Capítulo 2 - Públicos estratégicos

Públicos estratégicos são todos aqueles que têm direitos ou interesses associados ao IFSC, de forma direta ou indireta, e que, por isso, impactam a instituição ou são impactados por ela. Quando categorizados em relação ao tipo de vínculo que mantêm com o IFSC, esses públicos podem ser internos ou externos.

Públicos internos: são aqueles que participam diretamente da atividade do IFSC e deles depende o funcionamento da instituição. Eles possuem algum vínculo com a instituição, seja direto - como alunos e servidores - ou indireto - como os trabalhadores terceirizados.

Públicos externos: são aqueles que estão fora do IFSC, mas mantêm um relacionamento estreito com a instituição, como os representantes externos em órgãos colegiados e os ex-alunos.

Os públicos estratégicos do IFSC são os listados abaixo (em ordem alfabética):

1) Públicos internos

Alunos: em função da sua missão, o IFSC oferta cursos em diferentes níveis (educação básica e superior) nas modalidades presencial e a distância. Portanto, possui um perfil de aluno amplo e diversificado, que varia de acordo com os cursos oferecidos: formação inicial e continuada (qualificação profissional e idiomas), técnicos (integrados, concomitantes e subsequentes), educação de jovens e adultos, graduação (superiores de tecnologia, bacharelados e licenciaturas) e pós-graduação lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado). Entre o público dos alunos regulares, identificam-se perfis com especificidades, como: ingressantes, concluintes e formandos, beneficiados por programas de assistência estudantil, bolsistas em projetos ou programas do IFSC, estagiários (alunos do IFSC em programas de estágio), representantes discentes em colegiados e comissões institucionais, em intercâmbio (alunos do IFSC em programas de intercâmbio com outras instituições), membros de empresas juniores e participantes de entidades estudantis.

Alunos temporários: alunos sem vínculo regular, podendo ser intercambistas, oriundos de outras instituições em programas de intercâmbio no IFSC; alunos com matrícula especial, oriundos de outras instituições de ensino; ou alunos ouvintes.

Entidades estudantis do IFSC: movimentos organizados por estudantes do IFSC com o objetivo de representar o corpo discente, como centros acadêmicos, grêmios, diretórios estudantis e atléticas.

Estagiários no IFSC: estudantes do IFSC ou de outras instituições que façam seus estágios no IFSC – sejam esses curriculares ou extracurriculares.

Servidores: ativos e inativos, representados pelos docentes e técnicos administrativos. Estão incluídos também neste grupo os servidores na condição de reintegrados. Entre o público dos servidores, identificam-se perfis com especificidades, como: ocupantes de cargos de direção ou de funções gratificadas, representantes dos seus segmentos (docentes e técnicos administrativos) em colegiados e comissões, em licença ou afastamento.

Trabalhadores externos no IFSC: trabalhadores contratados por empresa terceirizada para prestação de serviços de diversas naturezas nas dependências do IFSC.

Trabalhadores temporários no IFSC: profissionais que desempenham uma atividade no IFSC por tempo determinado, como professores substitutos, servidores temporários, em colaboração técnica e bolsistas.

2) Públicos externos

Comunidade acadêmica e científica: universidades e outras instituições de educação, ciência e tecnologia, além de profissionais de outras instituições envolvidos com ações de ensino, pesquisa e extensão, ou outras atividades em parceria com o IFSC ou não.

Empresas/Setor produtivo: organizações que tenham ou possam ter relacionamento com o IFSC de diversas naturezas, formalizado ou não.

Entidades de classe: conselhos de classe profissionais das áreas de atuação de servidores ou estudantes formados pelo IFSC.

Entidades estudantis de âmbito estadual e nacional: movimentos organizados por estudantes como a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (FENET), União Catarinense dos Estudantes (UCE), Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG), entre outros.

Entidades Sindicais: Sinasefe-SC (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional e sua seção local em Santa Catarina) e outros que representem os servidores do IFSC.

Escolas de origem dos potenciais alunos: instituições de ensino nas quais se encontram alunos com perfil para estudar no IFSC.

Ex-alunos: egressos (ex-alunos que concluíram o curso com êxito), desistentes (ex-alunos que não concluíram o curso e perderam vínculo) ou transferidos (ex-alunos que foram transferidos para outras instituições).

Familiares dos alunos: pais, irmãos, cônjuges, filhos, enteados e pessoas com demais tipos de vínculo familiar com os alunos do IFSC.

Familiares dos servidores ativos e inativos: cônjuges, filhos, pais, irmãos, enteados e pessoas com demais tipos de vínculo familiar com os servidores ativos e inativos do IFSC.

Fornecedores: pessoas físicas ou jurídicas que prestam serviço ou fornecem produtos para o IFSC.

Instituições parceiras: instituições, nacionais ou internacionais, com as quais o IFSC mantém acordos vigentes de parcerias, convênios e outros tipos de vínculo previstos nas normativas institucionais.

Instituições sem fins lucrativos: organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), associações comunitárias e outras com as quais o IFSC possa se relacionar.

Meios de comunicação social: veículos de comunicação e pessoas que exercem profissionalmente a atividade de divulgação de informações de interesse público.

Organizações empresariais e órgãos relacionados: organizações e associações relacionadas à educação e ao trabalho, como aquelas vinculadas à Confederação Nacional da Indústria e à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, bem como as associações comerciais locais.

Órgãos de fomento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc), entre outros.

Órgãos reguladores e fiscalizadores: Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF) e outros que venham a desempenhar este papel.

Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário: representantes e órgãos do Poder Público das três esferas de poder (municipal, estadual e federal).

Potenciais alunos: pessoas interessadas em estudar no IFSC ou que podem ser beneficiadas por cursos oferecidos pela instituição, além dos candidatos inscritos em processos de ingresso.

Potenciais servidores: profissionais que podem ter interesse em trabalhar no IFSC.

Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica: composta pelos Institutos Federais, Cefets e Colégio Pedro II, incluso o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de EPT (Conif).

Representantes em fóruns do IFSC: membros externos que participam dos órgãos colegiados e fóruns do IFSC, como o Conselho Superior e os colegiados dos câmpus, além de outras instâncias permanentes ou temporárias.

Comunicação do IFSC com seus públicos estratégicos

Tendo em vista a importância dos seus públicos estratégicos, o IFSC deve manter em relação a eles uma postura pró-ativa, ou seja, buscar uma interação permanente e sistematicamente planejada, contemplando-os com estratégias e ações em seus planos de comunicação, em consonância com esta Política.

Em relação a cada ação ou estratégia de comunicação, os públicos podem ser identificados como prioritários ou secundários, considerando os recursos disponíveis e os objetivos estratégicos da instituição a curto, médio e longo prazos.

Públicos prioritários: são aqueles para os quais determinada ação ou canal de comunicação se destina prioritariamente, conforme definição no plano de comunicação e no inventário de canais institucionais de comunicação.

Públicos secundários: são aqueles que, apesar de não serem os públicos específicos de determinada ação ou canal, também são um público impactado e, por isso, devem ser considerados no plano de comunicação e no inventário de canais institucionais de comunicação.

Para garantir a eficácia das ações e estratégias de comunicação com cada um dos públicos, é essencial que a instituição realize periodicamente sondagens de opinião ou diagnósticos para identificar os perfis e interesses dos públicos, além da adequação e a eficácia dos canais de comunicação utilizados.

Na criação e avaliação de canais de comunicação, deve-se considerar as prioridades e objetivos estratégicos da instituição e buscar contemplar públicos que ainda não estejam sendo alcançados. Ainda que em determinado momento não seja possível desenvolver estratégias que contemplem todos os públicos, é importante que a instituição defina com quem quer conversar prioritariamente para direcionar o conteúdo e a linguagem utilizados em cada canal.

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