Alunos com deficiência: um post sobre eles e com eles

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 22 set 2021 09:10 Data de Atualização: 22 set 2021 10:39

Nesta terça-feira tivemos o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, que é sempre em 21 de setembro, conforme Lei nº 11.133/2005. O objetivo da data é conscientizar a população de que as pessoas com deficiência devem ter seus direitos respeitados.

Segundo uma definição do Ministério da Saúde, “pessoa com deficiência é a que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividades e requer atenção integral que compreenda ações de promoção, prevenção, assistência, reabilitação e manutenção da saúde.” O Plano de Desenvolvimento Institucional do IFSC tem uma seção destinada especificamente a tratar do atendimento aos alunos com deficiência, abrangendo diversos tipos de deficiência: física, auditiva/surdos, visual, intelectual, múltipla e pessoas com mobilidade reduzida. Além desses discentes, estão contemplados nesta seção os atendimentos especializados para estudantes com altas habilidades/superdotação.

Queremos aproveitar a importância desta data e usar este espaço como mais uma forma de conscientização. Para isso, conversamos com a professora de Educação Especial do IFSC Ivani Cristina Voos e com estudantes com deficiência aqui do nosso Instituto.

É pessoa com deficiência ou portador de necessidades especiais?

A nomenclatura correta é pessoa com deficiência, sem abreviação ou sigla (PcD também está errado). Inclusive, tem um decreto legislativo de 2018 que estabelece este termo.  A professora Ivani nos explicou que esta é uma luta de muito tempo das próprias pessoas, que reivindicam uma nomenclatura mais próxima do movimento anticapacitista e que possa representar a pessoa antes de qualquer outra característica humana. 

Uma pessoa não se encerra na deficiência, esta é mais uma característica humana, mas existem outras que coexistem na pessoa. 

Quais termos evitar quando se fala de pessoas com deficiência? 

Aluno da inclusão, aluno especial, aluno com necessidades, adaptação de materiais. Tudo isso é equivocado segundo a professora Ivani, pois quando pensamos numa educação na perspectiva da educação inclusiva é importante levar em consideração que os sujeitos que estão ali são diferentes por serem humanos, pelas características que têm e não unicamente pela característica da deficiência. 

A deficiência não é uma categoria e muito menos algo a ser tratado de modo isolado ou que deve ser tratada como algo que se arruma, pois falta algo a aquela pessoa. Vejam a explicação da professora do IFSC:

A ideia equivocada que muitas pessoas têm quando falam em "adaptar" materiais ou "adaptar aulas" para esse aluno ou para aquele aluno por uma determinada característica leva a esse entendimento de que para aquela pessoa é preciso oferecer algo diferente, muitas vezes subentendido a partir da ideia de que ele é incapaz. Isso não significa negar a necessidade de recursos de Tecnologia Assistiva, por exemplo, que um determinado aluno possa apresentar. Se tenho um estudante cego na sala de aula, usuário do sistema braille, não vou pedir para todos os alunos escreverem em braille. Não é isso. É preciso acesso ao ensino com materiais em braille. Isso não se trata do conceito de adaptação e sim de equidade. 

Como tratar pessoas com deficiência?

Utilizamos aqui o termo “tratar” no sentido de nos relacionar com quem tem alguma deficiência, mas o próprio termo merece uma reflexão. Como você verá logo mais, nossos alunos com deficiência dizem que querem ser “tratados” de forma normal.

A professora Ivani orienta que tanto os servidores quanto os colegas ajam de maneira natural com os alunos com deficiência. É importante se informar, estudar e, principalmente, conversar com a pessoa com deficiência. Pergunte a ela como ela prefere ser tratada:

“Ninguém sabe mais do seu próprio corpo e de suas necessidades e objetivos de vida do que ela mesma. Nunca terceirize a conversa, fazendo questionamentos aos pais, ao profissional de apoio, se a pessoa estiver na conversa. A não ser que seja de fato algo destinado à pessoa que o acompanha. Por exemplo, já vivi muitas situações de estar junto com um estudante ou amigo com deficiência e o garçom ou atendente da loja chegar em mim e perguntar: o que ela quer? o que ela vai comer? Pergunte direto a ela. Mesmo quando essa pessoa faz uso de sistema alternativo de comunicação, tenha calma e paciência e aguarde. A resposta virá.”

Como o IFSC trabalha a inclusão de alunos com deficiência?

O IFSC possui uma Coordenação de Ações Inclusivas dentro da Pró-Reitoria de Ensino. Cada câmpus também conta com um Núcleo de Acessibilidade Educacional, que agrega profissionais que buscam promover processos educativos em condições de equidade para estudantes com deficiência. 

-> Saiba mais sobre o atendimento ao público da Educação Especial

Temos professores de Educação Especial (EE) para oferecer um Atendimento Educacional Especializado. Mas a professora Ivani ressalta que os alunos com deficiência não são exclusivos do professor da Educação Especial. Na verdade, é ao contrário:

Na perspectiva inclusiva, esse estudante é um aluno como qualquer outro. Tem direitos, mas tem deveres (diferente do que muitos possam pensar, eles não podem e nem devem ser aprovados pelo fato de ser pessoa com deficiência). 

A professora também nos explicou que há alguns equívocos que circulam entre as pessoas sobre o que é o Atendimento Educacional Especializado, conhecido pela sigla AEE:

Não se trata de um atendimento clínico e separado na vida escolar do estudante, no qual o professor da EE entra numa sala e quase que magicamente faz um trabalho que promova um "conserto" de algo que lhe falta. Tão pouco é um espaço de reforço escolar. Não é isso! 

O Atendimento Educacional Especializado é um trabalho que visa identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem ou minimizem as barreiras para a plena participação dos alunos na vida escolar. Este trabalho leva em consideração as características humanas da pessoa, os objetivos que ela quer atingir e os recursos de acessibilidade que precisa, muitas vezes dada a escolha do curso em que está matriculado.

-> Em 2019, o IFSC inaugurou um Laboratório de Tecnologia Assistiva no Câmpus Palhoça Bilíngue, o Labta

Ingresso de alunos com deficiência no IFSC

Pessoas com deficiência ingressam no IFSC pelo mesmo processo seletivo que as demais, ou seja, não há diferenciação na forma de acesso. Porém, há uma reserva de vagas exclusiva para pessoas que estudaram em escolas públicas e possuem alguma deficiência.

-> Veja como funciona essa reserva de vagas 

Alunos do IFSC com deficiência: o que eles pensam sobre o assunto?

Além de falar com uma professora do IFSC especialista neste tema, também conversamos com alguns estudantes do IFSC com deficiência para que eles mesmos pudessem explicar sobre como preferem ser tratados, como veem o dia da luta da pessoa com deficiência e também sobre o que acham de estudar no IFSC. Também vamos compartilhar depoimentos de mães de alunos.

Para começar, veja a fala da nossa estudante Ana Beatriz Bernardino, que tem 16 anos e autismo e faz o curso técnico integrado em Recursos Pesqueiros no Câmpus Itajaí. Ana reflete sobre a importância da data. A mãe dela, Queila Fabiana Moreira, que também faz parte da Associação de Amigos dos Autistas (AMA) de Itajaí, também participou da entrevista: 


Apesar de muita gente não saber, o aluno Fabricio Roger Eggert Herber, do curso técnico em Química do Câmpus Jaraguá do Sul - Centro tem transtorno do Espectro Autista - Grau Leve. Ele entrou no IFSC em 2018, tem atualmente 19 anos e disse que gosta de ser tratado pelos colegas e professores de forma igualitária, sem distinção nenhuma, pois se considera uma pessoa igual a todo mundo: 

“As pessoas, na verdade, nem sabem que eu tenho o Transtorno do Espectro Autista - Grau Leve, pois eu não deixo transparecer muito facilmente, pois existem muitos espectros autistas, isso varia de indivíduo para indivíduo. Mas eu sou muito comunicativo, empático etc. Na verdade, eu não dou muita importância para o que as pessoas falam de mim pelos lugares, pois se tem algo que eu pude aprender nesse tempo de pandemia é: “faça tudo com calma, no seu tempo, mas faça um trabalho bem feito”, e isso vem rendendo bons resultados no IFSC.”

Foto do aluno Fabricio do IFSC

A Júlia Victória Pereira está no segundo ano do curso técnico integrado em Alimentos do Câmpus Canoinhas. Ela é cega de nascença, então nos contou que é triste ver as pessoas “travarem” ao se depararem com alguém com deficiência. 

Foto da aluna Julia do IFSC

Veja as dicas que ela deixa para as pessoas:

Se você trabalha em algum estabelecimento como lojas, restaurantes etc, e  vê uma pessoa com deficiência acompanhada chegando, não se dirija ao acompanhante para perguntar o que a pessoa deseja. Temos nossos gostos e não precisamos que as pessoas respondam por nós. Outra coisa que acaba sendo totalmente ridículo e desconfortável é quando somos infantilizados. As pessoas chegam para nós e acham que estão falando com um bebê. Muitas pessoas acabam atribuindo deficiência com pureza e inocência, isso está totalmente equivocado, pois não paramos no tempo e vamos nos desenvolvendo de acordo com nossa faixa etária. Acredito que ninguém gosta de perceber que o outro está sentindo pena de você. Podemos perceber quando uma pessoa cai. Essa pessoa não quer que você sinta pena, ela quer que você a ajude a se levantar. O mesmo acontece com a gente. Não precisamos que sintam pena, isso é uma experiência horrível.

Além do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, temos o Dia Nacional do Surdo, celebrado em 26 de setembro. A estudante Gabriela da Costa Viana, do curso superior de Pedagogia Bilíngue (Libras-Português) do Câmpus Palhoça Bilíngue gravou um vídeo pra gente falando do seu orgulho de comemorar essa data. Ela nasceu com surdez profunda e começou a aprender a língua de sinais aos 7 anos. 


Já que falamos de uma aluna do nosso Câmpus Palhoça Bilíngue, vamos destacar que o câmpus parte da perspectiva da “diferença” e não da “deficiência”, compreendendo os surdos não como “deficientes” e sim como sujeitos pertencentes a uma “minoria linguística”, que faz uso de uma língua própria.  

A estudante Simone Bitencourt está quase terminando o curso técnico em Logística no Câmpus São Lourenço do Oeste, e também é surda. Ela disse que teve um pouco de dificuldade em acompanhar as atividades no início (diante das atividades não presenciais), mas todos sempre a auxiliaram. 

Entender o moodle e o (Google) meet foi um pouco difícil no início, mas todos sempre me ajudaram bastante, me ensinaram a entender e deixaram tudo mais claro. Agora estou quase me formando, mas foi muito bom para todos e para os professores ter uma aluna surda, adaptaram as atividades, slides e todos os materiais, deixaram mais acessível para todos.

Foto da aluna SImone do IFSC

Estudantes e família se sentem acolhidos no IFSC

Sabemos que ainda podemos e precisamos melhorar em relação ao entendimento de educação especial. Inclusive, um dos pontos é justamente ampliar o número de professores da Educação Especial que também realizam o Atendimento Educacional Especializado. Esta é uma questão que nos desafia e está sempre na nossa pauta.

Ainda assim, ficamos felizes por perceber que, mesmo com algumas dificuldades, conseguimos acolher e atender nossos alunos independente de suas características pessoais. E foram eles que nos disseram! ☺

A Andréa Vieira Arêas tem 37 anos e está se formando neste semestre no curso técnico em Eventos do Câmpus Florianópolis-Continente. Ela sofreu uma lesão medular e, por isso, desde os 21 anos é usuária de cadeira de rodas. 

Foto da aluna andrea do IFSC com colegas

Leia o que ela falou sobre estudar no IFSC:

Fui muito bem acolhida pelo IFSC!!! Desde o início do curso me sinto muito bem, e fui tratada como todos! Isto é muito importante. Fui representante de turma, estou no colegiado, como suplente, e sempre sou muito bem ouvida e respeitada.

Assim que chegou ao IFSC, a estudante Anna Hoef, que faz o curso técnico integrado em Modelagem do Vestuário no Câmpus Jaraguá do Sul - Centro, já contou a todos que é autista, o que ajudou na conscientização dos colegas também, como ela relata em seu depoimento.


A mãe de Anna, Edlaine Hoef, nos demonstrou a sua satisfação pela filha - que foi diagnosticada com autismo em 2019 - estudar aqui:


A estudante Geovanice Policen, da quarta fase do curso técnico integrado em Informática do Câmpus Gaspar, também comentou sobre o IFSC e a importância do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Ela é cega, tem 35 anos e estava há muito tempo fora da escola. 


O aluno William Luis Werner Jung, de 20 anos, está cursando a 3ª fase do curso superior de tecnologia em Gestão de Turismo no Câmpus Florianópolis-Continente. Ele tem epilepsia desde os dois anos de idade, toma vários medicamentos por dia para controlar as convulsões e por isso tem deficiência cognitiva e de visão. 

Foto do aluno William do IFSC

Veja o que ele nos escreveu:

"Não sinto bullying no IFSC. Todo mundo se ajuda. Os professores são muito dispostos e meus colegas também. Nem sei se sabem que tenho epilepsia, me tratam de igual pra igual. Isso é muito legal, é uma maneira justa de ser tratado. Tenho mais dificuldade para entender algumas coisas, mas não é isso que me diferencia de outra pessoa. Me considero capaz como qualquer um. Claro, algumas atividades são mais difíceis de serem compreendidas, mas isso é comum, também para outros colegas."

O acolhimento é responsabilidade de todos

Como vocês puderam perceber pelos depoimentos de nossos estudantes e de alguns familiares, o acolhimento não vem só pelos professores ou pelo profissional de Atendimento Educacional Especializado, mas também e especialmente dos colegas. Todos precisam compreender a importância de que antes de ter uma deficiência, todos são pessoas e são capazes de realizar as atividades e conviver com os demais, ainda que eventualmente precisem de alguma adaptação, como a tradução para Libras. 

E se você quer entender um pouco mais sobre o assunto veja a cartilha elaborada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comped) de Lages, que contou com o apoio do IFSC para a tradução e interpretação para Libras.

-> Clique aqui para acessar a cartilha

Tem mais algum ponto quando falamos de pessoas com deficiência que você acha importante abordarmos? Escreva pra gente no e-mail blog@ifsc.edu.br.

Outros materiais

-> Dicas de Atendimento ao Público com Deficiência da ENAP
-> Contracartilha de acessibilidade: reconfigurando o corpo e a sociedade

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Tour pelo Portal do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 15 set 2021 09:33 Data de Atualização: 15 set 2021 11:29

Se você está lendo este post é porque, de alguma forma, sabe o caminho para o Portal do IFSC. O Blog do IFSC é um dos canais que você encontra dentro do nosso site, mas temos muito mais conteúdos. 

O Portal do IFSC, com esta cara que vocês estão vendo hoje, existe desde fevereiro de 2018, quando tivemos uma grande mudança de plataforma para termos um canal mais moderno, adaptado para todos os formatos de telas (computadores, tablets e celulares) e com conteúdos atualizados e organizados. Quem aí se lembra de como era antes? ??

Print site antigo do IFSC

Pois é, foi uma mudança e tanto feita depois de muita pesquisa, estudos e testes com usuários.

Anúncio novo Portal do IFSC


É tanta coisa que, às vezes, pode até parecer confuso achar alguma informação ou documento que você precisa. Para facilitar a sua vida, hoje faremos um post diferente para te apresentar ao nosso Portal de uma forma que nunca foi feita. 

Precisamos dizer que, como a navegação do nosso Portal é pensada para ser intuitiva, é possível chegar de diferentes formas a um mesmo lugar. Então vamos mostrar alguns caminhos, mas você pode utilizar qual quiser. O importante é você encontrar o que precisa - ou o que nem sabia que tinha! ??

Embarque neste tour com a gente!

Afinal, é portal do IFSC ou site do IFSC?

Na prática, não faz tanta diferença dizer para você acessar nosso site ou nosso portal, afinal, o que queremos é que você entre neste nosso endereço virtual e encontre o que precisa. Mas nós o chamamos de Portal do IFSC porque é uma plataforma que engloba vários outros sites e direciona para outros sistemas. Isso acontece também porque temos diversos públicos com os quais nos comunicamos e o Portal é o nosso principal canal de comunicação.

Portal do IFSC X site dos câmpus

Um exemplo para deixar mais claro é que, dentro do Portal do IFSC, temos os sites dos nossos câmpus. Atualmente, apenas o site do Câmpus Palhoça Bilíngue ainda está no padrão antigo, porque diante de suas especificidades a mudança precisa ser feita com um cuidado ainda maior. Todos os outros 21 câmpus já estão com seus sites na nossa atual plataforma.

-> Acesse o site do seu câmpus

Para quem é o Portal do IFSC?

Nosso Portal é pensado especialmente para atender as pessoas que têm interesse em estudar no IFSC - que chamamos de potenciais alunos - e nossos atuais alunos. Quando pensamos nas notícias que iremos produzir, por exemplo, temos esses públicos em mente.

No entanto, temos áreas no nosso Portal destinadas a alguns públicos mais específicos como interessados em trabalhar no IFSC e também a comunidade, que pode se envolver em projetos de extensão ou pesquisa, por exemplo. Temos ainda uma página só voltada à imprensa.

Isso quer dizer que só essas pessoas podem acessar o Portal do IFSC? Claro que não. Quando temos um portal aberto - diferente de uma intranet, em que é preciso se logar para ter acesso - não temos como impedir que alguém veja nosso conteúdo (e nem queremos isso ☺). 

Por isso, qualquer pessoa interessada em saber mais sobre o IFSC pode acessar nosso Portal. Fazemos esse filtro de informações pensando nesses públicos prioritários para simplificar a apresentação de conteúdo. Afinal, se já desta forma temos muita coisa, imagine se a gente não tivesse esse cuidado? Ia ser tanta informação que talvez, quem precisasse, não iria encontrar.

Diferentes menus

Sabe aquela história de que, dependendo do lugar, é possível pegar várias ruas para chegar até ele? Nosso Portal funciona desta forma. Por isso, temos vários menus de acesso para que a informação seja encontrada. 

Vamos exemplificar utilizando a visão de quem acessa nosso Portal pelo computador.

Entrando pela home, ou página principal, temos o que chamamos de menu superior:
 

Temos os seguintes itens aí: 

- O IFSC: traz informações da nossa instituição como histórico, estrutura, documentos norteadores e missão;
- Cursos: apresenta todos os nossos tipos de cursos e direciona para o Guia de Cursos e todas as páginas relacionadas ao nosso processo de ingresso, como editais, resultados e matrículas;
- Câmpus: mostra todos os câmpus que o IFSC tem e leva para o site de cada câmpus;
- Estudantes: área dedicada aos alunos do IFSC com diversas informações úteis para a jornada acadêmica;
- Comunidade: espaço em que a comunidade pode encontrar serviços e projetos para participar, além de conhecer melhor nossa atuação em pesquisa e extensão;
- Comunicação: apresenta os principais canais de comunicação da Instituição com seus públicos e os contatos para falar conosco;
- Acesso à informação: disponibiliza documentos e conteúdos organizados conforme prevê a Lei de Acesso à Informação;
- Transparência e prestação de contas: apresenta informações públicas disponibilizadas pelo IFSC em atendimento a exigências do Tribunal de Contas da União (TCU).

Quem acessar pelo celular, vai visualizar desta forma:

Imagem mostrando o menu que aparece ao acessar o Portal do IFSC pelo celular

Temos os menus que aparecem direto ao rolar a página da home:
 

E tem o menu que você encontrará dentro de cada página:


Para acessar esses menus internos no celular, o caminho é um pouco diferente, já que eles não irá aparecer na lateral da tela. Você precisará clicar na seta pra baixo logo após o nome da página (veja nas imagens abaixo) para poder abrir o menu:Imagem mostrando exemplo de menu interno do Portal do IFSC ao acessar pelo celular

Sou aluno do IFSC

Se você já é nosso aluno, temos uma página do nosso Portal toda pensada para você. Acesse pelo menu Estudantes.

Nesta área, você encontra informações de Assistência Estudantil, Bibliotecas, Calendário Acadêmico, Intercâmbio, Oportunidades para participar de projetos, além de acesso aos sistemas acadêmicos e outros serviços de tecnologia.

-> Serviços que o IFSC te oferece e você nem sabia

Organizamos ainda neste espaço os documentos úteis, como tutoriais e templates. E, neste momento de pandemia, criamos uma página específica sobre ANP - Atividades não presenciais.

E tem uma outra parte do nosso Portal muito importante que nem todos os alunos acompanham, mas é fundamental para se manterem informados: as notícias. Vamos falar delas mais adiante. 

-> 10 motivos para você não dizer que não sabia

Quero estudar no IFSC

Você quer estudar aqui? Podemos dizer que grande parte do nosso Portal é destinado a você. Já na home - que é como chamamos a página principal do nosso Portal -, temos um banner com informações sobre cursos que estão com vagas abertas no momento. Logo abaixo temos um menu com acesso rápido a informações úteis para quem quer ser tornar nosso aluno: cursos, vagas abertas, resultados e perguntas frequentes.
 


É possível acessar direto a página de cursos e encontrar os tipos de cursos que temos. Ao clicar em cada tipo de curso, você terá as explicações detalhadas de cada um - quem pode fazer, forma de ingresso - e verá nosso Guia de Cursos.

Chamamos de Guia de Cursos a área em que você consegue ver os cursos disponíveis por tipo e por local de oferta. Para isso, basta entrar na página de cada tipo de curso e ver se há vagas abertas no momento. Mesmo quando não tiver vaga, você pode ver a página específica do curso do seu interesse para mais informações.

Veja um exemplo desta página dos cursos técnicos.

Tem outras páginas que quem quer estudar aqui terá que acessar (não importa o caminho para chegar nelas):

- Editais abertos: onde você verá o documento com as vagas disponíveis e as “regras” do processo seletivo;
- Inscrições e acompanhamento: onde você será direcionado ao nosso Portal de Inscrições;
- Resultados: onde você deverá acompanhar se foi selecionado;
- Orientações para matrícula: onde você deverá ver o que precisa para se matricular caso tenha sido selecionado para um de nossos cursos.

Além disso, tem outras páginas que consideramos muito úteis para quem quer se tornar nosso aluno e que já vamos dar o atalho por aqui:

- FAQ: Perguntas frequentes sobre o IFSC
- Cadastro de Interesse: onde você pode deixar seu e-mail para ser avisado quando estivermos com vagas abertas

Quero trabalhar no IFSC

Tem muita gente também que deseja trabalhar no IFSC - seja como servidor efetivo ou professor substituto ou temporário. Organizamos uma página pensando justamente em quem quer trabalhar aqui que chama Trabalhe no IFSC, acessada pelo menu O IFSC.

-> Como trabalhar no IFSC

Notícias do IFSC

A área mais atualizada do nosso Portal é a de notícias, justamente, porque é onde apresentamos tudo o que está acontecendo na nossa instituição. As notícias podem ser acompanhadas pela home, mas também tem uma página direta.
 


Covid-19

Excepcionalmente, podemos criar páginas específicas para facilitar a nossa comunicação. Foi o que fizemos em função da pandemia. Criamos uma página só da Covid-19 em que centralizamos todos os documentos institucionais e também atualizamos as fases que estamos neste momento de acordo com a nossa Política de Segurança Sanitária, além de explicar como funciona o acionamento das fases e apresentar a situação das atividades em cada um de nossos 22 câmpus.

-> Acesse a página com as orientações oficiais sobre a Covid-19 no IFSC
-> Política de Segurança Sanitária do IFSC: entenda como vai funcionar a retomada gradual das atividades presenciais

Outros canais

Dentro do Portal do IFSC, além do que chamamos de páginas, temos outros canais com objetivos distintos. Neste momento, destacamos os seguintes:

- IFSC Verifica: projeto de checagem de informações relacionados à pandemia;
- Blog do IFSC: este espaço no qual você está lendo este post, em que compartilhamos conteúdos relevantes para nossos públicos estratégicos de maneira leve e descontraída;
- Blog dos Intercambistas: para quem quiser acompanhar a experiência de alunos do IFSC em intercâmbio presencial e virtual.

Temos alguns eventos que também possuem sites próprios como o Sepei e o JIFSC

Quem faz o Portal do IFSC

Já deu pra perceber que não somos um robô aqui atrás escrevendo isso pra você, não é?

Pois é, para manter este Portal atualizado e em funcionamento, temos vários servidores envolvidos. Toda a parte de tecnologia fica a cargo dos servidores da nossa Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC).

O conteúdo em si é organizado de maneira compartilhada. A maioria dos textos, bem como a produção de notícias e dos posts dos outros canais, é feita por jornalistas do IFSC. Mas os servidores das áreas são responsáveis pela atualização das páginas do seu setor.

O Guia de Cursos também é feito de forma conjunta, envolvendo os coordenadores de cursos e os profissionais de comunicação do IFSC.

Ainda tem dúvidas?

Gostou do nosso tour? Foi uma rápida visita virtual, digamos assim. Em cada área do nosso Portal poderíamos ficar um tempão explicando cada item, mas a ideia é justamente que o Portal seja intuitivo e que você encontre a informação sozinho.

Se você tem alguma sugestão de melhoria, mande pra gente pelo e-mail blog@ifsc.edu.br. Por mais que estejamos sempre atentos, sabemos que sempre podemos melhorar e a opinião de quem utiliza nosso Portal é fundamental para termos esse retorno.

Participe do teste de usabilidade do Portal do IFSC

Aliás, em breve faremos testes de usabilidade com usuários do nosso Portal justamente para ver se as pessoas estão conseguindo encontrar o que precisam. Se você quiser participar, pode mandar um e-mail também para blog@ifsc.edu.br. 

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Qual a diferença entre pós-graduação lato sensu e stricto sensu?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 08 set 2021 09:31 Data de Atualização: 08 set 2021 11:18

Você já deve ter visto por aí a expressão pós-graduação lato sensu ou stricto sensu. Aqui no IFSC oferecemos as duas opções. Mas qual a diferença  entre elas e qual é a melhor para você?

É o que explicamos no post desta semana!

Lato ou stricto sensu

Vamos começar do básico, a nomenclatura: a pós-graduação lato sensu, ou sentido amplo, compreende programas de especialização, geralmente voltados ao mercado de trabalho. Esse tipo de  curso tem duração mínima de 360 horas e, ao final, o aluno obtém um certificado. Já a pós-graduação stricto sensu, ou sentido estrito, são os programas de mestrado e doutorado. O acadêmico que cursa uma pós-graduação stricto sensu recebe um diploma ao final, sendo que o programa de mestrado dura em média dois anos e o de doutorado, quatro.

Quadro explicando a diferença entre pós-graduação lato sensu e stricto sensu

-> Veja a definição do Ministério da Educação para lato e stricto sensu

Qual é a diferença entre mestrado profissional e acadêmico?

É importante mencionar que existem ainda mestrados profissionais e mestrados "acadêmicos". O primeiro enfatiza estudos e técnicas voltadas ao alto nível de qualificação profissional, enquanto o segundo é voltado à pesquisa acadêmica e à docência. Os alunos que cursam o mestrado podem dar sequência ao estudo no doutorado, quando têm por objetivo a docência ou a pesquisa.    

Quem pode fazer uma pós-graduação?

Todos que tenham concluído um curso de graduação ou superior de tecnologia (também conhecido por tecnólogo ou como graduação tecnológica), que também possuem reconhecimento de nível superior, podem fazer uma pós-graduação do tipo especialização ou mestrado. Importante lembrar que fazer apenas curso técnico (ainda que subsequente ao ensino médio) não qualifica o aluno para cursar uma pós-graduação. 

Para fazer um doutorado, usualmente é exigido que já se tenha um diploma de mestrado. Existem casos específicos em que se pode fazer um doutorado sem ter feito o mestrado antes, mas depende de cada curso.

-> Da qualificação profissional à pós-graduação: entenda o que são os itinerários formativos no IFSC

Além das exigências de formação, pode ser que o curso que você quer fazer também tenha a exigência de alguma experiência profissional na área, especialmente para os cursos de pós-graduação lato sensu (especializações). Nestes casos, sempre estará indicado no edital de vagas abertas quais as exigências para fazer aquele curso.

Posso fazer uma pós que não seja na minha área de formação na graduação?

Sim. Tanto as pós-graduações lato sensu quanto as stricto sensu podem ser feitas por alunos de outras áreas de formação. É importante só verificar as exigências de cada curso no edital de abertura de vagas, para ver se você cumpre todos os pré-requisitos exigidos para o curso.

Quais pós-graduações o IFSC oferece?

Aqui no IFSC você pode cursar pós-graduações lato e também stricto sensu. A instituição oferece cursos de especialização e mestrados profissionais em diferentes áreas, todos voltados à área técnica, ou seja, ao mercado de trabalho. 

Veja os cursos que temos neste momento:

Especialização 

- Agroecologia
- Ciência e Tecnologia de Alimentos com Ênfase em Alimentos Funcionais
- Ciências Marinhas Aplicadas ao Ensino
- Computação Científica para a Indústria
- Cultura e Sociobiodiversidade na Gastronomia
- Desenvolvimento de Produtos Eletrônicos
- Desenvolvimento Rural Sustentável
- Docência para a Educação Profissional [EaD]
- Educação Ambiental com ênfase na formação de professores
- Educação Científica e Matemática
- Educação Científica e Tecnológica
- Educação de surdos: aspectos políticos, culturais e pedagógicos
- Educação e diversidade
- Educação em Ciências e Matemática
- Educação Profissional e Tecnológica
- Ensino de Ciências [EaD]
- Ensino de Língua Inglesa
- Formação Pedagógica para a Educação Profissional e Tecnológica
- Fruticultura de Clima Temperado
- Gestão em Saúde [EaD]
- Gestão escolar
- Gestão Pública para a Educação Profissional e Tecnológica [EaD]
- Interdisciplinaridade e Práticas Pedagógicas na Educação Básica
- Manejo de Pomares de Macieira e Pereira
- Manejo Pré e Pós-Colheita de Frutas de Clima Temperado
- Marketing
- Multiletramentos na Educação
- Mídias Integradas na Educação [EaD]
- Pesquisa e Prática Pedagógica
- Tecnologia de Bebidas Alcoólicas
- Tecnologias e práticas educacionais
- Tecnologias para Educação Profissional [EaD]
- Teorias e Metodologias da Educação Básica e Profissional
- Tradução e Interpretação de Libras/Português

Mestrado Profissional

- Clima e ambiente
- Educação Profissional e Tecnológica em Rede Nacional (ProfEPT)
- Viticultura e Enologia
- Proteção Radiológica
- Sistemas de Energia

O período de inscrições para os cursos de pós-graduação do IFSC depende do calendário de cada curso. 

-> Se quiser ser informado quando estivermos com inscrições abertas para nossos cursos de pós-graduação, deixe seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse

Como escolher? Posso fazer as duas?

Na hora de escolher a pós-graduação é importante levar em consideração qual é o seu objetivo. A pós-graduação lato sensu ou especialização tende a ser mais generalista e abrangente, já o mestrado profissional ou pós-graduação stricto sensu é focado em alguma área da profissão, oferecendo um aprofundamento maior naquele campo.

Veja no vídeo abaixo a explicação da coordenadora de pós-graduação do IFSC, Christina Martinez Hipólito:


Vale lembrar que é possível fazer ambas e que não há uma ordem obrigatória, tampouco um momento específico na carreira. É possível cursar para iniciar a vida profissional assim como para a atualização depois de algum tempo já trabalhando no mercado. O interessante é sempre observar a grade curricular para verificar se o curso atenderá os objetivos pretendidos pelo aluno.  

Faça uma pós-graduação no IFSC

Se quiser fazer um curso de pós-graduação no IFSC, acompanhe nosso calendário de inscrições. Lembre-se de cadastrar seu e-mail para lhe avisarmos sempre que estivermos com inscrições abertas.

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Comitê de Ética em Pesquisa do IFSC: entenda sua importância

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 01 set 2021 08:33 Data de Atualização: 01 set 2021 09:20

Não é novidade que aqui no IFSC temos pesquisadores, não é? E quando falamos de pesquisa, não nos referimos apenas aos nossos docentes que, inclusive, têm uma carga horária destinada para isso. Muitos dos nossos alunos realizam pesquisas durante o curso e, portanto, também são considerados pesquisadores.

Mas você sabia que se o seu projeto de pesquisa envolver a participação de seres humanos, antes de iniciar os trabalhos, você precisa da aprovação de um comitê de ética? Pois é. A novidade é que agora possuímos o nosso próprio Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, o CEPSH, um  importante órgão para qualificar as investigações que envolvem seres humanos. 

Para nos explicar melhor o papel deste comitê e como você deve acioná-lo no seu projeto de pesquisa, conversamos com  a coordenadora do CEPSH/IFSC, Tahis Regina Baú, a coordenadora adjunta, Vanessa Tuono Jardim, e a secretária do CEPSH/IFSC, Luciane Pires de Oliveira.

Qual é o papel do CEPSH/IFSC?

A função desse comitê é avaliar todos os projetos de pesquisa que envolvam a participação de pessoas, seja com entrevistas, grupos focais, ensaios clínicos ou outros tipos de abordagem, garantindo que os direitos desses participantes sejam respeitados no processo de construção do conhecimento científico.

O comitê é formado por 17 pessoas, entre membros titulares, suplentes e externos, com atuação em todas as grandes áreas de pesquisa. Os membros internos ao IFSC foram selecionados por meio de chamada pública. As reuniões são mensais e você pode consultar a agenda até o fim do ano na página do CEPSH/IFSC.

Mas por que é importante termos nosso próprio Comitê de Ética em Pesquisa?

Na prática, toda pesquisa que envolve seres humanos precisa receber a aprovação de um comitê de ética – que pode ser ligado a qualquer instituição (só em Santa Catarina são mais de 30, em instituições como a UFSC, a Udesc e a Secretaria da Saúde). Porém, nos últimos anos o crescimento da demanda de pesquisa do IFSC tornou evidente a importância de que a instituição tenha um comitê próprio.

Entre os requisitos para a constituição de um comitê próprio estão a quantidade de pesquisadores doutores na instituição e o volume de projetos de pesquisa desenvolvidos. A ideia de termos nosso próprio comitê já era discutida desde 2017.

Comitê local é subordinado a comissão nacional: entenda o trâmite

A validação de projetos de pesquisa que envolvem seres humanos é regulamentada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão vinculado ao Conselho Nacional de Saúde (CNS). A submissão dos projetos é centralizada: os pesquisadores devem fazer a submissão via Plataforma Brasil, que é o sistema público que reúne todas as pesquisas envolvendo seres humanos no Brasil. Uma vez submetido, o projeto é redistribuído para os comitês locais para avaliação e, quando aprovado, pode ser consultado na base de dados aberta da plataforma.

Então na prática, para o pesquisador, o trâmite não muda já que a submissão deve ser feita sempre pela Plataforma Brasil. A diferença é que agora os projetos de pesquisadores do IFSC serão avaliados pelo nosso próprio comitê.

De olho no cronograma do projeto

Muita gente pode se perguntar se é mesmo obrigatório submeter os projetos de pesquisa à apreciação do Comitê de Ética – afinal, que mal pode fazer uma entrevista, a colaboração de alguém com o preenchimento de um formulário? Não é tão simples. 

Isso porque os participantes de pesquisa precisam ter seus direitos resguardados. O comitê protege os participantes e assegura que os estudos sejam conduzidos de maneira ética, respeitando a dignidade e autonomia das pessoas.

Um ponto destacado pela coordenadora adjunta do CEPSH/IFSC, Vanessa Tuono Jardim, é que não existe mais a concepção de que os participantes de pesquisas são “cobaias”. Veja o que ela nos contou:

 “Quando se designa o participante de pesquisa como participante, é porque ele é uma parte extremamente importante da investigação. O pesquisador precisa desenvolver uma cultura de cuidado e valorização do participante da pesquisa. Toda e qualquer intervenção entre seres humanos que vai ser registrada e posteriormente publicada como um achado científico vai gerar algum tipo de interação que não pode ser prejudicial, ou, se for, tem que ser minimizada da melhor forma possível.”.

Mesmo uma entrevista aparentemente simples pode colocar um participante em risco ao gerar constrangimentos ou tocar em pontos delicados da vida desse indivíduo. “”

É aí que entra o comitê de ética

Para garantir essa segurança dos participantes – e, em decorrência, a qualidade da pesquisa – o Comitê de Ética observa se o projeto segue os protocolos previstos, como fornecer informações claras sobre o estudo, dar oportunidade para que o participante esclareça dúvidas e deixar claro que pode haver desistência da participação, antes ou no andamento do estudo. A garantia da privacidade e a confidencialidade dos dados também são imperativos. “O sentido é resguardar os participantes. O pesquisador precisa se colocar no lugar dessa pessoa e nós, enquanto avaliadores, sempre vamos ter esse olhar voltado para o participante”, complementa a coordenadora do CEPSH/IFSC, Tahis Regina Baú.

Meu projeto envolve pesquisa com pessoas. O que devo fazer?

O primeiro passo para todos os pesquisadores do IFSC (alunos e servidores) é  encaminhar o projeto de pesquisa ao CEPSH, fazendo a submissão na Plataforma Brasil. Todo o passo a passo está explicado na página do Comitê, no Portal do IFSC. Lá você também tem acesso a tutoriais e a documentos com todas as normas relacionadas à realização de pesquisa com seres humanos dentro dos parâmetros éticos.

-> Acesse a Plataforma Brasil

Para evitar atraso nos cronogramas de pesquisa – o que geralmente é o pesadelo dos formandos e pós-graduandos, que estão sempre correndo contra o calendário –, é muito importante que esses mesmos cronogramas prevejam, no andamento das atividades, o tempo necessário para o trâmite do projeto no comitê. As professoras Tahis e Vanessa recomendam que se preveja entre 30 e 60 dias para todo o processo, desde a submissão na Plataforma Brasil até a aprovação. Na página do CEPSH/IFSC está publicado o calendário de reuniões até o fim de 2021, com o prazo máximo de submissão para que o projeto seja apreciado em cada reunião.

Para que o fluxo corra sem sobressaltos, é muito importante observar todos os documentos necessários para a submissão, a forma como devem ser apresentados e os itens obrigatórios que devem constar no projeto. Preste atenção, pois muitas vezes está tudo certo na submissão, mas falta um documento simples ou uma assinatura, o que gera pendência e atrasa o processo.

É importante lembrar que esse processo de aprovação pelo Comitê de Ética pode ser decisivo para o sucesso da pesquisa: órgãos financiadores como CNPq e Capes costumam condicionar a concessão de bolsas e recursos à aprovação das pesquisas pelo Comitê. Da mesma forma, muitas publicações científicas também só aceitam submissões de artigos decorrentes de projetos que tenham recebido essa validação.

Todos os alunos-pesquisadores devem cadastrar seus projetos na Plataforma Brasil?

Sim, desde que o projeto de pesquisa envolva a participação de seres humanos. No caso dos alunos dos cursos técnicos e de graduação, o orientador é que deve realizar a submissão. Já os alunos de pós-graduação são responsáveis por esse encaminhamento. Da mesma forma, projetos de extensão também devem ser submetidos ao CEPSH, caso envolvam coleta de informações ou levantamento de dados de participantes que serão, depois, analisados e publicados.

Atenção para a LGPD

Desde 2018, temos no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, conhecida como LGPD. Na hora de fazer um projeto de pesquisa que envolva a coleta de dados pessoais (nome, e-mail, endereço.. e os próprios dados da pesquisa, se for possível identificar o participante), é importante também ficar atento(a) aos cuidados exigidos pela legislação para proteção de dados pessoais. Já fizemos um post aqui sobre a LGPD.

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O que muda na Gestão do IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 25 ago 2021 11:08 Data de Atualização: 25 ago 2021 11:34

Desde o ano passado, vivíamos um impasse na nossa gestão. Embora tivéssemos um reitor eleito em um processo de consulta à comunidade acadêmica realizado em novembro de 2019, ele não pôde assumir em abril de 2020 - quando seria a posse - em função do andamento de um processo administrativo disciplinar, conhecido como PAD, justificativa alegada pelo Ministério da Educação para a então não nomeação. Ficamos então com um reitor pro tempore até o início deste mês. Fizemos um post explicando essa situação no ano passado.

Em junho deste ano, a Corregedoria-Geral da União (CGU) arquivou, por falta de provas, o PAD contra o reitor eleito e dois integrantes de sua equipe, o que abriu caminho para a nomeação, que ocorreu por meio de portaria presidencial em 10 de agosto. Na semana passada, em 18 de agosto, o professor Mauricio Gariba Junior tomou posse como reitor do IFSC em cerimônia realizada no Ministério da Educação depois de 478 dias de espera. 

E agora, o que muda?

No post de hoje vamos explicar o que acontece com a troca de gestão.

Quem são os novos gestores do IFSC?

A nova equipe que assume a liderança do nosso Instituto é a que foi apresentada na época da campanha eleitoral em 2019. No caso dos candidatos à Reitoria, por determinação do Conselho Superior, no processo de consulta à comunidade devem ser apresentados também quem serão os indicados aos cargos de Pró-reitores e Diretoria Executiva de cada candidato. Porém, eles não são uma chapa, ou seja, caso depois de eleito o Reitor queira modificar quem ocupa esses cargos, isso é possível. Mas o professor Gariba manteve sua equipe.

-> Eleições no IFSC: entenda como funciona

Conheça melhor quem são nossos novos gestores:

- Reitor: Maurício Gariba Júnior
- Diretora-executiva: Andréa Martins Andujar
- Pró-Reitor de Administração: Aloísio Silva Júnior
- Pró-Reitor de Ensino: Adriano Larentes da Silva
- Pró-Reitor de Desenvolvimento Institucional: Jesué Graciliano da Silva
- Pró-Reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação: Flávia Maria Moreira
- Pró-Reitor de Extensão e Relações Externas: Valter Vander de Oliveira 

As fotos e o currículo dos novos dirigentes podem ser conferidos no plano de gestão apresentado no processo de consulta à comunidade em 2019.

Além dos pró-reitores e diretora-executiva, com a mudança de gestão também tivemos mudanças em outros cargos na Reitoria (diretorias, departamentos e coordenadorias). Os responsáveis por cada área podem ser consultados na área pública do SIGRH, clicando no item “Servidores”.

Qual o período de mandato?

Conforme o artigo 12 da lei nº 11.892/2008, o mandato dos reitores nos Institutos Federais é de quatro anos a partir do início de sua gestão, ou seja, o mandato do professor Maurício Gariba Júnior vai até agosto de 2025. O período em que tivemos um reitor pro tempore não conta para o tempo de mandato.

Junto com o processo de consulta à comunidade para escolha do novo reitor, em 2019, tivemos o processo de consulta para diretores-gerais de 21 câmpus. O Câmpus Avançado São Lourenço do Oeste terá sua eleição este ano, por ser um câmpus avançado e ter regras diferentes.

Por causa do impasse em função da nomeação do reitor, os diretores-gerais escolhidos pela comunidade acabaram ficando em um mandato pro tempore também até semana passada, quando foram nomeados oficialmente pelo novo reitor. Isso aconteceu para que os mandatos de reitor e diretores-gerais coincidissem. Por isso, o tempo de seus mandatos será o mesmo - até 2025.

Os atuais projetos serão continuados?

Independentemente de quem está na gestão do IFSC, temos um planejamento, construído por toda a comunidade, que nos guia. É o Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI, que tem duração de cinco anos. Já falamos bastante dele por aqui

-> O que é um PDI e como ele é feito?

Nosso atual PDI é válido até 2024 e ele é o fio condutor das ações institucionais. É a partir dele que são feitos os planejamentos nos câmpus e o que chamamos de plano anual de trabalho, o PAT.

-> PDI: Como é feito o acompanhamento?

Todos os gestores do IFSC devem trabalhar de forma alinhada ao PDI que está em vigor, mas é claro que cada equipe de gestão tem sua forma de trabalhar e prioridades. No caso dos dirigentes recém-empossados, é possível conferir suas propostas no Plano de Gestão que apresentaram durante o processo de consulta à comunidade em 2019.

Quais as prioridades da nova gestão do IFSC?

Na semana passada, publicamos no Portal do IFSC uma entrevista com nosso novo reitor em que ele falou sobre as prioridades da gestão e os desafios na pandemia. Vale a pena ler e ver!

 

Pedimos também para o professor Gariba comentar sobre os intercâmbios, que estão suspensos no formato presencial desde o ano passado em função da pandemia:


Prioridades das áreas

Para termos mais clareza do que vem por aí, pedimos aos novos pró-reitores e à nova diretora executiva que compartilhassem conosco as prioridades de cada área. Veja só:

Pró-Reitoria de Ensino (Proen)

Esta é a pró-reitoria em que estão ocorrendo mais mudanças no organograma, com previsão de alterações na estrutura e novas diretorias, departamentos e coordenadorias. O pró-reitor de Ensino Adriano Larentes da Silva nos contou que as mudanças propostas acontecerão em duas etapas.

A primeira já começou a ser feita e deve ser concluída até final de setembro. Entre as mudanças, estão a criação das seguintes coordenadorias:

- Coordenadoria de Suporte Institucional à Permanência e Êxito
- Coordenadoria de Juventudes e Diversidades
- Coordenadoria de Ensino Médio Integrado
- Coordenadoria de Ingresso

Além destas novas coordenadorias, haverá mudanças também na Coordenadoria de Inclusão no Mundo do Trabalho, que agora passa a se chamar Coordenadoria de Integração Acadêmica e Profissional, e na Coordenadoria de Cursos Técnicos e FIC, que agora terá um escopo menor, como Coordenadoria de Cursos FIC, Subsequentes e Concomitantes, já que para os técnicos integrados haverá uma coordenadoria específica. 

Outra grande mudança com impactos diretos na Proen é a criação da Assessoria Especial para Políticas de EJA e Ensino Médio Integrado, vinculada diretamente ao gabinete do reitor, mas com atuação em articulação com a Diretoria de Ensino e outras diretorias. A projeção é que esta assessoria se transforme no Departamento de EJA e Ensino Médio Integrado, após a submissão de proposta de mudança do regimento ao Conselho Superior, a partir de setembro.  

De setembro a dezembro, a nova gestão pretende iniciar uma segunda etapa de mudanças mais estruturais na Proen com a submissão ao Consup de um novo organograma que prevê: 

- a criação de uma nova diretoria de Inclusão, Acesso, Permanência e Êxito, que reunirá o trabalho hoje realizado pelas atuais diretorias de Estatística e Informações Acadêmicas e Diretoria de Assuntos Estudantis;
- a criação de dois novos departamentos no contexto da nova diretoria: o Departamento de Gestão e Estudos Estratégicos e o Departamento de Políticas Estudantis;
- a criação de um novo departamento no âmbito da Diretoria de Ensino, chamado de Departamento de EJA e Ensino Médio Integrado (que neste momento foi criado como uma assessoria vinculada ao Gabinete do Reitor). 

Além destas mudanças no organograma, estão previstas para esta etapa a nomeação da comissão para estruturação e implantação do Observatório da Inclusão, Permanência e Êxito do IFSC - que deverá pesquisar, realizar publicações e acompanhar as ações institucionais nestas áreas - e o início dos debates para a criação do Laboratório de Ensino e Aprendizagem do IFSC, que promoverá o desenvolvimento e a socialização de ações ou projetos relacionados a situações pedagógicas demandadas pelos câmpus. 

As diferentes mudanças propostas para a Proen estão associadas às ações prioritárias da Proen para os próximos meses, Entre elas, estão:

- o diálogo com os diversos segmentos (movimento estudantil, servidores, estudantes e comunidade) para tratar de temas como inclusão, assistência estudantil, trabalho docente, permanência e êxito, abandono/evasão escolar, ingresso, fortalecimento do ensino público, gratuito e de qualidade, BNCC, novas diretrizes para a EPT, licenciaturas e EJA .
- a reestruturação da pró-reitoria e de sua interlocução com os câmpus, por meio de diálogo, formação compartilhada e trocas de experiências, mapeamento de fluxos e melhoria de processos.
- a reavaliação da distribuição orçamentária para a PROEN para viabilizar projetos de ensino a partir de 2022.
- o estudo analítico dos indicadores institucionais, com verificação da necessidade de sua atualização e/ou de elaboração de novos indicadores que possam auxiliar a gestão em seus diversos níveis de atuação.

Pró-Reitoria de Extensão e Relações Externas (Proex)

O professor Valter Vander de Oliveira, novo pró-reitor de Extensão e Relações Externas, afirmou que continuará ampliando as ações de extensão como processo educativo, cultural e científico fomentando programas, projetos, cursos e eventos em todo o estado de Santa Catarina. Além disso, fez os seguintes destaques ao falar das prioridades da Proex:

- Fortalecer a Política de Comunicação Institucional (que, inclusive, está em processo de atualização) e ampliar o diálogo com os câmpus e toda comunidade catarinense, sedimentando a marca IFSC como uma instituição pública, gratuita e de excelência a toda comunidade interna e externa.
- Discutir o cenário das ações de extensão, da comunicação institucional e das parcerias durante e pós a pandemia de Covid-19, estimulando, apoiando e promovendo eventos para divulgar e fortalecer as ações de ensino, pesquisa e extensão.
- Consolidar e fortalecer estratégias para curricularizar a Extensão em nossos cursos superiores do IFSC, avaliando os desafios encontrados e construindo de forma coletiva ações que fomentem a extensão como prática educativa.
- Ampliar o número de bolsas para estudantes extensionistas e aprimorar editais estratégicos para as atividades que valorizem o desenvolvimento social e econômico sustentável, atividades culturais e artísticas e as atividades voltadas ao protagonismo dos nossos estudantes.
- Consolidar e ampliar o movimento de empresas juniores no IFSC.

Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi)

Conforme a nova pró-reitora Flávia Maria Moreira nos contou, a prioridade da equipe neste momento será:

- A apropriação dos fluxos, calendários, recursos, editais, indicadores e legislações específicas, para garantir a execução orçamentária prevista para 2021 e não provocar qualquer descontinuidade nos editais e processos em andamento;
- O fortalecimento do diálogo nos câmpus, com lideranças e coordenadores de pesquisa e pós-graduação e de discentes, para que haja avanços na construção das políticas institucionais, na articulação ensino-pesquisa-extensão, na desburocratização e descentralização dos processos ligados à pró-reitoria e na autonomia dos câmpus.

Pró-reitoria de Administração(Proad)

O pró-reitor de Administração Aloísio Silva Júnior, compartilhou com a gente as seguintes ações:

Curto Prazo

- Atuar visando a execução de 100% do orçamento destinado ao exercício de 2021.
- Analisar e atuar no processo de remanejamento orçamentário em 2021.
- Acompanhar e executar as licitações inerentes ao cronograma estabelecido em 2021.
- Acompanhar e executar projetos e licitações relativas aos serviços, reformas e obras inerentes ao planejamento e priorizações elencadas para 2021.
- Iniciar a Implementação do SIADs - Sistema que vai dar suporte ao gerenciamento de almoxarifado e patrimônio no IFSC.
- Buscar mais diagnósticos internos e externos visando um planejamento coletivo nas áreas geridas pela Proad.
- Atuar na melhoria das estruturas gerenciais e operacionais da Reitoria visando o asseio e cuidados com as edificações, veículos e serviços terceirizados.
- Sensibilizar nossas estruturas gestoras para o diálogo, buscando resoluções de problemas não pela via punitiva e sim pelo processo cooperativo, de entendimento mútuo e esgotamento das alternativas pedagógicas e educacionais.

Médio Prazo

- Sensibilizar e iniciar uma política de inovação, buscando melhorias contínuas por meio dos diálogos multidisciplinares envolvendo nossos servidores. Melhorias essas inerentes a fluxos de trabalhos, infraestrutura de trabalho e outros processos que possam ser estabelecidos de forma coletiva.
- Trabalhar projeto inerente ao controle e transparência da execução orçamentária no IFSC por meio de avanço tecnológico, dando a possibilidade de gestores e comunidade poderem ter acesso facilitado a informações relativas à execução orçamentária.
- Implementar legislações internas que possibilitem suporte à aprovação da despesa pública, deixando transparente as responsabilidades e qualificando nossas despesas e investimentos efetuados.

Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional (Prodin)

O novo pró-reitor Jesué Graciliano da Silva destaca a intenção de reduzir a centralização dos processos na Reitoria, ampliando a autonomia dos câmpus e fomentando ações de planejamento institucional integrado.

Há diversas ações importantes que estão em andamento no âmbito da Prodin e que terão continuidade:

- implementação da Lei Geral de Proteção de Dados
- revisão dos fluxos e atos normativos para atender às exigências do Decreto 10139/2009
- implementação do Plano de Integridade
- encaminhamentos da gestão documental
- implementação da Política de Governança e Gestão de Riscos
- implantação do Plano Diretor de TI - PDTIC em consonância com as discussões realizadas pelo Comitê de Governança Digital
- implantação da cultura de gestão do conhecimento e o plano de transformação digital. 

Diretoria Executiva

Dentro do Gabinete da Reitoria, existe uma estrutura chamada Diretoria Executiva, que é o setor que orienta e acompanha a execução das atividades técnicas realizadas pelas áreas meio e fim do IFSC. A nova diretora executiva do IFSC Andréa Martins Andujar destacou que as prioridades do setor serão:

- Priorizar ações relacionadas à área da saúde e à qualidade de vida dos nossos servidores e estudantes;
- Humanizar as relações de trabalho;
- Fomentar o diálogo entre a Reitoria e os servidores/Reitoria e os câmpus;
- Proporcionar políticas relacionadas à saúde e ao combate ao assédio.

Fale com a nova gestão do IFSC

Os contatos dos novos dirigentes do IFSC podem ser encontrados nesta página para quem quiser tirar dúvidas ou saber mais informações.

Se você quiser sugerir algum assunto para abordarmos aqui no Blog do IFSC, mande e-mail para blog@ifsc.edu.br.

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Por dentro do ingresso do IFSC: entenda todas as etapas

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 18 ago 2021 09:25 Data de Atualização: 18 ago 2021 09:56

Quem já é nosso(a) aluno(a) sabe bem todas as fases que teve que passar para poder dizer #souIFSC. Desde o momento em que você decide se inscrever em um curso até iniciar as aulas, temos algumas etapas. Parece complicado, mas não é. O mais importante é você ter vontade de estudar e querer ser nosso(a) aluno(a)

No post de hoje, vamos explicar TODAS as etapas do nosso processo de ingresso, que é a forma pela qual você se torna nosso(a) estudante. Vamos lá?

Quero fazer um curso do IFSC

O primeiro passo para estudar aqui é obviamente querer vir pra cá. Somos suspeitos para dizer ??, mas temos alguns bons motivos para você querer fazer um curso nosso: 

- todos nossos cursos são gratuitos e de qualidade;
- estamos espalhados em 20 cidades de SC e ainda temos cursos a distância, ou seja, possivelmente conseguimos estar próximo de você (mas não confunda com o IFC, o Instituto Federal Catarinense - apesar de sermos parecidos, somos instituições diferentes);
- fomos considerados o melhor instituto federal do País segundo o Índice Geral de Cursos do MEC de 2019;
- fazendo um curso nosso, você ainda pode participar de projetos de ensino, pesquisa e extensão e até fazer intercâmbio - são muitas as oportunidades;
- Temos um programa de Assistência Estudantil para os estudantes em vulnerabilidade social, afinal, promover a inclusão faz parte da nossa missão

E tem muito mais, viu? Aliás, acho que podemos fazer um post mais pra frente só com motivos para você estudar aqui. ??

Bom, se você tem essa vontade, aí precisa escolher um dos nossos cursos. Temos diversos tipos de cursos que atendem desde quem busca uma qualificação rápida até quem quer cursar um curso técnico integrado ao Ensino Médico ou fazer uma graduação ou pós-graduação.

-> Conheça os cursos do IFSC

Cada curso tem seu pré-requisito e é oferecido em determinado câmpus ou a distância. Todas essas informações você encontra no nosso Guia de Cursos.

-> Como posso estudar no IFSC?

Inscrição

Não basta ficar só na vontade, né?

Meme com cachorro tentando alcançar um sanduíche em cima da mesa

Depois que você decide qual curso fazer no IFSC, é preciso se inscrever para concorrer a uma de nossas vagas. A inscrição é o ato de você demonstrar interesse em estudar no IFSC registrando formalmente a sua vontade no curso que deseja. Para isso, quando estivermos com vagas abertas e você quiser participar do processo seletivo, você precisa fazer a sua inscrição.

As inscrições para nossos cursos são feitas pelo Portal de Inscrições no nosso site, ou seja, é tudo de forma on-line.

Imagem mostrando o passo a passo para se inscrever nos cursos do IFSC

Se tiver dúvidas, temos um vídeo explicando como fazer a inscrição.

-> Acesse o Portal de Inscrições para se inscrever em um curso ou acompanhar a sua inscrição    

A inscrição não garante uma vaga, mas sim a sua participação no processo seletivo. Ao fazer a sua inscrição você concorre a uma vaga no curso que escolheu. 

IMPORTANTE: Antes de se inscrever, leia com atenção o edital do processo seletivo do curso que você escolher. É neste documento que você encontrará todo o cronograma de ingresso, além das informações necessárias para saber se pode mesmo fazer esse curso, ou seja, se você atende aos pré-requisitos do curso.

-> Entenda o que é um edital
-> Veja os editais de ingresso do IFSC que estão abertos neste momento

E quando você deve se inscrever? Cada tipo de curso possui um período diferente para inscrição dos interessados em estudar no IFSC. Temos um calendário de inscrições em que você pode acompanhar as datas.

-> Cadastre seu e-mail se quiser ser avisado(a) quando estivermos com inscrições abertas

Depois que efetuar a sua inscrição no nosso site, você se torna oficialmente um(a) candidato(a) a estudar aqui. Salve o comprovante de inscrição que é gerado no Sistema de Ingresso, pois ele reúne informações importantes para você poder acompanhar as próximas etapas do processo seletivo

Processo Seletivo

Como o número de interessados em estudar aqui é maior que o número de vagas que conseguimos ofertar, precisamos fazer um processo seletivo para decidir quem vai ocupar essas vagas. No edital, você vai encontrar a forma de seleção para o curso que você deseja fazer. 

Existem quatro formas de processo seletivo no IFSC:

- Sorteio Público
- Exame de Classificação
-Enem / Sisu
- Análise Documental

A forma de seleção depende do tipo de curso e, às vezes, do câmpus em que ele é ofertado.

No momento, em função da pandemia, não estamos tendo seleção por exame de classificação e a seleção para nossos cursos técnicos está sendo feita toda por sorteio público.

Resultado

No cronograma do edital, você encontrará uma etapa que chama divulgação dos candidatos aprovados em 1ª chamada. Na data indicada, o IFSC divulga quem conquistou a sonhada vaga no curso.

Se um curso oferece 30 vagas, são divulgados os nomes das 30 pessoas que foram sorteadas para as vagas ou, no caso do Sisu ou do Exame de Classificação, que apresentaram as melhores colocações.

Temos uma página só para a divulgação dos resultados

Matrícula 1ª Chamada 

Se o seu nome apareceu na lista da primeira chamada, parabéns! Você está prestes a se tornar nosso(a) aluno(a). Para garantir a sua vaga, você precisa fazer a matrícula no curso. 

-> Inscrição X matrícula: entenda a diferença

A matrícula é o procedimento que garante a sua vaga no IFSC. Ao fazer a matrícula você efetua seu registro no curso para o qual foi selecionado(a) e passa a ser um(a) aluno(a) do IFSC.

Neste momento, em função da pandemia, as matrículas estão sendo feitas de forma on-line. No edital do processo seletivo é indicado um link que direciona a um formulário de matrícula. É preciso clicar no link de acordo com o câmpus para o qual você foi selecionado.

Toda a documentação necessária para a realização do procedimento da matrícula on-line está descrita no edital e deverá ser encaminhada durante o período de matrícula. Para isso, será necessário fazer o upload dos documentos no próprio formulário, o que significa anexar o que for pedido durante o preenchimento do formulário on-line.

Na página de matrículas, você encontra mais detalhes desses documentos bem como modelos de declarações, além de um passo a passo para preencher o formulário.

-> Veja as orientações para matrícula no IFSC

2ª Chamada e Chamadão

Se nem todos os candidatos aprovados na primeira chamada efetuarem sua matrícula, as vagas que sobram podem ser ocupadas pelos candidatos que estão classificados na sequência. É o que chamamos de 2ª chamada. Da mesma forma que na primeira chamada, os candidatos da 2ª chamada devem efetuar a matrícula na data prevista no edital. 

Junto com a 2ª chamada é feito um processo que denominamos Chamadão, em que são chamados mais candidatos (além dos que já possuem vagas garantidas pela 2ª chamada) conforme ordem de classificação para manifestar interesse na vaga. Caso nem todos os candidatos da 2ª chamada se matriculem, aí as vagas que ainda sobrarem após essa etapa são preenchidas pelos candidatos que manifestaram interesse no Chamadão.

-> Entenda de forma detalhada o que é o Chamadão do IFSC

Lista de espera 

Os candidatos convocados no chamadão que enviarem a documentação solicitada (ou seja, que manifestarem interesse na vaga) passam a compor um cadastro de reserva. Esse cadastro de reserva leva em conta a classificação geral do candidato e a sua classificação nas cotas, se for o caso.

Se houver um cancelamento de matrícula por algum aluno ou se algum aprovado na segunda chamada não fizer a matrícula, um novo candidato é chamado para ocupar a vaga com base nesse cadastro de reserva. Usualmente, são chamados os candidatos do cadastro de reserva até 25 dias após o início das aulas. Depois desse prazo, é possível que, caso ainda haja alguma vaga não ocupada, a coordenação do curso chame mais candidatos, mas não é comum.

Resultado dos aprovados e envio de documentação da lista de espera

Os candidatos que compõem o cadastro reversa ou lista de espera encaminham a documentação de matrícula no momento do chamadão, ou seja, caso sejam chamados para ocupar uma vaga, não precisam mais encaminhar documentos, pois já cumpriram essa etapa anteriormente. Assim, quando é divulgada a lista de aprovados em lista de espera, o candidato aprovado deve apenas aguardar o contato do câmpus - que é feito pelo e-mail indicado no formulário de matrícula - confirmando que está tudo certo com a documentação e que você já é nosso(a) aluno(a)! Aí é só esperar o início das aulas :)

Vagas remanescentes

Quando não há mais candidatos na lista de espera do cadastro de reserva e eventualmente sobrar vaga no decorrer do curso, aí essas vagas são chamadas de vagas remanescentes e um edital é feito para organizar o preenchimento dessas vagas sempre na primeira fase do curso e para o semestre em questão. Para essas vagas não há processo seletivo, o preenchimento é por ordem de manifestação de interesse.

Para manifestar interesse, o candidato deverá encaminhar a documentação de matrícula no formulário indicado no edital.

Passo a passo para quem quer estudar no IFSC

Se você chegou até aqui, já entendeu de forma detalhada todas as etapas do nosso processo seletivo. Para facilitar, fizemos um resumo das principais fases:

Imagem como etapas para se tornar um aluno do IFSC

Ainda tem dúvidas? Deixe nos comentários ou manda pra gente pelo e-mail blog@ifsc.edu.br.

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A lista que todo estudante deveria ler

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 11 ago 2021 10:37 Data de Atualização: 11 ago 2021 16:35

Vida de estudante não é fácil, a gente sabe. 

Meme de cachorro digitando no computador

Tem quem ache que exigimos muito, mas é porque acreditamos demais no potencial e na capacidade de aprender dos nossos alunos. ?? 

Na hora em que estamos passando por um desafio, nem sempre percebemos as melhores formas de enfrentá-lo. Mas depois que tudo passa e atingimos nosso objetivo, a sensação de vitória é maravilhosa, não? Que o digam nossos alunos quando conseguem concluir seus cursos. ????

Se você já pediu para formar uma dupla de três, parabéns, hoje é seu dia.

No post de hoje, em homenagem ao Dia do Estudante, queremos compartilhar dicas para sobreviver ao Ensino Médio (mas valem para todos os cursos, viu?) dadas por ninguém menos do que nossos próprios alunos.

As turmas dos cursos técnicos Integrados em Administração e Informática do Câmpus Garopaba que chegaram ao terceirão neste ano - e podem ser consideradas muito experientes ☺ - foram desafiadas a criar dicas para seus colegas que irão passar por essas fases. A proposta foi feita na disciplina de Língua Portuguesa e Literatura III. Foram quase 300 dicas! Aí a professora Luana de Gusmão Silveira organizou o material que publicamos aqui como um presente pra vocês no dia de hoje. 

Separamos as dicas que já podem ser aplicadas desde já por quem está em atividade não-presencial por causa da pandemia e outras que valem para quando voltarmos às aulas presenciais (não vamos a hora de ver nossos câmpus cheios novamente ????).

(Se você ainda está perdido(a) sobre quando as aulas do seu câmpus irão voltar, leia o post que fizemos sobre a retomada gradual das atividades presenciais a partir da Política de Segurança Sanitária do IFSC.)

Dicas válidas durante o período de ANP

- Se você acha que está difícil, não se preocupe, vai piorar! ??
- Não se cobre tanto, pois os professores farão isso por você. ????
- Separe muitas folhas para Matemática, pois são muitas atividades.
- Seja amigo dos professores.
- Caso fique com uma nota abaixo da média, não se desespere, fale com o professor da matéria e tudo se resolverá.
- Seja flexível e adaptável.
- Não falte às aulas, todas são importantes.
- Procrastinação é algo que deve ser evitado ao máximo. Organize seus horários, tenha uma agenda para evitar atrasos. E lembre que o sentimento de trabalho concluído dentro do prazo é um dos melhores.
- Tente não ter um ataque de pânico em apresentações de trabalhos.
- Evite estudar na cama e com o celular ao lado. Opte por lugares com boa iluminação e silenciosos.
- Use o aplicativo Canva.
- A escola não é só lugar de enfiar a cabeça nos livros e estudar. Socialize e faça amigos.
- Diálogo é uma das coisas mais importantes da escola. Diante de alguma dificuldade, converse com seus professores, com seus colegas, coordenadores ou, até mesmo, com seus pais.
- Estude Inglês, ajuda muito na programação (e na vida - essa dica é nossa mesmo).
- Use a biblioteca virtual, há muitos materiais interessantes.
- Nem tente “colar”, os professores com certeza irão perceber. Estude!
- Nunca seja o “dedo-duro” da sala.
- Talvez você tenha que sacrificar seu jogo favorito ou sua série, mas nunca sacrifique os seus estudos, nunca!
- Aproveite seu tempo na escola para descobrir o que você gosta e quer fazer quando crescer, se arrisque em todas as matérias. Elas não são só matérias, vão te mostrar outras formas de interpretar o mundo.
- Fique atento às aulas de Química, ficam bem difíceis da metade do primeiro ano para frente.
- Ajude seus colegas, nunca se sabe quando poderá usar isso como um argumento para pedir um favor.
- Atente aos prazos, o SIGAA tem mania de “cair” e pode ser que saia do ar, faltando apenas uma hora para encerrar a entrega do trabalho.
- Ser “Maria vai com as outras” não beneficia ninguém no fechamento das notas.
- Faça um bom trabalho para aprender e receber um bom retorno dos professores, é  gratificante.
- Quando tudo parecer difícil demais e você se sentir perdido, lembre-se da luz no fim do túnel: seu diploma não vai se conquistar sozinho (Precisa de uma inspiração? Veja exemplos de egressos no nosso Instagram que estão muito bem depois que se formaram no IFSC)
- Alimente-se de verdade! Passar um ano inteiro comendo salgadinho não vai lhe fazer bem. (veja este material em que temos dicas de alimentação)
- Não deixe para fazer os trabalhos na última hora. Quando você perceber, eles terão se multiplicado e você terá que virar a noite com nada além do SIGAA e uma garrafa de café.
- Tome iniciativas em trabalhos em grupo, porém não carregue seus colegas.
- Compre um caderno bem grande. Será necessário para as inúmeras matérias.
- O IFSC oferece projetos. Fique de olho e veja se encontra algum que seja do seu interesse. É uma experiência importante! (Confira as oportunidades que temos no nosso site!)
- Não dá para hackear a NASA usando HTML. Não se iluda!
- Estudar não é ler várias vezes a mesma coisa ou criar resumos sem entender o assunto.  onverse com seus colegas, questione e tente relacionar a matéria com algo cotidiano da sua vida.
- Por mais que não pareça, a passagem pela escola é curta. Por isso, não tenha preconceitos, medo ou desinteresse pelo IFSC.

Dicas para quando voltarmos com as aulas presenciais

- Sempre leve dinheiro extra, porque a chance de perder a passagem do ônibus é grande.
- A área da cantina é extremamente disputada, se quiser sentar lá, corra para chegar o mais cedo possível.
- Sempre leve um casaco, o IFSC é surpreendentemente gelado.
- Dentro dos laboratórios de biologia, há muitos microscópios. Você aprenderá a mexer neles e, talvez, dependendo do tamanho da turma, seja possível que cada aluno fique com um. Aproveite isso, são os melhores momentos no IFSC.
- Sempre vá com uma roupa de seu gosto, confortável. Afinal, não adianta ir como se fosse um desfile de moda.
- Sempre leve uma garrafa de água, se manter hidratado é importante.
- Escreva seu nome em suas canetas com esmalte (esmalte é impossível de retirar). Assim você saberá quem foi o meliante que pegou sua caneta sem pedir.
- Leve lanche e troque com os colegas.
- Por favor, leve desodorante! E não passe perfume depois de suar, pois o cheiro é horrível.
- Leve violão para tocar nos intervalos e nos dias de integrado.
- Cuidado onde dorme, o “sonecas IFSC” está só esperando uma foto para postar, é sério!
- O estacionamento do IFSC é um ótimo local para conversar e descansar.
- Leve um livro para ler nos momentos livres. Dificilmente algum professor reclamará sobre leitura.
- Não caia na ilusão de que você vai passar para o caderno as fotos que tirou do quadro.


Estas foram as dicas dos nossos alunos que estão terminando nosso Ensino Médio Técnico.

-> O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?

Mas para tornar este material ainda mais completo, permitam-nos relembrar alguns posts que já fizemos por aqui e que podem ser muito úteis para você também:

-> As emoções da pandemia e como lidar com elas
-> Templates IFSC: veja os modelos de arquivos que podem facilitar a sua vida de estudante
-> Como organizar uma rotina de estudo
-> Serviços que o IFSC te oferece e você nem sabia
-> Como manter a saúde mental nesta pandemia?
-> Pesquisa em periódicos on-line: a gente traduz pra vocês!
-> Representações estudantis no IFSC: veja como participar
-> Dicas para organizar seus estudos
-> 10 motivos para você não dizer que não sabia

E aí, curtiu? Você incluiria mais alguma dica na nossa lista? Escreva nos comentários ou mande pra gente no e-mail blog@ifsc.edu.br.

#souIFSC

E queremos finalizar este post com um convite. Se você é nosso(a) aluno(a) e tem orgulho de dizer que estuda aqui, mande uma mensagem direta pra gente no nosso Instagram ou e-mail mesmo para blog@ifsc.edu.br. Queremos te conhecer! 

arte da campanha #souIFSC

Feliz dia para quem tem a chance de estudar e transformar a sua vida! É uma honra termos tantos estudantes dedicados e felizes de estudar aqui. ??

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É possível fazer mais de um curso no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 04 ago 2021 08:58 Data de Atualização: 04 ago 2021 09:37

Neste momento, estamos com inscrições abertas para cursos técnicos e de graduação. É tanta oferta que pode até dar vontade de se inscrever em mais de um curso, não? Mas será que isso é possível?

No post de hoje vamos responder esta que é uma das perguntas mais recebidas por aqui.

Regra geral

De forma geral, ao mesmo tempo só não é permitido fazer dois cursos do mesmo nível, ou seja, você não pode fazer dois cursos técnicos ou dois cursos de graduação juntos. A exceção, porque sempre existe ??, é para os cursos de qualificação.

Para facilitar, vamos ver cada caso.

Posso fazer mais de um curso técnico no IFSC?

Pode, mas não ao mesmo tempo. O regulamento didático-pedagógico do IFSC, no artigo 64, não permite a matrícula simultânea em mais de um curso técnico ofertado pelo IFSC.

Mas é possível fazer um curso técnico junto com um curso de qualificação ou ainda um curso técnico subsequente junto com um curso de graduação.

Vale lembrar que existe também uma lei federal - a de nº 12.089/2009 - que proíbe que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente em instituições públicas de ensino superior. Então o que também não é possível é fazer dois cursos de graduação ao mesmo tempo no IFSC e nem um no IFSC e outro em outra instituição pública.

Posso fazer mais de um curso de qualificação no IFSC?

Neste momento em que todos os cursos de qualificação estão sendo ofertados a distância em função da pandemia, é possível se inscrever em quantos cursos você quiser. Quando as aulas voltarem a ser presenciais, também é possível se inscrever em quantos cursos quiser, mas, se você for selecionado para mais de um, só pode se matricular se não houver coincidência de dia e horário das aulas. E lembre-se: se o curso for presencial, preste atenção nas cidades onde ele está sendo ofertado.

Posso fazer um curso de qualificação junto com outro curso no IFSC?

Pode. O que a legislação atual não permite é que se faça dois cursos do mesmo nível em instituições públicas. Então, por exemplo, você não pode fazer dois cursos de graduação no IFSC ou um curso de graduação no IFSC e outro na UFSC. Mas se você já for nosso aluno de curso técnico, pode fazer outro de qualificação no IFSC também ao mesmo tempo.

Lembrando que os cursos de idiomas também são classificados como cursos de qualificação. Então, sim, você pode aprimorar seu conhecimento em idiomas em um curso gratuito ofertado pelo IFSC ao mesmo tempo em que faz um curso técnico ou de graduação conosco. Ah, e se você já tem algum conhecimento de idiomas, pode se inscrever para as vagas remanescentes nos cursos de espanhol e inglês a partir do dia 5 de agosto. Clique aqui para saber mais.

Posso fazer um curso técnico e um de graduação no IFSC?

Muitos alunos seguem o que chamamos de Itinerário Formativo, ou seja, fazem nosso curso técnico integrado ao Ensino Médio e depois continuam no IFSC fazendo um curso técnico subsequente ou um curso de graduação. Neste caso, eles fazem os cursos em momentos distintos.

Mas, como falamos lá em cima, você pode fazer um curso técnico subsequente junto com um curso de graduação - isso porque o pré-requisito para concorrer às vagas de ambos os tipos de curso é ter Ensino Médio completo. 

O mais importante é pensar se fazer mais de um curso ao mesmo tempo é o melhor para você no momento, afinal, a dedicação terá que ser em dobro.

A aluna do Câmpus Florianópolis-Continente Fernanda de Almeida Lopes é um exemplo de como é possível fazer mais de um curso ao mesmo tempo. Ela ingressou no IFSC em 2013 no curso técnico em Gastronomia. Depois, em 2018, cursou técnico em Panificação e também o curso de qualificação em processamento de queijos e frutas. Atualmente, está na terceira fase do curso superior de tecnologia em de Gastronomia e na fase final do curso técnico em Confeitaria. Veja o que ela nos disse sobre isso:

"O curso técnico através da teoria e prática, com disciplinas de habilidades básicas e avançadas na confeitaria, internacional e artística, me traz conhecimento para área que eu desejo seguir. Me desenvolvendo para o mercado de trabalho."

Aluna Fernanda do Câmpus Florianópolis-Continente é um exemplo de quem faz dois cursos ao mesmo tempo no IFSC

Em relação ao superior de tecnologia em Gastronomia, ela conta que o curso aborda diversas áreas de ação dentro de uma cozinha, com disciplinas específicas, como habilidades, de cozinha, panificação e confeitaria, bebidas, empreendedorismo, tecnologia de alimentos, gestão de matérias e financeira, entre outros.

"Cursando os dois cursos simultaneamente, consigo me formar já na minha área de atuação desejada, me colocando um passo à frente no mercado de trabalho."

Qual curso do IFSC devo fazer?

O que não faltam aqui são opções de cursos. A escolha de um curso depende da sua formação e da área que te interessa. Se você não sabe qual é o curso mais indicado pra você, navegue pelo nosso Guia de Cursos:

-> Cursos de qualificação
-> Cursos técnicos
-> Cursos de graduação
-> Cursos de pós-graduação
-> Educação de Jovens e Adultos

Temos posts em que já explicamos também de forma mais detalhada nossos cursos:

-> O que é um curso FIC ou de qualificação?
-> Qual a diferença entre bacharelado, licenciatura e curso superior de tecnologia?
-> O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?

Oportunidades abertas neste momento

Até sexta-feira, 6 de agosto, quem fez o Enem 2020 pode se inscrever pelo Sisu em um curso de graduação do IFSC com início no segundo semestre deste ano. Estão disponíveis 742 vagas em 19 cursos nas cidades de Chapecó, Florianópolis, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Palhoça e São José. Saiba mais aqui.

Além disso, até 30 de agosto, estamos com processo seletivo aberto para 1.577 vagas em cursos técnicos integrados, concomitantes e subsequentes com início em 2021.2. As vagas estão nas cidades de Canoinhas, Chapecó, Florianópolis, Itajaí, Lages, São Carlos, São José e Tubarão.

Para ver outros períodos de inscrições, acompanhe nosso calendário de ingresso.

Se quiser ser avisado(a) quando estivermos com vagas abertas, deixe seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse.

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Como funciona o trabalho de um tradutor-intérprete de Libras?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 28 jul 2021 10:06 Data de Atualização: 30 jul 2021 08:55

Desde que muitas lives passaram a ser feitas por causa da pandemia, tornou-se comum também vermos na tela um profissional fazendo gestos: são os tradutores-intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras). A profissão vem se destacando e tem até uma data comemorativa que é 26 de julho, o Dia Nacional do Tradutor-Intérprete de Libras - embora também exista um dia mundial do tradutor/intérprete que é 30 de setembro (que contempla os profissionais que trabalham com a tradução e interpretação de todas as línguas, não só Libras). Esse profissional é o responsável por fazer a ponte comunicativa entre surdos e ouvintes (como são chamadas as pessoas que escutam), unindo duas línguas, o português e a Libras, que possuem estruturas muito diferentes. 

No post desta semana no Blog do IFSC, vamos conhecer um pouco sobre essa profissão. Para isso, conversamos com profissionais do nosso Câmpus Palhoça Bilíngue, que foi a primeira unidade de ensino bilíngue Libras/Português da América Latina.  

Onde um tradutor-intérprete de Libras pode atuar?

Desde 2002, a Língua Brasileira de Sinais é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão no Brasil, mas somente oito anos depois, em 2010, foi regulamentada a profissão de tradutor-intérprete de Libras.

Conheça melhor a profissão de tradutor-intérprete neste vídeo que produzimos na IFSCTV:


O intérprete de Libras pode atuar em vários segmentos, como jurídico (em audiências e julgamentos, por exemplo), de saúde, artístico, em eventos e produção audiovisual, entre outros. O ambiente educacional é um dos mais importantes deles, no qual os profissionais trabalham traduzindo e interpretando aulas e conteúdos didáticos. Trabalhar com os professores na preparação das aulas, embora nem sempre ocorra, é importante. 

“Essa parceria é essencial”, diz Camila Cardoso Fernandes, que trabalha desde 2011 como tradutora-intérprete e está no Câmpus Palhoça Bilíngue do IFSC desde 2019. O professor, no entanto, é o responsável pelo conteúdo a ser repassado.    

Intérprete Camila fazendo um sinal

Para poder exercer a profissão em instituições de ensino de nível médio, é necessário ter alguma formação, seja em cursos de educação profissional (como o curso técnico que o IFSC oferece no Câmpus Palhoça Bilíngue), de extensão universitária ou de formação continuada. Já para quem quer atuar no nível superior, é necessário ter uma graduação ou pós-graduação com habilitação em Tradução e Interpretação em Libras (que também oferecemos por aqui e, inclusive, está com inscrições abertas até sexta).

-> Faça uma especialização gratuita em Tradução e Interpretação de Libras/Português no IFSC: inscrições até 30 de julho

Qual a diferença entre tradução e interpretação de Libras? 

Camila resume assim: a tradução é feita quando há um estudo ou conhecimento prévio do tema que será tratado (um roteiro de aula ou de vídeo, por exemplo). Já a interpretação é feita “ao vivo”, como no caso de eventos.

O que faz um bom tradutor-intérprete de Libras?

Para ser um bom tradutor-intérprete de Libras, algumas habilidades são importantes. Tom Min Alves, que trabalha na área desde 2008 e atua no Câmpus Palhoça Bilíngue desde 2015, destaca que esse profissional precisa ter capacidade interpretativa (para explicar metáforas ou contexto, por exemplo) e uma boa memória de curto prazo. Segundo ele, estudos indicam que há um delay de 6 segundos entre o que é falado e o que é interpretado. Também é importante ter a capacidade de resolver problemas com agilidade, na visão de Tom. 

“O desafio é resolver tudo rápido. É como um jogo”, resume ele.

Intérprete tom fazendo sinal em Libras

Além de uma exigência legal, os cursos de formação são importantes para que o tradutor-intérprete tenha base teórica e conheça mais sobre a cultura surda. No entanto, somente a prática vai ajudá-lo a desenvolver-se na profissão. “O que dá fluência é o contato com a comunidade surda”, afirma Camila Fernandes, também tradutora-intérprete do Câmpus Palhoça Bilíngue. A Libras, assim como qualquer língua, tem variações regionais e mesmo gírias muito locais. Surdos de diferentes regiões do Brasil podem usar sinais diferentes para a mesma palavra ou conceito.

Por isso, para Tom Alves, é importante que o tradutor-intérprete mantenha um “banco de dados” com os sinais que já usou para traduzir palavras e conceitos. “Cada vez mais os surdos estão estudando e aprendendo Libras e isso leva a uma maior variação linguística. A língua é viva. Você a aprende usando”, diz.

Como surge um sinal em Libras?

Algumas pessoas já devem ter visto folhetos explicando como são os sinais de cada letra do alfabeto da língua portuguesa em língua de sinais. No entanto, a Libras não se trata de português soletrado em sinais, mas possui sua própria estrutura, com sinais que traduzem palavras e conceitos.

Alfabeto de Libras

Camila Fernandes explica que há dois tipos principais de sinais. Os icônicos assemelham-se visualmente ao objeto. Por exemplo, o sinal de “casa” lembra um telhado. Já os sinais arbitrários são usados para palavras e conceitos abstratos, como amor, tristeza ou raiva.

Assim como na língua portuguesa, na Libras o vocabulário está em constante evolução. Quando uma nova palavra surge - por exemplo, “Covid-19” -, líderes da comunidade surda acabam criando um sinal para ela e, com o seu uso, acabam difundindo-o. No entanto, as variações regionais podem ocorrer e o uso de um sinal não é “obrigatório” em todo o Brasil: não há um vocabulário único da Libras, portanto. Os sinais são sempre criados pelos próprios surdos. “Eu, como ouvinte, não posso impor minha cultura sobre a deles”, explica Camila.

 

Mas e os sinais das letras do alfabeto? Eles são úteis para situações em que a pessoa quer explicar qual o seu nome em língua portuguesa ou soletrar uma palavra que é pouco conhecida entre os envolvidos na conversa. No entanto, é comum que, após fazer isso, quem está falando em Libras explique que a pessoa que tem aquele nome ou a palavra soletrada tem um sinal próprio em língua de sinais e, a partir daí, toda vez que for se referir àquela pessoa ou palavra, o falante da Libras vai usar o sinal e não mais a soletração. Na Libras, cada falante tem seu próprio sinal, criado por alguém da comunidade surda, geralmente associado a alguma característica física da pessoa.


Entenda também quando uma pessoa ganha um sinal em Libras:

 

Por que o tradutor-intérprete de Libras faz “careta’?

A tradução e interpretação de Libras, porém, vai além dos sinais feitos com as mãos. As expressões faciais também fazem parte dessa língua, sendo elementos fonológicos da Libras, que ajudam a explicar o contexto e complementam o sinal (dando-lhe uma conotação de intensidade, de “muito” ou “pouco”, por exemplo).

Como fazem parte da Língua, as expressões faciais também são trabalhadas e ensinadas nos cursos de formação de tradutores e intérpretes, bem como em cursos de ensino da Libras. Dentro do curso técnico do IFSC, por exemplo, tem uma disciplina de Teatro e expressão dramática.

Intérprete Camila fazendo expressão facial e corporal ao se comunicar em Libras

O tradutor-intérprete usa, portanto, mãos, braços e rosto para “falar” com os surdos, por meio de uma comunicação visual. Por esse motivo, é comum usarem camisas e calças pretas, por ser uma cor que chama pouco a atenção de quem está olhando. Essa não é uma regra, no entanto, mas um costume.

Como funciona o trabalho de um tradutor-intérprete de Libras? 

No Câmpus Palhoça Bilíngue do IFSC, os tradutores-intérpretes trabalham em duplas. Cada um interpreta, no máximo, 20 minutos. “Se for mais longo que isso, perde-se qualidade de interpretação”, explica Camila Fernandes. 

A perda de qualidade ocorre porque após aproximadamente 20 minutos de interpretação, há perda de capacidade cognitiva, ressalta Tom Alves. Por isso, o ideal é trabalhar em revezamento. Porém, a realidade da maioria dos ambientes e locais de trabalho, segundo ele, é ter apenas um tradutor-intérprete.

Embora seja uma profissão desafiadora, ser tradutor-intérprete tem, claro, suas recompensas. Para Rayssa Tavares Paris, do Câmpus Palhoça Bilíngue, o que a atividade tem de melhor é trabalhar com uma grande variedade de temas. “Não tem monotonia. Cada dia você interpreta algo diferente e tem que estar sempre em busca de informação”, comenta. Ela, que é filha de pais surdos, atua profissionalmente como tradutora-intérprete há 8 anos e no IFSC desde 2018.

Opinião parecida tem Cristine Fátima Pereira Luna, também do Câmpus Palhoça Bilíngue, para quem ser tradutora-intérprete é “uma grande aventura”. “Cada dia, cada turno é um tema diferente. Eu gosto muito”, diz. Há 19 anos na profissão e há um no IFSC, ela, que veio do Rio Grande do Sul, está estudando para compreender melhor a variedade linguística da Libras em Santa Catarina.

Como ser um tradutor-intérprete de Libras?

Para ser um tradutor-intérprete é preciso fazer um curso na área. O IFSC tem cursos para formação de tradutores-intérpretes no Câmpus Palhoça Bilíngue, tanto em nível técnico (Tradução e Interpretação de Libras) como em pós-graduação (Tradução e Interpretação de Libras/Português).

Aprenda sinais em Libras

No ano passado, lançamos uma série no nosso Instagram chamada Aprendendo Libras. 

-> Acesse os vídeos na playlist do nosso canal do YouTube e aprenda alguns sinais

Que tal começar com palavras básicas de educação para nossa convivência diária?

Legislação

Se quiser se aprofundar mais, confira abaixo algumas leis importantes para a atuação do tradutor-intérprete de Libras.

- Lei 12.319, de 1º de setembro de 2010. Regulamenta a profissão de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

- Lei 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).

- Lei 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e dá outras providências.

- Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras), e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000.

-> Assista a um vídeo produzido pela IFSCTV quando o decreto completou 10 anos

Ficou com mais alguma dúvida sobre a atuação e a formação do tradutor-intérprete de Libras? Mande para blog@ifsc.edu.br.

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PDI: Como é feito o acompanhamento?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 21 jul 2021 10:19 Data de Atualização: 21 jul 2021 10:35

Desde o ano passado, temos posts aqui no Blog explicando o nosso Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI. Falamos dele (e seus capítulos) nos seguintes posts:

> O que é um PDI e como ele é feito?
-> Como funciona a estrutura organizacional do IFSC?
-> O que é um projeto pedagógico institucional?
-> Como funciona a EaD no IFSC?
-> Entenda o orçamento do IFSC
-> Aonde o IFSC quer chegar?
-> Entenda o que são os itinerários formativos no IFSC
-> Como trabalhar no IFSC?
-> Infraestrutura do IFSC: entenda como funciona

Chegamos agora ao último capítulo do PDI vigente, que segue válido até 2024. O capítulo 10 trata do Acompanhamento e avaliação do desenvolvimento institucional e é uma novidade, já que não existia nos PDIs anteriores. 

Esta parte do documento explica como os planos do IFSC se conectam para compor nossa estratégia e traz os responsáveis por cada um desses planos. Além disso, este capítulo traz o cronograma de revisão e orientação para o próximo PDI. É esta parte que servirá de base orientativa para o Comitê Permanente de Acompanhamento do Desenvolvimento Institucional, o Copadin, responsável pelo acompanhamento e atualização do PDI. 

Vamos entender isso melhor?

Como acompanhar o PDI?

O Plano de Desenvolvimento Institucional é feito de forma muito colaborativa. Uma vez pronto e aprovado em todas as suas instâncias, ele não deve ficar guardado na gaveta - como dizemos. É preciso ter o PDI em mente em cada ação de trabalho do IFSC.

Para acompanhar e avaliar a execução do PDI, o IFSC conta com diferentes ferramentas de gestão e governança. São elas:

- Órgãos colegiados: são instrumentos integradores, que facilitam a comunicação, a coordenação e o controle dos elementos que compõem o Instituto;
- Comissão Própria de Avaliação (CPA): que elabora e executa o processo de autoavaliação institucional, exercendo papel fundamental no processo de avaliação e acompanhamento do plano estratégico da instituição;
- Comitê Permanente de Acompanhamento do Desenvolvimento Institucional (Copadin): é uma estrutura voltada a subsidiar o alinhamento institucional em prol do alcance da estratégia concebida, coletivamente, para o próximo quinquênio (ou seja, para o período do próximo PDI, já que ele é feito a cada 5 anos).

Para entender melhor, observe esta figura abaixo em que mostramos o ciclo anual do desenvolvimento institucional:

Ciclo do PDI

Os colegiados, a CPA e o Copadin atuam conjuntamente na última etapa do ciclo de desenvolvimento institucional, a avaliação, que tem como objetivo melhorar os serviços que oferecemos aos alunos e à sociedade.

No centro desse ciclo anual, está o PDI -  que, como já explicamos, reúne diversos planos e políticas em um só documento, estabelecendo as diretrizes do IFSC por um período de cinco anos. Essas diretrizes inspiram as ações que compõem o Plano Anual de Trabalho, o PAT, e orientam o planejamento dos nossos 22 câmpus e da Reitoria para o período de um ano. 

Após a execução dessas iniciativas é realizada uma avaliação para verificar se alcançamos o que pretendíamos e compilamos os resultados no que chamamos de Relatório Anual de Gestão - que acaba sendo um documento de prestação de contas à sociedade, além de fornecer um panorama para gestores sobre como o IFSC gerencia seu capital intelectual e financeiro no enfrentamento de seus obstáculos e sobre como a instituição se prepara para os desafios futuros.

Como funciona o PAT?

Internamente, a sigla PAT é muito conhecida pelos servidores, uma vez que representa nosso Plano Anual de Trabalho. Cada setor tem seu PAT, que é uma forma de transformarmos as diretrizes estratégicas do IFSC em projetos e processos que buscam alcançar os objetivos planejados.

O PAT é composto por:

- Projetos Estratégicos: que promovem a realização dos objetivos estratégicos institucionais e contribuem diretamente para o alcance de suas metas, devendo ser vinculados a uma das Iniciativas estratégicas do PDI.
- Projetos de Infraestrutura: que promovem a construção e manutenção de bens imóveis, aquisição de softwares, equipamentos e demais materiais permanentes;
- Ações Rotineiras: que promovem atividades de caráter recorrente, como pagamento de contratos e aquisição de material de consumo, bem como qualquer outra atividade sem associação com as iniciativas estratégicas e sem impacto direto nas metas estratégicas institucionais, mas que são essenciais para nosso funcionamento.

-> Saiba tudo sobre o PAT do IFSC e veja como está o cronograma para elaboração do PAT 2022

A partir desse planejamento é que fazemos nosso trabalho por meio de projetos e processos. Todo dia, cada um dos nossos 2,5 mil servidores trabalha na direção do PAT e do PDI - seja um professor dando aula ou um técnico administrativo finalizando um edital para algum processo seletivo.

E como saber se estamos no caminho certo? Aí entra a importância da avaliação.

Como é feita a avaliação institucional?

A gente se orgulha muito de ser IFSC porque acreditamos muito no papel das instituições de ensino públicas que tem como finalidade formar cidadãos e contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade democrática. Mas como saber se estamos conseguindo?

Para isso, aqui no IFSC, temos a Avaliação Institucional, que é composta por um conjunto de processos avaliativos individualizados, internos e externos, realizados em períodos distintos, mas que formam um sistema capaz de produzir um “raio-x” do desempenho da instituição a partir de diferentes ângulos. Vejam nesta ilustração:

Imagem mostrando o sistema de avaliação do IFSC

-> Conheça os processos de avaliação aos quais o IFSC é submetido

Quem é responsável pelo PDI?

Já deu pra perceber a complexidade que é o PDI, não? Por isso, a responsabilidade pelo planejamento institucional é distribuída em várias instâncias da estrutura organizacional e sistema de governança do IFSC. É da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional, a Prodin, a competência de promover e coordenar os processos de planejamento estratégico e a avaliação institucional, cabendo à sua Diretoria de Gestão do Conhecimento (DGC), por meio da Coordenadoria de Planejamento e Avaliação Institucional (CPlan), coordenar e acompanhar a atualização e o cumprimento do PDI. 

É no capítulo 10 do PDI que você encontra os responsáveis pelo acompanhamento do PDI. 

E o próximo PDI?

A gente mal terminou de explicar o atual PDI - que vale até 2024 - e já estamos aqui falando do próximo? Pois é, mas é que não podemos ver isso apenas quando a vigência do plano estiver terminando. É preciso planejar antes.

E tudo isso também mereceu atenção neste último capítulo do PDI 2020-2024, que finaliza com diretrizes para a revisão do PDI atual e com orientações para o próximo, afinal, cada processo de construção nos traz um novo aprendizado. Se quiser saber quais são, clique aqui.

E aí? Gostou de saber mais sobre o PDI? Ficou com alguma dúvida? Escreva pra gente pelo e-mail blog@ifsc.edu.br.

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Inscrição X matrícula: tem diferença?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 14 jul 2021 09:02 Data de Atualização: 14 jul 2021 09:36

Frequentemente percebemos uma confusão entre duas etapas do nosso processo seletivo: inscrição e matrícula. Para algumas pessoas a diferença pode parecer bem óbvia, mas tem quem tenha dúvida e pode acabar até perdendo a vaga e a oportunidade de estudar no IFSC por não compreender essas etapas. Por isso, nosso objetivo é terminar este post deixando isso bem claro.

O que significa fazer a inscrição no IFSC?

Inscrição é o ato de você demonstrar interesse em estudar no IFSC registrando formalmente a sua vontade no curso que deseja. Para isso, quando estivermos com vagas abertas e você quiser participar do processo seletivo, você precisa fazer a sua inscrição.

Como fazer a inscrição no IFSC?

Em todos os processos seletivos do IFSC, a inscrição é feita exclusivamente pela internet pelo nosso Sistema de Ingresso. Veja no vídeo abaixo um exemplo:


A inscrição pode ser feita pelo(a) candidato(a) ou por outra pessoa, desde que possua os dados de quem será inscrito no processo. 

-> Como posso estudar no IFSC?

Como saber se posso me inscrever no IFSC?

O IFSC oferece desde cursos de qualificação até pós-graduação. Conheça aqui todos os tipos de cursos que oferecemos.

Toda vez que abrimos vagas para nossos cursos, publicamos um edital, que é o documento que traz todas as regras e as informações do processo seletivo, como número de vagas, cursos disponíveis e pré-requisitos.  

-> O que é um edital?

É no edital que você verá se pode ou não se inscrever em determinado curso de acordo com a sua formação.

Quando posso me inscrever no IFSC? 

O período de inscrição depende do tipo do curso. Em função da pandemia, o calendário de inscrições também está diferente de acordo com o câmpus. Clique aqui para conferir as próximas datas de abertura de inscrições.

No momento, estamos com inscrições abertas para cursos de qualificação e também para algumas pós-graduações

Se você desejar, pode deixar seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse para ser avisado(a) sempre que tivermos vagas abertas. Clique aqui para se cadastrar.

A inscrição garante a minha vaga no curso do IFSC?

Não, a inscrição garante apenas a sua participação no processo seletivo - que pode ser feito por sorteio, prova, análise documental ou pelo Enem (no caso dos cursos de graduação).  

Ao fazer a sua inscrição você concorre a uma vaga no curso que escolheu. Como o número de interessados em estudar aqui é maior que o número de vagas que conseguimos ofertas, precisamos fazer um processo seletivo para decidir quem vai ocupar essas vagas. 

Quando finalizar sua inscrição no Sistema de Ingresso, será gerado um comprovante de inscrição com os seus dados. É importante salvar este documento, pois ele reúne informações importantes para você poder acompanhar as próximas etapas do processo seletivo.

O que devo fazer depois de me inscrever no IFSC?

Você deve acompanhar as etapas do processo seletivo conforme cronograma divulgado no edital. Preste atenção na data de divulgação do resultado e na data prevista para a matrícula.

Caso seja selecionado(a), aí então você irá fazer a matrícula no curso. Ou seja, a inscrição é para todos que desejam estudar aqui e acontece antes do processo seletivo (sorteio, prova etc.). A matrícula é só para quem foi selecionado no processo seletivo e conseguiu a vaga.

O que significa fazer a matrícula no IFSC?

A matrícula é o procedimento que garante a sua vaga no IFSC. Ao fazer a matrícula você efetua seu registro no curso para o qual foi selecionado(a) e passa a ser um(a) aluno(a) do IFSC.

Como saber se preciso fazer a matrícula no IFSC?

Se você foi selecionado(a) para um curso do IFSC, precisa fazer a matrícula para garantir a sua vaga. Para saber se foi selecionado(a), acompanhe a publicação do resultado do processo seletivo para o qual você se inscreveu. No edital, constará a data de publicação do resultado e você deverá acessar a página de Resultados para visualizar se seu nome está na lista ou não. É também no edital que serão informadas as datas para a matrícula dos aprovados (na primeira e na segunda chamada). 

Como devo fazer a matrícula no IFSC?

Neste momento, em função da pandemia, as matrículas estão sendo feitas de forma on-line. No edital do processo seletivo é indicado um link que direciona a um formulário de matrícula. É preciso clicar no link de acordo com o câmpus para o qual você foi selecionado.

Toda a documentação necessária para a realização do procedimento da matrícula on-line está descrita no edital e deverá ser encaminhada durante o período de matrícula. Para isso, será necessário fazer o upload dos documentos no próprio formulário, o que significa anexar o que for pedido durante o preenchimento do formulário on-line. Na página de matrículas, você encontra mais detalhes desses documentos bem como modelos de declarações.

-> Veja as orientações para matrícula no IFSC

No caso dos estudantes com menos de 18 anos, todos os documentos previstos no edital que necessitam de assinatura devem conter as assinaturas dos responsáveis legais.

O formulário enviado deverá ser salvo pelo(a) candidato(a) para utilização futura, caso seja necessário, pois somente com o comprovante de envio do formulário preenchido é que o candidato poderá entrar em contato via e-mail com o câmpus de oferta do curso para esclarecer alguma dúvida.

Como saber se os documentos de matrícula foram recebidos pelo IFSC?

Os câmpus têm o prazo de até cinco dias úteis após o encerramento do período de matrícula para confirmar o recebimento dos documentos e solicitar outros faltantes, se for o caso. O contato será realizado via e-mail de acordo com o endereço informado pelo(a) candidato(a) no formulário eletrônico, por isso preste atenção na hora do preenchimento. O prazo para que o(a) candidato(a) encaminhe a documentação faltante será estipulado pelo câmpus neste e-mail de resposta.

É preciso entregar algum documento de forma física?

No momento, em função da pandemia, todo o envio da documentação deve ser feito de forma on-line. Quando o IFSC retornar às atividades presenciais, os candidatos terão que fazer a validação dos documentos enviados, apresentando então os documentos originais ou cópias autenticadas no câmpus de oferta do curso.

A matrícula só é necessária para quem foi selecionado(a) na primeira chamada?

Não, os candidatos selecionados em segunda chamada e no processo que denominamos Chamadão também devem efetuar a matrícula conforme período e orientações do edital.

-> Entenda o que é o Chamadão do IFSC

Ficou clara a diferença entre inscrição e matrícula?

Para ajudar ainda mais, explicamos abaixo de uma forma mais visual:

Arte mostrando a diferença entre a inscrição e matrícula


Ainda tem dúvidas? Mande e-mail para ingresso@ifsc.edu.br.

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Política de Segurança Sanitária do IFSC: entenda como vai funcionar a retomada gradual das atividades presenciais

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 09 jul 2021 09:59 Data de Atualização: 03 ago 2021 19:12

A chegada da vacina que protege da Covid-19 no início do ano nos trouxe uma perspectiva de volta à normalidade conforme a vacinação avança e o ambiente se torna menos arriscado. Na expectativa de que este momento felizmente aconteceria, estamos desde o ano passado construindo a nossa Política de Segurança Sanitária - PSS - que, inicialmente, foi chamada de plano de contingência.

Em 5 de julho, o Conselho Superior do IFSC, o Consup, aprovou as regras para acionamento das fases 2 a 5 da PSS para a Covid-19. A aprovação integral do documento não implica a deflagração de fases nos câmpus nem determina o retorno de atividades acadêmicas ou administrativas presenciais, mas define quais os critérios para que as atividades presenciais possam, gradualmente, ser retomadas. 

-> Acesse a Política de Segurança Sanitária e Planos de Contingência locais

Inclusive, neste momento, temos câmpus na fase zero, outros na fase 1 e alguns já na fase 2. Portanto, considerando a nossa estrutura e a situação de cada região onde temos câmpus, este retorno não tem como ser feito de maneira unificada.

O documento da PSS é bem completo, uma vez que envolveu diversos especialistas do IFSC no seu desenvolvimento, sempre pensando na segurança dos nossos alunos, servidores, funcionários terceirizados e toda a comunidade acadêmica. Diante da importância deste assunto, resolvemos fazer uma edição especial do Blog do IFSC para explicar a nossa política.

Vamos lá?

O que é a Política de Segurança Sanitária do IFSC? 

A Política de Segurança Sanitária do IFSC para a Covid-19, a PSS, é o documento que sistematiza as medidas a serem adotadas para o retorno gradual e seguro das atividades acadêmicas e administrativas presenciais no IFSC, no contexto da pandemia. A PSS foi elaborada por um grupo de trabalho constituído pelo Colégio de Dirigentes, o Codir, reforçado depois pelo Comitê Técnico-Científico, que é o responsável final pelo documento.

O que são os planos de contingência locais?

Os Planos de Contingência, por sua vez, são os documentos norteadores da retomada gradual das atividades presenciais nos câmpus. Eles complementam, localmente, a PSS, prevendo regras locais para circulação de pessoas nos espaços da instituição.

Como vai funcionar o retorno das atividades presenciais no IFSC?

Na PSS, a retomada das atividades presenciais é organizada em seis fases - sendo a fase zero aquela na qual não há atividades presenciais de qualquer natureza, e a 5, a futura etapa de retomada total de atividades acadêmicas e administrativas presenciais. Para cada fase, a PSS detalha as atividades presenciais que podem ser liberadas, percentual máximo de público envolvido e requisitos mínimos para o acionamento.

O que significa cada fase? Quem pode retornar em cada uma delas?

Cada fase da PSS determina o maior ou menor rigor nos critérios de restrição de circulação de pessoas nas dependências do IFSC. Ou seja, a fase zero é a mais restritiva de todas, com suspensão total das atividades acadêmicas e administrativas presenciais. A fase 1, que inicia a liberação de atividades presenciais, permite uma pequena abertura, com a possibilidade de retorno a estudantes formandos de cursos superiores e de pós-graduação, bem como de seus professores, para a realização de experimentos indispensáveis para a conclusão de TCCs ou cumprimento de prazos de projetos de pesquisa. Na fase 2 já é possível retomar aulas práticas em laboratórios e mais algumas atividades, e assim gradualmente ampliamos as atividades liberadas nas fases 3, 4 e 5.

Mas é importante ressaltar que essa liberação fica condicionada ao cumprimento rigoroso das medidas de segurança e protocolos biossanitários estipulados na PSS, tais como uso universal de máscaras faciais, distanciamento físico, higienização das mãos e etiqueta respiratória, entre outras normas.

-> Veja as regras para acesso e permanência nos prédios do IFSC

Como funciona o acionamento das fases da PSS? 

A autorização para o acionamento de fases da PSS é dada pelo Consup, a partir da observação dos critérios previstos no próprio documento. Veja abaixo os critérios para acionamento de cada fase, que, entre outras condições, consideram o mapa de risco divulgado pelo Governo de Santa Catarina:

Fase 1

- Dimensionamento do número de servidores com condições de retorno ao trabalho;
- Aprovação da PSS pelo Consup e dos Planos de Contingência nos colegiados de câmpus, nos quais deve constar o levantamento das atividades que serão retomadas, horários de funcionamento dos diversos setores e escalas de trabalho;
- Verificação da disponibilidade de equipamentos de proteção biossanitária e itens de prevenção à Covid-19;
- Verificação do cumprimento por parte do câmpus de todas as medidas constantes na PSS e Plano de Contingência local;
- Verificação das condições de acesso às unidades por transporte público;
- Autorização do Consup para acionamento da fase 1.

Fase 2

- Verificação de Risco Potencial Grave por pelo menos 14 dias consecutivos na região de saúde em que se encontra o câmpus (com base no mapa de risco divulgado pelo Governo de Santa Catarina);
- Aprovação do Plano de Contingência Local (ou semelhante) pelo município em que o câmpus está situado, exceto se não exigida pelo comitê municipal;
- Disponibilidade de capacitação da comunidade acadêmica para cumprimento dos protocolos de biossegurança;
- Mapeamento de espaços a serem utilizados, de horários e fluxos de atividade para acionamento da Fase 2;
- Análise de relatório de acompanhamento de implantação da Fase 1 elaborado pelas Comissões Locais de Contingência, a partir de orientações do Comitê Técnico-Científico (CTC);
- Ateste da capacidade dos câmpus de cumprimento das boas práticas de biossegurança previstas na PSS/Planos de Contingência;
- Autorização do Consup para acionamento da Fase 2, a partir de relatório do Comitê Técnico-Científico.
- Estudantes e servidores que compõem grupo de risco só poderão acessar as estruturas físicas do IFSC nesta etapa tendo completado o ciclo vacinal para Covid. 

Fase 3

- Verificação de Risco Potencial Alto por pelo menos 21 dias consecutivos na região de saúde em que se encontra o câmpus (com base no mapa de risco divulgado pelo Governo de Santa Catarina) OU conclusão do cronograma vacinal dos profissionais da educação em Santa Catarina;
- Dimensionamento do número de servidores e setores que necessitam trabalhar presencialmente para acionamento da Fase;
- Mapeamento de espaços a serem utilizados, de horários e fluxos de atividades para acionamento da Fase 3;
- Análise dos relatórios de acompanhamento da implantação da Fase 2;
- Autorização do Consup para acionamento da Fase 3, a partir de relatório do Comitê Técnico-Científico.

Fase 4

- Verificação, na região de saúde em que se encontra o câmpus, de Risco Potencial moderado por pelo menos 21 dias consecutivos (com base no mapa de risco divulgado pelo Governo de Santa Catarina) ou vacinação de 50% da população considerada apta;
- Dimensionamento do número de servidores e dos setores que necessitam trabalhar presencialmente para acionamento da Fase 4;
- Mapeamento de espaços a serem utilizados, de horários e fluxos de atividades para acionamento da Fase 4;
- Análise de relatório de acompanhamento de implantação da Fase 3 elaborado pelas Comissões Locais de Contingência, a partir de orientações do Comitê Técnico-Científico (CTC);
- Autorização do Consup para acionamento da Fase 4, a partir de parecer do CTC.

Fase 5

- Superação da situação de emergência sanitária no estado de Santa Catarina OU conclusão do cronograma vacinal previsto no Plano Nacional de Imunização (PNI);
- Dimensionamento do número de servidores e dos setores que necessitam trabalhar presencialmente para acionamento da Fase 5;
- Mapeamento de espaços a serem utilizados, de horários e fluxos de atividade para acionamento da Fase 5;
- Análise de relatório de acompanhamento de implantação da Fase 4 elaborado pelas Comissões Locais de Contingência, a partir de orientações do Comitê Técnico-Científico;
- Autorização do Consup para acionamento da Fase 5, a partir de parecer do CTC.

Em que fase estamos agora?

Não temos como enquadrar o IFSC como um todo em uma fase só porque é preciso considerar o contexto de cada município e região onde estamos, além da situação de cada câmpus. Lembrando que temos 22 câmpus espalhados em todo o Estado e a nossa Reitoria, que fica em Florianópolis.

Você pode acompanhar a fase em que está cada câmpus nesta página, que é atualizada constantemente conforme as alterações na situação de cada local.

Após acionar uma fase, quanto tempo leva para que a próxima seja iniciada?

Não há como prever um tempo específico para o acionamento de uma fase, pois a decisão é tomada a partir da observação de pré-requisitos específicos, descritos no Capítulo 9 da PSS. Porém, nas fases 2, 3 e 4 a PSS prevê o tempo mínimo de permanência de 21 dias para que se possa acionar a fase seguinte. 

Quando voltaremos a ter aulas presenciais?

É importante entender que a PSS prevê o retorno gradual e seguro às atividades presenciais. Ou seja, se a decisão pela suspensão das atividades presenciais, no início da pandemia, teve que ocorrer de forma abrupta em função da gravidade da situação, o retorno deverá ser gradual, organizado de forma que a segurança da comunidade escolar seja garantida. 

Por isso, cada fase prevê circunstâncias especiais em que as atividades presenciais podem ser autorizadas nos câmpus, como detalhamos abaixo:

Fase 1

Na fase 1, ainda não há liberação de aulas presenciais – apenas formandos de cursos superiores e de pós-graduação que precisem da estrutura da instituição para a realização de seus trabalhos de conclusão de curso podem ser autorizados.

Fase 2 

A fase 2 amplia a liberação de atividades presenciais para aulas de laboratório, com escalonamento de dias e horários; alunos de cursos EJA-EPT e também alunos em privação de liberdade que já tenham completado o ciclo vacinal, conforme avaliação de pertinência e possibilidade pelo câmpus. Também pode ser liberado nessa fase o acesso aos laboratórios de informática, para alunos que não tenham recursos para realização das ANP. Da mesma forma, atividades de pesquisa podem ser retomadas na fase 2. Nessa fase, é permitida a permanência de apenas 30% da comunidade acadêmica no câmpus.

Fase 3

Na fase 3, mantêm-se as liberações anteriores, com a possibilidade de ampliação para grupos de estudantes considerados prioritários e a possibilidade de até 50% da comunidade acadêmica. 

Fase 4

Nesta fase, além das atividades liberadas nas fases anteriores, também pode ser retomado o atendimento presencial ao público. Além disso, o acesso ao câmpus é ampliado para 80% da comunidade acadêmica.

Fase 5

Apenas quando a pandemia estiver sob controle, poderá ser acionada a fase 5, que prevê a retomada das atividades regulares na instituição. Porém, mesmo nessa fase continuarão a valer os protocolos de biossegurança, além do monitoramento de servidores e estudantes diagnosticados com a doença ou considerados casos suspeitos.

Onde posso acompanhar os critérios e a fase acionada no meu câmpus?

No Portal do IFSC há uma página inteiramente dedicada às informações institucionais relacionadas à Covid-19. Lá você tem acesso à situação de cada câmpus e a todas as informações sobre os critérios e fases estipulados na PSS.

-> Veja a situação em cada câmpus
-> Entenda as fases da PSS do IFSC

Quer entender mais da PSS do IFSC?

Disponibilizamos para servidores e estudantes do IFSC um curso sobre a nossa Política de Segurança Sanitária. Clique aqui para mais informações.

Se você ainda ficou com dúvidas sobre a nossa PSS, entre em contato com planodecontingencia.covid@ifsc.edu.br.

E sempre é importante lembrar: a pandemia ainda não acabou. Mantenha os cuidados de uso de máscara, higiene das mãos, distanciamento físico e nada de aglomerações. E quando chegar a sua vez, tome a vacina que for disponibilizada para você (as duas doses, quando for o caso).

Estamos com muitas saudades de ver nossos câmpus cheios de alunos, mas esse retorno depende também de cada um de nós. <3

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Como ser um cientista?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 07 jul 2021 09:54 Data de Atualização: 07 jul 2021 11:20

Você já sonhou em ser um(a) cientista? Quando pensamos em um cientista, os mais antigos talvez imaginem alguém como o professor Pardal. Quem é mais novo pode ter se sentido inspirado pelo personagem Franjinha da Turma da Mônica.

A gente tem essa figura do cientista sempre associada ao uso de um jaleco em um laboratório ou a uma pessoa um pouco excêntrica, que vive com a cabeça no mundo das nuvens. Mas isso é uma visão muito limitada e, no post de hoje, vamos explicar o que significa ser um(a) cientista, quem pode ser e o que você deve fazer se quiser trilhar este caminho. Para isso, conversamos com o professor de História do Câmpus Xanxerê Guilherme Babo Sedlacek.

O que é Ciência?

Se você pesquisar em um dicionário de Língua Portuguesa pela palavra cientista irá encontrar a seguinte definição: “Aquele que é especializado em uma ciência”.

Parece óbvio dizer que cientista é a pessoa que desenvolve conhecimento científico. Mas, afinal, o que isso significa? Precisamos primeiro entender o que é Ciência.

 

-> Ciência não é opinião: assista à entrevista do professor para o projeto IFSC Verifica 

Algumas passagens famosas podem dar a entender que a Ciência é feita por gênios. Você já deve ter ouvido sobre a história de que o físico Isaac Newston teria concebido a lei da gravitação universal ao observar a queda de uma maçã de uma árvore. Ou ainda lembra bem do matemático Arquimedes gritando "Eureka" ao se dar conta de que poderia medir a coroa do rei depois de tomar um banho de banheira. Mas o professor Guilherme nos destacou que é preciso esquecer a ideia do gênio que tem uma iluminação e apresenta um progresso científico:

“Os grandes gênios são as pessoas que conseguem resumir e sistematizar o trabalho coletivo e cumulativo de muito tempo, relacionando diversas teorias e saberes”.

-> A Ciência está em todo lugar e falamos sobre isso neste post do Blog do IFSC

Quem pode ser cientista?

Se a Ciência é a busca de conhecimento para entender melhor o mundo, podemos dizer que todo mundo pode ser um cientista desde que busque um conhecimento específico como nos explicou o professor Guilherme:

 

E se você está aí duvidando que pode ser um cientista pensando em nomes como Einstein, Newton ou Marie Curie, pode parar. A Ciência pode estar em qualquer área e ser feita por qualquer um, independente de idade, gênero ou formação

Um artista ou um artesão, por exemplo, pode estudar a Ciência das suas técnicas. Até mesmo um religioso - como um padre, um pastor ou um fiel - pode buscar um conhecimento crítico e teórico dos fenômenos religiosos ou do pensamento religioso. 

A Ciência é feita pelo seu professor de Análises Clínicas, pela professora de Sociologia, pelo servidor técnico-administrativo que acabou de concluir o mestrado em Educação Profissional e Tecnológica. Os próprios alunos começam a fazer ciência quando se envolvem em projetos de pesquisa junto com seus professores, por exemplo.

-> O edital do Protagonismo Discente é uma boa maneira de fazer Ciência e está com inscrições abertas para os estudantes do IFSC

Portanto, você não precisa fazer uma pesquisa, publicar um artigo científico ou ter sido contemplado em um projeto da Fapesc ou CNPq para poder ser considerado um cientista. Muitas vezes as pessoas não percebem que o que estão fazendo é uma atividade científica.

-> Veja aqui um exemplo de projeto integrador feito pelos nossos alunos e que pode ser considerado um fazer científico

O que é preciso fazer para ser um cientista?

Você está lendo este nosso post e pensando que realmente quer seguir a profissão de cientista? Isso é ótimo! Para te ajudar a ver se você está no caminho certo, pedimos para que o professor Guilherme nos indicasse o que é preciso fazer para ser um cientista:

 

Viu como não é impossível e nem tão distante assim como parece?

Na verdade, todos nós nascemos com essa curiosidade. É algo inato em toda criança que, assim que começa a se descobrir no mundo, solta as clássicas perguntas: “Por que o céu azul?”, “Por que os dentes caem?”, “Por que o fogo queima?”. Todo mundo já foi o Gabriel da famosa música “Oito anos” da Adriana Calcanhoto.

E não é só na infância que isso acontece. Todo o jovem também é questionador. Vai dizer que você nunca falou um "Mas por que eu tenho que fazer isso?", quando seus pais ou professores lhe pediram algo?

O problema é que nós, enquanto sociedade, às vezes desestimulamos esse olhar curioso e questionador ao responder: “Porque sim”, “Porque estou mandando”, “Porque eu sei mais que você”. Naturalmente, as pessoas tendem a ter um pensamento científico diante do mundo, mas muitas vezes acabam não seguindo uma carreira científica ou não vendo interesse na Ciência porque são desmotivadas a isso. Não seja a pessoa a fazer isso com outra! ??

E se você quer ser cientista, não deixe se levar por essas respostas simplistas. Vejam o que o professor Guilherme falou sobre isso:

“Se eu quero me tornar um cientista, eu não posso me deixar levar por qualquer discurso que seja contra a minha curiosidade. Manter a curiosidade desperta é o principal caminho para um cientista. Essa curiosidade que vai se traduzir numa busca pelo progresso do conhecimento, ou seja, se eu quiser me tornar cientista, eu não posso ser uma pessoa que tem preguiça de pensar, que quer soluções dadas, que não queira discutir e que só reproduz outras falas”. 

Então já salva esta imagem aí para não se esquecer:

Checklist para ser um cientista

Como ser um cientista no IFSC?

O fazer científico envolve muito estudo e, considerando este aspecto, as instituições de ensino têm um papel bem importante na formação de cientistas. Aqui no IFSC, entendemos como parte do nosso papel, afinal, somos um instituto de Ciência, Tecnologia e Educação. Portanto, se você quer ser um cientista, um bom caminho é ser nosso(a) aluno(a). ??

-> Veja como estudar no IFSC

Independentemente se você faz um curso técnico ou de graduação, existem muitas possibilidades para se envolver no mundo das Ciências. Uma delas é o engajamento em projetos - sejam eles de ensino, pesquisa ou extensão. Inclusive, nossos famosos projetos integradores são uma ótima oportunidade de se fazer ciência integrando conhecimentos de várias áreas. 

-> Veja mais oportunidades para alunos do IFSC
-> Conheça os programas de pesquisa do IFSC

Todos os professores são cientistas?

É comum admirarmos nossos professores. Quem aí não teve um docente que marcou a sua infância, adolescência ou a fase adulta? Mas será que todo(a) professor(a) que já tivemos pode ser considerado um(a) cientista?

Não exatamente. Isso porque há uma diferença bem marcada entre a carreira docente tradicional - se pensarmos, por exemplo, em professores da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio tradicional - e a carreira docente do IFSC ou da UFSC - que é a chamada Educação Básica Técnica e Tecnológica. A nossa carreira docente tem como premissa a pesquisa e o(a) professor(a) do IFSC tem a obrigação de oferecer educação científica. Para isso, os professores contam com uma carga horária destinada à pesquisa, o que nem sempre ocorre na maioria das escolas regulares em que o professor tem toda carga horária voltada para aulas e para o planejamento de aulas.

Mas falando dos professores de universidades e institutos federais, podemos dizer que, considerando suas carreiras, todos são cientistas. E o servidor técnico-administrativo também pode ser considerado cientista se estiver desenvolvendo alguma atividade científica na sua área de atuação. 

Viva a Ciência!

A pandemia colocou a Ciência ainda mais em voga, já que a esperança para o fim da pandemia estava na descoberta de uma vacina. Embora essa espera seja maior do que queremos - ainda mais quando estamos lidando com vidas -, o professor Guilherme, em entrevista para o projeto IFSC Verifica, ressaltou que nunca tivemos uma velocidade de descoberta científica tão boa.

-> Blog do IFSC: A ciência anda na defensiva. E o que todos nós temos a ver com isso?

Ficou muito clara a importância dos cientistas no último ano. Foi bonito de ver quando a cientista Sarah Gilbert, líder da equipe que criou a vacina AstraZeneca, foi ovacionada em Wimbledon no mês passado

Apesar disso, vivemos um momento em que é preciso enaltecer muito o papel da Ciência e reconhecer o trabalho de quem faz Ciência. E não tem como falar de Ciência hoje sem mencionar a necessidade de seguirmos os estudos científicos. O post que marcou um ano do projeto IFSC Verifica tratou dessa questão e vale a pena ser lido.

Esperamos que este post tenha mostrado que ser cientista é uma profissão e tanto e que você pode ser um(a) cientista se dedicando e estudando para isso. E nós estamos aqui para ajudá-lo(a)! ??

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O que é a Carta de Serviços ao Usuário?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 30 jun 2021 17:28 Data de Atualização: 07 jul 2021 10:45

Se você já acessou o site de uma instituição pública - como nós, o IFSC - já deve ter se deparado com chamadas como “Acesso à informação”, “Serviço de Informações ao Cidadão”, “Transparência”, “Carta de Serviços ao Usuário”... certo?

Todos esses itens são obrigações legais que visam à disponibilização do maior número de informações possível aos cidadãos. Ou seja, o objetivo é que, se você precisar de uma informação, quiser encontrar um serviço, ou acompanhar o gasto de uma instituição pública, por exemplo, você possa fazer isso facilmente por meio do website daquela instituição.

Essa obrigação legal está dividida em diversas leis e decretos, como a mais famosa delas, a Lei de Acesso à Informação (LAI) ou Lei nº 12.527/2011. O objetivo de todas essas normativas é dar mais visibilidade e transparência ao serviço público. E aí temos outra legislação bem importante, e que abordaremos neste post de hoje: a Lei nº 13.460/2017, que dispõe sobre a participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos.

Vamos começar pelo objetivo dessa Lei, que é falar sobre a participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos. E aí, se identificou? Isso mesmo, essa Lei é pra você, pro seu vizinho, pra todos nós. Afinal, como cidadão, em algum momento você já precisou - e ainda vai precisar - de algum serviço público (ou vários).

E uma das questões previstas nessa Lei é que os órgãos públicos devem disponibilizar uma Carta de Serviços ao Usuário. Já ouviu falar disso? Já viu a Carta de Serviços ao Usuário do IFSC? O nome pode parecer meio estranho, afinal, isso vai ser enviado pelos Correios? Quem hoje ainda manda cartas, não?

Calma que vamos explicar tudo neste post.

O que eu encontro na Carta?

A Carta nada mais é do que um documento que define de forma clara e precisa os serviços prestados por aquele órgão público, especificando as etapas, o público-alvo, os locais, horários e formas pelas quais os usuários podem ter acesso aos serviços, além de informações básicas sobre a instituição.

Ou seja, se você precisa de algum serviço de uma instituição pública, a Carta de Serviços deve te responder se a instituição presta aquele serviço, como você pode acessá-lo, quanto tempo o serviço pode demorar e os meios de contato com o setor que faz o atendimento para o serviço em questão.

-> Acesse a Carta de Serviços do IFSC

Além dessa função básica de informar sobre os serviços prestados pelos órgãos públicos, a Carta de Serviços tem ainda outras duas funções:

- Compromisso: ao declarar seus serviços e estabelecer padrões de qualidade e excelência, a Carta representa um compromisso da entidade com a sociedade, aumentando a legitimidade e confiança de suas ações.

- Melhoria da Gestão: ao estabelecer padrões, monitorar e avaliar o resultado dos serviços, a Carta se insere na ótica da gestão por resultados e contribui para aumentar a eficácia e eficiência das ações da Administração Pública.

A transparência e a participação social são práticas exigidas dos governos no mundo moderno. O usuário tem o direito de saber o que o governo faz e também de participar diretamente da escolha e construção das ações governamentais.

Como eu faço pra usar a Carta de Serviços?

É simples: a Carta traz uma lista de serviços oferecidos pelo IFSC. Basta encontrar o serviço que você precisa para verificar como ter acesso. É como se você fosse a um restaurante e pedisse o cardápio com os serviços que são prestados pelo IFSC.

Por exemplo, se você concluiu um curso no IFSC e precisa solicitar seu diploma, na nossa Carta de Serviços você encontra como fazer a solicitação. Além disso, também são descritos os documentos necessários para a solicitação e quanto tempo pode demorar a emissão do documento.

E você sabia que pode ajudar a melhorar os serviços prestados?

Entre aquelas obrigações legais que citamos no início do post, uma delas institui que as instituições criem um Conselho de Usuários dos serviços públicos. A função desse Conselho é acompanhar a prestação dos serviços públicos, avaliá-los e propor melhorias.

De forma prática, se você identificou algo que fazemos e pensa que pode ser ofertado de uma forma diferente e melhor para os usuários, você pode participar deste Conselho para nos ajudar a fazer essa avaliação e apresentar suas sugestões.

Como faço para participar do Conselho de Usuários?

Qualquer usuário de serviço público - ou seja, todos os cidadãos - podem se inscrever e participar. Para isso,você precisa:

1. Acessar a Plataforma virtual do Conselho de Usuários de Serviços Públicos, se cadastrar e participar das enquetes já disponíveis na página ou sugerir melhorias para vários dos serviços públicos disponíveis no país.

2. Se inscrever especificamente para o Conselho de Usuários do IFSC para participar diretamente da avaliação dos serviços da instituição.

-> Clique aqui para ver o passo a passo de como se cadastrar

Você também pode acessar o Guia do Conselheiro para ver todas as funções disponíveis na plataforma e participar mais ativamente da melhoria dos serviços públicos. Clique aqui para acessar.

Todas essas informações também estão disponíveis na página da Ouvidoria no Portal do IFSC.

Outras formas de participar

Mas não é só pelo Conselho de Usuários que você pode participar. Todos os órgãos públicos também têm uma estrutura denominada Ouvidoria, que é a responsável por fazer a ponte entre os cidadãos e a instituição.

A ouvidoria é um canal para você apresentar sugestões, elogios, solicitações, reclamações e denúncias. Temos um post inteirinho só pra falar dela e de como você pode entrar em contato (clique aqui para ler).

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Infraestrutura do IFSC: entenda como funciona

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 23 jun 2021 10:38 Data de Atualização: 07 jul 2021 10:46

A gente repete muito que só existimos pelas pessoas, gente como você. Mas para cumprir a nossa missão de promover a inclusão e formar cidadãos contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e cultural precisamos de uma infraestrutura para dar conta disso. No post de hoje, vamos falar de mais um capítulo do nosso Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI. E é claro que é justamente o que trata da Infraestrutura - capítulo 9 se você for procurar na página do plano.

O objetivo deste capítulo é planejar a instituição para o suporte das ofertas de cursos, além das demais atividades acadêmicas e administrativas. Para isso, ele é organizado em quatro seções.

1) Diagnóstico quantitativo e qualitativo dos ambientes e instalações, com destaque para as bibliotecas, laboratórios e condições de acessibilidade espacial;
2) Diretrizes para atualização e ampliação da infraestrutura;
3) Plano Quinquenal de Infraestrura (aliás, este plano de ordem tática é uma novidade em relação ao PDI anterior, dando a cada câmpus e demais unidades uma visão de longo prazo de suas demandas, norteadoras dos ciclos anuais de planejamento operacional);
4) Projeto de Acervo Acadêmico Digital, exigência do Decreto nº 9.235/2017 em função da transformação digital dos serviços públicos.

Não vamos detalhar cada seção porque isso pode ser consultado direto no capítulo. Se você gosta de números e tabelas, vai amar essa parte do PDI. ??

Mas vamos destacar alguns dados que mostram a grandeza do nosso instituto.

Qual o tamanho do IFSC?

O IFSC tem 24 unidades administrativas que são os seus 22 câmpus, a Reitoria e o Centro de Referência em Formação e Educação a Distância, o Cerfead. Com essa estrutura, estamos presentes em 20 cidades de Santa Catarina, sendo elas: Araranguá, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Gaspar, Garopaba, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Palhoça, São Carlos, São Lourenço do Oeste, São José, São Miguel do Oeste, Tubarão, Urupema e Xanxerê.

Arte mostrando a infraestrutura do IFSC
 

Se somarmos as áreas construídas de toda a nossa estrutura, temos 159.483,15 m². Possuímos 29 imóveis, sendo apenas um alugado. Com isso, podemos dizer que temos R$ 370 milhões em bens patrimoniais.

Números do IFSC

Para dar uma dimensão ainda mais clara do nosso tamanho, pedimos à Diretoria de Gestão de Conhecimento do IFSC que nos passasse alguns números da nossa estrutura. Veja só os dados referentes à agosto de 2019:

- Acervo bibliográfico: 73.336 títulos e 174.621 exemplares
- Salas de aula: 311
- Biblioteca/Sala de Leitura/computação: 34
- Mini auditório: 8
- Auditórios: 14
- Banheiros: 340
- Ginásios cobertos: 11
- Laboratórios: 566

-> Veja a relação de instalações físicas por câmpus no capítulo 9 do PDI

Quando o IFSC amplia sua estrutura?

Para dar conta do crescimento do número de alunos, o IFSC precisou ampliar muito a sua estrutura física nos últimos anos. A ampliação e a adequação da infraestrutura dependem de termos recursos disponíveis para isso, ou seja, orçamento.

-> Entenda o orçamento do IFSC

Uma vez tendo o dinheiro, o IFSC estabelece diretrizes - que estão presentes no PDI - para determinar o que será ampliado e/ou adequado em termos de estrutura. São elas:

- 1. Apresentar correlação pedagógica entre as instalações dos laboratórios, seus equipamentos e os cursos, programas e projetos previstos;
- 2. Atender a toda a comunidade, incluindo o atendimento prioritário, imediato e diferenciado às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte; dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, serviços de tradutor e intérprete de Libras;
- 3. Atender com qualidade às demandas identificadas por instrumentos de avaliação interna e aos indicadores estabelecidos nos instrumentos de avaliação externa institucional e de cursos.
- 4. Atender às normas municipais referentes à taxa de ocupação do terreno, áreas de circulação e o plano diretor municipal;
- 5. Priorizar demandas de infraestrutura de acordo com critérios de impacto no cumprimento da missão e das metas do planejamento institucional e critérios técnicos de viabilidade de execução, no caso de obras e serviços de engenharia.

Como o IFSC define as prioridades para as obras? 

As obras no IFSC são estabelecidas no Plano Quinquenal de Infraestrutura definido no Plano de Desenvolvimento Institucional. O planejamento de cinco anos é feito com base na autonomia dos câmpus, que estabelecem as suas prioridades de obras e projetos que atendam as necessidades da sua comunidade acadêmica. 

O detalhamento deste plano de forma anual é feito a partir de cinco critérios técnicos com o objetivo de classificar todas necessidades previstas em níveis de prioridade para viabilizar os trabalhos do Departamento de Obras e Engenharia. Veja quais são esses critérios em ordem decrescente de importância:

- Obras e serviços de engenharia de segurança e/ou regularização dos câmpus;
- Obras e serviços de engenharia priorizando diretamente os alunos, alinhado com o PDI;
- Obras e serviços de engenharia que possuem terreno ou situação imobiliária regularizada;
- Obras e serviços de engenharia que possuem recurso já reservado;
- Obras e serviços de engenharia que possuem projetos aprovados ou já concluídos. 

A partir desses critérios e com base na disponibilidade da equipe técnica em absorver as demandas, o Departamento de Obras e Engenharia em conjunto com a Pró-Reitoria de Administração do IFSC elabora um cronograma de obras para para cumprimento ao longo do ano, que também é submetido para aprovação no Colégio de Dirigentes, o Codir. 

É lógico que esse ranqueamento técnico das demandas pode ser alterado conforme fatores circunstanciais como, por exemplo, a disponibilidade de recursos específicos, o avanço no desenvolvimento/aprovações dos projetos, a urgência no atendimento de prazos de órgãos públicos responsáveis pela regulação e fiscalização, as emergências causadas por desastres ambientais (enchentes, vendavais), entre outros.

Por que as estruturas dos câmpus não são as mesmas?

Às vezes, recebemos alguns questionamentos sobre por que um câmpus tem quadra e outro não tem? Ou por que a ampliação de um bloco acontece em um câmpus e no outro demora mais? 

Esta situação ocorre pelas prioridades estabelecidas no Plano Quinquenal do PDI e o cronograma de obras definido no Codir anualmente, que consideram a priorização de cada câmpus com base nas necessidades da sua comunidade acadêmica, limitações físicas do terreno e em virtude da disponibilidade da equipe técnica do IFSC. 

Como andam as obras do IFSC?

Como você pode perceber ao acessar nosso capítulo 9 do PDI, quando falamos de infraestrutura, não estamos nos referindo apenas a espaço físico, mas sabemos que acompanhar o andamento das nossas obras e o que vem por aí é sempre uma curiosidade da nossa comunidade acadêmica.

Aproveitamos a temática deste post para atualizar as informações conforme levantamento que a nossa Pró-Reitoria de Administração nos passou. 

Obras do IFSC que foram concluídas em 2021:

- troca da tubulação do sistema hidráulico preventivo contra incêndio da Reitoria ;
- reforma do calçamento, muro e portões do Câmpus São José;
|- reforma das fachadas do bloco 1 e auditório no Câmpus Itajaí;
- reforma do laboratório de piscicultura do Câmpus Itajaí;
- adequações no sistema de proteção contra descargas atmosféricas do Câmpus São José;
- adaptação do espaço físico para a reforma do data center do Câmpus São José;
- reforma do pátio coberto da cantina do Câmpus Florianópolis-Continente;
- construção da unidade agrícola do Câmpus Canoinhas;
- reforma da quadra poliesportiva do Câmpus Lages;

Obras em andamento com previsão de conclusão em 2021:

-  construção de quadra descoberta no Câmpus Palhoça Bilíngue;
-  construção do galpão agrícola no Câmpus São Miguel do Oeste;
-  serviços de adequação do Câmpus Tubarão;
-  serviços de adequação do bloco I do Câmpus Araranguá;
-  serviço de reforma das calçadas do Câmpus Xanxerê;
-  serviço de reforma da passarela metálica do Câmpus Joinville;
-  reforma e adequação de ambiente existente para criar uma sala de multimídias no Departamento Acadêmico de Saúde e Serviços noo Câmpus Florianópolis;
-  serviços de reforma e adequação da acessibilidade do Câmpus Florianópolis;
-  reforma da cobertura e acessibilidade do Câmpus São Carlos;
-  reforma dos sanitários para acessibilidade no Câmpus São Miguel do Oeste;
-  construção e reforma de rampas para o Câmpus Chapecó;
- reforma da cobertura do bloco e do Câmpus Chapecó;

Mais sobre o PDI do IFSC

Veja os posts que já fizemos aqui no Blog sobre o PDI:

> O que é um PDI e como ele é feito?
-> Como funciona a estrutura organizacional do IFSC?
-> O que é um projeto pedagógico institucional?
-> Como funciona a EaD no IFSC?
-> Entenda o orçamento do IFSC
-> Aonde o IFSC quer chegar?
-> Entenda o que são os itinerários formativos no IFSC
-> Como trabalhar no IFSC?

Se quiser mais informações, acesse a página do PDI do IFSC.

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Integridade no IFSC: entenda o seu papel

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 16 jun 2021 17:33 Data de Atualização: 07 jul 2021 10:46

Em 2020, o IFSC lançou seu Plano de Integridade. O plano é uma obrigação legal e tem por objetivo combater vícios, fraudes e atos de corrupção nas instituições públicas federais por meio do reforço à conduta íntegra de servidores, fornecedores e cidadãos ligados às instituições. Com o Plano, espera-se que o serviço prestado por nós, enquanto instituição pública, seja mais eficiente, eficaz e de qualidade à sociedade. O documento do IFSC é pautado pelos nossos valores institucionais previstos no Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI: Democracia, Equidade, Compromisso Social, Qualidade, Sustentabilidade e Ética.

Mas, na prática, para que serve este documento? O que ele tem a ver com você? No post do Blog do IFSC de hoje, vamos explicar tudo isso partindo da importância de discutirmos a integridade.

O que é ser íntegro?

Ser íntegro diz respeito à conduta. E no serviço público, mais especificamente no IFSC, corresponde estar “entregue à missão institucional, na defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade. Em tempos de questionamento às instituições públicas, a nossa responsabilidade aumenta. É fundamental que tenhamos o compromisso de realizar nosso trabalho com excelência, demonstrando quão fundamentais são os Institutos Federais, como espaço de ensino, pesquisa e extensão, promovendo a inclusão e formando cidadãs e cidadãos”, conforme explica a professora de Filosofia e Sociologia do Câmpus Florianópolis, Kenia Mara Gaedtke.

Dizer que somos íntegros enquanto instituição, então, significa o alinhamento consistente e adesão a valores, princípios e normas éticas comuns para sustentar e priorizar o interesse público sobre os interesses privados no setor público. Portanto, desenvolver a integridade é essencial para a Administração Pública entregar resultados adequados, imparciais e efetivos à população brasileira.

Para isso, estabeleceram-se os seguintes valores que devem pautar a conduta dos servidores públicos federais: engajamento, gentileza, imparcialidade, profissionalismo, justiça, vocação pública e integridade. Esse conjunto de características contribui para a excelência no serviço prestado, pautando as tarefas diárias, visto que a integridade começa nas pequenas ações e se consolida na execução do trabalho.

Para além dos servidores, o valor da integridade também deve ser central para os fornecedores, os terceirizados, os estagiários e até mesmo os alunos. Cada um desses públicos que têm vínculo direto com a instituição também é chamado a atuar com honestidade em relação ao seu papel no IFSC.

Por que é importante sermos íntegros?

Parece óbvio, mas, muitas vezes, o óbvio precisa ser dito. Quem não se orgulha de ser uma pessoa íntegra? Enquanto instituição também nos orgulhamos disso e buscamos seguir dessa forma.

Alcançar um padrão sustentável de integridade é fundamental para a boa governança e a efetividade das ações do governo. Além disso, a existência de uma cultura de integridade no serviço público gera o aumento da confiança da sociedade no Estado e em suas instituições.

Por que fazer um plano de integridade?

A iniciativa vem ao encontro da Portaria nº 57/2019 emitida pela Controladoria-Geral da União (CGU) e estabelece procedimentos para estruturação, execução e monitoramento de programas de integridade em órgãos e entidades do Governo Federal (ministérios, autarquias e fundações públicas).

No IFSC, o Plano de Integridade reúne os riscos prioritários à integridade tendo como base as informações provenientes do Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas da União, bem como auditorias realizadas pela Controladoria Geral da União (CGU) e demandas geradas ao sistema de ouvidoria nos últimos cinco anos. O Plano de Integridade serve, portanto, como ferramenta de governança. Todas as ações estão alinhadas ao Mapa Estratégico do IFSC e ao estabelecimento de uma cultura sustentável de integridade institucional.

A efetivação do Plano de Integridade se dá por atividades, programas e políticas de auditoria interna, correição, ouvidoria, transparência e prevenção à corrupção, organizadas e direcionadas para a promoção da integridade institucional. Por serem interdependentes, esses instrumentos somente alcançam máxima eficiência e eficácia se utilizados em conjunto. Por isso, é fundamental que os responsáveis pelas atividades e áreas afins trabalhem juntos e coordenados, para garantir atuação íntegra e minimizar possíveis riscos de corrupção.

No vídeo abaixo, desenvolvido pela Controladoria-Geral da União (CGU), temos uma breve explicação de como funciona a integridade pública:

 

Como saber se o IFSC está sendo íntegro?

Falar é fácil, não é mesmo? Mas quem fiscaliza se de fato isso está sendo cumprido?

No IFSC, possuímos alguns setores responsáveis por esse cuidado: a Ouvidoria, a Diretoria de Gestão de Pessoas, a Auditoria Interna, a Comissão de Ética, a Diretoria Executiva e a Assessoria de Correição e Transparência. São formas de fiscalizar o trabalho e garantir a integridade nas ações executadas. Veja abaixo o papel de cada um desses setores:

- Assessoria de Correição e Transparência: é responsável pelas atividades relacionadas à prevenção, detecção e apuração de possíveis irregularidades disciplinares e administrativas de servidores públicos e pessoas jurídicas no âmbito do Instituto Federal de Santa Catarina.

- Comissão de Ética: é responsável por zelar pelo cumprimento do Código de Conduta Ética do Instituto Federal de Santa Catarina (Resolução 57/2010/CS), educando, orientando e aconselhando os agentes públicos (servidores, terceirizados, prestadores de serviço e estagiários) sobre o padrão de conduta ética e disciplinar.

- Ouvidoria do IFSC: é um canal de comunicação entre o usuário – comunidade interna ou externa – e as instâncias administrativas e pedagógicas do Instituto, visando à melhoria dos processos institucionais e o aperfeiçoamento dos processos democráticos com transparência. É um serviço aberto ao cidadão para escutar as reivindicações, as denúncias, as sugestões e também os elogios.

-> Ouvidoria do IFSC: entenda como funciona

- Auditoria Interna: é uma atividade independente e objetiva, que presta serviços de avaliação (assurance) e de consultoria. A auditoria auxilia a organização a alcançar seus objetivos, adotando uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gestão de riscos, de controle e de governança corporativa.

- Diretoria de Gestão de Pessoas: no Plano, é responsável pelas atribuições relativas ao cumprimento da Lei de Conflito de Interesses, com a análise preliminar de pedidos de autorização e consultas dos servidores quanto à existência de potencial conflito de interesses entre as atribuições do cargo e atividade privada que desejem desempenhar e a prestação de informações e orientações sobre como prevenir ou impedir esses conflitos.

- Diretoria Executiva: responsável pelas atribuições relativas à avaliação quanto ao nepotismo, de modo a não possibilitar nomeações em desacordo com questões técnicas – apenas pautadas no parentesco; da avaliação das denúncias quanto ao nepotismo; e da prestação de informações e orientações sobre como prevenir ou impedir tais nomeações.

Agir com integridade é dever de todo servidor público, assim como é dever do cidadão fiscalizar, de modo a coibir atos que sejam contrários aos valores citados. Dessa forma, demonstra-se o respeito ao patrimônio público, utilizando-o para atender com excelência a demanda da comunidade.

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Qual a diferença entre os cursos técnicos integrados, concomitantes e subsequentes ao Ensino Médio?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 09 jun 2021 10:21 Data de Atualização: 14 jun 2021 09:22

Estamos com inscrições abertas para nossos cursos técnicos em sete cidades: Araranguá, Caçador, Criciúma, Gaspar, Jaraguá do Sul, Joinville e Palhoça. Nos outros câmpus, o processo seletivo será em agosto como você pode ver certinho no nosso calendário de ingresso.

Pela lei nº11.892/2008, a educação profissional técnica de nível médio deve corresponder à metade da oferta de nossas vagas. Daí você já consegue ver a importância que os cursos técnicos têm pra gente, não é?

Muita gente fica confusa ao tentar entender qual curso técnico pode fazer aqui, então vamos explicar TUDO neste post.

Qual a diferença entre os cursos técnicos?

Um curso técnico é um curso que habilita para uma profissão técnica de nível médio.

Existem três tipos de cursos técnicos e o Regulamento Didático-Pedagógico do IFSC, o RDP, apresenta as diferenças dessas três formações: 

- Curso técnico integrado ao Ensino Médio: tipo de oferta de curso técnico em que a formação geral se dá de forma integrada à formação profissional, na mesma instituição de ensino (também o chamamos de Ensino Médio Técnico), ou seja, você faz o curso técnico e o Ensino Médio no IFSC.
- Curso técnico concomitante ao Ensino Médio: tipo de oferta de curso técnico em que a formação geral se dá de forma concomitante à formação profissional, em instituições de ensino distintas, ou seja, você faz um curso técnico no IFSC enquanto faz o Ensino Médio em outra instituição de ensino.
- Curso técnico subsequente ao Ensino Médio: tipo de oferta de curso técnico destinada a quem já tenha concluído o ensino médio.

Arte mostrando a diferença entre os cursos técnicos do IFSC

-> Entenda melhor o curso técnico integrado: O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?

Qual curso técnico posso fazer?

A escolha do curso técnico vai depender primeiro da sua formação. O curso técnico subsequente, por exemplo, só pode ser feito por quem já concluiu o Ensino Médio. Se você já possui o Ensino Fundamental completo, pode fazer o Ensino Médio junto com um curso técnico no que chamamos de curso técnico integrado ao Ensino Médio.

Para ingressar no curso técnico concomitante, é preciso ter concluído o 1º ou 2º ano/série do Ensino Médio até a data da matrícula no curso do IFSC (isso estará explicado no edital). O candidato com o Ensino Médio completo não pode realizar matrícula em curso técnico concomitante do IFSC.

Depois de identificar qual tipo de curso você pode fazer de acordo com sua formação, aí você pode escolher a área do curso conforme suas preferências, mercado de trabalho e oferta próxima de casa

Os câmpus do IFSC oferecem cursos técnicos nas mais diversas áreas

-> Entenda como são criados os cursos do IFSC
-> Conheça o catálogo nacional dos cursos técnicos

Para saber quais cursos existem na sua cidade ou perto dela, você pode acessar nosso Guia de Cursos ou entrar nos sites de nossos câmpus

Lembrando que estamos presentes em 20 cidades de Santa Catarina com 22 câmpus. Em outras cidades do estado, quem tem câmpus é o Instituto Federal Catarinense, o IFC, que é outra instituição. Nós somos o IFSC! 

-> IFSC e IFC: é tudo a mesma coisa?

Qual é a duração de um curso técnico?

A maioria dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do IFSC, assim como os cursos de Ensino Médio regulares, têm uma duração de três anos. No entanto, os projetos pedagógicos de alguns cursos preveem uma duração maior, com quatro anos

O que muda também é a carga horária dos nossos cursos. Como as disciplinas do Ensino Médio e as da formação técnica ocorrem de forma integrada, nossa carga horária - falando dos cursos técnicos integrados - pode ser maior e, por isso, alguns cursos possuem atividades em dois turnos em alguns dias da semana.

Já no casos dos cursos técnicos concomitante e subsequentes ao Ensino Médio, a duração é de um a dois anos a depender do curso. Essa informação sempre consta no edital de abertura de inscrições e você também encontra no Guia de Cursos do IFSC

Qual certificação é entregue ao final do curso técnico?

Ao concluir nossos cursos técnicos, o(a) aluno(a) recebe uma certificação como técnico(a) em determinada área. E aí temos nossos diversos cursos: técnico em Química, técnico em Edificações e por aí vai. 

No caso dos cursos técnicos integrados, essa certificação também comprova a conclusão do Ensino Médio.

Como já explicamos no post que fizemos sobre nosso Ensino Médio Técnico, não tem como alguém atualmente sair só com o diploma de Ensino Médio do IFSC sem finalizar todo o curso técnico integrado. Porém, para as disciplinas técnicas é um pouco diferente. A instituição estimula que os projetos pedagógicos de curso prevejam o que chamamos de certificações intermediárias. Desta maneira, caso o estudante desista de alguma etapa, ele poderá ter direito ao certificado em algumas qualificações, seguindo alguns critérios, se assim estiver planejado no projeto pedagógico

Por exemplo: no curso Técnico em Edificações, se o aluno concluir o 1º e o 2º ano do curso, ele terá a certificação intermediária de Almoxarife de Obras. Para saber se o curso que você quer fazer tem essa previsão, você pode consultar as informações disponíveis em nosso Guia de Cursos ou entrar em contato com a coordenação do curso.

A certificação intermediária é possível conforme descrito em cada curso do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (no item “Itinerários Formativos”) e desde que prevista no projeto pedagógico do curso. 

Posso fazer mais de um curso técnico no IFSC?

Pode, mas não ao mesmo tempo. O regulamento didático-pedagógico do IFSC, no artigo 64, não permite a matrícula simultânea em mais de um curso técnico ofertado pelo IFSC.

Mas é possível fazer um curso técnico junto com um curso de qualificação ou ainda um curso técnico subsequente junto com um curso de graduação.

Vale lembrar que existe também uma lei federal - a de nº 12.089/2009 - que proíbe que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente em instituições públicas de ensino superior. Então o que também não é possível é fazer dois cursos de graduação ao mesmo tempo no IFSC e em nenhuma outra instituição pública.

Fiz um curso técnico. Preciso fazer uma graduação?

Precisar não precisa, mas, se quiser, você pode. A decisão de dar continuidade aos estudos é bem pessoal

O profissional que desenvolve as atividades de acordo com as atribuições desenvolvidas em um curso técnico deve buscar uma graduação quando identificar a necessidade de aperfeiçoar ainda mais os seus conhecimentos e ampliar a sua atuação profissional. 

Em algumas áreas, quem faz um curso de graduação pode ter uma remuneração maior do que quem faz só um curso técnico. Mas isso não é uma regra. Há atividades que os técnicos ocupam e são melhores remunerados do que os graduados.

Inclusive, no IFSC, buscamos trabalhar com o que chamamos de itinerário formativo para que quem fez um curso técnico com a gente possa dar continuidade aos estudos na mesma área complementando sua formação.

-> Da qualificação profissional à pós-graduação: entenda o que são os itinerários formativos no IFSC

No Catálogo Nacional de Cursos Técnicos também é possível conferir o itinerário formativo para cada tipo de curso técnico.

Quero fazer um curso técnico no IFSC

O IFSC abre inscrições para seus cursos técnicos duas vezes ao ano num ingresso semestral. A forma de seleção é por prova - no caso de alguns cursos técnicos integrados - e por sorteio - no caso dos cursos técnicos concomitantes e subsequentes. Por causa da pandemia, todos os processos seletivos estão sendo feitos por sorteio.

-> Como posso estudar no IFSC?

Também diante da situação que estamos vivendo, o nosso calendário de ingresso que unificava os períodos de inscrições para os nossos câmpus agora está ocorrendo de forma separada em alguns casos. Veja aqui o período de inscrição conforme o tipo de curso.

-> Deixe seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse e seja avisado(a) quando estivermos com inscrições abertas

Tem mais dúvidas?

Se mesmo depois deste post você ainda ficou com alguma dúvida sobre nossos cursos técnicos e nosso processo seletivo, participe da live que faremos na próxima terça-feira, 15 de junho, às 10h, no nosso canal do YouTube.

Saiba mais sobre os outros cursos do IFSC

Este post foi sobre nossos cursos técnicos, mas o IFSC também oferece cursos de qualificação, voltados à educação de jovens e adultos, graduação e pós-graduação. Se quiser conhecer todos os cursos que oferecemos, clique aqui.

Acesse também outros posts que fizemos:

-> O que é um curso FIC ou de qualificação?
-> Qual a diferença entre bacharelado, licenciatura e curso superior de tecnologia?
-> O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?

E se quiser saber ainda mais sobre cursos técnicos, veja a página de Perguntas Frequentes do Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos.

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Dicas de Sustentabilidade

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 02 jun 2021 09:05 Data de Atualização: 04 jun 2021 09:59

No próximo sábado, é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente e o tema proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU) é a restauração dos ecossistemas, já que a degradação dos ecossistemas terrestres e marinhos compromete o bem-estar de 3,2 bilhões de pessoas em todo o planeta.. 

Cartão do Dia Mundial do Meio Ambiente

 E por isso, para te ajudar a repensar suas atividades e desenvolver iniciativas mais sustentáveis no seu dia a dia, neste post resolvemos juntar várias iniciativas já feitas em projetos do IFSC e outras que estão em andamento sobre sustentabilidade. 

Aliás, você sabia que a sustentabilidade é um dos valores do IFSC?

Valores do IFSC

Pois é, o respeito à natureza e a busca do equilíbrio ambiental na perspectiva da sustentabilidade é um dos princípios presentes no nosso Plano de Desenvolvimento Institucional

Minuto da Sustentabilidade

Há algum tempo, num mundo pré-pandemia, fizemos uma série no nosso canal do YouTube chamada Minuto da Sustentabilidade, em que mostramos iniciativas do IFSC, de servidores e de alunos, mostrando que é possível consumir de forma consciente, reaproveitar gerando economia e conviver respeitando as diferenças.

Vamos compartilhar abaixo no melhor estilo “Vale a pena ver de novo” porque temos várias dicas que podem ser aplicadas ainda hoje.

(Não se assustem com as imagens de pessoas sem máscaras e aglomeradas. ?? Foi tudo feito antes da pandemia. Esperamos logo poder ver nossos câmpus assim novamente! ?? )

-> Projeto IFSC Consciente: horta e pomar juntos no Câmpus São José
-> Oficina de Hambúrguer Vegetariano: aprenda a fazer hambúrgueres com grão de bico, ervilha e até feijão
-> Aproveitamento total dos alimentos: saiba como evitar desperdício e economizar na conta do supermercado
-> Programa Destino Certo: veja como foi eleaborado o projeto para separação adequada do lixo na Reitoria do IFSC
-> Brechó ecológico do Câmpus Florianópolis: como ser sustentável ao se vestir?
-> Projeto Reciclo Composteira do Câmpus São José:opção para o resíduo orgânico
- Projeto Disseminando a fabricação do biodiesel do Câmpus Criciúma: veja como nossas alunas utilizaram óleo de cozinha usado para fazer biodiesel

Além desses projetos, temos mais iniciativas no IFSC que tem este olhar sustentável como o projeto Na trilha do Desenvolvimento sustentável do Câmpus Criciúma, que começou em 2014 quando a área verde do câmpus passou a ser utilizada em atividades de extensão, ensino e pesquisa, promovendo a construção de conhecimento sobre sustentabilidade ambiental e qualidade de vida. E sabe como isso foi feito? Criamos uma trilha ecológica dentro da nossa área com aproximadamente 350 metros que passou a ser conhecida como Trilha IFSC.

Veja como funcionava neste vídeo realizado durante o Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação do IFSC, o Sepei:


E tem mais

No Câmpus Caçador, temos um projeto chamado “Da reciclagem ao produto” que começou em dezembro do ano passado e segue até setembro. O objetivo do projeto é desenvolver uma máquina para triturar tampinhas de garrafas plásticas de modo a resolver o gargalo que existe no processo de reciclagem desse material no câmpus. Isso será importante para desenvolver outros projetos no curso técnico integrado em Plásticos, que é um dos cursos que temos em Caçador.

E veja que já está bem encaminhado:

máquina do projeto de reciclagem do Câmpus Caçador

No Câmpus São José, também temos um projeto em andamento chamado ConscientizAção Química que tem como objetivo contribuir socialmente na higiene pessoal e familiar. O pessoal arrecadou óleo de cozinha usado e transformou em sabão para uso pessoal e doméstico. Mais de três mil pessoas foram beneficiadas.

 

Veja mais alguns conteúdos que já produzimos:

-> Conheça o projeto integrador do Câmpus Caçador que foi além da sala de aula e apostou na reciclagem, recolhendo mais de mil latinhas de alumínio
-> Como nós, humanos, estamos convivendo com outros animais e sobre como a natureza está reagindo? Uma reflexão a partir da pandemia de Covid-19
-> Veja o bueiro inteligente que nossos alunos instalaram em frente ao Câmpus Gaspar

No ano passado, no embalo das lives que “agitaram” a quarentena, fizemos uma semana do Meio Ambiente virtual e promovemos lives sobre temas relacionados ao meio ambiente com assuntos sempre atuais. 

-> A relação entre o homem e o meio ambiente
-> Gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde: devemos nos preocupar?
-> Cidade e riscos

Programação 2021

E neste ano também teremos uma programação especial para esta data em alguns câmpus. Na próxima semana, os câmpus Joinville e Gaspar promovem as suas Semanas do Meio Ambiente. Veja a programação e acompanhe já que as atividades são abertas e on-line:

-> Programação da Semana do Meio Ambiente do Câmpus Joinville
-> Programação da Semana do Meio Ambiente do Câmpus Gaspar

Venha estudar no IFSC

E se meio ambiente é um tema que você gosta, que tal se especializar nisso? Aqui no IFSC temos uma especialização em Educação Ambiental ofertada pelo Câmpus São José. Conheça mais sobre este curso:


Também temos o curso técnico em Meio Ambiente no Câmpus Florianópolis

Se quiser ser avisado(a) quando estivermos com inscrições abertas para nossos cursos, deixe seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse.


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Assédio no IFSC: o que fazer?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 26 mai 2021 09:24 Data de Atualização: 26 mai 2021 10:24

Este é um post que nem gostaríamos de ter que escrever. Num mundo ideal, não deveríamos ter situações de assédio, ainda mais em uma instituição de educação. Mas cientes de que existem, entendemos que precisávamos deixar claro como a instituição lida com esses casos até para podermos orientar melhor quem, infelizmente, vier a passar por um uma situação dessas e também por uma questão de transparência.

Por isso, na última reunião do Colégio de DIrigentes do IFSC, o Codir (formado por todos os diretores-gerais dos nossos câmpus, pró-reitores e reitor), foi aprovada a Portaria Normativa nº 1450/2021, que estabelece os procedimentos a serem adotados no atendimento a situações de assédio moral e assédio sexual sofridas por estudantes no âmbito do IFSC.

No post de hoje vamos detalhar a portaria explicando o que se configura assédio e como um(a) aluno(a) pode proceder caso seja submetido(a) a uma situação dessa dentro da nossa instituição.

Por que o IFSC publicou a portaria nº 1450/2021?

A partir de 2018, o IFSC passou a tratar de forma mais sistemática a questão do assédio no âmbito escolar, por meio da adesão ao “Pacto Universitário em Direitos Humanos”, uma iniciativa criada pelo Ministério de Educação em conjunto com o Ministério de Justiça e Cidadania para promover a educação em direitos humanos no ensino superior. No início de 2020 a Diretoria de Assuntos Estudantis - que faz parte da Pró-Reitoria de Ensino, apresentou um mapeamento de fluxo de atendimento às vítimas de assédio, que serviu como base para o Grupo de Trabalho sobre assédio desenvolver uma minuta de protocolo de atendimento.

Em setembro do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) emitiu recomendação para que o IFSC apresentasse medidas de enfrentamento aos casos de assédio. Assim, foi o GT foi reestruturado, com a participação de servidores, estudantes, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Conselho Regional de Psicologia (CRP) que elaboraram a minuta do Protocolo de Assédio. O documento foi submetido à consulta pública, recebendo centenas de contribuições, e a minuta final foi aprovada pelo Codir e publicada na semana passada.

Do que trata a portaria nº 1450/2021 do IFSC?

Em resumo, a portaria traz o Protocolo de Atendimento do IFSC aos estudantes vítimas de assédio. O documento apresenta várias definições sobre como as equipes da Coordenadorias Pedagógicas nos câmpus devem receber as denúncias de assédio e fazer o acolhimento das vítimas e ainda conta com um roteiro de perguntas a serem respondidas no acompanhamento. 

O que é assédio?

A portaria define os tipos de assédio como:

- Assédio moral: comportamento indesejado que consiste na exposição prolongada e repetitiva de uma pessoa ou grupo de pessoas a difamação, situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes, capazes de causar ofensa à personalidade, à dignidade ou à integridade psíquica ou física.

- Assédio sexual: comportamento indesejado de caráter sexual, sob forma verbal, não verbal ou física, com o objetivo ou o efeito de perturbar ou constranger a pessoa, afetar a sua dignidade, ou de lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador, incluindo, para efeitos da normativa, os casos de importunação sexual.

-> Leia também a cartilha sobre Assédio Moral, Sexual e Discriminação produzida pelo Ministério Público Federal

Como saber se estou sofrendo assédio?

O assédio moral pode ser praticado tanto por servidores efetivos, temporários e terceirizados, quanto por outros estudantes. Conforme a portaria do IFSC recém-publicada, constituem situações que podem configurar a prática de assédio moral ao estudante: 

- Desqualificar, reiteradamente, por meio de palavras, gestos ou atitudes, a autoestima, a segurança ou a imagem de estudante ou grupo de estudantes;
- Desrespeitar limitação individual decorrente de doença física ou psíquica;
- Desprezar a pessoa em função de sua condição étnico-racial, gênero, nacionalidade, idade, religião, posição social, orientação política, sexual, filosófica, profissional, compleição física (biotipo) e pessoas com deficiência;
- Constranger, de modo frequente, atribuindo-lhe função incompatível com sua formação acadêmica ou técnica especializada, como no caso de bolsistas e estagiários;
- Isolar ou incentivar o isolamento, privando indivíduo ou grupo de pessoas de informações e treinamentos necessários ao desenvolvimento de suas atividades acadêmicas, ou do convívio com seus colegas;
- Manifestar-se jocosamente em detrimento da imagem de pessoa, submetendo-a à situação vexatória, ou fomentar boatos inidôneos e comentários maliciosos;
- Subestimar ou desvalorizar as aptidões e competências de estudante ou grupo de estudantes;
- Manifestar publicamente desdém ou desprezo pelo resultado do trabalho ou da produção acadêmica;
- Valer-se de cargo ou função comissionada para induzir ou persuadir qualquer estudante a praticar ato ilegal ou deixar de praticar ato determinado em lei;
- Quaisquer outras condutas que tenham por objetivo ou efeito degradar as condições de aprendizagem de estudante ou grupo de estudantes, atentar contra seus direitos ou sua dignidade e comprometer sua saúde física ou mental. 

Já no caso do assédio sexual, a portaria prevê as seguintes possíveis situações que possam configurar a prática de assédio sexual ao estudante:

- Fazer críticas ou brincadeiras sobre particularidades físicas e/ou sexuais;
- Seguir, espionar e/ou realizar abordagem com intuito sexual, seja física ou virtualmente;
- Insinuar ou agredir com gestos ou propostas sexuais;
- Realizar conversas impróprias de conotação sexual;
- Realizar contato físico não desejado;
- Solicitar favores sexuais;
- Realizar convites impertinentes e/ou pressionar para o estudante participar de encontros e saídas visando vantagem sexual;
- Fazer chantagem e/ou promessas de tratamento diferenciado mediante solicitação de favor sexual;
- Realizar exibicionismo de cunho sexual;
- Criar ambiente pornográfico no âmbito institucional;
- Constranger por meio de insinuações, explícitas ou veladas, de caráter sexual;
- Fazer ameaças, veladas ou explícitas, de represálias, perturbação, ofensa, caso não receba o favor sexual;
- Quaisquer outras condutas indesejáveis que tenham por objetivo ou efeito de constranger ou perturbar para a obtenção de vantagens ou favorecimentos sexuais. 

Acho que sofri ou estou sofrendo assédio no IFSC. O que fazer?

Se você é estudante do IFSC e acha que sofreu ou está sofrendo assédio - moral e/ou sexual -, entre em contato com a Coordenadoria ou Núcleo Pedagógico do seu câmpus. Neste momento em que estamos com atividades não-presenciais em função da pandemia de Covid-19, você pode enviar uma mensagem a este setor (veja aqui os contatos de cada câmpus). 

Os servidores deste setor farão o acolhimento do(a) estudante por meio de uma escuta qualificada. Depois, será preciso formalizar denúncia no sistema de ouvidorias Fala.BR. Isso pode ser feito pelo(a) diretor(a)-geral do câmpus ou do Centro de Referência em Formação e Educação a Distância, o Cerfead, a partir dos registros de acolhimento recebidos, pela vítima ou por qualquer pessoa que tenha ciência de uma situação de assédio. Caso a prática de assédio envolva o gestor responsável pela formalização da denúncia, como o diretor-geral, por exemplo, o registro do acolhimento será encaminhado ao reitor justamente para evitar constrangimentos. 

Entendemos que o acolhimento da vítima pela Coordenadoria Pedagógica do câmpus ou setor equivalente é necessário e indispensável para que o IFSC possa tomar ciência da violência sofrida e dar os encaminhamentos para o tratamento da situação. Então, a orientação agora é que a primeira coisa a fazer é entrar em contato com esse setor - antes mesmo de registrar a denúncia na nossa Ouvidoria. Após o primeiro contato, os servidores irão ouvir o(a) aluno(a) por meio de videochamada ou telefone já que ainda estamos com grande parte do nosso atendimento de forma remota. 

Esse acolhimento individual tem como objetivo aliviar o sofrimento por meio de um espaço de escuta e acolhimento, bem como também fortalecer a vítima com a reelaboração da experiência vivida frente ao assédio e, com isso, desenvolver estratégias de enfrentamento e preservação da integridade física e mental da vítima.

Em caso de denúncia de assédio, é preciso sempre se identificar?

Conforme consta na nossa portaria nº 1450/2021, é assegurado o sigilo de identidade quando o denunciante entender necessário. De acordo com o Princípio da Proteção ao Denunciante, todo indivíduo que leve aos órgãos de controle, de regulação ou de execução informações sobre atos ilegais ou prejudiciais ao interesse público deve receber proteção especial contra retaliação, perseguição ou tratamento discriminatório, seja por parte de seus superiores, do denunciado ou de autoridades públicas.  

Em caso de vítimas menores de idade, a portaria prevê que deverá ser contatado o responsável legal para ciência dos fatos, bem como será feita uma comunicação por meio de ofício ao Conselho Tutelar ou delegacia local.

Tenho medo de denunciar o assédio no IFSC

Sabemos que não é fácil para uma vítima de assédio denunciar o caso. Aliás, às vezes o assédio pode acontecer de forma velada que nem a pessoa percebe que é uma vítima. 

A decisão de revelar os abusos que está sofrendo é sempre da vítima e essa revelação deve ser espontânea. O que podemos dizer aos nossos alunos é que estamos cada vez mais preparados para lidar com essa situação e capacitando nossos servidores para fazerem uma escuta ativa, empática e qualificada, sem emissão de julgamentos, com o devido registro formal e realização de encaminhamentos quando necessários.

Se você acha que está sofrendo assédio dentro do IFSC - seja por outro estudante ou por um servidor -, não deixe de entrar em contato com o setor pedagógico do seu câmpus. A prática do assédio moral e/ou sexual é uma forma de violência que tende a levar a vítima ao sofrimento e transtornos diversos, colocando em risco sua integridade física e mental. 

No caso de situações de assédio envolvendo o gestor responsável pela formalização da denúncia, o registro do acolhimento será encaminhado ao reitor justamente para evitar constrangimentos. Estamos aqui para te ajudar!

Fiz a denúncia. E agora? 

Diante de uma revelação espontânea de assédio, o(a) servidor(a) no câmpus que receber a informação e fizer o acolhimento irá encaminhar o caso ao diretor(a)-geral do câmpus/Cerfead (ou ao reitor, caso o diretor esteja envolvido na prática) que irá providenciar o registro do fato. Neste momento, o objetivo não é a coleta de provas, mas sim a obtenção de informações necessárias para acionar os Órgãos mais adequados da Rede de Proteção que irão prosseguir com as medidas necessárias para apuração dos fatos.

As denúncias formalizadas que envolvam assédio, após apreciação da Ouvidoria do IFSC para identificar os elementos mínimos de autoria e materialidade, serão encaminhadas à Assessoria de Correição e Transparência e à Comissão de Ética, que realizarão o juízo de admissibilidade das mesmas, ou seja, que irá avaliar os indícios para a abertura de um processo.

O IFSC pode investigar denúncias?

Comentamos sobre isso no post que fizemos explicando o papel da nossa Ouvidoria. Recebemos todos os tipos de manifestações, mas sabemos que as denúncias chamam mais a atenção e merecem todo o cuidado e o IFSC tem o dever de investigá-las. 

O artigo 143 da Lei nº 8.112/1990 obriga que a autoridade competente, ao ter ciência de suposta irregularidade, promova a imediata apuração, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar. Para haver indícios de materialidade do caso, é importante que quem quiser fazer uma denúncia junte o maior número de provas e indique testemunhas para garantir que a investigação seja levada adiante. Além de apurar, a gestão da instituição deve emitir resposta quanto às solicitações ou reclamações na esfera de sua competência, principalmente demonstrando a forma como o IFSC age.

Quando é caso de polícia?

Conforme prevê a Lei 8112/90 e o Código de Ética do Servidor Público Federal, o IFSC apura administrativamente todos os atos que envolvam as condutas dos servidores do IFSC. Em casos de violência contra criança e adolescentes, a denúncia poderá também ser feita no conselho tutelar, no Ministério Público Federal e/ou na Delegacia da Infância e da Juventude - se não houver delegacia especializada, pode ser em uma delegacia normal. Cabe ao IFSC apurar administrativamente e, nos casos que envolverem  as esferas cível e criminal, fica a critério do manifestante buscar a apuração.

Nos demais casos que envolvam qualquer espécie de crime, o IFSC recomenda que a vítima, além de cadastrar manifestação na Ouvidoria da instituição, registre, também, uma ocorrência na Delegacia de Polícia mais próxima. Esta ocorrência poderá ser apresentada ao IFSC como um dos elementos de prova para apuração administrativa.

-> Entenda o que faz a Ouvidoria do IFSC

O que pode acontecer com quem pratica assédio no IFSC?

Nos casos de assédio entre alunos, caso haja a confirmação do assédio, o fato é considerado uma falta grave e serão aplicadas as sanções prevista no Código de Convivência Discente - que já foi aprovado pelo Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão, o Cepe, e irá para aprovação ainda do Conselho Superior, o Consup. O Código prevê que a infração será tratada primeiro por medidas educativas, depois por medidas complementares e, por fim, por meio de medidas disciplinares, podendo levar até a uma suspensão e cancelamento da matrícula no IFSC.

Caso o assédio envolva trabalhadores terceirizados, a administração do IFSC encaminha a apuração na esfera civil e criminal e adota os desmembramentos administrativos previstos na relação contratual com a empresa.

Se o assédio for praticado por servidor público federal estável ou temporário, a penalidade irá variar conforme a gravidade do fato apurado, que depende diretamente do que for comprovado no processo administrativo. Assim, as sanções variam entre advertência, suspensão e demissão no âmbito disciplinar.  No caso dos servidores públicos federais, considera-se a lei 8112/90 e o Código de Ética do Servidor Público.

Ficou com mais dúvidas? Leia a portaria normativa na íntegra clicando aqui. Se precisar, procure o setor Pedagógico do seu câmpus ou mande mensagem para nossa Ouvidoria.

Este assunto é tão importante que o IFSC irá lançar em breve uma campanha de conscientização contra o assédio dentro do Instituto. Divulgaremos nos nossos canais!

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Internet e dados pessoais: como posso me proteger?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 19 mai 2021 11:17 Data de Atualização: 19 mai 2021 11:44

Você já percebeu que, há algum tempo, quando você fornece um dado para uma empresa, como e-mail ou telefone, tem que autorizá-la a ter acesso a essa informação? Isso tem uma explicação que se resume em quatro letras que formam uma sigla muito falada por aí: LGPD. Traduzindo: Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais ou Lei nº 13.709 de 14 de agosto de 2018.

Essa lei é de 2018, mas entrou em vigor em 2020, para que as empresas tivessem tempo de se adaptar às mudanças. E agora está todo mundo na correria porque empresas e instituições que não cumprirem as regras podem ser penalizadas a partir de agosto deste ano.

Meme do apresentador Sílvio Santos jogando dinheiro com a frase Quem quer dados pessoais?

Aqui no IFSC, publicamos nesta semana uma Instrução Normativa para regulamentar o uso de dados pessoais de forma institucional de acordo com a LGPD.

Mas e você com isso?

Você tem tudo a ver porque nós somos dados e o direito ao tratamento de dados adequado é um direito fundamental que todos nós temos previsto na nossa Constituição Brasileira.

Por isso, no post de hoje, vamos explicar o que você precisa saber da LGPD. Para isso, usaremos, além da própria legislação, as informações da live que promovemos nesta semana sobre esta lei com a Andrea Willemin, oficial de Proteção de Dados da Comunidade Européia e assessora da comissão e do grupo de trabalho de Proteção de Dados do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). 

Se você quiser assistir à gravação da live na íntegra, veja abaixo:

O que são dados?

Quando falamos em dado, é algo tão abstrato, não? A palestrante convidada para a live do IFSC, Andrea Willemin, fez uma analogia comparando um dado a um átomo. Assim como os átomos, os dados são invisíveis, porém seu papel é fundamental para nosso organismo. Os dados são vitais para a nossa vida e nós mesmos somos dados. 

Para que servem os dados?

O uso dos dados influencia não apenas o modo como cada um de nós se comporta, mas também a vida de toda a nossa sociedade. Esta influência pode ser tanto para a melhoria da qualidade de vida de alguém quanto para piorar ou destruir a vida de outra pessoa.

Meme com a frase Fale-me mais sobre privacidade não ser importante quando eu der seu endereço pras inimigas

Todas as atividades que fazemos hoje geram dados. Os aplicativos que abrimos no nosso celular, os cliques que damos no computador, o que assistimos no YouTube ou na Netflix, o que lemos nas mídias sociais, por onde andamos com o serviço de localização ativado, o que escutamos no Spotify… 

Quando você entra na farmácia e o atendente pede o número do seu CPF para ver se há descontos, você está fornecendo seus dados. Quando você deixa seu e-mail para receber um e-book gratuito, você está fornecendo seus dados. 

Hoje os dados fazem parte de tudo e a nova economia é baseada nisso. Por isso, falamos que somos uma sociedade da informação

Mas isso não significa que cada um faz o que bem entende com qualquer dado. Na nossa live, a Andrea, inclusive, alertou que a preocupação com os dados vai além de uma questão de privacidade, pois trata do seu direito de poder existir ou não na sociedade da informação. Segundo ela, o dado vai além da privacidade porque ele está ligado à nossa personalidade, aquilo que nós somos e queremos mostrar.

Imagem personagem da série Black Mirror vendo sua pontuação

Alguém assistiu o episódio de Black Mirror da imagem acima? Dados tem tudo a ver com isso! 

E foi nesse sentido de nos proteger que foi criada a LGPD.

O que é LGPD?

É a sigla para Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, criada em 2018. Conforme consta no seu artigo 1º:

Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

Traduzindo, a LGPD estabelece regras para a coleta, a utilização,o  armazenamento e o  compartilhamento dos dados de pessoas por empresas - públicas ou privadas.

-> Leia a LGPD na íntegra

Para que serve a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais estabelece um framework único de proteção de dados para todo o País, ou seja, regras como transparência, governança de dados e os direitos dos titulares. O titular é a pessoa a quem se referem os dados pessoais que são objeto de tratamento. Se você se inscreve no processo seletivo do IFSC, por exemplo, e preenche o nosso formulário de inscrição, você é o titular dos dados.

Além disso, a lei indica quem é responsável pelo tratamento dos dados, estabelece novos parâmetros para transferência internacional de dados pessoais, além de multas e punições para quem não cumprir a legislação.

Por que está se falando tanto da LGPD?

Porque a partir de agosto deste ano as instituições que não cumprirem a LGPD estarão sujeitas às punições previstas na legislação.  A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) será responsável por fiscalizar e aplicar sanções em caso de descumprimento à legislação.

Tipos de dados

A LGPD traz alguns conceitos explicando a diferença entre os dados. São eles:

- dado pessoal: informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável;
- dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural;
- dado anonimizado: dado relativo a titular que não possa ser identificado, considerando a utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis na ocasião de seu tratamento;
- banco de dados: conjunto estruturado de dados pessoais, estabelecido em um ou em vários locais, em suporte eletrônico ou físico;

Entre os dados pessoais mais comuns, temos CPF, RG, endereço, e-mail e número de telefone. Já os dados sensíveis são os que definem mais as pessoas, podendo gerar discriminação.

Tratamento dos dados: quem faz o quê?

Além do titular, a LGPD estabelece outros papéis relacionados ao tratamento de dados:

- controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais;
- operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador;
- encarregado: pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a ANPD;   
- agentes de tratamento: o controlador e o operador;

-> Acesse a página da LGPD do IFSC e veja quem é nosso encarregado

Quando falamos em tratamento de dados, nos referimos a toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração. Ufa! ??

O que muda com a LGPD? 

Todos os dados que antes eram da instituição agora passam a ser do titular do dado e a instituição não pode tratar o dado sem a sua autorização. É aí que entram as mensagens das empresas pedindo o seu consentimento. Quando você assinala que está de acordo, você concorda com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada.

Aí entra outra diferença da LGPD. Agora as empresas não podem pedir todos os dados das pessoas só para ter caso um dia precisem. A instituição só pode trabalhar com um dado pessoal se tiver uma finalidade para o tratamento desse dado e não pode desvirtuar seu uso. Ou seja, se você autorizou a empresa a ter seu endereço de e-mail para te enviar uma newsletter, ele não pode ser utilizado para outra coisa que não o envio desta newsletter e também não pode compartilhar seu endereço de e-mail com outras empresas para que elas o utilizem.

Isso vai exigir que a gente trabalhe com minimização de dados, ou seja, antes de fazer um formulário precisamos refletir sobre quais dados são necessários para a finalidade da coleta de dados. Não devemos mais fazer um questionário gigante só para aproveitar que a pessoa já está respondendo mesmo. 

Quais os seus direitos?

Quando você fornece seu dado a alguma empresa, você é o titular dos dados e por isso tem direitos previstos na LGPD. São eles:

- Confirmação de que existe um ou mais tratamento de dados sendo realizados
- Acesso aos dados pessoais conservados que lhe digam respeito
- Correção de dados pessoais incompletos, inexatos ou desatualizados
- Eliminação de dados pessoais desnecessários, excessivos ou caso o seu tratamento seja ilícito
- Portabilidade de dados a outro fornecedor de serviço ou produto, observados os segredos comercial e industrial
- Eliminação de dados (exceto quando o tratamento é legal mesmo que sem o consentimento do titular)
- Informações sobre compartilhamento de seus dados com entes públicos e privados, caso isso exista
- Informações sobre o não consentimento, ou seja, sobre a opção de não autorizar o tratamento e as consequências da negativa
- Revogação dos consentimentos nos termos da lei
- Reclamação contra o controlador dos dados junto à autoridade nacional
- Oposição caso discorde de um tratamento feito sem o seu consentimento e o considere irregular

Quais as punições para quem desrespeitar a LGPD?

O capítulo VIII da LGPD trata exclusivamente das sanções administrativas que quem desrespeitar as normas pode sofrer. Entre as punições, estão: advertência, multa simples, multa diária, publicização da infração, suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração e até proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados.  

Será que meus dados vazaram?

Em janeiro deste ano, 220 milhões de brasileiros tiveram seus CPFs vazados. Mas, afinal, tem como saber se os seus dados vazaram?  

A LGPD determina que cabe ao controlador comunicar à Autoridade Nacional de Proteção de Dados e ao titular a ocorrência de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares. Portanto, caso ocorra algum vazamento de dados, a empresa ou a instituição deverá entrar em contato com você. 

Caso você tome conhecimento da fonte dos dados vazados, pode entrar em contato direto com as organizações controladoras dos dados para indagar se suas informações estão entre as que foram supostamente expostas, bem como quais dados, especificamente, foram atingidos.

A ANPD - Autoridade Nacional de Proteção de Dados - recomenda que você não responda a e-mails que declarem que seus dados foram expostos nem utilize sites suspeitos para realizar essa verificação. Esses mecanismos geralmente requerem que o cidadão compartilhe alguns de seus dados pessoais para realizar a suposta verificação e isso pode aumentar a sua exposição.

Outra dica da ANPD é trocar as senhas e demais informações de acesso aos serviços e às plataformas que foram afetadas por vazamento de dados. Também é recomendável que se utilize autenticação de dois fatores sempre que disponível, além de seguir monitorando a atividade nas contas e nos serviços potencialmente relacionados aos dados vazados. 

Se você verificar que seus dados foram utilizados de maneira fraudulenta – por exemplo, para abrir uma conta ou para adquirir algum bem – procure os provedores do serviço, além de reportar a ocorrência à autoridade policial, para viabilizar a apuração e resguardar-se.

-> O Banco Central do Brasil disponibiliza uma consulta para acompanhamento de seu CPF/CNPJ em instituições bancárias, onde é possível identificar as contas ativas em bancos, chaves PIX, empréstimos e financiamentos, dentre outras opções

E aí, entendeu melhor a LGPD? Fique tranquilo(a) que aqui no IFSC já estamos trabalhando faz tempo para nos ajustar à legislaçãoe fornecer a segurança para seus dados. ??

Se tiver alguma dúvida sobre os dados que o IFSC coleta, entre em contato com o nosso encarregado pelo e-mail encarregado.lgpd@ifsc.edu.br.

Para mais informações sobre a LGPD, entre em contato com a ANPD.

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