Pelo Mundo | Intercâmbio Virtual

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 28 jun 2021 10:07 Data de Atualização: 28 jun 2021 10:11

Como vocês têm acompanhado por aqui, os alunos do IFSC têm a possibilidade de cursar disciplinas em universidades internacionais por meio de programas de Intercâmbio Virtual. Eles participam das aulas, que são on-line, e depois validam esses créditos no histórico acadêmico do IFSC. Tudo isso de graça!

O pessoal da IFSCTV fez uma reportagem com alguns dos estudantes que tiveram a oportunidade de participar desses programas. Assista ao vídeo:

 

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Experiência internacional a distância

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 11 jun 2021 11:01 Data de Atualização: 11 jun 2021 11:05

Enquanto não podemos retomar nossos intercâmbios presenciais, vamos aproveitando a chance de ter intercâmbio virtual. E nossos alunos que estão participando dessa experiência têm gostado.

Vejam o relato do Matheus Willian Sprotte, que faz Engenharia Elétrica no Câmpus Jaraguá do Sul-Rau e está participando do intercâmbio virtual no Instituto Politécnico de Setúbal, o IPS.

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Agora que todas as disciplinas do IPS começaram efetivamente, posso dizer que as aulas ministradas no IPS são ótimas. Há muita atividade em equipe e seminários e usam o Moodle e sistemas de videoconferência similares aos usados no IFSC, então foi relativamente fácil me habituar a essas aulas.

Os estudos andam bastante pesados, pois faço seis disciplinas na Engenharia Elétrica do IFSC (e cursos FIC e de inglês e programação) mais cinco disciplinas na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal – IPS. Tenho aulas das 7h30 às 20h30 em alguns dias da semana. Além disso, desenvolvo projetos no IPS (projeto internacional de challenge de inovação) e no IFSC (atualmente sou discente extensionista).

Para dar conta de tudo e conciliar devidamente as aulas do IFSC e do IPS, levo uma rotina organizada com planilhas e listas de tarefas e, quando algo sai dos planos, acabo precisando sacrificar uma ou outra aula ou algumas horas de sono. Está sendo o momento mais exigente do meu percurso acadêmico, mas também um momento muito recompensador!

Estou obtendo um bom desempenho nas cadeiras do IPS e o projeto internacional que participo já me proporcionou amizades com alunos de Pequim, Cabo Verde e Portugal e me deu a preciosa experiência de atuar em um projeto internacional vinculado a uma empresa real do mercado europeu (além de praticar o inglês que aprendo nos cursos FIC do IFSC com falantes de vários continentes rsrs.

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Alunos de Lages relatam experiência da Dupla Titulação

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 16 abr 2021 10:06 Data de Atualização: 16 abr 2021 10:23

Os alunos do curso de Engenharia Mecânica do Câmpus Lages Chayanne Possamai Della Rech, Gabriel Schweitzer Morais e David Rosa dos Santos passaram cerca de um ano em Portugal onde participaram do programa de Dupla Titulação no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o ISEP. Neste período, eles cursaram disciplinas no Instituto Politécnico do Porto, realizaram estágio e fizeram um trabalho de conclusão de curso. Pelo programa, ao concluírem o curso, eles ganham a titulação de bacharel em Engenharia pelo IFSC e de mestre em Engenharia pela instituição portuguesa.

Neste vídeo, numa conversa com o jornalista do Câmpus Lages, Rafael Xavier, eles contam sobre a experiência de morar em Portugal e de ter participado do programa:

 

 

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Intercâmbio virtual

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 01 abr 2021 14:14 Data de Atualização: 01 abr 2021 14:19

Não temos mais intercambistas fora do País no momento por causa da pandemia, mas temos alunos fazendo intercâmbio virtual na Universidade de Deusto na Espanha. É o caso do aluno Arthur Silva Araújo do curso de especialização em Docência para a Educação Profissional, oferecido pelo Centro de Referência em Formação e Educação a Distância do IFSC, o Cerfead.

Leia abaixo o relato que ele nos mandou sobre esta experiência: 

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Até o momento está sendo satisfatório, mas estamos todos apurados, pois estão chegando os trabalhos, ensaios (modelo de teste espanhol), apresentações oral e demais atividades... Sendo assim, está valendo super a pena, os professores ajudam você em tudo, tem a santa paciência de conversar, dialogar, fazer uma aula extra para oralidade e demais atividades.

Estou feliz com o meu resultado de ser meu segundo intercâmbio estudantil (o primeiro foi no Canadá - High School 2013/2014) e está me readaptando com outra língua estrangeira. Você erra, você não sabe falar, você interpreta as atividades de uma outra forma, realiza as atividades diferente do solicitado e todos os professores enviam e-mail para ajudar, realizam modelos a ser seguido, fazem todo um passo a passo para auxiliar você... Sendo assim, o que mais tenho gostado é a paciência, a força de vontade que todos os professores têm em ajudar os estrangeiros. Eles brincam com você durante a aula e torna a aula interativa e atrativa brincando.

O maior desafio é o uso do Portuñol, querer entrar no debate e quando está falando enrola junto com o português e a frase sai com partes cortadas entre as duas línguas. Portanto, venho trabalhando isso para conseguir diferenciar a pronúncia espanhola para a portuguesa, senão enrola tudo e não sai nada hahaha.

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Um ano de aprendizado

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 12 mar 2021 08:36 Data de Atualização: 12 mar 2021 08:49

Quando nossos alunos embarcaram para iniciar o programa de Dupla Titulação no começo de 2020, não tínhamos noção da proporção que a pandemia do coronavírus tomaria. A situação fez o intercâmbio ser bem diferente, mas, ainda assim o aluno Vitor Luis Silveira, do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Florianópolis ficou muito grato pela experiência.

Ele retornou de Portugal em fevereiro, onde ficou um ano estudando no Instituto Superior de Engenharia de Porto, o ISEP, e nos contou um pouco da sua viagem. Leia o seu relato:

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Os últimos meses vivendo em Portugal foram um pouco difíceis. Até final de janeiro a situação com a pandemia voltou a crescer, ficando até pior que da primeira vez (em março de 2020). Assim, fiquei quase sempre dentro de casa focando nos estudos, e saindo apenas para realizar compras no mercado e fazer algumas caminhadas. Agora, as aulas já acabaram e felizmente concluí as disciplinas que estava cursando.

Devido à piora da situação em Portugal com a pandemia e com a autorização da instituição onde realizei o intercâmbio, adiantei meu retorno ao Brasil para o início de fevereiro - o que foi possível já que naquela altura as aulas haviam terminado e as provas finais seriam todas on-line. Tive alguns contratempos no regresso com passagens canceladas e voos reajustados, já que de última hora o governo Português fechou as fronteiras com o Brasil. No entanto, após os contratempos, tudo deu certo.

Agora já me encontro em casa e bem. Continuo ainda trabalhando na minha dissertação, que deve ser concluída nos próximos meses. Daqui em diante os pormenores que ainda restam serão todos resolvidos de forma on-line, então tudo deve correr bem.

Fazer este intercâmbio e morar um ano em Portugal foi uma grande experiência para minha vida. Com certeza nunca me esquecerei do tempo que passei por lá. Mesmo com todas as complicações e imprevistos decorridos, ainda pude fazer coisas fantásticas, como estudar, viajar, conhecer lugares incríveis e fazer algumas amizades que serão pra vida toda. Viver fora do país me mostrou que existe muito mais além daquilo que podemos ver e experienciar aqui no Brasil, como se sentir seguro andando nas ruas, poder contar com uma boa estrutura de saúde e que o mundo é muito maior e as pessoas são muito mais importantes do que eu podia imaginar. Mas também me mostrou aquilo que deixamos para trás quando saímos do Brasil e aquilo que devemos valorizar do nosso País, como a saudade da família e dos amigos, a sensação de se sentir em casa, a nossa cultura incrível, com nossos hábitos e comidas, e a nossa gente (as pessoas).

Tive a feliz oportunidade de conhecer pessoas de outras nacionalidades, como: portugueses, espanhóis, colombianos, húngaros, poloneses, italianos entre outros. Realmente foi uma experiência fantástica, mas posso dizer com 100% de certeza que não tem nada mais incrível que "esbarrar" com um desconhecido do outro lado do mundo e descobrir que ele é brasileiro. A conexão imediata que se faz e a saudade de casa que se reconforta, é realmente incrível.

Por isso, tenho muito o que agradecer: ao IFSC e ISEP pela oportunidade, aos meus pais pelo apoio, e aos novos amigos pelas experiências compartilhadas. Com certeza a pandemia impactou muito de forma negativa esta experiência. Sem ela, talvez eu pudesse conhecer mais pessoas, mais lugares, me integrar melhor com os meus colegas das aulas e os moradores locais. Talvez fosse melhor, não sei, mas com certeza seria diferente. E como foi incrível, prefiro apenas agradecer pelo que ganhei e não pensar no que deixei passar. Me lembrar dos momentos bons e saber que os ruins foram uma forma de aprendizado. 

 

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A experiência de Intercâmbio on-line

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 05 mar 2021 09:47 Data de Atualização: 05 mar 2021 10:03

Enquanto nossos programas de intercâmbio seguem suspensos em função da pandemia, alguns alunos estão tendo a oportunidade de participar de intercâmbios virtuais. É o caso da Alice Maciel Silva, do curso superior de tecnologia em Hotelaria do Câmpus Florianópolis-Continente. Ela foi uma das selecionadas para um intercâmbio virtual na Universidade de Deusto na Espanha.

Leiam o seu relato:

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Com relação ao intercâmbio devo dizer que a experiência, de modo geral, tem sido ótima! A Deusto, desde o momento de registro e matrícula, foi muito atenciosa. Estive em constante contato (via email) com  a responsável pelas relações internacionais do campus Bilbao, sanei todas as minhas dúvidas e tive as respostas de imediato. Isso me assegurou que seria muito bem recepcionada pela instituição, ainda que de forma virtual. E assim aconteceu.

Na semana que antecedeu o início das aulas, nós tivemos as boas-vindas oficiais do campus, recebemos os horários das aulas síncronas, realizamos os cadastros nas plataformas solicitadas pela Deusto (email institucional e moodle), e, no meu caso conheci o meu Buddy, que é um projeto da Deusto que destina um estudante local para dar suporte ao intercambista. 

Eu estou matriculada em Español Lengua Extranjera B2.1 (após teste de nivelamento da Deusto), España Multicultural: Sociedad y Cultura, e Introducción al Euskera y Cultura Vasca (todas as matérias em espanhol). Todas as matérias são incríveis, de verdade, e em pouco tempo já pude aprender muita coisa, tanto do próprio espanhol no dia a dia das aulas quanto das culturas espanholas/bascas.

Tive um pequeno problema em relação ao horário da aula de Euskera y Cultura Vasca, as aulas acontecem nas segundas e quintas mas eu não consigo acompanhar nas segundas, estive em contato com a Elena (responsável pelas relações internacionais) e ficou acordado que eu participarei somente das aulas de quinta-feira e, por isso, estou suando pra acompanhar, mas o professor tem me dado total apoio (além de ser extremamente querido, engraçado e atencioso).

Aliás, o intercâmbio é um tanto puxado. Tenho aulas síncronas quatro dias na semana, temos muitas tarefas. Muitas. As tarefas são sempre interativas, divertidas, em plataformas diferentes. Eu já havia lido no Blog dos intercambistas a experiência de outro colega e por isso não fiquei surpresa com a quantidade de tarefas, mas vale reforçar. Um dos materiais que usamos (uma plataforma em que se dispõem os livros) é pago, o que também já era previsto considerando o edital. O que me surpreendeu foi o ambiente criado entre os intercambistas, pelos próprios intercambistas. Ninguém tem vergonha de falar, de errar, todos estão ali para, efetivamente, aprender. Há pessoas dos mais diversos países - Croácia, Escócia,Taiwan... - e cada um tem o seu sotaque, seus costumes. A gente vai se entendendo como dá.

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Intercâmbio virtual

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 01 dec 2020 13:14 Data de Atualização: 01 dec 2020 13:24

Em função da pandemia, nossos programas de intercâmbio estão suspensos. Apesar disso, além dos estudantes que seguem em Portugal pelo programa de Dupla Titulação, temos cinco alunos participando de uma mobilidade internacional na modalidade virtual na Universidade de Deusto, localizada na Espanha. Um deles é o Jean Carlos Triches, que cursa Engenharia Civil no Câmpus São Carlos.

Ele começou a participar do programa no final de setembro e a experiência termina ainda neste mês de dezembro. Vejam o relato dele sobre como está sendo esta experiência.

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A Universidade de Deusto é uma instituição de ensino superior privada sediada no distrito de Deusto da cidade de Bilbau, no País Basco, Espanha. Possui dois campi, um em Bilbau e outro em São Sebastião, na província de Guipúscoa.

Como intercambista, estou cursando disciplinas que fazem parte dos currículos de graduação oferecidos pela universidade e também diversas atividades extracurriculares que tem como objetivo aproximar os intercambistas dos estudantes espanhóis e possibilitar uma melhor troca de experiências.

O ambiente virtual de apoio utilizada é Moodle, o mesmo que o IFSC utiliza, logo não tive dificuldades para utiliza-lo. As ferramentas que utilizamos para nos comunicar são o Google Meet e o Whatsapp. O modelo de ensino e aprendizagem da universidade é cíclico e baseia-se em cinco principais fases: Contexto Experimental, Observação Reflexiva, Conceitualização e Experimentação Ativa. Ou seja, para cada tópico ou assunto são observadas todas estas fases durante as aulas.

Na fase do Contexto Experimental começamos sempre com uma breve contextualização, relembrando nossos conhecimentos experiências prévias; Na Observação Reflexiva nós conhecemos e analisamos exemplos, fazendo reflexões acerca das coisas que percebemos e identificamos na situação apresentada. Neste momento, muitas perguntas surgem; Na Conceituação nós fazemos sínteses e formalizamos os conceitos relevantes, muitas vezes recorrendo a literatura; E na fase de Experimentação Ativa aplicamos tudo o que aprendemos, analisando casos e apresentando soluções.

Na disciplina Dirección Estratégica la professora Marian Aláez nos está introduzindo a questões de administração de longo prazo de empresas. Está ensinando a identificar possibilidades estratégicas que estejam alinhadas com os objetivos da organização. Esta visão estratégica se baseia em muita reflexão e busca a sustentabilidade a longo prazo tanto na administração público quanto privada.

Já na disciplina Big Data Analytics, ministrada também em espanhol, o professor Alex Rayón Jerez (Vice-reitor de Relações Internacionais da Universidade de Deusto) está ensinando a manejar grandes quantidades de dados para por meio de um novo paradigma que permite gerar, processar e encontrar informações relevantes na velocidade em que as informações são geradas atualmente. Obter informações significativas neste contexto é um grande desafio e exige a correta identificação, classificação e interpretação de um amplo espectro de informações. Para isto estamos aprendendo conceitos e técnicas de análise de dados, aprendizado de máquina, inteligência artificial e computação de alto rendimento.

Como atividade extracurricular, nesta semana, estou participando da atividade Intercambio Gastronomico, onde trocamos receitas e experimentamos um pouco da culinária da cada país.

Estou gostando muito da experiência, principalmente por experimentar jeitos novos de aprender. Porém, nas disciplinas curriculares, os professores são muito exigentes e fazem muitas avaliações, atividades extraclasse e recuperações paralelas, o que é muito bom, mas venho tendo muito trabalho remoto para realizar no meu emprego - por conta da situação pandêmica; e diversas atividades do meu curso de Engenharia Civil no IFSC, o que está me sobrecarregando um pouco.

A experiência que venho tendo é muito positiva e aconselho a todos os estudantes do IFSC que busquem participar de programas de intercâmbio porque vale muito a pena.

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Intercambista decide fazer sua graduação em Portugal

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 13 nov 2020 10:16 Data de Atualização: 13 nov 2020 10:53

Em 2018, Karina Santos Silvério nunca tinha viajado para fora do País. A então aluna do curso técnico em Biotecnologia do Câmpus Lages decidiu tentar uma vaga no Programa de Cooperação Internacional para estudantes do IFSC (Propicie) e conquistou a oportunidade de realizar um projeto de pesquisa no Instituto Politécnico de Beja (IPBeja).  Ela gostou tanto da experiência que decidiu continuar em Portugal para cursar graduação em Tecnologias Bioanalíticas no IPBeja.

-> Assista à live feita com intercambistas do IFSC em que a Karina também participou

Conversamos com a Karina para conhecer melhor a sua trajetória no IFSC, sua experiência de intercâmbio e como está sua vida no exterior neste momento. Veja o seu relato:

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Conhecendo o IFSC

A minha história no IFSC começou em uma fase de incerteza na minha vida. Eu havia sido selecionada para uma bolsa do Prouni para Engenharia Química, porém, quando foi feita a análise salarial, eu perdi por ter passado em torno de R$30,00. Eu havia recém começado a trabalhar na minha área depois de me formar no técnico em Química e tinha feito muita hora extra naquele mês e, como o salário conta pelo bruto, eu acabei perdendo a bolsa. Foi muito frustrante!

Eu sempre fui uma pessoa que gosta muito de estudar, tem paixão pelo conhecimento e também sempre fui muito curiosa no que diz respeito à ciência e a vida. Perder aquela bolsa foi ter que encarar seis meses naquela rotina de trabalhar e ir para casa, o que sempre foi algo angustiante para mim, pois não estava aprendendo algo novo e minha vida acadêmica ficou parada.

Neste período, eu decidi estudar para concurso público e, por acaso, descobri o IFSC Câmpus Lages. Eu sabia que era uma instituição pública, mas não fazia ideia do que realmente era. Então comecei a pesquisar mais sobre e descobri que o IFSC oferecia um curso técnico gratuito de Biotecnologia e pensei comigo: “Melhor fazer outro técnico do que ficar só em casa, sem estudar”. Decidido isso, eu me deparei com uma antiga crença que dizia que somente as pessoas que estudavam em escola particular conseguiriam passar em uma instituição pública de ensino. Ou a pessoa estudava em escola particular ou era mesmo muito dedicada aos estudos - o que não era o meu caso já que eu só tinha o período da noite porque trabalhava o dia todo.

No dia do exame de classificação, eu estava muito nervosa e não achei que fosse passar… mas, para minha surpresa, eu recebi um e-mail dias depois me informando que eu havia sido classificada para cursar Biotecnologia. Eu não fazia ideia do que me aguardava, mas fiquei muito feliz e entusiasmada.

Chegando lá, foi amor à primeira vista! Logo nos primeiros dias, eu já me apaixonei pela instituição. Fiquei impressionada com a qualidade do ensino, com a qualificação dos professores e sua simpatia e energia em sala de aula e também com os servidores do câmpus que se mostravam sempre tão prestativos e preocupados com o bem estar dos alunos.

E assim foram os próximos dois anos: todos os dias eu saía de Otacílio Costa, ia para a Palmeira trabalhar e de lá mesmo eu ia para Lages depois das 18h para estudar. Este percurso dava em torno de 30km todos os dias, mas nunca foi um peso, muito pelo contrário. Houve dias em que eu tinha dias péssimos no trabalho e, quando chegava no câmpus, os professores, os amigos e todo aquele ambiente me transmitiam uma energia tão boa que transformava meu dia e eu terminava indo pra casa muito mais tranquila.

O que começou com uma frustração e incerteza terminou na melhor decisão que eu já tomei na vida. Costumo dizer que minha vida se divide no antes e depois do IFSC. Me formei em 2018. 

Oportunidade de intercâmbio

Para além de todo conhecimento adquirido durante o curso e também a ampliação da minha visão de mundo, eu tive a sorte de ser contemplada com a bolsa de intercâmbio do IFSC no último semestre do curso.

O projeto que eu fui selecionada foi o “aplicações da agrometeorologia às culturas mediterrânicas”. Inicialmente eu havia concorrido para um outro projeto na cidade do Porto, mas depois eu fui remanejada para este projeto aqui no Instituto Politécnico de Beja.

Eu decidi fazer o Propicie porque já fazia quase três anos que eu estava trabalhando e não estava realizada na empresa em que eu estava, me via sem perspectiva de crescimento e, por isso, queria tentar algo novo. A princípio, o que eu queria era passar em algum concurso público.

Eu sempre quis fazer intercâmbio, mas via isso como algo muito distante, muito fora da minha realidade. Mesmo assim, resolvi tentar no último dia de inscrição, no último instante. Faltando poucos minutos para meia-noite, consegui submeter a minha candidatura. Foi um sufoco por vários empecilhos no meio do caminho, mas no final deu tudo certo.

Eu tinha 22 anos, nunca tinha viajado para fora do país antes e certamente foi algo que transformou a minha vida em vários sentidos. A experiência foi muito enriquecedora! Desde que cheguei aqui, morei em uma república com outros intercambistas das mais variadas nacionalidades. Entre os primeiros que conheci, estavam pessoas da Croácia, República Tcheca, Espanha, França, Polônia e, é claro, Brasil. Este contato me permitiu fazer muitos amigos e me fez conhecer mais sobre a cultura de cada país e também entender que há pontos no ser humano que são comum a qualquer cultura.  Além disso, ficou ainda mais clara a importância do inglês fluente e o quão isso é fundamental. Pela proximidade dos países aqui, é muito comum encontrar pessoas que falam até cinco línguas fluentemente, então falar inglês é mesmo o básico.

Mas eu diria que a coisa mais importante que aprendi aqui como cidadã foi aprender a valorizar o que é nosso e entender que todo país tem pontos positivos e pontos negativos. Parece óbvio, mas muitas vezes as pessoas acham que tudo que é europeu é superior ao que temos no Brasil. Talvez esse pensamento tenha um motivo histórico, mas abrir a minha mente e ampliar os meus horizontes nesta questão, com certeza, me fez crescer e ser outra pessoa.

Em termos acadêmicos, eu senti muita diferença. Aqui em Portugal é seguido um modelo de ensino tradicional muito mais metódico, onde predomina a ideia de “transmitir o conhecimento”. Diferente do IFSC, por exemplo, em que a ideia é a construção do conhecimento e as metodologias são bem mais interativas. Das duas formas você aprende, contudo, eu acho que o IFSC consegue fazer com que o aluno gaste menos tempo e esforço estudando e, acima de tudo, que o conhecimento seja realmente internalizado e entendido e não somente “memorizado”.

Inclusive, eu tive uma experiência muito interessante no início deste ano letivo em que um professor aplicou um questionário para testar quais eram os conhecimentos prévios sobre a imunologia. Eu tive imunologia no IFSC há três anos e nunca mais havia sequer ouvido falar nas suas especificidades. Mesmo assim, consegui tirar 17 sendo 20 a nota máxima. Foi uma prova de que quando o ensino é de qualidade, você nunca mais esquece.

A decisão de fazer a graduação em Portugal

Antes mesmo de terminar o Propicie, eu me matriculei no ensino superior no Instituto Politécnico de Beja no curso de Tecnologias Bioanalíticas. Esta decisão de fazer um curso superior fora do país se deu principalmente a um desejo antigo de me formar em uma graduação na área química e, curiosamente, o custo de estudar fora não era superior ao ter que fazer uma graduação em uma faculdade particular ou mesmo ter que me mudar para outra cidade e deixar de trabalhar para conseguir estudar em uma instituição pública em tempo integral.

Aqui em Beja eu estudo em tempo integral. Entretanto, há duas coisas que facilitaram a minha estadia enquanto estudante aqui em Beja. A primeira delas foi receber uma bolsa do instituto que ajudou no pagamento das mensalidades durante praticamente um ano. E a outra maneira foi ser a representante de uma das residências estudantis, ou seja, colaboro com o Instituto recebendo os novos intercambistas e tratando dos assuntos relacionados à residência e, por fazer este trabalho, eu não pago moradia.

É importante ressaltar que esta ajuda na isenção de pagamento da moradia se deu por eu ter facilitado a ponte entre o Instituto Politécnico de Beja e o IFSC em agosto de 2019. Esta ponte resultou em uma parceria sólida e hoje todos os alunos do IFSC que decidem fazer a graduação em Beja têm moradia gratuita também. ♥  É uma forma com que consegui retribuir tudo o que o IFSC me proporcionou.

Também faço parte de um projeto que acabou por mais tarde se tornar uma empresa que presta consultoria a estudantes que queiram estudar em Portugal, seja para fazer a graduação, mestrado, intercâmbio ou mesmo auxiliar na validação de diplomas. A empresa é fruto de uma parceria com o IPBeja e abrange três países: Brasil, Angola e Guiné-Bissau.

A experiência de morar no exterior

Eu moro em Portugal desde setembro de 2018 quando vim participar do Propicie e continuei por aqui para fazer a graduação. Nunca foi um objetivo sair de Santa Catarina e morar fora do país. Nunca tive esse sonho. As coisas foram simplesmente se encaminhando e acontecendo. 

Eu diria que morar fora, pelo menos por algum tempo, é algo que todos que tiverem a oportunidade deveriam tentar. É possível viajar na Europa por preços muito acessíveis. Por exemplo, Beja fica a duas horas e meia da Espanha. Este é um ponto muito positivo de estar aqui: esta possibilidade de viajar e conhecer culturas e lugares muito bonitos e interessantes. 

Contudo, preciso dizer que não é um processo fácil e maravilhoso como muitas pessoas imaginam ser. Para além da saudade de casa, dos amigos e de todos os choques culturais - que não são poucos- , ainda é preciso lidar com situações difíceis como a xenofobia de algumas pessoas que passam pelo nosso caminho. Infelizmente existe e não é algo que pensamos quando estamos prestes a fazer um intercâmbio. É importante manter a mente aberta para o novo e aprender a extrair o melhor destas situações, até porque eu encontrei também muitas pessoas maravilhosas e fiz amigos aqui e isso só foi possível mantendo a mente aberta ao novo.

A situação da pandemia também é algo que já testou e continua testando meus limites várias vezes. Sou muito grata por ter amigos e uma família tão presente na minha vida mesmo estando longe e por poder contar com pessoas que conheci aqui e que construí uma amizade muito bonita também. Mas o que eu quero dizer com tudo isso é que, apesar de toda dificuldade que encontrei, eu não tenho a menor dúvida que foi uma experiência única, enriquecedora e que me fez amadurecer muito e me tornar uma pessoa melhor e mais forte e, por isso, eu faria tudo de novo.  

Planos 

Hoje eu tenho 24 anos. Estou no último ano da graduação e pretendo continuar estudando. Provavelmente vou fazer o mestrado ainda aqui em Portugal na área de Biotecnologia ou genética. Não pretendo continuar morando em Portugal. Pretendo sim estudar e aproveitar todas as oportunidades que surgirem de forma a abrir portas para um futuro promissor. 

Apesar de sentir que meu lugar continua sendo Santa Catarina e sempre ter a sensação boa de que posso andar por todo lado e que, mesmo assim, sempre vou ter um cantinho especial que posso chamar de casa, em um mundo globalizado é importante não colocar fronteiras em seus sonhos e objetivos. A experiência de morar na Europa me fez entender o quanto não só o Brasil, mas a América do Sul como um todo tem um potencial de crescimento enorme e eu quero muito poder contribuir e preservar tudo aquilo que é nosso. 

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Novo semestre

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 09 out 2020 11:55 Data de Atualização: 09 out 2020 12:23

Nosso intercambista Eduardo Lacerda, do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Florianópolis, iniciou mais um semestre no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o ISEP, e nos mandou mais um relato.

Ele participa do nosso programa de Dupla Titulação.
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Desde o meu último relato, algumas coisas mudaram em minha experiência de intercâmbio. Neste período, mudei de moradia e agora divido o quarto com meu colega de IFSC Vitor. A mudança tem sido muito positiva pelo fato de a casa ser muito boa e já morarem aqui dois brasileiros que se tornaram nossos amigos.

Em relação à dissertação tenho tido reuniões semanais com meu orientador de modo a mostrar-lhe o que fiz e receber dicas do que posso avançar e melhorar em meu caso de estudo. O próximo semestre começou em 6 de outubro sendo as aulas teóricas realizadas online e as práticas presencialmente. Estou inscrito para duas disciplinas e espero ansiosamente pelo regresso das aulas presenciais.

No tocante ao lazer, entre os dias 18 e 27 de setembro realizei uma "Eurotrip" com meus colegas de IFSC Chayanne e Vitor por cinco países. Visitamos a Polônia, República Tcheca, Alemanha, Países Baixos e Bélgica. Foi uma experiência incrível poder conhecer cidades tão bonitas e ricas em história na companhia de amigos.

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Boas perspectivas

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 11 set 2020 12:03 Data de Atualização: 11 set 2020 12:13

O relato de hoje é do aluno Vitor Luiz Silveira, do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Florianópolis, que está em Portugal onde participa do programa de Dupla Titulação no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o ISEP.

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As férias andam a correr bem. Estou conseguindo descansar bastante e aproveitar o tempo livre. O hábito de dormir até mais tarde já se destaca, mas tudo bem, estou de férias. Neste último mês, tenho duas novidades: a mudança e os novos amigos.

Ontem, após sete meses morando na mesma casa, eu e meu colega de quarto nos mudamos para uma casa nova. Maior, mais espaçosa e arejada, bem localizada e ainda pagando menos pelo aluguel. Uma das pequenas "vantagens" que toda essa situação global atípica nos proporcionou. Isso foi bom de diversas maneiras, principalmente pela mudança de ares e nossos novos "colegas de casa" que também são brasileiros e estão nos recebendo super bem.

Neste último mês, comecei a ter mais contato com os colegas do IFSC de Lages, que também participam do programa de Dupla Titulação aqui na cidade do Porto. Não apenas colegas, mas agora amigos, já tivemos algumas confraternizações e fizemos uma pequena viagem juntos para a cidade de Santa Maria da Feira.

Acredito que a falta de contato humano nos meses de isolamento tenha sido o maior desafio de todos. Felizmente, esta mudança de ares e o maior contato com os novos amigos tem melhorado muito a vivência nos últimos tempos. Assim, as perspectivas futuras são boas. 

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Novas descobertas

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 21 ago 2020 12:37 Data de Atualização: 21 ago 2020 12:44

O relato de hoje é do aluno Vitor Luis Silveira, do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Florianópolis. Ele está em Portugal onde participa do programa da Dupla Titulação no Instituto Superior de Engenharia do Porto. Depois de um semestre atípico por causa da pandemia, ele conseguiu aproveitar um pouco de suas férias.

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Com tudo que aconteceu neste último semestre e devido às limitações impostas, acabei descobrindo uma nova paixão: caminhar. Está era uma das poucas atividades ao ar livre que eu era capaz de fazer em segurança e com distanciamento social. Assim, fui cultivando este hábito aos poucos. Comecei com passeios rápidos e, quando me dei conta, já conhecia toda a região num raio de 5 km da minha casa - o que foi muito legal, porque tive a oportunidade de apreciar pequenos lugarzinhos escondidos que provavelmente não teria descoberto com a tradicional correria do cotidiano "normal". Agora, com mais liberdade, eu continuo aumentando as distâncias percorridas: 10 km; 15 km; e por aí vai.

Outro prazer que pude desfrutar aos poucos foi o de conhecer novos lugares. Na região próxima à cidade do Porto (onde moro) já pude conhecer as cidades de Guimarães, Braga e Viana do Castelo. Também pude fazer uma viagem rápida à região de Lisboa, onde conheci as cidades de Lisboa, Cascais e Sintra - sendo a última uma grande surpresa pessoal. Não estava esperando muito, mas os castelos situados em Sintra são simplesmente incríveis.

Por fim, na última semana, tive a oportunidade de fazer minha maior e mais emocionante viagem. Ao longo de nove dias conheci a cidade de Paris na França; e as cidades de Milão, Veneza e Roma na Itália. Foi uma experiência única e inesquecível que eu jamais havia pensado que poderia viver.

Com isso, posso dizer que minhas férias já começaram em grande estilo. Porém, agora pretendo ficar mais por casa e aproveitar este tempo para descansar e renovar as energias. Ainda pretendo fazer algumas viagens rápidas, para cidades próximas, mas nada tão extravagante. 

No geral tudo vem correndo bem. Houve altos e baixos ao longo destes seis meses de intercâmbio, porém todas as experiências foram igualmente válidas e enriquecedoras.

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Aproveitando o desconfinamento

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 14 ago 2020 13:19 Data de Atualização: 14 ago 2020 13:24

Hoje o relato é do nosso aluno Vitor Luiz Silveira, do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Florianópolis. Ele está morando em Portugal onde participa do programa de Dupla Titulação no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o ISEP.

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Me encontro na cidade do Porto, finalmente de férias. Agora tenho um pouco mais de tempo para descansar e aproveitar melhor a cidade sem toda aquela preocupação das aulas, trabalhos, quarentena e etc. A situação na cidade do Porto, principalmente no norte do país, já está bem melhor. Já passamos da última fase do desconfinamento e tudo se encaminha bem. Claro, as medidas de proteção e distanciamento social ainda estão em vigor por todo o país e são de total importância para se manter este constante estado de avanço.

Devido à melhora da situação, na última semana pude fazer uma viagem rápida a Lisboa. Consegui conhecer muitos pontos turísticos e locais históricos incríveis. Tive um olhar bem diferente do tradicional sobre estes locais, já que a cidade se encontrava praticamente deserta se comparado com os outros anos (estamos no verão, alta temporada do turismo). O que é bom, pois garante a segurança de todos.

Daqui pra frente pretendo seguir meus estudos sobre minha tese e na medida do possível aproveitar as férias.

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Férias depois do primeiro semestre

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 31 jul 2020 10:56 Data de Atualização: 31 jul 2020 11:03

Atualmente, oito estudantes do IFSC seguem em Portugal onde participam do programa de Dupla Titulação no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o ISEP. Neste programa, ao concluir o curso, o aluno obtém o grau de bacharel no Brasil e o título de mestre em Portugal.

Um desses estudantes é o Eduardo da Rosa Lacerda do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Florianópolis. Na última semana, terminou o semestre dele no ISEP e ele entrou de férias. 

Vejam o seu relato:
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Esta semana terminou oficialmente o semestre no ISEP e agora estou de férias. Por isso venho através deste relato contar um pouco como tem sido minha experiência.

Cheguei ao Porto e fui muito bem acolhido pela comunidade do ISEP e me senti em casa desde o começo. A adaptação a cidade e hábitos locais ocorreram naturalmente e de forma positiva. No primeiro mês, tive aulas presenciais e elas estavam ocorrendo normalmente e já estava a me habituar a diferente metodologia de ensino praticada aqui. Porém, devido ao aumento do número de casos de coronavírus na cidade vir crescendo, o IPP decidiu por suspender as aulas por uma semana de modo a decidir o melhor caminho a ser seguido no decorrer do semestre. Dessa forma foi planejada a retomada por meio de aulas on-line através plataforma Zoom - essa medida foi iniciada já na semana seguinte.

A partir daí houve o período de quarentena em que tivemos as aulas de todas as disciplinas on-line. A medida foi muito efetiva, pois o semestre foi cumprido conforme planejado e as aulas on-line continuaram com a mesma qualidade das aulas presenciais. Neste último mês, foram realizadas as provas finais das disciplinas de maneira on-line e tudo aconteceu sem incidentes. Os resultados já foram entregues e passei com ótimas notas em todas as disciplinas cursadas.

Agora o foco é aproveitar o período de férias para renovar as energias. Na última semana, visitei Lisboa, Sintra e Cascais. Na próxima, conhecerei Vigo e Santiago de Compostela. 

Apesar de todos os imprevistos, as coisas estão a funcionar bem. Tem sido uma experiência diferente do que imaginei antes de vir, porém está sendo igualmente enriquecedora. 

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Live dos intercambistas

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 24 jul 2020 14:28 Data de Atualização: 24 jul 2020 14:38

Nesta quinta-feira (23), seis intercambistas do IFSC participaram de uma live, mediada pela assessora de Assuntos Estratégicos e Internacionais do IFSC, Fernanda Ferreira, para falar sobre sua experiência. Os estudantes comentaram sobre os desafios do intercâmbio desde o processo seletivo até a realização dos projetos e das pesquisas.

Os alunos que participaram foram:

  • - Gisele Gandin - Câmpus Florianópolis- Propicie 17
  • - Natália da Silva - Câmpus Gaspar - Propicie 17
  • - Isabelli Sasdelli Tavares - Câmpus Itajaí - Propicie 17 
  • - Karina SIlvério - Egressa do Câmpus Lages - Propicie 14
  • - Gabriel Morais - Câmpus Lages - Dupla Titulação
  • - Eduardo Lacerda - Câmpus Florianópolis - Dupla Titulação

Assista abaixo à gravação do bate-papo que foi transmitido ao vivo pelo canal do IFSC no YouTube:

 

 

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Intercâmbios suspensos

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 10 jul 2020 13:00 Data de Atualização: 10 jul 2020 13:06

Todos nossos intercambistas desta última edição do Programa de Cooperação Internacional para estudantes do IFSC, o Propicie 17, já voltaram para o Brasil. Nos últimos meses, vocês acompanharam  por aqui os relatos deles sobre essa experiência. Atualmente, nove alunos do IFSC seguem no exterior pelo programa de Dupla Titulação no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) em Portugal.

Infelizmente, em função da pandemia, os programa de intercâmbio do IFSC estão cancelados pelo menos até o final do ano. A Assessoria de Assuntos Estratégicos e Internacionais do IFSC, a Assint,  só irá analisar a abertura de novas vagas - tanto para o Propicie quanto para o Programa de Dupla Titulação -  no próximo ano.

Vejam aqui mais informações sobre essa suspensão.

Quando tivermos novidades que envolvam intercâmbio no IFSC, divulgaremos por aqui.

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Gratidão

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 03 jul 2020 12:44 Data de Atualização: 03 jul 2020 12:50

A nossa aluna Isabela das Chagas Luiz, do curso técnico integrado em Mecânica do Câmpus Joinville já retornou ao Brasil depois de uma temporada em Portugal onde participou do projeto de pesquisa Smartness - pelo Propicie - no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o ISEP. Em suas últimas semanas no exterior, conseguiu conhecer novos lugares e voltou pra cá cheia de gratidão.

Leia seu relato enviado pouco antes de voltar ao Brasil:

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Nessas últimas semanas, houve a reabertura de alguns comércios e museus, assim como uma liberação maior de saídas, o que permitiu que eu e outros alunos do intercâmbio pudéssemos sair. Visitei diversas cidades de Portugal: Coimbra, Braga, Guimarães, Lisboa, Cascais, Sintra, Aveiro, bem como a região de Porto. Todas as visitas foram limitadas, mas permitiu poder conhecer um pouco mais deste País que é menor territorialmente do que Santa Catarina.

O que gostei mais foi de perceber como cada cidade tinha um jeito diferente e único. Mesmo que cidades tão perto, a visita em cada uma se tornou excepcional. Coimbra é uma cidade universitária e foi bom ver como havia grandes prédios estudantis. Braga é onde há o Complexo do Bom Jesus, uma igreja com uma vista linda na região mais alta da cidade. Guimarães foi a cidade que permitiu a primeira visita a um castelo, além é claro, de uma foto no letreiro com os dizeres “Aqui nasceu Portugal“. Sintra foi onde pudemos visitar um segundo castelo e permitiu uma das melhores vistas panorâmicas. Aveiro, a Veneza portuguesa, estava pouco movimentada, sem as bicicletas e os moliceiros pela cidade, mas ainda sim estava linda. E na região de Porto, visitamos Póvoa de Varzim, cidade onde nasceu Eça de Queiroz, um dos principais escritores Portugueses.

Lisboa é a capital e, apesar da pandemia, estava movimentada. Conseguimos andar de bondinho (os elétricos), comer bacalhau a natas e o pastel de Belém legítimo (que, aliás, é muito gostoso), visitar vários pontos turísticos e ir a museus. Foram dois dias de visita pela cidade. Era uma cidade diferente de Porto, grande e movimentada, com arquitetura moderna mais presente do que se vê em outras cidades, assim como também era mais fácil encontrar imigrantes com diversas línguas e costumes somente andando pelas ruas da cidade. Dos pontos turísticos, o que mais me encantou foi o Padrão dos Descobrimentos, onde pude ver de perto o que tanto ouvi falar durante as aulas de história. 

Cascais foi a cidade litorânea que visitamos após Lisboa. Cascais foi uma das cidades que mais me encantou. As casas eram mais coloridas, as praias eram lindas, era tudo calmo e bonito. Visitamos alguns locais e ficamos meio dia na cidade, é uma cidade pequena, então toda a visita foi a pé.

Fiquei muito feliz de conseguir e poder visitar outros lugares além de Porto, mesmo que de maneira limitada. Portugal foi um país que eu pensava que seria lindo, mas se superou. Cada cidade tem seu toque e tem sido muito gratificante poder ver tantos lugares e se encantar de uma maneira diferente por cada um deles. Mas claro, se me perguntarem, Porto é a minha cidade preferida! Foi mesmo um amor à primeira vista.

O intercâmbio já está chegando ao fim e o sentimento de gratidão é o que mais representa toda essa experiência. Foi pelo intercâmbio que fiz diversas coisas pela primeira vez, como andar de avião e morar longe dos pais... Foi onde também pude conhecer pessoas incríveis que, com certeza, deixarão saudades e foi a prova mais concreta de que o estudo pode me levar tão longe e me proporcionar tudo isso.

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Conhecendo Portugal

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 26 jun 2020 12:32 Data de Atualização: 26 jun 2020 12:41

A aluna Isabelli Sadelli Tavares, do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Itajaí, já retornou ao Brasil no início deste mês. Ela passou três meses em Porto, participando do projeto Caracterização de erros experimentais no laboratório remoto VISIR do Instituto de Engenharia do Porto, o ISEP, pelo Propicie.

Em abril, já compartilhamos um relato dela por aqui em um momento em que nossos intercambistas que estavam em Portugal precisavam ficar mais em casa por causa da pandemia. Agora compartilhamos um relato dela sobre suas últimas semanas antes de retornar para cá quando as autoridades locais permitiram a abertura de estabelecimentos e as medidas de distanciamento social foram flexibilizadas.

Leia abaixo:

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 As últimas semanas do mês de maio foram bem proveitosas. Após a abertura de museus, parques, restaurantes, comércio e o aumento da oferta dos transportes públicos, pude, enfim, conhecer um bocadinho de Portugal. Andei de comboio (trem, no Brasil) pela primeira vez! Fiquei admirada com a estrutura ferroviária do país, pois é possível chegar a muitos lugares desta forma, além do transporte ser rápido, prático e pontual. Assim, pude visitar alguns concelhos (cidades, no Brasil) próximos, como Coimbra, Braga, Guimarães e Aveiro, e também outros mais ao sul do país, como Lisboa, Cascais e Sintra.

Em Coimbra, pude conhecer a Universidade de Coimbra, uma das mais antigas universidades da Europa, o que faz a cidade ter todo um ar universitário, com fortes movimentos estudantis, grafites com tons críticos em todo lado e um patrimônio histórico arquitetônico riquíssimo, tornando-a maravilhosa.

Já em Braga o passeio se resumiu em caminhar pelo centro histórico, passando pelas principais igrejas e praças da cidade, indo até o Santuário do Bom Jesus do Monte, um conjunto arquitetônico-paisagístico localizado a uns seis quilômetros do centro da cidade, o que resultou em bastante caminhada morro acima. Porém, a vista é recompensadora e o lugar é maravilhoso, sendo um dos lugares mais lindos que já visitei na vida. Após toda a andança, provamos o famoso Bacalhau à Braga, prato típico feito com bacalhau frito, cebolas e acompanhando batatas, simplesmente maravilhoso.

Guimarães também foi um passeio cheio de histórias: bem no coração da cidade encontra-se uma das torres da antiga muralha da cidade, onde está escrito “Aqui Nasceu Portugal”, pois foi onde nasceu Dom Afonso Henrique, o primeiro rei de Portugal. Também teve no roteiro uma visita ao Castelo de Guimarães e ao Paço dos Duques de Bragança.

Não podia ficar de fora dos roteiros a capital do país, Lisboa. Lá, visitei a famosa Torre de Belém e experimentei os famosos pastéis de Belém (os pastéis de nata produzidos lá) e toda a região de Belém, que é maravilhosa. Também conheci o centro histórico, a Praça do Comércio e, pra finalizar, teve mais bacalhau, desta vez o bacalhau com natas, que me pareceu um escondidinho de batatas com bacalhau – que, por sinal, é maravilhoso também.

Partindo de Lisboa de comboio, conheci Cascais, uma cidadezinha no litoral simplesmente encantadora, caminhando em direção à Boca do Inferno, uma formação rochosa com impacto violento das águas, que tem por trás uma lenda local. A partir de Cascais, rapidamente pode-se chegar em Sintra. A primeira parada foi o Palácio Nacional, visitando os jardins, e depois seguindo para o Castelo dos Mouros, que foi construído pelos Mouros da África do Norte para proteger as terras férteis da região. Situado no topo de um morro, tem uma visão privilegiada de todo o arredor, um lugar simplesmente magnífico.

Para encerrar, dias depois fui a Aveiro, a famosa “Veneza Portuguesa”. Caminhei pelas ruas da cidade e, a todo momento, deparava-me com alguma ponte, ou cais, ou os moliceiros (os barquinhos da cidade), tudo circundado pela Ria de Aveiro. Quanto à culinária, experimentei os ovos moles, doce típico da cidade, que também serve de base para diversos outros doces regionais, como o pão de ló de ovos moles. 

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Aproveitando ao máximo

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 19 jun 2020 13:08 Data de Atualização: 19 jun 2020 13:12

O post de hoje traz um curto relato do aluno Daniel Baraldi, do curso de Engenharia Mecânica do Câmpus Xanxerê. Ele participou do nosso programa de intercâmbio, o Propicie, e está na Espanha onde integra um projeto de pesquisa na Universidade de Deusto na cidade de Bilbao.

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As coisas estão melhorando. A Espanha iniciou o processo de desescalada e a cada semana as coisas voltam um pouquinho ao normal (lógico com todos os cuidados). Diante disso, tenho aproveitado mais para "turistar" pela cidade, fazendo passeios, conhecendo lugares e pessoas. Realmente, estou muito feliz com essa experiência e quero aproveitar o máximo que conseguir. 

Tenho aproveitado o fim das restrições de horários para caminhar e explorar a cidade sozinho também, visitei algumas lojas e alguns monumentos pela cidade. Estou bem e aproveitando, mesmo um pouco apertado com o fim do semestre.

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Passeios também fazem parte do intercâmbio

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 05 jun 2020 12:21 Data de Atualização: 05 jun 2020 12:43

O relato de hoje é do aluno do curso de Engenharia Mecânica do Câmpus Xanxerê que foi selecionado para o Propicie 17.

João Pedro Müller, que foi para Portugal participar do projeto OP – Produção Otimizada no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o ISEP. Como seu vôo de volta ao Brasil foi cancelado, ele aguarda as definições da companhia aérea para poder retornar.

Além de seguir com seu projeto de pesquisa de forma remota, ele aproveitou os últimos dias para passear.

Vejam só:

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Muita coisa mudou em relação às restrições de circulação de pessoas e funcionamento dos estabelecimentos nestas últimas semanas. Grande parte do comércio voltou a abrir (com algumas restrições) e locais públicos, como praias e parques, agora estão mais acessíveis.

Devido à flexibilização, pude aproveitar muito nestas últimas semanas. Junto com amigos, também participantes do Propicie, visitamos parques locais, praias e pontos turísticos das cidades de Porto e Matosinhos.

Tivemos a oportunidade de visitar as cidades de Braga e Guimarães, localizadas perto da região de Porto, o que nos possibilitou conhecer um pouco mais da história portuguesa. Nestas cidades, visitamos diversos locais históricos, como o Santuário de Bom Jesus do Monte, localizado em Braga, e o Paço dos Duques de Bragança, localizado em Guimarães. Também foi possível experimentar a culinária típica local, como o Bacalhau à Braga e o Castelinho de Guimarães.

Em relação ao meu projeto, ainda estou trabalhando remotamente devido ao ISEP continuar parcialmente fechado. Acredito que até meu retorno esta situação não será alterada, por conta disso continuarei meu trabalho a distância.

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Conhecendo um pouco a cidade

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 29 mai 2020 09:46 Data de Atualização: 29 mai 2020 09:50

O relato desta semana é do aluno do curso de Engenharia Mecânica do Câmpus Xanxerê, Jhou Maik Trampusch, que está em Portugal pelo nosso programa de intercâmbio, o Propicie, onde participa de um projeto de pesquisa chamado MARTINE – Gestão e simulação de redes elétricas e edifícios inteligentes – no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o Isep.

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Durante esses dias pude sair mais de casa, pois começaram a abrir alguns locais de visitação devido à melhora na situação do país. Por isso, eu e meu colega, João Pedro Müller, juntamente com Bernardo Pires Mesko, Isabelli Sasdelli Tavares, Isabela das Chagas Luiz e Ana Maria Henning Codeço, visitamos muitos locais históricos e turísticos tais como o Parque dos Picoutos, onde jogamos vôlei, a Torre dos Clérigos, o Jardim do Morro, a Ribeira e a Ponte Dom Luís I. Sempre de máscara, pois, embora não seja obrigado em locais abertos, é mais seguro permanecer com a mesma o tempo todo ao invés de manipular ela muitas vezes. Também efetuamos alguns jantares entre nós, pois isso também é permitido.

Quanto às atividades de estudo, tanto as do IFSC como as do ISEP permanecem a distância e quase que diariamente tenho materiais para estudar. O estudo decorrente da pesquisa desenvolvida aqui segue constante, com conversas e vídeo chamadas com o orientador do projeto. Atualmente, estou pesquisando as influências dos fluxos de ar decorrentes de ar condicionado na temperatura interna da casa.

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