O que faz o Cepe?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 29 jun 2022 08:40 Data de Atualização: 29 jun 2022 08:42

O IFSC tem alguns órgão colegiados que atuam para que a gestão da instituição seja feita de forma democrática e participativa. Possivelmente você já nos ouviu falando sobre o Cepe, divulgando alguma decisão, convidando para acompanhar uma reunião ou ainda para participar do processo eleitoral e integrar esse grupo. Mas, afinal, o que é o Cepe e o que ele faz? É isso que vamos explicar neste post.

O que é o Cepe?

Cepe é a sigla para o Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFSC, um órgão normativo e consultivo que trata de políticas educacionais, de ensino, de pesquisa e de extensão do IFSC. 

Diferentemente do Conselho Superior e do Colégio de Dirigentes, que estão previstos na Lei nº 11.892/2008, que criou os institutos federais, o Cepe faz parte da estrutura organizacional básica do IFSC prevista no seu regimento. Ele é um dos órgãos de assessoramento da instituição, criado quando o IFSC ainda era Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina (Cefet-SC). 

As competências do Cepe, conforme constam no regimento do IFSC, são:

- Assessorar a Reitoria no que tange às políticas de ensino, pesquisa e extensão do IFSC;
- Analisar os projetos pedagógicos dos cursos do IFSC e submetê-los ao Conselho Superior;
- Regulamentar e emitir parecer sobre os processos autorizativos de cursos e demais ofertas educativas do IFSC;
- Estabelecer diretrizes curriculares para oferta educativa do IFSC;
- Emitir parecer sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional e o Projeto Pedagógico Institucional do IFSC;
- Definir diretrizes para a elaboração e aprovação do calendário acadêmico do IFSC;
- Regulamentar o funcionamento das câmaras de ensino, de pesquisa e pós-graduação e de extensão;
- Emitir parecer sobre recursos de processos de natureza didático-pedagógica;
- Elaborar propostas de alteração do seu próprio regulamento, a ser apreciado e aprovado pelo Conselho Superior;
- Regulamentar os projetos e atividades de ensino, pesquisa e extensão;
- Estabelecer diretrizes e procedimentos de acompanhamento e avaliação das atividades de ensino, pesquisa e extensão;
- Expedir orientações para a elaboração da Organização Didático-Pedagógica dos câmpus do IFSC;
- Emitir parecer sobre a Organização Didático-Pedagógica dos câmpus do IFSC;
- Exercer a fiscalização e o controle do cumprimento de suas recomendações;
- Julgar os recursos sobre matérias de sua competência;
- Estabelecer diretrizes e emitir parecer sobre as políticas e programas de pesquisa e inovação;
- Estabelecer diretrizes e emitir parecer sobre as políticas e programas de extensão e relações externas;
- Coordenar a elaboração e aprovação do Regimento Didático Pedagógico – RDP do IFSC;
- Estabelecer normas e procedimentos para gestão dos processos de pesquisa e inovação;
- Estabelecer normas e procedimentos para gestão dos processos de extensão. 

Portanto, passam pelo Cepe, por exemplo, todas as propostas de criação e reestruturação de cursos no IFSC, assim como a suspensão de oferta de vagas.

-> Entenda como são criados os cursos no IFSC

Quem faz parte do Cepe?

O Cepe é formado por representantes dos docentes, dos técnicos administrativos e dos estudantes, além dos pró-reitores de Ensino (presidente), de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação e de Extensão e Relações Externas e pelos respectivos diretores sistêmicos de Ensino, Pesquisa e Extensão.

Entenda melhor na imagem abaixo:

Infográfico mostrando como funciona o Cepe

 

Os membros do Cepe são escolhidos pelos seus pares, juntamente com os respectivos suplentes, e tem um mandato de dois anos, sendo permitida uma única recondução consecutiva. Essa escolha ocorre por meio de um processo eleitoral.

As últimas eleições foram realizadas em 2021. Como nem todas as vagas foram preenchidas, em abril deste ano foi realizado mais um processo eleitoral complementar. Por conta disso, o mandato dos novos e atuais membros têm prazo até agosto de 2023, quando novas eleições serão realizadas.

-> Veja como foi a posse dos membros mais recentes em maio de 2022

No vídeo abaixo, entenda as funções dos conselheiros do Cepe:

 

Por que participar do Cepe?

E o que faria um servidor ou um aluno querer ser um membro do Cepe? Convidamos atuais conselheiros e ex-conselheiros do colegiado para compartilhar o que os motivou a participar do Cepe:
 

Veja também quais os principais desafios do Cepe diante das mudanças da sociedade e das necessidades da instituição:
   

Como acompanhar o trabalho do Cepe?

As reuniões do Cepe são realizadas mensalmente. Veja aqui o calendário de trabalho deste ano. Desde o ano passado, elas passaram a ser transmitidas e podem ser acompanhadas pelo canal do IFSC no YouTube.

-> Assista aqui às gravações das reuniões do Cepe já transmitidas

No menu Colegiados do Sistema Integrado de Gestão do IFSC, é possível conferir as pautas e atas das reuniões, bem como ver as resoluções aprovadas no Cepe. Mais informações também podem ser obtidas na página do colegiado ou pelo e-mail cepe.secretaria@ifsc.edu.br.

Como propor pautas para o Cepe?

Tanto alunos quanto servidores podem enviar sugestões de pauta para as reuniões do colegiado. A orientação é que se busque o contato com a respectiva representação no colegiado, ou seja, membros estudantes, docentes, técnicos e a própria gestão (pró-reitorias).

É importante ficar atento(a) ao prazo: a data máxima de submissão de pauta se encerra cerca de 20 dias antes da reunião.

Propostas relativas a cursos devem ser enviadas via processo no Sipac para a unidade da secretaria CEPE depois de passar pelo trâmite de aprovação do colegiado do câmpus. Propostas de minutas de documentos e outras matérias podem ser enviadas para o e-mail da secretaria (cepe.secretaria@ifsc.edu.br)

E se você tem interesse em participar do colegiado, ano que vem teremos eleições. Basta acompanhar as notícias que divulgaremos quando o processo estiver aberto!

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Proeja: entenda do que se trata esta educação que transforma vidas

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 15 jun 2022 08:54 Data de Atualização: 04 jul 2022 11:44

Você sabe o que a história da Valina, da Paulina, do Júlio, da Andreia e de outros estudantes do IFSC têm em comum? A transformação por meio da educação. No caso deles, a mudança veio com o retorno às salas de aula após três ou quatro décadas deles iniciarem os estudos.

Nesse post vamos falar sobre a Educação de Jovens e Adultos, o EJA, e vamos explicar qual modalidade é oferecida no IFSC. Para isso, conversamos com a assessora especial para Políticas de EJA e Ensino Médio Integrado, Ivanir Ribeiro, e também com a chefe do Departamento de Ingresso, Giselli Bonassa. Então, vamos lá! 

O que é EJA?

A Educação de Jovens e Adultos, conhecida pela sigla EJA, é a modalidade de educação destinada a população acima de 15 anos que não teve acesso ou não concluiu a Educação Básica. Neste tipo de curso, o aluno faz o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio em menos tempo - porque existe uma maior flexibilidade curricular-, mas o conteúdo é o mesmo do ensino regular.

O EJA se divide em EJA Ensino Fundamental - destinada a jovens a partir de 15 anos que não completaram o Ensino Fundamental (1º ao 9º ano) - e EJA Ensino Médio - destinada a jovens e adultos maiores de 18 anos que não completaram o Ensino Médio. 

No Brasil, dados da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação - ANPED (2021) apontam que 5,4% da população adulta não sabe ler nem escrever, 31,2% não possui o Ensino Fundamental e 51,2% não possui o Ensino Médio completo. Esses brasileiros largaram os estudos para cuidar da família e/ou trabalhar, por isso é tão importante oferecer cursos pensados para encaixar na rotina dessas pessoas. 

Agora imagine quem sonha em aprender uma profissão ou se especializar na que trabalha e não possui o Ensino Fundamental ou Médio. Essa pessoa precisaria passar pelo EJA e só depois cursar um técnico… o que levaria bastante tempo, não é mesmo?

Pensando nessas pessoas foi criado o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na modalidade de Educação de Jovens e Adultos, ou simplesmente, Proeja. Este programa foi instituído pelo Decreto nº. 5.840, de 13 de julho de 2006, abrangendo cursos integrados de Formação Inicial e Continuada (FIC) e Educação Profissional Técnica de Nível Médio (cursos técnicos), ambos integrados à Educação Básica. E essa é a modalidade oferecida aqui no IFSC.

O que é Proeja?

Como falamos acima, Proeja é a modalidade de EJA voltada ao ensino técnico. Ou seja, além de receber a formação básica, o aluno recebe também uma formação técnica. Portanto,,essa junção é chamada Proeja ou EJA-EPT.

Essa modalidade tem o objetivo de atender à demanda de jovens e adultos pela oferta de educação profissional, da qual em geral são excluídos justamente por não possuírem o ensino fundamental e/ou médio.

Vamos explicar melhor:

Você sabe que, no IFSC, é possível ter uma formação técnica enquanto cursa o Ensino Médio regular, não é mesmo? São os nossos cursos técnicos integrados (ou Ensino Médio Técnico). O Proeja é parecido: os alunos recebem uma formação profissional enquanto cursam o Ensino Fundamental ou Médio na modalidade para jovens e adultos. 

No IFSC, ofertamos o Proeja, dividido em cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) integrados ao Ensino Fundamental; cursos FIC integrados ao Ensino Médio e cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio. Veja aqui nossos cursos Proeja.

-> Saiba mais sobre a história da EJA no IFSC

A diferença entre um curso FIC e um Técnico está basicamente na sua duração e,  consequentemente, no aprofundamento do conhecimento técnico. Ou seja, o tempo “a mais” que o aluno passa no curso técnico é destinado ao aperfeiçoamento na área escolhida. 

O curso FIC Integrado ao Ensino Fundamental tem duração de dois anos (quatro semestres). Já o curso FIC Integrado ao Ensino Médio pode variar entre um ano e meio (três semestres) e dois anos (quatro semestres), por fim, o técnico integrado ao Ensino Médio pode variar de dois anos (quatro semestres) a três anos (seis semestres).

O Proeja no IFSC oferece diferentes modalidades de curso e está aberto para todos.

Veja um resumo das modalidades do Proeja:

Quadro com as modalidades de cursos Proeja no IFSC

Como ingressar no Proeja?

Cada curso tem um calendário e um processo seletivo específico. O Proeja FIC (tanto Fundamental quanto Médio) segue as normas previstas para cursos FIC. Já o Proeja Técnico segue as regras do processo seletivo para cursos técnicos. No IFSC, os câmpus podem optar por fazer uma seleção unificada com outros câmpus ou fazer um processo seletivo próprio.

Se você tem interesse em se inscrever no Proeja, vale a pena ficar de olho no site do câmpus mais próximo ou se informar diretamente no câmpus do IFSC da sua cidade para saber quando será o próximo processo seletivo.

-> Neste momento, estamos com inscrições abertas até 27 de junho para alguns cursos Proeja. Veja aqui!

Os câmpus têm desenvolvido o processo de busca ativa, que se constitui em uma das diretrizes preconizadas no Documento Orientador da EJA do IFSC.

“Busca ativa é a iniciativa ou o conjunto de iniciativas do IFSC para encontrar, contatar e estabelecer diálogo com trabalhadores (formais e informais), desempregados, jovens, indígenas, estrangeiros, entre outros grupos sociais que apresentem demandas por qualificação e formação, porém desconhecem ou não conseguem ter acesso às ofertas educativas oferecidas pela instituição” (Documento Orientador do IFSC, 2021, p. 42).

Ajude a divulgar

Se você conhece alguém que tenha interesse em terminar os estudos, incentive e repasse essas informações. Isso pode fazer a diferença na vida dessa pessoa, como foi o caso da Paulina que só voltou a estudar por causa do incentivo da Assistente Social Zenilda Lemos de Souza. Paulina ficou afastada dos bancos escolares por 38 anos e mesmo enfrentando a depressão voltou às salas para cursar o técnico em Agroecologia no Câmpus Canoinhas:

“Meu pai não me deixava estudar. Ele achava que mulher tinha que casar, cuidar do marido e filhos”, conta Paulina, que, seguindo o estabelecido, casou e teve dois filhos: Márcio e Márcia, de 27 e 24 anos. “Agora estou muito feliz de estar aqui, com os professores, que são muito bonzinhos. Têm paciência de me ensinar. E estou aprendendo um monte de coisas que eu nunca achava na minha vida que eu ia fazer. Nunca eu achei que ia estudar, na minha vida.”

 

 

A educação pode transformar a vida de uma pessoa e por isso, um dos objetivos do IFSC é aumentar o número de inscritos para os programas de Ensino de Jovens e Adultos. Sabemos que voltar a estudar não é fácil, mas acreditamos no poder transformador do ensino.

Educação que transforma vidas

Voltar às salas de aula depois de longo tempo fora da escola é a realidade e o desafio de muitos estudantes do Proeja. São histórias de pessoas que, com força de vontade e dedicação, tentam conseguir qualificação para melhorar a vida. 

Esse é o caso do pedreiro Romário dos Santos Oliveira, que cursou Eletromecânica no Câmpus Chapecó e aos 53 anos voltou a estudar, depois de quase quatro décadas longe da escola. Romário contou que parou de estudar aos 14 anos e sentiu bastante dificuldade em acompanhar as aulas no início. Mas, com sua persistência, a dificuldade foi diminuindo com o passar do tempo.

Assista a esta reportagem de junho deste ano com a história de três pessoas que tiveram que parar de estudar na infância e adolescência para trabalhar desde cedo e como cursos do Proeja ofertados pelo IFSC mudaram as suas vidas - não só na formação, mas na auto-estima e na forma de se verem e perceberem os outros:

Conheça outras histórias de transformação por meio da educação:

 


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Glossário do Ingresso do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 01 jun 2022 10:40 Data de Atualização: 21 jun 2022 08:52

Sabemos que somos uma instituição complexa. E como não ser com 22 câmpus e diversos tipos de cursos? ?? Por causa disso, temos processos seletivos com muitas informações e que, às vezes, podem gerar dúvidas em quem quer estudar aqui. Não é à toa que o tema que mais abordamos aqui no Blog é relacionado aos nossos cursos e processos seletivos justamente para esclarecer diversos questionamentos que recebemos em nossos canais de relacionamento.

Para facilitar ainda mais o entendimento do ingresso para estudar no IFSC, organizamos um glossário com os principais termos - em ordem alfabética - que utilizamos quando falamos dos nossos processos seletivos. Veja abaixo:

A  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  W  X  Y  Z

Aprovado: Candidato que foi selecionado para estudar no IFSC por meio de algum dos nossos processos seletivos.

Aluno: Candidato selecionado em um dos nossos processos seletivos e que efetuou a matrícula no IFSC. Temos todo um menu Estudante no nosso Portal dedicado a quem se torna nosso aluno.

Análise documental: Forma de seleção de alguns cursos do IFSC em que a escolha dos candidatos é feita a partir da análise de determinados documentos que rendem pontuações específicas. A análise documental pode considerar a situação socioeconômica do candidato ou ainda seu currículo. O edital do curso detalha o que será analisado pelo IFSC.

Atendimento especial: Candidatos com necessidades especiais podem solicitar um atendimento especial para a realização da prova de seleção quando for o caso. As condições sempre aparecem descritas no edital.

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Bacharelado: É um dos tipos de cursos de nível superior oferecidos pelo IFSC. O bacharelado é um curso superior generalista, de formação científica ou humanística, que confere ao diplomado competências em determinado campo do saber para o exercício de atividade profissional, acadêmica ou cultural, com o grau de bacharel.

Banca de heteroidentificação: Etapa do Sistema de Cotas do IFSC em que candidatos que se inscrevam para as cotas destinadas a pessoas pretas e pardas devem, além de entregar a autodeclaração de preto ou pardo, participar de uma banca, denominada banca de heteroidentificação, em que serão avaliados os critérios fenotípicos do candidato.

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Cadastro de Interesse: Formulário para que os interessados em estudar no IFSC deixem seu e-mail e, desta forma, recebam uma mensagem quando estivermos com inscrições abertas.

Cadastro Reserva: É uma lista composta por candidatos convocados no chamadão que enviam a documentação solicitada e que não são contemplados com vaga no respectivo curso. Esse cadastro de reserva leva em conta a classificação geral do candidato e a sua classificação nas cotas, se for o caso. Se houver um cancelamento de matrícula por algum aluno, um novo candidato é chamado com base nesse cadastro de reserva.

Calendário: Quando falamos em calendário, são datas importantes que precisam ser acompanhadas. Temos um calendário de inscrições, em que é possível acompanhar quando abriremos vagas para inscrições em nossos cursos, e o calendário acadêmico, com datas de início e fim de semestre - além de outros eventos - que precisa ser consultado pelos alunos.

Câmpus: É a unidade do IFSC em que você irá estudar. Atualmente, temos 22 câmpus espalhados por todas as regiões de Santa Catarina. Aqui no IFSC, utilizamos a grafia câmpus e já explicamos sobre isso neste post.

Candidato: É toda pessoa interessada em estudar no IFSC que se inscreve no nosso processo seletivo.

Chamadão: É um processo que o IFSC faz para otimizar o preenchimento das vagas de forma que o maior número de alunos possa ingressar no curso desde o primeiro dia de aula. Ao divulgarmos os aprovados em segunda chamada, divulgamos junto uma “lista de espera”, que é o tal do chamadão. Os candidatos que estão nesta lista são convocados para manifestar o interesse na vaga para que, caso os selecionados para segunda chamada não se matriculem, eles possam assumir as vagas disponíveis. Detalhamos tudo neste post.

Cotas: Reserva de vagas para candidatos oriundos de escolas públicas, de baixa renda, autodeclarados pretos, pardos e indígenas e pessoas com deficiência. Veja como funciona o sistema de cotas do IFSC.

Cronograma: Parte do edital em que são apresentadas todas as datas e eventos do processo seletivo. É fundamental que o candidato acompanhe este cronograma para não perder nenhum prazo.

CST ou Curso Superior de Tecnologia: É um dos tipos de cursos de nível superior oferecidos pelo IFSC. É um curso superior de formação especializada em áreas científicas e tecnológicas, que confere ao diplomado competências para atuar em áreas profissionais específicas, caracterizadas por eixos tecnológicos, com o grau de tecnólogo. O formado nestes cursos tem a mesma titulação que dos demais cursos de graduação, podendo participar de cursos de pós-graduação, por exemplo.

Curso: É o principal “serviço” que o IFSC oferece à comunidade. De acordo com o Regulamento Didático-Pedagógico do IFSC, o RDP, curso é um “conjunto de atividades educativas formais que constroem um perfil de formação, composto por componentes curriculares, agrupados em períodos letivos; incluindo estudantes, professores e um projeto pedagógico”. Veja todos os cursos que o IFSC oferece aqui.

Cursos técnicos: São cursos de ensino profissional, orientados para a rápida integração do aluno no mercado de trabalho e destinam-se a pessoas que já terminaram o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio. No IFSC, são três tipos de oferta de cursos técnicos: integrado, concomitante e subsequente. Explicamos aqui a diferença entre os nossos cursos técnicos.

Curso Técnico Concomitante: Tipo de curso técnico voltado a quem possui Ensino Fundamental completo e vai cursar ou está cursando o Ensino Médio em outra instituição. Nesses cursos, o aluno frequenta no IFSC apenas as disciplinas da formação técnica escolhida.

Curso Técnico Integrado: Tipo de curso técnico voltado a quem possui Ensino Fundamental completo. Nesses cursos, o aluno faz o Ensino Médio no IFSC junto a uma formação técnica. É o que chamamos de Ensino Médio Técnico.

Curso Técnico Subsequente: Tipo de curso técnico voltado para quem possui Ensino Médio completo. Nesses cursos, o aluno frequenta no IFSC apenas as disciplinas da formação técnica escolhida.

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Deing: É a sigla do Departamento de Ingresso do IFSC, que faz parte da Pró-Reitoria de Ensino, e é responsável por organizar e gerir todos os processos seletivos do IFSC. São eles que respondem o famoso e-mail ingresso@ifsc.edu.br para quem tem dúvidas.

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EaD: Sigla que usamos para falar da educação a distância. Aqui no IFSC temos, além dos cursos presenciais, opções de cursos que são oferecidos a distância. Explicamos neste post como funciona a nossa EaD.

Edital: É o documento que reúne todas as regras do processo seletivo e leitura obrigatória para todos os candidatos. Aqui neste post te ajudamos a entender o edital.

EJA: Sigla que se refere à educação de jovens e adultos. São cursos oferecidos a quem está há algum tempo fora da escola e não conseguiu terminar seus estudos (ensino fundamental ou médio) em idade regular. No IFSC ofertamos o Proeja, veja mais aqui.

Enem: É o Exame Nacional do Ensino Médio que tem como principal finalidade a avaliação individual do desempenho do participante ao final do Ensino Médio. A nota do Enem é utilizada por muitas universidades e institutos federais como forma de seleção para seus cursos de graduação. No IFSC, usamos o Sisu (além do vestibular) para ingresso em nossos cursos de graduação, que utiliza a nota do Enem. Ela também é válida para concorrer às vagas remanescentes em cursos de graduação (explicamos o que é o Sisu e as vagas remanescentes na sequência).

Ensino Médio Técnico: É como chamamos os cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do IFSC, que são aqueles cuja formação técnica e básica ocorrem de forma integrada, numa perspectiva de formação humana integral. Neste post, explicamos o que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente.

Especialização: São os cursos de pós-graduação lato sensu que tem como objetivo aprofundar os conhecimentos do aluno sobre determinada área.

Estatísticas dos processos seletivos: São dados relacionados aos nossos processos seletivos, como a relação candidato/vaga, índice de abstenção, pontuação das provas e melhores classificados dos processos seletivos do IFSC.

Exame de Classificação: É a prova que os interessados em fazer o Ensino Médio Técnico no IFSC precisam fazer para concorrer a uma das vagas - no caso dos cursos que tem seleção por este método. Temos um post com dicas de como se preparar para o exame.

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FIC: É a sigla de Formação Inicial e Continuada que, nada mais são do que nossos cursos de qualificação profissional. Os cursos FIC, como chamamos internamente, atendem a necessidade de aperfeiçoamento para profissionais de diversas áreas, em temas específicos e práticos. Também abrangem cursos de idiomas, como Inglês e Espanhol.

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Gabarito: São as respostas do exame de classificação realizado como processo seletivo para alguns cursos técnicos integrados ao Ensino Médio. O gabarito é divulgado no mesmo dia de realização do exame.

Graduação: São os cursos de Ensino Superior voltados para quem já concluiu o Ensino Médio. O IFSC oferece três tipos de cursos de graduação: CST, bacharelado e licenciatura. Entenda aqui a diferença entre eles.

Guia de Cursos: É a área do Portal do IFSC em que você consegue ver os cursos que ofertamos por tipo e por local de oferta. Para isso, basta entrar na página de cada tipo de curso e ver se há vagas abertas no momento. Mesmo quando não tiver vaga, você pode ver a página específica do curso do seu interesse para mais informações.

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Índice de abstenção: é o valor que indica quantas pessoas não foram fazer a prova do processo seletivo em relação ao total de inscritos.Disponibilizamos esta informação na página de estatísticas dos processos seletivos

Ingresso: É o processo que irá selecionar as pessoas interessadas em estudar no IFSC.

Inscrição: É o ato de uma pessoa demonstrar interesse em estudar no IFSC registrando formalmente a sua vontade no curso que deseja. A inscrição para cursos do IFSC é feita exclusivamente pela internet. Saiba mais detalhes aqui.

Isenção: A palavra é usada por aqui para falar da isenção do pagamento da taxa de inscrição. A maior parte dos nossos processos seletivos não tem taxa de inscrição. No caso dos processos com prova, é cobrada uma taxa de inscrição dos candidatos. No entanto, pessoas de baixa renda e doadores regulares de sangue podem solicitar a isenção do pagamento da taxa de inscrição, ou seja, mostrando os documentos indicados não precisam pagar a taxa, ficam isentas do pagamento.

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Lato Sensu: É um dos tipos de pós-graduação oferecidas no IFSC e compreende programas de especialização, geralmente voltados ao mercado de trabalho. Esse tipo de curso tem duração mínima de 360 horas e, ao final, o aluno obtém um certificado.

Licenciatura: É um dos tipos de cursos de nível superior oferecidos pelo IFSC. É um curso superior que confere ao diplomado competências para atuar como professor na educação básica, com o grau de licenciado.

Lista de espera: Lista das pessoas não aprovadas no processo seletivo do IFSC, mas que foram classificadas e ficam em espera, ou seja, podem ser chamadas caso haja vagas disponíveis.

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Manifestação de interesse: É o que as pessoas fazem para permanecer na lista de espera - no caso do chamadão - ou para se inscrever, no caso de vagas remanescentes. Os editais trazem as orientações para que o candidato faça a manifestação de interesse na vaga do curso escolhido.

Matrícula: A matrícula é o procedimento que garante a sua vaga no IFSC - ela deve ser feita por aqueles que já foram aprovados no processo seletivo. Ao fazer a matrícula você efetua seu registro no curso para o qual foi selecionado(a) e passa a ser um(a) aluno(a) do IFSC. Veja nossa página com orientações para matrículas.

Matriculado: É a pessoa que, após selecionada para um curso no IFSC, efetua a matrícula no prazo indicado no edital e passa a ser estudante da instituição.

Mestrado: São cursos de pós-graduação com o objetivo de qualificar o aluno por meio de aulas e pesquisa científica, que é desenvolvida pelo mestrando com a orientação de um professor. No IFSC, só temos mestrados profissionais por enquanto. Neste post, explicamos a diferença entre mestrado profissional e acadêmico.

Modalidade: Modo de desenvolvimento do curso quanto ao acompanhamento das atividades acadêmicas, podendo ser presencial ou a distância.

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Negativa de matrícula simultânea: É a declaração de que a pessoa não faz um curso técnico ou graduação em outra instituição pública. O documento é exigido na hora da matrícula e está disponível para preenchimento na página de orientações para matrícula.

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PcD: Sigla para pessoas com deficiência. O Sistema de Cotas do IFSC reserva vagas para PcD. O detalhamento pode ser encontrado nos editais.

Portal de Inscrições: É o sistema do IFSC em que devem ser feitas as inscrições para os cursos e onde é possível fazer o acompanhamento da inscrição, alterando dados e acessando o desempenho nas provas, por exemplo.

Portal do IFSC: É o site onde você encontra todas as informações sobre nossa instituição. Já fizemos um post aqui fazendo um tour pelo nosso portal. Vale a pena embarcar nesta viagem! ??

Pós-graduação: São cursos para quem já concluiu o Ensino Superior e deseja continuar seus estudos, expandindo seu conhecimento e qualificando-se ainda mais para o mercado de trabalho. No IFSC, temos dois tipos de pós-graduação: especialização e mestrado.

PPI: Sigla para pretos, pardos ou indígenas, que é como chamamos uma das cotas que temos.

Pré-requisito: São as condições necessárias para que um candidato possa se matricular em um de nossos cursos. Na página de cada curso temos os pré-requisitos e esta informação também sempre está disponível nos editais.

Primeira chamada: É a divulgação dos melhores colocados num processo seletivo. Trata-se da lista com os primeiros nomes chamados a preencher as vagas para determinado curso.

Proeja: É como chamamos os cursos do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos, voltados a quem não completou o Ensino Fundamental ou Médio em idade regular. Num curso Proeja, o aluno tem a oportunidade de concluir seus estudos e junto fazer um curso de qualificação ou um curso técnico.

Prova: É uma das formas de seleção que utilizamos para alguns cursos. No caso dos cursos técnicos integrados, a prova é chamada de Exame de Classificação. No caso de cursos de graduação, a prova pode ser a do Enem ou a do vestibular.

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Qualificação profissional: São os nossos cursos de formação inicial e continuada (FIC), indicados para quem deseja atualizar conhecimentos em sua área de atuação ou quem queira se reinserir no mercado de trabalho.

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RA: É a sigla para o setor de Registro Acadêmico, que é o setor responsável por realizar as matrículas nos câmpus.

Relação candidato/vaga: É o número que indica quantas pessoas se inscreveram para concorrer às vagas de um curso. Disponibilizamos esta informação na página de estatísticas dos processos seletivos.

Resultado: É a lista com os nomes dos selecionados para os nossos cursos. Os resultados podem ser divulgados na página que temos só para isso ou no sistema de resultados do IFSC.

Retorno de graduado: Processo pelo qual quem já é formado em um curso de graduação pode fazer outro curso de graduação no IFSC caso tenha os pré-requisitos necessários e haja vagas para esta forma de ingresso.

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Sistema de Cotas: É o sistema que reserva um percentual das vagas de cursos técnicos e de graduação para candidatos oriundos de escolas públicas. Dentre estes há ainda cotas para candidatos de baixa renda, autodeclarados pretos, pardos e indígenas e pessoas com deficiência. Veja neste post como funciona o sistema de cotas do IFSC. Inclusive, temos um quiz bem legal para você descobrir se pode se inscrever pelo sistema de cotas e, se for o caso, em qual das cotas pode concorrer.

Segunda chamada: Momento em que os candidatos que estão classificados na sequência da lista de classificação são convocados para fazer a matrícula, caso os aprovados na primeira chamada não efetuem a sua matrícula ou não cumpram os requisitos para fazer o curso.

Sisu: É a sigla para o Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação. O IFSC - e outras instituições de educação - utilizam o Sisu como processo seletivo para seus cursos de graduação.

Sorteio: É a forma de seleção utilizada para alguns cursos do IFSC. No nosso caso, é feito um sorteio público de forma eletrônica. Veja os detalhes aqui.

Stricto Sensu: É um dos tipos de cursos de pós-graduação que engloba os programas de mestrado e doutorado.No caso do IFSC, por enquanto temos cursos stricto sensu em nível de mestrado.

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Taxa de inscrição: É o valor cobrado para que um candidato participe de algum dos processos seletivos do IFSC. A maior parte dos processos seletivos do IFSC não tem taxa de inscrição e, nos que têm, é possível solicitar a isenção do pagamento da taxa se for candidato de baixa renda ou doador regular de sangue.

Tecnólogo: Nome dado a quem se forma em um curso superior de tecnologia (CST) ou também como é “apelidado” este tipo de curso.

Transferência: Processo pelo qual também é possível estudar no IFSC. Pode ser transferência interna (quando algum aluno do IFSC quer trocar de curso dentro da instituição) ou externa (quando algum aluno de outra instituição quer trocar seu curso para o mesmo curso do IFSC).

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Vagas remanescentes: São vagas não preenchidas nos processos seletivos e que são disponibilizadas para interessados em estudar no IFSC e que cumpram os pré-requisitos.

Vestibular: Prova aplicada para quem deseja concorrer a vagas nos cursos de graduação do IFSC. Nem todos os cursos de graduação utilizam o vestibular como forma de seleção. Em alguns, a seleção é apenas pelo Sisu, que considera a nota do Enem.

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Ufa! Tem coisa, né? ?? Será que nos esquecemos de algum? ?? Deixe nos comentários.

Saiba mais

Leia os posts que já fizemos sobre processos seletivos aqui no Blog:

Afinal, o que é um edital?
Quer estudar no IFSC? A gente te ajuda a ler o edital!
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Por dentro do ingresso do IFSC: entenda todas as etapas
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Inscrição X matrícula: tem diferença?
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Movimentos estudantis do IFSC: entenda o papel de cada um

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 18 mai 2022 08:41 Data de Atualização: 26 mai 2022 09:22

Você já deve ter ouvido falar de termos como centro acadêmico, grêmio estudantil, diretório acadêmico e atlética… Possivelmente se perguntou o que são ou então para que servem? Será que são todos a mesma coisa mas com nomes diferentes?

E lá vai um spoiler: não. Não são todos a mesma coisa. Cada grupo tem um papel nas instituições de ensino, mas têm em comum o fato de que são formados e geridos pelos estudantes. Neste post vamos explicar a diferença entre cada um, como fazer parte ou ainda como criar uma desses movimentos aqui no IFSC.

Para isso, conversamos com o coordenador de Juventudes e Diversidades do IFSC Diogo Moreno e levantamos informações no site da União Nacional dos Estudantes, a UNE, e também da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, a UBES.

O que é um movimento estudantil?

Os movimentos estudantis são organizações formadas pelos e para os estudantes. Elas têm diversos objetivos, dentre eles expressar pedidos ou problemas relacionados à vida acadêmica, organizar ações ou eventos de interesse dos alunos e principalmente, ser a voz dos estudantes na instituição. 

Tanto o Centro Acadêmico, quanto os diretórios, atlética ou grêmio são organizações geridas por estudantes e que tem como objetivo representar os interesses dos alunos nas instituições de ensino. A grande diferença está em quais alunos cada uma delas representa e no propósito de cada uma.

Por exemplo, os Centros Acadêmicos (CA) congregam alunos de um curso específico e em geral da graduação. Dessa forma, existe o CA de Turismo, o CA de Engenharia Mecânica, o CA de Agronomia etc. Essas organizações representam os interesses dos alunos frente ao curso, envolvendo assuntos como o debate junto aos docentes sobre alterações curriculares, melhorias e outras demandas mais específicas. 

O presidente do CA do curso de Engenharia de Controle e Automação do Câmpus Chapecó - Caeca (@casobcontrole), Eduardo Gavinhos dos Santos, reforça: 

“O CA é um meio de comunicação facilitada entre os alunos da engenharia e a coordenação do curso e do câmpus, além da comunicação entre os estudantes”. 

-> Veja alguns centros acadêmicos do IFSC: CA Livre em Física (Câmpus Araranguá), CA de Engenharia de Controle e Automação (Câmpus Chapecó), Centro Acadêmico da Licenciatura em Química (Câmpus Criciúma), Centro Acadêmico da Engenharia Civil (Câmpus Criciúma), Centro Acadêmico da Engenharia Mecatrônica (Câmpus Criciúma), Centro Acadêmico Design (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Eletrônica Industrial (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Engenharia Civil (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Engenharia Elétrica (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Engenharia Eletrônica (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Engenharia Mecatrônica (Câmpus Florianópolis), Centro Acadêmico Radiologia (Câmpus Florianópolis), CA de Gestão Ambiental (Câmpus Garopaba), Centro acadêmico da Engenharia Elétrica (Câmpus Itajaí), Centro Acadêmico de Pedagogia Bilíngue (Câmpus Palhoça Bilíngue), Centro acadêmico do curso de Engenharia Civil (São Carlos), Centro Acadêmico de Engenharia Mecânica IFSC (Câmpus Xanxerê) 

Já os diretórios podem ser divididos de duas formas: o Diretório Acadêmico (DA) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE). O DA congrega alunos de mais de um curso, mas dentro de uma mesma área. Por exemplo, um DA de Engenharia reúne estudantes de Civil, Mecânica, Eletrônica, Materiais etc., representando esses estudantes frente à área de estudo.

O DCE corresponde a um grupo ainda maior, pois representa todos os estudantes, ou seja, reúne alunos de diferentes áreas e variados cursos de todos os câmpus que tem a função de representar as demandas estudantis frente à instituição. Dessa forma, as pautas são muito mais abrangentes e envolvem a alimentação, permanência, estruturas físicas, políticas institucionais etc. 

A Atlética tem uma função um pouco diferente, ela é responsável pela integração dos estudantes, geralmente de um mesmo curso. Dessa forma, essa organização fica responsável por elaborar eventos, torneios e outras formas de juntar a galera, prioritariamente por meio do esporte. 

-> Veja algumas atléticas do IFSC: Associação Acadêmica Atlética de Engenharia de Controle e Automação (Câmpus Chapecó), Associação Atlética Acadêmica (Câmpus Criciúma), Associação Atlética Acadêmica IFSC Floripa (Câmpus Florianópolis), Associação Atlética Acadêmica de Engenharia Elétrica (Câmpus Itajaí), Atlética A.G.I.R. (Câmpus Jaraguá do Sul-Rau), Atlética do curso de Engenharia Civil (Câmpus São Carlos)

Muitas vezes, os CAs ou Diretórios, além de propor os debates e discussões frente à instituição, acabam fazendo esse papel também, por isso nem sempre existe a Atlética. Inclusive, nem sempre encontramos todas essas organizações. Pode ser que exista apenas uma delas que acaba congregando diversas funções.

Por fim, temos os Grêmios Estudantis. Em geral, são as organizações que acabam acumulando tanto as funções de representação frente à instituição, quanto de integração entre os estudantes (como eventos culturais, esportivos, festas, campeonatos e gincanas).  Por ser bastante abrangente, é comum encontrar grêmios também nas escolas, diferente das demais organizações que são mais comuns no ensino superior. No caso do IFSC, os grêmios são os responsáveis por representar os estudantes dos cursos técnicos, por exemplo.

 A presidente do Grêmio Estudantil Geração Popular do Câmpus Gaspar, Maria Tereza de Almeida, resume da seguinte forma: 

“O papel do Grêmio Estudantil é ouvir, entender, analisar e levar como demanda à direção, por isso sua importância: é um porta voz dos estudantes”.

-> Veja alguns grêmios estudantis do IFSC: Grêmio Unio (Câmpus Canoinhas), Grêmio Integrar (Câmpus Chapecó), Grêmio GTEC (Câmpus Criciúma), Grêmio Livramento (Câmpus Florianópolis), Grêmio Estudantil IFSC Gaspar (Câmpus Gaspar), Grêmio Estudantil IFSC Itajaí (Câmpus Itajaí), Grêmio Reforma Catalítica (Câmpus Jaraguá do Sul-Centro), Grêmio Estudantil (Câmpus São Miguel do Oeste), União Estudantil IFSC Xanxerê (Câmpus Xanxerê)


 

Citamos aí em cima algumas organizações estudantis do IFSC que os setores de Comunicação dos câmpus nos enviaram. Se você faz parte de alguma organização que não foi mencionada, deixe um comentário aí embaixo ou envie e-mail para blog@ifsc.edu.br que atualizamos.

Quem representa então todos os estudantes do IFSC?

O coordenador de Juventudes e Diversidades, Diogo Moreno, explica que, no momento, o IFSC não possui um DCE constituído, que seria a instância máxima representativa dos estudantes de uma instituição. Há no IFSC, hoje, o Conselho de Entidades de Base (@ceb.ifsc), instância máxima de representação do Movimento Estudantil Organizado (grêmios estudantis e centros acadêmicos da instituição).

Um DCE é formado por uma diretoria eleita pelos estudantes e se articula com todos os Centros Acadêmicos dos cursos de graduação, vinculando-se, geralmente, mais aos cursos de graduação e não aos cursos de nível médio (que são representados pelos grêmios).

Um Conselho de Entidades de Base é, normalmente, um dos espaços de decisão de um DCE. No caso do IFSC, o presidente do CEB, Filipe dos Santos, explica que o conselho foi constituído como etapa intermediária de uma futura estrutura máxima de representação, com objetivo específico de garantir as condições necessárias para conformação de um DCE.

O CEB, segundo Diogo, pode representar, além dos Centros Acadêmicos, os Grêmios Estudantis. "No IFSC, o CEB tem presidência eleita pelos presidentes das entidades de base (grêmio e centros acadêmicos). Para ser conduzido à presidência do CEB há, necessariamente, que ser presidente de um dos conselhos de base (presidente ou vice de um Centro Acadêmico, por exemplo). O CEB é, hoje, a instância deliberativa que representa o segmento estudantil. Em razão da natureza de estrutura de promoção de modalidades e níveis diferenciados de curso/formação no IFSC, o CEB congrega tanto representantes vinculados aos grêmios como representantes dos CAs."

As entidades estudantis, portanto, são criadas a partir da iniciativa dos alunos que elaboram um estatuto, que é submetido à assembleia e depois de aprovado, a entidade é registrada em cartório. E um conselho é a reunião dos representantes de entidades já instituídas.

Na sequência vamos explicar o passo a passo para a criação de uma representação estudantil.

Diogo reforça a importância dessas entidades e acrescenta:

Acreditamos que a representação estudantil no IFSC pauta-se na necessidade de que os estudantes construam sua participação na política estudantil, promovendo, desta forma, a identificação de necessidades junto aos processos de formação, de maneira a auxiliá-los e a qualificá-los por meio de uma participação ativa junto aos segmentos das diversas instâncias educativas, tendo como meta a formação alicerçada em valores sólidos”.

Quero fazer parte. O que devo fazer?

✔ Meu curso já tem uma representação:

As representações estudantis são importantes formas de reunir e organizar as demandas dos alunos. Quem faz parte dessas entidades são alunos escolhidos por votação. De maneira geral, os alunos se reúnem em chapas que vão apresentar proposta e concorrer à eleição. A chapa mais votada assume o compromisso de representar os alunos pelo período de um ano.

Se o seu curso possui uma representação e você quer fazer parte da equipe, é preciso verificar quando as inscrições para novas chapas estarão abertas. E isso vale para todas as organizações: CAs, Atléticas e Grêmios.

A presidente do Grêmio Geração Popular, Carolina, explica que, para fazer parte não precisa ser um expert ou ser extremamente extrovertido: 

“Acredito que basta ser em certo nível, ouvinte, responsável, colaborador com sua equipe e ter vontade de aprender. Ademais, o estudante pode aprender ou aprimorar ao decorrer da posse como integrante/representante do Grêmio. O estudante então, deve se atentar às inscrições para novas chapas, escolher sua equipe com a qual pode trabalhar bem e submeter as inscrições. Após essas etapas, se houver mais de uma chapa inscrita, a comunidade discente irá votar pela escolha de uma chapa que melhor os representará”.

Outra forma de participação é enviando demandas e propondo pautas para o debate, mesmo que você não faça parte diretamente da representação. Eduardo, presidente do CAECA, explica que para enviar demandas é possível usar o grupo de conversa do WhatsApp (no caso do seu CA possuir um) ou falar diretamente com qualquer membro do CA.

❌ Meu curso não tem uma representação:

A criação, gestão e administração das representações estudantis é de responsabilidade dos estudantes. O papel das instituições de ensino é apenas de suporte e orientação, mas cabe aos alunos se mobilizarem em prol dessas organizações. 

Se não existe ainda uma representação estudantil no seu curso, você pode ajudar a criar (ou reativar) uma! Esse é o caso da Atlética de Engenharia de Controle e Automação do Câmpus Chapecó. Matheus Couto, presidente da Atlética, explica que a organização foi desativada com a pandemia de Covid-19 e que agora está em processo para reativação.

 

UNE, UCE e UBES

Você sabia que existem entidades que representam os movimentos estudantis em nível estadual e nacional? A União Nacional dos Estudantes (UNE) representa cerca de seis milhões de universitários de todos os 26 Estados e do Distrito Federal frente ao governo federal.  A UNE foi fundada em 1937 e reúne representantes de DAs, CAs, DCEs, uniões estaduais de estudantes e executivas nacionais de cursos.

Ainda falando em representações universitárias, temos a União Catarinense das e dos Estudantes (UCE). A organização foi fundada em 1949 e tem função semelhante à UNE, no que diz respeito a congregar representantes de movimentos estudantis, mas sua instância de representação é o estado de Santa Catarina. 

Já a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) é a representação em instância nacional dos estudantes do Ensino Médio. A UBES foi fundada em 1948 e reúne representantes de Grêmios estudantis.

As três organizações organizam periodicamente eventos, congressos e outras atividades. Por isso, se você é representante estudantil vale ficar de olho nas publicações desses movimentos.

E se você ainda não é e tem a vontade de criar um movimento desse tipo no IFSC, confira abaixo o passo a passo, elaborado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), para montar uma representação estudantil no nível superior:

 

Infográfico de como criar um movimento estudantil - Fonte: UNE

 

Para os nossos alunos do Ensino Médio Técnico, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) também dá um passo a passo para montar um Grêmio estudantil:

-> Monte seu grêmio em 5 passos

Movimento estudantil X Representação discente

Além de participar de movimentos estudantis, os nossos alunos também podem participar de colegiados que tenham representação estudantil ou discente. Neste post, explicamos quais são os colegiados que contam com a participação de alunos e como você pode participar.

Gostou deste post? Então deixe um comentário. Aproveita e compartilha este conteúdo com seus colegas para que possamos ter mais estudantes envolvidos no movimento estudantil.

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Motivos que mostram que o IFSC é uma mãe

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 04 mai 2022 08:51 Data de Atualização: 04 mai 2022 09:53

Dia das Mães chegando e a gente aqui com o coração cheio de amor por você. ❤️ Nós costumamos ouvir e dizer que somos uma mãe para os nossos alunos e não é à toa não, viu?

Imagem de mãe abraçando seus filhos

No post de hoje, reunimos motivos que mostram que o IFSC é uma mãe.

1) "Coração de mãe sempre cabe mais um"

Você já reparou como temos muitos cursos disponíveis? Costumamos brincar que não há um dia em que não tenhamos vagas abertas. Além dos processos seletivos para cursos de qualificação, idiomas, técnicos, de graduação e pós-graduação, ainda temos transferências, retorno e vagas remanescentes. 

-> Conheça os cursos do IFSC
-> Veja como estudar no IFSC

Estamos a toda hora chamando as pessoas para virem estudar aqui e pedindo que quem já estuda aqui para chamar seus amigos. Destacamos que temos um curso pra você chamar de seu. E vamos continuar assim, de braços abertos para receber novos alunos, porque “coração de mãe sempre cabe mais um”. 

-> Quer ser avisado quando estivermos com vagas abertas? Deixe seu e-mail no nosso cadastro de interesse.

2) “Você não é todo mundo”

Com certeza, você não é igual aos outros. Cada família tem suas regras e aqui no IFSC temos as nossas (que podem ser encontradas nos nossos documentos norteadores). Quando falamos isso, não é para dizer que o que vale pra um não vale para outro, mas sim para dizer que enxergamos as especificidades dos nossos alunos e amamos cada filho como ele é.

Já fizemos e seguiremos fazendo várias campanhas e ações relacionadas à diversidade, à inclusão e ao combate ao racismo, por exemplo, entendendo que são questões que precisam estar permanentemente em pauta. Veja alguns conteúdos já produzidos:

-> LGBTQIA+: Vamos falar sobre isso?
-> Direitos Humanos: O que faz o Comitê do IFSC?
-> Alunos com deficiência: um post sobre eles e com eles
-> Entendendo o racismo
-> Direitos Humanos: cartas temáticas de alunos

3) “Se eu for até aí e achar…”

Quem nunca ignorou os conselhos maternos? Ou não ouviu o que a mãe disse porque estava distraído no celular? Pois é… mas mãe que é mãe repete um milhão de vezes a mesma coisa. E cá estamos para relembrar os principais canais de comunicação que temos para depois você não dizer que não ficou sabendo de algo importante ??:

-> 10 motivos para você não dizer que não sabia

4) “Saco vazio não para em pé”

Qual mãe não se preocupa com a alimentação do filho? ☺️ Vai dizer que você não escutou “Comeu direito hoje?” Temos uma equipe de nutricionistas que já prepararam materiais bem bacanas sobre alimentação:

-> Alimentação: informações úteis para o seu dia a dia

Também temos um Programa de Segurança Alimentar do Estudante do IFSC. Oferecemos um kit-lanche (saudável, é claro ??????) para que nossos alunos possam ter energia para assistir às aulas. Quer saber mais? Acesse nossa página sobre alimentação estudantil.


E como sabemos que o cuidado de mãe vai além da alimentação e queremos garantir condições de acesso e permanência com êxito dos estudantes no percurso formativo, o IFSC disponibiliza aos seus estudantes a assistência estudantil. São organizadas diversas ações, por meio das quais os estudantes têm acesso a atividades desportivas, apoio à participação em eventos, auxílio financeiro para pagar despesas como alimentação, moradia, material escolar e transporte entre casa e escola, dentre outras. Inclusive as inscrições para auxílio financeiro para participar de eventos presenciais estão abertas até 10 de junho. Saiba como participar clicando aqui.

-> Conheça a Assistência Estudantil do IFSC

5) “Quer um colinho?”

Já ouviu dizer que “colo de mãe é o melhor remédio?” Quando você precisar de uma atenção especial, procure a Coordenadoria Pedagógica do seu câmpus. Nossa equipe está disponível para quando você quiser dialogar sobre suas dificuldades, sejam elas relativas à aprendizagem ou a alguma situação particular que o afeta.

-> Leia como a Coordenadoria Pedagógica pode te ajudar

E aqui o colo vem em forma de escuta também por meio da nossa Ouvidoria. Sabemos que nem todas as relações são perfeitas e, por isso, temos um setor responsável por receber reclamações e dúvidas: a nossa ouvidoria.

-> Entenda como funciona a Ouvidoria do IFSC

6) “Tenho um presente pra você”

Mãe é aquela que, muitas vezes, compra algo para os filhos e não compra pra si mesma. É doação que fala, né? Mães entenderão. Aqui a gente não só oferece um curso gratuito para você, como disponibiliza uma série de serviços de graça para nossos estudantes:

-> Serviços que o IFSC te oferece e você nem sabia
-> Templates IFSC: veja os modelos de arquivos que podem facilitar a sua vida de estudante

Além disso, já fizemos posts super quebra-galho pra você:

-> Pesquisa em periódicos on-line: a gente traduz pra vocês!
-> O que pode ser considerado plágio? (Nem pensar em fazer plágio, hein? Imagine eu na tua cabeça falando: “Eu não te criei pra isso”! ??) 

E não deixe de navegar pelo menu Estudantes do nosso Portal, pensado exclusivamente para você.

7) “Fica aqui com a mamãe só mais um pouquinho”

A gente cria filhos para o mundo, mas, se pudermos deixá-los mais um pouquinho debaixo da nossa asa, a gente deixa. ???? Talvez seja por isso que oferecemos itinerários formativos que permitem aos nossos alunos ingressarem no nosso Ensino Médio Técnico e seguirem com a gente depois, se assim desejarem. Temos desde cursos de qualificação até mestrado e não são poucas as histórias de quem faz mais de um curso no IFSC.

-> É possível fazer mais de um curso no IFSC?

Imagem de um filho querendo voltar pro colo da mãe

Adoramos ainda saber por onde andam os nossos egressos.

-> Acompanhou nossa série #egressosIFSC no Instagram? Veja aqui.

Fora quando quem foi aluno retorna como servidor. 

 

8) “Estuda, meu filho, que o conhecimento ninguém te tira”

Esta frase é autoexplicativa, ainda mais no nosso caso, não? A gente insiste muito para que você venha estudar aqui e se dedique aos estudos porque temos a certeza de que a educação é a melhor herança que podemos deixar pra você.

-> Como organizar uma rotina de estudo

E aí, será que merecemos o título de melhor mãe do mundo? ??

Giphy de mãe falando pra filha que não é uma mãe qualquer, é uma mãe muito legal

A essa altura, você já sabe que não precisa aguardar o Dia das Mães para homenagear quem você ama. Mas, se quiser nos fazer um agrado, pode publicar a imagem abaixo nas suas redes sociais e nos marcar ??☺️:

Se você acha que tem mais alguma frase de mãe que nos representa, comenta aí embaixo.

Vamos finalizar com mais uma: “Você vai sentir a minha falta”. ??

Sim, porque chega o momento em que os filhos voam e vão viver as suas vidas e não estaremos tão juntos como já estivemos. A saudade bate forte, mas ficam um monte de lembranças bacanas do que vivemos. ❤️??

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Como as eleições influenciam na sua vida e no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 20 abr 2022 09:42 Data de Atualização: 20 abr 2022 11:41

A política não acontece só de dois em dois anos quando tem eleição. A política está presente diariamente em nossas vidas. Muita gente confunde política, agentes políticos e associa tudo a algo externo à nossa vida, mas, não é bem assim. Por isso, primeiro é preciso entender o que significa a “política”.

No post do Blog do IFSC de hoje, queremos te convidar a refletir sobre política e te mostrar como as eleições influenciam nas nossas vidas. Para isso, conversamos com as professoras Ana Carolina Caridá, do Câmpus São José, e Mariana Guerino, do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro. Também convidamos alguns alunos para dar um recado especial. 

Vem com a gente!

O que é Política?

A palavra “política” vem do grego e se relaciona ao conceito de “cidadãos que vivem na polis”. Ou seja, diz respeito à vida e às ações das pessoas que vivem nas cidades. Portanto, todos nós somos agentes políticos, embora não ocupemos cargos políticos.

E é entre essas pessoas - ou seja, todos nós - que iremos escolher por meio do voto quem irá comandar o país, estado ou município . Imagine a situação: você vai viajar de ônibus. Na companhia existem vários motoristas que podem dirigir e você pode escolher quem guiará o veículo. O selecionado conduzirá o ônibus com todos os outros passageiros até o seu destino. A eleição presidencial funciona da mesma forma, você escolhe quem “dirigirá” o país pelos próximos quatro anos e caso você se abstenha de escolher, a decisão ficará a cargo das outras pessoas.

???? Dica: O Câmpus Jaraguá do Sul-Centro desenvolveu o projeto Debatendo sobre Política que tem como proposta proporcionar ao público lives com reflexões sobre temas que nem sempre associamos às consequências do nosso voto. Até maio está rolando uma série de debates on-line com especialistas e figuras públicas sobre temas relacionados à política. O objetivo é reforçar que a política não se trata apenas de eleições e sim de inúmeras questões presentes no nosso dia a dia.

-> Veja o cronograma das lives e a gravação daquelas que já aconteceram clicando aqui 

Pra que falar de política?

"Ah, mas eu não gosto de falar, muito menos de me envolver em política!" ??

Já ouviu alguém dizer isso? Pois então, essa pessoa está sendo política com essa declaração. A professora de Sociologia do Câmpus São José Ana Carolina Caridá nos explicou que as nossas opiniões - inclusive sobre esse conceito de política - são construídas a partir da nossa experiência em sociedade, sendo, dessa forma, uma maneira política de viver o coletivo. Por isso é importante entendermos a política como esses acordos ou contratos estabelecidos para que nós vivamos em sociedade. Ou seja, se você vive no coletivo, você é um ser político e “não gostar” de falar sobre política é também um posicionamento político que serve à classe dominante. 

Inclusive, você sabia que ao escolher a forma como você se veste, a música que escuta ou o que vai comer é uma forma política de agir? Esse assunto foi abordado na primeira live do projeto Debatendo sobre Política. Assista:

 

Eleições Influenciam a vida de todos

Já percebemos que a política faz parte da nossa vida e não está restrita aos “políticos”. Mas, e as eleições, como impactam a nossa vida? A influência dos processos eleitorais pode passar despercebida por muitas pessoas. Mas, é preciso entender que quem elegemos por meio do voto é quem tomará decisões como por exemplo onde haverá investimento, quais áreas receberão quanto de verba, quais projetos de lei serão autorizados, o que será feito diante dos problemas sociais e ambientais, etc.

A professora de Sociologia do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro Mariana Guerino reforçou durante a primeira live do Debatendo sobre Política que nós vivemos em sociedade e a política faz parte do conviver em coletivo, ou seja, a forma como agimos (e interagimos) está diretamente relacionada às nossas relações construídas no social e é fruto da “política” que exercemos no nível interpessoal, assim como a política que gere a sociedade.

No contexto de eleições, momento em que entram em disputa as diversas formas de ver, pensar e planejar esse viver coletivo, a sociedade é chamada a refletir sobre o coletivo e decidir quem serão as pessoas que definirão as diretrizes para os próximos anos.

O seu voto no dia das eleições ajuda a eleger o presidente da República, governador, senador, deputados federais, deputados estaduais, prefeito e vereadores, mas você não vota em todos em uma eleição só. Os pleitos são divididos e acontecem a cada dois anos: em uma eleição você vota para presidente, governador, senador e deputados (federal e estadual), e na outra para prefeito e vereador. Mas não se confunda: os mandatos têm duração de quatro anos, com exceção dos senadores que permanecem no poder por oito anos, mas votamos a cada quatro porque os mandatos não começam todos ao mesmo tempo. Dessa forma, enquanto um grupo de senadores está no final do mandato, outro está na metade, portanto não há a troca de todos no mesmo ano .

Ficou complicado? Vamos dar um exemplo: as eleições para presidente, governador, senador e deputados (federal e estadual) aconteceram em 2018, então elas acontecerão novamente quatro anos depois, em 2022. Já aquelas para prefeito e vereador ocorreram em 2020, portanto voltarão a acontecer apenas em 2024.  

Ao votar em um candidato você está conferindo a essa pessoa o poder de decisão. Lembra da história do modelo de democracia grego? Nele todos (os cidadãos) votavam sobre tudo. Hoje, seria inviável que nós votássemos sobre absolutamente todos os assuntos que envolvem o país, por isso delegamos essa importante tarefa aos representantes públicos. Essas pessoas eleitas são incumbidas de conhecer os assuntos de interesse público e a partir desse conhecimento tomar decisões que beneficiem a nação. 

É fundamental escolher muito bem os candidatos. Ah, e não caia no boato que se 50% dos votos forem nulos, a eleição é anulada. Isso é mentira! A eleição será decidida a partir dos votos válidos independentemente do percentual. Por isso, votar nulo ou branco, apesar de ser uma forma de voto, pode não ser o melhor modo de exercer a cidadania.

->Leia aqui sobre a importância do seu voto e como escolher um candidato 

Percebe a importância que o seu voto têm? Você está escolhendo alguém cujas decisões impactarão o seu local de estudo, trabalho e lazer (ou seja, sua vida como um todo).

Mas como as eleições interferem diretamente no IFSC?

O IFSC é uma instituição federal de educação. Ou seja, o dinheiro que mantém os cursos, as estruturas e projetos é predominantemente verba federal, assim como é o Governo Federal quem define os orçamentos e as diretrizes de ensino, por meio do Ministério da Educação. 

A professora Ana Carolina Caridá explica: 

O IFSC depende da maneira como esses interesses entre o público e o privado estão sendo mediados lá dentro do Ministério da Educação, dentro da Secretaria de Educação Tecnológica… É a política que impacta no nosso orçamento, no financiamento, nas políticas curriculares etc. E a gente está falando de um corte de recursos nunca visto na última década. O que que isto tem a ver com política então? É muito importante os estudantes saberem essas mediações, quais são as características dessa escola que estão estudando e, principalmente, como é que o fato da gente estar em um tipo de governo ou outro vai impactar diretamente na educação.

-> Ficou curioso para saber de onde vem o dinheiro do IFSC? Leia aqui.

Dessa forma, quem você eleger vai ajudar a definir como o ensino deve acontecer no país e, principalmente, o quanto de verba ou que grau de importância a educação terá nos próximos anos. E isso talvez seja o que mais impacta na vida dos estudantes, porque é por meio dessa verba que mantemos ou atualizamos os equipamentos e estruturas. Além disso, é esse dinheiro que custeia os eventos, as bolsas de pesquisa e extensão, os projetos e uma série de outras atividades da instituição. Quanto menor o orçamento destinado à educação, mais difícil fica conceder bolsas e custear atividades, por exemplo.

Por isso, na hora de escolher o candidato é fundamental olhar sua trajetória e quais são suas propostas de governo. Elas estão alinhadas com o que você espera para o futuro? Elas contemplam áreas como educação, saúde e desenvolvimento social em proporções que você julga necessárias? Tudo isso faz parte do viver em sociedade, portanto, são questões políticas que precisam ser discutidas, planejadas e reajustadas, se for o caso. Cabe a nós entender que a nossa vida, o nosso trabalho e a nossa escola são questões políticas e quanto mais conversamos sobre, melhor tende a ser a compreensão a respeito do nosso agir em sociedade e da política que construímos. 

Lembre-se de tirar o título de eleitor

Para exercer o direito ao voto é necessário possuir o título de eleitor. O documento já pode ser solicitado por jovens a partir de 16 anos e se torna obrigatório aos 18 anos. O prazo para tirar o título de eleitor e outros serviços - como a regularização, transferência do município de domicílio eleitoral, a mudança de local de votação e a retificação de dados pessoais, como a inclusão do nome social - termina no dia 4 de maio de 2022. Se você já pode votar e ainda não tirou o título, veja o recado de dois estudantes do IFSC:

 

Como fazer seu título de eleitor

A solicitação é bastante simples e pode ser feita por meio do aplicativo e-título ou do site tse.jus.br. Em ambos, basta fazer a solicitação tendo em mãos o comprovante de residência e documento de identificação. O aplicativo pedirá também uma foto que deverá ser tirada no momento da solicitação.

Veja mais informações nesta campanha desenvolvida pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o Conif, para  incentivar os estudantes da Rede Federal, com idade de 16 e 17 anos, a tirar o título de eleitor:

 

O processo para alterar o local de votação também é bastante simples e pode ser solicitado pelo aplicativo ou site. A alteração é útil para quem mudou de cidade e deseja exercer seu direito de cidadão. Veja como solicitar a alteração: 

 

E quanto à biometria?

A biometria é um sistema de registro que cadastra as digitais dos eleitores. O método torna as eleições ainda mais seguras, isso porque junto às informações pessoais também é acrescida a impressão digital do eleitor que deve ser cadastrada na Justiça Eleitoral do município.

Porém, devido à pandemia de Covid-19 o cadastramento está suspenso por enquanto. Por isso, se você tirar o título agora ou se já o possui há mais tempo (mesmo que sem a biometria) poderá votar normalmente. O objetivo é tornar a biometria obrigatória, mas apenas quando for seguro dar sequência ao cadastramento das digitais. Dessa forma, não haverá qualquer impedimento para que eleitores sem a biometria votem em 2022.

Como você quer ver o Brasil no futuro?

Não tem desculpa para não exercer o direito de voto! Se você ainda não possui título de eleitor, solicite-o o quanto antes.

Percebeu que a política está presente em todos os aspectos das nossas vidas e que o voto é parte do nosso papel como cidadãos em uma democracia? É bastante responsabilidade e depende de todos nós. 

Por isso, convidamos você a quebrar o mito que política não se discute e conversar sobre isso com outras pessoas (sempre de forma respeitosa, viu? ??). O ponto chave não é brigar por candidato A ou B, mas entender que aquele que for escolhido vai nos representar na tomada de decisão e guiar o país pelos próximos anos. Como você quer ver o Brasil no futuro?

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Retorno 100% presencial do IFSC: cuidados para você ter em mente

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 06 abr 2022 10:08 Data de Atualização: 02 mai 2022 11:20

Depois de mais de dois anos de pandemia de Covid-19, é muito bom ver a retomada às atividades de forma 100% presencial em quase todos os nossos câmpus que avançaram para a fase 5 da nossa Política de Segurança Sanitária. Os que ainda não voltaram completamente já estão na fase 4 com pelo menos 80% da comunidade acadêmica presente nos câmpus e, em breve, já devem estar com 100% presencial também.

-> Verifique aqui a situação de cada câmpus

Estamos muito felizes com este retorno, possível graças ao avanço da vacinação contra a Covid-19 no nosso Estado. #vivaaciência #vacinasim ??

Imagem de pinguins andando todos juntos na mesma direção

Mas, embora podermos nos ver fisicamente novamente nos dê a sensação de que estamos voltando à normalidade, precisamos ainda lembrar que a pandemia não acabou e que, por isso mesmo, alguns cuidados ainda são necessários para que possamos minimizar os riscos de contaminação do coronavírus e não precisarmos voltar atrás nesta retomada. ??

No post de hoje, vamos destacar os cuidados que nossos alunos devem ter em mente neste retorno presencial com base na nossa Política de Segurança Sanitária, a PSS, e nas orientações do nosso Comitê Técnico-Científico, o CTC, que foi o responsável pela elaboração da PSS do IFSC.

Venha com a gente de volta para a #tonoifsc depois de tanta #ifscemcasa! ??

Por que ainda precisamos seguir protocolos de segurança?

Ninguém mais aguenta, mas infelizmente a pandemia ainda não acabou. A equipe do nosso CTC destaca que, apesar de os casos e mortes por Covid-19 estarem decrescendo em vários países, a Organização Mundial da Saúde afirma que a crise não terminará em nenhum lugar até que termine em todos. O vírus ainda está em circulação. ???? #xôcovid

Mesmo com os avanços da cobertura vacinal,  ainda existe o perigo do desenvolvimento de novas variantes mais resistentes às vacinas. Pesquisas indicam que a alta proteção contra casos graves de Covid-19 conferida pelas vacinas ocorre somente com esquema vacinal completo. No entanto, só no Brasil, milhões de pessoas ainda não tomaram a dose de reforço. (Aliás, se você conhece alguém que ainda não tomou, já dá aquela buzinada no ouvido ??️??)

-> Qual a importância da dose de reforço da vacina? Entenda no post do IFSC Verifica.

Quanto mais variantes circularem, maior o risco de mais pessoas se infectarem, dos não vacinados terem quadros graves e de novas ondas de infecções surgirem – diminuindo ainda mais a chance de a pandemia acabar. ??

Imagem da personagem Alice chorando

Por isso, protocolos de segurança como o uso de máscaras, o distanciamento entre as pessoas tanto quanto possível, a ventilação nos ambientes, a higienização constante das mãos e o monitoramento e a testagem quando há suspeita de Covid-19 ainda são fundamentais. 

-> Cinco motivos que comprovam que a pandemia de Covid-19 ainda não acabou: leitura indicada pelo nosso CTC

Vacinação

?? ATUALIZAÇÃO: Em 27 de abril foram atualizadas as regras para comprovação da vacinação pelos estudantes. A comprovação permanece obrigatória, salvo em casos de contraindicação médica. 

Os documentos aceitos para a comprovação são carteira de vacinação digital da plataforma Conecte SUS ou comprovante/cartão/caderneta impresso em papel timbrado, emitido no momento da vacinação por instituição governamental brasileira ou estrangeira. A comprovação deve incluir o esquema vacinal completo (duas doses ou dose única, a depender do fabricante da vacina). O passaporte vacinal com esquema incompleto somente será aceito nos casos em que o calendário de vacinação do município ainda não tenha disponibilizado duas doses para a faixa etária, ou se a primeira dose tiver sido aplicada há menos de 60 dias. 

Estudantes que não tenham se vacinado por recomendação médica deverão apresentar atestado com justificativa. Nesses casos, os alunos poderão permanecer prioritariamente realizando as atividades escolares em exercício domiciliar, podendo a seu critério retornar às atividades presenciais mediante assinatura de termo de ciência de riscos. Menores de 18 anos nessas condições e que queiram voltar presencialmente deverão apresentar a ciência dos pais ou responsáveis.

Segundo o nosso CTC, até o momento, as vacinas contra a Covid-19 são recomendadas a todas as pessoas a partir de 5 anos. A Sociedade Brasileira de Imunizações esclarece que, em relação às vacinas atualmente disponíveis, somente pessoas que tiveram reação alérgica grave após tomar a primeira dose ou a qualquer componente da fórmula teriam contra-indicação. Especificamente, a vacina AstraZeneca é contraindicada para pessoas que sofreram trombose venosa e/ou arterial importante em combinação com trombocitopenia após a primeira dose. Esta vacina também é contraindicada para gestantes, puérperas e pessoas com histórico de síndrome de extravasamento capilar. Pessoas que têm dúvida sobre sua condição para a vacinação em função de seu histórico de saúde e por já terem tido reações alérgicas a outras vacinas devem procurar orientação médica. 

Alunos não vacinados que precisem por qualquer motivo acessar as dependências do IFSC não terão o acesso aos câmpus impedido, mas serão submetidos às normas do Regulamento Didático-Pedagógico e dos regulamentos locais.

-> Leia aqui as normas detalhadas para comprovação de vacinação pelos estudantes do IFSC

Sai pra lá, fake news!

É muito triste para nós, que somos uma instituição que faz e acredita na Ciência, ver um movimento para descredibilizar estudos científicos sérios e que acabam deixando algumas pessoas em dúvida sobre a segurança da vacina. ?? Por isso, reforçamos a importância de se buscar informação de qualidade e confiável! Se você ainda tem dúvida sobre a vacina, leia este post publicado no IFSC Verifica.

-> Aprenda a identificar uma desinformação para não passar mentira para frente neste post do Blog do IFSC

Uso de máscara

O Conselho Superior do IFSC tornou o uso da máscara apenas uma recomendação. Para que a regra passe a valer localmente, cada câmpus deve atualizar seu Plano de Contingência. Saiba mais clicando aqui.

Se você está com sintomas respiratórios, respeito os demais e siga utilizando a máscara. O IFSC fornece máscara para quem não tiver. Informe-se no seu câmpus onde você pode retirar a máscara de proteção se for o caso. 

E já que estamos falando de máscara, mesmo dois anos depois de incorporarmos este acessório à nossa rotina diária, é importante lembrar: a máscara só funciona se usada de forma correta, cobrindo o nariz e a boca. Se possível, o indicado é usar máscaras com maior proteção, como as cirúrgicas e as PFF2.

-> Por que usar máscaras PFF2? Leia no post do IFSC Verifica.

O que muda com a fase 5

Na fase 5, todos os alunos já podem ir presencialmente aos câmpus - mesmo aqueles que, até a fase 4, eram considerados em condições de risco. Outra mudança é a manutenção ou não do distanciamento mínimo de 1 metro de segurança entre os indivíduos, especialmente em salas de aula e laboratórios que estava prevista na PSS. Uma resolução ad referendum do nosso Conselho Superior, o Consup, aprovou na semana passada o relatório do CTC que permite que o colegiado de cada câmpus avalie e decida como proceder de acordo com a realidade local. Por isso, pode ser que no seu câmpus já não seja mais necessário o distanciamento nos espaços de aulas.

-> Veja como está o funcionamento das bibliotecas do IFSC

Cuidados neste retorno

Imaginamos que a saudade de estar com a galera da turma é grande, mas evite aglomerações, especialmente em lugares fechados. Permanecer em ambientes ventilados ainda é a melhor forma de não ter contato com o vírus. Aliás, observe se a porta e as janelas das salas estão abertas, o que é sempre mais indicado.  

Leve sua própria garrafinha de água de casa para enchê-la no bebedouro e não a compartilhe com os amigos. Evite ainda ter um contato muito próximo com outras pessoas na hora do lanche e demais refeições, quando é preciso retirar a máscara. 

Temos álcool espalhados nos câmpus para que você higienize constantemente suas mãos.

-> Precisa de ajuda? Procure a Coordenadoria Pedagógica do seu câmpus. 

Estou com suspeita de Covid ou testei positivo. O que fazer?

Cada câmpus do IFSC possui seu Plano de Contingência, o Plancon, feito a partir da Política de Segurança Sanitária do IFSC. No Plancon do seu câmpus, você irá encontrar a indicação de servidores/setores com quem deve falar em caso de suspeita ou confirmação de Covid-19. 

-> Acesse o Plancon do seu câmpus

Fique em alerta

Com o avanço da vacinação, felizmente, a maioria dos casos de Covid estão causando sintomas leves. Por isso mesmo, é muito comum confundi-los com um simples resfriado ou achar que o mal-estar pode ter sido causado apenas pelo ar-condicionado. Até pode ser que não seja Covid-19, mas, em tempos de pandemia, não dá para bobear. Na dúvida, realize um teste rápido ou laboratorial. Informe-se na prefeitura do seu município como estão funcionando os testes e o atendimento de casos suspeitos.

A equipe do nosso CTC chama a atenção para os sintomas respiratórios considerados motivo de alerta: tosse, febre, fadiga, congestão nasal, coriza, dor de garganta, dor de cabeça, perda do olfato e paladar, diarreia, cansaço ou dificuldade para respirar. Na presença de um ou mais desses sintomas, a realização de testes é recomendada, especialmente quando houver contato com caso sintomático ou confirmado.

Testei positivo. Vou perder o conteúdo das aulas?

Conforme nossa PSS, nos casos de aluno com sintoma de Covid-19 ou positivado para a doença, diante do atestado médico de isolamento social, o estudante tem direito à reposição de conteúdos por meio de atividades não-presenciais (ANP) ou outras estratégias pedagógicas possíveis. Em caso de confirmação de Covid-19, o estudante deve ser afastado do IFSC por 10 dias a contar do início dos sintomas ou da coleta do teste por método molecular (RT-PCR ou RT-LAMP) ou do teste de antígeno.

Cada câmpus tem autonomia para fazer a organização pedagógica do conteúdo nesses casos. Seu professor pode, por exemplo, organizar a prova e conteúdos de forma remota ou agendar nova data para a avaliação, se for o caso. 

O importante é que você apresente o atestado médico ao coordenador do seu curso para que a turma seja observada, se for o caso, e você receba as orientações sobre como o conteúdo de aula será dado ou reposto neste seu período de isolamento. 

Estou com dúvidas sobre os protocolos de segurança do IFSC

Se você tiver qualquer dúvida sobre os nossos protocolos de segurança ou até mesmo se você achar que algum não está sendo seguido como deveria, leia o Plano de Contingência do seu câmpus e entre em contato com a Comissão Local de Contingência do seu câmpus, responsável pela elaboração e atualização do Plancon, pela orientação ao colegiado para acionamento de fases e também por garantir o cumprimento das regras em cada câmpus.

-> Veja aqui o e-mail da comissão do seu câmpus
-> Acesse a página do IFSC relacionada à Covid-19 

Juntos novamente

Como falamos lá em cima, apesar de toda a felicidade pelo retorno dos nossos alunos aos câmpus, não podemos baixar a guarda completamente nos cuidados em relação à pandemia, até para que possamos continuar assim juntinhos.

 

Lembre-se de que você é responsável não só por preservar a sua saúde como também pelo cuidado coletivo dos seus colegas, professores e demais servidores do IFSC e funcionários terceirizados. 

Não sei você, mas nós não queremos mais ficar longe… Portanto, contamos com a sua ajuda para mantermos os cuidados até quando forem necessários e minimizarmos nossos riscos de contaminação. ??❤️

?? E agora que você está de volta ao IFSC, fique à vontade para compartilhar seus bons momentos no câmpus publicando foto no seu Instagram com a #tonoifsc ou marcando o @ifsc

-> E se não leu ainda, confira o post que fizemos aqui no Blog do IFSC com dicas para iniciar 2022 com tudo no IFSC

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Dia Mundial da Água: e você com isso?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 22 mar 2022 08:51 Data de Atualização: 22 mar 2022 10:50

Neste dia 22 de março comemoramos o Dia Mundial da Água. A data foi criada durante uma Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 e tem por objetivo fomentar a discussão sobre assuntos importantes relacionados a esse recurso natural. A água é um dos elementos mais importantes para a vida no planeta. Isso porque é ela que permite que a terra se torne fértil e possa ser cultivada, é também o habitat de inúmeros animais e, além de tudo isso, elemento abundante no corpo dos seres vivos. Em resumo, sem água, sem vida.

-> Sabia que a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico criou uma playlist na plataforma Spotify com músicas brasileiras que nos inspiram a refletir sobre a importância da água doce? Ouça aqui.

Para falar deste tema tão importante, conversamos com os professores Débora Brentano e Reginaldo Jacques, do Câmpus Florianópolis, e com a Mariana de Souza, egressa do curso técnico em Saneamento, também do Câmpus Florianópolis, e que criou o canal no Instagram @saneamari

Cadê a água que estava aqui?

Apesar da importância das águas, ainda há muito a ser feito em relação à conscientização e preservação do ecossistema aquático no mundo. Não basta usar a água de maneira consciente, é preciso preservar nascentes e evitar a poluição hídrica, um problema social. A professora Débora Brentano, professora do curso técnico em Meio Ambiente, em Saneamento e do Mestrado em Clima e Ambiente do Câmpus Florianópolis, nos explicou que é possível olhar para esse recurso sob diferentes dimensões: a humana, a econômica, a ecossistêmica e a de resiliência

Nessa perspectiva, são contemplados o uso da água para as atividades domésticas (dimensão humana), para as indústrias, agricultura e pecuária (dimensão econômica), assim como para a manutenção da flora e da fauna (dimensão ecossistêmica). Há ainda a questão da preservação de um percentual de água para que o ciclo seja mantido, ou seja, ao armazenar água é necessário deixar que um percentual siga o fluxo normal para o equilíbrio do sistema. A ação do homem tem impacto direto em todas essas dimensões.
 

No Brasil, 15% dos recursos hídricos “desapareceram” nos últimos 30 anos, conforme o relatório do Mapbiomas. Isso significa a perda de 3,1 milhões de hectares de água em 30 anos. O resultado é o racionamento hídrico nos centros urbanos, o aumento de queimadas, o impacto na produção de alimentos e na produção de energia. Esse volume que “sumiu” corresponde às canalizações, aterramentos e à poluição que tornou a água imprópria para todas as dimensões de vida.

-> Professores do IFSC explicam porque a crise na geração de energia é grave e como isso afeta seu bolso: leia esta reportagem especial 

A consequência da poluição hídrica

A poluição hídrica corresponde ao processo de contaminação ou deposição de rejeitos em rios, lagos, córregos, nascentes, mares e oceanos. Entre as principais causas estão o esgoto doméstico, as atividades industriais, o uso indiscriminado de agrotóxicos e a pecuária. Para se ter a real dimensão do problema, os dados apresentados no Mapa da Água demonstram que a água da torneira tem produtos químicos e radioativos em 763 cidades brasileiras, inclusive em cidades de Santa Catarina. Ou seja, milhões de brasileiros ingerem todos os dias doses de substâncias que podem desencadear doenças como câncer, mutações genéticas, problemas hormonais, nos rins, fígado e no sistema nervoso.

De maneira complementar, os dados do relatório sobre o ranking de saneamento no Brasil do Trata Brasil apontam que quase 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável e cerca de 100 milhões não têm serviço de coleta de esgotos no país. Débora reforça que quanto pior a qualidade da água, maior o custo público com saúde. Isso porque mais de 70% das internações estão relacionadas à ingestão de água imprópria, que pode ser desde o consumo direto ou no uso para lavar frutas e verduras, assim como nos banhos de rio ou mar de água imprópria.

Quer saber mais sobre o assunto? Conheça algumas iniciativas desenvolvidas no IFSC:

-> Preservação dos rios: a importância das pesquisas de monitoramento para a qualidade da água em Canoinhas
->Estudantes realizam pesquisa para identificar a presença de pesticidas na água de abastecimento de Itajaí
->Pesquisadores do Câmpus Lages que buscam soluções para tratamento de resíduos líquidos

O problema do esgoto doméstico

A falta de acesso à água potável e a falta de saneamento básico são fatores que impactam diretamente na saúde e na qualidade de vida. Em Florianópolis, por exemplo, 35,2% da cidade não possui sistema de esgoto, ou seja, são 176 mil pessoas que não possuem saneamento básico e acabam contribuindo para a poluição das águas, segundo o relatório do Trata Brasil (2021).  

Ainda assim, a capital está entre as cidades com a maior rede de esgoto. Em nível catarinense, 173 dos 295 municípios não possuem rede de coleta de esgoto, segundo IBGE (2020), o que representa quase 60% das cidades catarinenses.  

O esgoto doméstico não tratado é o principal poluente das águas. A professora Débora nos explicou que o esgoto doméstico contém material orgânico e substâncias químicas. O material orgânico é proveniente das excreções como fezes e urina, bem como restos de alimentos. Já as substâncias químicas estão presentes na medicação não absorvida pelo corpo (que é excretada com a urina), além dos produtos para limpeza. 

Veja o que a professora Débora nos ressaltou sobre o fósforo presente no detergente que tem grande impacto ambiental: 

“Em um ambiente que tem a presença do fósforo acontece a eutrofização, que é o aumento de algas e plânctons. O fósforo serve de nutriente a esses micro-organismos que se reproduzem abundantemente”.  

O processo pode levar ao acúmulo desses organismos na superfície da água e impedir a entrada de luz, matando os organismos que fazem fotossíntese e habitam o fundo das águas. Além disso, há a possibilidade do desenvolvimento de algas tóxicas que acabam com espécies aquáticas e causam o desequilíbrio do ecossistema. 

Reginaldo Jaques, professor do curso técnico em saneamento do Câmpus Florianópolis, nos citou outro problema da poluição da água pelos esgotos domésticos:  

“Em grandes concentrações de carga orgânica, diminui-se a quantidade de oxigênio presente na água, podendo chegar a níveis que causem a morte de peixes e outros organismos aquáticos”. 

Mas, além do perigo para o ecossistema aquático, o esgoto não tratado representa perigo também para os seres humanos. Isso porque além de matéria orgânica, as excreções humanas podem conter protozoários e bactérias. Esses organismos sobrevivem em meio líquido e podem causar doenças como disenteria bacteriana, amebíase, ascaridíase, hepatite A e leptospirose. 

As doenças de veiculação hídrica são transmitidas por meio da ingestão, mas também do contato com a água contaminada. E esse problema acaba sendo comum entre populações em situação de vulnerabilidade social, principalmente pela falta de estruturas de tratamento ou de contenção desses dejetos e pela falta de acesso à água potável de qualidade. 

Infelizmente o problema é de difícil solução. Isso porque além da necessidade de se criar uma consciência ambiental, as ações como implantação de um sistema de esgoto dependem dos governos. Mas, ainda assim, é possível minimizar os efeitos prejudiciais com a construção de fossas sépticas ou sumidouros.

Fossas sépticas

As fossas são “tanques” que ficam abaixo do solo, recebendo e tratando o esgoto doméstico. O processo inicia com a decantação dos materiais sólidos e a degradação da matéria orgânica pelas bactérias anaeróbias presentes no esgoto. O tratamento, conforme explica Reginaldo, reduz cerca de 50% a carga orgânica do esgoto. Por isso, depois da fossa se deve ter tratamentos complementares, como o filtro anaeróbio e o sumidouro. Pode-se utilizar sumidouro ou valas de infiltração para infiltrar o esgoto tratado no solo. 

Esse sistema (fossa e sumidouro) deve ser construído a uma distância mínima de 1,50m do lençol freático e pelo menos 15m de poços de água. Recomenda-se ainda que as fossas fiquem pelo menos a 5 metros da residência e na parte baixa do terreno, evitando o mau-cheiro e contaminação em caso de vazamento. Já em relação ao tamanho, varia conforme o número de pessoas na casa, mas possuem em média 2m³ e as estruturas podem ser construídas com tijolo (revestido de cimento) ou de plástico, sendo possível comprar modelos pré-fabricados ou já prontos. 

O professor Reginaldo nos destacou não apenas a importância do tratamento de esgoto adequado, como também a necessidade da manutenção adequada das fossas. Isso porque essas estruturas necessitam de esvaziamento, que deve ser feito por empresas especializadas que darão o destino correto a esse material.  

Infelizmente, por vezes, as pessoas fazem ligações irregulares e proibidas das fossas às redes de drenagem pluvial. Nessa situação, o esgoto é levado pelas galerias subterrâneas contaminando rios e mares. E vale lembrar que a água que chega até as torneiras vem desses mesmos rios que recebem a contaminação dos esgotos domésticos, das indústrias, da agricultura e da pecuária. Embora a água passe por tratamentos, algumas das substâncias não são neutralizadas. E no caso da água mineral, retirada das camadas mais profundas do solo, também esta está passível de contaminação pela infiltração desses poluentes. 

-> O que é um imóvel regular à rede de esgoto: nossa egressa explica! 

Precisamos falar sobre isso 

Você sabia que o esgoto era tão prejudicial às águas? Ou ainda que a fossa séptica precisa ser limpa periodicamente? E essa é só a ponta da discussão sobre o uso consciente da água, dos processos envolvidos no tratamento do nosso esgoto e no destino do lixo produzido em nossas casas. A quantidade de assuntos é bastante grande e tem impacto direto no meio ambiente. Pensando nisso, Mariana de Souza, aluna formada no curso técnico em Saneamento do câmpus Florianópolis, criou o canal no Instagram @saneamari.  

Print do perfil do Instagram de egressa @saneamari

A ideia de criar o canal surgiu a partir do incentivo de amigas para que ela levasse a mais pessoas essas informações úteis. O canal saiu do papel com a pandemia e a paralisação das aulas, permitindo que ela se dedicasse ao projeto. Nele são abordados diversos assuntos como: saneamento (água, esgoto, drenagem e resíduos), maneiras de separar o lixo em casa, inclusive o que fazer com os resíduos especiais como lâmpadas, pilhas e baterias, óleo de cozinha usado, aborda ainda questões envolvendo a água (potável ou não) que consumimos. 

 

 

Mariana cita o exemplo das fossas para reforçar a importância de se falar sobre isso: 
 

“As pessoas só lembram que precisa limpar [a fossa] quando ela extravasa no terreno. Então saber qual a rotina de limpeza (e isso vai depender do projeto - volume e número de pessoas utilizando) é muito importante para manter a qualidade ambiental do local. São nessas coisas que eu passei a criar gosto por criar os conteúdos, porque é muito do nosso dia a dia e faz diferença termos acesso a essa informação”. 

-> O que significa a cor do saco de lixo: veja um exemplo do conteúdo produzido pela Mari 

Cursos do IFSC relacionados à água 

Você gosta desta temática? Pois saiba que aqui no IFSC temos cursos em que esse tema é abordado. São eles: 

- Curso técnico em Aquicultura (Câmpus Itajaí)
- Curso técnico em Meio Ambiente (Câmpus Florianópolis)
- Curso técnico em Recursos Pesqueiros (Câmpus Itajaí)
- Curso técnico em Saneamento (Câmpus Florianópolis)
- Técnico integrado em Química (Câmpus Florianópolis, Gaspar e Jaraguá do Sul - Centro)
- Técnico Concomitante em Meio Ambiente (Câmpus Criciúma).
- Superior tecnólogo em Gestão Ambiental (Câmpus Garopaba)
- Superior tecnólogo em Sistemas de Energia (Câmpus Florianópolis)
- Superior tecnólogo em Química (Câmpus São José)
- Mestrado em Clima e Ambiente (Câmpus Florianópolis, Itajaí e Garopaba)
- Mestrado em Sistemas de Energia (Câmpus Florianópolis)

Conheça outros cursos no nosso Guia de Cursos do IFSC

Projetos do IFSC 

A temática água também é objeto de estudo em projetos de pesquisa e extensão no IFSC. Conheça alguns projetos: 

- Estudo da radioatividade de águas minerais destinadas ao consumo humano (Câmpus Florianópolis)
- Monitoramento da turbidez em águas tratadas da cidade de Joinville (Câmpus Joinville)
- Desenvolvimento de tecnologia utilizando drone para monitoramento de qualidade de água em piscicultura (Câmpus Criciúma)
- Impressão 3D de Reservatórios de Distribuição de Água (Câmpus Florianópolis)
- Desenvolvimento e construção de sistema para captação de água pluvial considerando suporte para placas solares e cobertura para estacionamento da frota do IFSC (Câmpus Chapecó)

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Apoio aos alunos: entenda o trabalho das coordenadorias pedagógicas

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 09 mar 2022 09:00 Data de Atualização: 22 mar 2022 10:49

Sabemos que a vida de estudante não é fácil, embora valha muita a pena se dedicar aos estudos para ter uma formação que pode melhorar a sua vida, da sua família e de toda uma comunidade. Para dar suporte aos nossos alunos, o IFSC conta com diversos servidores - além dos professores obviamente. Vários setores da Reitoria e dos câmpus têm um trabalho direto com os estudantes para garantir que a jornada acadêmica seja trilhada da melhor forma possível.

No post de hoje, queremos destacar um setor essencial quando falamos de atendimento aos alunos: nossas coordenadorias pedagógicas. Para entender melhor o papel desta área, conversamos com as servidoras Durlei Rebellato e Paula Regina Correa, que são vinculadas à Pró-Reitoria de Ensino e responsáveis pela articulação com os câmpus. 

Qual o nome correto do setor?

Com exceção do Câmpus Florianópolis-Continente que usa a nomenclatura Núcleo Pedagógico, os demais câmpus utilizam Coordenadoria Pedagógica - ainda que com variações, como Coordenadoria de Assuntos Estudantis ou Coordenadoria Pedagógica e de Apoio Discente. Portanto, de maneira geral, podemos nos referir ao setor como Coordenadoria Pedagógica ou mais carinhosamente CP

Qual é a estrutura da coordenadoria pedagógica?

Todos os câmpus possuem o setor, porém com diferentes configurações. Cada câmpus, a partir de sua realidade, foi constituindo esse setor. Atualmente, na Reitoria, a articulação com as coordenadorias pedagógicas é feita pela Diretoria de Ensino.

Existe uma estrutura mínima prevista nas documentações relativas ao processo de implantação e expansão dos câmpus do IFSC que prevê uma equipe composta por psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, técnicos em assuntos educacionais e assistentes de alunos. 

No entanto, nem todas as nossas coordenadorias pedagógicas possuem essa estrutura básica de profissionais, nem em sua diversidade, nem na quantidade que seria correspondente ao tamanho do câmpus. A diversidade se expressa, também, na eventual  inclusão de outros cargos no setor, como assistente em administração, auxiliar administrativo e tradutor/Intérprete de Libras.

-> Como funciona o trabalho de um tradutor-intérprete de Libras?

Estamos trabalhando para ampliar essa estrutura nos nossos câmpus, mas dependemos também de termos novas vagas para servidores - um processo que não depende da gente, mas sim da liberação de mais vagas pelo Governo Federal.

Para que serve a coordenadoria pedagógica? 

A CP contribui para organização do trabalho pedagógico nos câmpus por meio de várias ações que perpassam o processo de ensino e aprendizagem. Cabe às coordenadorias pedagógicas orientar e acompanhar a comunidade acadêmica no que diz respeito a questões pedagógicas e psicossociais.

Os trabalhos desenvolvidos ocorrem no processo de acompanhamento pedagógico cotidiano e se expressam também em atividades como: conselho de classe, planejamento escolar, semanas pedagógicas e promoção de formação pedagógica, gestão do processo de assistência estudantil, acolhimento e ambientação de estudantes e docentes, atendimentos e acompanhamentos a estudantes em apoio ao seu processo de aprendizagem, atendimento pedagógico na organização e planejamento de estudos, apoio psicológico escolar e encaminhamento para atendimento clínico na rede de saúde e assistência social.

Quando o estudante pode procurar a coordenadoria pedagógica?

Sempre que o aluno quiser dialogar sobre suas dificuldades, sejam elas relativas à aprendizagem ou a alguma situação particular que o afeta, ele pode entrar em contato com a coordenadoria pedagógica do seu câmpus. A equipe da CP está disponível para conversar sobre suas escolhas acadêmicas e hábitos de estudos.

Os estudantes também podem falar com a equipe da CP para buscar orientação sobre seu andamento no curso e para dialogar a respeito do curso, de sua metodologia, de suas vivências nesse contexto. O setor fornece ainda orientações a respeito dos programas de assistência estudantil.

-> Conheça as ações de Assistência Estudantil do IFSC e veja se você pode se inscrever

É também papel da CP oferecer aos alunos atendimento psicológico escolar, atendimento no campo do serviço social e encaminhá-los para um atendimento especializado na rede pública de saúde e/ou assistência social quando for o caso.

Aliás, já fizemos alguns posts aqui para nossos alunos com a ajuda de servidores que atuam em CP dos câmpus:

-> Dicas para organizar seus estudos
-> As emoções da pandemia e como lidar com elas
-> Como organizar uma rotina de estudo

Espaço de escuta e acolhimento

A Coordenadoria Pedagógica é, por natureza, um espaço de escuta e de acolhimento e os estudantes sempre podem recorrer  aos profissionais desse setor para reportarem suas situações de vida. Então é importante que você, estudante, saiba que pode procurar a CP sempre que quiser, precisar ou mesmo se tiver alguma dúvida. Se não for algo que a equipe da CP possa resolver diretamente, você será encaminhado para quem pode ajudar.

Muitas vezes a CP não consegue ajudar um estudante porque nem fica sabendo do problema. Portanto, não tenha receio de procurar a CP do seu câmpus. Antes de pensar em desistir do curso, fale com a gente. Queremos vocês aqui e queremos vocês bem e nossas coordenadorias pedagógicas atuam para que possamos criar este ambiente acolhedor que os permita focar nos estudos e na sua formação.  ??

Como entrar em contato com a CP

O atendimento das coordenadorias pedagógicas é feito de forma presencial (que, neste momento, depende da fase em que cada câmpus se encontra de retorno das atividades presenciais), por telefone ou e-mail. 

-> Veja a situação de cada câmpus em relação às fases da Política de Segurança Sanitária do IFSC

Para facilitar, colocamos abaixo o link direto da estrutura organizacional de cada câmpus onde você encontra o contato da coordenadoria pedagógica no seu câmpus:

Câmpus Araranguá
Câmpus Canoinhas
Câmpus Caçador
Câmpus Chapecó
Câmpus Criciúma
Câmpus Florianópolis
Câmpus Florianópolis-Continente
Câmpus Garopaba
Câmpus Gaspar
Câmpus Itajaí
Câmpus Jaraguá do Sul - Centro
Câmpus Jaraguá do Sul - Rau
Câmpus Joinville
Câmpus Lages
Câmpus Palhoça Bilíngue
Câmpus São Carlos
Câmpus São José
Câmpus São Lourenço do Oeste
Câmpus São Miguel do Oeste
Câmpus Tubarão
Câmpus Urupema
Câmpus Xanxerê
Cerfead

Ficou com mais alguma dúvida? Mande e-mail para blog@ifsc.edu.br. Se tiver alguma sugestão de assunto para abordarmos aqui no Blog, é só enviar mensagem também. 

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Dicas para iniciar 2022 com tudo no IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 23 fev 2022 09:05 Data de Atualização: 22 mar 2022 10:48

Voltamos! Deu para sentir saudade? ????

E chegamos com um post cheio de informações úteis para nossos alunos.

❗ Spoiler: tem bastante coisa, mas está tudo reunido num só lugar para facilitar a sua vida. Viu como somos queridos? ??

Então para você que chegou agora no IFSC ou mesmo para quem estuda aqui há mais tempo, recomendamos muito a leitura deste post para ficar por dentro da nossa instituição e aproveitar tudo o que oferecemos. Depois não vale dizer que não sabia, hein? ??

Política de Segurança Sanitária para a Covid-19

Começamos 2022 com o nosso Conselho Superior - que é nosso órgão máximo e deliberativo - autorizando o acionamento da fase 5 da nossa Política de Segurança Sanitária, a PSS. Isso quer dizer que os câmpus poderão retornar 100% da comunidade acadêmica de forma presencial, para isso é preciso que o colegiado de cada câmpus autorize localmente.

No momento, todos os nossos câmpus já estão com atividades presenciais, sendo que quase todos já estão na fase 4 da PSS, que permite até 80% da comunidade de forma presencial. Para saber em qual fase o seu câmpus está, clique aqui.

-> Acompanhe as informações da pandemia na nossa página da Covid-19

Inclusive, para poder acessar o câmpus, os alunos vão precisar ter o ciclo vacinal completo. A exigência de comprovante de vacinação para os estudantes do IFSC acessarem os câmpus já foi aprovada pelo Consup, no entanto, a decisão ainda não está em vigor porque temos um grupo trabalhando para definir as regras de apresentação do comprovante e eventuais sanções em caso de descumprimento. Veja aqui mais informações. Se você ainda não se vacinou, aproveite este período para tomar a primeira dose. A redução dos danos da pandemia é uma responsabilidade de todos nós! ;)

Informações das aulas

Agora que você já sabe que estamos retomando as atividades presenciais, vamos falar um pouquinho mais sobre seu curso.

Para conhecer melhor seu curso, sugerimos que você consulte o documento que chamamos de Projeto Pedagógico do Curso. E onde você o encontra? Na página do seu curso no nosso site ou então peça para a coordenação do seu curso.

Quer saber quando são as férias ou quando não tem aula? Aí você tem que acompanhar o calendário acadêmico do seu câmpus que está disponível aqui.

No dia a dia do IFSC, você usará muito o Sigaa, que é nosso sistema acadêmico. O Sigaa serve para fazer rematrículas, solicitar trancamento de matrículas e cancelamentos em componentes curriculares, além de gerar boletim e histórico escolar detalhado. O sistema também dá acesso a conteúdos didáticos, planos de aulas, ambientes virtuais e permite que você envie mensagens para os professores e a coordenação do curso. Se tiver dúvidas para utilizá-lo, temos um tutorial neste link.

E para iniciar bem o ano, nada como organizar bem sua rotina de estudos. Já fizemos este post com dicas para você administrar melhor o seu tempo aqui no IFSC. ;)

Serviços do IFSC

Como estudante do IFSC, você tem direito a vários serviços gratuitamente. É tanta coisa bacana que já fizemos até um post para explicar melhor:

-> Veja os serviços que o IFSC oferece para seus alunos

⬆ Acesse o post que vale a pena para descobrir que você pode ter e-mail, softwares, acervos virtuais e muitos mais.

Para quem precisa de um apoio para poder estudar com mais tranquilidade, temos diversos auxílios por meio de nossa assistência estudantil. Os editais para 2022 já foram todos lançados. Você pode conferir o funcionamento da assistência estudantil e os editais na página da assistência estudantil em nosso site. Caso tenha alguma dúvida, entre em contato com o setor de atendimento ao estudante em seu câmpus.

Todo aluno matriculado nos cursos presenciais ou a distância de técnico de nível médio, graduação e pós-graduação é usuário do Sistema de Bibliotecas Integradas do IFSC - que chamamos de SiBI/IFSC. Neste momento, por causa da pandemia, é possível que os serviços de empréstimos de materiais ainda não tenham voltado totalmente à normalidade em seu câmpus, mas veja todos os demais serviços que as bibliotecas do IFSC oferecem para os alunos, além do acervo de e-books (que é como ter a biblioteca do câmpus direto no seu computador ou celular).

Trabalhos acadêmicos

Não tem como falar de estudo sem falar de trabalhos acadêmicos. Sim, eles farão parte (e muito) da sua rotina. Mas calma que temos algumas dicas para te ajudar:

-> Templates IFSC: veja os modelos de arquivos que podem facilitar a sua vida de estudante
-> Pesquisa em periódicos on-line: a gente traduz pra vocês!

Também temos um Manual de Comunicação Científica que pode ser útil para a sua vida de estudante. E já se liga nesse tema que é muito sério:

-> O que pode ser considerado plágio?

Oportunidades para alunos

Aqui no IFSC, além da grande oportunidade de fazer um curso de qualidade e gratuito, você pode ampliar sua vivência acadêmica de várias formas. Uma delas é participando de organizações estudantis e de colegiados do IFSC que tenham representação estudantil. Explicamos melhor sobre como participar de representações estudantis neste post.

Inclusive, estamos com inscrições abertas até às 19h desta quarta-feira (23) para alunos com mais de 18 anos dos cursos técnicos, de graduação e pós que quiserem representar os discentes no Conselho Superior e no Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFSC. As informações detalhadas podem ser conferidas neste link.

Temos também várias empresas juniores, que são sociedades civis sem fins lucrativos, formadas por alunos de cursos superiores, sob a orientação de professores. O objetivo de uma EJ é proporcionar ao estudante um maior contato com o mundo do trabalho, vivenciando o meio empresarial e comprometendo-se com o desenvolvimento pessoal e do coletivo.

-> Conheça as empresas juniores do IFSC

Outra oportunidade muito bacana são nossos intercâmbios estudantis. No momento, por causa da pandemia, os intercâmbios presenciais não foram retomados integralmente, mas nossos estudantes têm a chance de participar também de intercâmbios virtuais em instituições estrangeiras. Todas as informações sobre intercâmbio você encontra nesta página.

-> Leia relatos de quem participou de intercâmbio no Blog dos Intercambistas

E no nosso portal você ainda encontra muitas oportunidades dentro do IFSC - como bolsas de Ensino, Pesquisa e Extensão - e oportunidades de outras instituições (inclusive fora do Brasil).

-> Conheça o projeto Protagonismo Discente

Mantenha-se informado

Tudo o que está acontecendo no IFSC você pode (e deve ??) acompanhar no nosso site. Temos uma área de notícias para te deixar bem informado(a) e você pode ficar por dentro de tudo também acessando o site do seu câmpus.

E é claro que você também encontra as novidades nas nossas mídias sociais. Então não deixe de nos acompanhar no Instagram, Facebook, Twitter, LinkedIn e YouTube. O seu câmpus também tem suas próprias mídias sociais, que você pode seguir para acompanhar as oportunidades e atividades locais.

Reunimos neste post várias informações que estão dentro de uma área no nosso site toda pensando em você: é o menu Estudantes que você pode acessar clicando aqui.

E pensando em quem vive dizendo que não sabia, escrevemos também este post:

-> 10 motivos para você não dizer que não sabia

Já que estamos juntando tudo o que é informação útil num post só para você, vamos destacar outros assuntos que já abordamos aqui no Blog que podem te interessar ou que seria bom você conhecer:

-> Decifrando as siglas e os acrônimos do IFSC
-> Como ser um cientista?
-> Você sabe como é a estrutura organizacional do IFSC?

Ufa! ?? Avisamos que era bastante informação, né? Já salva o link deste post aí para consultar sempre que precisar.

Esperamos que todos tenhamos um ótimo ano por aqui e estamos muito felizes de poder vê-los retornando aos nossos câmpus. #vivaavacina

Gostou deste post? Deixe um comentário ali embaixo. Se quiser sugerir algum assunto para abordarmos por aqui, mande um e-mail para blog@ifsc.edu.br.

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Conheça melhor a educação profissional e tecnológica e entenda por que ela é uma boa escolha

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 22 dec 2021 15:18 Data de Atualização: 22 dec 2021 15:52

No próximo dia 29, o IFSC completa 13 anos como Instituto Federal de Santa Catarina. Na mesma data também se comemora a criação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que foi instituída pela Lei 11.892 de 29 de dezembro de 2008

Mas o que é a Educação Profissional e Tecnológica? Ela foi criada somente em 2008? Qual o diferencial da educação ofertada pelo IFSC? No post de hoje, a gente te explica!

Como surgiu a Educação Profissional e Tecnológica?

Embora muita gente ainda não conheça bem as especificidades da educação ofertada Brasil afora pelos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, a história dessa grande família de instituições públicas de ensino não é nada recente: remonta ao início do século XX, mais precisamente ao ano de 1909, quando o então presidente Nilo Peçanha assinou o decreto 7.566 e criou as então chamadas Escolas de Aprendizes Artífices.

Nessa época o Brasil tinha pouco mais de 23 milhões de habitantes e era uma República jovem que ainda enfrentava os problemas sociais decorrentes dos séculos de escravidão e colonialismo. A educação era privilégio de uma elite minoritária e 82% da população era analfabeta, de acordo com os registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As Escolas de Aprendizes Artífices, voltadas à educação de crianças e jovens carentes, com foco em sua preparação para o trabalho, vieram ajudar a suprir uma carência gigante de educação pública acessível aos mais pobres.

111 anos depois...

De lá para cá muita coisa mudou, tanto no país quanto nas instituições federais de educação profissional. No caso de Santa Catarina, os ajustes de foco nas ofertas de cursos, sempre relacionadas a demandas sociais, vieram acompanhados de novos nomes, como registramos na nossa Linha do Tempo.

Conheça a história do IFSC neste outro post aqui

No senso comum, tende a ser automática a associação entre educação profissional e tecnológica, ou EPT, à preparação pura e simples para o trabalho – tanto que ainda é costume referir-se aos cursos técnicos como “profissionalizantes”. Porém, suas finalidades extrapolam muito a ideia generalista de ensinar tarefas e atividades relacionadas a profissões. Como explicita nossa missão institucional, a formação de cidadãos está no centro do que fazemos – e isso vai muito além de “realizar tarefas”. Ou seja, a formação para o trabalho também envolve o exercício da cidadania e o desenvolvimento de competências socioemocionais.

O que é EPT, afinal?

O Catálogo Nacional de Cursos Técnicos define a EPT como a modalidade educacional que contempla vários níveis da educação e atua de forma integrada com a ciência para atender às exigências da formação profissional e do mundo do trabalho. Seja nos cursos de educação de jovens e adultos articulados com o ensino fundamental ou médio, seja nos cursos técnicos, de graduação e de pós-graduação, o trabalho e a formação integral são sempre o foco.

Nosso Projeto Pedagógico Institucional (PPI) – que é um capítulo do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) – destaca que o trabalho é um princípio educativo, e a formação para o trabalho é o diferencial da EPT em relação a outras modalidades educacionais.

Entenda o que é um projeto pedagógico institucional

Somente os institutos federais ofertam cursos de EPT?

A EPT é ofertada no Brasil, atualmente, por diversas instituições públicas e privadas. Nós do IFSC somos integrantes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, que tem 41 instituições em todo o país. No total são 643 câmpus, onde estudam mais de 1 milhão de alunos. Aqui em Santa Catarina, temos 22 câmpus do IFSC e nosso coirmão, o Instituto Federal Catarinense, tem outros 15 câmpus. Ou seja, onde quer que você esteja, tem um câmpus de um IF perto da sua casa – e, quem sabe, um curso para chamar de seu.

IFSC e IFC: é tudo a mesma coisa?

Nunca é demais lembrar: os cursos dos Institutos Federais são 100% gratuitos. Somos instituições públicas, gratuitas e de excelência.

Existe EPT em outros países?

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) considera a EPT (ou Technical and Vocational Education Training, TVET) como um setor prioritário para fomentar a educação equitativa, inclusiva e de qualidade, o que favorece também oportunidades de formação ao longo da vida.

Mundo afora, esse tipo de formação tem iniciativas potentes em países como Alemanha, França, Finlândia, Estados Unidos, Chile, Portugal, Espanha, entre muitos outros. Não por acaso, o IFSC tem convênios e parcerias de internacionalização com muitos desses países, dando oportunidade de mobilidade estudantil para nossos alunos e recebendo, também, estudantes estrangeiros. Saiba mais sobre nossos programas de mobilidade.

Quem pode ser aluno de EPT?

Dizer que os Institutos Federais atuam com cursos em vários níveis de ensino significa dizer que, potencialmente, qualquer pessoa pode se beneficiar com a educação ofertada aqui.

Nos cursos Proeja, por exemplo, quem não concluiu o ensino fundamental ou médio na idade apropriada tem muitas possibilidades aqui: pode voltar à sala de aula para terminar os estudos e de quebra receber qualificação profissional.

Os cursos de qualificação profissional, aliás, oferecem oportunidade de formação para pessoas com os mais diferentes níveis de formação e num leque imenso de áreas e especialidades. Em geral eles são cursos mais curtos e oferecem oportunidades até mesmo para quem não tem o ensino fundamental completo.

O que é um curso FIC ou de qualificação?

Os cursos técnicos integrados estão entre os nossos carros-chefes, já que atraem jovens que estão concluindo o ensino fundamental e buscam uma formação de nível médio gratuita e de qualidade, aliada à formação técnica. Por lei, pelo menos 50% das vagas das instituições federais de EPT devem estar em cursos técnicos integrados.

O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?

Alguém que esteja cursando o ensino médio em outra instituição, mas queira receber formação técnica, pode fazer um curso técnico concomitante. E quem já tem o ensino médio completo e quer aprimorar suas competências profissionais ou adquirir novos conhecimentos pode recorrer aos cursos técnicos subsequentes.

Qual a diferença entre os cursos técnicos integrados, concomitantes e subsequentes ao Ensino Médio?

E também temos oportunidades para aqueles que desejam uma formação de nível superior – que, geralmente, é associada apenas às universidades. Sim, nos institutos federais temos cursos de graduação, sejam eles superiores de tecnologia, bacharelados ou licenciaturas. E também são muitas as possibilidades de formação em pós-graduação, sejam especializações ou mestrados.

Qual a diferença entre bacharelado, licenciatura e curso superior de tecnologia?
Qual a diferença entre pós-graduação lato sensu e stricto sensu?

A atuação dos nossos câmpus é organizada para garantir que os estudantes percorram o que chamamos de itinerários formativos. Ou seja, há possibilidade de oferecer formação dentro de um eixo de atuação desde o técnico integrado ou o Proeja até o mestrado. Leia aqui o nosso post sobre os itinerários formativos.

Ensino, pesquisa e extensão, sempre de mãos dadas

Outro aspecto importante para entender a amplitude de atuação da EPT é aquilo que nossos alunos já devem ter ouvido falar bastante: a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Isso quer dizer que aquilo que acontece na sala de aula, o processo de ensino-aprendizagem, não pode ser separado da pesquisa e da extensão, que são outras dimensões da educação integral.

Pela pesquisa, o conhecimento é produzido, gerado e ampliado. Nesse processo, podem ser desenvolvidos novos produtos que atendam demandas de setores específicos, aprimorados processos e procedimentos, atualizados e revigorados conhecimentos já consolidados. Já a extensão articula os saberes científicos e tecnológicos trabalhados na instituição com a comunidade – ou seja, é como levar o IF para fora de seus muros, como costumamos dizer.

Quer saber mais?

Aqui fizemos um resumo bastante básico com os principais aspectos desse mundo incrível que é a Educação Profissional e Tecnológica. Se você quiser saber mais, indicamos alguns documentos e referenciais legais que podem ser acessados na internet:

- Lei 11.892/2008, que é a lei federal que criou a Rede Federal de EPT
- Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, que tem todas as informações sobre os cursos desse tipo ofertados na Rede Federal
- Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, com as informações sobre os CST
- Lei 9.394/1996, que é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e dedica um capítulo inteiro à EPT
- Resolução 01/2021 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que define as diretrizes curriculares da EPT – ou seja, orienta o planejamento dos currículos dos cursos e a atuação das instituições de ensino
- Livro Didática profissional: Princípios e referências para a educação profissional, organizado pelos professores do IFSC Crislaine Gruber, Olivier Allain e Paulo Wollinger, com textos que contribuem para a reflexão em torno da educação profissional

Férias

A partir de amanhã, o IFSC entra em férias em todos os câmpus e nós também! Voltamos em 2022 com muito mais conteúdo sobre o IFSC e os serviços que oferecemos. Quer sugerir algum post? Envie para blog@ifsc.edu.br

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Tudo o que você precisa saber sobre o Encceja

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 15 dec 2021 10:25 Data de Atualização: 15 dec 2021 10:52

Você já ouviu falar sobre o Encceja? Esta é a sigla do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos que serve para medir os conhecimentos de jovens e adultos que não concluíram o Ensino Fundamental ou Ensino Médio na idade adequada.

No post de hoje, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o Encceja e como funciona a emissão de certificado pelo IFSC.

O que é o Encceja?

O Encceja é um exame destinado a jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de concluir o Ensino Fundamental e/ou Médio. A participação no Encceja é voluntária, gratuita e destinada a jovens e adultos que não conseguiram terminar seus estudos na idade regular para cada nível de ensino: no mínimo, 15 anos completos para o Ensino Fundamental, e no mínimo, 18 anos completos para o Ensino Médio, na data de realização do Exame, conforme estabelecem a Lei nº 9.394/96.

Para que serve o Encceja?

Quem não conseguiu concluir o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio na idade regular pode fazer o Encceja e, dependendo do resultado, pode obter seu certificado. O certificado obtido serve como documento que comprova o nível de conhecimento e permite o ingresso em cursos técnicos e/ou graduações, comprovando o grau de escolaridade. Além disso, segundo o Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), são finalidades do Encceja:

- Construir uma referência nacional de autoavaliação para jovens e adultos por meio de avaliação de competências, habilidades e saberes adquiridos em processo escolar ou extraescolar;
- Estruturar uma avaliação direcionada a jovens e adultos que sirva às Secretarias de Educação para que estabeleçam o processo de certificação dos participantes, em nível de conclusão do Ensino Fundamental ou Ensino Médio, por meio da utilização dos resultados do Exame;
- Oferecer uma avaliação para fins de correção do fluxo escolar;
- Construir, consolidar e divulgar seus resultados para que possam ser utilizados na melhoria da qualidade na oferta da Educação de Jovens e Adultos e no processo de certificação;
- Construir parâmetros para a autoavaliação do participante, visando a continuidade de sua formação e sua inserção no mundo do trabalho;
- Possibilitar o desenvolvimento de estudos e indicadores sobre educação brasileira.

O Encceja avalia o conhecimento em diferentes áreas do conhecimento e caso o participante não atinja a nota para receber a certificação integral pode pedir a Declaração Parcial de Proficiência. Para isso, é preciso:

- Ter atingido o mínimo de 100 pontos em cada área de conhecimento;
- Para a área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, o candidato deve ter atingido duas notas mínimas ao mesmo tempo: o mínimo de 100 pontos na prova objetiva, assim como o mínimo de 5 pontos na prova de redação em uma mesma edição do exame.

O Certificado Parcial Encceja ou Declaração Parcial de Proficiência do Encceja comprova que o participante alcançou pontuação para aprovação em um ou mais eixos do conhecimento. Esse documento permite que na próxima edição do exame a pessoa se inscreva apenas nas disciplinas que faltam. Dessa forma, é possível concentrar os estudos nas competências faltantes.

Quem pode fazer o Encceja?

A prova do Encceja é gratuita, destinada aos jovens e adultos brasileiros residentes no Brasil e no exterior, inclusive às pessoas privadas de liberdade, que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na idade apropriada. Para obter a certificação do Ensino Fundamental, é preciso ter, no mínimo, 15 anos completos. Já para o Ensino Médio é preciso ter no mínimo 18 anos completos até a data de aplicação da prova.

Vale lembrar que não é necessário ter o certificado do Ensino Fundamental para fazer a prova do Ensino Médio. Quem tem mais de 18 anos pode tentar diretamente a certificação do Ensino Médio.

O Encceja oferece atendimento especializado e específico para condições como: deficiências físicas, mulheres lactantes e pessoas em situação de Classe Hospitalar. Também é possível solicitar o atendimento pelo nome social. Todas essas condições devem ser especificadas no momento da inscrição para a prova.

Como funciona o Encceja?

O exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma redação dissertativa-argumentativa, aplicadas em um único dia, nos turnos matutino e vespertino.

As provas avaliam as seguintes áreas de conhecimento, estruturadas a partir do currículo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's):

Ensino Fundamental
-Ciências Naturais;
-Matemática;
-Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação;
-História e Geografia.

Ensino Médio
-Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Química, Física e Biologia);
-Matemática e suas Tecnologias;
-Linguagens e Códigos e suas Tecnologias e Redação (Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes e Educação Física);
-Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia).

-> Veja os editais, resultados e materiais de estudo

Para conseguir o certificado, o participante deve alcançar a pontuação mínima de 100 (cem) pontos em cada prova, e nota 5 na redação. A elaboração e a correção das questões, assim como a correção são de responsabilidade do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Quando é o Encceja?

A prova acontece uma vez ao ano, geralmente no primeiro semestre. As inscrições podem ser realizadas até um mês antes da prova. O calendário varia de ano para ano, por isso é fundamental ficar atento às datas e aos editais que podem ser acompanhados na página do Ministério da Educação.

É importante lembrar que o Exame tem quatro aplicações:

- Encceja Nacional: para residentes no Brasil
- Encceja Nacional PPL: para residentes no Brasil privados de liberdade ou que cumprem medidas socioeducativas
- Encceja Exterior: para brasileiros residentes no exterior
- Encceja Exterior PPL: para residentes no exterior privados de liberdade ou que cumprem medidas socioeducativas.

Cada uma dessas provas acontece em datas e com cronogramas específicos. As datas e demais informações são disponibilizadas na página do Ministério da Educação.

Como se inscrever no Encceja?

A inscrição é realizada exclusivamente on-line e o primeiro passo é acessar o formulário do Encceja no site do INEP enccejanacional.inep.gov.br/Encceja. Ao acessar o site, será solicitado o número de seu Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento. Os dados informados devem ser iguais aos dados cadastrados na Receita Federal e será aceita apenas uma inscrição por número de CPF.

Nas telas seguintes será necessário informar um endereço de e-mail válido e um número de telefone fixo e/ou celular válido. Após inserir essas informações é preciso indicar a unidade da federação e o município onde deseja realizar o Exame. Em seguida, solicitar, se necessário, atendimento especializado e/ou tratamento pelo nome social.

Depois, será preciso indicar as provas (áreas de conhecimento) que deseja realizar. Vale lembrar que para obter a certificação é necessário realizar as quatro provas e a redação, e caso o candidato já tenha feito o Encceja em edições anteriores e conseguido o certificado parcial de proficiência, basta assinalar as áreas que ainda não conseguiu aprovação.

Na próxima etapa será necessário selecionar em qual secretaria estadual de educação ou instituto federal de educação, ciência e tecnologia deseja solicitar a certificação ou a declaração parcial de proficiência. Veja abaixo o que considerar na hora de fazer essa escolha.

Para finalizar a inscrição, o participante deve preencher o Questionário Socioeconômico (as respostas não poderão ser alteradas após a conclusão da inscrição, então é preciso atenção). Na sequência, o candidato poderá justificar ausência no Encceja no ano anterior, se for o caso, inserindo os documentos solicitados. Para concluir o procedimento, verifique se a inscrição foi concluída com sucesso.

Importante ressaltar que se o inscrito não justificar a ausência ou tiver a solicitação de justificativa reprovada, deverá ressarcir ao Inep o valor a ser divulgado em edital, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), cobrança que será gerada pelo sistema ao final da inscrição.

O cadastro e senha de acesso para a Página do Participante deverá ser anotada em local seguro, pois é por meio dele que será possível acompanhar toda situação de inscrição, incluindo a consulta ao local de provas e o cartão de confirmação. Todo esse gerenciamento é feito pelo Inep e não pela instituição certificadora.

Como escolher a instituição certificadora?

No momento da inscrição, o candidato deve selecionar uma instituição certificadora, ou seja, o local onde ele deseja retirar seu certificado. No caso da certificação de Ensino Fundamental, é necessário selecionar uma Secretaria Estadual de Educação, pois só as secretarias fazem essa certificação.

Já para certificação de Ensino Médio é possível escolher entre a Secretaria Estadual de Educação da cidade ou um dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia - como o IFSC, por exemplo. Se você selecionar o IFSC como instituição certificadora, receberá o certificado por e-mail, por isso é possível selecionar um câmpus que não esteja necessariamente na sua cidade.

Importante lembrar que a instituição certificadora não será necessariamente o local em que a prova será realizada. São coisas diferentes: a instituição certificadora será responsável pela emissão do certificado e o local de prova é o onde os candidatos realizarão o exame. Quem define o ensalamento, ou seja, onde o candidato fará o exame, é o Inep, mesma instituição que elabora, corrige e organiza a prova. Assim, não é possível escolher o local do exame no momento da inscrição. O local de realização do exame é definido pelo Inep e divulgado após o encerramento do período de inscrição.

Como se preparar para o Encceja?

Para se preparar para o exame, o Inep disponibiliza o material didático pedagógico de apoio aos participantes e professores que é composto por um volume introdutório, quatro volumes de orientações aos professores e oito volumes de orientações para o estudante (quatro para o Ensino Fundamental e quatro para o Ensino Médio).

-> Confira aqui os materiais de estudo bem como provas e gabaritos de edições anteriores na página do Inep

Como obter o certificado do Encceja pelo IFSC?

O IFSC é uma das instituições responsáveis pela emissão do certificado do Encceja e também do Certificado Parcial. Nesse caso, é necessário indicar o IFSC e a respectiva cidade já no momento da inscrição. Se o candidato necessitar alterar os dados deverá aproveitar o período em que as inscrições estão abertas, após isso não será mais possível fazer modificações na inscrição.

Para candidatos que selecionaram o IFSC como entidade emissora do certificado, basta acessar o site encceja.ifsc.gov.br e preencher os dados pessoais. O seu certificado será enviado para o seu e-mail em até 48 horas. Lembrando que a emissão só acontece depois da publicação dos resultados pelo Inep, por isso é necessário ficar atento ao calendário antes de fazer a solicitação.

Vale lembrar que o IFSC só emite certificados para Ensino Médio. Candidatos que desejam a certificação do Ensino Fundamental precisam escolher outra instituição certificadora.

-> Ficou com dúvidas? Clique aqui conferir o passo a passo e emitir o seu certificado pelo IFSC

Posso obter meu certificado do Encceja em um câmpus diferente do que selecionei no momento da inscrição?

Sim. Caso o candidato tenha mudado de cidade ou estado, ele pode solicitar a certificação no câmpus do IFSC mais próximo do seu novo endereço. Para isso, deverá entrar em contato com o câmpus (veja os canais de contato aqui) e apresentar a seguinte documentação:

I - Documento de identificação com foto e número de CPF;
II - Caso o documento de identificação não contenha o número do CPF, apresentar cópia do comprovante de inscrição que contenha o número do CPF. O comprovante poderá ser impresso acessando este link;
III - Declaração Parcial de Proficiência ou Boletim Individual, com código de autenticidade, com as notas do último exame;
IV - Declarações parciais de Proficiência do Encceja de edições anteriores e/ou das Declarações Parciais de Proficiência do Enem das edições de 2010 a 2016, para fins de comprovação das demais áreas de conhecimento para a certificação do Ensino Médio;
V - Caso o candidato tenha alterado o seu nome civil, que foi informado na inscrição do exame das edições do Encceja ou Enem, será necessária a apresentação de um documento oficial que comprove essa alteração.

Essa situação vale para todos os candidatos que desejem mudar a instituição certificadora, seja entre câmpus do IFSC ou entre instituições distintas.

Posso obter meu certificado no IFSC a partir das declarações parciais?

Sim. O candidato pode obter a certificação pelo IFSC a partir das declarações parciais de proficiência, mesmo que estas tenham sido emitidas por outras instituições, desde que o IFSC tenha sido a última unidade certificadora na obtenção de todas as áreas do conhecimento exigidas para certificação. O prazo para a emissão do certificado será de até 30 dias.

-> Veja a lista de documentos exigidos no Artº 24 da resolução 33/2021

Tenho dúvidas sobre o Encceja. Com quem posso falar?

A prova do Encceja é realizada pelo Inep, mas a emissão do certificado é responsabilidade das Secretarias Estaduais de Educação e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Por isso, para dúvidas ou problemas com a prova, é necessário entrar em contato com o Inep.

Agora, questões relacionadas à emissão do certificado devem ser resolvidas com a instituição emissora escolhida no momento da inscrição. Quem selecionou o IFSC como entidade emissora e está com problemas ou dúvidas, pode entrar em contato pelo e-mail deia@ifsc.edu.br.

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Direitos Humanos: cartas temáticas de alunos

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 08 dec 2021 10:38 Data de Atualização: 08 dec 2021 10:57

Você sabia que existe um dia para celebração dos Direitos Humanos? A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de celebrar a proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) ocorrida em 10 de dezembro de 1948. A elaboração contou com representantes de diferentes origens de todas as regiões do mundo a partir da Assembleia Geral das Nações Unidas, um dos principais órgãos da ONU e o único em que todos os países membros têm representação igualitária.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos elenca os direitos fundamentais do ser humano, entre os quais o direito à vida, à liberdade, ao trabalho, à educação e à moradia, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, religião ou qualquer outra condição.

Aí você pode pensar: “Ué, mas o direito à vida não é algo básico?”

Sim. Mas é importante lembrar que esse documento foi escrito logo após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945), quando as armas nucleares foram usadas pela primeira vez e sozinhas mataram mais de 200 mil pessoas, além do genocídio em massa promovido pelo Holocausto que assassinou mais de 6 milhões de pessoas. No total, estima-se que a guerra matou entre 70 a 85 milhões de pessoas, o que representou cerca de 3% da população mundial de 1940.

Diante desse cenário, a Declaração Universal dos Direitos Humanos teve a intenção de construir um mundo sob novas bases ideológicas, promovendo princípios igualitários embasados em paz e democracia, bem como a proteção universal dos direitos humanos. Uma iniciativa inédita e um marco na história dos direitos humanos.

-> Clique aqui para visualizar a Declaração Universal dos Direitos Humanos na íntegra

Para celebrar a data, o IFSC produziu no decorrer do ano uma série de oito vídeos que abordam temas como o combate a violência, o direito à educação e à alimentação. Os materiais foram elaborados a partir de uma atividade pedagógica da Unidade Curricular “Direitos Humanos, Sujeitos da Educação Profissional e Tecnológica e Não-violência” da Especialização em Docência para Educação Profissional e Tecnológica, na qual estudantes produziram cartas abertas com foco em temáticas relacionadas aos Direitos Humanos.

Veja abaixo todas as cartas publicadas em formato de vídeo:

Carta aberta: Interlúdio Democrático na infância
Autores: Alessandro Eleutério De Oliveira, Anita Rosa Welter Zilli, Mariza Fátima De Lima, Simone Raquel Casarin Machado. Narração: Júlia Costa de Souza

 

Carta aberta destinada à sociedade civil de Santa Catarina
Autoras: Juliana Fátima Welter Woitexen e Juciléa Patricia de Matos. Narração Rafaella Narciso

 

Carta aberta ao Ministério da Educação, Ministério do Trabalho e à sociedade
Autores: Alessandra Drews e Priscila Luisa Tonini Sberse. Narração Rafaella Narciso

 

Carta aberta ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: Alimentação como direito básico
Autores: Clelia Bergo, Juliana Benevides Rodrigues, Juliana Silva Alves, Rogério da Silva, Thiago Henrique Mombach. Narração: Júlia Costa de Souza

 

Carta aberta aos Profissionais da Educação durante o Ensino Remoto/Híbrido
Autor: Carlos Adriano Bohn. Narração Alexandra Bittencourt

 

Carta aberta aos estudantes da rede pública brasileira: Os desafios de estudar em período de pandemia
Autores: Altavir Damaso da Silveira Filho, Karinliz Kraus Damaso da Silveira, Laiza Ferreira da Silva de Lucena, Maria Danielle Koppe Fagundes e Neuseli Beyersdorff Olsen. Narração Júlia Costa de Souza

 

Carta aberta à sociedade brasileira frente ao avanço da violência contra mulher
Autores: Camilla Ribeiro de Andrade e Lucas Silva das Chagas. Narração Alexandra Bittencourt

 

Carta aberta: Discussão dos paradoxos da atual condição juvenil
Autora: Andréia Brognoli Darôs. Narração Alexandra Bittencourt da Silva

 

Ficou um material bem legal, não é mesmo? Ficamos tão orgulhosos dos nossos alunos que quisemos compartilhar esses vídeos por aqui também.

Comitê de Direitos Humanos do IFSC

E você sabia que o IFSC possui um Comitê de Direitos Humanos?O Comitê Permanente de Direitos Humanos do IFSC é um órgão que busca criar mecanismos de acolhimento das demandas da comunidade acadêmica, além de organizar atividades educacionais sobre diversos temas relacionados aos direitos humanos e elaborar documentos que sustentam as políticas do comitê no IFSC.

-> Clique aqui para saber mais sobre o Comitê

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O que os números dizem sobre o IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 01 dec 2021 08:57 Data de Atualização: 08 dec 2021 10:56

Quantas pessoas participam dos processos seletivos do IFSC? Quantas matrículas ele tem? Qual o nível de formação dos servidores? Essas e outras perguntas são respondidas todos os anos pela Plataforma Nilo Peçanha (PNP), que leva o nome do presidente do Brasil responsável por criar a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em 1909. 

-> Se você gosta de história, leia este post sobre a história do IFSC

A plataforma, atualizada anualmente pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação desde 2018, traz números de todas as instituições que compõem a Rede Federal, gerando um grande banco de dados sobre a educação profissional no Brasil. A edição de um ano sempre se refere aos dados do ano anterior, finalizando em 31 de dezembro. Qualquer pessoa pode acessar a plataforma e analisar as informações.

A edição de 2021 da PNP (com dados de 2020) já está no ar e vamos falar um pouco sobre os números do IFSC. Vem com a gente!

Matrículas

Os números da PNP 2021 mostram que o total de matrículas registradas no IFSC durante todo o ano passado foi de 38.771, o menor dos quatro anos em que a PNP é produzida. Foram quase 6 mil pessoas matriculadas a menos que em 2019, quando registramos 44.724 matrículas. 

A queda no número de matrículas foi motivada principalmente pela diminuição da oferta de cursos qualificação profissional (FIC), que são mais curtos e costumam abrir muitas vagas. A instituição já vinha num processo de redução dessa oferta para priorizar a abertura de novos cursos técnicos e superiores previstos pelo Plano de Oferta de Cursos e Vagas (POCV). A suspensão de atividades presenciais também pode ter impactado ainda mais a oferta, principalmente de cursos com atividades práticas. 

-> Saiba mais sobre o POCV e os itinerários formativos do IFSC

O resultado foi que, enquanto em 2019 o IFSC abriu 228 cursos de qualificação profissional, em 2020 foram 124. O total de vagas abertas em todos os cursos (que foram 426) também caiu, de 27.949 (2019) para 19.580 (2020).

Dados PNO Cursos e matrículas no IFSC

Mesmo assim, 38.771 matrículas não é pouca coisa e equivale aproximadamente à população de municípios como Araquari, São João Batista ou Tijucas. O número de matrículas do IFSC foi o sexto maior de toda a Rede Federal em 2020, atrás dos institutos federais do Rio Grande do Sul (IFRS, 454.434), de São Paulo (IFSP, 56.493), do Ceará (IFCE, 54.255), Sul-Rio-Grandense (IFSul, 46.349) e do Rio Grande do Norte (IFRN, 43.005). O número do IFRS (responsável por 30% das matrículas de toda a Rede em 2020) destaca-se dos demais por causa da oferta massiva de cursos de qualificação/FIC a distância. 

Do total de matriculados no IFSC em 2020, 43,6% estudaram em cursos técnicos, 26,6% em cursos de graduação, 20,2% em cursos de qualificação/FIC e 9,6% em pós-graduação. Aqui aparece um efeito do remanejamento das ofertas, pois, na PNP do ano passado (que trouxe dados de 2019), os cursos de qualificação estavam em segundo lugar no total de matrículas, à frente dos de graduação.

Dados PNP IFSC matrículas por tipo de curso

O Câmpus Florianópolis foi a unidade de ensino do IFSC com o maior número de matrículas (7.046) e o segundo maior número foi o do Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (Cerfead), com 3.614 matrículas. O Câmpus Joinville foi a terceira unidade com mais matrículas (2.251). 

No total, 17.543 pessoas ingressaram em cursos do IFSC em 2020.. 

Dados PNP IFSC Ingressantes e concluintes

A quantidade de inscritos em processos seletivos chegou a 88.411, equivalente às populações de cidades como Camboriú e São Bento do Sul. Com esses números, a relação de inscritos por vagas abertas ficou em 4,52, a maior dos quatro anos de PNP.

Dados PNP IFSC Processos Seletivos

Dentre os eixos tecnológicos nos quais são divididos os cursos da educação profissional no Brasil, dois se destacam no IFSC e foram responsáveis por mais de metade das matrículas em 2020: Controle e Processos Industriais (29,9% dos matriculados) e Desenvolvimento Educacional e Social (22,1%). Depois deles, veio Informação e Comunicação, com 9,9%.

-> Já falamos mais sobre nossos eixos tecnológicos neste post sobre criação de cursos

A Plataforma Nilo Peçanha trouxe na edição 2020 (a penúltima) um novo dado, o índice de verticalização, que identifica a oferta de cursos distintos dentro de um subeixo tecnológico em uma mesma unidade de ensino. O índice do IFSC (19,4%) ficou novamente acima da média da Rede (12,3%), como havia ocorrido no ano anterior. 

-> Entenda o que são os itinerários formativos do IFSC

Estudantes

Na Plataforma Nilo Peçanha, há dados socioeconômicos sobre os estudantes do IFSC. Por meio dela, sabemos que 73,9% dos matriculados no IFSC em 2020 declararam-se brancos, 18,9% pardos, 6,3% pretos, 0,6% amarelos e 0,3% indígenas. Números semelhantes aos da população de Santa Catarina, que, de acordo com o IBGE, divide-se em 80,2% de brancos, 16,2% de pardos e 3% de pretos - amarelos e indígenas estão somados no 0,8% restante.

Dados PNP IFSC matriculados por raça

O recorte por faixa de renda mostra que 26% dos matriculados no IFSC no ano passado tinham entre meio e um salário mínimo de renda familiar per capita, ou seja, por pessoa que compõe o grupo familiar. O segundo maior grupo foi o dos que tinham renda familiar per capita inferior a meio salário mínimo (21,7%). 

Os homens foram maioria dos matriculados no IFSC em 2020 (55,2%) e a faixa etária que concentrou mais estudantes foi dos 15 aos 19 anos (26,2%), seguida por 20 a 24 anos (21,5%) e 25 a 29 anos (14,7%). 

Nosso índice de matrículas por professor caiu de 27,9 (2019) para 26,9 (2020), mas, ainda assim, mantém-se acima da média da Rede Federal (24,9). 

Servidores

A Plataforma Nilo Peçanha também traz dados sobre os servidores das instituições. 

Dados PNP IFSC Servidores

O IFSC possuía ano passado 1.564 professores, dos quais 91,7% eram efetivos e 8,3% temporários. A formação mais frequente dos docentes do IFSC era mestrado (46,9%), seguida por doutorado (41,9%), totalizando 88,8% dos professores com formação em pós-graduação stricto sensu, o maior percentual dos quatro anos de PNP. Destaque também para o recorte dos docentes com doutorado, que subiu quatro pontos percentuais em relação à PNP do ano anterior. 

Dados PNP IFSC Titulação de Professores

Com isso, o IFSC registrou índice de titulação docente 4,4, o maior desde o início da PNP e acima da média da Rede Federal (4,2) e do próprio índice da instituição no ano anterior (4,3). O índice de titulação docente é medido numa escala que vai até 5 (pontuação máxima).

Já os técnicos administrativos (TAE) eram 1.184 e tinham a especialização como nível de formação mais comum (44,7%), seguida pelo mestrado (25,4%) e pela graduação (19,8%). Esses números são uma mudança em relação à PNP anterior, quando a graduação era a formação mais comum entre os TAE, seguida da especialização e do mestrado, nessa ordem.

Gastos

Os gastos do IFSC em 2020 totalizaram R$ 627.936.556,89, o que significa R$ 13,3 milhões a mais que no ano anterior (+2,1%). A grande maioria desses recursos foi para gastos com pessoal (89,4%), enquanto 8,3% foram para custeio (gastos corrente da instituição) e 2,3% para investimento. Dessas três rubricas, apenas custeio caiu em relação ao anterior, um reflexo da suspensão das atividades presenciais. Com isso, foi possível remanejar parte dos valores para investimentos, que haviam sido responsáveis por apenas 1,2% dos gastos em 2019.

Se quiser entender mais, neste post aqui explicamos como funciona o orçamento da instituição.

O gasto corrente por matrícula, que indica o valor que a instituição gastou com cada aluno durante o ano inteiro, foi de R$ 14.181,40, abaixo da média geral da Rede Federal (R$ 15.419,28). Esse valor é calculado dividindo os gastos da instituição (exceto os com inativos/pensionistas, investimentos, inversões financeiras e precatórios) pelo total de matrículas.

Dados PNP IFSC Gastos

Quer saber mais?

Esses são apenas alguns dos dados que a PNP traz. Para ter acesso aos números completos sobre o IFSC e todas as instituições da Rede Federal, acesse o site da plataforma

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Entendendo o racismo

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 24 nov 2021 06:11 Data de Atualização: 24 nov 2021 06:32

Segundo o IBGE, 56,1% dos brasileiros se declaram negros ou pardos. Apesar de serem a maioria da população, são a minoria ocupando cargos de decisão (29,9%), cargos políticos (24,4%) e pouco são representados em propagandas ou tramas televisivas, nas quais são personagens estereotipados e que geralmente moram nas periferias. 

Agora, ao acompanhar o noticiário é possível perceber que a maioria dos casos de violência e mortes envolvem a população negra. Uma pessoa preta ou parda tem 2,7 vezes mais chances de ser vítima de homicídio intencional do que uma pessoa branca. Mas por que isso acontece? Por que é preciso explicar o racismo? 

No post do Blog do IFSC desta semana, vamos falar sobre isso. Conversamos com o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do Câmpus Gaspar, o professor  Luiz Herculano de Sousa Guilherme e com o professor Cícero Santiago de Oliveira, coordenador do Neabi do Câmpus Canoinhas, para explicar melhor este tema e também juntamos o material da campanha que está no nosso Instagram neste mês: “IFSC contra o preconceito”, promovida pelos Neabis do IFSC e pelo nosso Comitê de Direitos Humanos.

O que é racismo?

O racismo consiste no preconceito e na discriminação com base em características étnicas. Segundo o professor Luiz Herculano:

 “É um conjunto de ideias, pensamentos e ações que parte do pressuposto da existência de raças superiores e inferiores. Consiste em uma atitude depreciativa e discriminatória em relação a um grupo social ou étnico”.

Para melhor compreender o racismo é preciso entender alguns conceitos que aparecem relacionados a ele, como por exemplo, preconceito, discriminação e desigualdade racial. O preconceito é o conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos. Já a discriminação é o ato de segregar ou de não aceitar uma pessoa ou um grupo de pessoas por conta de alguma característica biológica, cultural, social ou simplemente porque é diferente. 

Lembrando que racismo é crime no Brasil, conforme a Lei Nº 7.716, cuja pena para a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional é de reclusão de um a três anos e multa.

De acordo com o Art. 1º do Estatuto da Igualdade Racial, instituído pela Lei Nº 12.288/10, compreende-se por discriminação racial ou étnico-racial toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada.

Outro conceito importante, também presente no Estatuto da igualdade racial é o de desigualdade racial, que diz respeito a toda situação injustificada de diferenciação de acesso e fruição de bens, serviços e oportunidades, nas esferas pública e privada, em virtude de raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica.

Aí você pode pensar: “Ok... O racismo consiste no preconceito e discriminação para com determinadas etnias e é crime. Mas, como isso está relacionado à violência?” ??

No Brasil, as pessoas não têm oportunidades iguais de acesso e permanência nas instituições de ensino. Dados do IBGE de 2018 mostram que 9,1% dos negros eram analfabetos, enquanto apenas 3,9% dos brancos encontram-se nessa condição. Além disso, a proporção de pessoas pretas ou pardas de 18 a 24 anos de idade com menos de 11 anos de estudo e que não frequentavam escola é de 28,8%, enquanto a de pessoas brancas na mesma situação é de 17,4%. 

O resultado mais desfavorável apontado pelo IBGE para as pessoas pretas ou pardas foi identificado na Região Sul, onde a proporção de jovens de 18 a 24 anos com menos de 11 anos de estudo e que não frequentavam escola alcançou 37,2%, ressaltando a maior evasão escolar por parte dos estudantes negros.

Quanto ao ensino superior, os estudantes negros aparecem em proporções semelhantes aos estudantes brancos. Apesar disso, o rendimento médio mensal das pessoas ocupadas brancas (R$ 2.796) foi 73,9% superior ao das pretas ou pardas (R$1.608). Em média, uma pessoa branca ganhava, em 2018, R$17 por hora de trabalho, enquanto uma negra R$ 10 por hora, diferença que é percebida independente do nível de instrução. Entre os maiores rendimentos, apenas 27,7% eram de pessoas negras - lembrando que estas compõem 56% da população brasileira.

Diante desses dados, não é difícil imaginar que com menos anos de estudos e salários menores, as condições de moradia sejam mais precárias para grande parte da população negra, expondo-a a situações de vulnerabilidade. Não é à toa que existe um Sistema de Cotas, justamente para buscar ampliar o acesso de pessoas pretas, pardas e indígenas a instituições públicas de Educação.

-> Como se inscrever pelo sistema de cotas do IFSC?

Pode ser cansativo ler tantos dados, mas imagina que não são números, são pessoas que os compõem e que vivem esta realidade. É por isso que fazemos este destaque!

->Veja os dados completos do IBGE (2018) clicando aqui

O que é racismo estrutural?

Mas, para entender melhor essa desigualdade e por que os negros são as maiores vítimas de violência, é preciso falar do racismo estrutural e institucional. Ele permeia a sociedade brasileira e influencia as ações do nosso cotidiano.

É o racismo que está “normalizado” na sociedade e nas estruturas sociais. Parece difícil compreender o conceito, mas é possível pensá-lo a partir das oportunidade desiguais de acesso à educação, da quantidade menor de pessoas negras ou indígenas em posição de liderança e principalmente nas estatísticas de violência, que atinge muito mais a população negra (em 2019, 77% das vítimas de homicídio eram negras, segundo dados do Atlas da Violência 2021).

Na conversa que tivemos com o professor Luiz, ele citou o pesquisador Franz Fanon (1980) que entendia o negro como um perigo biológico: 

“Essa ideia amplamente disseminada no Brasil pós-abolição explica o porquê da rejeição que o povo negro sofreu e sofre. Na época era inaceitável parecer com alguém que fora tão rejeitado durante séculos e que não era considerado um ser humano. Ou seja, o medo biológico ao qual se refere Fanon (1980) pauta-se na concepção de que eu me pareceria com aquilo que mais odiei e rejeitei, por isso qualquer traço que me fizesse lembrar essa herança tinha de ser apagado”.

Segundo nosso professor, a esse medo fomentou duas questões importantes no Brasil: a política de branqueamento, que trouxe para o país os imigrantes não ibéricos ( destacam-se alemães e italianos), pois eles tinham a expertise da técnica para o trabalho com a terra e a brancura pura que não era conseguida com os ibéricos; o racismo estrutural, que é o termo usado para reforçar o fato de que existem sociedades estruturadas com base na discriminação que privilegia algumas raças em detrimento das outras. 

A falta de representatividade e falta da garantia de direitos fundamentais - como acesso à saúde, educação, moradia digna, segurança e políticas públicas - aprofunda a desigualdade e o contexto racista brasileiro. Veja o que o professor Luiz disse sobre o apagamento da existência do negro:

“Ver e compreender que somos racistas dói, mas ser antirracista é mais complexo ainda, pois a população negra não faz falta nos espaços em que não é convidada ou tem sua permissão para estar”.

Assista ao que os professores do IFSC Luiz Herculano e Cícero Santiago de Oliveira falaram sobre o racismo no Brasil:

Como não ser racista?

Essa não é uma resposta fácil. O combate ao racismo começa na reflexão crítica sobre diferentes aspectos do cotidiano. Por exemplo, alguns ditados e expressões populares tem cunho racista: “mercado negro” para caracterizar o mercado ilegal, “black friday”, “A coisa tá preta”, e etc. são algumas das frases populares que reforçam o racismo estrutural brasileiro e precisam ser evitadas. Cabe a pergunta: Quais comportamentos no meu dia a dia podem estar estruturados sobre ideias racistas? O quanto eu conheço e respeito outras culturas?

Para isso, é preciso falar sobre racismo e admitir que ele existe e buscar conhecer e valorizar a cultura negra e seu papel na sociedade brasileira. Além disso, cobrar incentivos públicos para que haja representação negra na política, na educação, no direito, na publicidade e etc.

O professor Cìcero nos ressaltou que o desafio é implementar práticas antirracistas em todas as áreas, englobando a educação, a comunicação e os demais serviços prestados por instituições públicas e privadas. É comum a reprodução de práticas discriminatórias sem que se perceba, por isso o professor destaca a necessidade de reflexão crítica sobre as práticas dentro de todas as áreas do conhecimento e em que medida essas ações podem estar excluindo grupos da população:

“Por isso é fundamental que a gente insira no currículo [das escolas] a história e cultura afro-brasileira e indígena como reza a legislação. Isso vai fortalecer uma perspectiva de valorização dentro de cada um dos nossos câmpus. Dentro do ponto de vista da rotina, isso envolve a gente ter autores e autoras negras em nossas bibliotecas, refletir nos projetos pedagógicos dos cursos como que eles dialogam com essas populações, valorizar o calendário de lutas e simbologias da cultura afro-brasileira. Esses movimentos vão ajudar a fortalecer uma consciência crítica coletiva sobre a importância da valorização da diversidade. Isso vai nos ajudar a ver os outros povos de maneira mais respeitosa e entender os dilemas que estão colocados para os meninos e meninas negras”.. 

Sofri ou presenciei um caso de racismo no IFSC. O que devo fazer?

Caso você tenha presenciado ou sofrido uma situação de preconceito ou discriminação racial deve denunciar o caso na Ouvidoria do IFSC. É importante entender que os casos de racismo precisam ser apurados em duas instâncias distintas: administrativa e criminal. A instância administrativa é de responsabilidade do IFSC. Já a criminal é apurada pelos órgãos competentes, como o Ministério Público Federal, por exemplo.

Dessa forma, cabe ao IFSC apurar as denúncias e aplicar as penalidade administrativas, e paralelamente outras entidades farão a apuração e aplicação das penalidades criminais. Portanto, a pessoa denunciada poderá sofrer sanções administrativas e penais.

Lembrando que as denúncias podem ser feitas por qualquer pessoa que tenha sofrido ou presenciado a situação no IFSC, independentemente se o fato ocorreu com um servidor público, aluno ou trabalhador terceirizado. Em todos os casos, a Ouvidoria estará preparada para receber a denúncia e orientar quanto aos procedimentos cabíveis em relação ao ocorrido, por isso é fundamental falar com a Ouvidoria. 

-> Ouvidoria do IFSC: veja como fazer uma denúncia

IFSC contra o preconceito

Durante este mês de novembro, o Comitê de Direitos Humanos e os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabis) do IFSC promovem a campanha “IFSC contra o preconceito”. As ações englobam publicações nas redes sociais e eventos sobre questões étnico-raciais em uma proposta de promover uma educação antirracista em alusão ao mês da consciência negra. 

-> Confira a programação de eventos clicando aqui.

Veja frases de cunho racista que ainda são comuns e que devemos evitar:


Também já publicamos um material explicando  o que é um Neabi:


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Quer estudar no IFSC? A gente te ajuda a ler o edital!

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 17 nov 2021 08:27 Data de Atualização: 18 nov 2021 09:33

Toda vez que abrimos processo seletivo, muita gente aparece por aqui cheia de dúvidas: quando sai o resultado? Posso me inscrever em mais de um curso? Estudei uma parte do Ensino Fundamental com bolsa, posso me inscrever pelas cotas? O que é o chamadão? Como eu vejo se fui aprovado? O que eu preciso entregar na matrícula?

A gente sabe, o processo seletivo é cheio de regrinhas e é difícil acompanhar tudo...

GIF da personagem Nazaré

E se a gente contar que temos um documento que responde a TODAS essas dúvidas? Sim! Este documento é o edital, inclusive já falamos sobre ele por aqui (veja neste outro post). 

Hoje vamos explicar como ler um edital para que você possa estar preparado quando estivermos com inscrições abertas.

Aliás, já anota na agenda: de 18 de novembro a 16 de dezembro estarão abertas as inscrições para os cursos técnicos integrados, concomitantes e subsequentes para os câmpus Araranguá, Caçador, Canoinhas, Criciúma, Garopaba, Gaspar, Jaraguá do Sul (Centro e Rau), Joinville, Palhoça Bilíngue, São Carlos, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Urupema e Xanxerê. 

Arte campanha de ingresso

Para ver as datas de inscrição para os outros processos seletivos, clique aqui.

-> Cadastre seu e-mail e seja avisado quando estivermos com inscrições abertas

O que é o edital?

Bom, pra começar, é preciso entender que o edital é o documento que reúne todas as regras do processo seletivo. Ou seja, se você tem alguma dúvida sobre se pode isso ou aquilo, se precisa desse documento ou de outro, é no edital que você encontra a resposta.

Na sequência, vamos apresentar cada um dos tópicos de um edital de processo seletivo, para você saber onde procurar as informações. É possível que algum edital tenha seções um pouco diferentes dependendo do tipo de processo seletivo, por isso nossa orientação é que sempre se leia todo o edital para não ficar com dúvidas.

Cronograma

Todos os nossos editais iniciam com um cronograma. Então se você quer saber até quando são as inscrições, quando sai o resultado, qual o período de matrículas, quando sai a segunda chamada.. é fácil: está na primeira página! Veja abaixo um exemplo de cronograma:

Imagem de um cronograma de edital

Disposições preliminares

O nome pode parecer meio estranho, mas na prática essa parte do edital é como se fosse uma introdução. Uma apresentação do que você vai encontrar no edital. É nesta seção que se apresentam os tipos de cursos com vagas abertas e qual será a forma de seleção (sorteio, prova, análise documental, Enem).

No caso do edital dos cursos técnicos, por exemplo, explicamos quem pode se inscrever em cada um dos tipos de cursos ofertados (integrados, concomitantes e subsequentes). E se você ainda não sabe muito bem a diferença entre eles, já clica aqui para ler este outro post em que explicamos isso.

Inscrição

Esta é a parte mais importante do edital! É onde está descrito como pode ser feita a inscrição no processo seletivo, com o passo a passo para se inscrever. É nesta seção que está escrito se a pessoa pode se inscrever em só um ou em mais cursos do edital. Pergunta que vocês nos fazem com alguma frequência ??

-> É possível fazer mais de um curso no IFSC? Descubra a resposta neste post.

Apesar de estar descrito no edital como fazer a inscrição, também temos vídeos que mostram o processo em nosso sistema de inscrições, veja abaixo:

Como se inscrever em cursos técnicos

-> Vídeo em português
-> Vídeo em espanhol
-> Vídeo em francês

Como se inscrever em cursos de qualificação profissional

-> Vídeo em português
-> Vídeo em Libras
-> Vídeo em espanhol
-> Vídeo em francês

Se você achou estranho essa variedade de línguas e não sabia que estrangeiros podem estudar no IFSC, veja este outro post.

Seleção

Nesta seção será explicado como acontece o processo seletivo. Se for por sorteio, como é o sorteio. Se for por prova, como é a prova etc. Se você quiser saber mais sobre nossos processos seletivos, clique aqui.

Resultados

Nesta parte do edital você fica sabendo como acompanhar a lista de aprovados no processo seletivo, as datas de divulgação de cada chamada e como acessar seu boletim de desempenho.

Importante: o IFSC não liga para os aprovados para informar que foram selecionados. Enviamos e-mail aos selecionados, mas pode ser que o e-mail caia na caixa de spam ou que seu endereço de e-mail esteja incorreto. A responsabilidade de acompanhar as chamadas do processo seletivo é do candidato

Matrículas

Se você pensou que depois de aprovado, era só esperar o início das aulas, está enganado. Os candidatos aprovados devem realizar a matrícula, ou seja, encaminhar a documentação que comprova que eles possuem os requisitos para fazer aquele curso. Inclusive já explicamos por aqui qual a diferença entre inscrição e matrícula.

O edital descreve todos os documentos que devem ser entregues no momento da matrícula, além de disponibilizar os links dos formulários de cada câmpus para que os documentos sejam enviados. Sim, a matrícula é feita toda pela internet. Mas atenção, existe um prazo para isso, que normalmente dura em torno de 5 dias após a divulgação do resultado. Se você perder esse prazo, infelizmente perde também o direito à vaga. Isso acontece porque quando alguém não faz a matrícula no prazo, automaticamente chamamos a pessoa que está na sequência da lista de selecionados para ocupar aquela vaga. Por isso é tão importante ler o cronograma do edital atentamente.

-> Acesse aqui a página do nosso Portal específica para as orientações de matrícula (mas nem por isso precisa deixar de ler o edital, viu?!)

Outro ponto importante, que com frequência vocês nos perguntam: enviei os documentos, mas não recebi nenhuma resposta, como saber se minha matrícula foi aceita? O edital também informa isso! Usualmente os câmpus entram em contato com os candidatos em até cinco dias ÚTEIS (ou seja, de segunda a sexta somente) após o término do período de matrículas. Os câmpus precisam desse prazo para poder avaliar todos os documentos recebidos.

Nesta seção do edital você também encontra os contatos dos câmpus. Então caso você tenha alguma dúvida, pode entrar em contato diretamente com o câmpus para o qual você foi aprovado para que eles possam te orientar.

Sistema de cotas

É no momento da inscrição que os candidatos deverão fazer a opção por concorrer na ampla concorrência ou no sistema de cotas. Se você está em dúvida sobre qual optar, leia este post aqui. Porém, a documentação que comprova que o candidato tem direito à cota é entregue somente no momento da matrícula. Neste outro post explicamos como comprovar cada uma das condições específicas das cotas

Todo esse detalhamento das vagas para cotas e de como fazer a comprovação está bastante detalhado nos anexos dos editais. Antes de fazer a opção pela cota, leia atentamente essas informações para ter certeza de que você conseguirá fazer a comprovação posteriormente. Caso você seja selecionado e não tenha como comprovar a condição, você perderá o direito à vaga. Não é possível trocar a opção - ampla concorrência ou cotas - depois da inscrição realizada.

Cursos e vagas

Por último, mas o mais importante: o edital traz a lista de cursos com vagas abertas divididos por câmpus. Nesta lista você pode ver, por exemplo, quantas vagas são ofertadas para cotas ou ampla concorrência, qual o turno dos cursos, quanto tempo dura o curso etc.

E se você já quiser dar uma espiadinha nos cursos que ofertamos e conhecer mais sobre cada um deles, é só acessar nosso Guia de Cursos.

Disposições gerais e finais

Assim como nos editais, vamos encerrar esse post com as disposições gerais e finais. O que é isso? Informações gerais sobre o processo seletivo que são importantes, mas que não se referem diretamente a cada uma das etapas. 

E aqui nas nossas disposições gerais e finais, vamos trazer para vocês os links de outros posts e páginas do nosso site que podem te ajudar a entender melhor nosso processo seletivo e, consequentemente, facilitar a leitura e compreensão do edital:

-> Por dentro do ingresso do IFSC: entenda todas as etapas
-> O que é o Chamadão do IFSC?
-> O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?
-> Conheça os tipos de cursos ofertados pelo IFSC
-> Veja nossa página de perguntas frequentes sobre nossos processos seletivos
-> Veja as perguntas da live tira-dúvidas realizada ano passado sobre nosso ingresso para cursos técnicos integrados (ou Ensino Médio Técnico) e para o ingresso em cursos técnicos concomitantes e subsequentes

E o mais importante de tudo: sempre que tiver uma dúvida, lembre-se que todas as regras do processo seletivo estão no edital. Se ainda assim ficar com alguma, mande e-mail para ingresso@ifsc.edu.br.

Como saber quais editais do IFSC estão abertos?

Temos um calendário de inscrições em que é possível conferir quando iremos abrir inscrições para nossos processos seletivos. No dia da abertura, o edital será publicada numa página do nosso Portal que chamamos de Editais com inscrições abertas

Para não perder a data e a oportunidade de estudar aqui, você pode deixar seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse e aí receberá uma mensagem sempre que estivermos com processo seletivo aberto para nossos cursos.

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Estrangeiros podem se inscrever nos cursos do IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 10 nov 2021 09:46 Data de Atualização: 25 mai 2022 10:47

Sim, estrangeiros podem se inscrever nos cursos do IFSC e são muito bem-vindos! ??

Inclusive, para tentar facilitar a inscrição de quem é de fora, temos vídeos mostrando como se inscrever com legendas em espanhol e em francês.

O post de hoje é curto e só para destacar que não temos nenhum impedimento para que pessoas de outras nacionalidades que não a brasileira estudem aqui. Só há alguns pontos que os candidatos estrangeiros precisam estar atentos e a gente explica quais são.

Sou estrangeiro. Como posso fazer a inscrição no IFSC?

A inscrição de candidatos estrangeiros é feita da mesma forma pelo Sistema de Ingresso conforme orientado em cada edital.

-> O que é um edital?
-> Veja os editais abertos neste momento

A única diferença é que, para a inscrição, todo candidato precisa de um documento oficial de identificação com foto. No caso dos estrangeiros, este documento pode ser passaporte ou Registro Nacional de Estrangeiros - RNE.

Há vagas reservadas para estrangeiros no IFSC?

Não, os candidatos estrangeiros concorrem às mesmas vagas dos brasileiros. E tem mais um detalhe: no caso do Sistema de Cotas do IFSC, em que há reserva de vagas para quem estudou em escola pública, isso só vale para quem estudou em escola pública brasileira.

-> Como se inscrever pelo Sistema de Cotas do IFSC?

Tem alguma documentação especial para estrangeiro estudar no IFSC?

Além do documento de identificação exigido para a inscrição, caso o candidato estrangeiro seja selecionado para nossos cursos, na hora da matrícula também deverá ficar atento ao que consta no edital.

De maneira geral, o candidato que concluiu seus estudos no exterior, exceto em países integrantes do Mercosul, deverá inserir cópia do documento de revalidação e/ou equivalência de estudo no Brasil.

Em substituição à carteira de identidade, o candidato estrangeiro deverá apresentar o Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) ou a Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e o passaporte com visto de estudante, ou outro documento que, por previsão legal, permita que o estrangeiro estude no Brasil. É importante destacar que os estrangeiros precisam estar autorizados a estudar no Brasil para poderem se matricular no IFSC se forem selecionados.

Não tem domínio do português? A gente te ajuda!

As aulas do IFSC são oferecidas em Língua Portuguesa, então os alunos estrangeiros precisam dominar minimamente o idioma para conseguir acompanhar o curso. Eventualmente, o IFSC oferece curso de qualificação de Português para estrangeiros. Veja um exemplo desta iniciativa que fizemos há alguns anos:


Conforme abertura de vagas por meio de edital, esses cursos específicos para estrangeiros são divulgados no nosso Portal. Inclusive, neste momento, o Câmpus Gaspar está com vagas remanescentes abertas para o curso de Português para estrangeiros. Como as aulas estão sendo dadas como atividades não presenciais ainda, é possível fazer o curso mesmo não morando na cidade desde que você tenha um computador/celular com internet. Veja as informações clicando aqui.

E só lembrando que todos os nossos cursos são gratuitos, inclusive para estrangeiros.

-> Cadastre-se seu e-mail para ser avisado quando estivermos com inscrições abertas

Estrangeiros são bem-vindos ao IFSC

Ficamos muito felizes em poder proporcionar estudo também a quem vem de fora. E nos emocionamos ao ver a importância desta oportunidade para os estrangeiros. Veja um exemplo disso neste depoimento que o egresso Moussa Faye, um jovem senegalês, deu durante a sua formatura no curso técnico em Eletromecânica do Câmpus Chapecó do IFSC em 2019 ??:

 

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Alimentação saudável: dicas e receitas para desenvolver bons hábitos

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 03 nov 2021 09:12 Data de Atualização: 03 nov 2021 11:02

Como andam seus hábitos alimentares? No mês de outubro, quem acompanhou nosso perfil no Instagram viu a nossa Campanha de Alimentação Saudável 2021. Nosso objetivo foi ajudar a comunidade - principalmente nossos alunos - a desenvolverem bons hábitos de alimentação a partir do conhecimento dos alimentos para fazer opções mais saudáveis no dia a dia.

Este ano, nosso foco foi tratar de frutas e verduras por causa do Ano Internacional das Frutas e Verduras, uma campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) por uma alimentação mais saudável. ????????????⁣

Para início de conversa, você precisa refletir se costuma consumir frutas, verduras e legumes todos os dias. Veja nossas dicas para fazer essa avaliação:

- Olhe para o seu prato e avalie os alimentos que você está consumindo
- Evite alimentos ultraprocessados
- Acrescente vegetais, frutas, leguminosas e proteínas ao prato

E como saber se você está se alimentando mal? Veja o que diz a nutricionista do IFSC Karine Andrea Albiero:

 

Alimentação e aprendizado

Você sabia que os alimentos podem contribuir para o aprendizado? Sim! Quando nossa alimentação é pobre em nutrientes temos, entre outros problemas, maior dificuldade de concentração. Por isso é tão importante comer de maneira equilibrada.

Aqui no IFSC sempre defendemos a importância da alimentação saudável. E nossos estudantes são beneficiados pelo Programa de Segurança Alimentar do Estudante (PSAE), um conjunto de estratégias que buscam assegurar a oferta de alimentação aos alunos, dentro de critérios de segurança alimentar e nutricional, além do desenvolvimento de ações educativas sobre alimentação saudável.

⁣Uma das ações do PSAE é o oferecimento de alimentos aos nossos estudantes, de forma universal. Durante a pandemia, isso tem acontecido com a entrega de kits de alimentação a quem tiver interesse. 

-> Veja em seu câmpus como funciona essa entrega

No vídeo abaixo, a nutricionista do IFSC fala sobre a importância de uma alimentação saudável para o aprendizado e quais alimentos contribuem para isso, além de comentar um pouco sobre o PSAE:

 

Comida saudável e o meio ambiente

Quando falamos de comida saudável, pensamos primeiro no bem que faz para o nosso corpo. Mas você já parou para pensar em como uma alimentação saudável também é boa para o meio ambiente? Pois veja essa relação no material que preparamos abaixo:

Como ter uma alimentação saudável?

Para facilitar, temos algumas dicas:

- Consuma mais ingredientes in natura ou minimamente processados
- Prefira comprar de produtores locais
- Consuma alimentos locais e de acordo com a estação
- Compre o produto a granel e não em embalagens plásticas
- Consuma alimentos orgânicos, livres de contaminantes

Entre os alimentos que você deve incluir na sua alimentação estão as frutas:

 

Outra opção é incluir PANCs na sua alimentação. Você sabe do que se trata? São Plantas Alimentícias Não Convencionais.

-> Leia a cartilha do IFSC sobre PANCs com exemplo de receitas

Receitas saudáveis

Não poderíamos falar de comida sem dar receita, não é? Durante nossa campanha de alimentação deste ano, contamos com receitas totalmente produzidas por nossos estudantes do curso de Gastronomia do Câmpus Florianópolis-Continente. Confira clicando na imagem abaixo para visualizar:

Aliás, temos uma série no nosso perfil do Instagram com receitas dos nossos alunos. Se quiser ver várias delícias que já compartilhamos, clique na nossa hashtag #receitadoIFSC.

E tem mais...

Aproveite para ler mais conteúdos interessante sobre esta temática que já publicamos:

-> IFSC Verifica: É possível prevenir o coronavírus por meio da alimentação?
-> Blog do IFSC: Alimentação: informações úteis para o seu dia a dia (nossa campanha do ano passado)
-> Livro de receitas Aventuras na cozinha: descobrindo sabores
-> Livro de receitas Aventuras na cozinha da escola

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O que pode ser considerado plágio?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 27 out 2021 09:42 Data de Atualização: 27 out 2021 11:25

Quem já fez um trabalho acadêmico com certeza precisou fazer citações e utilizar as famosas referências, ou seja, mencionar trabalhos e pesquisas anteriores que ajudam a embasar e dar consistência científica à sua pesquisa. Valem livros, artigos, trabalhos de congressos etc.

Na hora de citar esses trabalhos, é importante saber que existem regras para que sua utilização não possa ser considerada plágio. Por exemplo: você não pode copiar uma frase inteira de um artigo e simplesmente citá-lo nas suas referências. É preciso identificar a fonte ao longo do texto. 

No post do Blog de hoje, explicamos o que é plágio, como citar adequadamente outros trabalhos científicos e compartilhamos materiais do IFSC sobre o assunto.

O que é plágio?

Antes de mais nada, precisamos explicar o que é plágio: 

Plágio é a cópia integral ou parcial de um texto ou de uma ideia. 

O plágio pode acontecer de diferentes formas, desde citações sem a menção do autor original até a apropriação de conceitos desenvolvidos por outras pessoas e apresentadas como inéditas ou próprias. O plágio é uma prática criminosa segundo consta na Lei nª 9.610/98 que trata dos direitos autorais. A Lei assegura ao autor o direito ao uso e distribuição de sua criação que pode ser textual, audiovisual, comercial etc. A cópia integral ou parcial de obras pode resultar no recolhimento dos materiais que contenham o plágio e até mesmo indenização ao autor plagiado. Plagiar é um ato criminoso!

É importante conhecer as maneiras corretas de utilização de conteúdos de terceiros, evitando todo e qualquer tipo de plágio. Todos os formatos de plágio são passíveis de punição legal, independente da cópia ser integral (como se alguém copiasse inteiramente o texto de outro autor) ou estar presente em apenas um parágrafo em que não foi devidamente citado o autor original.

Agora você pode estar se perguntando: será que eu já cometi plágio sem me dar conta?  

Meme de plágio Senhora olhando para o computador e negando com a cabeça

Vamos explicar os diferentes tipos de plágio e, desta maneira, você entenderá do que se trata para não cometer o erro de plagiar.    

Quais os tipos de plágio acadêmico?

Dois câmpus do IFSC possuem materiais para explicar aos alunos sobre plágio: o Câmpus Florianópolis e o Câmpus Jaraguá do Sul-Centro

-> Acesse a cartilha que trata de plágio do Câmpus Florianópolis
-> Acesse o Manual Anti-Plágio do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro

Conforme consta nesses materiais, as modalidades de plágio podem ser dos seguintes tipos:

-Plágio Direto: é quando o autor copia integralmente o conteúdo de outra pessoa e não a cita como referência, tomando para si algo que não foi de sua autoria. É o famoso Control C + Control V.

-Plágio Indireto: nesse formato, o autor se apropria de elementos conceituais e reescreve o texto sem citar a fonte. Basicamente é dizer a mesma coisa só que com outras palavras.

-Plágio Consentido: é quando o autor permite que terceiros se apropriem de suas criações e tomem para si a autoria mediante alguma vantagem financeira, por exemplo. É o caso de pessoas que recebem para elaborar pesquisas e trabalhos.

-Plágio de Fontes: o autor adota um conjunto de referências citadas por outro autor sem ler as obras. É o equivalente a usar o apud, em obras que seriam acessíveis.

-Autoplágio: aqui o autor copia o seu próprio texto que já foi publicado em outros espaços sem mencionar que o conteúdo não é inédito.

É possível perceber, portanto, que o plágio se caracteriza como uma forma de falsificação. Combatê-lo é uma forma de evitar que o leitor seja enganado, bem como impedir que o conhecimento seja baseado em conteúdos com informações incorretas.  

-> Veja como fazer citações de forma correta para evitar a cópia

Como o IFSC lida com plágio? 

Os câmpus do IFSC têm autonomia para elaborar normativas internas sobre a condução em casos de plágio, sempre amparados pela Lei nª 9.610/98 e orientados por instituições como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes

Como o plágio é uma prática criminosa, o IFSC busca conscientizar os seus alunos da importância de citar adequadamente as fontes consultadas nas pesquisas acadêmicas. Além de materiais produzidos por alguns câmpus como os que citamos acima, os professores, em sala de aula, procuram auxiliar os alunos em relação a isso. Em alguns cursos, existe a disciplina de metodologia e plágio é um tema abordado. O Câmpus Gaspar, por exemplo, também promove oficinas em que é ressaltado o papel desses estudantes como geradores de conhecimento e como isso exige uma conduta ética na pesquisa.

Além de ações de conscientização para os alunos, o IFSC orienta ainda aos professores que utilizem softwares detectores de plágio. Com o auxílio desses programas, é possível detectar trechos iguais ou muito parecidos a outros trabalhos.

Para além dos trabalhos acadêmicos, o IFSC organiza livros e periódicos. Nesses casos, as obras são submetidas ao Conselho Editorial, em que são avaliadas, entre outras coisas, em relação ao plágio e, ao final do processo avaliativo, os autores das obras assinam a "Declaração de inexistência de plágio", assumindo total responsabilidade sobre os respectivos trabalhos.

Como evitar o plágio? 

A principal orientação para elaborar uma pesquisa é a conduta ética e o primeiro passo para evitar o plágio é conhecer o que é e as formas como ele acontece. Só de você estar lendo este post já é uma forma de saber do que se trata e evitar cometer esse erro. ??

É também fundamental conhecer as normas que regulamentam os trabalhos científicos, organizadas por instituições como a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), elas oferecem as principais diretrizes para elaboração correta dos trabalhos, desde a estrutura textual até a forma como as referências devem ser feitas. Dessa forma, ao conhecer as normas, é mais fácil evitar o erro na hora de escrever o texto acadêmico e atribuir incorretamente a autoria das citações.   

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002, p. 1), citação é “menção de uma informação extraída de uma outra fonte”. O seu uso visa sustentar uma argumentação e esclarecer uma ideia ou teoria, reforçando o texto acadêmico, uma vez que a citação demonstra que o autor conhece outras pesquisas relacionadas à sua área de conhecimento - tornando o seu trabalho mais relevante. Por isso é fundamental fazer a citação de maneira correta.

As citações podem ser diretas ou indiretas e todas as obras citadas devem ser mencionadas nas referências. O IFSC possui um Manual de Comunicação Científica que apresenta o detalhamento dos itens que devem estar presentes em um trabalho acadêmico, bem como as normas para as citações, referências etc. Além disso, no Manual é possível consultar orientações sobre como organizar a apresentação da pesquisa, dentre outras informações.

->Consulte o  Manual de Comunicação Científica clicando aqui.   

Dúvidas sobre as normas ABNT

Alunos e servidores do IFSC podem acessar gratuitamente a coleção completa de normas da ABNT. Veja como fazer o acesso clicando aqui.

Além disso, referência de materiais e orientação para normalização de trabalhos acadêmicos também são serviços prestados pelas equipes das bibliotecas do IFSC. Se precisar, fale com a bibliotecária do seu câmpus. 

-> Veja o contato da equipe da biblioteca do seu câmpus

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Como se inscrever pelo sistema de cotas no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 20 out 2021 08:42 Data de Atualização: 20 out 2021 09:29

Aqui no IFSC, temos uma reserva de vagas nos processos seletivos para nossos cursos técnicos e de graduação, as famosas cotas. Isso significa que um percentual das vagas que oferecemos para esses cursos é reservada para determinados grupos de pessoas.

Já fizemos um post aqui sobre isso, mas hoje vamos resgatar essas informações e explicar novamente.

Importante dizer que o sistema de cotas que o IFSC adota não é exclusivo da instituição, mas segue a obrigatoriedade da reserva de vagas estabelecida pela Lei 12.711/2012, que definiu que no ingresso em instituições federais (Universidades e Institutos Federais), 50% das vagas seriam reservadas para alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública brasileira nos casos de cursos de graduação ou para alunos que cursaram todo o ensino fundamental em escola pública brasileira nos casos de cursos técnicos.

Quais as cotas existentes?

Todas as vagas em cotas são reservadas, inicialmente, para quem estudou em escola pública brasileira e, dentro dessas, há as cotas raciais e para pessoas com deficiência. Veja no infográfico abaixo:

Infográfico sobre sistema de cotas no IFSC

Como você pode ver, primeiro, as cotas se dividem entre quem estudou em escola pública brasileira ou não, essa é a base de tudo. Ou seja, se você não estudou em escola pública brasileira, já não pode concorrer a nenhuma cota, somente às vagas da ampla concorrência. 

Aí, as vagas são divididas ao meio: metade para os candidatos com renda familiar por pessoa menor que R$1650,00 (1,5 salário mínimo em 2021), e a outra metade para os candidatos com renda familiar por pessoa maior que 1,5 salário mínimo. Dentro de cada uma dessas metades, teremos ainda a divisão por cota racial (autodeclarados pretos, pardos ou indígenas - PPI). São então 15,7% das vagas para pretos, pardos ou indígenas (PPI) e 84,3% para os demais. Esse número de 15,7% é definido com base no percentual da população catarinense que se autodeclarou preto, pardo ou indígena no último censo do IBGE.

Em cada um desses percentuais temos ainda a cota para pessoas com deficiência (PCD): então 7,69% das vagas em cada uma das subdivisões serão destinadas a pessoas com deficiência (PCD) e 92,31% aos demais. Esse número é definido com base no percentual da população catarinense com deficiência de acordo com o último censo do IBGE.

-> Veja um exemplo para ficar mais fácil

Quem pode ser inscrever no Sistema de Cotas 

Apenas quem estudou em escola pública brasileira. Para quem quer concorrer a uma vaga em curso técnico por meio do Sistema de Cotas, é preciso ter feito todo o Ensino Fundamental em uma instituição pública (federal, estadual ou municipal). Já para quem quer concorrer a vagas na graduação por meio do sistema de cotas, a exigência é ter estudado todo o Ensino Médio em escola pública. Quem estudou em escolas privadas com bolsa ou públicas em outro país não pode ingressar pelo sistema de cotas

Também pode participar do sistema de reserva de vagas quem fez educação de jovens e adultos (EJA) no sistema público, ou tem certificado de conclusão do ensino médio com base no resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) ou em exames de certificação realizados por sistemas estaduais de ensino.

Se você preenche esta condição, pode concorrer pelo sistema de cotas e aí escolher em qual cota especificamente se enquadra: por renda, para autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (PPI) ou para pessoas com deficiência (PCD). Para os candidatos que se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas, para efetuar a matrícula devem entregar os documentos comprobatórios e participar da banca de heteroidentificação (para pretos e pardos). Para quem se inscrever como pessoa com deficiência é  necessário entregar no ato da matrícula o laudo médico que comprova a deficiência. Abaixo detalhamos melhor.

Como comprovar que atendo aos requisitos para me inscrever pelo Sistema de Cotas?

O processo varia de acordo com cada categoria:

- Candidatos oriundos de escolas públicas (para todos que se inscrevem pelas cotas)  - Candidatos de baixa renda
- Candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas
- Candidatos com deficiência

Lembrando que só pode se inscrever nas cotas por renda, raça e/ou deficiência, se tiver estudado em escola pública. Vamos detalhar cada uma delas:

Candidatos oriundos de escolas públicas

Para concorrer ao sistema de cotas, o candidato deve ter estudado exclusivamente no sistema público brasileiro de ensino. Períodos em colégios privados, mesmo com bolsa, ou em escolas públicas estrangeiras impedem a inscrição por cotas. 

Os candidatos aprovados pelo Sistema de Cotas para Escolas Públicas brasileiras deverão entregar declaração preenchida de que cursaram todo o ensino em escola pública brasileira. Os documentos comprobatórios são descritos no edital e variam de acordo com o nível do curso oferecido. 

Candidatos de baixa renda

Quem se inscreveu para as cotas destinadas a essa categoria, além de comprovar sua trajetória escolar no ensino público, precisa comprovar renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5 salários-mínimos por pessoa. Por exemplo, em uma família de quatro pessoas, em que o pai trabalha e recebe R$2.000,00, a mãe recebe também R$2.000,00 pelo aluguel de uma propriedade e os filhos não têm renda, soma-se as duas rendas e divide-se por quatro: R$2.000 + R$2.000 = R$4.000/4= R$1.000. Ou seja, a renda por pessoa dessa família é de R$1.000,00.

No cálculo são computados os rendimentos de qualquer natureza recebidos pelas pessoas da família, sejam esses rendimentos regulares ou eventuais, inclusive aqueles provenientes de locação ou de arrendamento de bens móveis e imóveis. Os detalhes e o requerimento para comprovação de renda familiar estão disponíveis aqui na página sobre cotas (Instrução Normativa Nº 8/2019/IFSC).

Candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI)

Além de comprovar sua trajetória escolar no ensino público, os candidatos que se inscrevam para as cotas destinadas a pessoas pretas, pardas ou indígenas (PPI) devem, no momento da matrícula, entregar a autodeclaração de preto, parda ou indígena e participar da banca de heteroidentificação, conforme estabelecido pela Instrução Normativa 16/2020

Sobre a banca: em um dia pré-agendado, o candidato deverá se apresentar à banca de heteroidentificação e esta fará a avaliação visual, aprovando o direito à cota, mediante a concepção e orientações da Portaria Normativa nº 4, de 6/04/2018 do Ministério do Planejamento

Os candidatos autodeclarados indígenas deverão passar pela Comissão de Validação da Autodeclaração de Indígena. O processo consiste simplesmente na apresentação do Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (RANI) ou da Declaração de Pertencimento Étnico de Comunidade Indígena, juntamente do documento de identificação (RG).

O candidato a uma vaga reservada para pretos e pardos que não se apresentar / não participar da Comissão de Heteroidentificação, quando convocado, terá sua matrícula no curso cancelada, independente da fase em que estiver cursando.

Candidatos com deficiência (PCD)

O candidato que realizar sua inscrição para vagas do sistema de cotas para pessoas com deficiência (PCD) terá sua matrícula condicionada até o momento da avaliação do laudo apresentado pela Comissão Central de Análise dos Laudos. Ou seja, a matrícula ficará pendente até a comprovação da deficiência.

O(s) laudo(s) deve(m) ser datado(s) com, no máximo, 1 (um) ano de antecedência da data de apresentação no IFSC. Deve(m) conter também obrigatoriamente a assinatura e o carimbo do médico de forma legível e a descrição dos comprometimentos em função da deficiência acompanhada do CID-10.

Entende-se por pessoa com deficiência, a partir do Decreto 5296/2004, Lei nº 12.764/2012 e Lei 14.126/ 2021, aqueles que se enquadram nas seguintes condições:

- Deficiência física: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

- Deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.

- Deficiência visual: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60°; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores. Os candidatos com visão monocular poderão concorrer às vagas de pessoas com deficiência no IFSC desde que apresentem, obrigatoriamente, laudo médico que comprove sua condição no momento da matrícula. 

- Deficiência mental: funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: comunicação; cuidado pessoal; habilidades sociais; utilização dos recursos da comunidade; saúde e segurança; habilidades acadêmicas; lazer; trabalho; deficiência múltipla: associação de duas ou mais deficiências.

- Pessoa com mobilidade reduzida: aquela que, não se enquadrando no conceito de pessoa com deficiência, tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanentemente, gerando redução efetiva da mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção.

- Pessoa com transtorno do espectro autista: aquela pessoa com síndrome clínica caracterizada como: deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e das interações sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento; padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos.

Lembrando que os candidatos para essa modalidade de cota devem comprovar também sua trajetória escolar no ensino público.

Como se inscrever no Sistema de Cotas

Para participar do sistema de cotas nos processos seletivos, o candidato deve fazer a opção no momento da inscrição e posteriormente comprovar sua condição por meio do envio dos documentos indicados no edital de seleção quando efetuar sua matrícula. No momento da inscrição só será necessário o RG e o CPF. 

-> Veja neste vídeo como fazer a inscrição no Sistema de Ingresso do IFSC

A alteração dos dados preenchidos poderá ser efetuada pelo próprio candidato, somente durante o período de inscrição. Após esse período, não será permitida nenhuma alteração.

-> Entenda a diferença entre inscrição e matrícula neste outro post

Os candidatos inscritos pelo Sistema de Cotas devem apresentar os documentos comprobatórios e se apresentar à Comissão de Heteroidentificação (para pretos e pardos) ou à Comissão de Validação da Autodeclaração de Indígena (para indígenas), quando convocados. O preenchimento das vagas por candidatos da respectiva reserva de vaga está condicionado ao cumprimento dos requisitos mínimos de aprovação em todas as etapas de seleção. Caso não preencha todos os requisitos para o Sistema de Cotas, o candidato deve se inscrever para as vagas de Ampla Concorrência. Não é possível trocar esta escolha após o processo seletivo, ou seja, se o candidato for aprovado na cota, mas não atende aos requisitos para a matrícula, ele não poderá ocupar uma vaga da ampla concorrência, perderá o direito à vaga.

Posso selecionar mais de uma categoria de Cota na inscrição?

Sim. É possível selecionar todas as categorias que correspondam à realidade do aluno (renda, raça e deficiência). Entretanto, é preciso comprová-las conforme descrito em edital.  

Como saber se fui selecionado pelo Sistema de Cotas?

Conforme consta nos editais, os resultados com os nomes dos candidatos aprovados nos nossos cursos são divulgados no Sistema de Resultados do IFSC. Para saber se você foi selecionado, basta acessar a página e selecionar os dados (Modalidade, Cidade de oferta, Curso e Chamada) do curso para o qual você se inscreveu. Os aprovados - tanto pelo Sistema de Cotas quanto da Ampla Concorrência - constarão na lista bem como o tipo de vaga para a qual o candidato foi aprovado, que pode ser: 

- CLAG: Ampla Concorrência ou Rechamado

- RIPPIPCDR1: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar igual ou inferior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita autodeclarados pretos, pardos ou indígenas com deficiência (PcD PPI) - Reserva de vaga categoria R1.

- RIPPIR5: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar inferior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (PPI) - Reserva de vaga categoria R5.

- RINPPIPCDR2: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar igual ou inferior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita não autodeclarados pretos, pardos ou indígenas com deficiência (PcD Não PPI) - Reserva de vaga categoria R2.

- RINPPIR6: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar inferior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita não autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (Não PPI) - Reserva de vaga categoria R6.

- RSPPIPCDR3: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar superior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita autodeclarados pretos, pardos, indígenas com deficiência (PcD PPI) - Reserva de vaga categoria R3.

- RSPPIR7: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar superior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (PPI) - Reserva de vaga categoria R7.

- RSNPPIPCDR4: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar superior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita não autodeclarados pretos, pardos ou indígenas com deficiência (PcD Não PPI) - Reserva de vaga categoria R4.

- RSNPPIR8: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar superior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita não autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (Não PPI) - Reserva de vaga categoria R8.

Fui selecionado pelo sistema de cotas. E agora?

Depois de ser selecionado no nosso processo seletivo, para garantir a sua vaga, é preciso efetuar a matrícula.

Os candidatos aprovados pelo sistema de reserva de vagas/cotas de escolas públicas (baixa renda, PPI e PcD) terão sua matrícula CONDICIONADA até a finalização das etapas de análise e bancas referentes à reserva de vaga/cota para qual foi aprovado, podendo ter a matrícula cancelada caso não comprove que possui a condição necessária para utilização da cota para a qual foi aprovado(a).

->Veja como fazer a matrícula e os modelos de documentos em nossa página de orientações para matrículas

Atenção! Dependendo do curso, pode ser necessário apresentar outros documentos além dos listados na página de orientações para matrícula. Isso estará sempre descrito no edital de inscrições, por isso leia-o atentamente. 

Alunos que ingressaram pelo Sistema de Cotas têm alguma assistência estudantil especial no IFSC?

Sim. Os alunos que ingressaram pelo Sistema de Cotas e que possuem renda familiar bruta inferior a 1,5 salários-mínimos por pessoa podem solicitar o Auxílio Cotista com Renda Inferior. Após a análise de renda ser aprovada, o estudante recebe por até três meses essa ajuda de custo. O valor, as datas e as regras são estabelecidas em edital específico.

Para além desse auxílio específico para quem ingressa pelo Sistema de Cotas, o IFSC disponibiliza outras modalidades de assistência estudantil, como o apoio para a participação em eventos e auxílio financeiro para despesas – como alimentação, moradia, material escolar e transporte entre casa e escola. 

Importante reforçar que o Auxílio Ingressante Cotista com Renda Inferior a 1,5 Salários Mínimos não é cumulativo. Ou seja, não é possível receber este e outro auxílio financeiro do IFSC simultaneamente, mas, o aluno poderá participar de outros editais assim que finalizar o período do recebimento deste auxílio. 

->Conheça as modalidades de auxílio em nossa página sobre Assistência Estudantil 

Dúvidas sobre o Sistema de Cotas

Ainda ficou com dúvidas? Envie e-mail para ingresso@ifsc.edu.br.

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