O que você pode fazer no IFSC em 2023?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 28 dec 2022 06:30 Data de Atualização: 28 dec 2022 11:22

O ano chegou ao fim e você só quer saber de terminar logo e descansar um pouco? Isso é bem importante, mas que tal já ficar de olho nas possibilidades para 2023? Aqui no IFSC, o que não faltam são oportunidades para você estudar e participar dos nossos projetos e eventos.

Por isso, neste último post do ano, reunimos informações interessantes com tudo o que você pode fazer no IFSC em 2023.

Vamos lá?

Motivos para estudar no IFSC

Antes de listar tudo o que você pode fazer aqui, achamos importante destacar por que você deve vir pro IFSC caso ainda não seja nosso aluno. Será que dizer que todos os nossos cursos são gratuitos e de qualidade (🏆 melhor instituto federal do País) já é o suficiente? 😊🧐😬

Leia então os motivos que reunimos neste post que mostram por que o IFSC é uma mãe. ❤️

Mas melhor do que a gente mesmo falar, é deixar nossos alunos e egressos darem seus depoimentos. No vídeo abaixo, três estudantes dos nossos cursos de graduação contam por que escolheram o IFSC e as oportunidades que você só terá em uma instituição pública de educação:

 

E quando a recomendação vem de quem estudou aqui é sinal de que estamos fazendo um bom trabalho, não? Pois vejam os depoimentos de diversos egressos nesta série de posts que fizemos no nosso Instagram.

Estude no IFSC em 2023

Se a vontade de estudar no IFSC já está on, agora é hora de saber quais cursos temos e quando abrem as inscrições.

Vamos por partes:

Cursos ofertados

Temos desde cursos de qualificação até pós-graduação e já fizemos posts explicando cada um deles. Veja só:

-> Cursos de qualificação profissional
-> Cursos de idiomas
-> Cursos Proeja
-> Ensino Médio Técnico
-> Cursos técnicos
-> Cursos de graduação
-> Cursos de pós-graduação

É tanto curso que você pode ficar na dúvida de quais pode fazer. Mas calma que já pensamos em tudo.

-> Veja aqui quem pode estudar no IFSC (Spoiler: praticamente todo mundo ☺️)
-> Faça nosso teste para saber quais cursos do IFSC você pode fazer

Se você já estuda aqui, mas não está gostando do seu curso, pode mudar de curso pelo processo de transferência interna. Para quem estuda em outra instituição e quer vir pra cá, também é possível fazer uma transferência externa. E para quem já é formado e quer voltar a estudar, temos o processo chamado de retorno. Explicamos tudo sobre transferência e retorno neste post

Quando se inscrever 

Neste momento, estamos com algumas inscrições abertas:

Também temos vagas remanescentes abertas para vários outros cursos especialização. Como já comentamos por aqui, essas são aquelas vagas que não foram preenchidas pelo processo seletivo regular e, agora, são preenchidas por ordem de inscrição. Há vagas para os cursos de Educação em Ciências e Matemática (Câmpus Jaraguá do Sul - Centro), Pesquisa e Prática Pedagógica (Câmpus Gaspar), e em Educação Científica e Matemática (Câmpus Araranguá). Os prazos de inscrição variam para cada curso.

Aliás, para saber mais sobre nossas vagas remanescentes e ver mais o que tem aberto, clique aqui.

Esses cursos todos iniciam em 2023. E você já pode se programar para os outros cursos que terão inscrições abertas no ano que vem. Veja aqui o nosso calendário de inscrições.

Para não perder nenhuma oportunidade, deixe o seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse que a gente te manda uma mensagem sempre que estivermos com inscrições abertas (?? só fica de olho na sua caixa de entrada e no spam).

Outras oportunidades

Além de fazer nossos cursos, é possível participar de nossos projetos de extensão e eventos que promovemos. Para ficar por dentro, a dica é acompanhar o nosso Portal e os sites dos câmpus e também nossas mídias sociais.

-> 10 motivos para você não dizer que não sabia

E aí? Podemos te esperar por aqui em 2023?

Esperamos que sim! ??

Se tiver sugestões de assuntos para abordarmos aqui no próximo ano, envie e-mail para blog@ifsc.edu.br. Voltamos com nossas publicações em fevereiro. 

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Como funcionam os cursos de idiomas no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 14 dec 2022 09:53 Data de Atualização: 14 dec 2022 10:30

Você sabia que é possível aprender outros idiomas gratuitamente aqui no IFSC? Os cursos de idiomas fazem parte da nossa oferta de cursos de qualificação profissional e a seleção é por sorteio. Agora facilitou, não? ☺️

-> Entenda melhor o que é um curso FIC ou de qualificação profissional

Neste post vamos explicar como funciona tudo, desde o processo de ingresso, o teste de nivelamento até a matrícula. Então, vamos lá!

Quais são os cursos de idiomas oferecidos pelo IFSC?

Em geral, os cursos oferecidos variam a cada processo seletivo, mas de modo geral ofertamos inglês, espanhol, francês, alemão, português para estrangeiros, português para pessoas surdas e Libras. Inclusive, temos também curso de inglês voltado para Testes de Proficiência. Legal, né? 

Temos cursos presenciais (ofertados por diversos câmpus) e a distância. A cada processo seletivo, teremos um edital que informará quais os cursos disponíveis e onde eles serão oferecidos.

-> Se você tem dúvidas sobre o que é o edital, explicamos sobre ele neste post aqui do Blog do IFSC     

Quem pode fazer os cursos de idiomas do IFSC?

O IFSC é uma instituição de ensino pública. Isso significa que os cursos oferecidos são gratuitos e abertos a todos que preencham os pré-requisitos. Os pré-requisitos são importantes para que a pessoa consiga compreender o que será ensinado e também para que possamos organizar turmas com níveis semelhantes de conhecimento. Mas não é necessário já ser estudante do IFSC para estudar algum idioma conosco. Os cursos são abertos aos nossos alunos, é claro, mas também à comunidade.

-> Quem pode estudar no IFSC? 

No caso dos cursos de idiomas, cada um deles terá os próprios pré-requisitos, que variam de acordo com as possibilidades de oferta e também com a própria demanda percebida pelos câmpus. Alguns exemplos de pré-requisitos são: Ensino Fundamental completo ou Ensino Médio incompleto, ter mais de 16 anos etc. Vale lembrar que, em geral, as vagas pedem apenas um ou dois pré-requisitos, por isso não se assuste e leia com atenção o edital. É neste documento que você encontrará essas e muitas outras informações.

Temos cursos para quem não tem nenhum conhecimento de outra língua estrangeira e também para quem já sabe alguma coisa. Neste caso, temos um teste de nivelamento para entendermos melhor o seu nível de conhecimento e ver qual turma será melhor para você iniciar seus estudos. Na sequência, vamos explicar melhor como funciona esse processo.

-> Faça nosso quiz para descobrir quais cursos do IFSC você pode fazer

Como posso fazer os cursos de idiomas do IFSC?

Os cursos de qualificação profissional e idiomas têm quatro ingressos por ano. Você pode acompanhar o calendário de inscrições no nosso site ou ainda deixar seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse para receber uma mensagem quando estivermos com inscrições abertas. Sempre que abrimos vagas divulgamos tudo no nosso site e nas nossas mídias sociais. 

(⚠ Inclusive, estamos com inscrições abertas neste momento para cursos de idiomas com início em 2023. Clique aqui e veja as vagas disponíveis.)

A seleção para os cursos de idiomas é por sorteio. Todas as informações sobre o processo seletivo dos cursos de idiomas estarão explicadas no edital, como o número de vagas disponíveis para cada curso, em quais câmpus os cursos serão ofertados, os pré-requisitos, os links para fazer a inscrição e também como deverá ser feita a matrícula. Percebeu a importância do edital?

Edital publicado e agora?

Muito bem! Depois de ler o edital e escolher o curso do seu interesse, você precisará fazer a inscrição. A inscrição é feita exclusivamente pela internet - pelo Portal de Inscrições do IFSC - e não tem custo algum - assim como o curso, que é todo gratuito.

Veja um passo a passo de como fazer a inscrição:

 

Também temos vídeos explicando o passo a passo para se inscrever nos nossos cursos em Libras, espanhol e francês.

É preciso fazer teste de nivelamento?

Se você escolher começar um curso de idioma no nível básico ou nível 1 não precisará realizar nenhuma prova. Basta se inscrever e aguardar o sorteio das vagas. 

Para ingresso nos cursos de idiomas a partir do nível/módulo 2 (ou seja, para pessoas que já têm algum conhecimento da língua que deseja estudar), o candidato deverá realizar um teste de nivelamento ou ter sido aprovado em nível/módulo anterior ao que deseja ingressar ou comprovar carga horária exigida, conforme indicado no edital. As informações para realização dos testes de nivelamento constarão no edital.

Os testes são feitos de maneira on-line e devem ser realizados antes de efetuar a inscrição, assim, o candidato saberá em qual nível se encaixa e poderá realizar a inscrição na turma correta.

O teste não tem custo e é dividido por idioma. O link para o teste de cada idioma é disponibilizado no edital. A conclusão do teste servirá como comprovante para atestar a proficiência necessária para o nível que será cursado.

Vale ressaltar que existem exceções como: aplicação de uma prova oral e/ou escrita no primeiro dia de aula ou até mesmo a não aplicação da prova. Para saber qual é a forma aplicada para o seu nível é fundamental ler o edital. Essa informação estará na coluna dos pré-requisitos. Veja no exemplo:

Tabela do edital com cursos de idiomas

De toda forma, o candidato deverá primeiro se inscrever pelo Portal de Inscrições e, sendo sorteado, deverá apresentar o teste de nivelamento ou outro documento conforme edital no momento da matrícula.

Inscrição x Matrícula

Atenção: inscrição e matrícula são coisas diferentes. Aquele link de inscrição que você preencheu sinaliza que você tem interesse em cursar determinado curso, mas não garante a vaga. 

-> Entenda a diferença entre inscrição e matrícula

Depois que você e outros candidatos preencherem o formulário, vamos contabilizar quantos são os interessados em fazer o curso. Lembrando que cada candidato poderá fazer apenas uma inscrição por curso, sendo válida apenas a última. E se houver mais interessados do que vagas disponíveis, vamos realizar um sorteio para selecionar um grupo de pessoas entre os interessados que preencheram o formulário de cadastro.

Todos os inscritos participam do sorteio e recebem uma classificação. Os primeiros colocados serão considerados aprovados. O tamanho da lista de aprovados varia conforme o número de vagas disponíveis. Os nomes seguintes entram para a lista de espera. Para o nível 1, a lista de espera pode ter até 100 candidatos, já para os níveis a partir do 2, a lista tem o triplo de candidatos em relação ao número disponível de vagas.

Por exemplo, para um curso (nível 1) de 20 vagas, os 20 primeiros sorteados farão parte da lista de aprovados e os próximos 100 sorteados estarão na lista de espera. Agora, se o curso é para outros níveis e, digamos, que tenha 10 vagas, os primeiros 10 sorteados estarão na lista de aprovados e os 30 seguintes, para a lista de espera. 

Quem está na lista de espera poderá ser chamado caso alguém da lista de aprovados desista. Por isso, quem está na lista de espera deve enviar a documentação necessária para matrícula no período especificado no edital, assim como quem está na lista de aprovados. 

Até quem está na lista de espera? Sim! Porque caso algum dos sorteados do primeiro grupo não encaminhe a documentação no período correto ou desista da vaga, ela será aberta para o primeiro da lista de espera. Se uma segunda pessoa também desistir, a vaga será oferecida para a segunda pessoa da lista de espera e assim sucessivamente.

O envio da documentação no prazo adequado é fundamental para a matrícula, que será online. Ou seja, o IFSC não recebe documentos físicos no processo de matrícula. Dessa forma, quem está em uma das duas listas, deverá acessar o link de matrícula disponibilizado no edital. 

Ao acessar o link, você encontrará um campo para selecionar o curso para o qual se inscreveu e também áreas para enviar os documentos solicitados. A documentação poderá ser enviada em formato de documento (.pdf) ou de imagem (.jpg, .png, etc.), neste caso, você poderá tirar fotos em boa resolução da documentação e subi-las na plataforma.

-> Veja aqui o tutorial de como fazer a matrícula

É importante que você fique atento ao cronograma apresentado no edital e ao nosso sistema de resultados. Nele será divulgado o resultado do sorteio e também a chamada da lista de espera.

Nenhuma etapa do processo será realizada de maneira presencial. Caso você tenha alguma dificuldade de acesso à internet, poderá fazer tanto a inscrição quanto a matrícula em um dos computadores disponíveis para a comunidade nos nossos câmpus. Para isso, basta entrar em contato pelo endereço informado no edital e a pessoa responsável no câmpus poderá lhe passar as orientações. 

Outras dúvidas sobre nossos cursos de idiomas

Não fui sorteado. E agora?

Calma! Nem tudo está perdido. Caso ainda sobrem vagas mesmo com a chamada dos alunos da lista de espera, será aberto o processo chamado de vagas remanescentes, que ficam disponíveis aqui

-> Entenda como funcionam as vagas remanescentes do IFSC

A forma de ocupação dessas vagas é um pouco diferente: quem pode ocupá-las não precisa necessariamente ter feito a inscrição anteriormente. Quando elas são abertas é aberto um novo período para inscrição, mas aí os interessados não serão selecionados por sorteio e sim por ordem de inscrição.

Geralmente são poucas vagas. Por isso, é preciso estar atento! Caso você seja contemplado com uma vaga remanescente para cursos de idiomas dos níveis intermediário ou avançado é preciso prestar atenção também ao período e a forma do teste de nivelamento, que estarão disponíveis no edital de abertura da vaga.

Sou estrangeiro. Posso me inscrever?

Sim! Todos que residem no Brasil podem se inscrever para os cursos de idiomas do IFSC. A condição é que preencham os pré-requisitos necessários e, no caso de estrangeiros, possuam CPF.

-> Assista a esta reportagem sobre um curso de Português dado no IFSC para haitianas

Já sou aluno do curso de idiomas do IFSC. Preciso fazer a inscrição novamente?

A inscrição, não. Mas a matrícula, sim. Quem já é nosso aluno do curso de idiomas e quer seguir estudando nos próximos níveis fará apenas o processo de matrícula. Nesse caso, o estudante deverá se informar na secretaria ou registro acadêmico do seu câmpus sobre os prazos e procedimentos.

As vagas disponíveis nos editais de ingresso (para níveis a partir do 2) são aquelas que estão ociosas nas turmas e não se aplicam a quem já é nosso aluno nos cursos de idiomas.

Ficou com dúvidas sobre nossos cursos de idiomas? Mande um e-mail para ingresso@ifsc.edu.br ou diretamente para o câmpus no qual você pretende fazer o curso. A lista com os contatos está disponível no edital.

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Cursos de eletro: qual a diferença entre eles?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 30 nov 2022 09:40 Data de Atualização: 16 dec 2022 08:36

Você sabia que no IFSC oferecemos cursos técnicos em Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrotécnica e Eletrônica? Os nomes parecidos podem confundir. E quem não conhece, pode ficar na dúvida em qual se inscrever quando abrimos novas vagas para esses cursos.

⚠ (Aliás, estamos com inscrições abertas até 9 de dezembro para esses e vários outros cursos técnicos! Confira aqui.)

Apesar de todos terem “eletro” no nome, cada um desses cursos têm especificidades e características próprias. No post de hoje, vamos explicar essas diferenças e quem nos ajudou a entender foi o chefe do Departamento Acadêmico de Eletrônica (DAELN) do Câmpus Florianópolis, Golberi de Salvador Ferreira.

Eixo tecnológico Controle e Processos Industriais

O Ministério da Educação (MEC) organizou os cursos técnicos de acordo com suas características, colocando em um mesmo grupo (ou eixo) aqueles que possuem semelhanças. O MEC lançou então um Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, que apresenta 13 eixos tecnológicos que englobam todos os cursos técnicos regulamentados.

Os quatro cursos técnicos (técnico em Eletroeletrônica, técnico em Eletromecânica, técnico em Eletrotécnica e técnico em Eletrônica) fazem parte do eixo tecnológico Controle e Processos Industriais. O eixo compreende tecnologias associadas aos processos mecânicos, eletroeletrônicos e físico-químicos. Abrange ações de instalação, operação, manutenção, controle e otimização em processos, contínuos ou discretos, localizados predominantemente no segmento industrial, alcançando também em seu campo de atuação, instituições de pesquisa, segmento ambiental e de serviços.

A atuação dos profissionais dessa área está relacionada aos processos mecânicos e eletroeletrônicos, necessários para instalar, operar, adaptar e dar manutenção em processos industriais. Aqui no IFSC, esses cursos técnicos são oferecidos nas modalidades integrado, subsequente e concomitante ao Ensino Médio.

-> Entenda a diferença entre os cursos técnicos do IFSC

De maneira bem resumida, na modalidade integrada, o aluno faz o curso técnico e o Ensino Médio no IFSC. A modalidade concomitante é parecida, mas a diferença é que o aluno cursa o Ensino Médio em outra escola e faz apenas o técnico aqui. Por fim, o subsequente é para quem já concluiu o Ensino Médio.

Diferença entre os cursos do IFSC

Vamos ver agora as diferenças entre cada um dos cursos de eletro. No vídeo abaixo, o professor e chefe do Departamento Acadêmico de Eletrônica (DAELN) do Câmpus Florianópolis, Golberi de Salvador Ferreira, explica as características dos cursos técnicos em Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrotécnica e Eletrônica, mencionando ainda os cursos técnicos em Telecomunicações e Mecatrônica por terem uma conexão com os de eletro:


Em função das especificidades de cada curso, cada técnico terá uma atuação diferente depois de formado. Para o estudante do curso técnico subsequente em Eletrônica, Júlio Cezar Romão, o curso foi uma oportunidade de qualificação e mudança de área:

“O curso técnico do IFSC foi muito importante para mim, até aquele momento eu não tinha uma carreira, trabalhava como vendedor no comércio, ou seja não tinha diferencial. Se ficasse desempregado não seria muito fácil o retorno ao mercado de trabalho”.

Hoje Júlio trabalha em uma empresa com manutenção e instalação de alarmes e de Circuitos Fechados de TV (CFTV) e tem certeza que acertou na escolha da área de formação.

A preocupação do Júlio é também uma das principais preocupações do IFSC. O professor Golberi também comentou sobre o mercado de trabalho de acordo com cada área e reforça que todas as ofertas de cursos disponíveis sempre são voltadas às demandas do mercado, diminuindo as chances dos alunos ficarem desempregados:

 

Veja um resumo dos principais pontos de cada curso:Tabela mostrando a diferença dos cursos técnicos do IFSCInclusive, alguns desses cursos estão entre os mais antigos do IFSC. Por exemplo, o curso de Eletromecânica foi criado em 1968 no Câmpus Florianópolis. No ano seguinte, foi criado o laboratório de Eletrotécnica e algum tempo depois, em 1987, o curso de Eletrônica.  

Conheça melhor os cursos

Técnico em Eletroeletrônica

Técnico em Eletromecânica

Técnico em Eletrônica

Técnico em Eletrotécnica

-> Saiba mais sobre a atuação do técnico em eletrônica nesta reportagem do Profissões em Curso do IFSC 

Técnico em Telecomunicações

Técnico em Mecatrônica

Como escolher entre eles?

Para Júlio, eletrônica sempre foi algo que despertou curiosidade:

“Desde pequeno, abria meus carrinhos movidos a pilha e tentava entender o motivo de eles fazerem o que faziam. Aí, quando pensei em ter uma carreira, tentei lembrar de algo que me estimulasse, algo que não seria somente trabalho, seria quase um hobby”.

Todos os cursos desse eixo atuam no setor tecnológico, envolvendo a área de exatas como matemática e física. Por isso, é interessante que quem deseja se inscrever em um desses cursos, goste dessas áreas do conhecimento, como explica Golberi. Confira:


Para quem está na dúvida sobre o curso e a carreira a ser seguida, o MEC lançou o aplicativo SouTec. Nele, o estudante pode realizar um teste com 72 questões que avaliam suas preferências. Quando terminar, terá acesso a um resumo e a um relatório completo explicando qual é o seu perfil profissional. 

-> Ficou curioso(a) para saber se o curso escolhido é concorrido? Veja as estatísticas aqui!

Se o seu perfil não se enquadra nos cursos do Eixo tecnológico Controle e Processos Industriais, não tem problema. No IFSC temos cursos nos seguintes eixos de ensino técnico: Ambiente e Saúde; Desenvolvimento Educacional e Social; Informação e Comunicação; Infraestrutura; Produção Alimentícia; Produção Cultural e Design; Turismo, Hospitalidade e Lazer; Segurança; Gestão e Negócios.

-> Para saber mais, acesse aqui o Guia de Cursos disponíveis no IFSC
-> Faça nosso teste para saber qual curso do IFSC você pode fazer

Se você se interessou por algum desses cursos, aproveita que estamos com inscrições abertas para nossos cursos técnicos com início em 2023. Temos ainda um Cadastro de Interesse, em que você deixa seu e-mail e é avisado(a) quando estivermos com vagas abertas.

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Que lições do futebol podemos tirar para os estudos?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 16 nov 2022 09:16 Data de Atualização: 16 dec 2022 08:37

Começa no próximo domingo, dia 20, um dos eventos esportivos mais importantes do planeta e que tem uma relevância enorme para os brasileiros. É a Copa do Mundo de futebol masculino, que chega a sua 22ª edição. A Seleção Brasileira é a maior vencedora da competição, com cinco conquistas, e tentará a sexta taça jogando no Catar, país do Oriente Médio que será a sede do torneio.

O futebol é o esporte mais popular do Brasil, o que - aliado ao sucesso da Seleção Brasileira, -ajuda a explicar por que a Copa do Mundo é tão importante para nós. A cada quatro anos, ruas e casas são decoradas de verde e amarelo e famílias e amigos reúnem-se para torcer pelos nossos jogadores. Aproveitando o momento e o clima (tá todo mundo respirando Copa do Mundo, não é?), trazemos algumas lições do futebol que você pode levar para os estudos e também algumas curiosidades sobre esse evento.

Quem vai nos ajudar a abordar essas lições é a Carine Marla Bosetti, que tem as experiências de ser estudante, atleta (inclusive com participação em Copa do Mundo Sub-17 pela Seleção Brasileira) e hoje treinadora de futebol. Aos 31 anos, ela é graduada em Educação Física e tem pós-graduação em Gestão da Saúde Pública e em Fisiologia Aplicada ao Exercício Físico, além de ter feito vários cursos específicos para capacitação de treinadores da modalidade.

Catarinense de Concórdia, Carine foi jogadora de futsal e de futebol, tendo sido convocada para a Seleção Brasileira Sub-17 que disputou a Copa do Mundo da categoria em 2008, na Nova Zelândia. Desde 2017, vem atuando fora de campo, como preparadora física, auxiliar-técnica e treinadora de dois times de Caçador, onde vive, que disputam competições estaduais, brasileiras e sul-americanas: o Napoli e o Avaí/Kindermann, sua equipe atual, onde assumiu como treinadora (era auxiliar-técnica anteriormente) em junho, durante a disputa do Campeonato Brasileiro feminino.

Confira a seguir cinco lições do futebol que Carine leva para os estudos e que ela compartilhou com o Blog do IFSC.

1 - Disciplina

No futebol, disciplina está ligada tanto ao cumprimento das regras do jogo como ao respeito aos outros (companheiros de time e adversários) e à própria organização pessoal. Nos estudos, também há regras (sejam das instituições, de processos seletivos etc.) que devem ser compreendidas e cumpridas. Também devemos sempre respeitar professores, colegas de turma e concorrentes (no caso de processos seletivos) e ter rotina e métodos organizados para conseguir compreender os conteúdos.

“Assim como no futebol, para ir bem nos estudos devemos ter disciplina na maneira como nos conduzimos e agimos para buscar os nossos objetivos”, resume Carine.

Aqui no Blog do IFSC já produzimos alguns posts com dicas sobre como organizar seus estudos. Confiram com a gente no replay:

-> Dicas para organizar seus estudos
-> Como organizar uma rotina de estudo
-> 10 dicas para se preparar para o Enem

2 - Concentração

O atleta de futebol tem uma vida fora do esporte, com distrações e problemas, como qualquer pessoa. No entanto, para ter sucesso na modalidade, é importante concentrar-se nela nos momentos em que for exigido. Como diz Carine, “manter os olhos e o coração fixos naquilo que queremos”.

“Quando estamos concentrados naquilo que fazemos, temos a capacidade de executar melhor nossas ações e até mesmo de ouvir de maneira adequada, fundamental no esporte e nos estudos. Os ruídos sempre irão atrapalhar se não estivermos concentrados no que fazemos e aonde queremos chegar”, destaca.

Então, seja para uma partida de futebol ou para as aulas, a dica é: evite ruídos e concentre-se no que está fazendo, cuidando sempre da sua saúde mental para ter um bom rendimento.

3 - Comunicação

Estudar não é apenas absorver conhecimento, mas também repassá-lo e compartilhá-lo. Momentos como a apresentação de um trabalho em sala de aula ou em um evento fazem parte da vida dos estudantes, especialmente dos alunos do IFSC. Na graduação e no mestrado, é muito comum também nossos estudantes ministrarem aulas, precisando exercer suas habilidades comunicativas.

No futebol, não é diferente. O atleta tem que ouvir as instruções do treinador, mas também saber se comunicar para dialogar com ele, com seus companheiros de time, torcida e imprensa. Carine afirma que é importante, no futebol e nos estudos, “saber falar ou transmitir aquilo que queremos na forma como nos expressamos, seja de forma escrita, falada ou através da linguagem corporal”.

“Se tivermos uma boa comunicação, seremos ouvidos como queremos nos expressar, influenciaremos pessoas e, de certa forma, nossas atitudes e palavras não irão se confrontar, o que no futebol é importante para gestão de pessoas e nos estudos para expressar nosso conhecimento”, explica.

4 - Foco

Todo time tem um objetivo no campeonato. No fundo, todos querem conquistar a taça, mas, para alguns, uma colocação intermediária, uma boa participação ou mesmo evitar o rebaixamento para uma divisão inferior são suficientes. Os atletas também podem ter suas metas individuais, como conquistar prêmios, ser o artilheiro (jogador com mais gols) da competição ou ter um bom desempenho para conseguir um contrato melhor com sua equipe ou uma transferência para outra. Para atingir essas metas, sejam coletivas ou individuais, é importante ter foco.

“Costumo dizer que é olhar pelo buraco da fechadura e só enxergar onde queremos chegar ou o objetivo que queremos atingir. O foco ajuda e muito nas conquistas individuais e coletivas no futebol e, nos estudos, nos conduz para percorrer o caminho por onde devemos ir para conquistar nossos objetivos, abrindo mão momentaneamente ou por algum tempo daquilo que nos distrai para ir além”, diz Carine.

Seja qual for seu objetivo nos estudos - passar numa disciplina, terminar o TCC, passar no processo seletivo do IFSC -, manter o foco em onde você quer chegar é importante.

5 - Determinação

Não é fácil ser jogador de futebol. A maioria dos que tentam acabam ficando nas categorias de base. Difícil, porém, não quer dizer impossível. Segundo levantamento da federação internacional de futebol (Fifa) feito em 2019, aproximadamente 129 mil homens atuam como atletas profissionais da modalidade em todo o mundo e 832 deles estarão no Catar disputando a Copa do Mundo. Todos os que chegaram lá têm suas histórias pessoais, mas uma coisa em comum: determinação.

Para Carine Bosetti, “ser determinado é ter definido o que quer conquistar, o que quer ser e aonde quer chegar e todos os dias lutar por isso”. Na visão dela, quem é determinado em buscar seus objetivos está muito próximo de conquistá-los.

“É como entrar num jogo de futebol e jogar para ganhar, para fazer o gol, jogar pra frente, consciente de suas ações individuais e coletivas, dar tudo de si. Nos estudos a recíproca é a mesma e só se torna um profissional diferenciado aquele que é determinado”, afirma.

Então, bora colocar determinação nos estudos para atingir seus objetivos!

E o que podemos aprender com os jogos da Copa do Mundo?

A Copa do Mundo reúne 32 seleções de todos os continentes. É uma boa oportunidade para estudar e saber mais sobre países cujas notícias que recebemos no Brasil são escassas. Que tal aproveitar o seu interesse pelo futebol para expandir seus conhecimentos sobre geografia, história e cultura desses países?

Entre os temas que a Copa pode nos ajudar a compreender, estão os fluxos migratórios e a diversidade cultural dos países. Quem acompanhar os jogos vai perceber que muitas seleções têm vários atletas que são imigrantes ou filhos de imigrantes e seus times são um pouco diferentes dos estereótipos que são criados com relação a suas populações. São os casos de equipes como Alemanha, Canadá, Catar, França e Suíça, entre outras. Não estranhe se encontrar em campo um catari chamado Pedro Miguel, um americano de nome Jesús Ferreira ou o alemão de origem turca Ilkay Gündogan.

Essas seleções multiétnicas são reflexo das mudanças ocorridas nas sociedades dos diversos países e várias campanhas têm sido promovidas no meio do futebol para combater o racismo, que infelizmente ainda é um problema comum no esporte. Por isso, quem assistir a Copa deve observar várias manifestações da Fifa (em faixas ou placas de publicidade, por exemplo) e de seleções com mensagens contra o racismo. Sempre importante lembrar, como já dissemos aqui no Blog do IFSC: é preciso ser antirracista todos os dias do ano.

Temas ligados à geopolítica mundial também podem aparecer na Copa, especialmente por causa da partida entre Irã e Estados Unidos que vai ocorrer em 29 de novembro. Esse confronto, que já ocorreu na Copa do Mundo de 1998, reúne dois países que não têm relações diplomáticas formais desde 1980 por conta de guerras e retaliações comerciais.

O jogo entre Sérvia e Suíça, que estão no grupo do Brasil, ocorre em 2 de dezembro e é outro que tem um contexto político, já que alguns jogadores suíços são imigrantes ou filhos de imigrantes que fugiram da Guerra da Iugoslávia (1991-2001). Esses dois países se enfrentaram na Copa do Mundo de 2018 (quando, curiosamente, também estavam no grupo do Brasil) e atletas suíços manifestaram-se politicamente contra a Sérvia (país “herdeiro” da antiga Iugoslávia) na comemoração de gols ou mesmo com imagens em suas chuteiras.

Rússia e Ucrânia, países que estão em guerra no momento, não estarão na Copa, mas o conflito teve impacto na eliminatória continental da Europa. Após a invasão do país vizinho, a Rússia foi excluída da eliminatória pela confederação de futebol europeia (Uefa) e, consequentemente, da Copa do Mundo. A Ucrânia, que teve jogos adiados e precisou treinar fora de seu território (na Eslovênia), chegou até a última fase da eliminatória, porém, perdeu para o País de Gales na partida decisiva.

Falando nisso, o País de Gales está na Copa porque no futebol - diferentemente do que ocorre nas Olimpíadas, por exemplo - as quatro nações que formam o Reino Unido (ou Grã-Bretanha) têm suas próprias seleções, e duas delas estarão no Mundial: Inglaterra e País de Gales, que se enfrentam em 29 de novembro. O reino provavelmente não estará tão unido durante aqueles 90 minutos. :-)

A edição de 2022 da Copa do Mundo será a segunda realizada na Ásia e a primeira na região do Oriente Médio. Uma oportunidade para conhecer mais sobre essa parte do planeta e observar possíveis choques culturais. Por exemplo, ao mesmo tempo em que a Fifa e diversas seleções promovem campanhas anti-homofobia, no Catar, o país-sede da Copa, as relações homoafetivas são proibidas por lei e há dúvidas sobre como esse tema será tratado durante o evento, uma vez que torcedores da comunidade LGBTQIA+ de vários países devem ir ao Catar para assistir os jogos.

A Copa do Mundo também pode ser uma oportunidade para entender um pouco mais sobre matemática e estatística. Probabilidades de classificação e dados de desempenho dos jogadores (distância percorrida em campo, percentual de passes certos, efetividade de chutes a gol, entre outros) devem aparecer com frequência nas transmissões de jogos e na cobertura jornalística.

Viu como tem muita coisa além das quatro linhas na Copa do Mundo? Como escreveu o americano Franklin Foer, autor do livro Como o futebol explica o mundo, de 2005, “o futebol é muito mais que um esporte, ou mesmo um modo de vida: é uma metáfora da nova ordem mundial, com toda a sua complexidade”. Uau!

O Futebol na Academia: Pesquisadores falam sobre a história do futebol e várias questões que emergem dessa paixão nacional

Boa sorte nos estudos e na torcida pelo Brasil na Copa!

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Por que é preciso ser antirracista todos os dias do ano?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 01 nov 2022 09:19 Data de Atualização: 16 dec 2022 08:37

Logo mais, você verá muito conteúdo sobre racismo por aí. Isso porque neste mês temos o Dia da Consciência Negra em 20 de novembro. No post de hoje, aproveitando as discussões que a data provoca, voltamos mais de um século na história do Brasil para mostrar que problemas como o preconceito e o racismo não são de agora. Vamos mostrar que alguns elementos como um Censo realizado por Dom Pedro II ajudaram a reforçar o apagamento da cultura negra e como isso se mantém até hoje.

Para isso, conversamos com integrantes dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) dos câmpus Gaspar e Canoinhas, Luiz Herculano de Sousa Guilherme, Renata Waleska Pimenta e Cícero Santiago de Oliveira. Também consultamos a pesquisa do professor de história do Câmpus São Miguel do Oeste, Diego Nones Bissigo. Além dos professores, conversamos sobre o assunto com uma das coordenadoras do projeto de extensão “Centralidade Negra no IFSC” do Câmpus Chapecó, Mirian Colonna dos Santos. Vamos lá?

Censo e um projeto de sociedade

O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro e foi instituído pela Lei nº 12.519 de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, morto em 1695.


Uma das principais discussões levantadas anualmente no mês de novembro envolve o racismo. Ele existe e está presente até hoje, não há dúvidas. Mas quando o racismo começou no Brasil? Responder com exatidão é difícil. Porém, os professores do IFSC com quem conversamos nos disseram que analisar o censo realizado em 1872 permite algumas observações interessantes. A contagem da população realizada por Dom Pedro II escondeu deficientes, apagou culturas, religiões e línguas, assim como minimizou a escravidão. E essa história tem tudo a ver com o racismo que vivemos hoje.

Há 150 anos, Dom Pedro II ordenou que se realizasse a contagem da população do Império. E assim foi realizado o primeiro censo brasileiro, em 1º de agosto de 1872. Nesta data, as paróquias distribuíram formulários que deveriam ser preenchidos pelos chefes de família e depois devolvidos para a tabulação das informações.

-> Em 150 anos, conheça a história que o Censo conta

Pela contagem, havia 10 milhões de habitantes (o que quase equivale à cidade de São Paulo - hoje com 12,3 milhões de pessoas). Destes, 1,5 milhão ou 15% eram escravos (número próximo a quantidade de habitantes de Porto Alegre hoje). A população brasileira da época, pelo censo, era 58% preta ou parda, 38% branca e 4% indígena. De acordo com o professor de história do Câmpus São Miguel do Oeste, Diego Nones Bissigo, o levantamento procurou mostrar um Brasil que seria unido e coeso e que estaria se modernizando. 

Isto é, assumiu-se que todos falavam Português, que mais de 90% da população era católica e a escravidão era algo “residual”, visto que “apenas” 15% das pessoas eram escravas. Apagando a cultura, a religião e as línguas trazidas da África.

Esse censo é importante para mapear aspectos do racismo estrutural no Brasil a partir do apagamento da cultura negra. O professor do Câmpus Canoinhas Cícero Santiago de Oliveira explica que o apagamento do negro aconteceu em diversos momentos e de modos distintos. 

“Por exemplo, no período escravocata, por volta de 1530, os negros foram trazidos ao Brasil para substituir a mão de obra escrava indígena. Mas, diferente dos indígenas, não houve a “catequização” dos negros. Isso porque eles não eram vistos como seres que poderiam ser “salvos” pela igreja católica”.

A história mostra que nem todos têm oportunidades iguais e que, muitas vezes, a estrutura social, política e cultural ajuda a perpetuar essa distinção. O professor do Câmpus Gaspar  Luiz Herculano de Sousa Guilherme explica que o acesso à escola era proibido aos negros, fazendo referência à Lei nº 1, de 14 de janeiro de 1837: 

“São proibidos de frequentar as escolas públicas: Primeiro: pessoas que padecem de moléstias contagiosas. Segundo: os escravos e os pretos africanos, ainda que sejam livres ou libertos”.

Dessa forma, houve barreiras para o acesso à educação, que só foram quebradas muitos anos depois. A partir desse contexto, a professora do Câmpus Gaspar Renata Waleska Pimenta reforça a necessidade de políticas públicas voltadas a essa população. Ela explica:

“As cotas, por exemplo, sozinhas não dão conta de resolver esse problema histórico, é preciso ações em conjunto que possibilitem a permanência e o êxito desses estudantes. E para isso, não basta garantir a entrada, mas é preciso fornecer meios para que o estudante permaneça, promovendo o acolhimento desse aluno e a valorização da sua cultura e história”.

A pouca [ou falta] de representatividade negra

Por falar nisso, você sabia que Machado de Assis (1839-1903) era negro? Ele é considerado o precursor do Realismo na literatura brasileira. Além dele, temos Cruz e Souza (1861-1898), poeta negro precursor do Simbolismo no Brasil, isso para citar apenas dois nomes bastante conhecidos da literatura. Na política também temos nomes importantes: Abdias do Nascimento (2014-2011) e Antonieta de Barros (1901-1952). 

Abdias foi senador da República Federativa do Brasil que fundou entidades pioneiras como o Teatro Experimental do Negro (TEN), o Museu da Arte Negra (MAN) e o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO). Foi ainda um dos idealizadores do Memorial Zumbi e do Movimento Negro Unificado (MNU) e atuou em movimentos nacionais e internacionais. 

Já Antonieta foi uma jornalista, professora e a primeira negra brasileira a assumir um mandato popular. Foi deputada estadual em Santa Catarina por dois mandatos: o primeiro em 1935 e o segundo em 1947. Antonieta foi uma pioneira no combate à discriminação dos negros e das mulheres, autora ainda da lei estadual nº 145/48, que instituiu o dia do professor e o feriado escolar no Estado.

Falando em datas comemorativas, que tal conhecer um calendário que celebra algumas datas importantes relacionadas à negritude brasileira? Confira!


 

Embora haja nomes relevantes em todas as áreas, eles ainda são minoria em cargos públicos, empregos ou posições de prestígio, assim como na bibliografia acadêmica. E essa falta de representatividade aprofunda a desigualdade e contribui para que o sistema permaneça racista. O professor Luiz reforça a complexidade de ser antirracista em um espaço construído sobre bases racistas:

“Ver e compreender que somos racistas dói, mas ser antirracista é mais complexo, pois a população negra não faz falta nos espaços em que não é convidada ou que não tem a permissão para estar”.

O estímulo à diversidade impacta na percepção do lugar de pertencimento. E esse foi o caso da egressa do curso técnico integrado em Informática do Câmpus Gaspar, Sabrina Lemos. Ela conta que não se sentia parte da turma - predominantemente branca, até fazer parte do Neabi. Para ela, ser uma mulher negra é desafiador:


Uma das escritoras citadas por Sabrina é Djamila Ribeiro, a autora também escreveu o livro “Pequeno Manual Antirracista”. O livro foi discutido na roda de reflexões sobre Educação Antirracista do projeto de extensão “Centralidade Negra no IFSC” no Câmpus Chapecó. Uma das coordenadoras do projeto, Mirian Colonna dos Santos, reforça que é preciso mais do que não ser racista, ser antirracista.

“O racismo é quando eu olho para esses espaços de poder, não vejo pessoas negras e sigo a vida. Não me incomoda, não me faz refletir. Porque não ser racista é muito fácil... Agora, ser antirracista? É questionar os assuntos étnico-raciais todos os dias, não apenas no Dia da Consciência Negra, e, principalmente, não naturalizar certos comportamentos.”

Mirian reforça a diferença entre não ser racista e ser antirracista. Para entender a diferença é preciso lembrar que vivemos um racismo estrutural, ou seja, o próprio sistema (econômico, social, político e cultural) contribui para que haja diferença entre as pessoas a partir das suas características físicas. Quando reconhecemos que isso acontece e deixamos de perceber isso como natural, aí estamos sendo antirracistas. A partir do livro “Pequeno Manual Antirracista” separamos alguns pontos para começarmos a praticar o antirracismo. Confira!


E aí, vamos praticar o antirracismo? Em 2022, já não dá mais pra dizer que foi falta de informação. Aliás, racismo é crime. Se você sofrer ou testemunhar algum ato racista, pode fazer sua denúncia na Ouvidoria do IFSC. É importante entender que os casos de racismo precisam ser apurados em duas instâncias distintas: administrativa e criminal. Cabe ao IFSC apurar as denúncias e aplicar as penalidade administrativas, e paralelamente outras entidades farão a apuração e aplicação das penalidades criminais. 

As denúncias podem ser feitas por qualquer pessoa que tenha sofrido ou presenciado a situação no IFSC, independentemente se o fato ocorreu com um servidor público, aluno ou trabalhador terceirizado. Em todos os casos, o denunciante deve entrar em contato com a Ouvidoria para receber orientações sobre os procedimentos necessários.

-> Ouvidoria do IFSC: veja como fazer uma denúncia

Saiba mais

Já produzimos outros conteúdos relacionados ao racismo. Veja alguns:

-> Blog do IFSC: Entendendo o racismo
-> Live promovida pelo Câmpus Florianópolis: Precisamos falar sobre racismo estrutural
-> Pesquisa do IFSC auxilia na percepção de racismo na sociedade

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Como funcionam as vagas remanescentes do IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 19 out 2022 09:20 Data de Atualização: 16 dec 2022 08:37

Você já deve ter visto alguma notícia no nosso site divulgando vagas remanescentes. Quem já se inscreveu em algum processo seletivo do IFSC também deve ter lido no edital sobre lista de espera. Mas, afinal, do que se trata isso? É o que vamos explicar neste post.

O que são vagas remanescentes?

As vagas remanescentes são vagas que sobram de um processo seletivo regular e que são disponibilizadas novamente com procedimentos de seleção simplificados. E não é preciso ter participado do processo seletivo regular para concorrer, qualquer pessoa pode se candidatar desde que atenda aos pré-requisitos do curso.

-> Quem pode estudar no IFSC? Entenda os pré-requisitos para cada curso!

Os processos seletivos regulares do IFSC variam de acordo com o tipo de curso, mas estão organizados da seguinte forma: exame de classificação, sorteio, vestibular, Enem ou análise documental.

-> Como posso estudar no IFSC? Descubra aqui!

Por exemplo: imagine que abrimos 30 vagas para um curso técnico e, dos 30 candidatos selecionados, só 20 se matriculam. As 10 vagas que ficam sobrando são disponibilizadas para os próximos candidatos da lista de espera pela ordem de classificação. Se essas vagas não forem preenchidas por esses candidatos, elas viram vagas remanescentes e são disponibilizadas a quem tiver interesse por meio de um processo simplificado de preenchimento. 

Importante: os pré-requisitos para quem se inscreve para uma vaga remanescente são os mesmos, o que muda apenas é que o procedimento para o preenchimento da vaga é mais simples.

Como são preenchidas as vagas remanescentes?

As vagas remanescentes são preenchidas por meio de processos simplificados que variam de acordo com o tipo de curso. Vamos explicar cada um:

Vagas remanescentes de cursos técnicos

É publicado um edital específico com as regras de preenchimento das vagas remanescentes. A partir da publicação do edital, o preenchimento das vagas é por ordem de inscrição no formulário eletrônico disponibilizado no edital. 

-> Conheça os tipos de cursos técnicos ofertados pelo IFSC

O candidato deve atender apenas ao requisito de escolaridade para ingresso no curso que deseja, sendo eles: 

- Ensino Fundamental completo para quem desejar iniciar um curso técnico integrado ao Ensino Médio ou um curso Proeja
- 1º ano do Ensino Médio completo para quem quer fazer um curso técnico concomitante ao Ensino Médio
- Ensino Médio completo para quem deseja iniciar um curso técnico subsequente ao Ensino Médio

Vagas remanescentes de cursos de graduação

A partir de 2023, teremos uma mudança para esse tipo de curso. Será publicado um edital composto por todos os cursos de graduação com ingresso em 2023/1 apenas para inscrição em um Cadastro de Reserva, sem oferta de vagas. Os candidatos que se inscreverem por este edital poderão ser chamados caso as listas de espera do processo do Vestibular Unificado (IFSC/UFSC) e do SiSU esgotem e ainda existam vagas ociosas.

A cada semestre, teremos um edital. O método de classificação será por análise do histórico escolar, considerando a média simples das notas de Português e Matemática do último ano/semestre do ensino médio do candidato. E não importa se você já concluiu o Ensino Médio há muitos anos, viu? Você pode participar deste edital independentemente de sua idade ou de quando finalizou seus estudos.

-> Conheça os cursos de graduação do IFSC

Vagas remanescentes de cursos de qualificação e idiomas

As vagas remanescentes dos cursos de qualificação e idiomas não são publicadas em edital específico, mas sim divulgadas de forma contínua em uma tabela disponibilizada no Portal do IFSC sempre que há novas vagas disponíveis. 

-> Entenda como funciona um curso de qualificação profissional do IFSC 

O preenchimento das vagas é por ordem de inscrição no formulário eletrônico disponibilizado na própria tabela. O candidato deve atender aos pré-requisitos de idade, escolaridade, formação e/ou experiência estipulados para cada curso e apresentados na tabela.

-> Veja aqui as vagas remanescentes disponíveis no momento em cursos de qualificação e idiomas

Vagas remanescentes de cursos de pós-graduação

Já para os cursos de pós-graduação, quando há vagas remanescentes, é feito um adendo ao edital de oferta regular e o edital é republicado na página de editais do IFSC com destaque para essa informação. O procedimento de preenchimento e os requisitos são informados neste mesmo adendo ao final do edital, mas usualmente as vagas são preenchidas por ordem de inscrição.

-> Conheça os cursos de pós-graduação oferecidos pelo IFSC

Como saber se há vagas remanescentes abertas?

A divulgação de vagas remanescentes é feita conforme há vagas disponíveis, portanto, não existe um período determinado para a publicação de editais e nem a certeza de que haverá vaga em determinado semestre. 

Para saber se há vagas remanescentes abertas, é preciso acessar a página de editais abertos.

Como sei se consegui uma vaga remanescente?

O resultado das vagas remanescentes pode ser conferido na página de resultados do IFSC destinada a esse tipo de vaga. De modo geral, o câmpus que oferece a vaga também entra em contato com o candidato por e-mail (para o endereço de e-mail informado no momento da inscrição) informando a confirmação da matrícula. 

O candidato que entra por vaga remanescente inicia as aulas no mesmo semestre de alunos que conquistaram a vaga da oferta regular. A diferença é que quem obteve a vaga remanescente pode acabar iniciando as aulas alguns dias ou semanas depois em função do tempo do processo, mas passa a integrar a mesma turma.

Mas por que não podem sobrar vagas? 

Como você pode perceber, nos empenhamos ao máximo para preencher todas as vagas que temos disponíveis. Isso porque somos uma instituição pública e queremos otimizar os recursos que nos são destinados. Ao abrirmos uma turma, consideramos quantas pessoas podemos atender com a nossa estrutura. Se nem todas as vagas são preenchidas, significa que estamos deixando de atender mais pessoas com o mesmo gasto - considerando salário dos servidores e utilização da nossa infraestrutura. 

É por isso que nos dedicamos para que tenhamos uma turma completa antes do início das aulas. Além disso, a nossa pressa em agilizar o preenchimento das vagas antes de começarem as atividades letivas é para que os alunos possam acompanhar as aulas desde o começo e evitarmos que entrem depois que conteúdos já tiverem sido dados. Lógico que isso pode acontecer - e acontece -, mas nosso objetivo é justamente acelerar o preenchimento de vagas para que tenhamos uma turma completa com todas as vagas preenchidas com alunos matriculados antes do início das aulas.

E o que é a lista de espera?

Todos os candidatos que não foram classificados dentro do número de vagas ofertado para cada curso passam a compor uma lista de espera. Após a publicação do resultado do processo seletivo, quem estiver com o nome na lista de espera deverá realizar o procedimento de "manifestação de interesse dos candidatos em permanecer na lista de espera" para possíveis chamadas futuras. 

Basicamente, para manifestar interesse, os candidatos já devem encaminhar a documentação de matrícula, seguindo os mesmos procedimentos dos alunos que foram aprovados, ou seja, é o mesmo prazo, mesmo formulário e mesma lista de documentos previstos no edital como “matrícula”. Caso não seja feita essa manifestação de interesse em permanecer na lista, os candidatos deixam de fazer parte desse processo seletivo, perdendo a chance de concorrer às vagas em questão.

É só quando não há mais candidatos na lista de espera e eventualmente ainda sobrarem vagas que surgem as vagas remanescentes que comentamos acima.

E mais um recadinho: a partir de agora, o IFSC vai deixar de usar o termo “Chamadão” em seus editais. Mas não se preocupe em saber os nomes de cada etapa. O importante é prestar atenção às explicações dos procedimentos que são apresentados em cada edital para não perder os prazos. Em caso de dúvidas, é possível enviar mensagem para ingresso@ifsc.edu.br.

Resumindo

Quadro com as possibilidades para quem quer estudar no IFSC Oportunidade 1: É disponibilizado um edital de vagas abertas, com preenchimento por prova, sorteio, análise documental etc. Oportunidade 2: Quem se inscreveu para esse processo seletivo e não foi aprovado na primeira chamada, pode permanecer na lista de espera e ocupar uma das vagas caso alguém aprovado não se matricule ou desista da vaga. Oportunidade 3: Se ainda sobrarem vagas depois desses dois processos, são abertas as vagas remanescentes, que podem ser ocupadas por qualquer pessoa (desde que atendam aos pré-requisitos dos cursos), mesmo quem não participou do processo regular.

Alguma dúvida de que queremos muito que você venha estudar aqui? ☺️

Estude no IFSC

Mas você não precisa contar com a sorte de sobrar vaga remanescente para poder vir estudar aqui no IFSC. ?? Acompanhe todos os nossos processos seletivos regulares pelo nosso portal.

Na página de editais abertos, você consegue ver as vagas abertas no momento e se inscrever. 

Se desejar, deixe seu e-mail com a gente que avisamos sempre que estivermos com vagas abertas. 

De toda forma, se tiver vaga remanescente para um curso do seu interesse, aproveite a oportunidade e venha estudar com a gente! Não importa como você entra aqui, o que mais queremos é tê-lo(a) como nosso(a) aluno(a)!

-> Conheça os cursos oferecidos pelo IFSC

Ficou entendido? Se tiver mais alguma dúvida sobre o ingresso nos nossos cursos, envie mensagem para ingresso@ifsc.edu.br.

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Ingresso por cotas: reflexões sobre os 10 anos da Lei nº 12.711

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 05 out 2022 09:19 Data de Atualização: 16 dec 2022 08:38

No dia 29 de agosto, a Lei de cotas (Lei Nº 12.711) completou 10 anos. Nessa década, muita coisa mudou e a garantia de reserva de vagas ampliou o acesso dos estudantes ao ensino público. Mas, ainda há muito a ser feito, principalmente para garantir a permanência desses alunos. 

Por isso, no post de hoje vamos falar um pouco sobre as cotas e o impacto disso para o IFSC. Conversamos com a professora de história do Câmpus Gaspar, Renata Waleska Pimenta, e com a servidora do Departamento de Ingresso (Deing) Edileia Giusti para entender quais têm sido os efeitos das cotas na nossa instituição e quais devem ser os próximos passos para ampliar ainda mais o acesso ao ensino público. Vamos lá!

A Lei de Cotas

A Lei Nº 12.711 ou Lei de cotas foi sancionada em agosto de 2012 e garante que 50% das vagas em Universidades e Institutos federais sejam ocupadas por alunos da rede pública de ensino. Dessas, a metade (ou 25% do total) é destinada a quem tem uma renda inferior a 1,5 salários mínimos, e aí são separadas as cotas raciais e para pessoas com deficiência (PCD). Esses percentuais são previstos em lei e todas as instituições públicas de ensino devem segui-los.

E pode ser mais? Sim! Cada instituição tem a liberdade para aumentar proporcionalmente esses percentuais. Ou seja, todas devem reservar pelo menos 50% das vagas para alunos cotistas, mas, podem subir esse percentual.  

No caso do IFSC, é adotado o esquema previsto em lei: 50% do total para alunos do ensino público, destes, 50% são reservados para quem têm renda inferior a 1,5 salário mínimo e 50% para quem tem renda superior a isso. Aí dentro de cada um desses percentuais é reservado, 15,7% para pretos, pardos e indígenas e, ainda, 7,69% para pessoas com algum tipo de deficiência.

Esses percentuais não são aleatórios, eles são definidos proporcionalmente a partir da população preta, parda, indígena e PCD de Santa Catarina, de acordo com os dados do Censo do IBGE.

-> Ficou curioso para entender o Sistema de Cotas no IFSC? Veja aqui.

Parece complicado, mas não é… O que interessa saber é que existe um percentual de vagas que é destinado a determinados públicos, de forma a incentivar que pessoas que talvez não conseguissem acessar essas vagas, por questões históricas e sociais, também tenham esse direito. Para você ter uma ideia do processo de implantação de cotas, organizamos uma linha do tempo com alguns marcos que foram fundamentais para o sistema de cotas nas instituições de ensino públicas, principalmente no IFSC.


Vale lembrar que as cotas não “surgiram” com a sanção da lei. Algumas universidades públicas já aplicavam um sistema de cotas antes de 2012. A lei serviu para garantir que essa prática fosse adotada por todas as instituições federais de ensino técnico e superior.

A Lei de cotas surge como uma forma de reparar uma dívida histórica com grupos sociais que foram sistematicamente desfavorecidos. Embora as cotas sejam destinadas aos estudantes de escolas públicas, não é possível falar delas e não lembrar da questão racial.

As cotas e as “minorias”

No Brasil, as pessoas não têm oportunidades iguais de acesso e permanência nas instituições de ensino. Os dados do IBGE (2018), mostram que a taxa de analfabetismo entre a população afro-brasileira é três vezes maior do que entre a população branca. E não pára por aí, a média de ganhos mensais de quem é negro ou pardo chega a ser 73% menor da de quem é branco. Lembrando que mais de 53% da população brasileira se declarou preta ou parda, número que, muitas vezes, não se reflete no acesso às instituições de ensino.

E entre a população indígena, a taxa de alfabetização é de  67,7%, segundo o levantamento do IBGE 2010, bem abaixo da média nacional (90,4%). O que demonstra a disparidade de oportunidade entre os brasileiros. 

A Lei de cotas é um primeiro passo para o reconhecimento (em âmbito federal) da desigualdade de acesso, permanência e entrada no mercado de trabalho. Essa distinção pela cor que permeia todas as esferas da sociedade brasileira é chamada de racismo estrutural , sendo o racismo que está “normalizado” na sociedade e nas estruturas sociais.

-> Entenda as várias nuances do racismo e como ele (ainda) está presente no Brasil

A professora de história do Câmpus Gaspar, Renata Waleska de Souza Pimenta, explica que a lei de cotas possibilita o acesso desses públicos ao ensino técnico e superior, mas existe a necessidade do fortalecimento de ações afirmativas para garantir que eles permaneçam na instituição e concluam o curso. Renata explica que muitas vezes existem lacunas no ensino e na própria percepção da sua identidade enquanto pessoa negra . A professora reforça principalmente a questão do “não-pertencimento”.

“O “não-pertencimento” é a percepção que algumas pessoas têm de que não pertencem a determinados lugares ou posições sociais, como a uma instituição de ensino pública, por exemplo. Isso pode provocar um sentimento de que essas pessoas não têm o direito de estarem lá”. 

Cursar o Ensino Médio no IFSC abriu novos horizontes para Sabrina Lemos, egressa do técnico integrado em Informática no Câmpus Gaspar. Ela conta que não sabia o que eram cotas, muito menos que poderia se inscrever por meio delas. Mas, uma assistente social lhe falou sobre a oportunidade e ela decidiu se inscrever para descobrir. 


Sabrina conta que se sentiu deslocada no começo do curso e pensou em desistir. Mas, a participação no Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) permitiu que ela entendesse que o seu lugar era no IFSC e, mais do que isso, incentivou-a a sonhar.

“Quando eu entrei no IFSC e na minha turma eram majoritariamente brancos… Eu me senti muito deslocada porque eu estava num ambiente totalmente desconhecido com pessoas que eu não conhecia, diferente de outros colegas que já entraram com pessoas que já conheciam. E isso me bloqueou… E eu fiquei nesse bloqueio por bastante tempo. Mas do meio pro final do meu curso, eu passei a interagir mais com as pessoas e até pelo fato de eu ter entrado no Neabi também fez com que eu me abrisse mais”.

Sabrina conta que o próximo passo é a inscrição no vestibular e entrar em um curso superior. Sonho que talvez não fosse possível sem as cotas. Assim como para Sabrina, para Gabriella as cotas foram a porta de entrada ao ensino superior público. 

A estudante do curso superior de tecnologia em Processos Gerenciais do Câmpus Gaspar, Gabriella Dias Maia, conta que as cotas possibilitaram que ela entrasse em um curso superior e ganhasse mais autonomia. Gabriella é natural do Rio de Janeiro e se mudou para Gaspar para estudar no IFSC após ser aprovada no processo seletivo por meio das cotas raciais.

“Se não tivessem as cotas, eu não conseguiria fazer uma faculdade. Eu ainda estaria morando com os meus pais no Rio de Janeiro, com quem não me dou muito bem. E, provavelmente, estaria em um emprego que paga menos ou que não é na área que eu gosto”.

As cotas são uma primeira etapa para garantir que todos tenham o direito ao ensino público de qualidade. Ainda há muito a ser feito, mas é possível perceber que histórias de vida já puderam ter um desfecho diferente a partir da existência das cotas.

Falamos principalmente sobre as cotas raciais, isso porque elas foram uma das primeiras segmentações definidas para as cotas. Mas, também é necessário falar sobre as cotas para Pessoas com Deficiência (PcD). 

Nesses casos, o processo de implantação de cotas foi um pouco mais demorado. Isso porque, algumas vezes, é necessário fazer adaptações e/ou adotar outros recursos para que o aluno aprenda. Ainda assim, o seu direito de acesso ao ensino público é assegurado por lei e é dever das instituições de ensino públicas acolher esses estudantes.

-> Não sabe se você pode se inscrever por cotas? Faça o quiz e descubra! 

A partir da aplicação de uma política de cotas foi possível perceber lacunas e pontos a serem melhorados. Nesses primeiros dez anos, houve um processo de adaptação das instituições, de formas de administrar conhecimento nessa nova realidade e também de adesão dos alunos ao sistema. Sabemos que há muito a ser feito, mas, já é possível perceber que as cotas impactaram positivamente a vida dos alunos, ampliando o acesso, promovendo a diversidade e tornando o ensino público de qualidade um sonho possível para mais pessoas. 

Não-cotistas também ganham com as cotas

Importante ressaltar que quem não é cotista também ganha com as cotas. Isso porque a diversidade proporcionada pelas cotas contribui para a formação cidadã dos alunos, reforçando valores como o respeito e a percepção da diferença. 

Conviver com pessoas que tenham características, pensamentos e dificuldades diferentes torna os alunos abertos a pensarem sobre isso, enriquecendo sua formação. Isso os torna não somente profissionais com grande conhecimento técnico, mas também seres humanos que acolhem a diferença e pensam formas de valorizá-la.

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Libras: entenda a Língua Brasileira de Sinais

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 21 set 2022 09:40 Data de Atualização: 16 dec 2022 08:38

No dia 26 de setembro, comemoramos o dia nacional dos surdos. Neste ano, a data se torna ainda mais especial porque a Lei nº 10.436/2002, que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais - Libras como um meio legal de comunicação e expressão, completa 20 anos de publicação.

No post de hoje, reunimos uma série de materiais para você conhecer um pouco mais a Libras e também ficar por dentro do que é desenvolvido no IFSC nesta área. A professora do Câmpus Palhoça Bilíngue Simone Lima nos ajudou nessa tarefa. 

Luta e reconhecimento

O Dia Nacional dos Surdos foi criado pela Lei nº 11.796/2008. A data celebra as conquistas alcançadas pelas pessoas surdas ou com deficiência auditiva e também convida à reflexão sobre a inclusão dos surdos na sociedade. O dia 26 de setembro foi escolhido em homenagem à data de fundação do Instituto Imperial de Surdos-Mudos em 1857 no Rio de Janeiro, hoje atual Instituto Nacional de Educação de Surdos - INES.

O objetivo do instituto era integrar as pessoas surdas à sociedade. Por isso, o imperador Dom Pedro II convidou um professor francês, Ernest Huet, para lecionar para esse público. Ernest também era surdo e ministrava suas aulas em Língua de Sinais Francesa e permaneceu à frente do instituto até 1961, quando mudou-se para o México.

A partir do trabalho de Huet e dos sinais utilizados pelos surdos no Brasil, desenvolveu-se a Língua Brasileira de Sinais, conhecida como Libras.

Huet deu início à Educação de Surdos com base na visualidade dos surdos. Esse método de privilegiar a visão predominou até o começo do século XX, quando em 1880 ficou definido que o ensino para surdos deveria ser ministrado por meio da oralidade. Essa decisão foi tomada no Congresso de Milão, na Itália, e a partir daí foi proibido o uso de sinais para a educação de pessoas surdas, além de inferiorizar quem usava as línguas de sinais.

No Brasil, apesar das proibições, a Língua de Sinais persistiu e continuou sendo utilizada pelos surdos, chamando a atenção de pesquisadores no mundo inteiro. Em 1960, um importante estudo deu status linguístico às línguas de sinais desconstruindo o mito de que as línguas de sinais seriam apenas gestos originados das línguas orais. 

Por aqui, foi a partir de 1970 que se passou a compreender que o uso exclusivo da oralização não garantia o desenvolvimento do aprendizado do aluno surdo. Assim, o ensino para surdos passou a ter também a proposta de uma educação bilíngue, onde a Libras é considerada uma primeira língua e o português escrito uma segunda língua.

Hoje os surdos que são usuários da língua de sinais consideram o mês de setembro o mês da consciência surda, o que representa a luta pela visibilidade na sociedade, ou seja, luta para que sejam vistos como cidadãos e tenham respeitados seus direitos sociais e linguísticos. 

No Brasil, essa tendência durou até a década de 1970, a partir daí se passou a compreender que o uso exclusivo da oralização não é suficiente para desenvolver o aprendizado do aluno surdo ou com deficiência auditiva. Assim, o ensino passou a ser bilíngue entre o português e a Libras.

E aquele instituto brasileiro para surdos, o que aconteceu?

Mais de 160 anos depois, o instituto ainda está em atividade, mas mudou o nome para Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). O INES dedica-se até hoje ao ensino bilíngue de pessoas surdas no Brasil. A mudança no nome reflete a superação do uso errôneo do termo surdo-mudo. Uma pessoa com deficiência auditiva, independente do grau, não possui obrigatoriamente incapacidade de produzir fala. Por isso, fica a dica para cortar esse termo do seu vocabulário.

Língua Brasileira de Sinais

Trinta anos depois que a Libras voltou a ser utilizada para o ensino, foi sancionada no Brasil a Lei nº 10.436/2002. Essa lei a reconheceu como meio legal de comunicação e expressão, reconhecendo também os outros recursos de expressão a ela associados. 

Em 2022, a Lei completou 20 anos. Confira o vídeo que resume as conquistas alcançadas nessas duas décadas:


A promulgação da lei contribuiu para a disseminação da Libras e também para, em 2005, a assinatura do decreto nº 5.626/2005. O decreto incluiu a Libras como unidade curricular, dispôs sobre a formação dos professores e intérpretes, bem como sobre uma série de garantias de acesso à educação, saúde e trabalho para pessoas surdas ou com deficiência auditiva.

Em 2010, foi sancionada a Lei nº 12.319, que regulamenta a profissão de tradutor e intérprete de Libras.  Esse profissional é o responsável por fazer a ponte comunicativa entre surdos e ouvintes (como são chamadas as pessoas que escutam), unindo duas línguas, o português e a Libras, que possuem estruturas muito diferentes.

-> Quer saber mais sobre a profissão de tradutor e intérprete de Libras? Leia esse post! 

Já em 2015, foi sancionada a Lei nº 13.146, que instituiu a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que visa assegurar, em condição de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais das pessoas com deficiência. Quatro anos depois, em 2019, o MEC criou a Diretoria de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos e, em 2021, a educação bilíngue foi inserida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Nesses 20 anos, houve avanço nesse tema, mas ainda é comum que as pessoas pensem que para se comunicar com os surdos basta escrever, o que não é necessariamente verdade. Por isso, é tão necessário estimular o aprendizado da Libras, e essa é uma das preocupações do IFSC.

Temos um câmpus bilíngue Libras-Português

Desde 2010, o IFSC conta com o Câmpus Palhoça Bilíngue, que deu um grande passo para o avanço na educação para surdos. Fomos o primeiro instituto federal a ter um câmpus bilíngue libras-português.

No Câmpus Palhoça Bilíngue, os alunos surdos têm aulas de português como segunda língua (assim como alunos ouvintes têm Libras como L2, sigla para segunda língua). Assim, todos os alunos - independente do nível e do curso - que passam por aqui têm disciplinas para aprender o básico de Libras. Além delas, todos os alunos cursam também a disciplina Cultura Surda, que tem o objetivo de aproximar o ouvinte da perspectiva da pessoa surda no mundo ouvinte.

Veja o que a aluna do curso Integrado em Comunicação Visual, Ana Júlia Kemer, e a egressa do curso, Carolina Stefany Kich da Silva, expressaram sobre a Libras:


Muita gente fica curiosa para saber como funcionam as aulas e a gente explica. O câmpus recebe alunos surdos e também alunos ouvintes, a língua em que será ministrada a aula vai depender da turma, e nesse caso existem três possibilidades. Por exemplo, se determinada turma é composta apenas de alunos ouvintes, as disciplinas serão ministradas apenas em Português. Já se todos os alunos da turma forem surdos, então, as aulas serão ministradas em Libras. E na terceira situação, em que temos alunos ouvintes e surdos na mesma sala, as disciplinas são ministradas em Português e contam com um intérprete.

Os cursos ofertados em nível médio técnico são o Técnico Integrado em Comunicação Visual e o Técnico Integrado em Tradução e Interpretação de Libras-Português. Em nível superior, tem o curso de Pedagogia Bilíngue (Libras-Português) e também duas especializações: Educação de Surdos e Tradução e Interpretação de Libras-Português

Também é oferecido o curso de Capacitação em Atendimento ao Estudante Surdo, voltado aos professores da rede pública e atualmente oferecido a distância.

-> Conheça os cursos do Câmpus Palhoça Bilíngue

Além disso, tanto o Câmpus Palhoça Bilíngue quanto outros câmpus do IFSC oferecem cursos de qualificação em Libras. Se quiser ser avisado quando estivermos com inscrições abertas, deixe seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse.

Também temos projetos envolvendo Libras, como é o caso deste do Câmpus Canoinhas que divulgou o curso técnico em Alimentos com audiodescrição e tradução em Libras. No Câmpus Lages, um servidor lançou um livro sobre Libras para crianças.

Aprenda o básico de Libras

Cada vez mais tem se tornado comum o aprendizado da Libras. Inclusive, temos uma série de vídeos disponível no nosso canal do YouTube com ensinamentos básicos. Os vídeos foram produzidos por estudantes do próprio Câmpus Palhoça Bilíngue:


-> Veja aqui todos os vídeos da série

Sabia que um projeto do Câmpus Palhoça Bilíngue desenvolveu um glossário com verbetes em Libras? Acesse aqui.

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Como ingressar em um curso de graduação do IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 08 set 2022 09:16 Data de Atualização: 16 dec 2022 08:38

Há alguns anos, a prova de vestibular era a principal forma de ingresso em um curso de graduação. Com o surgimento do Exame Nacional do Ensino Médio, algumas instituições passaram a utilizar a nota do Enem como forma de seleção - posteriormente, por meio do Sistema de Seleção Unificado, o Sisu - e até o histórico escolar.

O IFSC acompanhou este movimento e, em 2018, deixou de realizar seu vestibular para ter um ingresso 100% via Sisu. Em 2022, apresentamos uma grande novidade:

Voltamos com o vestibular e em grande estilo: junto com a UFSC! É isso mesmo: teremos neste ano um vestibular unificado com a Universidade Federal de Santa Catarina.

Mas, como aqui sempre temos exceções ??, o vestibular não vale para todos os cursos de graduação. Alguns continuam com seleção apenas via Sisu. E mesmo para quem tiver seleção por vestibular, metade das vagas ainda será pelo Sisu.

Para esclarecer todas as dúvidas, no post de hoje vamos explicar como você pode ingressar em um curso de graduação do IFSC.

Quem pode fazer um curso de graduação no IFSC?

Para ingressar em um curso de graduação, é preciso ter completado o Ensino Médio - e isso vale para quem faz um curso técnico integrado ao Ensino Médio aqui no IFSC ou em outra instituição, ou algum exame que dê a certificação de conclusão do Ensino Médio, como o Encceja- até a data de matrícula. 

-> Saiba como funciona a certificação pelo Encceja

Quais os cursos de graduação do IFSC?

Aqui no IFSC, temos três tipos de cursos de graduação: bacharelado, cursos superiores de tecnologia e licenciaturas. Explicamos detalhadamente a diferença entre esses tipos de cursos neste post do Blog do IFSC.

Arte explicando a diferença entre os cursos de graduação

-> Qual a diferença entre bacharelado, licenciatura e curso superior de tecnologia?

Para saber os cursos que oferecemos em cada câmpus, acesse nosso Guia de Cursos.

Como ingressar em um curso de graduação no IFSC?

Até este ano, o ingresso nos nossos cursos de graduação era apenas pelo Sisu, que considera a nota do Enem. Agora em 2023, além do Sisu, alguns cursos terão processo seletivo por meio do vestibular unificado UFSC/IFSC, cujas provas serão em 10 e 11 de dezembro de 2022 para a maior parte dos cursos, e em 29 de janeiro de 2023 para o curso de Pedagogia Bilíngue ofertado pelo Câmpus Palhoça Bilíngue (o edital para essa oferta ainda será divulgado).

Os câmpus do IFSC tiveram autonomia para indicar os cursos que terão seleção também pelo vestibular. No caso desses cursos, ficou definido - por meio de portaria do reitor - que 50% de oferta de vagas será para o vestibular e a outra metade das vagas será preenchida via Sisu. No caso dos cursos que optaram por não aderir ao vestibular, o ingresso continuará a ser feito 100% pelo Sisu.

-> Veja aqui os cursos do IFSC que serão ofertados também pelo vestibular unificado UFSC-IFSC 2023

Como funcionará o vestibular unificado UFSC/IFSC 2023?

O edital completo do  Vestibular Unificado UFSC/IFSC 2023 foi lançado nesta segunda (5) e está disponível no site www.vestibularunificado2023.ufsc.br. As inscrições serão abertas em 12 de setembro e poderão ser feitas até 13 de outubro.

Para fazer a inscrição, o candidato deverá escolher apenas um curso de uma instituição. No total, serão disponibilizadas 5.506 vagas, sendo 4.542 para a UFSC e 964 para o IFSC.

Há uma taxa de inscrição de R$ 155, mas existe a possibilidade de solicitar a isenção do pagamento da taxa de inscrição, caso o candidato tenha cursado o Ensino Médio integralmente em escola da rede pública ou tenha recebido bolsa total em escola da rede privada e a sua renda familiar bruta mensal seja igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa. Mais detalhes sobre isso estão no edital.

As provas do Vestibular Unificado UFSC/IFSC 2023 serão realizadas nos dias 10 e 11 de dezembro, das 14h às 19h. Apenas para os cursos de Pedagogia Bilíngue do Câmpus Palhoça Bilíngue do IFSC e de Letras Libras da UFSC, a prova será realizada em 29 de janeiro.

Tabela explicando como será a prova do vestibular unificado UFSC/IFSC 2023

As provas abordarão conteúdos previstos nos programas das disciplinas, que você já pode consultar aqui.

-> Veja aqui a relação de livros obrigatórios do vestibular unificado UFSC/IFSC 2023

⚠ É muito importante que o candidato leia o edital com muita atenção. 

-> O que é um edital?

No site do vestibular, existe uma página com Perguntas Frequentes. Para quem quiser esclarecer dúvidas, está disponível o atendimento telefônico pelo (48) 3721 9951 (de segunda a sexta, das 9h às 17h) ou envio de mensagem para o e-mail coperve@coperve.ufsc.br.  

Estamos divulgando todas as informações sobre o Vestibular Unificado nas nossas mídias sociais, mas vale também seguir os perfis do processo seletivo no Instagram, TikTok, Facebook e Twitter.

Como irá funcionar o Sisu?

O Sistema de Seleção Unificada reúne, em um sistema eletrônico gerido pelo Ministério da Educação, as vagas ofertadas por instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil - entre elas, estarão as vagas para os cursos de graduação do IFSC. Saiba mais sobre o Sisu aqui.

O sistema faz a seleção dos estudantes com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio. Portanto, para você participar do Sisu, precisa fazer o Enem. Neste ano, o exame será aplicado nos dias 13 e 20 de novembro, mas as inscrições já foram encerradas.

-> 10 dicas para se preparar para o Enem 

Posso tentar uma vaga pelo vestibular e pelo Sisu?

Sim, se o curso que você quer fazer tiver as duas formas de processo seletivo, você pode aumentar as suas chances se inscrevendo tanto no vestibular como também fazendo o Enem e selecionando o IFSC no Sisu.

Importante destacar que uma pessoa não poderá ocupar duas vagas. Caso ela seja aprovada das duas formas, ela fará apenas uma matrícula e aí a outra vaga será disponibilizada para o próximo da lista na segunda chamada.

Quando são as inscrições para os cursos de graduação do IFSC?

Para quem quer tentar uma vaga por meio do vestibular, as inscrições serão de 12 de setembro a 13 de outubro pelo site do vestibular. Para quem irá tentar a vaga por meio do Sisu, é preciso acompanhar o cronograma do MEC - que ainda não foi divulgado. Assim que tivermos as datas, também divulgaremos nos nossos canais.

-> Cadastre o seu e-mail e receba uma mensagem quando estivermos com inscrições abertas

Ficou entendido? Se tiver mais alguma dúvida sobre o ingresso nos nossos cursos de graduação, envie mensagem para ingresso@ifsc.edu.br.

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Como os esportes colaboram para uma formação cidadã?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 24 ago 2022 09:24 Data de Atualização: 24 ago 2022 09:50

O esporte é importante para estimular o desenvolvimento de habilidades sociais e pessoais. No IFSC, investimos em modalidades esportivas como formas de estimular a integração, a responsabilidade, o comprometimento e a busca por uma vida saudável. Esse estímulo, inclusive, já impulsionou estudantes a se tornarem atletas profissionais, descobrindo o gosto pelo esporte nos Jogos do Instituto Federal de Santa Catarina (JIFSC).    

No post de hoje, vamos falar sobre a importância do esporte para a formação dos alunos, sobre o JIFSC e o eJIFSC. Para isso, conversamos com os professores de educação física Paulo Fonseca, do Câmpus Itajaí, Eder Ferrari, do Câmpus Chapecó, Carmem Beck, do Câmpus Palhoça Bilíngue, e o coordenador da comissão do eJIFSC 2022, Rafael Seiz, do Câmpus Joinville.

Esporte, inclusão e formação cidadã

Por meio do esporte, os alunos aprendem sobre responsabilidade, comprometimento, hábitos de vida saudáveis e, cada vez mais, inclusão. Aqui no IFSC, o esporte é visto ainda como uma ferramenta educacional muito poderosa e não é à toa que a atividade física é fomentada dentro e fora da nossa instituição.

Inclusive, a comunidade também pode se beneficiar da prática de atividades físicas por meio de projetos de extensão realizados pelo IFSC. Dentre eles, podemos citar o Projeto Bússola na Trilha certa, realizado no Câmpus Itajaí e que estimula a prática de modalidades esportivas ao ar livre, e também o Bike IFSC, no Câmpus Xanxerê, que busca incentivar o uso da bicicleta como meio de locomoção.

Para os alunos, além dos projetos de extensão, existem ainda outras iniciativas que fomentam a prática esportiva. Os estudantes dos cursos técnicos integrados, por exemplo, cursam a disciplina de Educação Física, na qual têm contato com as mais variadas modalidades esportivas e são incentivados a adotar hábitos de vida saudáveis. Além disso, o IFSC realiza anualmente desde 2012 os Jogos do Instituto Federal de Santa Catarina (JIFSC), que já despertaram a paixão pelos esportes em muitos alunos e foram o ponto de partida para que alguns deles se tornassem atletas profissionais.

-> Espia só um pouco da energia do JIFSC nestas fotos de 2019

E esse é o caso de Ketllyn Zanette, egressa do curso técnico integrado em Informática do Câmpus Chapecó, ela se tornou atleta profissional a partir da prática que começou nas aulas de educação física:


O estímulo à prática esportiva faz parte da formação estudantil por diversos motivos. O professor de educação física do Câmpus Itajaí, Paulo Fonseca, reforça que o esporte é fundamental para estimular hábitos de vida saudáveis que serão levados por toda a vida. Além disso, ele é uma importante ferramenta de crescimento pessoal, autoconhecimento, disciplina e foco nos objetivos, características aprendidas por meio do esporte e que podem ser aplicadas em todas as áreas da vida. Paulo explica que o envolvimento dos alunos nas práticas esportivas tem um papel importante: 

“Isso tem um papel importante para que o aluno permaneça na instituição, que tenha êxito no curso em que está matriculado. Isso porque ele se sente acolhido pela instituição. Ele cria uma identidade com o IFSC e isso faz com que melhore o seu desempenho acadêmico, melhore o seu próprio comportamento dentro do câmpus e ele passa a entender que tem a responsabilidade de representar a instituição. Esses fatores são importantes para a formação do aluno como ser humano, esse senso de comprometimento com as atividades de treinamento e a responsabilidade de estar representando a sua instituição em eventos esportivos. Para a instituição, isso é muito importante porque tem um aluno feliz, alegre de estar estudando e fazendo parte dela, sendo ainda uma forma de acolhimento”. 

-> Veja a pesquisa sobre a influência dos Jogos de Integração (JIFSC) no comportamento ativo entre os alunos

Para além do acolhimento, o esporte é uma forma de inclusão. Isso porque o objetivo da atividade física/esporte/educação física no ambiente escolar deve ser a ampliação do acervo motor dos estudantes e deve possibilitar a prática para alunos com menos ou mais habilidades. A professora de educação física do Câmpus Palhoça Bilíngue, Carmem Beck, reforça que a inclusão no esporte acontece somente quando conseguimos oportunizar a prática para alunos com diferentes habilidades técnicas ou táticas, ou seja, o esporte deve se adaptar às possibilidades dos alunos.

A professora cita o caso dos alunos surdos, em que a aula deve ser ministrada em Libras e na qual as estratégias metodológicas devem priorizar a linguagem visual. Ela conta que no Câmpus Palhoça Bilíngue alunos surdos e ouvintes têm se encontrado em momentos de lazer por meio do esporte de participação, o que proporciona uma maior integração, estimulando os estudantes ouvintes a desenvolver a Língua Brasileira de Sinais, a partir do contato com os alunos surdos.

Para Carmem, a educação física deve ser percebida na instituição como área estratégica para a inclusão, permanência, êxito e saúde dos alunos. E, para que alcance cada vez mais estudantes, os jogos devem ser mais inclusivos:

“A ênfase deve ser dada ao esporte de participação, o qual possibilita o envolvimento de todos os estudantes, com mais ou com menos habilidades técnicas, e desperta o gosto pela atividade física. Isso pode acontecer adaptando regras, incluindo equipes mistas ou outros tipos de atividades e não somente o esporte balizado por regras oficiais. Perceber-se com mais habilidade e aptidão aumenta a possibilidade do adolescente ser um adulto fisicamente ativo, estratégia importante tendo em vista que um terço da população mundial não cumpre as recomendações de atividade física preconizada pela Organização Mundial da Saúde. A escola é, portanto, o local mais estratégico para o combate da pandemia da inatividade física e a vivência real da inclusão”.

Outra iniciativa que também contribuirá para a inclusão dos alunos por meio do esporte é o projeto de extensão “Oficinas de fomento à prática de esportes por pessoas com deficiência” do Câmpus São José. O objetivo é fomentar a prática de esportes a pessoas com deficiência, tendo como porta de entrada a prática de artes marciais. O projeto disponibilizará treinos no câmpus para atender a comunidade externa e os alunos PCDs que se interessarem nas aulas adaptadas.

-> Conheça mais sobre o projeto “Oficinas de fomento à prática de esportes por pessoas com deficiência” clicando aqui

Inclusive, tornar o esporte no IFSC cada vez mais inclusivo é uma das metas da equipe organizadora dos Jogos do Instituto Federal de Santa Catarina, nosso famoso JIFSC, como explica o professor de educação física do Câmpus Itajaí, Paulo Fonseca. Segundo ele, o projeto para o JIFSC é ampliar as possibilidades de participação, visto que o esporte é também uma ferramenta educacional importante e precisa atender a todos. Para isso, a perspectiva para o futuro é incluir cada vez mais os estudantes, ampliando o escopo para além das competições e oferecendo também oficinas, com o viés de estimular a participação e a prática corporal, aproveitando assim toda a potencialidade do esporte para a formação dos alunos para além das salas de aula. 

JIFSC: a competição do IFSC

Os Jogos do Instituto Federal de Santa Catarina, conhecidos como JIFSC, surgiram com o objetivo de “oportunizar o acesso ao esporte educacional, produzindo conhecimento sobre a cultura corporal, promovendo a inclusão e contribuindo com o desenvolvimento integral dos estudantes de todos os câmpus do IFSC", como reforça o professor de educação física do Câmpus Chapecó, Eder Ferrari, ao citar o artigo 3º do regulamento dos Jogos

Arte JIFSC

A primeira competição do JIFSC aconteceu em 2012 na cidade de Florianópolis. O evento surgiu como uma demanda dos alunos, como explica o professor de educação física do Câmpus Itajaí, Paulo Fonseca. Até 2011, apenas o Câmpus Florianópolis representava o IFSC nos Jogos dos Institutos Federais (JIF), e com a criação de outros câmpus essa definição não parecia justa, por isso foi organizada uma forma para que alunos de outros câmpus também pudessem ter a chance de participar do JIF. 

Para isso, organizou-se o 1º JIFSC, em 2012, uma pré-seleção para o JIF. Naquele ano participaram 290 alunos nas modalidades futsal, vôlei de quadra, vôlei em dupla, basquetebol, handebol, atletismo, xadrez, tênis de mesa. Como foi a primeira edição, puderam participar alunos matriculados em qualquer curso com até 21 anos de idade, regra prevista para possibilitar a participação posterior no JIF.

No ano seguinte, em 2013, o 2º JIFSC já contou com aproximadamente 700 alunos, divididos entre cursos integrados e demais formas de oferta - essa divisão é feita por conta das diferenças etárias e físicas dos estudantes dos integrados em relação aos demais cursos, e também pela limitação de idade para participação no JIF, então os jogos dos integrados servem como seletiva, enquanto os dos demais cursos não. Em 2016, o número de participantes chegou a cerca de 1600, o que tornou necessário modificar a organização dos Jogos para que a estrutura logística e de competição comportasse todos os atletas e todas as competições. 

Para isso, a partir de 2017 foram criadas as seletivas regionais para os Jogos e o evento passou a contar com três fases:

  • 1º fase (câmpus) - articuladores são nomeados para divulgar os Jogos e fazer seletivas para formação das equipes que vão disputar a etapa regional. 
  • 2º fase (regional) - após a formação das equipes pelos câmpus, é realizada a fase regional, em que os câmpus da região competem entre si. As regionais são divididas em seis: Sul, Norte, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Planalto e Oeste. Os vencedores das etapas regionais se classificam para participar da fase estadual. 
  • 3º fase (estadual) - as modalidades classificadas nas 6 regionais, mais os esportes individuais, são disputadas na fase estadual. No caso das competições dos cursos técnicos integrados, os campeões do estadual formam a equipe do IFSC que participará dos Jogos dos Institutos Federais da Região Sul (JIFSul), e que poderão posteriormente participar dos Jogos dos Institutos Federais (JIF), uma competição nacional.

Veja um breve histórico do evento:

 

Até 2019, qualquer estudante regularmente matriculado no IFSC podia participar do JIFSC. Em 2020 e 2021 não houve Jogos por causa da pandemia de Covid-19. O JIFSC está sendo retomado neste ano, mas apenas os alunos de cursos técnicos integrados poderão participar em função de limitações orçamentárias. A expectativa é que nos próximos anos os Jogos possam voltar a contemplar também os demais estudantes do IFSC.  

O professor Eder reforça que os Jogos não apenas possibilitam o conhecimento mais aprofundado sobre as modalidades esportivas, mas, principalmente, permitem a convivência diária nos treinos, e a participação em competições contribui com um aprendizado social para além do que é oportunizado cotidianamente nas aulas de educação física. E não apenas isso, as competições são importantes também para o IFSC, que pode oferecer uma formação integral dos estudantes, oferecendo meios estratégicos de permanência e êxito. 

Nesse sentido, o IFSC tem fomentado outras práticas que também trabalham os valores de responsabilidade, espírito de equipe, colaboração etc. E um dos aperfeiçoamentos que já aconteceram foi a criação do eJIFSC, uma competição que inclui também quem não é muito fã de atividades físicas. 

eJIFSC: jogos virtuais

O campeonato de Jogos Eletrônicos do Instituto Federal de Santa Catarina (eJIFSC) surgiu durante a pandemia de Covid-19, quando não foi possível organizar campeonatos esportivos presenciais. A saída então foi organizá-los de maneira virtual. Apesar de campeonatos de jogos virtuais não serem novidade aqui no IFSC, eles geralmente aconteciam de maneira isolada em alguns câmpus. Com o eJIFSC, as competições passaram a incluir todos os câmpus e as disputas se tornaram estaduais.

Para participar, é necessário ser aluno devidamente matriculado no IFSC. A seleção acontece em duas etapas: primeiro, os interessados fazem a pré-inscrição com o articulador do eJIFSC do câmpus, e depois é feita uma seleção interna para compor o time que vai competir pelo câmpus. O número de selecionados é estipulado de acordo com o número de matrículas de cada câmpus e se subdividem nas categorias: em grupo ou individual. 

Em 2022, os jogos em grupo foram League of Legends e Free Fire; e na categoria individual, Xadrez online Lichess. O coordenador da comissão do eJIFSC 2022, Rafael Seiz, explica que a meta para os próximos anos é incluir outras modalidades para contemplar mais estudantes. Rafael reforça:

“O eJIFSC é importante para promover o espírito de equipe, a boa competitividade e o bem estar emocional e mental dos alunos, além de incluir nestes espaços aqueles que talvez não gostem tanto das modalidades esportivas clássicas, promovendo portanto além dessa inclusão, um espírito de inovação e tecnologia para as práticas de ensino-aprendizagem, e uma abertura no meio educacional para promover o nascente cenário dos esportes eletrônicos e quebrar barreiras e preconceitos que existem em relação aos jogos digitais”.

Também quero participar

Se você chegou até aqui e ficou empolgado para participar dos nossos Jogos, atingimos o objetivo deste post ??

O primeiro passo para isso é você se envolver nas atividades esportivas disponíveis no seu câmpus, seja por meio das aulas de educação física - para quem faz um curso técnico integrado - ou por meio de projetos existentes em cada câmpus. Informe-se com os professores de educação física e com o setor pedagógico sobre as possibilidades. E se você não curte as competições presenciais, também pode participar do eJIFSC, só começar a treinar!

Depois é só acompanhar nossos canais para saber das novidades e inscrições abertas. Já destacamos aqui o site dos eventos, onde as informações são sempre atualizadas: JIFSC e eJIFSC.

E para quem, por enquanto, não curte fazer esportes, tem sempre lugar na arquibancada para assistir e torcer. Basta acompanhar as transmissões que fazemos do evento no nosso canal no YouTube

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Como as artes estão presentes no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 10 ago 2022 09:20 Data de Atualização: 10 ago 2022 09:41

Você já pensou como a arte está presente em nosso dia a dia? Ela está na música, na gastronomia, na arquitetura, nas embalagens dos produtos e claro, nas pinturas e outras obras de arte. A arte está em tudo! Não é à toa que ela tem um dia especial no calendário de datas comemorativas: o dia 12 de agosto, o Dia Nacional das Artes.

No post de hoje vamos falar um pouco sobre a data e também sobre as diversas formas como a arte se manifesta nos câmpus do IFSC. Para isso, conversamos com as professoras Patrícia Martins e Micheline Raquel de Barros, que atuam na Articulação de Artes e Esportes da Pró-Reitoria de Ensino (Proen), Sandra Fachinello, docente de Artes no Câmpus São José, e também com José Orlando Miranda Botelho, da equipe técnica da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), para mostrarmos que no IFSC também se faz arte. 

Celebrando o dia 12

No dia 12 de agosto é comemorado o Dia Nacional das Artes. O objetivo é celebrar as diversas manifestações artísticas como as artes plásticas, a pintura, a escultura, a música, a dança, o teatro etc.

O dia escolhido faz referência a um marco na História do Brasil, um decreto de 12 de agosto de 1816 que criou a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, hoje Escola de Belas-Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios foi criada para promover o ensino de conhecimentos considerados indispensáveis voltados para as atividades cuja prática dependiam de conhecimentos teóricos das artes e das ciências naturais, físicas e exatas. A arte, portanto, sempre esteve ligada às ciências, o que reforça sua importância na vida humana. 

O que seria arte então?


Para começar a falar de arte é importante lembrar que o acesso à produção artístico cultural é um direito humano garantido na constituição federal. A Arte é, portanto, vista como inerente ao ser humano, sendo fruto da sua manifestação técnica, social, política, identitária, econômica e laboral.

-> A profissão de artista é regulamentada por decreto no Brasil

A professora Patrícia Martins resgatou um pouco da história das artes e nos explicou que, no passado, o acesso e a produção artística estavam associados à elite social, restritos aos saraus, museus e teatros, sem que houvesse o reconhecimento do valor artístico de outras formas de artes ditas não formais (artesanato, danças da comunidade, dentre outros).

Felizmente, essa forma de pensar mudou e outras formas de expressão já são reconhecidas como arte. Dá para dizer então, que a arte é também uma ferramenta para a transformação social. Inclusive, essa é uma das características presentes do IFSC, conforme a professora Patrícia explica:

“Historicamente as escolas de ensino técnico, visando a formação para o trabalho, têm ampliado a concepção de ensino na perspectiva histórico crítica. Essa concepção abrange o acesso e a produção artística em diversos contextos, inclusive um olhar de valorização para produção dos estudantes filhos de trabalhadores, que é o nosso perfil primeiro no IFSC”.

As várias formas de arte no IFSC

O campo das artes é bastante amplo e engloba linguagens artísticas distintas, como a cênica, a música, a dança e a visual. Inclusive, existem formações específicas para cada uma delas. No IFSC, por exemplo, temos o curso técnico concomitante de Teatro no Câmpus Joinville, que faz parte das artes cênicas. 

Além dele, a arte é uma disciplina ou Unidade Curricular (UC) presente nos nossos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio. A professora Sandra Fachinello explica que, nesses cursos, a UC de Arte (Visual, Cênica, Música e Dança) é uma das responsáveis pela integração de saberes na formação profissional do cidadão. Ela complementa: 

“No ambiente escolar ela [arte] é, como - e com - as outras unidades curriculares, dinamizadora de reflexões com o conhecimento. Reflexões individuais e coletivas, sensíveis e contundentes; que passam pela esfera da razão, da emoção... São conteúdos da produção artística local e mundial, do pensamento por meio da Arte ao longo do tempo e com foco no contemporâneo, de vivências técnicas/práticas, entre muitos outros. São momentos de conexões indispensáveis para construir conhecimento de alicerces práticos/teóricos de leitura de mundo; uma soma transformadora da/para a vida de cada cidadão”.

As artes contribuem, dessa forma, para ampliação do repertório cultural e artístico do aluno. Elas promovem novas formas de compreender o mundo e as relações, bem como a  sensibilização dos textos não verbais, crítica de imagens da mídia, consciência corporal e expressividade, raciocínio lógico, criatividade na resolução de problemas e aperfeiçoamento das relações interpessoais.  A professora Patrícia explica que, no IFSC, se privilegia a metodologia “maker", que destaca a importância do aprendizado pelo fazer, que é esperado no ensino técnico, mas que também constitui as práticas de ensino em artes.

Para além das disciplinas, outra forma de fomento das artes no IFSC são os grupos de pesquisa, que são espaços de estudo, alguns deles com foco na arte. Os grupos são desenvolvidos internamente e tem por objetivo gerar conhecimento científico. 

Dentre as pesquisas em atividade no IFSC relacionadas às Artes estão o Observatório do Ensino da Arte na Educação Básica, Técnica e Tecnológica, e o mapeamento dos artistas de São José do Câmpus São José; a pesquisa Cor sob a perspectiva interdisciplinar no Câmpus São Miguel do Oeste; o uso do teatro para derrubar preconceitos no Câmpus São Carlos; e o uso do audiovisual para resgatar a memória do Contestado no Câmpus Caçador.

Dois trabalhos que se transformaram em arte e que surgiram a partir de grupos de pesquisa são a ilustração inspirada na literatura de cordel que conta a história do eclipse total do Sol ocorrido em 1919 e o e-book que reúne quadrinhos sobre Física

Mas a arte não fica apenas dentro dos muros do IFSC, existem projetos de extensão que são abertos à comunidade. Vamos conhecê-los?  

Arte para além dos portões do IFSC

Aqui no IFSC, a arte está presente em cursos, em disciplinas, em projetos de pesquisa e também em projetos de extensão. Os alunos se beneficiam diretamente dos três primeiros, mas, a comunidade também é convidada a participar nos projetos de extensão. Dessa forma, a arte ultrapassa os portões da nossa instituição e envolve públicos de diferentes idades. 

Anualmente, o IFSC fornece apoio financeiro a projetos permanentes da área temática de cultura. Esses projetos são desenvolvidos por professores e alunos, mas tem por objetivo alcançar o público externo. Em geral, essas iniciativas visam atender demandas culturais das comunidades do entorno do IFSC e também contribuir com a formação técnica e cidadã dos alunos. Integrante da equipe técnica da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), José Orlando Miranda Botelho, ressalta:

“Os projetos exibem um vasto histórico de contribuições à instituição e à sociedade, alguns deles com larga experiência e sucesso. Ademais, através da arte é possível quebrar paradigmas, construir e desconstruir significados, colaborando assim, para a transformação da sociedade”.

Em 2022, temos alguns projetos de extensão relacionados às artes em atividade divididos entre os câmpus do IFSC em Florianópolis, Jaraguá do Sul, Chapecó, São Miguel do Oeste, Gaspar, Araranguá e Itajaí. Inclusive dois deles são orquestras que, assim como todos os outros projetos, são abertas à comunidade.

-> Orquestras no IFSC? Temos!

Conheça um pouco mais sobre alguns deles:

 

Para além dos projetos de extensão, temos o Didascálico, um evento que representa a consolidação de ações de arte e cultura nos câmpus do IFSC. O projeto  iniciou no Câmpus Florianópolis em 2001, com o intuito de promover a educação por meio da linguagem artística, e foi conquistando espaço em outros câmpus. Em 2021, aconteceu em 11 câmpus do IFSC: Araranguá, Caçador, Criciúma, Florianópolis, Garopaba, Gaspar, Lages, Palhoça Bilíngue, São Carlos, São José e São Lourenço do Oeste.

Conheça o famoso Didascálico: 

 

-> Movimento Cultura: Didascálico - assista à reportagem sobre este evento

Quero fazer artes no IFSC

Gostou e quer fazer parte? Então vamos lá!

Tanto para quem é aluno quanto para quem não é, a participação em projetos de extensão acontece em geral por meio de processos seletivos próprios. Como os projetos são independentes, é necessário entrar em contato com o coordenador daquele que for do seu interesse para saber os detalhes e prazos de ingresso. O e-mail de contato está na descrição de cada projeto na arte acima. É possível também acompanhar a divulgação dos projetos de extensão por aqui

Já o ingresso em cursos acontece exclusivamente por meio de editais. Periodicamente, o IFSC publica esses documentos com todas as informações necessárias, como prazos, condições para participar e como será o ingresso.

-> Você pode acompanhar os editais abertos clicando aqui
-> Cadastre seu e-mail para ser avisado(a) quando estivermos com inscrições abertas 

Agora, para participar de projetos de pesquisa, é necessário ser estudante do IFSC. E nesse caso é recomendado conversar diretamente com o(a) coordenador(a) da pesquisa. Ele(a) poderá dar as orientações sobre como ingressar no grupo e quais são os requisitos necessários.

Mostre sua arte

E se você já estuda aqui no IFSC e faz arte, compartilhe com a gente. Publique foto no seu perfil do Instagram e nos marque (@ifsc).

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Transferências e retornos: como funcionam?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 27 jul 2022 08:03 Data de Atualização: 27 jul 2022 08:21

Você sabia que é possível mudar de curso dentro do IFSC? Ou ainda, se você estuda em outro lugar, mudar seu curso para cá? E tem mais: se você já se formou - no IFSC ou em outra instituição - pode retornar para fazer outro curso sem ter que fazer uma prova ou entrar num sorteio? Tudo isso faz parte dos processos que chamamos de transferências e retornos.

No post de hoje, vamos explicar sobre o processo de transferência e retorno

Transferência interna X externa 

Primeiro é importante entender os dois tipos de transferências possíveis. A transferência interna é o processo que permite que estudantes do IFSC troquem de curso dentro da instituição. Já a transferência externa permite que alunos de outras instituições, públicas ou privadas, venham estudar no IFSC. 

É possível fazer transferência tanto para os cursos técnicos quanto para a graduação, mas ela só pode ser pedida entre cursos da mesma categoria. Por exemplo, se você está cursando um técnico subsequente só pode pedir transferência para outro técnico subsequente. Essa regra vale para todos os tipos de transferências.

O aluno que deseja pedir transferência pode fazê-lo entre câmpus diferentes e manter o mesmo curso, entre câmpus diferentes e cursos diferentes ou ainda apenas entre cursos diferentes de um mesmo câmpus. Para qualquer uma dessas possibilidades é necessário que haja:

1) um edital aberto sinalizando que há vaga no curso e câmpus desejado;
2) o aluno precisa ter terminado pelo menos o primeiro semestre do curso que já está cursando; e
3) o aluno precisa atender os pré-requisitos estabelecidos em edital.

Pré-requisito é basicamente um conhecimento necessário para que o aluno possa acompanhar o curso para o qual pretende pedir transferência. Os pré-requisitos dependem do curso e da fase em que a vaga está aberta. Por exemplo, a transferência ou retorno para um curso em que tenha a disciplina de cálculo II vai exigir que o aluno já tenha cursado cálculo I. Esse é um pré-requisito para que o estudante possa acompanhar o curso adequadamente.

Retorno de egresso 

O processo de retorno é para quem já concluiu um curso técnico ou de graduação - no IFSC ou em qualquer outra instituição de ensino pública ou particular (desde que reconhecidas pelo MEC) - e deseja cursar outro curso aqui com a gente. E, assim como para as transferências, o interessado deve ler atentamente o edital para descobrir se possui os pré-requisitos necessários para entrar no curso desejado.

Via de regra, os retornos acontecem para um curso de igual ou menor qualificação. Por exemplo: um estudante graduado pode cursar outra graduação ou um curso técnico. Já o aluno formado em um curso técnico poderá cursar apenas outro curso técnico. Isso porque um técnico provavelmente não atenderá os pré-requisitos necessários para cursar o nível superior, no caso do retorno. Vale ressaltar que só são disponibilizadas vagas para retorno em cursos de graduação e cursos técnicos subsequentes.

Quando posso solicitar transferência ou retorno?

Sempre que há vagas disponíveis, os câmpus lançam editais com a lista de vagas abertas e os pré-requisitos para cada uma. Isso costuma acontecer antes do início de cada semestre de aulas. Temos uma página no nosso Portal em que publicamos todos os editais de transferência e retorno abertos em cada câmpus.

-> Veja se há editais abertos para transferências e retornos

Quantas vagas são disponibilizadas?

Isso depende muito de cada curso e câmpus, pois as vagas disponibilizadas para transferência e retorno são as que ficam disponíveis em função de desistências ou transferências. Essa definição é feita pela coordenadoria de cada curso considerando as vagas ociosas em cada fase do curso.

Como saber se posso me candidatar a uma vaga?

Os pré-requisitos para poder participar do processo estão sempre detalhadas no edital.

-> Afinal, o que é um edital?
-> Quer estudar no IFSC? A gente te ajuda a ler o edital.

Elaboramos um quadro resumo para facilitar:

Quadro explicando quem pode participar dos processos de transferência e retorno do IFSC

Como faço para me inscrever?

Quando o câmpus estiver com vagas abertas, no edital você encontrará as orientações. Normalmente, é disponibilizado um formulário on-line para você se candidatar e encaminhar a documentação necessária.

Como é o processo de seleção?

Em geral, o processo de seleção se dá pelo preenchimento dos pré-requisitos, ou seja, quanto mais matérias o candidato conseguir validar, maiores suas chances de ocupar a vaga. Caso haja empate, a seleção pode se dar por ordem de inscrição, ou outro critério que estará explícito no edital. 

Contudo, os câmpus podem estabelecer critérios diferentes. Por exemplo, quando não há pré-requisitos, a classificação pode se dar por ordem de inscrição apenas. Por isso, é fundamental que você leia o edital com bastante atenção, nele você encontrará todas as informações sobre o processo seletivo e também sobre o processo de matrícula.

Se tiver dúvidas, envie e-mail para ingresso@ifsc.edu.br. Conheça também outras formas de estudar no IFSC

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Quem pode estudar no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 13 jul 2022 09:23 Data de Atualização: 25 out 2022 09:47

A gente costuma dizer que o IFSC é pra todo mundo.

Isso porque temos tipos de cursos que podem ser feitos por pessoas de diferentes idades e formações. Para deixar mais claro, neste post vamos explicar os pré-requisitos dos nossos cursos, ou seja, as condições que você precisa preencher para poder se matricular no IFSC.

Primeiro ponto: ninguém é velho demais para estudar no IFSC.  Alguns cursos de qualificação vão trazer uma idade mínima para uma pessoa poder se candidatar, mas idade máxima não existe.

Vamos explicar abaixo o que é preciso ter para poder se candidatar aos nossos cursos, mas é claro que, para estudar aqui de fato é preciso ser selecionado nos processos seletivos. Por isso, não basta só se inscrever.

-> Entenda todas as etapas do nosso processo de ingresso

Muito importante: os pré-requisitos dos cursos sempre são detalhados no edital, que é o documento que publicamos no nosso site para informar que estamos com inscrições abertas. Por isso, é fundamental que você leia o edital do processo seletivo do qual quer participar.

-> Afinal, o que é um edital?
-> Quer estudar no IFSC? A gente te ajuda a ler o edital.

Vamos explicar agora os pré-requisitos por tipo de curso:

Cursos de qualificação profissional

Os cursos de qualificação profissional são os que também chamamos carinhosamente de FIC, que é a sigla de Formação Inicial e Continuada. Esse tipo de curso é indicado para quem deseja atualizar conhecimentos em sua área de atuação, para quem quer se reinserir no mercado de trabalho ou aprender e aprimorar um segundo idioma. 

-> Veja mais detalhes sobre o que é um curso FIC ou de qualificação?
-> Conheça os cursos de qualificação oferecidos em cada câmpus

Não temos como dar uma resposta padrão dizendo quem pode fazer nossos cursos de qualificação porque depende de cada curso. Temos cursos em que basta ser alfabetizado e ter mais de 16 anos. Outros já exigem mais pré-requisitos como Ensino Fundamental ou Ensino Médio Completo. Portanto, para saber se você pode ou não fazer um curso de qualificação é preciso conferir o pré-requisito no edital sempre que estivermos com inscrições abertas. 

Cursos de idiomas

Dentro dos cursos de qualificação, temos os cursos de idiomas oferecidos por alguns câmpus - dependendo do câmpus podem ser ofertados cursos de inglês, espanhol, francês, português para estrangeiros e Linguagem Brasileira dos Sinais (Libras). No caso desses cursos, alguns estabelecem idade mínima de 14 ou 16 anos para poder se inscrever. Além disso, se você já tem algum conhecimento do idioma e não quer iniciar o nível básico, pode fazer um teste de nivelamento para ver qual nível do curso você pode fazer.

Para saber quem pode se inscrever em cada curso de idioma é preciso conferir o edital.

Cursos técnicos

Temos três tipos de cursos técnicos e cada um deles tem um pré-requisito diferente. 

- Curso técnico integrado ao Ensino Médio: tipo de oferta de curso técnico em que a formação geral se dá de forma integrada à formação profissional, na mesma instituição de ensino (também o chamamos de Ensino Médio Técnico), ou seja, você faz o curso técnico e o Ensino Médio no IFSC.

- Curso técnico concomitante ao Ensino Médio: tipo de oferta de curso técnico em que a formação geral se dá de forma concomitante à formação profissional, em instituições de ensino distintas, ou seja, você faz um curso técnico no IFSC enquanto faz o Ensino Médio em outra instituição de ensino.

- Curso técnico subsequente ao Ensino Médio: tipo de oferta de curso técnico destinada a quem já tenha concluído o ensino médio.

Arte explicando a diferença dos cursos técnicos do IFSC

-> Se quiser entender melhor a diferença entre nossos cursos técnicos, clique aqui

A escolha do curso técnico vai depender primeiro da sua formação. O curso técnico subsequente, por exemplo, só pode ser feito por quem já concluiu o Ensino Médio. Se você já possui o Ensino Fundamental completo, pode fazer o Ensino Médio junto com um curso técnico no que chamamos de curso técnico integrado ao Ensino Médio.

Para ingressar no curso técnico concomitante, é preciso ingressar ao mesmo tempo no Ensino Médio ou já estar cursando em outra instituição de ensino. O candidato com o Ensino Médio completo não pode realizar matrícula em curso técnico concomitante do IFSC.

Depois de identificar qual tipo de curso você pode fazer de acordo com sua formação, aí você pode escolher a área do curso conforme suas preferências, mercado de trabalho e oferta próxima de casa. 

-> Aplicativo do MEC ajuda a escolher o curso técnico de acordo com o perfil de interesse
-> Veja os cursos técnicos disponíveis no IFSC

Cursos de graduação

Aqui no IFSC temos três tipos de graduação: cursos de bacharelado, de licenciatura e os superiores de tecnologia. Já detalhamos as diferenças entre eles neste post.

Arte explicando a diferença dos cursos de graduação do IFSC

Em todos eles você sai com o mesmo tipo de diploma e, para cursá-los, você precisa ter concluído o Ensino Médio até a data de matrícula. 

Em alguns cursos de graduação do IFSC, a seleção é apenas pelo Sistema de Seleção Unificada do MEC, o Sisu, e, portanto, para se inscrever você precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Para outros cursos, é possível ingressar tanto pelo Sisu quanto pelo Vestibular - para quem pretende ingressar em uma graduação em 2023, o vestibular será unificado com a UFSC.

-> Veja as opções de cursos de graduação do IFSC

Cursos de pós-graduação

Oferecemos dois tipos de pós-graduação que, como o nome mesmo diz, podem ser feitos por quem já concluiu um curso de graduação.

A pós-graduação lato sensu compreende programas de especialização, geralmente voltados ao mercado de trabalho. Já a pós-graduação stricto sensu são os programas de mestrado e doutorado. Aqui no IFSC, por enquanto, só oferecemos mestrados profissionais.

Arte explicando as diferenças entre os cursos de pós-graduação

-> Entenda melhor a diferença entre pós-graduação lato sensu e stricto sensu
-> Veja os cursos de pós-graduação oferecidos pelo IFSC

Cursos Proeja

Para quem não conseguiu concluir seus estudos na idade regular, aqui no IFSC oferecemos a possibilidade de finalizar o Ensino Fundamental ou Ensino Médio junto com um curso de qualificação profissional ou um curso técnico. Isso é possível graças ao que chamamos de cursos Proeja, que são os cursos voltados à educação de jovens e adultos articulados à educação profissional.

-> Veja mais detalhes dos cursos Proeja e a história de quem teve a vida transformada por esses cursos

Veja as modalidades de Proeja oferecidas no IFSC e quem pode fazer:

Arte explicando as modalidades de cursos Proeja do IFSC

-> Conheça as opções de cursos Proeja do IFSC

E tem mais

Pessoas que já estudam em outros lugares também podem vir estudar aqui. Além do processo de transferência interna - que é para estudantes do IFSC que queiram mudar de curso aqui dentro -, temos o processo de transferência externa.

Para transferência externa, podem se inscrever alunos regularmente matriculados (que frequentam ou que estão com matrícula trancada) em cursos técnicos ou de graduação de outras instituições de ensino públicas ou particulares.

-> Veja os editais disponíveis de transferências e retornos 

E se você já concluiu um curso no IFSC ou em outra instituição de ensino, também pode voltar a estudar aqui. É o que chamamos retorno de egresso em que podem se inscrever candidatos com diplomas reconhecidos pelo MEC para retorno a curso técnico subsequente ou curso de graduação.

Quadro explicando quem pode participar do processo de transferência e retorno

-> Entenda melhor o processo de transferência e retorno do IFSC

E não podemos deixar de falar das vagas remanescentes. As vagas remanescentes são vagas que sobram de um processo seletivo regular e que são disponibilizadas novamente com procedimentos de seleção simplificados. E não é preciso ter participado do processo seletivo regular para concorrer, qualquer pessoa pode se candidatar desde que atenda aos pré-requisitos do curso. 

-> Veja como funcionam as vagas remanescentes do IFSC e como se inscrever

Quando falamos também em quem pode estudar aqui, precisamos lembrar que temos um Sistema de Cotas para nossos cursos técnicos e de graduação em que metade das vagas são reservadas para quem estudou em escola pública brasileira e, dentro dessas, há as cotas raciais e para pessoas com deficiência

-> Entenda como funciona nosso sistema de cota
-> Faça nosso quiz para saber se você pode se inscrever pelo Sistema de Cotas

E mais três informações importantes

1⃣ É possível fazer mais de um curso no IFSC - veja como

2⃣ Estrangeiros também podem estudar no IFSC - veja a documentação necessária

3⃣ Se você não mora em uma das 20 cidades onde temos câmpus, pode fazer um dos nossos cursos a distância. Mas atenção: pode haver a necessidade de comparecimento presencial para avaliação ou algumas aulas. Essas informações sempre estão descritas no edital.

Pronto!

?? Agora que você já viu quais cursos do IFSC pode fazer, é só acompanhar nosso calendário de ingresso para não perder a inscrição no nosso processo seletivo.

✔ Se você achou muita informação, calma! Criamos um teste para te ajudar a saber quais cursos do IFSC você pode fazer:

 

?? Se desejar, deixe seu e-mail no nosso cadastro de interesse para receber um aviso quando estivermos com inscrições abertas para o curso que deseja fazer.

Além de saber quem pode estudar no IFSC, clique aqui para ver como isso pode ser feito.

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O que faz o Cepe?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 29 jun 2022 08:40 Data de Atualização: 29 jun 2022 08:42

O IFSC tem alguns órgão colegiados que atuam para que a gestão da instituição seja feita de forma democrática e participativa. Possivelmente você já nos ouviu falando sobre o Cepe, divulgando alguma decisão, convidando para acompanhar uma reunião ou ainda para participar do processo eleitoral e integrar esse grupo. Mas, afinal, o que é o Cepe e o que ele faz? É isso que vamos explicar neste post.

O que é o Cepe?

Cepe é a sigla para o Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFSC, um órgão normativo e consultivo que trata de políticas educacionais, de ensino, de pesquisa e de extensão do IFSC. 

Diferentemente do Conselho Superior e do Colégio de Dirigentes, que estão previstos na Lei nº 11.892/2008, que criou os institutos federais, o Cepe faz parte da estrutura organizacional básica do IFSC prevista no seu regimento. Ele é um dos órgãos de assessoramento da instituição, criado quando o IFSC ainda era Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina (Cefet-SC). 

As competências do Cepe, conforme constam no regimento do IFSC, são:

- Assessorar a Reitoria no que tange às políticas de ensino, pesquisa e extensão do IFSC;
- Analisar os projetos pedagógicos dos cursos do IFSC e submetê-los ao Conselho Superior;
- Regulamentar e emitir parecer sobre os processos autorizativos de cursos e demais ofertas educativas do IFSC;
- Estabelecer diretrizes curriculares para oferta educativa do IFSC;
- Emitir parecer sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional e o Projeto Pedagógico Institucional do IFSC;
- Definir diretrizes para a elaboração e aprovação do calendário acadêmico do IFSC;
- Regulamentar o funcionamento das câmaras de ensino, de pesquisa e pós-graduação e de extensão;
- Emitir parecer sobre recursos de processos de natureza didático-pedagógica;
- Elaborar propostas de alteração do seu próprio regulamento, a ser apreciado e aprovado pelo Conselho Superior;
- Regulamentar os projetos e atividades de ensino, pesquisa e extensão;
- Estabelecer diretrizes e procedimentos de acompanhamento e avaliação das atividades de ensino, pesquisa e extensão;
- Expedir orientações para a elaboração da Organização Didático-Pedagógica dos câmpus do IFSC;
- Emitir parecer sobre a Organização Didático-Pedagógica dos câmpus do IFSC;
- Exercer a fiscalização e o controle do cumprimento de suas recomendações;
- Julgar os recursos sobre matérias de sua competência;
- Estabelecer diretrizes e emitir parecer sobre as políticas e programas de pesquisa e inovação;
- Estabelecer diretrizes e emitir parecer sobre as políticas e programas de extensão e relações externas;
- Coordenar a elaboração e aprovação do Regimento Didático Pedagógico – RDP do IFSC;
- Estabelecer normas e procedimentos para gestão dos processos de pesquisa e inovação;
- Estabelecer normas e procedimentos para gestão dos processos de extensão. 

Portanto, passam pelo Cepe, por exemplo, todas as propostas de criação e reestruturação de cursos no IFSC, assim como a suspensão de oferta de vagas.

-> Entenda como são criados os cursos no IFSC

Quem faz parte do Cepe?

O Cepe é formado por representantes dos docentes, dos técnicos administrativos e dos estudantes, além dos pró-reitores de Ensino (presidente), de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação e de Extensão e Relações Externas e pelos respectivos diretores sistêmicos de Ensino, Pesquisa e Extensão.

Entenda melhor na imagem abaixo:

Infográfico mostrando como funciona o Cepe

 

Os membros do Cepe são escolhidos pelos seus pares, juntamente com os respectivos suplentes, e tem um mandato de dois anos, sendo permitida uma única recondução consecutiva. Essa escolha ocorre por meio de um processo eleitoral.

As últimas eleições foram realizadas em 2021. Como nem todas as vagas foram preenchidas, em abril deste ano foi realizado mais um processo eleitoral complementar. Por conta disso, o mandato dos novos e atuais membros têm prazo até agosto de 2023, quando novas eleições serão realizadas.

-> Veja como foi a posse dos membros mais recentes em maio de 2022

No vídeo abaixo, entenda as funções dos conselheiros do Cepe:

 

Por que participar do Cepe?

E o que faria um servidor ou um aluno querer ser um membro do Cepe? Convidamos atuais conselheiros e ex-conselheiros do colegiado para compartilhar o que os motivou a participar do Cepe:
 

Veja também quais os principais desafios do Cepe diante das mudanças da sociedade e das necessidades da instituição:
   

Como acompanhar o trabalho do Cepe?

As reuniões do Cepe são realizadas mensalmente. Veja aqui o calendário de trabalho deste ano. Desde o ano passado, elas passaram a ser transmitidas e podem ser acompanhadas pelo canal do IFSC no YouTube.

-> Assista aqui às gravações das reuniões do Cepe já transmitidas

No menu Colegiados do Sistema Integrado de Gestão do IFSC, é possível conferir as pautas e atas das reuniões, bem como ver as resoluções aprovadas no Cepe. Mais informações também podem ser obtidas na página do colegiado ou pelo e-mail cepe.secretaria@ifsc.edu.br.

Como propor pautas para o Cepe?

Tanto alunos quanto servidores podem enviar sugestões de pauta para as reuniões do colegiado. A orientação é que se busque o contato com a respectiva representação no colegiado, ou seja, membros estudantes, docentes, técnicos e a própria gestão (pró-reitorias).

É importante ficar atento(a) ao prazo: a data máxima de submissão de pauta se encerra cerca de 20 dias antes da reunião.

Propostas relativas a cursos devem ser enviadas via processo no Sipac para a unidade da secretaria CEPE depois de passar pelo trâmite de aprovação do colegiado do câmpus. Propostas de minutas de documentos e outras matérias podem ser enviadas para o e-mail da secretaria (cepe.secretaria@ifsc.edu.br)

E se você tem interesse em participar do colegiado, ano que vem teremos eleições. Basta acompanhar as notícias que divulgaremos quando o processo estiver aberto!

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Proeja: entenda do que se trata esta educação que transforma vidas

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 15 jun 2022 08:54 Data de Atualização: 12 jul 2022 09:39

Você sabe o que a história da Valina, da Paulina, do Júlio, da Andreia e de outros estudantes do IFSC têm em comum? A transformação por meio da educação. No caso deles, a mudança veio com o retorno às salas de aula após três ou quatro décadas deles iniciarem os estudos.

Nesse post vamos falar sobre a Educação de Jovens e Adultos, o EJA, e vamos explicar qual modalidade é oferecida no IFSC. Para isso, conversamos com a assessora especial para Políticas de EJA e Ensino Médio Integrado, Ivanir Ribeiro, e também com a chefe do Departamento de Ingresso, Giselli Bonassa. Então, vamos lá! 

O que é EJA?

A Educação de Jovens e Adultos, conhecida pela sigla EJA, é a modalidade de educação destinada a população acima de 15 anos que não teve acesso ou não concluiu a Educação Básica. Neste tipo de curso, o aluno faz o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio em menos tempo - porque existe uma maior flexibilidade curricular-, mas o conteúdo é o mesmo do ensino regular.

O EJA se divide em EJA Ensino Fundamental - destinada a jovens a partir de 15 anos que não completaram o Ensino Fundamental (1º ao 9º ano) - e EJA Ensino Médio - destinada a jovens e adultos maiores de 18 anos que não completaram o Ensino Médio. 

No Brasil, dados da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação - ANPED (2021) apontam que 5,4% da população adulta não sabe ler nem escrever, 31,2% não possui o Ensino Fundamental e 51,2% não possui o Ensino Médio completo. Esses brasileiros largaram os estudos para cuidar da família e/ou trabalhar, por isso é tão importante oferecer cursos pensados para encaixar na rotina dessas pessoas. 

Agora imagine quem sonha em aprender uma profissão ou se especializar na que trabalha e não possui o Ensino Fundamental ou Médio. Essa pessoa precisaria passar pelo EJA e só depois cursar um técnico… o que levaria bastante tempo, não é mesmo?

Pensando nessas pessoas foi criado o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na modalidade de Educação de Jovens e Adultos, ou simplesmente, Proeja. Este programa foi instituído pelo Decreto nº. 5.840, de 13 de julho de 2006, abrangendo cursos integrados de Formação Inicial e Continuada (FIC) e Educação Profissional Técnica de Nível Médio (cursos técnicos), ambos integrados à Educação Básica. E essa é a modalidade oferecida aqui no IFSC.

O que é Proeja?

Como falamos acima, Proeja é a modalidade de EJA voltada à educação profissional. Ou seja, além de receber a formação básica, o aluno recebe também uma qualificação ou uma formação técnica. Portanto,,essa junção é chamada Proeja ou EJA-EPT.

Essa modalidade tem o objetivo de atender à demanda de jovens e adultos pela oferta de educação profissional, da qual em geral são excluídos justamente por não possuírem o ensino fundamental e/ou médio.

Vamos explicar melhor:

Você sabe que, no IFSC, é possível ter uma formação técnica enquanto cursa o Ensino Médio regular, não é mesmo? São os nossos cursos técnicos integrados (ou Ensino Médio Técnico). O Proeja é parecido: os alunos recebem uma formação profissional enquanto cursam o Ensino Fundamental ou Médio na modalidade para jovens e adultos. 

No IFSC, ofertamos o Proeja, dividido em cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) integrados ao Ensino Fundamental; cursos FIC integrados ao Ensino Médio e cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio. Veja aqui nossos cursos Proeja.

-> Saiba mais sobre a história da EJA no IFSC

A diferença entre um curso FIC e um Técnico está basicamente na sua duração e,  consequentemente, no aprofundamento do conhecimento técnico. Ou seja, o tempo “a mais” que o aluno passa no curso técnico é destinado ao aperfeiçoamento na área escolhida. 

O curso FIC Integrado ao Ensino Fundamental tem duração de dois anos (quatro semestres). Já o curso FIC Integrado ao Ensino Médio pode variar entre um ano e meio (três semestres) e dois anos (quatro semestres), por fim, o técnico integrado ao Ensino Médio pode variar de dois anos (quatro semestres) a três anos (seis semestres).

O Proeja no IFSC oferece diferentes modalidades de curso e está aberto para todos.

Veja um resumo das modalidades do Proeja:

Quadro com as modalidades de cursos Proeja no IFSC

Como ingressar no Proeja?

Cada curso tem um calendário e um processo seletivo específico. O Proeja FIC (tanto Fundamental quanto Médio) segue as normas previstas para cursos FIC. Já o Proeja Técnico segue as regras do processo seletivo para cursos técnicos. No IFSC, os câmpus podem optar por fazer uma seleção unificada com outros câmpus ou fazer um processo seletivo próprio.

Se você tem interesse em se inscrever no Proeja, vale a pena ficar de olho no site do câmpus mais próximo ou se informar diretamente no câmpus do IFSC da sua cidade para saber quando será o próximo processo seletivo.

-> Neste momento, estamos com inscrições abertas até 27 de junho para alguns cursos Proeja. Veja aqui!

Os câmpus têm desenvolvido o processo de busca ativa, que se constitui em uma das diretrizes preconizadas no Documento Orientador da EJA do IFSC.

“Busca ativa é a iniciativa ou o conjunto de iniciativas do IFSC para encontrar, contatar e estabelecer diálogo com trabalhadores (formais e informais), desempregados, jovens, indígenas, estrangeiros, entre outros grupos sociais que apresentem demandas por qualificação e formação, porém desconhecem ou não conseguem ter acesso às ofertas educativas oferecidas pela instituição” (Documento Orientador do IFSC, 2021, p. 42).

Ajude a divulgar

Se você conhece alguém que tenha interesse em terminar os estudos, incentive e repasse essas informações. Isso pode fazer a diferença na vida dessa pessoa, como foi o caso da Paulina que só voltou a estudar por causa do incentivo da Assistente Social Zenilda Lemos de Souza. Paulina ficou afastada dos bancos escolares por 38 anos e mesmo enfrentando a depressão voltou às salas para cursar o técnico em Agroecologia no Câmpus Canoinhas:

“Meu pai não me deixava estudar. Ele achava que mulher tinha que casar, cuidar do marido e filhos”, conta Paulina, que, seguindo o estabelecido, casou e teve dois filhos: Márcio e Márcia, de 27 e 24 anos. “Agora estou muito feliz de estar aqui, com os professores, que são muito bonzinhos. Têm paciência de me ensinar. E estou aprendendo um monte de coisas que eu nunca achava na minha vida que eu ia fazer. Nunca eu achei que ia estudar, na minha vida.”

 

 

A educação pode transformar a vida de uma pessoa e por isso, um dos objetivos do IFSC é aumentar o número de inscritos para os programas de Ensino de Jovens e Adultos. Sabemos que voltar a estudar não é fácil, mas acreditamos no poder transformador do ensino.

Educação que transforma vidas

Voltar às salas de aula depois de longo tempo fora da escola é a realidade e o desafio de muitos estudantes do Proeja. São histórias de pessoas que, com força de vontade e dedicação, tentam conseguir qualificação para melhorar a vida. 

Esse é o caso do pedreiro Romário dos Santos Oliveira, que cursou Eletromecânica no Câmpus Chapecó e aos 53 anos voltou a estudar, depois de quase quatro décadas longe da escola. Romário contou que parou de estudar aos 14 anos e sentiu bastante dificuldade em acompanhar as aulas no início. Mas, com sua persistência, a dificuldade foi diminuindo com o passar do tempo.

Assista a esta reportagem de junho deste ano com a história de três pessoas que tiveram que parar de estudar na infância e adolescência para trabalhar desde cedo e como cursos do Proeja ofertados pelo IFSC mudaram as suas vidas - não só na formação, mas na auto-estima e na forma de se verem e perceberem os outros:

Conheça outras histórias de transformação por meio da educação:

 


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Glossário do Ingresso do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 01 jun 2022 10:40 Data de Atualização: 26 out 2022 16:54

Sabemos que somos uma instituição complexa. E como não ser com 22 câmpus e diversos tipos de cursos? ?? Por causa disso, temos processos seletivos com muitas informações e que, às vezes, podem gerar dúvidas em quem quer estudar aqui. Não é à toa que o tema que mais abordamos aqui no Blog é relacionado aos nossos cursos e processos seletivos justamente para esclarecer diversos questionamentos que recebemos em nossos canais de relacionamento.

Para facilitar ainda mais o entendimento do ingresso para estudar no IFSC, organizamos um glossário com os principais termos - em ordem alfabética - que utilizamos quando falamos dos nossos processos seletivos. Veja abaixo:

A  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  W  X  Y  Z

Aprovado: Candidato que foi selecionado para estudar no IFSC por meio de algum dos nossos processos seletivos.

Aluno: Candidato selecionado em um dos nossos processos seletivos e que efetuou a matrícula no IFSC. Temos todo um menu Estudante no nosso Portal dedicado a quem se torna nosso aluno.

Análise documental: Forma de seleção de alguns cursos do IFSC em que a escolha dos candidatos é feita a partir da análise de determinados documentos que rendem pontuações específicas. A análise documental pode considerar a situação socioeconômica do candidato ou ainda seu currículo. O edital do curso detalha o que será analisado pelo IFSC.

Atendimento especial: Candidatos com necessidades especiais podem solicitar um atendimento especial para a realização da prova de seleção quando for o caso. As condições sempre aparecem descritas no edital.

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Bacharelado: É um dos tipos de cursos de nível superior oferecidos pelo IFSC. O bacharelado é um curso superior generalista, de formação científica ou humanística, que confere ao diplomado competências em determinado campo do saber para o exercício de atividade profissional, acadêmica ou cultural, com o grau de bacharel.

Banca de heteroidentificação: Etapa do Sistema de Cotas do IFSC em que candidatos que se inscrevam para as cotas destinadas a pessoas pretas e pardas devem, além de entregar a autodeclaração de preto ou pardo, participar de uma banca, denominada banca de heteroidentificação, em que serão avaliados os critérios fenotípicos do candidato.

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Cadastro de Interesse: Formulário para que os interessados em estudar no IFSC deixem seu e-mail e, desta forma, recebam uma mensagem quando estivermos com inscrições abertas.

Cadastro de Reserva: lista composta por candidatos aos cursos de graduação do IFSC que se inscreverem a partir de um edital específico, sem oferta de vagas. Os candidatos que se inscreverem por este edital poderão ser chamados caso as listas de espera do processo de vestibular e do SiSU esgotem e ainda existam vagas ociosas.

Calendário: Quando falamos em calendário, são datas importantes que precisam ser acompanhadas. Temos um calendário de inscrições, em que é possível acompanhar quando abriremos vagas para inscrições em nossos cursos, e o calendário acadêmico, com datas de início e fim de semestre - além de outros eventos - que precisa ser consultado pelos alunos.

Câmpus: É a unidade do IFSC em que você irá estudar. Atualmente, temos 22 câmpus espalhados por todas as regiões de Santa Catarina. Aqui no IFSC, utilizamos a grafia câmpus e já explicamos sobre isso neste post.

Candidato: É toda pessoa interessada em estudar no IFSC que se inscreve no nosso processo seletivo.

Cotas: Reserva de vagas para candidatos oriundos de escolas públicas, de baixa renda, autodeclarados pretos, pardos e indígenas e pessoas com deficiência. Veja como funciona o sistema de cotas do IFSC.

Cronograma: Parte do edital em que são apresentadas todas as datas e eventos do processo seletivo. É fundamental que o candidato acompanhe este cronograma para não perder nenhum prazo.

CST ou Curso Superior de Tecnologia: É um dos tipos de cursos de nível superior oferecidos pelo IFSC. É um curso superior de formação especializada em áreas científicas e tecnológicas, que confere ao diplomado competências para atuar em áreas profissionais específicas, caracterizadas por eixos tecnológicos, com o grau de tecnólogo. O formado nestes cursos tem a mesma titulação que dos demais cursos de graduação, podendo participar de cursos de pós-graduação, por exemplo.

Curso: É o principal “serviço” que o IFSC oferece à comunidade. De acordo com o Regulamento Didático-Pedagógico do IFSC, o RDP, curso é um “conjunto de atividades educativas formais que constroem um perfil de formação, composto por componentes curriculares, agrupados em períodos letivos; incluindo estudantes, professores e um projeto pedagógico”. Veja todos os cursos que o IFSC oferece aqui.

Cursos técnicos: São cursos de ensino profissional, orientados para a rápida integração do aluno no mercado de trabalho e destinam-se a pessoas que já terminaram o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio. No IFSC, são três tipos de oferta de cursos técnicos: integrado, concomitante e subsequente. Explicamos aqui a diferença entre os nossos cursos técnicos.

Curso Técnico Concomitante: Tipo de curso técnico voltado a quem possui Ensino Fundamental completo e vai cursar ou está cursando o Ensino Médio em outra instituição. Nesses cursos, o aluno frequenta no IFSC apenas as disciplinas da formação técnica escolhida.

Curso Técnico Integrado: Tipo de curso técnico voltado a quem possui Ensino Fundamental completo. Nesses cursos, o aluno faz o Ensino Médio no IFSC junto a uma formação técnica. É o que chamamos de Ensino Médio Técnico.

Curso Técnico Subsequente: Tipo de curso técnico voltado para quem possui Ensino Médio completo. Nesses cursos, o aluno frequenta no IFSC apenas as disciplinas da formação técnica escolhida.

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Deing: É a sigla do Departamento de Ingresso do IFSC, que faz parte da Pró-Reitoria de Ensino, e é responsável por organizar e gerir todos os processos seletivos do IFSC. São eles que respondem o famoso e-mail ingresso@ifsc.edu.br para quem tem dúvidas.

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EaD: Sigla que usamos para falar da educação a distância. Aqui no IFSC temos, além dos cursos presenciais, opções de cursos que são oferecidos a distância. Explicamos neste post como funciona a nossa EaD.

Edital: É o documento que reúne todas as regras do processo seletivo e leitura obrigatória para todos os candidatos. Aqui neste post te ajudamos a entender o edital.

EJA: Sigla que se refere à educação de jovens e adultos. São cursos oferecidos a quem está há algum tempo fora da escola e não conseguiu terminar seus estudos (ensino fundamental ou médio) em idade regular. No IFSC ofertamos o Proeja, veja mais aqui.

Enem: É o Exame Nacional do Ensino Médio que tem como principal finalidade a avaliação individual do desempenho do participante ao final do Ensino Médio. A nota do Enem é utilizada por muitas universidades e institutos federais como forma de seleção para seus cursos de graduação. No IFSC, além do vestibular, usamos o Sisu (além do vestibular) para ingresso em nossos cursos de graduação, que utiliza a nota do Enem. 

Ensino Médio Técnico: É como chamamos os cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do IFSC, que são aqueles cuja formação técnica e básica ocorrem de forma integrada, numa perspectiva de formação humana integral. Neste post, explicamos o que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente.

Especialização: São os cursos de pós-graduação lato sensu que tem como objetivo aprofundar os conhecimentos do aluno sobre determinada área.

Estatísticas dos processos seletivos: São dados relacionados aos nossos processos seletivos, como a relação candidato/vaga, índice de abstenção, pontuação das provas e melhores classificados dos processos seletivos do IFSC.

Exame de Classificação: É a prova que os interessados em fazer o Ensino Médio Técnico no IFSC precisam fazer para concorrer a uma das vagas - no caso dos cursos que tem seleção por este método. Temos um post com dicas de como se preparar para o exame.

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FIC: É a sigla de Formação Inicial e Continuada que, nada mais são do que nossos cursos de qualificação profissional. Os cursos FIC, como chamamos internamente, atendem a necessidade de aperfeiçoamento para profissionais de diversas áreas, em temas específicos e práticos. Também abrangem cursos de idiomas, como Inglês e Espanhol.

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Gabarito: São as respostas do exame de classificação realizado como processo seletivo para alguns cursos técnicos integrados ao Ensino Médio ou do vestibular para cursos de graduação. O gabarito é divulgado no mesmo dia de realização do exame.

Graduação: São os cursos de Ensino Superior voltados para quem já concluiu o Ensino Médio. O IFSC oferece três tipos de cursos de graduação: CST, bacharelado e licenciatura. Entenda aqui a diferença entre eles.

Guia de Cursos: É a área do Portal do IFSC em que você consegue ver os cursos que ofertamos por tipo e por local de oferta. Para isso, basta entrar na página de cada tipo de curso e ver se há vagas abertas no momento. Mesmo quando não tiver vaga, você pode ver a página específica do curso do seu interesse para mais informações.

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Índice de abstenção: é o valor que indica quantas pessoas não foram fazer a prova do processo seletivo em relação ao total de inscritos. Disponibilizamos esta informação na página de estatísticas dos processos seletivos

Ingresso: É o processo que irá selecionar as pessoas interessadas em estudar no IFSC.

Inscrição: É o ato de uma pessoa demonstrar interesse em estudar no IFSC registrando formalmente a sua vontade no curso que deseja. A inscrição para cursos do IFSC é feita exclusivamente pela internet. Saiba mais detalhes aqui.

Isenção: A palavra é usada por aqui para falar da isenção do pagamento da taxa de inscrição. A maior parte dos nossos processos seletivos não tem taxa de inscrição. No caso dos processos com prova, é cobrada uma taxa de inscrição dos candidatos. No entanto, pessoas de baixa renda e doadores regulares de sangue podem solicitar a isenção do pagamento da taxa de inscrição, ou seja, mostrando os documentos indicados não precisam pagar a taxa, ficam isentas do pagamento.

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Lato Sensu: É um dos tipos de pós-graduação oferecidas no IFSC e compreende programas de especialização, geralmente voltados ao mercado de trabalho. Esse tipo de curso tem duração mínima de 360 horas e, ao final, o aluno obtém um certificado.

Licenciatura: É um dos tipos de cursos de nível superior oferecidos pelo IFSC. É um curso superior que confere ao diplomado competências para atuar como professor na educação básica, com o grau de licenciado.

Lista de espera: Lista das pessoas não aprovadas no processo seletivo do IFSC, mas que foram classificadas e ficam em espera, ou seja, podem ser chamadas caso haja vagas disponíveis.

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Manifestação de interesse: É o que as pessoas fazem para permanecer na lista de espera, manifestando seu interesse para ser chamado a fazer um curso no IFSC caso abram novas vagas. Os editais trazem as orientações para que o candidato faça a manifestação de interesse na vaga do curso escolhido - em geral, esse processo é feito por meio do envio dos documentos de matrícula solicitados para cada curso.

Matrícula: A matrícula é o procedimento que garante a sua vaga no IFSC - ela deve ser feita por aqueles que já foram aprovados no processo seletivo. Ao fazer a matrícula você efetua seu registro no curso para o qual foi selecionado(a) e passa a ser um(a) aluno(a) do IFSC. Veja nossa página com orientações para matrículas.

Matriculado: É a pessoa que, após selecionada para um curso no IFSC, efetua a matrícula no prazo indicado no edital e passa a ser estudante da instituição.

Mestrado: São cursos de pós-graduação com o objetivo de qualificar o aluno por meio de aulas e pesquisa científica, que é desenvolvida pelo mestrando com a orientação de um professor. No IFSC, só temos mestrados profissionais por enquanto. Neste post, explicamos a diferença entre mestrado profissional e acadêmico.

Modalidade: Modo de desenvolvimento do curso quanto ao acompanhamento das atividades acadêmicas, podendo ser presencial ou a distância.

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Negativa de matrícula simultânea: É a declaração de que a pessoa não faz um curso técnico ou graduação em outra instituição pública. O documento é exigido na hora da matrícula e está disponível para preenchimento na página de orientações para matrícula.

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PcD: Sigla para pessoas com deficiência. O Sistema de Cotas do IFSC reserva vagas para PcD. O detalhamento pode ser encontrado nos editais.

Portal de Inscrições: É o sistema do IFSC em que devem ser feitas as inscrições para os cursos e onde é possível fazer o acompanhamento da inscrição, alterando dados e acessando o desempenho nas provas, por exemplo.

Portal do IFSC: É o site onde você encontra todas as informações sobre nossa instituição. Já fizemos um post aqui fazendo um tour pelo nosso portal. Vale a pena embarcar nesta viagem! ??

Pós-graduação: São cursos para quem já concluiu o Ensino Superior e deseja continuar seus estudos, expandindo seu conhecimento e qualificando-se ainda mais para o mercado de trabalho. No IFSC, temos dois tipos de pós-graduação: especialização e mestrado.

PPI: Sigla para pretos, pardos ou indígenas, que é como chamamos uma das cotas que temos.

Pré-requisito: São as condições necessárias para que um candidato possa se matricular em um de nossos cursos. Na página de cada curso temos os pré-requisitos e esta informação também sempre está disponível nos editais.

Primeira chamada: É a divulgação dos melhores colocados num processo seletivo. Trata-se da lista dos aprovados para preencher as vagas para determinado curso.

Proeja: É como chamamos os cursos do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos, voltados a quem não completou o Ensino Fundamental ou Médio em idade regular. Num curso Proeja, o aluno tem a oportunidade de concluir seus estudos e junto fazer um curso de qualificação ou um curso técnico.

Prova: É uma das formas de seleção que utilizamos para alguns cursos. No caso dos cursos técnicos integrados, a prova é chamada de Exame de Classificação. No caso de cursos de graduação, a prova pode ser a do Enem ou a do vestibular.

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Qualificação profissional: São os nossos cursos de formação inicial e continuada (FIC), indicados para quem deseja atualizar conhecimentos em sua área de atuação ou quem queira se reinserir no mercado de trabalho.

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RA: É a sigla para o setor de Registro Acadêmico, que é o setor responsável por realizar as matrículas nos câmpus.

Relação candidato/vaga: É o número que indica quantas pessoas se inscreveram para concorrer às vagas de um curso. Disponibilizamos esta informação na página de estatísticas dos processos seletivos.

Resultado: É a lista com os nomes dos selecionados para os nossos cursos. Os resultados podem ser divulgados na página que temos só para isso ou no sistema de resultados do IFSC.

Retorno de graduado: Processo pelo qual quem já é formado em um curso de graduação pode fazer outro curso de graduação no IFSC caso tenha os pré-requisitos necessários e haja vagas para esta forma de ingresso.

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Sistema de Cotas: É o sistema que reserva um percentual das vagas de cursos técnicos e de graduação para candidatos oriundos de escolas públicas. Dentre estes há ainda cotas para candidatos de baixa renda, autodeclarados pretos, pardos e indígenas e pessoas com deficiência. Veja neste post como funciona o sistema de cotas do IFSC. Inclusive, temos um quiz bem legal para você descobrir se pode se inscrever pelo sistema de cotas e, se for o caso, em qual das cotas pode concorrer.

Sisu: É a sigla para o Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação. O IFSC - e outras instituições de educação - utilizam o Sisu como processo seletivo para seus cursos de graduação.

Sorteio: É a forma de seleção utilizada para alguns cursos do IFSC. No nosso caso, é feito um sorteio público de forma eletrônica. Veja os detalhes aqui.

Stricto Sensu: É um dos tipos de cursos de pós-graduação que engloba os programas de mestrado e doutorado.No caso do IFSC, por enquanto temos cursos stricto sensu em nível de mestrado.

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Taxa de inscrição: É o valor cobrado para que um candidato participe de alguns dos processos seletivos do IFSC. A maior parte dos processos seletivos do IFSC não tem taxa de inscrição e, nos que têm, é possível solicitar a isenção do pagamento da taxa se for candidato de baixa renda ou doador regular de sangue.

Tecnólogo: Nome dado a quem se forma em um curso superior de tecnologia (CST) ou também como é “apelidado” este tipo de curso.

Transferência: Processo pelo qual também é possível estudar no IFSC. Pode ser transferência interna (quando algum aluno do IFSC quer trocar de curso dentro da instituição) ou externa (quando algum aluno de outra instituição quer trocar seu curso para o mesmo curso do IFSC).

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Vagas remanescentes: São vagas não preenchidas nos processos seletivos e que são disponibilizadas para interessados em estudar no IFSC que cumpram os pré-requisitos. Normalmente são preenchidas por ordem de inscrição. Veja aqui neste post como funciona o preenchimento dessas vagas.

Vestibular: Prova aplicada para quem deseja concorrer a vagas nos cursos de graduação do IFSC. Nem todos os cursos de graduação utilizam o vestibular como forma de seleção. Em alguns, a seleção é apenas pelo Sisu, que considera a nota do Enem.

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Ufa! Tem coisa, né? ?? Será que nos esquecemos de algum? ?? Deixe nos comentários.

Saiba mais

Leia os posts que já fizemos sobre processos seletivos aqui no Blog:

Afinal, o que é um edital?
Quer estudar no IFSC? A gente te ajuda a ler o edital!
As dúvidas mais respondidas sobre nosso Ingresso
Por dentro do ingresso do IFSC: entenda todas as etapas
É possível fazer mais de um curso no IFSC?
Inscrição X matrícula: tem diferença?
Sistemas de cotas no IFSC: como funciona?
Como se inscrever pelo sistema de cotas no IFSC?
Estrangeiros podem se inscrever nos cursos do IFSC?
O que é um curso FIC ou de qualificação?
O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?
Qual a diferença entre os cursos técnicos integrados, concomitantes e subsequentes ao Ensino Médio?
Qual a diferença entre bacharelado, licenciatura e curso superior de tecnologia?
Qual a diferença entre pós-graduação lato sensu e stricto sensu?
Educação a distância no IFSC: como funciona?
Decifrando o Enem
Como se preparar para o Exame de Classificação do IFSC?
O que é o Chamadão do IFSC?

E se você tem alguma dúvida que não respondemos sobre o ingresso aqui neste post, acesse nossa página de perguntas frequentes que tem bastante informação por lá.

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Movimentos estudantis do IFSC: entenda o papel de cada um

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 18 mai 2022 08:41 Data de Atualização: 16 dec 2022 08:39

Você já deve ter ouvido falar de termos como centro acadêmico, grêmio estudantil, diretório acadêmico e atlética… Possivelmente se perguntou o que são ou então para que servem? Será que são todos a mesma coisa mas com nomes diferentes?

E lá vai um spoiler: não. Não são todos a mesma coisa. Cada grupo tem um papel nas instituições de ensino, mas têm em comum o fato de que são formados e geridos pelos estudantes. Neste post vamos explicar a diferença entre cada um, como fazer parte ou ainda como criar uma desses movimentos aqui no IFSC.

Para isso, conversamos com o coordenador de Juventudes e Diversidades do IFSC Diogo Moreno e levantamos informações no site da União Nacional dos Estudantes, a UNE, e também da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, a UBES.

O que é um movimento estudantil?

Os movimentos estudantis são organizações formadas pelos e para os estudantes. Elas têm diversos objetivos, dentre eles expressar pedidos ou problemas relacionados à vida acadêmica, organizar ações ou eventos de interesse dos alunos e principalmente, ser a voz dos estudantes na instituição. 

Tanto o Centro Acadêmico, quanto os diretórios, atlética ou grêmio são organizações geridas por estudantes e que tem como objetivo representar os interesses dos alunos nas instituições de ensino. A grande diferença está em quais alunos cada uma delas representa e no propósito de cada uma.

Por exemplo, os Centros Acadêmicos (CA) congregam alunos de um curso específico e em geral da graduação. Dessa forma, existe o CA de Turismo, o CA de Engenharia Mecânica, o CA de Agronomia etc. Essas organizações representam os interesses dos alunos frente ao curso, envolvendo assuntos como o debate junto aos docentes sobre alterações curriculares, melhorias e outras demandas mais específicas. 

O presidente do CA do curso de Engenharia de Controle e Automação do Câmpus Chapecó - Caeca (@casobcontrole), Eduardo Gavinhos dos Santos, reforça: 

“O CA é um meio de comunicação facilitada entre os alunos da engenharia e a coordenação do curso e do câmpus, além da comunicação entre os estudantes”. 

-> Veja alguns centros acadêmicos do IFSC: CA Livre em Física (Câmpus Araranguá), CA de Engenharia de Controle e Automação (Câmpus Chapecó), Centro Acadêmico da Licenciatura em Química (Câmpus Criciúma), Centro Acadêmico da Engenharia Civil (Câmpus Criciúma), Centro Acadêmico da Engenharia Mecatrônica (Câmpus Criciúma), Centro Acadêmico Design (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Eletrônica Industrial (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Engenharia Civil (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Engenharia Elétrica (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Engenharia Eletrônica (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Engenharia Mecatrônica (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Radiologia (Câmpus Florianópolis), CA de Gestão Ambiental (Câmpus Garopaba), Centro acadêmico da Engenharia Elétrica (Câmpus Itajaí), Centro Acadêmico de Pedagogia Bilíngue (Câmpus Palhoça Bilíngue), Centro acadêmico do curso de Engenharia Civil (São Carlos), Centro Acadêmico de Engenharia Mecânica IFSC (Câmpus Xanxerê) 

Já os diretórios podem ser divididos de duas formas: o Diretório Acadêmico (DA) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE). O DA congrega alunos de mais de um curso, mas dentro de uma mesma área. Por exemplo, um DA de Engenharia reúne estudantes de Civil, Mecânica, Eletrônica, Materiais etc., representando esses estudantes frente à área de estudo.

O DCE corresponde a um grupo ainda maior, pois representa todos os estudantes, ou seja, reúne alunos de diferentes áreas e variados cursos de todos os câmpus que tem a função de representar as demandas estudantis frente à instituição. Dessa forma, as pautas são muito mais abrangentes e envolvem a alimentação, permanência, estruturas físicas, políticas institucionais etc. 

A Atlética tem uma função um pouco diferente, ela é responsável pela integração dos estudantes, geralmente de um mesmo curso. Dessa forma, essa organização fica responsável por elaborar eventos, torneios e outras formas de juntar a galera, prioritariamente por meio do esporte. 

-> Veja algumas atléticas do IFSC: Associação Acadêmica Atlética de Engenharia de Controle e Automação (Câmpus Chapecó), Associação Atlética Acadêmica (Câmpus Criciúma), Associação Atlética Acadêmica IFSC Floripa (Câmpus Florianópolis), Associação Atlética Acadêmica de Engenharia Elétrica (Câmpus Itajaí), Atlética A.G.I.R. (Câmpus Jaraguá do Sul-Rau), Atlética do curso de Engenharia Civil (Câmpus São Carlos)

Muitas vezes, os CAs ou Diretórios, além de propor os debates e discussões frente à instituição, acabam fazendo esse papel também, por isso nem sempre existe a Atlética. Inclusive, nem sempre encontramos todas essas organizações. Pode ser que exista apenas uma delas que acaba congregando diversas funções.

Por fim, temos os Grêmios Estudantis. Em geral, são as organizações que acabam acumulando tanto as funções de representação frente à instituição, quanto de integração entre os estudantes (como eventos culturais, esportivos, festas, campeonatos e gincanas).  Por ser bastante abrangente, é comum encontrar grêmios também nas escolas, diferente das demais organizações que são mais comuns no ensino superior. No caso do IFSC, os grêmios são os responsáveis por representar os estudantes dos cursos técnicos, por exemplo.

 A presidente do Grêmio Estudantil Geração Popular do Câmpus Gaspar, Maria Tereza de Almeida, resume da seguinte forma: 

“O papel do Grêmio Estudantil é ouvir, entender, analisar e levar como demanda à direção, por isso sua importância: é um porta voz dos estudantes”.

-> Veja alguns grêmios estudantis do IFSC: Grêmio Unio (Câmpus Canoinhas), Grêmio Integrar (Câmpus Chapecó), Grêmio GTEC (Câmpus Criciúma), Grêmio Livramento (Câmpus Florianópolis), Grêmio Estudantil IFSC Gaspar (Câmpus Gaspar), Grêmio Estudantil IFSC Itajaí (Câmpus Itajaí), Grêmio Reforma Catalítica (Câmpus Jaraguá do Sul-Centro), Grêmio Estudantil (Câmpus São Miguel do Oeste), União Estudantil IFSC Xanxerê (Câmpus Xanxerê)


 

Citamos aí em cima algumas organizações estudantis do IFSC que os setores de Comunicação dos câmpus nos enviaram. Se você faz parte de alguma organização que não foi mencionada, deixe um comentário aí embaixo ou envie e-mail para blog@ifsc.edu.br que atualizamos.

Quem representa então todos os estudantes do IFSC?

O coordenador de Juventudes e Diversidades, Diogo Moreno, explica que, no momento, o IFSC não possui um DCE constituído, que seria a instância máxima representativa dos estudantes de uma instituição. Há no IFSC, hoje, o Conselho de Entidades de Base (@ceb.ifsc), instância máxima de representação do Movimento Estudantil Organizado (grêmios estudantis e centros acadêmicos da instituição).

Um DCE é formado por uma diretoria eleita pelos estudantes e se articula com todos os Centros Acadêmicos dos cursos de graduação, vinculando-se, geralmente, mais aos cursos de graduação e não aos cursos de nível médio (que são representados pelos grêmios).

Um Conselho de Entidades de Base é, normalmente, um dos espaços de decisão de um DCE. No caso do IFSC, o presidente do CEB, Filipe dos Santos, explica que o conselho foi constituído como etapa intermediária de uma futura estrutura máxima de representação, com objetivo específico de garantir as condições necessárias para conformação de um DCE.

O CEB, segundo Diogo, pode representar, além dos Centros Acadêmicos, os Grêmios Estudantis. "No IFSC, o CEB tem presidência eleita pelos presidentes das entidades de base (grêmio e centros acadêmicos). Para ser conduzido à presidência do CEB há, necessariamente, que ser presidente de um dos conselhos de base (presidente ou vice de um Centro Acadêmico, por exemplo). O CEB é, hoje, a instância deliberativa que representa o segmento estudantil. Em razão da natureza de estrutura de promoção de modalidades e níveis diferenciados de curso/formação no IFSC, o CEB congrega tanto representantes vinculados aos grêmios como representantes dos CAs."

As entidades estudantis, portanto, são criadas a partir da iniciativa dos alunos que elaboram um estatuto, que é submetido à assembleia e depois de aprovado, a entidade é registrada em cartório. E um conselho é a reunião dos representantes de entidades já instituídas.

Na sequência vamos explicar o passo a passo para a criação de uma representação estudantil.

Diogo reforça a importância dessas entidades e acrescenta:

Acreditamos que a representação estudantil no IFSC pauta-se na necessidade de que os estudantes construam sua participação na política estudantil, promovendo, desta forma, a identificação de necessidades junto aos processos de formação, de maneira a auxiliá-los e a qualificá-los por meio de uma participação ativa junto aos segmentos das diversas instâncias educativas, tendo como meta a formação alicerçada em valores sólidos”.

Quero fazer parte. O que devo fazer?

✔ Meu curso já tem uma representação:

As representações estudantis são importantes formas de reunir e organizar as demandas dos alunos. Quem faz parte dessas entidades são alunos escolhidos por votação. De maneira geral, os alunos se reúnem em chapas que vão apresentar proposta e concorrer à eleição. A chapa mais votada assume o compromisso de representar os alunos pelo período de um ano.

Se o seu curso possui uma representação e você quer fazer parte da equipe, é preciso verificar quando as inscrições para novas chapas estarão abertas. E isso vale para todas as organizações: CAs, Atléticas e Grêmios.

A presidente do Grêmio Geração Popular, Carolina, explica que, para fazer parte não precisa ser um expert ou ser extremamente extrovertido: 

“Acredito que basta ser em certo nível, ouvinte, responsável, colaborador com sua equipe e ter vontade de aprender. Ademais, o estudante pode aprender ou aprimorar ao decorrer da posse como integrante/representante do Grêmio. O estudante então, deve se atentar às inscrições para novas chapas, escolher sua equipe com a qual pode trabalhar bem e submeter as inscrições. Após essas etapas, se houver mais de uma chapa inscrita, a comunidade discente irá votar pela escolha de uma chapa que melhor os representará”.

Outra forma de participação é enviando demandas e propondo pautas para o debate, mesmo que você não faça parte diretamente da representação. Eduardo, presidente do CAECA, explica que para enviar demandas é possível usar o grupo de conversa do WhatsApp (no caso do seu CA possuir um) ou falar diretamente com qualquer membro do CA.

❌ Meu curso não tem uma representação:

A criação, gestão e administração das representações estudantis é de responsabilidade dos estudantes. O papel das instituições de ensino é apenas de suporte e orientação, mas cabe aos alunos se mobilizarem em prol dessas organizações. 

Se não existe ainda uma representação estudantil no seu curso, você pode ajudar a criar (ou reativar) uma! Esse é o caso da Atlética de Engenharia de Controle e Automação do Câmpus Chapecó. Matheus Couto, presidente da Atlética, explica que a organização foi desativada com a pandemia de Covid-19 e que agora está em processo para reativação.

 

UNE, UCE e UBES

Você sabia que existem entidades que representam os movimentos estudantis em nível estadual e nacional? A União Nacional dos Estudantes (UNE) representa cerca de seis milhões de universitários de todos os 26 Estados e do Distrito Federal frente ao governo federal.  A UNE foi fundada em 1937 e reúne representantes de DAs, CAs, DCEs, uniões estaduais de estudantes e executivas nacionais de cursos.

Ainda falando em representações universitárias, temos a União Catarinense das e dos Estudantes (UCE). A organização foi fundada em 1949 e tem função semelhante à UNE, no que diz respeito a congregar representantes de movimentos estudantis, mas sua instância de representação é o estado de Santa Catarina. 

Já a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) é a representação em instância nacional dos estudantes do Ensino Médio. A UBES foi fundada em 1948 e reúne representantes de Grêmios estudantis.

As três organizações organizam periodicamente eventos, congressos e outras atividades. Por isso, se você é representante estudantil vale ficar de olho nas publicações desses movimentos.

E se você ainda não é e tem a vontade de criar um movimento desse tipo no IFSC, confira abaixo o passo a passo, elaborado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), para montar uma representação estudantil no nível superior:

 

Infográfico de como criar um movimento estudantil - Fonte: UNE

 

Para os nossos alunos do Ensino Médio Técnico, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) também dá um passo a passo para montar um Grêmio estudantil:

-> Monte seu grêmio em 5 passos

Movimento estudantil X Representação discente

Além de participar de movimentos estudantis, os nossos alunos também podem participar de colegiados que tenham representação estudantil ou discente. Neste post, explicamos quais são os colegiados que contam com a participação de alunos e como você pode participar.

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Motivos que mostram que o IFSC é uma mãe

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 04 mai 2022 08:51 Data de Atualização: 16 dec 2022 08:39

Dia das Mães chegando e a gente aqui com o coração cheio de amor por você. ❤️ Nós costumamos ouvir e dizer que somos uma mãe para os nossos alunos e não é à toa não, viu?

Imagem de mãe abraçando seus filhos

No post de hoje, reunimos motivos que mostram que o IFSC é uma mãe.

1) "Coração de mãe sempre cabe mais um"

Você já reparou como temos muitos cursos disponíveis? Costumamos brincar que não há um dia em que não tenhamos vagas abertas. Além dos processos seletivos para cursos de qualificação, idiomas, técnicos, de graduação e pós-graduação, ainda temos transferências, retorno e vagas remanescentes. 

-> Conheça os cursos do IFSC
-> Veja como estudar no IFSC

Estamos a toda hora chamando as pessoas para virem estudar aqui e pedindo que quem já estuda aqui para chamar seus amigos. Destacamos que temos um curso pra você chamar de seu. E vamos continuar assim, de braços abertos para receber novos alunos, porque “coração de mãe sempre cabe mais um”. 

-> Quer ser avisado quando estivermos com vagas abertas? Deixe seu e-mail no nosso cadastro de interesse.

2) “Você não é todo mundo”

Com certeza, você não é igual aos outros. Cada família tem suas regras e aqui no IFSC temos as nossas (que podem ser encontradas nos nossos documentos norteadores). Quando falamos isso, não é para dizer que o que vale pra um não vale para outro, mas sim para dizer que enxergamos as especificidades dos nossos alunos e amamos cada filho como ele é.

Já fizemos e seguiremos fazendo várias campanhas e ações relacionadas à diversidade, à inclusão e ao combate ao racismo, por exemplo, entendendo que são questões que precisam estar permanentemente em pauta. Veja alguns conteúdos já produzidos:

-> LGBTQIA+: Vamos falar sobre isso?
-> Direitos Humanos: O que faz o Comitê do IFSC?
-> Alunos com deficiência: um post sobre eles e com eles
-> Entendendo o racismo
-> Direitos Humanos: cartas temáticas de alunos

3) “Se eu for até aí e achar…”

Quem nunca ignorou os conselhos maternos? Ou não ouviu o que a mãe disse porque estava distraído no celular? Pois é… mas mãe que é mãe repete um milhão de vezes a mesma coisa. E cá estamos para relembrar os principais canais de comunicação que temos para depois você não dizer que não ficou sabendo de algo importante ??:

-> 10 motivos para você não dizer que não sabia

4) “Saco vazio não para em pé”

Qual mãe não se preocupa com a alimentação do filho? ☺️ Vai dizer que você não escutou “Comeu direito hoje?” Temos uma equipe de nutricionistas que já prepararam materiais bem bacanas sobre alimentação:

-> Alimentação: informações úteis para o seu dia a dia

Também temos um Programa de Segurança Alimentar do Estudante do IFSC. Oferecemos um kit-lanche (saudável, é claro ??????) para que nossos alunos possam ter energia para assistir às aulas. Quer saber mais? Acesse nossa página sobre alimentação estudantil.


E como sabemos que o cuidado de mãe vai além da alimentação e queremos garantir condições de acesso e permanência com êxito dos estudantes no percurso formativo, o IFSC disponibiliza aos seus estudantes a assistência estudantil. São organizadas diversas ações, por meio das quais os estudantes têm acesso a atividades desportivas, apoio à participação em eventos, auxílio financeiro para pagar despesas como alimentação, moradia, material escolar e transporte entre casa e escola, dentre outras. Inclusive as inscrições para auxílio financeiro para participar de eventos presenciais estão abertas até 10 de junho. Saiba como participar clicando aqui.

-> Conheça a Assistência Estudantil do IFSC

5) “Quer um colinho?”

Já ouviu dizer que “colo de mãe é o melhor remédio?” Quando você precisar de uma atenção especial, procure a Coordenadoria Pedagógica do seu câmpus. Nossa equipe está disponível para quando você quiser dialogar sobre suas dificuldades, sejam elas relativas à aprendizagem ou a alguma situação particular que o afeta.

-> Leia como a Coordenadoria Pedagógica pode te ajudar

E aqui o colo vem em forma de escuta também por meio da nossa Ouvidoria. Sabemos que nem todas as relações são perfeitas e, por isso, temos um setor responsável por receber reclamações e dúvidas: a nossa ouvidoria.

-> Entenda como funciona a Ouvidoria do IFSC

6) “Tenho um presente pra você”

Mãe é aquela que, muitas vezes, compra algo para os filhos e não compra pra si mesma. É doação que fala, né? Mães entenderão. Aqui a gente não só oferece um curso gratuito para você, como disponibiliza uma série de serviços de graça para nossos estudantes:

-> Serviços que o IFSC te oferece e você nem sabia
-> Templates IFSC: veja os modelos de arquivos que podem facilitar a sua vida de estudante

Além disso, já fizemos posts super quebra-galho pra você:

-> Pesquisa em periódicos on-line: a gente traduz pra vocês!
-> O que pode ser considerado plágio? (Nem pensar em fazer plágio, hein? Imagine eu na tua cabeça falando: “Eu não te criei pra isso”! ??) 

E não deixe de navegar pelo menu Estudantes do nosso Portal, pensado exclusivamente para você.

7) “Fica aqui com a mamãe só mais um pouquinho”

A gente cria filhos para o mundo, mas, se pudermos deixá-los mais um pouquinho debaixo da nossa asa, a gente deixa. ???? Talvez seja por isso que oferecemos itinerários formativos que permitem aos nossos alunos ingressarem no nosso Ensino Médio Técnico e seguirem com a gente depois, se assim desejarem. Temos desde cursos de qualificação até mestrado e não são poucas as histórias de quem faz mais de um curso no IFSC.

-> É possível fazer mais de um curso no IFSC?

Imagem de um filho querendo voltar pro colo da mãe

Adoramos ainda saber por onde andam os nossos egressos.

-> Acompanhou nossa série #egressosIFSC no Instagram? Veja aqui.

Fora quando quem foi aluno retorna como servidor. 

 

8) “Estuda, meu filho, que o conhecimento ninguém te tira”

Esta frase é autoexplicativa, ainda mais no nosso caso, não? A gente insiste muito para que você venha estudar aqui e se dedique aos estudos porque temos a certeza de que a educação é a melhor herança que podemos deixar pra você.

-> Como organizar uma rotina de estudo

E aí, será que merecemos o título de melhor mãe do mundo? ??

Giphy de mãe falando pra filha que não é uma mãe qualquer, é uma mãe muito legal

A essa altura, você já sabe que não precisa aguardar o Dia das Mães para homenagear quem você ama. Mas, se quiser nos fazer um agrado, pode publicar a imagem abaixo nas suas redes sociais e nos marcar ??☺️:

Se você acha que tem mais alguma frase de mãe que nos representa, comenta aí embaixo.

Vamos finalizar com mais uma: “Você vai sentir a minha falta”. ??

Sim, porque chega o momento em que os filhos voam e vão viver as suas vidas e não estaremos tão juntos como já estivemos. A saudade bate forte, mas ficam um monte de lembranças bacanas do que vivemos. ❤️??

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Como as eleições influenciam na sua vida e no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 20 abr 2022 09:42 Data de Atualização: 16 dec 2022 08:40

A política não acontece só de dois em dois anos quando tem eleição. A política está presente diariamente em nossas vidas. Muita gente confunde política, agentes políticos e associa tudo a algo externo à nossa vida, mas, não é bem assim. Por isso, primeiro é preciso entender o que significa a “política”.

No post do Blog do IFSC de hoje, queremos te convidar a refletir sobre política e te mostrar como as eleições influenciam nas nossas vidas. Para isso, conversamos com as professoras Ana Carolina Caridá, do Câmpus São José, e Mariana Guerino, do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro. Também convidamos alguns alunos para dar um recado especial. 

Vem com a gente!

O que é Política?

A palavra “política” vem do grego e se relaciona ao conceito de “cidadãos que vivem na polis”. Ou seja, diz respeito à vida e às ações das pessoas que vivem nas cidades. Portanto, todos nós somos agentes políticos, embora não ocupemos cargos políticos.

E é entre essas pessoas - ou seja, todos nós - que iremos escolher por meio do voto quem irá comandar o país, estado ou município . Imagine a situação: você vai viajar de ônibus. Na companhia existem vários motoristas que podem dirigir e você pode escolher quem guiará o veículo. O selecionado conduzirá o ônibus com todos os outros passageiros até o seu destino. A eleição presidencial funciona da mesma forma, você escolhe quem “dirigirá” o país pelos próximos quatro anos e caso você se abstenha de escolher, a decisão ficará a cargo das outras pessoas.

???? Dica: O Câmpus Jaraguá do Sul-Centro desenvolveu o projeto Debatendo sobre Política que tem como proposta proporcionar ao público lives com reflexões sobre temas que nem sempre associamos às consequências do nosso voto. Até maio está rolando uma série de debates on-line com especialistas e figuras públicas sobre temas relacionados à política. O objetivo é reforçar que a política não se trata apenas de eleições e sim de inúmeras questões presentes no nosso dia a dia.

-> Veja o cronograma das lives e a gravação daquelas que já aconteceram clicando aqui 

Pra que falar de política?

"Ah, mas eu não gosto de falar, muito menos de me envolver em política!" ??

Já ouviu alguém dizer isso? Pois então, essa pessoa está sendo política com essa declaração. A professora de Sociologia do Câmpus São José Ana Carolina Caridá nos explicou que as nossas opiniões - inclusive sobre esse conceito de política - são construídas a partir da nossa experiência em sociedade, sendo, dessa forma, uma maneira política de viver o coletivo. Por isso é importante entendermos a política como esses acordos ou contratos estabelecidos para que nós vivamos em sociedade. Ou seja, se você vive no coletivo, você é um ser político e “não gostar” de falar sobre política é também um posicionamento político que serve à classe dominante. 

Inclusive, você sabia que ao escolher a forma como você se veste, a música que escuta ou o que vai comer é uma forma política de agir? Esse assunto foi abordado na primeira live do projeto Debatendo sobre Política. Assista:

 

Eleições Influenciam a vida de todos

Já percebemos que a política faz parte da nossa vida e não está restrita aos “políticos”. Mas, e as eleições, como impactam a nossa vida? A influência dos processos eleitorais pode passar despercebida por muitas pessoas. Mas, é preciso entender que quem elegemos por meio do voto é quem tomará decisões como por exemplo onde haverá investimento, quais áreas receberão quanto de verba, quais projetos de lei serão autorizados, o que será feito diante dos problemas sociais e ambientais, etc.

A professora de Sociologia do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro Mariana Guerino reforçou durante a primeira live do Debatendo sobre Política que nós vivemos em sociedade e a política faz parte do conviver em coletivo, ou seja, a forma como agimos (e interagimos) está diretamente relacionada às nossas relações construídas no social e é fruto da “política” que exercemos no nível interpessoal, assim como a política que gere a sociedade.

No contexto de eleições, momento em que entram em disputa as diversas formas de ver, pensar e planejar esse viver coletivo, a sociedade é chamada a refletir sobre o coletivo e decidir quem serão as pessoas que definirão as diretrizes para os próximos anos.

O seu voto no dia das eleições ajuda a eleger o presidente da República, governador, senador, deputados federais, deputados estaduais, prefeito e vereadores, mas você não vota em todos em uma eleição só. Os pleitos são divididos e acontecem a cada dois anos: em uma eleição você vota para presidente, governador, senador e deputados (federal e estadual), e na outra para prefeito e vereador. Mas não se confunda: os mandatos têm duração de quatro anos, com exceção dos senadores que permanecem no poder por oito anos, mas votamos a cada quatro porque os mandatos não começam todos ao mesmo tempo. Dessa forma, enquanto um grupo de senadores está no final do mandato, outro está na metade, portanto não há a troca de todos no mesmo ano .

Ficou complicado? Vamos dar um exemplo: as eleições para presidente, governador, senador e deputados (federal e estadual) aconteceram em 2018, então elas acontecerão novamente quatro anos depois, em 2022. Já aquelas para prefeito e vereador ocorreram em 2020, portanto voltarão a acontecer apenas em 2024.  

Ao votar em um candidato você está conferindo a essa pessoa o poder de decisão. Lembra da história do modelo de democracia grego? Nele todos (os cidadãos) votavam sobre tudo. Hoje, seria inviável que nós votássemos sobre absolutamente todos os assuntos que envolvem o país, por isso delegamos essa importante tarefa aos representantes públicos. Essas pessoas eleitas são incumbidas de conhecer os assuntos de interesse público e a partir desse conhecimento tomar decisões que beneficiem a nação. 

É fundamental escolher muito bem os candidatos. Ah, e não caia no boato que se 50% dos votos forem nulos, a eleição é anulada. Isso é mentira! A eleição será decidida a partir dos votos válidos independentemente do percentual. Por isso, votar nulo ou branco, apesar de ser uma forma de voto, pode não ser o melhor modo de exercer a cidadania.

->Leia aqui sobre a importância do seu voto e como escolher um candidato 

Percebe a importância que o seu voto têm? Você está escolhendo alguém cujas decisões impactarão o seu local de estudo, trabalho e lazer (ou seja, sua vida como um todo).

Mas como as eleições interferem diretamente no IFSC?

O IFSC é uma instituição federal de educação. Ou seja, o dinheiro que mantém os cursos, as estruturas e projetos é predominantemente verba federal, assim como é o Governo Federal quem define os orçamentos e as diretrizes de ensino, por meio do Ministério da Educação. 

A professora Ana Carolina Caridá explica: 

O IFSC depende da maneira como esses interesses entre o público e o privado estão sendo mediados lá dentro do Ministério da Educação, dentro da Secretaria de Educação Tecnológica… É a política que impacta no nosso orçamento, no financiamento, nas políticas curriculares etc. E a gente está falando de um corte de recursos nunca visto na última década. O que que isto tem a ver com política então? É muito importante os estudantes saberem essas mediações, quais são as características dessa escola que estão estudando e, principalmente, como é que o fato da gente estar em um tipo de governo ou outro vai impactar diretamente na educação.

-> Ficou curioso para saber de onde vem o dinheiro do IFSC? Leia aqui.

Dessa forma, quem você eleger vai ajudar a definir como o ensino deve acontecer no país e, principalmente, o quanto de verba ou que grau de importância a educação terá nos próximos anos. E isso talvez seja o que mais impacta na vida dos estudantes, porque é por meio dessa verba que mantemos ou atualizamos os equipamentos e estruturas. Além disso, é esse dinheiro que custeia os eventos, as bolsas de pesquisa e extensão, os projetos e uma série de outras atividades da instituição. Quanto menor o orçamento destinado à educação, mais difícil fica conceder bolsas e custear atividades, por exemplo.

Por isso, na hora de escolher o candidato é fundamental olhar sua trajetória e quais são suas propostas de governo. Elas estão alinhadas com o que você espera para o futuro? Elas contemplam áreas como educação, saúde e desenvolvimento social em proporções que você julga necessárias? Tudo isso faz parte do viver em sociedade, portanto, são questões políticas que precisam ser discutidas, planejadas e reajustadas, se for o caso. Cabe a nós entender que a nossa vida, o nosso trabalho e a nossa escola são questões políticas e quanto mais conversamos sobre, melhor tende a ser a compreensão a respeito do nosso agir em sociedade e da política que construímos. 

Lembre-se de tirar o título de eleitor

Para exercer o direito ao voto é necessário possuir o título de eleitor. O documento já pode ser solicitado por jovens a partir de 16 anos e se torna obrigatório aos 18 anos. O prazo para tirar o título de eleitor e outros serviços - como a regularização, transferência do município de domicílio eleitoral, a mudança de local de votação e a retificação de dados pessoais, como a inclusão do nome social - termina no dia 4 de maio de 2022. Se você já pode votar e ainda não tirou o título, veja o recado de dois estudantes do IFSC:

 

Como fazer seu título de eleitor

A solicitação é bastante simples e pode ser feita por meio do aplicativo e-título ou do site tse.jus.br. Em ambos, basta fazer a solicitação tendo em mãos o comprovante de residência e documento de identificação. O aplicativo pedirá também uma foto que deverá ser tirada no momento da solicitação.

Veja mais informações nesta campanha desenvolvida pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o Conif, para  incentivar os estudantes da Rede Federal, com idade de 16 e 17 anos, a tirar o título de eleitor:

 

O processo para alterar o local de votação também é bastante simples e pode ser solicitado pelo aplicativo ou site. A alteração é útil para quem mudou de cidade e deseja exercer seu direito de cidadão. Veja como solicitar a alteração: 

 

E quanto à biometria?

A biometria é um sistema de registro que cadastra as digitais dos eleitores. O método torna as eleições ainda mais seguras, isso porque junto às informações pessoais também é acrescida a impressão digital do eleitor que deve ser cadastrada na Justiça Eleitoral do município.

Porém, devido à pandemia de Covid-19 o cadastramento está suspenso por enquanto. Por isso, se você tirar o título agora ou se já o possui há mais tempo (mesmo que sem a biometria) poderá votar normalmente. O objetivo é tornar a biometria obrigatória, mas apenas quando for seguro dar sequência ao cadastramento das digitais. Dessa forma, não haverá qualquer impedimento para que eleitores sem a biometria votem em 2022.

Como você quer ver o Brasil no futuro?

Não tem desculpa para não exercer o direito de voto! Se você ainda não possui título de eleitor, solicite-o o quanto antes.

Percebeu que a política está presente em todos os aspectos das nossas vidas e que o voto é parte do nosso papel como cidadãos em uma democracia? É bastante responsabilidade e depende de todos nós. 

Por isso, convidamos você a quebrar o mito que política não se discute e conversar sobre isso com outras pessoas (sempre de forma respeitosa, viu? ??). O ponto chave não é brigar por candidato A ou B, mas entender que aquele que for escolhido vai nos representar na tomada de decisão e guiar o país pelos próximos anos. Como você quer ver o Brasil no futuro?

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Retorno 100% presencial do IFSC: cuidados para você ter em mente

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 06 abr 2022 10:08 Data de Atualização: 16 dec 2022 08:40

Depois de mais de dois anos de pandemia de Covid-19, é muito bom ver a retomada às atividades de forma 100% presencial em quase todos os nossos câmpus que avançaram para a fase 5 da nossa Política de Segurança Sanitária. Os que ainda não voltaram completamente já estão na fase 4 com pelo menos 80% da comunidade acadêmica presente nos câmpus e, em breve, já devem estar com 100% presencial também.

-> Verifique aqui a situação de cada câmpus

Estamos muito felizes com este retorno, possível graças ao avanço da vacinação contra a Covid-19 no nosso Estado. #vivaaciência #vacinasim ??

Imagem de pinguins andando todos juntos na mesma direção

Mas, embora podermos nos ver fisicamente novamente nos dê a sensação de que estamos voltando à normalidade, precisamos ainda lembrar que a pandemia não acabou e que, por isso mesmo, alguns cuidados ainda são necessários para que possamos minimizar os riscos de contaminação do coronavírus e não precisarmos voltar atrás nesta retomada. ??

No post de hoje, vamos destacar os cuidados que nossos alunos devem ter em mente neste retorno presencial com base na nossa Política de Segurança Sanitária, a PSS, e nas orientações do nosso Comitê Técnico-Científico, o CTC, que foi o responsável pela elaboração da PSS do IFSC.

Venha com a gente de volta para a #tonoifsc depois de tanta #ifscemcasa! ??

Por que ainda precisamos seguir protocolos de segurança?

Ninguém mais aguenta, mas infelizmente a pandemia ainda não acabou. A equipe do nosso CTC destaca que, apesar de os casos e mortes por Covid-19 estarem decrescendo em vários países, a Organização Mundial da Saúde afirma que a crise não terminará em nenhum lugar até que termine em todos. O vírus ainda está em circulação. ???? #xôcovid

Mesmo com os avanços da cobertura vacinal,  ainda existe o perigo do desenvolvimento de novas variantes mais resistentes às vacinas. Pesquisas indicam que a alta proteção contra casos graves de Covid-19 conferida pelas vacinas ocorre somente com esquema vacinal completo. No entanto, só no Brasil, milhões de pessoas ainda não tomaram a dose de reforço. (Aliás, se você conhece alguém que ainda não tomou, já dá aquela buzinada no ouvido ??️??)

-> Qual a importância da dose de reforço da vacina? Entenda no post do IFSC Verifica.

Quanto mais variantes circularem, maior o risco de mais pessoas se infectarem, dos não vacinados terem quadros graves e de novas ondas de infecções surgirem – diminuindo ainda mais a chance de a pandemia acabar. ??

Imagem da personagem Alice chorando

Por isso, protocolos de segurança como o uso de máscaras, o distanciamento entre as pessoas tanto quanto possível, a ventilação nos ambientes, a higienização constante das mãos e o monitoramento e a testagem quando há suspeita de Covid-19 ainda são fundamentais. 

-> Cinco motivos que comprovam que a pandemia de Covid-19 ainda não acabou: leitura indicada pelo nosso CTC

Vacinação

?? ATUALIZAÇÃO: Em 27 de abril foram atualizadas as regras para comprovação da vacinação pelos estudantes. A comprovação permanece obrigatória, salvo em casos de contraindicação médica. 

Os documentos aceitos para a comprovação são carteira de vacinação digital da plataforma Conecte SUS ou comprovante/cartão/caderneta impresso em papel timbrado, emitido no momento da vacinação por instituição governamental brasileira ou estrangeira. A comprovação deve incluir o esquema vacinal completo (duas doses ou dose única, a depender do fabricante da vacina). O passaporte vacinal com esquema incompleto somente será aceito nos casos em que o calendário de vacinação do município ainda não tenha disponibilizado duas doses para a faixa etária, ou se a primeira dose tiver sido aplicada há menos de 60 dias. 

Estudantes que não tenham se vacinado por recomendação médica deverão apresentar atestado com justificativa. Nesses casos, os alunos poderão permanecer prioritariamente realizando as atividades escolares em exercício domiciliar, podendo a seu critério retornar às atividades presenciais mediante assinatura de termo de ciência de riscos. Menores de 18 anos nessas condições e que queiram voltar presencialmente deverão apresentar a ciência dos pais ou responsáveis.

Segundo o nosso CTC, até o momento, as vacinas contra a Covid-19 são recomendadas a todas as pessoas a partir de 5 anos. A Sociedade Brasileira de Imunizações esclarece que, em relação às vacinas atualmente disponíveis, somente pessoas que tiveram reação alérgica grave após tomar a primeira dose ou a qualquer componente da fórmula teriam contra-indicação. Especificamente, a vacina AstraZeneca é contraindicada para pessoas que sofreram trombose venosa e/ou arterial importante em combinação com trombocitopenia após a primeira dose. Esta vacina também é contraindicada para gestantes, puérperas e pessoas com histórico de síndrome de extravasamento capilar. Pessoas que têm dúvida sobre sua condição para a vacinação em função de seu histórico de saúde e por já terem tido reações alérgicas a outras vacinas devem procurar orientação médica. 

Alunos não vacinados que precisem por qualquer motivo acessar as dependências do IFSC não terão o acesso aos câmpus impedido, mas serão submetidos às normas do Regulamento Didático-Pedagógico e dos regulamentos locais.

-> Leia aqui as normas detalhadas para comprovação de vacinação pelos estudantes do IFSC

Sai pra lá, fake news!

É muito triste para nós, que somos uma instituição que faz e acredita na Ciência, ver um movimento para descredibilizar estudos científicos sérios e que acabam deixando algumas pessoas em dúvida sobre a segurança da vacina. ?? Por isso, reforçamos a importância de se buscar informação de qualidade e confiável! Se você ainda tem dúvida sobre a vacina, leia este post publicado no IFSC Verifica.

-> Aprenda a identificar uma desinformação para não passar mentira para frente neste post do Blog do IFSC

Uso de máscara

O Conselho Superior do IFSC tornou o uso da máscara apenas uma recomendação. Para que a regra passe a valer localmente, cada câmpus deve atualizar seu Plano de Contingência. Saiba mais clicando aqui.

Se você está com sintomas respiratórios, respeito os demais e siga utilizando a máscara. O IFSC fornece máscara para quem não tiver. Informe-se no seu câmpus onde você pode retirar a máscara de proteção se for o caso. 

E já que estamos falando de máscara, mesmo dois anos depois de incorporarmos este acessório à nossa rotina diária, é importante lembrar: a máscara só funciona se usada de forma correta, cobrindo o nariz e a boca. Se possível, o indicado é usar máscaras com maior proteção, como as cirúrgicas e as PFF2.

-> Por que usar máscaras PFF2? Leia no post do IFSC Verifica.

O que muda com a fase 5

Na fase 5, todos os alunos já podem ir presencialmente aos câmpus - mesmo aqueles que, até a fase 4, eram considerados em condições de risco. Outra mudança é a manutenção ou não do distanciamento mínimo de 1 metro de segurança entre os indivíduos, especialmente em salas de aula e laboratórios que estava prevista na PSS. Uma resolução ad referendum do nosso Conselho Superior, o Consup, aprovou na semana passada o relatório do CTC que permite que o colegiado de cada câmpus avalie e decida como proceder de acordo com a realidade local. Por isso, pode ser que no seu câmpus já não seja mais necessário o distanciamento nos espaços de aulas.

-> Veja como está o funcionamento das bibliotecas do IFSC

Cuidados neste retorno

Imaginamos que a saudade de estar com a galera da turma é grande, mas evite aglomerações, especialmente em lugares fechados. Permanecer em ambientes ventilados ainda é a melhor forma de não ter contato com o vírus. Aliás, observe se a porta e as janelas das salas estão abertas, o que é sempre mais indicado.  

Leve sua própria garrafinha de água de casa para enchê-la no bebedouro e não a compartilhe com os amigos. Evite ainda ter um contato muito próximo com outras pessoas na hora do lanche e demais refeições, quando é preciso retirar a máscara. 

Temos álcool espalhados nos câmpus para que você higienize constantemente suas mãos.

-> Precisa de ajuda? Procure a Coordenadoria Pedagógica do seu câmpus. 

Estou com suspeita de Covid ou testei positivo. O que fazer?

Cada câmpus do IFSC possui seu Plano de Contingência, o Plancon, feito a partir da Política de Segurança Sanitária do IFSC. No Plancon do seu câmpus, você irá encontrar a indicação de servidores/setores com quem deve falar em caso de suspeita ou confirmação de Covid-19. 

-> Acesse o Plancon do seu câmpus

Fique em alerta

Com o avanço da vacinação, felizmente, a maioria dos casos de Covid estão causando sintomas leves. Por isso mesmo, é muito comum confundi-los com um simples resfriado ou achar que o mal-estar pode ter sido causado apenas pelo ar-condicionado. Até pode ser que não seja Covid-19, mas, em tempos de pandemia, não dá para bobear. Na dúvida, realize um teste rápido ou laboratorial. Informe-se na prefeitura do seu município como estão funcionando os testes e o atendimento de casos suspeitos.

A equipe do nosso CTC chama a atenção para os sintomas respiratórios considerados motivo de alerta: tosse, febre, fadiga, congestão nasal, coriza, dor de garganta, dor de cabeça, perda do olfato e paladar, diarreia, cansaço ou dificuldade para respirar. Na presença de um ou mais desses sintomas, a realização de testes é recomendada, especialmente quando houver contato com caso sintomático ou confirmado.

Testei positivo. Vou perder o conteúdo das aulas?

Conforme nossa PSS, nos casos de aluno com sintoma de Covid-19 ou positivado para a doença, diante do atestado médico de isolamento social, o estudante tem direito à reposição de conteúdos por meio de atividades não-presenciais (ANP) ou outras estratégias pedagógicas possíveis. Em caso de confirmação de Covid-19, o estudante deve ser afastado do IFSC por 10 dias a contar do início dos sintomas ou da coleta do teste por método molecular (RT-PCR ou RT-LAMP) ou do teste de antígeno.

Cada câmpus tem autonomia para fazer a organização pedagógica do conteúdo nesses casos. Seu professor pode, por exemplo, organizar a prova e conteúdos de forma remota ou agendar nova data para a avaliação, se for o caso. 

O importante é que você apresente o atestado médico ao coordenador do seu curso para que a turma seja observada, se for o caso, e você receba as orientações sobre como o conteúdo de aula será dado ou reposto neste seu período de isolamento. 

Estou com dúvidas sobre os protocolos de segurança do IFSC

Se você tiver qualquer dúvida sobre os nossos protocolos de segurança ou até mesmo se você achar que algum não está sendo seguido como deveria, leia o Plano de Contingência do seu câmpus e entre em contato com a Comissão Local de Contingência do seu câmpus, responsável pela elaboração e atualização do Plancon, pela orientação ao colegiado para acionamento de fases e também por garantir o cumprimento das regras em cada câmpus.

-> Veja aqui o e-mail da comissão do seu câmpus
-> Acesse a página do IFSC relacionada à Covid-19 

Juntos novamente

Como falamos lá em cima, apesar de toda a felicidade pelo retorno dos nossos alunos aos câmpus, não podemos baixar a guarda completamente nos cuidados em relação à pandemia, até para que possamos continuar assim juntinhos.

 

Lembre-se de que você é responsável não só por preservar a sua saúde como também pelo cuidado coletivo dos seus colegas, professores e demais servidores do IFSC e funcionários terceirizados. 

Não sei você, mas nós não queremos mais ficar longe… Portanto, contamos com a sua ajuda para mantermos os cuidados até quando forem necessários e minimizarmos nossos riscos de contaminação. ??❤️

?? E agora que você está de volta ao IFSC, fique à vontade para compartilhar seus bons momentos no câmpus publicando foto no seu Instagram com a #tonoifsc ou marcando o @ifsc

-> E se não leu ainda, confira o post que fizemos aqui no Blog do IFSC com dicas para iniciar 2022 com tudo no IFSC

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