atletas, que inclusive me receberam super bem, ficaram bem curiosas por eu ser brasileira e são bem pacientes para me ensinar os treinos delas, que são diferentes dos nossos no Brasil.
Na minha primeira semana em Beja também aproveitei para conhecer um pouco da cidade, como o Castelo de Beja e o Jardim público. Além das atividades acadêmicas, também tive a oportunidade de conhecer outras cidades. Eu e meus amigos fizemos uma viagem de uma semana juntos por Portugal como nossa viagem principal do intercâmbio. Ficamos hospedados em Airbnb 's. Quatro dias em Lisboa e três dias no Porto. Conhecemos vários pontos turísticos e comemos muitas comidas gostosas!
Minhas primeiras impressões culturais e curiosidades percebidas foram:
- As pessoas fumam muito aqui, tanto, que fora de vários estabelecimentos tem cinzeiros.
Até mesmo no IPBeja ao lado de fora de várias portas. Além disso, existem cigarros
eletrônicos diferentes dos que eu já vi no Brasil, usados até por muitos jovens.
- Para ajudar o meio ambiente, as sacolas nos supermercados e na maioria dos estabelecimentos não são de graça, é preciso pagar por elas. Por isso, a maioria das
pessoas levam suas próprias sacolas ou bolsas para fazer suas compras.
- Na mesma linha de cuidado com o meio ambiente, as tampas das garrafas plásticas não se abrem por completo, são acopladas ao lacre para não serem jogadas no chão.
- É muito mais comum ver carros “bons” e elétricos nas ruas, como BMW, Porsche, BYD...
- Os motoristas são muito respeitosos e sempre param na faixa de pedestres, até mesmo quando ainda não estamos nela, mas eles vem que vamos ir e daria tempo deles passarem, eles param.
- Diferente do Brasil, aqui é muito mais comum as pessoas saberem falar pelo menos o básico de inglês, pois eles recebem muitos estrangeiros no país.
Até o momento, o intercâmbio tem sido uma experiência extremamente enriquecedora, tanto no âmbito acadêmico quanto pessoal, têm sido fundamental para minha adaptação, crescimento pessoal, autonomia e confiança. Estou motivada a continuar aproveitando ao máximo essa oportunidade, buscando aprender cada vez mais e representar bem o IFSC durante toda a minha trajetória aqui!
Relato de Maria Luiza Brum Miranda - Projeto: Análise do consumo de água, da geração de dejetos e da emissão dos gases de efeito estufa na produção animal
A preparação para a viagem foi um pouco burocrática, mas simples! Os prazos eram curtos então exigiu uma boa programação. Sobre os desafios, acho que a viagem em si, sozinha, foi complicada! Estar perdida no enorme aeroporto de Guarulhos foi emocionante. Mas já aqui, tive muito suporte dos colegas e professores e sempre tirei minhas dúvidas, então tive tudo bem claro sempre. Claro que uma nova instituição, um novo campus e os laboratórios que eu não conhecia foram difíceis no começo mas nada impossível.
Me surpreendi com a empatia das pessoas. Talvez eu esperasse o esteriótipo europeu “frio” mas conheci pessoas muito legais. A cidade de Beja é bem vazia e universitária, então não é difícil se enturmar e conhecer pessoas e lugares. Minhas colegas de casa, são da Geórgia e me acolheram muito bem! Depois chegaram mais duas alunas Propicie para morar conosco e são amizades que tenho certeza que vou levar pra vida. Eu tenho amado as companhias e as nossas comilanças. O apoio do professor orientador do projeto tem sido incrível e sei que será alguém com quem vou poder contar futuramente.
O projeto em si está indo muito bem, tenho trabalhado em coisas que gosto e num híbrido entre escritório e laboratório muito confortável. Tivemos até o feriado de Páscoa livre para passear pelo país! Além do projeto destinado, tenho trabalhado em outros com o professor Jorge e estou gostando muito e ganhando muita experiência. Para os próximos passos, quero conseguir voltar para o Brasil com todos os projetos finalizados e contatos aqui, para quem sabe voltar um dia. Acho que o mais inusitado que me ocorreu, foram as amizades! Não achei que eu fosse voltar com tantos amigos, tanto do próprio IFSC quanto daqui.
O desenvolvimento do projeto anda como esperado. Já finalizei boa parte das tarefas laboratoriais e agora ando mais na pesquisa bibliográfica. Eu diria que o principal resultado obtido foi o aprendizado que vou levar, mas até agora já realizei (com as amostras de dejetos de porcos, puras e digeridas): quantificação de sólidos totais e voláteis e índice de fósforo (vou mandar algumas fotos). Com certeza aprendi muito sobre a prática laboratorial e convivência. A experiência de dividir casa com cinco pessoas é bem legal! Acabamos virando muito amigas e aprendemos todo dia umas com as outras!
Os professores são todos muito queridos e acolhedores, mas o Prof. Jorge, que é orientador do projeto, é excepcional! Desde o primeiro dia ele me fez sentir em casa! Até encontrei com ele e a família no parque, no dia em que comemoramos o meu aniversário e foi muito especial. Ele me acolheu muito bem e me enturmou com seus outros alunos, explicando sobre seus projetos e oferecendo apoio sempre. As técnicas de laboratório também são muito solícitas em tudo. Eu diria que está sendo muito melhor do que eu imaginei!
Agora, aos futuros participantes: se preparem para a pré-viagem, pois antes de chegar aqui tem muita coisa pra resolver, mas não se assustem porque tudo se resolve! A viagem de vinda é bem pesada emocionalmente então estejam preparados. Os primeiros dias vão ser assustadores, mas façam amigos! É bem mais fácil do que parece. Entrem em contato com os outros alunos Propicie porque eles serão seus maiores aliados, desde a documentação inicial até as saídas de fim de semana. Mas o mais importante; aproveitem cada segundo pois eu nem fui embora e já estou com saudades!
Intercâmbio em Portugal une pesquisa, adaptação e crescimento pessoal
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 19 mai 2026 14:32Data de Atualização: 19 mai 2026 14:46
Caio de Macedo Schweitzer, do curso de Engenharia Mecatrônica do Câmpus Florianópolis, aproveitou para viajar durante o intercâmbio
João Victor Rochinski Vieira, do curso superior de tecnologia em Gestão da Tecnologia da Informação do Câmpus Florianópolis, está participando de um projeto no IPBeja
Maria Flor Melo Maia, do curso técnico Integrado em Química do Câmpus Florianópolis, completou 18 anos em Portugal
Neste semestre, 12 estudantes do Câmpus Florianópolis estão participando do nosso programa de intercâmbio, o Propicie. No post de hoje, trazemos os relatos de três deles que estão realizando projetos de pesquisa no Instituto Politécnico de Beja: o Caio de Macedo Schweitzer, do curso de Engenharia Mecatrônica; o João Victor Rochinski Vieira, do curso superior de tecnologia em Gestão da Tecnologia da Informação; e a Maria Flor Melo Maia, do curso técnico Integrado em Química. O Caio e o João, inclusive, estão atuando no mesmo projeto de pesquisa.
Vejam abaixo como está sendo a experiência para eles:
Relato do Caio de Macedo Schweitzer - Projeto: Reconhecedor de Instabilidade Corporal em Atividades Humanas
A oportunidade de realizar um intercâmbio em Portugal foi aguardada com grande expectativa desde a divulgação dos resultados do programa Propicie 2025. Mais do que a vivência internacional, havia o interesse em expandir minha formação acadêmica por meio do contato com novos contextos, desafios e abordagens de pesquisa. Embora essa expectativa viesse acompanhada de certo receio, ela também contribuiu para uma preparação mais consciente diante das mudanças que viriam.
Na semana seguinte à minha chegada, ocorreu a primeira reunião presencial com o professor Luís Bruno, da área de Engenharia Informática, e com a professora Patrícia Santos, da área de Terapia Ocupacional. O projeto desenvolvido tem como objetivo a criação de um sistema capaz de coletar dados a partir de cinco sensores inerciais posicionados nos membros inferiores do corpo, com a finalidade de analisar a instabilidade corporal. A partir desses dados, busca-se classificar pacientes com doença de Parkinson em diferentes grupos, de acordo com sua probabilidade de queda.
O desenvolvimento do projeto tem avançado de forma consistente, em grande parte devido à complementaridade de conhecimentos entre mim e meu colega de equipe. Essa sinergia permitiu não apenas um progresso mais ágil, mas também a exploração de soluções com maior profundidade técnica. Atualmente, já estão sendo realizadas coletas de dados experimentais, que posteriormente serão utilizados na aplicação de modelos estatísticos e/ou de aprendizado de máquina para análise e classificação dos padrões observados.
Entre os principais desafios enfrentados até o momento, destaca-se o custo de vida em Portugal. De modo geral, os preços de itens de mercado apresentam valores próximos aos do Brasil quando considerada a conversão direta, com algumas exceções. No entanto, os custos relacionados à moradia são significativamente mais elevados. No Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), por exemplo, a moradia estudantil oferece quartos compartilhados por 160 euros mensais para estudantes locais, enquanto estudantes estrangeiros pagam cerca de 195 euros. A questão da habitação, inclusive, tem sido um tema de grande relevância no contexto nacional, tendo figurado como uma das principais pautas das eleições portuguesas de 2025.
Além das atividades acadêmicas, o intercâmbio também proporcionou experiências culturais relevantes. Tive a oportunidade de visitar diferentes cidades, incluindo Lisboa, Évora e Portimão, além de realizar uma viagem a Paris. Essas experiências contribuíram para uma compreensão mais ampla do contexto europeu, enriquecendo não apenas minha formação acadêmica, mas também minha vivência pessoal.
Nesta etapa final do intercâmbio, meu foco está na consolidação dos resultados do projeto, buscando garantir uma entrega consistente e de qualidade. Paralelamente, procuro aproveitar ao máximo as oportunidades proporcionadas pela experiência no IPBeja e em Portugal como um todo. De forma geral, o intercâmbio tem se mostrado uma experiência extremamente enriquecedora, tanto do ponto de vista acadêmico quanto pessoal, contribuindo significativamente para o meu desenvolvimento e para a ampliação de perspectivas futuras.
Relato de João Victor Rochinski Vieira | Projeto Reconhecedor de Instabilidade Corporal em Atividades Humanas
A preparação para o intercâmbio começou desde do momento que acreditei que seria possível! Portanto, assim que fui aprovado, me dediquei com muito afinco a planejar e organizar a viagem desde o financeiro ao logístico. Tive que abrir mão de coisas muito importantes pra mim no Brasil e tomar esse tipo de decisão nunca é fácil, mas tive o apoio de minha família, amigos e professores do IFSC para fazer dar certo!
Para mim, a adaptação foi bem tranquila pois Portugal é muito parecido com o que estava acostumado em Santa Catarina. Lembro da fala do meu orientador do IFSC que descreve bem a sensação: “As cidades em Portugal são como uma Florianópolis ‘estricnada’!”. E de fato são! Andando pelas ruas de Lisboa me sinto como se estivesse em casa. E Beja, que é a cidade onde estou fazendo o projeto, lembra as cidades pequenas do interior do estado.
Me surpreendi como as pessoas são respeitosas no trânsito aqui. Os carros sempre param na faixa de pedestre assim como deve ser. Também me surpreende que a água potável se pega da torneira da pia. Portanto, não é comum ver bebedouros por aqui. Inclusive não tem nenhum aqui no IPBeja. Se quero tomar água, ou eu pego da pia (que apesar de ser potável tem um gosto muito ruim) ou compro galão no mercado mesmo.
Minha integração tem sido muito boa! Os portugueses foram muito gentis e colaborativos comigo. Tanto nossos orientadores do projeto quanto os colegas que fazemos pela faculdade. Aqui comecei a participar dos treinos do time de vôlei do IPBeja e isso ajudou mais ainda na minha integração com os locais. A integração com meus colegas brasileiros do IFSC começou desde antes da viagem com muita parceria que só se intensificou do lado de cá! Estamos sempre juntos apoiando uns aos outros, fazendo viagens, estudando e até criamos um ritual de nos reunir e fazer uma janta especial todo sábado.
Eu tenho gostado muito da facilidade de conhecer novos lugares, outras culturas e da rotina pacata que tenho aqui em Beja. Já tive a oportunidade de conhecer algumas cidades por Portugal e também algumas fora como Paris, Madrid e Roma. Todas elas com a companhia de colegas do IFSC que vieram fazer intercâmbio aqui em Portugal. Tudo isso colabora para o meu crescimento sociocultural além do trabalho de pesquisa que realizo aqui.
Estou muito feliz em compartilhar o avanço do nosso sistema de análise de dados voltado para o auxílio no diagnóstico da doença de Parkinson, focado na análise da instabilidade corporal dos pacientes. Juntamente com o Caio — meu grande amigo e parceiro de projeto — desenvolvemos um software capaz de gerenciar, coletar e processar dados provenientes de sensores inerciais. Nosso progresso tem sido consistente, impulsionado pela complementaridade de conhecimentos entre nós. Essa sinergia nos permitiu avançar de forma ágil e explorar soluções com alta profundidade técnica. É muito gratificante ver esse esforço validado pelo feedback bastante positivo que temos recebido dos nossos orientadores aqui no IPBeja! Atualmente, já iniciamos as coletas de dados experimentais.
Nossos próximos passos envolvem expandir essa coleta para pacientes com e sem Parkinson, construindo uma amostra significativa. Com essa base consolidada,
aplicaremos modelos estatísticos e de Machine Learning para analisar os padrões de movimento, classificar dados e extrair insights valiosos para a área da saúde.
Relato de Maria Flor Melo Maia - Projeto: Ares de Beja
Cheguei na cidade no dia 03/03, e de lá para cá tantas coisas aconteceram que parece que estou a bem mais tempo por aqui! A cidade é pequena, mas muito charmosa! Minhas colegas portuguesas de apartamento são muito fofas e queridas, elas cursam enfermagem no IPBeja e estão no último período.
Tenho gostado muito do IPBeja, é uma instituição com uma infraestrutura muito boa! A biblioteca é incrível, o refeitório é bom e com comidas boas (tem uma brasileira que trabalha no refeitório, e tenho certeza que as melhores comidas é ela quem faz, haha), os laboratórios são equipados e é um campus relativamente grande, com vários prédios, corredores e salas.
Meu projeto é coordenado pela professora Flávia Matias, que dá aula na Escola Superior Agrária, no prédio onde geralmente fico. Meu projeto tem como objetivo investigar os poluentes atmosféricos presentes no ar de Beja e fazer um controle dos mesmos. No momento, estamos começando a trabalhar com uma metodologia nova: no começo do mês de março, foi instalado um aparelho que capta o material particulado do ar (como fuligem, areia, pólen), e armazena-o em um filtro. Então nós conseguimos retirar esses filtros e por meio de análises, químicas e instrumentais, descobrir quais os componentes que foram captados do ar.
Estando aqui há um mês e pouquinho, percebo o tanto de coisas que eu já aprendi! Não apenas na pesquisa que estou fazendo, mas no dia a dia mesmo! A gente aprende a se virar, a fazer e resolver o que é preciso, na cara e na coragem (e muitas vezes com um google,rsrs)! E o mais interessante é o sentimento contrastante entre o novo e o diferente: são muitas coisas novas e isso nos anima! Queremos ir, fazer, conhecer, ver, experimentar.... Mas ao mesmo tempo, é tudo tão diferente, e você precisa se adaptar a tudo: casa, alimentação, rotina, pessoas, fuso-horário... tudo diferente! Então, uma hora você está super alegre fazendo compras no mercado, e na outra você sente falta do conforto e segurança do seu lar. Mas está tudo bem! Isso faz parte de crescer e de realizar seus sonhos; a mudança é inevitável. E não apenas o nosso redor muda, mas nós mudamos também; agora é a gente com a gente mesmo, e isso proporciona um autoconhecimento muito especial!
Tivemos uma semana de feriado na Páscoa, então junto com um grupo de amigos consegui dar uma boa volta por Lisboa, Porto e cidades próximas. Conhecer tantos lugares faz a gente se sentir pequenininho perante a grandeza desse mundo e da quantidade de pessoas que existem!
Para finalizar, quero contar que passei meu aniversário de 18 anos aqui em Beja, e esse dia foi quando realmente me dei conta de tudo que estou vivendo! Estou realizando o meu sonho de fazer um intercâmbio, e na Europa! Estou tirando do papel algo que quero desde pequena. Não está sendo exatamente como eu imaginei, mas está sendo exatamente como eu preciso que seja. Foi difícil passar uma data tão feliz longe da minha família, mas eu encontrei felicidade no novo, pois todo o esforço e sacrifício vale a pena. Comemorei meu aniversário com pessoas e em um lugar onde nunca imaginaria estar 1 ano antes... isso é a prova de que a vida é mesmo imprevisível, e de certa forma, é isso que a torna mágica. Aonde mais será que a vida me levará, e até onde será que eu consigo ir?
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 11 mai 2026 09:47Data de Atualização: 12 mai 2026 09:41
Ana Clara participa de um projeto de pesquisa no IPBeja
A estudante do Câmpus Chapecó está desde março em Portugal.
Garantir uma boa “alimentação” para as plantas que constituem a pesquisa é uma das tarefas da estudante.
Estavam com saudades dos relatos dos nossos intercambistas? A gente também! Mas agora voltamos com muito conteúdo e fotos da turma que está neste semestre participando do nosso programa de intercâmbio, o Propicie. Na 25ª edição do Programa de Cooperação Internacional para estudantes do IFSC, foram selecionados 21 estudantes de cursos técnicos e de graduação de nove câmpus, contemplados com bolsas integrais ou parciais.
O relato de hoje é da Ana Clara Vieira Blanger, aluna do curso técnico integrado em Sistemas de Energia Renovável do Câmpus Chapecó. Ela está desde março em Portugal, participando de um projeto de pesquisa no Instituto Politécnico de Beja.
Leiam abaixo o que ela nos contou desta experiência:
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Minha chegada a Portugal foi no dia 4 de março, mas a preparação começou muito antes, com todas as pesquisas prévias para entender melhor a cultura e o projeto, além de toda a organização referente às disciplinas do curso técnico que estão sendo feitas remotamente. Infelizmente, ao chegar ao Politécnico de Beja, descobri que o projeto do qual eu deveria participar ainda não tinha recebido todas as verbas e, por consequência, não estava pronto para ser iniciado.
Dessa forma, as três primeiras semanas foram constituídas de revisão bibliográfica e introdução às análises laboratoriais, por exemplo:
- Determinação de pH com pHmetro;
- Determinação de condutividade com condutivímetro;
- Testes de Carência Química de Oxigênio (CQO) por meio de fotômetros e reagentes pré-
doseados em cuvete (gamas baixa, média e alta);
- Lavagem de vidraria, de acordo com o protocolo local;
- Apresentação do Laboratório de Controle e Qualidade de Águas (LCQA) e as análises de alta precisão realizadas;
- Experiências com cromatografia iônica, absorção atômica e Cromatografia Líquida de Alta
Eficiência (HPLC);
- Determinação de nitritos.
Na parte teórica, foram feitas diversas leituras de artigos sobre fitorremediação com Vetiveria zizanioides (espécie que será usada no projeto). Simultaneamente, aproveitei para conhecer mais da cultura e atividades locais por meio de visitas ao castelo da cidade e cidades vizinhas, participação nos treinos de atletismo da equipe da cidade, visita aos parques e degustação de pastéis de nata (o qual virou meu doce favorito).
Atualmente, estamos iniciando a etapa de testes diários para garantir que a adaptação das plantas foi eficaz, medindo os seguintes parâmetros: pH, condutividade, oxigênio dissolvido, temperatura e potencial redox, por meio de uma sonda multiparâmetro Hanna HI 998194. Também estou com a tarefa diária de garantir uma boa “alimentação” para as plantas que constituem a pesquisa, o que envolve a produção de uma solução nutritiva, calibrar a irrigação e analisar seu estado geral.
Entretanto, também faço o possível para experienciar novas situações e culturas, o que resulta na descoberta de algumas diferenças culturais, como diversos substantivos:
E é claro que, por muitas vezes, usei expressões brasileiras sem perceber e não fui entendida; entretanto, muitas vezes fui surpreendida pela quantidade de informações que os portugueses têm do Brasil e o seu imenso apreço por nossa cultura. Portanto, posso afirmar que, até o momento, estou tendo ótimas vivências nesse intercâmbio e já tenho certeza de que essa experiência vai me marcar para sempre, não apenas pelas competências técnicas adquiridas no laboratório, mas pela capacidade de me adaptar ao novo e de enxergar o mundo sob uma nova perspectiva.
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 09 abr 2026 15:03Data de Atualização: 09 abr 2026 15:07
Carol chegou em Portugal em março
A estudante está participando de um projeto no Instituto Politécnico de Viana do Castelo
A nova turma de intercambistas do nosso programa de intercâmbio, o Propicie, já está na Europa participando de projetos de pesquisa em instituições de Portugal e da Alemanha. Na 25ª edição do Programa de Cooperação Internacional para estudantes do IFSC, foram selecionados 21 estudantes de cursos técnicos e de graduação de nove câmpus, contemplados com bolsas integrais ou parciais. Logo mais, compartilharemos seus relatos por aqui. E mais: neste semestre, teremos uma série especial no podcast "IFSC em Pauta" com alguns intercambistas.
A primeira aluna a participar do podcast foi Carolina Martins Pedro, do curso superior de Engenharia Mecatrônica do Câmpus Florianópolis. Ela está participando de um projeto no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, em Portugal, desde março deste ano, onde permanecerá até o início de junho.
A trajetória de Carolina com o IFSC começou em 2018, ainda no Ensino Médio, e desde então a instituição tem sido a base de seu desenvolvimento. O desejo de realizar um intercâmbio já a acompanhava desde o ingresso na instituição, inspirado por uma tia que trabalha no IFSC, mas a oportunidade só se concretizou agora, em seu quinto ano de graduação e nono ano de vivência no Instituto.
O IFSC em Pauta é um podcast semanal no Spotify que destaca notícias, eventos e oportunidades dos câmpus do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) na Grande Florianópolis (Florianópolis, Continente, São José e Palhoça), com atualizações recentes sobre projetos de sustentabilidade, parcerias internacionais e cursos. O projeto visa conectar a instituição à comunidade local.
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 10 fev 2026 11:39Data de Atualização: 10 fev 2026 11:49
Intercambista Bárbara Thiem, do curso de graduação em Agronomia do Câmpus Canoinhas, aproveitando os últimos dias em Portugal
A intercambista Clarisse no câmpus de Riihimäki, durante um workshop na Finlândia
Para Gabriele Camile Albino, do Câmpus Jaraguá do Sul - Centro, a amizade passou a ter um significado ainda mais profundo durante o intecâmbio
Neste mês, os últimos quatro intercambistas que participaram do nosso Programa de Cooperação Internacional para estudantes do IFSC, o Propicie, no segundo semestre do ano passado retornam para o Brasil. Eles já compartilharam seus relatos iniciais por aqui e agora destacamos algumas impressões finais de cada um com essa experiência transformadora que é participar de um intercâmbio.
Gabriele Camile Albino | Curso de licenciatura em Física do Câmpus Jaraguá do Sul - Centro - Portugal
A amizade passou a ter um significado ainda mais profundo. Estar longe de casa faz com que os laços criados durante esse período ganhem um valor especial, pois são construídos a partir do apoio mútuo, da convivência diária e das experiências compartilhadas. As pessoas que conheci ao longo do intercâmbio deixaram de ser apenas colegas e se tornaram uma verdadeira rede de acolhimento. Aos poucos, as conversas, os momentos simples do dia a dia e a troca de vivências fortaleceram essas relações. Aprendi que a amizade em um contexto de intercâmbio nasce da escuta, do respeito às diferenças e da disposição para compartilhar tanto desafios quanto conquistas. Levo comigo a certeza de que essas conexões ultrapassam fronteiras e permanecem como uma das partes mais significativas dessa experiência.
Após cinco meses no projeto de metalinguística, adquiri uma compreensão mais profunda de como as crianças refletem sobre a própria linguagem durante a produção textual. A experiência de transcrição e análise das falas ampliou meu olhar para os processos criativos, a oralidade e as estratégias linguísticas utilizadas pelos alunos. O projeto possibilitou a articulação entre teoria e prática e contribuiu significativamente para minha formação acadêmica e docente, reforçando a importância da escuta e da valorização da linguagem no processo educativo.
Minha rotina ao longo desses cinco meses tem sido marcada por um equilíbrio entre as atividades do projeto, os estudos e o cotidiano da casa. Durante a semana, dedico boa parte do tempo às tarefas acadêmicas, especialmente à análise dos materiais e às transcrições das falas das crianças, o que exige concentração e organização. No dia a dia, a rotina inclui tarefas domésticas, como cozinhar, além de momentos de convivência com colegas, que ajudam a tornar a experiência mais leve. Aos fins de semana, sempre que possível, aproveito para descansar, explorar a cidade e conhecer um pouco mais da cultura local. Essa rotina, apesar de simples, tem sido fundamental para minha adaptação e para aproveitar ao máximo a experiência acadêmica e pessoal. Estou indo visitar o grupo escoteiro da cidade no final de semana, conhecendo sobre o movimento escoteiro.
Estar longe da família, dos amigos e da rotina no Brasil faz com que pequenos detalhes do dia a dia ganhem ainda mais significado, como as conversas presenciais, os encontros espontâneos e, claro, os sabores de casa. Em alguns momentos, a distância pesa, especialmente em datas importantes ou quando surge a vontade de compartilhar conquistas e dificuldades de perto. Ao mesmo tempo, a saudade também se tornou uma forma de conexão. Ela reforça os laços com quem ficou, valoriza as memórias e dá ainda mais sentido à experiência vivida aqui. Aprendi a conviver com esse sentimento, transformando-o em motivação para aproveitar cada oportunidade e em gratidão por tudo o que essa vivência tem proporcionado.
Bárbara Thiem Curso de graduação em Agronomia do Câmpus Canoinhas - Portugal
Durante o meu intercâmbio, tive o privilégio de explorar lugares que antes só via em fotos. Minhas últimas viagens pela região de Lisboa foram transformadoras: senti a paz espiritual de Fátima, vi a imponência do mar na Nazaré, caminhei pelas muralhas medievais de Óbidos durante o mercado de natal e me perdi nos encantos de contos de fadas de Sintra e Cascais. São memórias que carregarei para sempre.
Finalizar o ano em Roma, na Itália, foi a realização de um sonho que superou todas as minhas expectativas. Caminhar pela cidade foi como visitar um museu a céu aberto: fiquei diante da grandiosidade do Coliseu, admirei a arquitetura perfeita do Pantheon e, claro, fiz meu pedido na mágica Fontana de Trevi.
No entanto, o momento mais marcante dessa viagem foi, sem dúvida, a visita ao Vaticano. Foi uma experiência avassaladora. Ao pisar naquele lugar sagrado, fui tomada por uma emoção inexplicável, algo que transcende a beleza visual e toca a alma. Vivenciar a história e a fé pulsante daquele local foi um privilégio que marcou profundamente.
No laboratório, tenho dado continuidade às análises dos compostos fenólicos em folhas e bagos da casta Loureiro, proveniente do Vale do Lima. A rotina diária ao lado dos técnicos e professores da ESA (Escola Superior Agrária) tem sido uma fonte inesgotável de aprendizado; admiro profundamente a didática, a paciência e o rigor técnico com que me orientam.
Ao longo destes meses, conquistei uma autonomia significativa na execução dos protocolos. Essa independência na bancada não apenas aprimorou minhas habilidades técnicas, mas foi fundamental para o meu crescimento pessoal. Hoje, sinto-me muito mais confiante na condução de trabalhos científicos e consigo enxergar com clareza o meu potencial como pesquisadora. Essa vivência confirmou que estou no caminho certo e preparada para contribuir ativamente na área de fruticultura e enologia.
Embora minha rotina acadêmica e no laboratório siga um ritmo já conhecido e estável desde o início do intercâmbio, o cenário ao meu redor mudou drasticamente. O inverno europeu chegou com força total e mostrou sua verdadeira face. Aqui em Viana do Castelo, a estação é intensa: o vento constante e as chuvas frequentes fazem a sensação térmica despencar, criando um frio que penetra os ossos. Essa nova realidade climática acelerou minha adaptação aos costumes gastronômicos da região. Aprendi a valorizar a sabedoria local, especialmente o hábito de consumir sopa antes do prato principal. Se antes eu estranhava essa tradição, hoje compreendo perfeitamente sua função. A sopa tornou-se uma aliada indispensável para enfrentar o frio, proporcionando conforto térmico e energia para seguir o dia. É interessante perceber como a cultura local se molda às necessidades do ambiente, e como, aos poucos, passamos a fazer parte disso.
A saudade do Brasil, da minha família e do nosso calor aperta a cada dia que passa. Confesso que já estou contando os dias no calendário para o retorno, ansiosa pelo abraço dos meus. No entanto, vive-se agora um paradoxo sentimental: ao mesmo tempo que quero voltar, já começo a sentir a 'pré-saudade' deste lugar que me acolheu tão bem. Nesses meses, Viana do Castelo e Portugal deixaram de ser apenas um destino de viagem para se tornarem minha casa. As ruas, a rotina e, principalmente, as pessoas, criaram raízes em mim. Já sinto um aperto no peito ao pensar em me despedir dos amigos que fiz aqui. Foram conexões verdadeiras, amizades construídas na convivência diária e no apoio mútuo, laços que tenho a absoluta certeza que levarei para a vida toda, independentemente da distância.
Clarice Barreto de Souza | Curso superior de tecnologia em Sistemas de Informação do Câmpus Caçador - Finlândia
Após o envio do último relato, minha experiência de intercâmbio entrou em sua reta final. Este período foi marcado pelo equilíbrio entre o descanso durante as festas de fim de ano, a conclusão das atividades do projeto e os preparativos logísticos para o meu retorno ao Brasil. No início do mês passado, aceitei um convite do professor Fernando Pacheco, que leciona robótica na HAMK em Riihimäki e já atuou no IFSC em Florianópolis.
Foi interessante notar as similaridades e diferenças entre os campus, já que Riihimäki situa-se na mesma região de Hämeenlinna. Além de conhecer a infraestrutura local, participei de um evento de integração com alunos, funcionários, professores e parceiros municipais. O encontro além de celebrar o encerramento do ano propôs uma reflexão sobre as possibilidades de desenvolvimento futuro para os estudantes.
Em relação ao projeto da ferramenta de comparação, encontro-me na etapa de conclusão, está agora focado nos últimos ajustes: a implementação da internacionalização, permite a adaptação do sistema para múltiplos idiomas, e o deploy (publicação da aplicação).
Para quem pretende realizar um intercâmbio, minha dica é: se tiver a oportunidade, apenas faça, mesmo se estiver inseguro. O intercâmbio proporciona uma intensa curva de aprendizado. A convivência diária com tantas culturas diferentes é a parte mais valiosa para abrir novos horizontes.
Antonio Rinaldi Filho | Curso superior em Gestão Ambiental do Câmpus Garopaba - Portugal
Minha experiência de intercâmbio acadêmico em Portugal representou um marco significativo em minha trajetória pessoal e formativa. Durante o período em que estive no exterior, atuei como representante do IFSC – Câmpus Garopaba, tendo a oportunidade de vivenciar um contexto educacional, cultural e social distinto, que contribuiu de forma relevante para minha ampliação de perspectivas, autonomia e senso de responsabilidade institucional. O intercâmbio proporcionou contato direto com novas metodologias de ensino, diferentes formas de organização acadêmica e uma imersão cultural que favoreceu o desenvolvimento de competências como adaptação, comunicação intercultural e amadurecimento pessoal. Essas experiências, embora nem sempre mensuráveis por indicadores tradicionais de desempenho, constituem aprendizados profundos e duradouros, que impactam diretamente minha formação como estudante e cidadão, agora,felizmente, estou ajudando colegas que virão e buscaram contato com informações relevantes.
Experiências da Dupla Diplomação de estudantes do Câmpus Lages
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 13 jan 2026 08:00Data de Atualização: 19 jan 2026 09:58
Felipe Macedo Oliveira é estudante de Engenharia Mecânica e participa do programa de Dupla Diplomação no Instituto Politécnico do Porto (IPP)
Marcus Vinícius da Silva Maluche é estudante de Engenharia Mecânica e participa do programa de Dupla Diplomação no Instituto Politécnico do Porto (IPP)
Julia Koene Moreira da Silva é estudante de Ciência da Computação e participa do programa de Dupla Diplomação no Instituto Politécnico de Beja (IPBeja)
Lucas De-Toffol Lemos é estudante de Ciência da Computação e participa do programa de Dupla Diplomação no Instituto Politécnico de Beja (IPBeja)
O relato desta semana é dos estudantes do Câmpus Lages que estão participando do programa de Dupla Titulação em Portugal. Eles viajaram para Portugal em setembro e ficam lá até setembro de 2027. Ao final do intercâmbio eles terão o diploma de curso superior e também um diploma de mestrado.
Felipe Macedo Oliveira é estudante de Engenharia Mecânica e participa do programa de Dupla Diplomação no Instituto Politécnico do Porto (IPP). Ao final do intercâmbio ele terá a graduação em Engenharia Mecânica do Câmpus Lages e o Mestrado em Engenharia Mecânica do Instituto Politécnico do Porto.
Desde que cheguei, o Programa de Dupla Titulação tem sido uma experiência notável. Além de aprender mais sobre a cultura local e adquirir novas perspectivas que expandem meu olhar sobre o mundo, o mestrado está sendo crucial para a minha capacitação técnica. Essa vivência está contribuindo imensamente para meu crescimento pessoal e profissional. Será, sem dúvida, um marco na minha trajetória!
Marcus Vinícius da Silva Maluche é estudante de Engenharia Mecânica e participa do programa de Dupla Diplomação no Instituto Politécnico do Porto (IPP). Ao final do intercâmbio ele terá a graduação em Engenharia Mecânica do Câmpus Lages e o Mestrado em Engenharia Mecânica do Instituto Politécnico do Porto
A minha experiência em Portugal tem sido extremamente enriquecedora, tanto a nível pessoal como acadêmico. Tive a oportunidade de conhecer uma cultura rica, explorar cidades históricas e interagir com pessoas acolhedoras. No plano acadêmico, o ambiente estimulante e os desafios do meu curso tem me permitido desenvolver competências técnicas e fortalecer a minha capacidade de adaptação. Esta experiência tem, sem dúvida, contribuído para o meu crescimento profissional e pessoal, deixando-me memórias e aprendizagens que levarei para toda a vida.
Julia Koene Moreira da Silva é estudante de Ciência da Computação e participa do programa de Dupla Diplomação no Instituto Politécnico de Beja (IPBeja). Ao final do intercâmbio ela terá a graduação em Ciência da Computação do Câmpus Lages e o Mestrado em Engenharia Informática e Internet das Coisas do Instituto Politécnico de Beja.
Já conheci algumas cidades em Portugal: Batalha, Leiria, Nazaré e, claro, Beja. Pra mim foi surreal ver os castelos mais velhos que o Brasil e ainda assim bem cuidados. Chegando em Beja fui a procura de quartos pra alugar, já que não deu certo ficar na residência deles por um problema no sistema, mas estou dividindo um apartamento com duas portuguesas que me ajudam a entender algumas expressões e corrigir como chamo algumas coisas. Não é banheiro, é casa de banho, não é geladeira, é frigorífico, não é grampo de roupa é mola de plástico. Assim vou aprendendo, mas as vezes não consigo entender nada do que falam e só concordo.
A cidade é muito calma, segura pra andar a noite e cheia de estudantes, na rua onde moro, que é a mesma rua da faculdade, é cheia de estudantes do Brasil, da África e da Europa inteira. Os preços aqui são um pouco mais caros, principalmente carne de gado, mas temos um almoço barato na faculdade. Eles também tem vários esportes de graça, estou participando do vôlei, e a turma é bem animada e inclusiva. Peguei a bicicleta da universidade, que eles oferecem de graça pra você ficar com ela pelo semestre, tendo até opções elétricas.
No geral estou muito feliz de ter vindo, sou grata ao IFSC por ter proporcionado isso, e só saio daqui com mestrado!
Lucas De-Toffol Lemos é estudante de Ciência da Computação e participa do programa de Dupla Diplomação no Instituto Politécnico de Beja (IPBeja). Ao final do intercâmbio ele terá a graduação em Ciência da Computação do Câmpus Lages e o Mestrado em Engenharia Informática e Internet das Coisas do Instituto Politécnico de Beja.
A experiência que estou tendo aqui, eu jamais esperava ter em minha vida. Além da cultura portuguesa ser diferente da brasileira, há pessoas de diversos lugares do mundo na cidade, e você pode fazer amizades, praticar o inglês etc. A minha expectativa é aprimorar meus conhecimentos técnicos na área da ciência da computação e especificamente no campo de estudos IOT, acredito que vou melhorar muito meu inglês e pretendo conhecer novas cidades e países.
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 06 jan 2026 08:00Data de Atualização: 19 jan 2026 09:56
Jeferson está participando de um intercâmbio por meio de uma parceria do IFSC com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Jeferson está aproveitando o intercâmbio para aproveitar a cidade de Viana do Castelo
O relato desta semana é do estudante Jeferson Italo Dantas, da 4ª fase do curso de Engenharia Mecânica do Câmpus Jaraguá do Sul - Rau. O estudante está desde setembro na Europa, onde participa de um intercâmbio no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, em Portugal.
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Meu Intercâmbio em Viana do Castelo, Portugal
Realizar meu intercâmbio em Portugal tem sido uma experiência incrível, embora tenha sido desafiadora. Um dos maiores obstáculos foi a falta de apoio financeiro da minha instituição de ensino, o que tornou a realização deste sonho ainda mais difícil. No entanto, com o apoio e o esforço da minha família, consegui concretizar esse objetivo e estou vivendo uma experiência única em Viana do Castelo.
Logo no início, o fuso horário foi um dos maiores desafios. A diferença de 4 horas a mais em relação ao Brasil impactou bastante a adaptação, mas aos poucos fui me ajustando. A língua também foi um fator de adaptação, já que, apesar de falarmos o mesmo idioma, muitas palavras têm significados diferentes aqui em Portugal. No começo, me senti um pouco perdido em algumas conversas, mas com o tempo fui me acostumando.
Um ponto positivo é o uso do inglês, que tem me ajudado muito na interação com outros estudantes que também estão fazendo intercâmbio. Conheci pessoas de diversos países, como Alemanha, Itália, Polônia, entre outros, o que tem sido uma experiência enriquecedora. Além disso, tive a oportunidade de compartilhar um pouco da cultura brasileira com meus novos amigos, apresentando nossas músicas e comidas típicas.
A metodologia de ensino também é diferente da que estamos acostumados no Brasil. O curso de Engenharia Mecânica, que aqui tem a duração de 3 anos para o bacharelado, é bem mais intensivo do que no Brasil, onde o bacharelado normalmente dura 5 anos. Os trabalhos de apresentação são frequentes e a carga de leitura de livros é alta, mas estou conseguindo me adaptar e expandir meus conhecimentos na área.
Viana do Castelo é uma cidade cheia de história, cultura e tradições. É uma cidade costeira, com belas paisagens, e um ambiente tranquilo, ideal para estudar e ao mesmo tempo explorar. Quando tenho algum tempo livre, gosto de conhecer os pontos turísticos da cidade, como o Santuário de Santa Luzia, que oferece uma vista panorâmica incrível da cidade e do mar. Além disso, a cidade possui um centro histórico encantador, com ruas estreitas e calçadas de pedra que fazem você se sentir como se estivesse voltando no tempo.
A culinária de Viana do Castelo é uma verdadeira delícia e uma parte importante da cultura local. O prato típico da região é o arroz de sarrabulho, que é feito com arroz, carne de porco e sangue de porco, um prato rústico, mas muito saboroso. Outro prato famoso é a feijoada de búzios, que é uma combinação de feijão, arroz e frutos do mar. Não posso deixar de mencionar os pastéis de bacalhau, que são servidos em diversos lugares e são um dos meus favoritos.
Embora meu intercâmbio seja focado nos estudos, sempre que tenho oportunidade, tento explorar outras cidades e regiões de Portugal. Cada lugar tem sua particularidade e história, e cada viagem tem me proporcionado uma nova experiência e aprendizado. Minha família, claro, sempre me liga com saudade e faz muitas perguntas sobre como está sendo essa experiência, o que me dá ainda mais motivação para seguir com esse sonho.
Conhecer novas culturas, costumes e línguas tem sido uma oportunidade incrível de crescimento pessoal e acadêmico. Estou aproveitando cada momento ao máximo e tenho certeza de que vou voltar para o Brasil com uma bagagem cultural imensa, pronta para aplicar tudo o que aprendi aqui.
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 30 dez 2025 08:00Data de Atualização: 19 jan 2026 09:55
Antônio retorna ao Brasil em fevereiro.
O relato desta semana é do estudante Antonio Rinaldi Filho, da 3ª fase do curso superior em Gestão Ambiental do Câmpus Garopaba. O estudante está desde setembro na Europa, onde participa de um projeto de pesquisa na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro do Instituto Politécnico de Setúbal, em Portugal. Antonio retorna ao Brasil em fevereiro.
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A experiência nos últimos meses está se tornando mais desafiadora à medida que ainda não havia feito contato com nada na área que está sendo solicitada no projeto e a orientadora responsável pela parte Ambiental dos projetos não está mais orientando, portanto há uma dificuldade para dar andamento adequado.
A responsável pela minha orientação, diretora do curso de Engenharia Civil, é uma pessoa muito atarefada com a qual estou tendo contato limitado e muitas vezes não recebo retorno, apesar de sua grande boa vontade nas poucas conversas que tivemos. Estou focado para que haja tempo hábil para a grande curva de aprendizado e desafios, e vou seguir em busca dos resultados propostos.
Ademais as experiências extracurriculares seguem muito enriquecedoras, bem como as pessoas e cultura local. Estou conhecendo a cidade de Barcelona, experiência a qual recomendo fortemente, e pretendo seguir ainda para a Noruega.
O custo de viagens, bem como as atividades turísticas são altos. O custo de vida em Portugal é alto, para que haja uma experiência tranquila é recomendável organização financeira prévia. Aconselho isso porque estou custeando toda minha experiência.
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 23 dez 2025 08:00Data de Atualização: 19 jan 2026 09:53
Um dos hábitos do intercâmbio foi cozinhar com as outras pessoas
Larissa e Júlia, brasileiras colegas de quarto
O relato desta semana é da Larissa Pires, da 7ª fase do curso técnico integrado em Comunicação Visual do Câmpus Palhoça Bilingue. A estudante está desde setembro na Europa, onde participa de um projeto de pesquisa no Instituto Politécnico de Beja. Larissa retornou ao Brasil no início de dezembro.
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A chegada a Portugal e o início do intercâmbio trouxeram um desafio constante de adaptação linguística. Embora eu já esteja familiarizada com as gírias e nuances entre o português brasileiro e o português de Portugal, a língua que realmente domina o meu dia a dia é o inglês. Ele se tornou a ponte essencial de comunicação e, mesmo em um país que fala português, provou ser extremamente necessário neste ambiente acadêmico globalizado e socialmente diversificado.
A vida na Universidade é vibrante. A instituição de acolhimento é grande, com equipamentos e profissionais de ponta, o que torna as tardes no laboratório extremamente produtivas. Meu projeto foca em um tema para a sustentabilidade agrícola: a fertilização do solo com análises diagnósticas. O estudo visa quantificar e classificar parâmetros essenciais em amostras de terra, incluindo textura, reação do solo, matéria orgânica, e os nutrientes fósforo e potássio. Os resultados que estamos obtendo ajudam-nos a planejar correções e fertilizações específicas, otimizando a produtividade e ajudando o agricultor a economizar.
Mas o intercâmbio é muito mais do que a excelência acadêmica. Fora do laboratório, a rotina ganha um “tempero especial”. A universidade oferece ótimas atividades extracurriculares, como funcional, vôlei e kickboxing. É nesses momentos que o corpo e a mente descansam para dar espaço à vida social. Diariamente, convivo com estudantes Erasmus de diversos países, nos tornamos uma família grande, diversa e cheia de cultura.
Compartilho o quarto com minha amiga brasileira no alojamento do IPBeja. Todas as noites, nos reunimos para cozinhar, dançar, cantar e conversar. Em meio a tantas culturas, o lar se reconstrói. Conheci pessoas incríveis que vou levar para a vida toda e já temos planos ambiciosos para nos encontrar em nossos países de origem. São esses laços que fazem este lugar soar como casa.
Apesar de tudo ser ótimo, a saudade aperta, e é sempre bom lembrar de onde viemos. Sinto uma falta imensa da família, amigos e comida do Brasil. Embora a culinária portuguesa seja deliciosa, nada se compara à comida de mãe. Com vídeochamadas, tento compensar essa saudade diária. Fazer intercâmbio é uma constante surpresa, e é isso o que torna a experiência tão rica.
Se eu puder deixar uma dica para os estudantes que sonham com o intercâmbio, é esta. Lembre-se daquela maravilhosa piada italiana do filme Comer Rezar Amar, sobre o homem pobre que reza para ganhar na loteria até que o santo, exausto, responde: "Meu filho, por favor, por favor, por favor... compre um bilhete." A reflexão é para você: a vaga de intercâmbio é o seu bilhete! Você já teve a coragem de se candidatar. Agora, venha e viva o inesperado. O crescimento está em se permitir "dar um jeito" nos imprevistos e em participar ativamente desta jornada global. O intercâmbio é uma experiência que te prepara não só para a carreira, mas, sobretudo, para a vida.
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 16 dez 2025 17:55Data de Atualização: 16 dez 2025 18:18
O estudante aproveitou para conhecer vários lugares na Europa. Na foto, Lucas em Porto
Lucas ficou muito próximo de Letícia, outra estudante do IFSC que fez intercâmbio no mesmo local. Na foto, os dois em Madri
O relato desta semana é do Lucas Felipe Reus Rieger, da 6ª fase do curso técnico integrado em Modelagem do Vestuário do Câmpus Jaraguá do Sul - Centro. O estudante está desde setembro na Europa, onde participa de um projeto de pesquisa na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESA - IPVC). Lucas retorna esta semana para o Brasil.
Estando mais tempo aqui, me acostumei muito bem tanto com o sotaque como com o jeito de se falar o idioma. O português daqui é mais formal comparado ao que nós falamos no Brasil, as construções são um pouco diferentes, mas tudo faz sentido, o que pode ser complicado é entender em que momento se fala algo com essa diferença, o que não soa tão natural. Ainda assim, passados já dois meses, a língua não é problema algum para mim e me sinto bem em entender e também em ser entendido, e todos são bem solícitos caso tenhamos quaisquer dificuldades em nos entender, o que é muito positivo.
Aqui na residência em que estou morando tem poucas pessoas que ficam nos finais de semana e a maioria já se conhece pois tem aulas juntos ou algo assim, então nas primeiras semanas foi um pouco mais difícil realmente se aproximar de alguém. Porém, nos últimos tempos eu e a Letícia nos aproximamos de outras meninas que moram aqui, pois pegamos o mesmo ônibus, temos horários parecidos e acabamos criando um laço. Além de mim e da Letícia, temos mais duas brasileiras e duas portuguesas nesse nosso grupo de amigos, acredito que esse ponto de sermos estrangeiros também nos aproximou bastante. Essas duas brasileiras moram aqui em Portugal e fazem a faculdade no mesmo lugar que a gente, e não são intercambistas como nós. Antes de vir para cá eu imaginei que isso aconteceria, leva um tempo até você se adaptar e achar as pessoas que se encaixam, e infelizmente quando é criado esse laço já está quase na hora de ir embora, mas mesmo assim, é incrível além de estar aqui, ainda ter esse contato mais próximo das pessoas que são daqui.
Um ponto que eu estava um pouco apreensivo antes de vir para cá era relacionado ao preconceito que poderíamos sofrer de alguma forma. Porém, até então não tivemos nenhum problema com isso, as pessoas não parecem se importar que somos brasileiros, e se sim, não demonstram, então tudo ótimo. Aqui em Portugal tem muitos brasileiros também, é muito comum acharmos em qualquer lugar. Uma das cidades que visitamos, Braga, acredito que era a que mais tinha, ou que mais reparei, em todos os lugares era extremamente provável de se encontrar, sendo turista ou morador.
O projeto que estamos trabalhando trata do reaproveitamento do descarte dos subprodutos da produção de vinho da região, e nossa pesquisa abrange as vinícolas de duas cidades: Ponte de Lima e Ponte da Barca. Nos primeiros momentos nós estávamos focados em separar e tratar os subprodutos para posteriormente trabalharmos em cima deles. Agora, nosso foco está sendo fazer diversos testes que determinam as propriedades desses materiais, abrangendo a parte físico-química. Até então, estamos nesse processo pois temos muita quantidade de material de estudo e muitos testes a serem feitos. Como esse projeto se trata de um estágio de um colega que estuda no instituto, ele seguirá com os estudos deste até o ano que vem, então sairemos daqui tendo dados e a experiência, porém sem o trabalho completo, apenas acompanharemos de longe ao retornarmos.
Em nossa rotina, trabalhamos o dia inteiro no laboratório, utilizamos o transporte do instituto e temos carona no fim do dia, moramos na residência, e aproveitamos para viajar aos finais de semana. Ultimamente as coisas têm se tornado mais reais e comuns, então diminuí a frequência de passear mais pela cidade, isso se dá pelo frio que começou com força por aqui também. Porém, a cidade ainda tem sua beleza e é um privilégio poder conhecer sempre um pouquinho a mais e ter um contato com ela a cada dia.
Além da rotina comum, nossa dinâmica dos testes no laboratório por vezes não nos necessita todos os dias lá, então temos dias mais livres para descansar um pouco mais dos passeios do final de semana, ou conseguir ir ao mercado mais cedo. Assim, os dias são no instituto e tento passar tempo atualizando quem está longe, interagindo com o pessoal daqui e aproveitando esses momentos.
Estou aproveitando para viajar muito e conhecer o máximo possível daqui de Portugal e da Europa. Já fomos a diversas cidades portuguesas, pois são muito bonitas e é muito fácil se locomover dentro do país com os ônibus, e também à Espanha, onde já visitei três cidades, incluindo Madri. Ainda temos viagem planejada para Londres, Paris, pretendemos voltar ao Porto, e passar nosso último final de semana em Lisboa. Sempre foi um sonho muito grande para mim, e estar fazendo isso e tão cedo é tão incrível, tudo é muito lindo e me dá cada vez mais vontade de voltar e conhecer mais e se possível até morar aqui. As paisagens ajudam, mas também estou explorando meu gosto por tirar fotos, então para todo lugar carrego minha câmera, ou com o celular mesmo, e são infinitas as fotos até agora.
Desde o início, eu e a Letícia nos tornamos muito parceiros para todas as coisas e a cozinha foi uma delas, então nos organizamos para fazer as compras juntos e preparar nossas marmitinhas para a semana, economizando e comendo bem. Além disso, esse tempo aqui me deu mais vontade de experienciar mais a cozinha, pois nunca tive muito interesse, e acabou que aqui está se tornando até um hobby que pretendo explorar um pouco mais em casa.
Já estamos quase indo embora e ainda não experimentei o prato de bacalhau tão famoso, mas ainda pretendo. Desde que eu cheguei aqui são incontáveis os pastéis de nata que já comi, é algo muito tradicional e que tem em todo lugar, e são realmente muito bons. Quando for embora vou ter que aprender a fazer eu mesmo, tanto pra matar a vontade quanto para que os outros experimentem também. Como todos os lugares e cidades têm, tento provar vários para comparar, e, até então, tem uma padaria perto da ponte D. Luís no Porto que é a minha favorita sem dúvidas.
É impossível não sentir saudades, não sei se é o tempo longe ou se é porque está chegando cada vez mais perto de reencontrar minha família e meus amigos, mas o aperto no peito vai aumentando a cada dia. Ainda assim, penso o mesmo desde que cheguei, que eu estou muito feliz por estar aqui e esse sempre foi meu sonho e eu sei que todos que eu sinto saudade e que sentem saudade de mim sabem disso e também estão muito felizes por mim, o que me conforta. Também não sei dizer se ter essa data de volta me faz me sentir mais tranquilo com a saudade ou não, pois se torna agora uma ânsia de voltar, mas também sei que depois vai ser a saudade de tudo aqui. No geral, eu tento equilibrar esses pensamentos, pois sei que logo estou de volta e que tenho que focar em aproveitar os momentos aqui. Então, sim, a saudade é imensa, mas estar aqui é um sentimento indescritível e logo tudo vai passar, e penso que tenho que aproveitar cada dia da melhor forma possível.
Acredito que tudo que eu falei se for lido por alguém que pensa em um intercâmbio já pode ser o suficiente do que eu teria a dizer diretamente, mas de verdade, isso tudo é uma oportunidade única, e se de alguma forma você puder ao menos tentar, tente e agarre com todas as forças, são momentos extremamente diferentes de tudo que você está habituado, mas ainda assim é uma forma tão incrível de viver cada dia e qualquer sensação, seja boa ou ruim, vale a pena porque tudo passa e só te faz crescer, então tem que ser aproveitado ao máximo. Sou grato todos os dias por essa oportunidade :)
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 09 dez 2025 10:52Data de Atualização: 09 dez 2025 10:56
Letícia aproveitou para conhecer Madrid na Espanha
A estudante retorna neste mês para o Brasil
O relato desta semana é da Letícia Floriani Rodrigues, da 7ª fase do curso técnico em Química do Câmpus Jaraguá do Sul - Centro. A estudante está desde setembro na Europa, onde participa de um projeto de pesquisa na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESA - IPVC). Ela já retorna na próxima semana para o Brasil, mas nos contou como foi viver esta experiência.
Fazer intercâmbio em Portugal tem sido uma das experiências mais ricas e surpreendentes da minha vida. Mesmo sendo um país que fala português, logo percebi que a língua aqui tem outra personalidade, com palavras diferentes, expressões curiosas e um sotaque que, no início, me deixava completamente perdida. Lembro de vezes em que precisei pedir para repetirem três vezes a mesma frase. Mas, com o tempo, tudo ficou natural, hoje entendo praticamente tudo e, se calhar, até consigo imitar o sotaque português.
Durante esse período, fiz muitos amigos, tanto outros intercambistas do IFSC quanto colegas da escola. O alojamento ajudou muito nisso, porque convivemos juntos bastante e sempre acaba surgindo uma conversa que vira amizade.
Visitando várias cidades portuguesas, reparei que as menores têm uma semelhança encantadora entre si, com ruas estreitas, construções típicas e um clima calmo que parece ter saído de um filme. Já as cidades grandes carregam identidades fortes e únicas. Outra coisa que sempre chama a atenção são as igrejas, verdadeiras obras de arte repletas de detalhes, figuras, história e muito ouro. Mesmo quem não é religioso acaba se impressionando.
Na instituição, algo que observei é o costume dos portugueses de almoçarem tarde, muitas vezes entre 13h e 14h. Essa diferença cultural foi curiosa no começo, mas logo me adaptei. No laboratório, onde desenvolvo meu projeto, percebi também diferenças na forma de trabalhar de alunos e professores. Senti que os processos poderiam ser mais organizados e técnicos, mas, por outro lado, os técnicos do laboratório são bem capacitados e estão sempre dispostos a ajudar.
O projeto em si acabou ficando um pouco atrasado, e algumas das minhas expectativas iniciais não foram totalmente atendidas, especialmente em relação à metodologia. Ainda assim, seguimos avançando sempre que possível. Meu projeto é sobre o reuso de subprodutos da vinicultura das regiões de Ponte de Lima e Ponte da Barca. Eu e meu colega intercambista, Lucas, trabalhamos junto com o Miguel, um estagiário do laboratório. Primeiro fizemos a separação dos componentes desses subprodutos, e agora estamos realizando diferentes testes e caracterizações para avaliar seu possível reaproveitamento. Como toda pesquisa, enfrentamos dificuldades, principalmente na separação, além de atrasos quando dependemos de técnicos ou de outras etapas do processo.
Mesmo assim, aprendi muito, incluindo técnicas novas e equipamentos que nunca tinha visto, nos quais ampliaram demais minha visão profissional e acadêmica. Sei que tudo isso volta comigo na bagagem, não só como aprendizado acadêmico, mas como crescimento pessoal. Aprendi a confiar mais em mim, a resolver problemas sozinha e a me adaptar rapidamente, lições que só a vida fora de casa proporciona.
Atualmente moro no Lar Maria Pia, uma instituição ligada à Santa Casa da Misericórdia aqui de Ponte de Lima. Consegui a vaga ainda no Brasil pela plataforma dos Serviços de Assistência Social do IPVC, o SAS. Primeiro fiquei em um quarto duplo com banheiro e depois mudei para um quarto triplo com banheiro compartilhado. Hoje moro com duas meninas e tem sido uma convivência ótima.
Minha rotina é bem marcada. Acordo, vou ao ponto de ônibus e sigo para o IPVC de autocarro, geralmente comendo algo no caminho. No laboratório, trabalhamos pela manhã, almoçamos e seguimos com as atividades até o fim da tarde. Quase sempre volto de boleia com a técnica Maria da Conceição, ou como todos a conhecem, Dona Suzy. Ao chegar no alojamento, tomo café, trabalho algumas horas no meu home office para uma agência de marketing, tomo banho e descanso para começar tudo de novo no dia seguinte. Mas, claro, há exceções. Às quartas vamos ao famoso Continente fazer as compras da semana e lavar roupas. Nos fins de semana quase sempre viajamos. Enquanto escrevo este relato, por exemplo, estou indo para Londres!
Tenho cozinhado todas as semanas no alojamento. Eu e Lucas preparamos nossas marmitas para levar ao IPVC, o que é mais prático e econômico. A comida portuguesa é bem diferente da brasileira, menos temperada, mas ainda sim, muito boa. No restaurante do IPVC tive a chance de experimentar pratos típicos como bacalhau com natas e rojões. E, claro, minha paixão gastronômica absoluta, o pastel de nata.
Meus pais sempre me apoiaram desde a candidatura e, como vim sem bolsa, tivemos conversas importantes sobre organização e custos, por conta disso, não teve uma reação propriamente dita. Não foi minha primeira viagem para fora do país nem minha primeira vez de avião, mas foi a segunda depois de muitos anos e confesso que bateu aquele frio na barriga. Sinto muita saudade da minha família, dos amigos e dos meus gatos, por isso falo com meus pais todos os dias e com meus amigos pelo menos uma vez por semana.
Para quem pretende fazer intercâmbio, minha maior dica é planejar tudo com antecedência. É importante organizar documentos, moradia, transporte, viagens e finanças para evitar chegar perdido, como aconteceu comigo em alguns momentos. Planeje-se economicamente para não passar aperto, equilibre lazer e responsabilidades e, se puder, viaje. Estar em outro continente é uma oportunidade única de explorar culturas e países vizinhos. E acima de tudo, viva intensamente essa experiência. Ela passa rápido, mas deixa marcas, histórias e aprendizados que ficam para sempre!
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 02 dez 2025 11:35Data de Atualização: 02 dez 2025 11:38
A estudante Clarice Barreto de Souza está na 7ª fase do curso superior de tecnologia em Sistemas de Informação do Câmpus Caçador.
Desde final de agosto, Clarice participa de um projeto de pesquisa na Finlândia pelo Propicie.
A estudante Clarice Barreto de Souza está na 7ª fase do curso superior de tecnologia em Sistemas de Informação do Câmpus Caçador. Desde final de agosto, ela está na Finlândia, onde participa do projeto de pesquisa “Software development in Research of Smart Bioeconomy” na Häme University of Applied Sciences (HAMK) pelo nosso programa de intercâmbio, o Propicie.
Vejam como tem sido esta experiência para a aluna no relato abaixo:
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Resido em uma acomodação estudantil que divido com uma estudante marroquina, localizada a cerca de 13 minutos de caminhada da universidade. Consegui organizar a locação ainda no Brasil, com base nas informações disponibilizadas no site da universidade e com o apoio da equipe de HAMK International durante um webinar para os intercambistas. Durante a semana, normalmente estou no campus das 9h às 16h.
Estou contribuindo no desenvolvimento de um aplicativo voltado ao gerenciamento de dados agrícolas, com foco atual na implementação de uma ferramenta para a comparação desses dados. Temos um planejamento e semanalmente, me reúno com meu orientador para apresentar o progresso. A experiência tem sido muito produtiva, aprofundando minha compreensão sobre o processo de desenvolvimento de software como um todo.
Participo de encontros semanais com um grupo de pessoas de diversas nacionalidades, incluindo outros brasileiros, o que proporciona uma troca de experiências muito interessante.
Minha impressão sobre as pessoas aqui é bastante positiva. Todos com quem tive contato até o momento se mostraram muito gentis e solícitos. Além disso, uma grata surpresa foi descobrir a existência de um café brasileiro na cidade, administrado por uma mineira. Foi algo inesperado encontrar esse café em uma cidade finlandesa com cerca de 70 mil habitantes.
BLOG DOS INTERCAMBISTASData de Publicação: 17 nov 2025 11:02Data de Atualização: 02 dez 2025 10:36
Júlia Rafaela Hanauer está em Portugal desde setembro e retornará em dezembro
A estudante Júlia Rafaela Hanauer está na 7ª fase do curso técnico em Química integrado ao Ensino Médio do Câmpus Jaraguá do Sul - Centro. Desde setembro, ela está em Portugual onde participa do projeto de pesquisa “Pyhtopharremoval” no Instituto Politécnico de Beja pelo nosso programa de intercâmbio, o Propicie.
Vejam como tem sido esta experiência para a aluna no relato abaixo:
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Estar em Portugal tem sido a realização de um sonho de infância e uma experiência transformadora. Desde a minha chegada, fui muito bem acolhida pelas pessoas, o que facilitou minha instalação, apesar da dificuldade inicial de adaptação ao fuso horário (quatro horas a mais que no Brasil). Atualmente, moro no alojamento da instituição, que fica a apenas 2 minutos de onde estudo. Aqui, divido o quarto com outra brasileira, que chamo de amiga, a Larissa Pires, que também veio para cá pelo programa Propicie do IFSC Câmpus Palhoça Bilíngue. É um grande alívio ter alguém para compartilhar e contar nessa jornada de perto comigo.
Em relação à língua, embora seja português, já notei várias diferenças, como "casa de banho" para banheiro. No entanto, o inglês é o idioma dominante nas nossas conversas, usado em mais de 90% do tempo, pois todas as aulas e encontros de intercâmbio são nesse idioma. Isso até me levou a uma situação engraçada no início, ao me dirigir em português a um colega estrangeiro. Vez ou outra, o cérebro ainda nos confunde: a gente esquece que se falarmos na nossa língua materna, poucos ou ninguém nos entende, o que é muito confuso de assimilar. É curioso como uma língua que me parece tão fácil de falar soa totalmente incompreensível para eles. Muitas vezes, brincamos uns com os outros, falando na nossa língua materna só para confirmar se a pessoa realmente não nos entende — é um desafio divertido, especialmente sendo esta a minha primeira vez fora do Brasil.
A convivência tem sido maravilhosa e enriquecedora, permitindo-me fazer amizades com pessoas de diversas nacionalidades, como Montenegro, Geórgia, Ucrânia, entre outras, além de portugueses e brasileiros. Nós costumamos organizar encontros semanais com jantares e danças típicas, literalmente descobrindo o mundo em Beja. É como se eu tivesse conhecido diversas culturas em um lugar só. Cozinhamos, cantamos, dançamos e compartilhamos um pouco das nossas raízes.
Culturalmente, o que mais me chama a atenção é a diversidade de estrangeiros — irônico, pois é por conta deles que falamos mais inglês do que português, mesmo estando em Portugal. Além disso, a arquitetura das cidades é bem característica e única, parecendo coisa de novela. E, claro, as comidas diferentes, que em sua maioria levam peixe, muita sopa e pouco feijão e arroz, como estava acostumada no Brasil.
Na parte acadêmica, estou desenvolvendo o projeto PhytoPharremoval, que visa avaliar a remoção de carbamazepina em águas residuais por fitorremediação. Meu papel envolve alimentar o sistema com água residual e realizar a coleta e análise das amostras. A única dificuldade encontrada até agora foi o adiamento do início efetivo das atividades devido a um atestado médico da coordenadora, mas aproveitei o tempo para estudar e auxiliar em outros projetos do laboratório. Nesses outros projetos, estou aprendendo técnicas que serão fundamentais para o meu trabalho principal, como habilidades para a caracterização da água e a utilização de equipamentos de ponta, com os quais nunca havia tido contato.
Academicamente, estou absorvendo novos métodos laboratoriais e sistemas de análise. Pessoalmente, amadureci muito, desenvolvendo autonomia por morar sozinha, já que agora tenho que fazer meu próprio mercado, cozinhar, lavar minhas roupas e pagar minhas contas, tudo por conta própria. Também estou aprendendo a valorizar o coletivo e a diversidade cultural em um ambiente internacional, em contato constante com pessoas de lugares tão diferentes do mundo. O principal aprendizado de vida que levo é que "Nenhum sonho é grande demais" e que é preciso correr atrás para realizá-los. Eu achava que o intercâmbio seria apenas um sonho distante, e agora ele se tornou uma realidade.
Moro em um alojamento feminino da universidade, vaga que consegui pelo site da própria instituição. Minha rotina é organizada: passo a manhã e à tarde no laboratório e, no final do dia, gosto de caminhar ou correr. À noite, me reúno com os amigos do intercâmbio. Eu mesma preparo minhas refeições (cozinho meus almoços e jantares na cozinha do alojamento e lavo minhas roupas aqui também), mas já experimentei alguns pratos típicos deliciosos, como o famoso pastel de nata, de que gostei muito.
Esta é minha primeira viagem internacional e a primeira vez que andei de avião, o que torna a experiência ainda mais especial e marcante. Para lidar com a saudade, converso com a minha família todos os dias por mensagens, onde trocamos fotos e vídeos que nos mantêm conectados neste momento.
Por fim, o conselho que deixo para futuros intercambistas é: não desistam dos seus sonhos e acreditem no poder dos seus objetivos. Se você sonha com alguma coisa, acredite e se dedique. Pode ser com 18, 40 ou 60 anos, por que não? E por que não ser você o próximo intercambista do Propicie? Foi assim que eu pensei, foi isso que me motivou a participar do programa. E agora eu estou aqui, realizando o sonho da minha vida.