Conheça melhor a educação profissional e tecnológica e entenda por que ela é uma boa escolha

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 22 dec 2021 15:18 Data de Atualização: 22 dec 2021 15:52

No próximo dia 29, o IFSC completa 13 anos como Instituto Federal de Santa Catarina. Na mesma data também se comemora a criação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que foi instituída pela Lei 11.892 de 29 de dezembro de 2008

Mas o que é a Educação Profissional e Tecnológica? Ela foi criada somente em 2008? Qual o diferencial da educação ofertada pelo IFSC? No post de hoje, a gente te explica!

Como surgiu a Educação Profissional e Tecnológica?

Embora muita gente ainda não conheça bem as especificidades da educação ofertada Brasil afora pelos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, a história dessa grande família de instituições públicas de ensino não é nada recente: remonta ao início do século XX, mais precisamente ao ano de 1909, quando o então presidente Nilo Peçanha assinou o decreto 7.566 e criou as então chamadas Escolas de Aprendizes Artífices.

Nessa época o Brasil tinha pouco mais de 23 milhões de habitantes e era uma República jovem que ainda enfrentava os problemas sociais decorrentes dos séculos de escravidão e colonialismo. A educação era privilégio de uma elite minoritária e 82% da população era analfabeta, de acordo com os registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As Escolas de Aprendizes Artífices, voltadas à educação de crianças e jovens carentes, com foco em sua preparação para o trabalho, vieram ajudar a suprir uma carência gigante de educação pública acessível aos mais pobres.

111 anos depois...

De lá para cá muita coisa mudou, tanto no país quanto nas instituições federais de educação profissional. No caso de Santa Catarina, os ajustes de foco nas ofertas de cursos, sempre relacionadas a demandas sociais, vieram acompanhados de novos nomes, como registramos na nossa Linha do Tempo.

Conheça a história do IFSC neste outro post aqui

No senso comum, tende a ser automática a associação entre educação profissional e tecnológica, ou EPT, à preparação pura e simples para o trabalho – tanto que ainda é costume referir-se aos cursos técnicos como “profissionalizantes”. Porém, suas finalidades extrapolam muito a ideia generalista de ensinar tarefas e atividades relacionadas a profissões. Como explicita nossa missão institucional, a formação de cidadãos está no centro do que fazemos – e isso vai muito além de “realizar tarefas”. Ou seja, a formação para o trabalho também envolve o exercício da cidadania e o desenvolvimento de competências socioemocionais.

O que é EPT, afinal?

O Catálogo Nacional de Cursos Técnicos define a EPT como a modalidade educacional que contempla vários níveis da educação e atua de forma integrada com a ciência para atender às exigências da formação profissional e do mundo do trabalho. Seja nos cursos de educação de jovens e adultos articulados com o ensino fundamental ou médio, seja nos cursos técnicos, de graduação e de pós-graduação, o trabalho e a formação integral são sempre o foco.

Nosso Projeto Pedagógico Institucional (PPI) – que é um capítulo do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) – destaca que o trabalho é um princípio educativo, e a formação para o trabalho é o diferencial da EPT em relação a outras modalidades educacionais.

Entenda o que é um projeto pedagógico institucional

Somente os institutos federais ofertam cursos de EPT?

A EPT é ofertada no Brasil, atualmente, por diversas instituições públicas e privadas. Nós do IFSC somos integrantes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, que tem 41 instituições em todo o país. No total são 643 câmpus, onde estudam mais de 1 milhão de alunos. Aqui em Santa Catarina, temos 22 câmpus do IFSC e nosso coirmão, o Instituto Federal Catarinense, tem outros 15 câmpus. Ou seja, onde quer que você esteja, tem um câmpus de um IF perto da sua casa – e, quem sabe, um curso para chamar de seu.

IFSC e IFC: é tudo a mesma coisa?

Nunca é demais lembrar: os cursos dos Institutos Federais são 100% gratuitos. Somos instituições públicas, gratuitas e de excelência.

Existe EPT em outros países?

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) considera a EPT (ou Technical and Vocational Education Training, TVET) como um setor prioritário para fomentar a educação equitativa, inclusiva e de qualidade, o que favorece também oportunidades de formação ao longo da vida.

Mundo afora, esse tipo de formação tem iniciativas potentes em países como Alemanha, França, Finlândia, Estados Unidos, Chile, Portugal, Espanha, entre muitos outros. Não por acaso, o IFSC tem convênios e parcerias de internacionalização com muitos desses países, dando oportunidade de mobilidade estudantil para nossos alunos e recebendo, também, estudantes estrangeiros. Saiba mais sobre nossos programas de mobilidade.

Quem pode ser aluno de EPT?

Dizer que os Institutos Federais atuam com cursos em vários níveis de ensino significa dizer que, potencialmente, qualquer pessoa pode se beneficiar com a educação ofertada aqui.

Nos cursos Proeja, por exemplo, quem não concluiu o ensino fundamental ou médio na idade apropriada tem muitas possibilidades aqui: pode voltar à sala de aula para terminar os estudos e de quebra receber qualificação profissional.

Os cursos de qualificação profissional, aliás, oferecem oportunidade de formação para pessoas com os mais diferentes níveis de formação e num leque imenso de áreas e especialidades. Em geral eles são cursos mais curtos e oferecem oportunidades até mesmo para quem não tem o ensino fundamental completo.

O que é um curso FIC ou de qualificação?

Os cursos técnicos integrados estão entre os nossos carros-chefes, já que atraem jovens que estão concluindo o ensino fundamental e buscam uma formação de nível médio gratuita e de qualidade, aliada à formação técnica. Por lei, pelo menos 50% das vagas das instituições federais de EPT devem estar em cursos técnicos integrados.

O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?

Alguém que esteja cursando o ensino médio em outra instituição, mas queira receber formação técnica, pode fazer um curso técnico concomitante. E quem já tem o ensino médio completo e quer aprimorar suas competências profissionais ou adquirir novos conhecimentos pode recorrer aos cursos técnicos subsequentes.

Qual a diferença entre os cursos técnicos integrados, concomitantes e subsequentes ao Ensino Médio?

E também temos oportunidades para aqueles que desejam uma formação de nível superior – que, geralmente, é associada apenas às universidades. Sim, nos institutos federais temos cursos de graduação, sejam eles superiores de tecnologia, bacharelados ou licenciaturas. E também são muitas as possibilidades de formação em pós-graduação, sejam especializações ou mestrados.

Qual a diferença entre bacharelado, licenciatura e curso superior de tecnologia?
Qual a diferença entre pós-graduação lato sensu e stricto sensu?

A atuação dos nossos câmpus é organizada para garantir que os estudantes percorram o que chamamos de itinerários formativos. Ou seja, há possibilidade de oferecer formação dentro de um eixo de atuação desde o técnico integrado ou o Proeja até o mestrado. Leia aqui o nosso post sobre os itinerários formativos.

Ensino, pesquisa e extensão, sempre de mãos dadas

Outro aspecto importante para entender a amplitude de atuação da EPT é aquilo que nossos alunos já devem ter ouvido falar bastante: a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Isso quer dizer que aquilo que acontece na sala de aula, o processo de ensino-aprendizagem, não pode ser separado da pesquisa e da extensão, que são outras dimensões da educação integral.

Pela pesquisa, o conhecimento é produzido, gerado e ampliado. Nesse processo, podem ser desenvolvidos novos produtos que atendam demandas de setores específicos, aprimorados processos e procedimentos, atualizados e revigorados conhecimentos já consolidados. Já a extensão articula os saberes científicos e tecnológicos trabalhados na instituição com a comunidade – ou seja, é como levar o IF para fora de seus muros, como costumamos dizer.

Quer saber mais?

Aqui fizemos um resumo bastante básico com os principais aspectos desse mundo incrível que é a Educação Profissional e Tecnológica. Se você quiser saber mais, indicamos alguns documentos e referenciais legais que podem ser acessados na internet:

- Lei 11.892/2008, que é a lei federal que criou a Rede Federal de EPT
- Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, que tem todas as informações sobre os cursos desse tipo ofertados na Rede Federal
- Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, com as informações sobre os CST
- Lei 9.394/1996, que é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e dedica um capítulo inteiro à EPT
- Resolução 01/2021 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que define as diretrizes curriculares da EPT – ou seja, orienta o planejamento dos currículos dos cursos e a atuação das instituições de ensino
- Livro Didática profissional: Princípios e referências para a educação profissional, organizado pelos professores do IFSC Crislaine Gruber, Olivier Allain e Paulo Wollinger, com textos que contribuem para a reflexão em torno da educação profissional

Férias

A partir de amanhã, o IFSC entra em férias em todos os câmpus e nós também! Voltamos em 2022 com muito mais conteúdo sobre o IFSC e os serviços que oferecemos. Quer sugerir algum post? Envie para blog@ifsc.edu.br

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Tudo o que você precisa saber sobre o Encceja

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 15 dec 2021 10:25 Data de Atualização: 15 dec 2021 10:52

Você já ouviu falar sobre o Encceja? Esta é a sigla do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos que serve para medir os conhecimentos de jovens e adultos que não concluíram o Ensino Fundamental ou Ensino Médio na idade adequada.

No post de hoje, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o Encceja e como funciona a emissão de certificado pelo IFSC.

O que é o Encceja?

O Encceja é um exame destinado a jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de concluir o Ensino Fundamental e/ou Médio. A participação no Encceja é voluntária, gratuita e destinada a jovens e adultos que não conseguiram terminar seus estudos na idade regular para cada nível de ensino: no mínimo, 15 anos completos para o Ensino Fundamental, e no mínimo, 18 anos completos para o Ensino Médio, na data de realização do Exame, conforme estabelecem a Lei nº 9.394/96.

Para que serve o Encceja?

Quem não conseguiu concluir o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio na idade regular pode fazer o Encceja e, dependendo do resultado, pode obter seu certificado. O certificado obtido serve como documento que comprova o nível de conhecimento e permite o ingresso em cursos técnicos e/ou graduações, comprovando o grau de escolaridade. Além disso, segundo o Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), são finalidades do Encceja:

- Construir uma referência nacional de autoavaliação para jovens e adultos por meio de avaliação de competências, habilidades e saberes adquiridos em processo escolar ou extraescolar;
- Estruturar uma avaliação direcionada a jovens e adultos que sirva às Secretarias de Educação para que estabeleçam o processo de certificação dos participantes, em nível de conclusão do Ensino Fundamental ou Ensino Médio, por meio da utilização dos resultados do Exame;
- Oferecer uma avaliação para fins de correção do fluxo escolar;
- Construir, consolidar e divulgar seus resultados para que possam ser utilizados na melhoria da qualidade na oferta da Educação de Jovens e Adultos e no processo de certificação;
- Construir parâmetros para a autoavaliação do participante, visando a continuidade de sua formação e sua inserção no mundo do trabalho;
- Possibilitar o desenvolvimento de estudos e indicadores sobre educação brasileira.

O Encceja avalia o conhecimento em diferentes áreas do conhecimento e caso o participante não atinja a nota para receber a certificação integral pode pedir a Declaração Parcial de Proficiência. Para isso, é preciso:

- Ter atingido o mínimo de 100 pontos em cada área de conhecimento;
- Para a área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, o candidato deve ter atingido duas notas mínimas ao mesmo tempo: o mínimo de 100 pontos na prova objetiva, assim como o mínimo de 5 pontos na prova de redação em uma mesma edição do exame.

O Certificado Parcial Encceja ou Declaração Parcial de Proficiência do Encceja comprova que o participante alcançou pontuação para aprovação em um ou mais eixos do conhecimento. Esse documento permite que na próxima edição do exame a pessoa se inscreva apenas nas disciplinas que faltam. Dessa forma, é possível concentrar os estudos nas competências faltantes.

Quem pode fazer o Encceja?

A prova do Encceja é gratuita, destinada aos jovens e adultos brasileiros residentes no Brasil e no exterior, inclusive às pessoas privadas de liberdade, que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na idade apropriada. Para obter a certificação do Ensino Fundamental, é preciso ter, no mínimo, 15 anos completos. Já para o Ensino Médio é preciso ter no mínimo 18 anos completos até a data de aplicação da prova.

Vale lembrar que não é necessário ter o certificado do Ensino Fundamental para fazer a prova do Ensino Médio. Quem tem mais de 18 anos pode tentar diretamente a certificação do Ensino Médio.

O Encceja oferece atendimento especializado e específico para condições como: deficiências físicas, mulheres lactantes e pessoas em situação de Classe Hospitalar. Também é possível solicitar o atendimento pelo nome social. Todas essas condições devem ser especificadas no momento da inscrição para a prova.

Como funciona o Encceja?

O exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma redação dissertativa-argumentativa, aplicadas em um único dia, nos turnos matutino e vespertino.

As provas avaliam as seguintes áreas de conhecimento, estruturadas a partir do currículo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's):

Ensino Fundamental
-Ciências Naturais;
-Matemática;
-Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação;
-História e Geografia.

Ensino Médio
-Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Química, Física e Biologia);
-Matemática e suas Tecnologias;
-Linguagens e Códigos e suas Tecnologias e Redação (Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes e Educação Física);
-Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia).

-> Veja os editais, resultados e materiais de estudo

Para conseguir o certificado, o participante deve alcançar a pontuação mínima de 100 (cem) pontos em cada prova, e nota 5 na redação. A elaboração e a correção das questões, assim como a correção são de responsabilidade do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Quando é o Encceja?

A prova acontece uma vez ao ano, geralmente no primeiro semestre. As inscrições podem ser realizadas até um mês antes da prova. O calendário varia de ano para ano, por isso é fundamental ficar atento às datas e aos editais que podem ser acompanhados na página do Ministério da Educação.

É importante lembrar que o Exame tem quatro aplicações:

- Encceja Nacional: para residentes no Brasil
- Encceja Nacional PPL: para residentes no Brasil privados de liberdade ou que cumprem medidas socioeducativas
- Encceja Exterior: para brasileiros residentes no exterior
- Encceja Exterior PPL: para residentes no exterior privados de liberdade ou que cumprem medidas socioeducativas.

Cada uma dessas provas acontece em datas e com cronogramas específicos. As datas e demais informações são disponibilizadas na página do Ministério da Educação.

Como se inscrever no Encceja?

A inscrição é realizada exclusivamente on-line e o primeiro passo é acessar o formulário do Encceja no site do INEP enccejanacional.inep.gov.br/Encceja. Ao acessar o site, será solicitado o número de seu Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento. Os dados informados devem ser iguais aos dados cadastrados na Receita Federal e será aceita apenas uma inscrição por número de CPF.

Nas telas seguintes será necessário informar um endereço de e-mail válido e um número de telefone fixo e/ou celular válido. Após inserir essas informações é preciso indicar a unidade da federação e o município onde deseja realizar o Exame. Em seguida, solicitar, se necessário, atendimento especializado e/ou tratamento pelo nome social.

Depois, será preciso indicar as provas (áreas de conhecimento) que deseja realizar. Vale lembrar que para obter a certificação é necessário realizar as quatro provas e a redação, e caso o candidato já tenha feito o Encceja em edições anteriores e conseguido o certificado parcial de proficiência, basta assinalar as áreas que ainda não conseguiu aprovação.

Na próxima etapa será necessário selecionar em qual secretaria estadual de educação ou instituto federal de educação, ciência e tecnologia deseja solicitar a certificação ou a declaração parcial de proficiência. Veja abaixo o que considerar na hora de fazer essa escolha.

Para finalizar a inscrição, o participante deve preencher o Questionário Socioeconômico (as respostas não poderão ser alteradas após a conclusão da inscrição, então é preciso atenção). Na sequência, o candidato poderá justificar ausência no Encceja no ano anterior, se for o caso, inserindo os documentos solicitados. Para concluir o procedimento, verifique se a inscrição foi concluída com sucesso.

Importante ressaltar que se o inscrito não justificar a ausência ou tiver a solicitação de justificativa reprovada, deverá ressarcir ao Inep o valor a ser divulgado em edital, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), cobrança que será gerada pelo sistema ao final da inscrição.

O cadastro e senha de acesso para a Página do Participante deverá ser anotada em local seguro, pois é por meio dele que será possível acompanhar toda situação de inscrição, incluindo a consulta ao local de provas e o cartão de confirmação. Todo esse gerenciamento é feito pelo Inep e não pela instituição certificadora.

Como escolher a instituição certificadora?

No momento da inscrição, o candidato deve selecionar uma instituição certificadora, ou seja, o local onde ele deseja retirar seu certificado. No caso da certificação de Ensino Fundamental, é necessário selecionar uma Secretaria Estadual de Educação, pois só as secretarias fazem essa certificação.

Já para certificação de Ensino Médio é possível escolher entre a Secretaria Estadual de Educação da cidade ou um dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia - como o IFSC, por exemplo. Se você selecionar o IFSC como instituição certificadora, receberá o certificado por e-mail, por isso é possível selecionar um câmpus que não esteja necessariamente na sua cidade.

Importante lembrar que a instituição certificadora não será necessariamente o local em que a prova será realizada. São coisas diferentes: a instituição certificadora será responsável pela emissão do certificado e o local de prova é o onde os candidatos realizarão o exame. Quem define o ensalamento, ou seja, onde o candidato fará o exame, é o Inep, mesma instituição que elabora, corrige e organiza a prova. Assim, não é possível escolher o local do exame no momento da inscrição. O local de realização do exame é definido pelo Inep e divulgado após o encerramento do período de inscrição.

Como se preparar para o Encceja?

Para se preparar para o exame, o Inep disponibiliza o material didático pedagógico de apoio aos participantes e professores que é composto por um volume introdutório, quatro volumes de orientações aos professores e oito volumes de orientações para o estudante (quatro para o Ensino Fundamental e quatro para o Ensino Médio).

-> Confira aqui os materiais de estudo bem como provas e gabaritos de edições anteriores na página do Inep

Como obter o certificado do Encceja pelo IFSC?

O IFSC é uma das instituições responsáveis pela emissão do certificado do Encceja e também do Certificado Parcial. Nesse caso, é necessário indicar o IFSC e a respectiva cidade já no momento da inscrição. Se o candidato necessitar alterar os dados deverá aproveitar o período em que as inscrições estão abertas, após isso não será mais possível fazer modificações na inscrição.

Para candidatos que selecionaram o IFSC como entidade emissora do certificado, basta acessar o site encceja.ifsc.gov.br e preencher os dados pessoais. O seu certificado será enviado para o seu e-mail em até 48 horas. Lembrando que a emissão só acontece depois da publicação dos resultados pelo Inep, por isso é necessário ficar atento ao calendário antes de fazer a solicitação.

Vale lembrar que o IFSC só emite certificados para Ensino Médio. Candidatos que desejam a certificação do Ensino Fundamental precisam escolher outra instituição certificadora.

-> Ficou com dúvidas? Clique aqui conferir o passo a passo e emitir o seu certificado pelo IFSC

Posso obter meu certificado do Encceja em um câmpus diferente do que selecionei no momento da inscrição?

Sim. Caso o candidato tenha mudado de cidade ou estado, ele pode solicitar a certificação no câmpus do IFSC mais próximo do seu novo endereço. Para isso, deverá entrar em contato com o câmpus (veja os canais de contato aqui) e apresentar a seguinte documentação:

I - Documento de identificação com foto e número de CPF;
II - Caso o documento de identificação não contenha o número do CPF, apresentar cópia do comprovante de inscrição que contenha o número do CPF. O comprovante poderá ser impresso acessando este link;
III - Declaração Parcial de Proficiência ou Boletim Individual, com código de autenticidade, com as notas do último exame;
IV - Declarações parciais de Proficiência do Encceja de edições anteriores e/ou das Declarações Parciais de Proficiência do Enem das edições de 2010 a 2016, para fins de comprovação das demais áreas de conhecimento para a certificação do Ensino Médio;
V - Caso o candidato tenha alterado o seu nome civil, que foi informado na inscrição do exame das edições do Encceja ou Enem, será necessária a apresentação de um documento oficial que comprove essa alteração.

Essa situação vale para todos os candidatos que desejem mudar a instituição certificadora, seja entre câmpus do IFSC ou entre instituições distintas.

Posso obter meu certificado no IFSC a partir das declarações parciais?

Sim. O candidato pode obter a certificação pelo IFSC a partir das declarações parciais de proficiência, mesmo que estas tenham sido emitidas por outras instituições, desde que o IFSC tenha sido a última unidade certificadora na obtenção de todas as áreas do conhecimento exigidas para certificação. O prazo para a emissão do certificado será de até 30 dias.

-> Veja a lista de documentos exigidos no Artº 24 da resolução 33/2021

Tenho dúvidas sobre o Encceja. Com quem posso falar?

A prova do Encceja é realizada pelo Inep, mas a emissão do certificado é responsabilidade das Secretarias Estaduais de Educação e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Por isso, para dúvidas ou problemas com a prova, é necessário entrar em contato com o Inep.

Agora, questões relacionadas à emissão do certificado devem ser resolvidas com a instituição emissora escolhida no momento da inscrição. Quem selecionou o IFSC como entidade emissora e está com problemas ou dúvidas, pode entrar em contato pelo e-mail deia@ifsc.edu.br.

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Direitos Humanos: cartas temáticas de alunos

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 08 dec 2021 10:38 Data de Atualização: 08 dec 2021 10:57

Você sabia que existe um dia para celebração dos Direitos Humanos? A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de celebrar a proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) ocorrida em 10 de dezembro de 1948. A elaboração contou com representantes de diferentes origens de todas as regiões do mundo a partir da Assembleia Geral das Nações Unidas, um dos principais órgãos da ONU e o único em que todos os países membros têm representação igualitária.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos elenca os direitos fundamentais do ser humano, entre os quais o direito à vida, à liberdade, ao trabalho, à educação e à moradia, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, religião ou qualquer outra condição.

Aí você pode pensar: “Ué, mas o direito à vida não é algo básico?”

Sim. Mas é importante lembrar que esse documento foi escrito logo após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945), quando as armas nucleares foram usadas pela primeira vez e sozinhas mataram mais de 200 mil pessoas, além do genocídio em massa promovido pelo Holocausto que assassinou mais de 6 milhões de pessoas. No total, estima-se que a guerra matou entre 70 a 85 milhões de pessoas, o que representou cerca de 3% da população mundial de 1940.

Diante desse cenário, a Declaração Universal dos Direitos Humanos teve a intenção de construir um mundo sob novas bases ideológicas, promovendo princípios igualitários embasados em paz e democracia, bem como a proteção universal dos direitos humanos. Uma iniciativa inédita e um marco na história dos direitos humanos.

-> Clique aqui para visualizar a Declaração Universal dos Direitos Humanos na íntegra

Para celebrar a data, o IFSC produziu no decorrer do ano uma série de oito vídeos que abordam temas como o combate a violência, o direito à educação e à alimentação. Os materiais foram elaborados a partir de uma atividade pedagógica da Unidade Curricular “Direitos Humanos, Sujeitos da Educação Profissional e Tecnológica e Não-violência” da Especialização em Docência para Educação Profissional e Tecnológica, na qual estudantes produziram cartas abertas com foco em temáticas relacionadas aos Direitos Humanos.

Veja abaixo todas as cartas publicadas em formato de vídeo:

Carta aberta: Interlúdio Democrático na infância
Autores: Alessandro Eleutério De Oliveira, Anita Rosa Welter Zilli, Mariza Fátima De Lima, Simone Raquel Casarin Machado. Narração: Júlia Costa de Souza

 

Carta aberta destinada à sociedade civil de Santa Catarina
Autoras: Juliana Fátima Welter Woitexen e Juciléa Patricia de Matos. Narração Rafaella Narciso

 

Carta aberta ao Ministério da Educação, Ministério do Trabalho e à sociedade
Autores: Alessandra Drews e Priscila Luisa Tonini Sberse. Narração Rafaella Narciso

 

Carta aberta ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: Alimentação como direito básico
Autores: Clelia Bergo, Juliana Benevides Rodrigues, Juliana Silva Alves, Rogério da Silva, Thiago Henrique Mombach. Narração: Júlia Costa de Souza

 

Carta aberta aos Profissionais da Educação durante o Ensino Remoto/Híbrido
Autor: Carlos Adriano Bohn. Narração Alexandra Bittencourt

 

Carta aberta aos estudantes da rede pública brasileira: Os desafios de estudar em período de pandemia
Autores: Altavir Damaso da Silveira Filho, Karinliz Kraus Damaso da Silveira, Laiza Ferreira da Silva de Lucena, Maria Danielle Koppe Fagundes e Neuseli Beyersdorff Olsen. Narração Júlia Costa de Souza

 

Carta aberta à sociedade brasileira frente ao avanço da violência contra mulher
Autores: Camilla Ribeiro de Andrade e Lucas Silva das Chagas. Narração Alexandra Bittencourt

 

Carta aberta: Discussão dos paradoxos da atual condição juvenil
Autora: Andréia Brognoli Darôs. Narração Alexandra Bittencourt da Silva

 

Ficou um material bem legal, não é mesmo? Ficamos tão orgulhosos dos nossos alunos que quisemos compartilhar esses vídeos por aqui também.

Comitê de Direitos Humanos do IFSC

E você sabia que o IFSC possui um Comitê de Direitos Humanos?O Comitê Permanente de Direitos Humanos do IFSC é um órgão que busca criar mecanismos de acolhimento das demandas da comunidade acadêmica, além de organizar atividades educacionais sobre diversos temas relacionados aos direitos humanos e elaborar documentos que sustentam as políticas do comitê no IFSC.

-> Clique aqui para saber mais sobre o Comitê

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O que os números dizem sobre o IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 01 dec 2021 08:57 Data de Atualização: 08 dec 2021 10:56

Quantas pessoas participam dos processos seletivos do IFSC? Quantas matrículas ele tem? Qual o nível de formação dos servidores? Essas e outras perguntas são respondidas todos os anos pela Plataforma Nilo Peçanha (PNP), que leva o nome do presidente do Brasil responsável por criar a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em 1909. 

-> Se você gosta de história, leia este post sobre a história do IFSC

A plataforma, atualizada anualmente pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação desde 2018, traz números de todas as instituições que compõem a Rede Federal, gerando um grande banco de dados sobre a educação profissional no Brasil. A edição de um ano sempre se refere aos dados do ano anterior, finalizando em 31 de dezembro. Qualquer pessoa pode acessar a plataforma e analisar as informações.

A edição de 2021 da PNP (com dados de 2020) já está no ar e vamos falar um pouco sobre os números do IFSC. Vem com a gente!

Matrículas

Os números da PNP 2021 mostram que o total de matrículas registradas no IFSC durante todo o ano passado foi de 38.771, o menor dos quatro anos em que a PNP é produzida. Foram quase 6 mil pessoas matriculadas a menos que em 2019, quando registramos 44.724 matrículas. 

A queda no número de matrículas foi motivada principalmente pela diminuição da oferta de cursos qualificação profissional (FIC), que são mais curtos e costumam abrir muitas vagas. A instituição já vinha num processo de redução dessa oferta para priorizar a abertura de novos cursos técnicos e superiores previstos pelo Plano de Oferta de Cursos e Vagas (POCV). A suspensão de atividades presenciais também pode ter impactado ainda mais a oferta, principalmente de cursos com atividades práticas. 

-> Saiba mais sobre o POCV e os itinerários formativos do IFSC

O resultado foi que, enquanto em 2019 o IFSC abriu 228 cursos de qualificação profissional, em 2020 foram 124. O total de vagas abertas em todos os cursos (que foram 426) também caiu, de 27.949 (2019) para 19.580 (2020).

Dados PNO Cursos e matrículas no IFSC

Mesmo assim, 38.771 matrículas não é pouca coisa e equivale aproximadamente à população de municípios como Araquari, São João Batista ou Tijucas. O número de matrículas do IFSC foi o sexto maior de toda a Rede Federal em 2020, atrás dos institutos federais do Rio Grande do Sul (IFRS, 454.434), de São Paulo (IFSP, 56.493), do Ceará (IFCE, 54.255), Sul-Rio-Grandense (IFSul, 46.349) e do Rio Grande do Norte (IFRN, 43.005). O número do IFRS (responsável por 30% das matrículas de toda a Rede em 2020) destaca-se dos demais por causa da oferta massiva de cursos de qualificação/FIC a distância. 

Do total de matriculados no IFSC em 2020, 43,6% estudaram em cursos técnicos, 26,6% em cursos de graduação, 20,2% em cursos de qualificação/FIC e 9,6% em pós-graduação. Aqui aparece um efeito do remanejamento das ofertas, pois, na PNP do ano passado (que trouxe dados de 2019), os cursos de qualificação estavam em segundo lugar no total de matrículas, à frente dos de graduação.

Dados PNP IFSC matrículas por tipo de curso

O Câmpus Florianópolis foi a unidade de ensino do IFSC com o maior número de matrículas (7.046) e o segundo maior número foi o do Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (Cerfead), com 3.614 matrículas. O Câmpus Joinville foi a terceira unidade com mais matrículas (2.251). 

No total, 17.543 pessoas ingressaram em cursos do IFSC em 2020.. 

Dados PNP IFSC Ingressantes e concluintes

A quantidade de inscritos em processos seletivos chegou a 88.411, equivalente às populações de cidades como Camboriú e São Bento do Sul. Com esses números, a relação de inscritos por vagas abertas ficou em 4,52, a maior dos quatro anos de PNP.

Dados PNP IFSC Processos Seletivos

Dentre os eixos tecnológicos nos quais são divididos os cursos da educação profissional no Brasil, dois se destacam no IFSC e foram responsáveis por mais de metade das matrículas em 2020: Controle e Processos Industriais (29,9% dos matriculados) e Desenvolvimento Educacional e Social (22,1%). Depois deles, veio Informação e Comunicação, com 9,9%.

-> Já falamos mais sobre nossos eixos tecnológicos neste post sobre criação de cursos

A Plataforma Nilo Peçanha trouxe na edição 2020 (a penúltima) um novo dado, o índice de verticalização, que identifica a oferta de cursos distintos dentro de um subeixo tecnológico em uma mesma unidade de ensino. O índice do IFSC (19,4%) ficou novamente acima da média da Rede (12,3%), como havia ocorrido no ano anterior. 

-> Entenda o que são os itinerários formativos do IFSC

Estudantes

Na Plataforma Nilo Peçanha, há dados socioeconômicos sobre os estudantes do IFSC. Por meio dela, sabemos que 73,9% dos matriculados no IFSC em 2020 declararam-se brancos, 18,9% pardos, 6,3% pretos, 0,6% amarelos e 0,3% indígenas. Números semelhantes aos da população de Santa Catarina, que, de acordo com o IBGE, divide-se em 80,2% de brancos, 16,2% de pardos e 3% de pretos - amarelos e indígenas estão somados no 0,8% restante.

Dados PNP IFSC matriculados por raça

O recorte por faixa de renda mostra que 26% dos matriculados no IFSC no ano passado tinham entre meio e um salário mínimo de renda familiar per capita, ou seja, por pessoa que compõe o grupo familiar. O segundo maior grupo foi o dos que tinham renda familiar per capita inferior a meio salário mínimo (21,7%). 

Os homens foram maioria dos matriculados no IFSC em 2020 (55,2%) e a faixa etária que concentrou mais estudantes foi dos 15 aos 19 anos (26,2%), seguida por 20 a 24 anos (21,5%) e 25 a 29 anos (14,7%). 

Nosso índice de matrículas por professor caiu de 27,9 (2019) para 26,9 (2020), mas, ainda assim, mantém-se acima da média da Rede Federal (24,9). 

Servidores

A Plataforma Nilo Peçanha também traz dados sobre os servidores das instituições. 

Dados PNP IFSC Servidores

O IFSC possuía ano passado 1.564 professores, dos quais 91,7% eram efetivos e 8,3% temporários. A formação mais frequente dos docentes do IFSC era mestrado (46,9%), seguida por doutorado (41,9%), totalizando 88,8% dos professores com formação em pós-graduação stricto sensu, o maior percentual dos quatro anos de PNP. Destaque também para o recorte dos docentes com doutorado, que subiu quatro pontos percentuais em relação à PNP do ano anterior. 

Dados PNP IFSC Titulação de Professores

Com isso, o IFSC registrou índice de titulação docente 4,4, o maior desde o início da PNP e acima da média da Rede Federal (4,2) e do próprio índice da instituição no ano anterior (4,3). O índice de titulação docente é medido numa escala que vai até 5 (pontuação máxima).

Já os técnicos administrativos (TAE) eram 1.184 e tinham a especialização como nível de formação mais comum (44,7%), seguida pelo mestrado (25,4%) e pela graduação (19,8%). Esses números são uma mudança em relação à PNP anterior, quando a graduação era a formação mais comum entre os TAE, seguida da especialização e do mestrado, nessa ordem.

Gastos

Os gastos do IFSC em 2020 totalizaram R$ 627.936.556,89, o que significa R$ 13,3 milhões a mais que no ano anterior (+2,1%). A grande maioria desses recursos foi para gastos com pessoal (89,4%), enquanto 8,3% foram para custeio (gastos corrente da instituição) e 2,3% para investimento. Dessas três rubricas, apenas custeio caiu em relação ao anterior, um reflexo da suspensão das atividades presenciais. Com isso, foi possível remanejar parte dos valores para investimentos, que haviam sido responsáveis por apenas 1,2% dos gastos em 2019.

Se quiser entender mais, neste post aqui explicamos como funciona o orçamento da instituição.

O gasto corrente por matrícula, que indica o valor que a instituição gastou com cada aluno durante o ano inteiro, foi de R$ 14.181,40, abaixo da média geral da Rede Federal (R$ 15.419,28). Esse valor é calculado dividindo os gastos da instituição (exceto os com inativos/pensionistas, investimentos, inversões financeiras e precatórios) pelo total de matrículas.

Dados PNP IFSC Gastos

Quer saber mais?

Esses são apenas alguns dos dados que a PNP traz. Para ter acesso aos números completos sobre o IFSC e todas as instituições da Rede Federal, acesse o site da plataforma

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Entendendo o racismo

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 24 nov 2021 06:11 Data de Atualização: 24 nov 2021 06:32

Segundo o IBGE, 56,1% dos brasileiros se declaram negros ou pardos. Apesar de serem a maioria da população, são a minoria ocupando cargos de decisão (29,9%), cargos políticos (24,4%) e pouco são representados em propagandas ou tramas televisivas, nas quais são personagens estereotipados e que geralmente moram nas periferias. 

Agora, ao acompanhar o noticiário é possível perceber que a maioria dos casos de violência e mortes envolvem a população negra. Uma pessoa preta ou parda tem 2,7 vezes mais chances de ser vítima de homicídio intencional do que uma pessoa branca. Mas por que isso acontece? Por que é preciso explicar o racismo? 

No post do Blog do IFSC desta semana, vamos falar sobre isso. Conversamos com o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do Câmpus Gaspar, o professor  Luiz Herculano de Sousa Guilherme e com o professor Cícero Santiago de Oliveira, coordenador do Neabi do Câmpus Canoinhas, para explicar melhor este tema e também juntamos o material da campanha que está no nosso Instagram neste mês: “IFSC contra o preconceito”, promovida pelos Neabis do IFSC e pelo nosso Comitê de Direitos Humanos.

O que é racismo?

O racismo consiste no preconceito e na discriminação com base em características étnicas. Segundo o professor Luiz Herculano:

 “É um conjunto de ideias, pensamentos e ações que parte do pressuposto da existência de raças superiores e inferiores. Consiste em uma atitude depreciativa e discriminatória em relação a um grupo social ou étnico”.

Para melhor compreender o racismo é preciso entender alguns conceitos que aparecem relacionados a ele, como por exemplo, preconceito, discriminação e desigualdade racial. O preconceito é o conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos. Já a discriminação é o ato de segregar ou de não aceitar uma pessoa ou um grupo de pessoas por conta de alguma característica biológica, cultural, social ou simplemente porque é diferente. 

Lembrando que racismo é crime no Brasil, conforme a Lei Nº 7.716, cuja pena para a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional é de reclusão de um a três anos e multa.

De acordo com o Art. 1º do Estatuto da Igualdade Racial, instituído pela Lei Nº 12.288/10, compreende-se por discriminação racial ou étnico-racial toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada.

Outro conceito importante, também presente no Estatuto da igualdade racial é o de desigualdade racial, que diz respeito a toda situação injustificada de diferenciação de acesso e fruição de bens, serviços e oportunidades, nas esferas pública e privada, em virtude de raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica.

Aí você pode pensar: “Ok... O racismo consiste no preconceito e discriminação para com determinadas etnias e é crime. Mas, como isso está relacionado à violência?” ??

No Brasil, as pessoas não têm oportunidades iguais de acesso e permanência nas instituições de ensino. Dados do IBGE de 2018 mostram que 9,1% dos negros eram analfabetos, enquanto apenas 3,9% dos brancos encontram-se nessa condição. Além disso, a proporção de pessoas pretas ou pardas de 18 a 24 anos de idade com menos de 11 anos de estudo e que não frequentavam escola é de 28,8%, enquanto a de pessoas brancas na mesma situação é de 17,4%. 

O resultado mais desfavorável apontado pelo IBGE para as pessoas pretas ou pardas foi identificado na Região Sul, onde a proporção de jovens de 18 a 24 anos com menos de 11 anos de estudo e que não frequentavam escola alcançou 37,2%, ressaltando a maior evasão escolar por parte dos estudantes negros.

Quanto ao ensino superior, os estudantes negros aparecem em proporções semelhantes aos estudantes brancos. Apesar disso, o rendimento médio mensal das pessoas ocupadas brancas (R$ 2.796) foi 73,9% superior ao das pretas ou pardas (R$1.608). Em média, uma pessoa branca ganhava, em 2018, R$17 por hora de trabalho, enquanto uma negra R$ 10 por hora, diferença que é percebida independente do nível de instrução. Entre os maiores rendimentos, apenas 27,7% eram de pessoas negras - lembrando que estas compõem 56% da população brasileira.

Diante desses dados, não é difícil imaginar que com menos anos de estudos e salários menores, as condições de moradia sejam mais precárias para grande parte da população negra, expondo-a a situações de vulnerabilidade. Não é à toa que existe um Sistema de Cotas, justamente para buscar ampliar o acesso de pessoas pretas, pardas e indígenas a instituições públicas de Educação.

-> Como se inscrever pelo sistema de cotas do IFSC?

Pode ser cansativo ler tantos dados, mas imagina que não são números, são pessoas que os compõem e que vivem esta realidade. É por isso que fazemos este destaque!

->Veja os dados completos do IBGE (2018) clicando aqui

O que é racismo estrutural?

Mas, para entender melhor essa desigualdade e por que os negros são as maiores vítimas de violência, é preciso falar do racismo estrutural e institucional. Ele permeia a sociedade brasileira e influencia as ações do nosso cotidiano.

É o racismo que está “normalizado” na sociedade e nas estruturas sociais. Parece difícil compreender o conceito, mas é possível pensá-lo a partir das oportunidade desiguais de acesso à educação, da quantidade menor de pessoas negras ou indígenas em posição de liderança e principalmente nas estatísticas de violência, que atinge muito mais a população negra (em 2019, 77% das vítimas de homicídio eram negras, segundo dados do Atlas da Violência 2021).

Na conversa que tivemos com o professor Luiz, ele citou o pesquisador Franz Fanon (1980) que entendia o negro como um perigo biológico: 

“Essa ideia amplamente disseminada no Brasil pós-abolição explica o porquê da rejeição que o povo negro sofreu e sofre. Na época era inaceitável parecer com alguém que fora tão rejeitado durante séculos e que não era considerado um ser humano. Ou seja, o medo biológico ao qual se refere Fanon (1980) pauta-se na concepção de que eu me pareceria com aquilo que mais odiei e rejeitei, por isso qualquer traço que me fizesse lembrar essa herança tinha de ser apagado”.

Segundo nosso professor, a esse medo fomentou duas questões importantes no Brasil: a política de branqueamento, que trouxe para o país os imigrantes não ibéricos ( destacam-se alemães e italianos), pois eles tinham a expertise da técnica para o trabalho com a terra e a brancura pura que não era conseguida com os ibéricos; o racismo estrutural, que é o termo usado para reforçar o fato de que existem sociedades estruturadas com base na discriminação que privilegia algumas raças em detrimento das outras. 

A falta de representatividade e falta da garantia de direitos fundamentais - como acesso à saúde, educação, moradia digna, segurança e políticas públicas - aprofunda a desigualdade e o contexto racista brasileiro. Veja o que o professor Luiz disse sobre o apagamento da existência do negro:

“Ver e compreender que somos racistas dói, mas ser antirracista é mais complexo ainda, pois a população negra não faz falta nos espaços em que não é convidada ou tem sua permissão para estar”.

Assista ao que os professores do IFSC Luiz Herculano e Cícero Santiago de Oliveira falaram sobre o racismo no Brasil:

Como não ser racista?

Essa não é uma resposta fácil. O combate ao racismo começa na reflexão crítica sobre diferentes aspectos do cotidiano. Por exemplo, alguns ditados e expressões populares tem cunho racista: “mercado negro” para caracterizar o mercado ilegal, “black friday”, “A coisa tá preta”, e etc. são algumas das frases populares que reforçam o racismo estrutural brasileiro e precisam ser evitadas. Cabe a pergunta: Quais comportamentos no meu dia a dia podem estar estruturados sobre ideias racistas? O quanto eu conheço e respeito outras culturas?

Para isso, é preciso falar sobre racismo e admitir que ele existe e buscar conhecer e valorizar a cultura negra e seu papel na sociedade brasileira. Além disso, cobrar incentivos públicos para que haja representação negra na política, na educação, no direito, na publicidade e etc.

O professor Cìcero nos ressaltou que o desafio é implementar práticas antirracistas em todas as áreas, englobando a educação, a comunicação e os demais serviços prestados por instituições públicas e privadas. É comum a reprodução de práticas discriminatórias sem que se perceba, por isso o professor destaca a necessidade de reflexão crítica sobre as práticas dentro de todas as áreas do conhecimento e em que medida essas ações podem estar excluindo grupos da população:

“Por isso é fundamental que a gente insira no currículo [das escolas] a história e cultura afro-brasileira e indígena como reza a legislação. Isso vai fortalecer uma perspectiva de valorização dentro de cada um dos nossos câmpus. Dentro do ponto de vista da rotina, isso envolve a gente ter autores e autoras negras em nossas bibliotecas, refletir nos projetos pedagógicos dos cursos como que eles dialogam com essas populações, valorizar o calendário de lutas e simbologias da cultura afro-brasileira. Esses movimentos vão ajudar a fortalecer uma consciência crítica coletiva sobre a importância da valorização da diversidade. Isso vai nos ajudar a ver os outros povos de maneira mais respeitosa e entender os dilemas que estão colocados para os meninos e meninas negras”.. 

Sofri ou presenciei um caso de racismo no IFSC. O que devo fazer?

Caso você tenha presenciado ou sofrido uma situação de preconceito ou discriminação racial deve denunciar o caso na Ouvidoria do IFSC. É importante entender que os casos de racismo precisam ser apurados em duas instâncias distintas: administrativa e criminal. A instância administrativa é de responsabilidade do IFSC. Já a criminal é apurada pelos órgãos competentes, como o Ministério Público Federal, por exemplo.

Dessa forma, cabe ao IFSC apurar as denúncias e aplicar as penalidade administrativas, e paralelamente outras entidades farão a apuração e aplicação das penalidades criminais. Portanto, a pessoa denunciada poderá sofrer sanções administrativas e penais.

Lembrando que as denúncias podem ser feitas por qualquer pessoa que tenha sofrido ou presenciado a situação no IFSC, independentemente se o fato ocorreu com um servidor público, aluno ou trabalhador terceirizado. Em todos os casos, a Ouvidoria estará preparada para receber a denúncia e orientar quanto aos procedimentos cabíveis em relação ao ocorrido, por isso é fundamental falar com a Ouvidoria. 

-> Ouvidoria do IFSC: veja como fazer uma denúncia

IFSC contra o preconceito

Durante este mês de novembro, o Comitê de Direitos Humanos e os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabis) do IFSC promovem a campanha “IFSC contra o preconceito”. As ações englobam publicações nas redes sociais e eventos sobre questões étnico-raciais em uma proposta de promover uma educação antirracista em alusão ao mês da consciência negra. 

-> Confira a programação de eventos clicando aqui.

Veja frases de cunho racista que ainda são comuns e que devemos evitar:


Também já publicamos um material explicando  o que é um Neabi:


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Quer estudar no IFSC? A gente te ajuda a ler o edital!

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 17 nov 2021 08:27 Data de Atualização: 18 nov 2021 09:33

Toda vez que abrimos processo seletivo, muita gente aparece por aqui cheia de dúvidas: quando sai o resultado? Posso me inscrever em mais de um curso? Estudei uma parte do Ensino Fundamental com bolsa, posso me inscrever pelas cotas? O que é o chamadão? Como eu vejo se fui aprovado? O que eu preciso entregar na matrícula?

A gente sabe, o processo seletivo é cheio de regrinhas e é difícil acompanhar tudo...

GIF da personagem Nazaré

E se a gente contar que temos um documento que responde a TODAS essas dúvidas? Sim! Este documento é o edital, inclusive já falamos sobre ele por aqui (veja neste outro post). 

Hoje vamos explicar como ler um edital para que você possa estar preparado quando estivermos com inscrições abertas.

Aliás, já anota na agenda: de 18 de novembro a 16 de dezembro estarão abertas as inscrições para os cursos técnicos integrados, concomitantes e subsequentes para os câmpus Araranguá, Caçador, Canoinhas, Criciúma, Garopaba, Gaspar, Jaraguá do Sul (Centro e Rau), Joinville, Palhoça Bilíngue, São Carlos, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Urupema e Xanxerê. 

Arte campanha de ingresso

Para ver as datas de inscrição para os outros processos seletivos, clique aqui.

-> Cadastre seu e-mail e seja avisado quando estivermos com inscrições abertas

O que é o edital?

Bom, pra começar, é preciso entender que o edital é o documento que reúne todas as regras do processo seletivo. Ou seja, se você tem alguma dúvida sobre se pode isso ou aquilo, se precisa desse documento ou de outro, é no edital que você encontra a resposta.

Na sequência, vamos apresentar cada um dos tópicos de um edital de processo seletivo, para você saber onde procurar as informações. É possível que algum edital tenha seções um pouco diferentes dependendo do tipo de processo seletivo, por isso nossa orientação é que sempre se leia todo o edital para não ficar com dúvidas.

Cronograma

Todos os nossos editais iniciam com um cronograma. Então se você quer saber até quando são as inscrições, quando sai o resultado, qual o período de matrículas, quando sai a segunda chamada.. é fácil: está na primeira página! Veja abaixo um exemplo de cronograma:

Imagem de um cronograma de edital

Disposições preliminares

O nome pode parecer meio estranho, mas na prática essa parte do edital é como se fosse uma introdução. Uma apresentação do que você vai encontrar no edital. É nesta seção que se apresentam os tipos de cursos com vagas abertas e qual será a forma de seleção (sorteio, prova, análise documental, Enem).

No caso do edital dos cursos técnicos, por exemplo, explicamos quem pode se inscrever em cada um dos tipos de cursos ofertados (integrados, concomitantes e subsequentes). E se você ainda não sabe muito bem a diferença entre eles, já clica aqui para ler este outro post em que explicamos isso.

Inscrição

Esta é a parte mais importante do edital! É onde está descrito como pode ser feita a inscrição no processo seletivo, com o passo a passo para se inscrever. É nesta seção que está escrito se a pessoa pode se inscrever em só um ou em mais cursos do edital. Pergunta que vocês nos fazem com alguma frequência ??

-> É possível fazer mais de um curso no IFSC? Descubra a resposta neste post.

Apesar de estar descrito no edital como fazer a inscrição, também temos vídeos que mostram o processo em nosso sistema de inscrições, veja abaixo:

Como se inscrever em cursos técnicos

-> Vídeo em português
-> Vídeo em espanhol
-> Vídeo em francês

Como se inscrever em cursos de qualificação profissional

-> Vídeo em português
-> Vídeo em Libras
-> Vídeo em espanhol
-> Vídeo em francês

Se você achou estranho essa variedade de línguas e não sabia que estrangeiros podem estudar no IFSC, veja este outro post.

Seleção

Nesta seção será explicado como acontece o processo seletivo. Se for por sorteio, como é o sorteio. Se for por prova, como é a prova etc. Se você quiser saber mais sobre nossos processos seletivos, clique aqui.

Resultados

Nesta parte do edital você fica sabendo como acompanhar a lista de aprovados no processo seletivo, as datas de divulgação de cada chamada e como acessar seu boletim de desempenho.

Importante: o IFSC não liga para os aprovados para informar que foram selecionados. Enviamos e-mail aos selecionados, mas pode ser que o e-mail caia na caixa de spam ou que seu endereço de e-mail esteja incorreto. A responsabilidade de acompanhar as chamadas do processo seletivo é do candidato

Matrículas

Se você pensou que depois de aprovado, era só esperar o início das aulas, está enganado. Os candidatos aprovados devem realizar a matrícula, ou seja, encaminhar a documentação que comprova que eles possuem os requisitos para fazer aquele curso. Inclusive já explicamos por aqui qual a diferença entre inscrição e matrícula.

O edital descreve todos os documentos que devem ser entregues no momento da matrícula, além de disponibilizar os links dos formulários de cada câmpus para que os documentos sejam enviados. Sim, a matrícula é feita toda pela internet. Mas atenção, existe um prazo para isso, que normalmente dura em torno de 5 dias após a divulgação do resultado. Se você perder esse prazo, infelizmente perde também o direito à vaga. Isso acontece porque quando alguém não faz a matrícula no prazo, automaticamente chamamos a pessoa que está na sequência da lista de selecionados para ocupar aquela vaga. Por isso é tão importante ler o cronograma do edital atentamente.

-> Acesse aqui a página do nosso Portal específica para as orientações de matrícula (mas nem por isso precisa deixar de ler o edital, viu?!)

Outro ponto importante, que com frequência vocês nos perguntam: enviei os documentos, mas não recebi nenhuma resposta, como saber se minha matrícula foi aceita? O edital também informa isso! Usualmente os câmpus entram em contato com os candidatos em até cinco dias ÚTEIS (ou seja, de segunda a sexta somente) após o término do período de matrículas. Os câmpus precisam desse prazo para poder avaliar todos os documentos recebidos.

Nesta seção do edital você também encontra os contatos dos câmpus. Então caso você tenha alguma dúvida, pode entrar em contato diretamente com o câmpus para o qual você foi aprovado para que eles possam te orientar.

Sistema de cotas

É no momento da inscrição que os candidatos deverão fazer a opção por concorrer na ampla concorrência ou no sistema de cotas. Se você está em dúvida sobre qual optar, leia este post aqui. Porém, a documentação que comprova que o candidato tem direito à cota é entregue somente no momento da matrícula. Neste outro post explicamos como comprovar cada uma das condições específicas das cotas

Todo esse detalhamento das vagas para cotas e de como fazer a comprovação está bastante detalhado nos anexos dos editais. Antes de fazer a opção pela cota, leia atentamente essas informações para ter certeza de que você conseguirá fazer a comprovação posteriormente. Caso você seja selecionado e não tenha como comprovar a condição, você perderá o direito à vaga. Não é possível trocar a opção - ampla concorrência ou cotas - depois da inscrição realizada.

Cursos e vagas

Por último, mas o mais importante: o edital traz a lista de cursos com vagas abertas divididos por câmpus. Nesta lista você pode ver, por exemplo, quantas vagas são ofertadas para cotas ou ampla concorrência, qual o turno dos cursos, quanto tempo dura o curso etc.

E se você já quiser dar uma espiadinha nos cursos que ofertamos e conhecer mais sobre cada um deles, é só acessar nosso Guia de Cursos.

Disposições gerais e finais

Assim como nos editais, vamos encerrar esse post com as disposições gerais e finais. O que é isso? Informações gerais sobre o processo seletivo que são importantes, mas que não se referem diretamente a cada uma das etapas. 

E aqui nas nossas disposições gerais e finais, vamos trazer para vocês os links de outros posts e páginas do nosso site que podem te ajudar a entender melhor nosso processo seletivo e, consequentemente, facilitar a leitura e compreensão do edital:

-> Por dentro do ingresso do IFSC: entenda todas as etapas
-> O que é o Chamadão do IFSC?
-> O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?
-> Conheça os tipos de cursos ofertados pelo IFSC
-> Veja nossa página de perguntas frequentes sobre nossos processos seletivos
-> Veja as perguntas da live tira-dúvidas realizada ano passado sobre nosso ingresso para cursos técnicos integrados (ou Ensino Médio Técnico) e para o ingresso em cursos técnicos concomitantes e subsequentes

E o mais importante de tudo: sempre que tiver uma dúvida, lembre-se que todas as regras do processo seletivo estão no edital. Se ainda assim ficar com alguma, mande e-mail para ingresso@ifsc.edu.br.

Como saber quais editais do IFSC estão abertos?

Temos um calendário de inscrições em que é possível conferir quando iremos abrir inscrições para nossos processos seletivos. No dia da abertura, o edital será publicada numa página do nosso Portal que chamamos de Editais com inscrições abertas

Para não perder a data e a oportunidade de estudar aqui, você pode deixar seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse e aí receberá uma mensagem sempre que estivermos com processo seletivo aberto para nossos cursos.

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Estrangeiros podem se inscrever nos cursos do IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 10 nov 2021 09:46 Data de Atualização: 10 nov 2021 10:09

Sim, estrangeiros podem se inscrever nos cursos do IFSC e são muito bem-vindos! ??

Inclusive, para tentar facilitar a inscrição de quem é de fora, temos vídeos mostrando como se inscrever com legendas em espanhol e em francês.

O post de hoje é curto e só para destacar que não temos nenhum impedimento para que pessoas de outras nacionalidades que não a brasileira estudem aqui. Só há alguns pontos que os candidatos estrangeiros precisam estar atentos e a gente explica quais são.

Sou estrangeiro. Como posso fazer a inscrição no IFSC?

A inscrição de candidatos estrangeiros é feita da mesma forma pelo Sistema de Ingresso conforme orientado em cada edital.

-> O que é um edital?
-> Veja os editais abertos neste momento

A única diferença é que, para a inscrição, todo candidato precisa de um documento oficial de identificação com foto. No caso dos estrangeiros, este documento pode ser passaporte ou Registro Nacional de Estrangeiros - RNE.

Há vagas reservadas para estrangeiros no IFSC?

Não, os candidatos estrangeiros concorrem às mesmas vagas dos brasileiros. E tem mais um detalhe: no caso do Sistema de Cotas do IFSC, em que há reserva de vagas para quem estudou em escola pública, isso só vale para quem estudou em escola pública brasileira.

-> Como se inscrever pelo Sistema de Cotas do IFSC?

Tem alguma documentação especial para estrangeiro estudar no IFSC?

Além do documento de identificação exigido para a inscrição, caso o candidato estrangeiro seja selecionado para nossos cursos, na hora da matrícula também deverá ficar atento ao que consta no edital.

De maneira geral, o candidato que concluiu seus estudos no exterior, exceto em países integrantes do Mercosul, deverá inserir cópia do documento de revalidação e/ou equivalência de estudo no Brasil.

Em substituição à carteira de identidade, o candidato estrangeiro deverá apresentar o Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) ou a Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e o passaporte com visto de estudante, ou outro documento que, por previsão legal, permita que o estrangeiro estude no Brasil. É importante destacar que os estrangeiros precisam estar autorizados a estudar no Brasil para poderem se matricular no IFSC se forem selecionados.

Não tem domínio do português? A gente te ajuda!

As aulas do IFSC são oferecidas em Língua Portuguesa, então os alunos estrangeiros precisam dominar minimamente o idioma para conseguir acompanhar o curso. Eventualmente, o IFSC oferece curso de qualificação de Português para estrangeiros. Veja um exemplo desta iniciativa que fizemos há alguns anos:


Conforme abertura de vagas por meio de edital, esses cursos específicos para estrangeiros são divulgados no nosso Portal. Inclusive, neste momento, o Câmpus Gaspar está com vagas remanescentes abertas para o curso de Português para estrangeiros. Como as aulas estão sendo dadas como atividades não presenciais ainda, é possível fazer o curso mesmo não morando na cidade desde que você tenha um computador/celular com internet. Veja as informações clicando aqui.

E só lembrando que todos os nossos cursos são gratuitos, inclusive para estrangeiros.

-> Cadastre-se seu e-mail para ser avisado quando estivermos com inscrições abertas

Estrangeiros são bem-vindos ao IFSC

Ficamos muito felizes em poder proporcionar estudo também a quem vem de fora. E nos emocionamos ao ver a importância desta oportunidade para os estrangeiros. Veja um exemplo disso neste depoimento que o egresso Moussa Faye, um jovem senegalês, deu durante a sua formatura no curso técnico em Eletromecânica do Câmpus Chapecó do IFSC em 2019 ??:

 

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Alimentação saudável: dicas e receitas para desenvolver bons hábitos

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 03 nov 2021 09:12 Data de Atualização: 03 nov 2021 11:02

Como andam seus hábitos alimentares? No mês de outubro, quem acompanhou nosso perfil no Instagram viu a nossa Campanha de Alimentação Saudável 2021. Nosso objetivo foi ajudar a comunidade - principalmente nossos alunos - a desenvolverem bons hábitos de alimentação a partir do conhecimento dos alimentos para fazer opções mais saudáveis no dia a dia.

Este ano, nosso foco foi tratar de frutas e verduras por causa do Ano Internacional das Frutas e Verduras, uma campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) por uma alimentação mais saudável. ????????????⁣

Para início de conversa, você precisa refletir se costuma consumir frutas, verduras e legumes todos os dias. Veja nossas dicas para fazer essa avaliação:

- Olhe para o seu prato e avalie os alimentos que você está consumindo
- Evite alimentos ultraprocessados
- Acrescente vegetais, frutas, leguminosas e proteínas ao prato

E como saber se você está se alimentando mal? Veja o que diz a nutricionista do IFSC Karine Andrea Albiero:

 

Alimentação e aprendizado

Você sabia que os alimentos podem contribuir para o aprendizado? Sim! Quando nossa alimentação é pobre em nutrientes temos, entre outros problemas, maior dificuldade de concentração. Por isso é tão importante comer de maneira equilibrada.

Aqui no IFSC sempre defendemos a importância da alimentação saudável. E nossos estudantes são beneficiados pelo Programa de Segurança Alimentar do Estudante (PSAE), um conjunto de estratégias que buscam assegurar a oferta de alimentação aos alunos, dentro de critérios de segurança alimentar e nutricional, além do desenvolvimento de ações educativas sobre alimentação saudável.

⁣Uma das ações do PSAE é o oferecimento de alimentos aos nossos estudantes, de forma universal. Durante a pandemia, isso tem acontecido com a entrega de kits de alimentação a quem tiver interesse. 

-> Veja em seu câmpus como funciona essa entrega

No vídeo abaixo, a nutricionista do IFSC fala sobre a importância de uma alimentação saudável para o aprendizado e quais alimentos contribuem para isso, além de comentar um pouco sobre o PSAE:

 

Comida saudável e o meio ambiente

Quando falamos de comida saudável, pensamos primeiro no bem que faz para o nosso corpo. Mas você já parou para pensar em como uma alimentação saudável também é boa para o meio ambiente? Pois veja essa relação no material que preparamos abaixo:

Como ter uma alimentação saudável?

Para facilitar, temos algumas dicas:

- Consuma mais ingredientes in natura ou minimamente processados
- Prefira comprar de produtores locais
- Consuma alimentos locais e de acordo com a estação
- Compre o produto a granel e não em embalagens plásticas
- Consuma alimentos orgânicos, livres de contaminantes

Entre os alimentos que você deve incluir na sua alimentação estão as frutas:

 

Outra opção é incluir PANCs na sua alimentação. Você sabe do que se trata? São Plantas Alimentícias Não Convencionais.

-> Leia a cartilha do IFSC sobre PANCs com exemplo de receitas

Receitas saudáveis

Não poderíamos falar de comida sem dar receita, não é? Durante nossa campanha de alimentação deste ano, contamos com receitas totalmente produzidas por nossos estudantes do curso de Gastronomia do Câmpus Florianópolis-Continente. Confira clicando na imagem abaixo para visualizar:

Aliás, temos uma série no nosso perfil do Instagram com receitas dos nossos alunos. Se quiser ver várias delícias que já compartilhamos, clique na nossa hashtag #receitadoIFSC.

E tem mais...

Aproveite para ler mais conteúdos interessante sobre esta temática que já publicamos:

-> IFSC Verifica: É possível prevenir o coronavírus por meio da alimentação?
-> Blog do IFSC: Alimentação: informações úteis para o seu dia a dia (nossa campanha do ano passado)
-> Livro de receitas Aventuras na cozinha: descobrindo sabores
-> Livro de receitas Aventuras na cozinha da escola

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O que pode ser considerado plágio?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 27 out 2021 09:42 Data de Atualização: 27 out 2021 11:25

Quem já fez um trabalho acadêmico com certeza precisou fazer citações e utilizar as famosas referências, ou seja, mencionar trabalhos e pesquisas anteriores que ajudam a embasar e dar consistência científica à sua pesquisa. Valem livros, artigos, trabalhos de congressos etc.

Na hora de citar esses trabalhos, é importante saber que existem regras para que sua utilização não possa ser considerada plágio. Por exemplo: você não pode copiar uma frase inteira de um artigo e simplesmente citá-lo nas suas referências. É preciso identificar a fonte ao longo do texto. 

No post do Blog de hoje, explicamos o que é plágio, como citar adequadamente outros trabalhos científicos e compartilhamos materiais do IFSC sobre o assunto.

O que é plágio?

Antes de mais nada, precisamos explicar o que é plágio: 

Plágio é a cópia integral ou parcial de um texto ou de uma ideia. 

O plágio pode acontecer de diferentes formas, desde citações sem a menção do autor original até a apropriação de conceitos desenvolvidos por outras pessoas e apresentadas como inéditas ou próprias. O plágio é uma prática criminosa segundo consta na Lei nª 9.610/98 que trata dos direitos autorais. A Lei assegura ao autor o direito ao uso e distribuição de sua criação que pode ser textual, audiovisual, comercial etc. A cópia integral ou parcial de obras pode resultar no recolhimento dos materiais que contenham o plágio e até mesmo indenização ao autor plagiado. Plagiar é um ato criminoso!

É importante conhecer as maneiras corretas de utilização de conteúdos de terceiros, evitando todo e qualquer tipo de plágio. Todos os formatos de plágio são passíveis de punição legal, independente da cópia ser integral (como se alguém copiasse inteiramente o texto de outro autor) ou estar presente em apenas um parágrafo em que não foi devidamente citado o autor original.

Agora você pode estar se perguntando: será que eu já cometi plágio sem me dar conta?  

Meme de plágio Senhora olhando para o computador e negando com a cabeça

Vamos explicar os diferentes tipos de plágio e, desta maneira, você entenderá do que se trata para não cometer o erro de plagiar.    

Quais os tipos de plágio acadêmico?

Dois câmpus do IFSC possuem materiais para explicar aos alunos sobre plágio: o Câmpus Florianópolis e o Câmpus Jaraguá do Sul-Centro

-> Acesse a cartilha que trata de plágio do Câmpus Florianópolis
-> Acesse o Manual Anti-Plágio do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro

Conforme consta nesses materiais, as modalidades de plágio podem ser dos seguintes tipos:

-Plágio Direto: é quando o autor copia integralmente o conteúdo de outra pessoa e não a cita como referência, tomando para si algo que não foi de sua autoria. É o famoso Control C + Control V.

-Plágio Indireto: nesse formato, o autor se apropria de elementos conceituais e reescreve o texto sem citar a fonte. Basicamente é dizer a mesma coisa só que com outras palavras.

-Plágio Consentido: é quando o autor permite que terceiros se apropriem de suas criações e tomem para si a autoria mediante alguma vantagem financeira, por exemplo. É o caso de pessoas que recebem para elaborar pesquisas e trabalhos.

-Plágio de Fontes: o autor adota um conjunto de referências citadas por outro autor sem ler as obras. É o equivalente a usar o apud, em obras que seriam acessíveis.

-Autoplágio: aqui o autor copia o seu próprio texto que já foi publicado em outros espaços sem mencionar que o conteúdo não é inédito.

É possível perceber, portanto, que o plágio se caracteriza como uma forma de falsificação. Combatê-lo é uma forma de evitar que o leitor seja enganado, bem como impedir que o conhecimento seja baseado em conteúdos com informações incorretas.  

-> Veja como fazer citações de forma correta para evitar a cópia

Como o IFSC lida com plágio? 

Os câmpus do IFSC têm autonomia para elaborar normativas internas sobre a condução em casos de plágio, sempre amparados pela Lei nª 9.610/98 e orientados por instituições como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes

Como o plágio é uma prática criminosa, o IFSC busca conscientizar os seus alunos da importância de citar adequadamente as fontes consultadas nas pesquisas acadêmicas. Além de materiais produzidos por alguns câmpus como os que citamos acima, os professores, em sala de aula, procuram auxiliar os alunos em relação a isso. Em alguns cursos, existe a disciplina de metodologia e plágio é um tema abordado. O Câmpus Gaspar, por exemplo, também promove oficinas em que é ressaltado o papel desses estudantes como geradores de conhecimento e como isso exige uma conduta ética na pesquisa.

Além de ações de conscientização para os alunos, o IFSC orienta ainda aos professores que utilizem softwares detectores de plágio. Com o auxílio desses programas, é possível detectar trechos iguais ou muito parecidos a outros trabalhos.

Para além dos trabalhos acadêmicos, o IFSC organiza livros e periódicos. Nesses casos, as obras são submetidas ao Conselho Editorial, em que são avaliadas, entre outras coisas, em relação ao plágio e, ao final do processo avaliativo, os autores das obras assinam a "Declaração de inexistência de plágio", assumindo total responsabilidade sobre os respectivos trabalhos.

Como evitar o plágio? 

A principal orientação para elaborar uma pesquisa é a conduta ética e o primeiro passo para evitar o plágio é conhecer o que é e as formas como ele acontece. Só de você estar lendo este post já é uma forma de saber do que se trata e evitar cometer esse erro. ??

É também fundamental conhecer as normas que regulamentam os trabalhos científicos, organizadas por instituições como a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), elas oferecem as principais diretrizes para elaboração correta dos trabalhos, desde a estrutura textual até a forma como as referências devem ser feitas. Dessa forma, ao conhecer as normas, é mais fácil evitar o erro na hora de escrever o texto acadêmico e atribuir incorretamente a autoria das citações.   

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002, p. 1), citação é “menção de uma informação extraída de uma outra fonte”. O seu uso visa sustentar uma argumentação e esclarecer uma ideia ou teoria, reforçando o texto acadêmico, uma vez que a citação demonstra que o autor conhece outras pesquisas relacionadas à sua área de conhecimento - tornando o seu trabalho mais relevante. Por isso é fundamental fazer a citação de maneira correta.

As citações podem ser diretas ou indiretas e todas as obras citadas devem ser mencionadas nas referências. O IFSC possui um Manual de Comunicação Científica que apresenta o detalhamento dos itens que devem estar presentes em um trabalho acadêmico, bem como as normas para as citações, referências etc. Além disso, no Manual é possível consultar orientações sobre como organizar a apresentação da pesquisa, dentre outras informações.

->Consulte o  Manual de Comunicação Científica clicando aqui.   

Dúvidas sobre as normas ABNT

Alunos e servidores do IFSC podem acessar gratuitamente a coleção completa de normas da ABNT. Veja como fazer o acesso clicando aqui.

Além disso, referência de materiais e orientação para normalização de trabalhos acadêmicos também são serviços prestados pelas equipes das bibliotecas do IFSC. Se precisar, fale com a bibliotecária do seu câmpus. 

-> Veja o contato da equipe da biblioteca do seu câmpus

Ficou com mais dúvidas?

Ainda ficou com dúvidas? Envie e-mail para blog@ifsc.edu.br.

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Como se inscrever pelo sistema de cotas no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 20 out 2021 08:42 Data de Atualização: 20 out 2021 09:29

Aqui no IFSC, temos uma reserva de vagas nos processos seletivos para nossos cursos técnicos e de graduação, as famosas cotas. Isso significa que um percentual das vagas que oferecemos para esses cursos é reservada para determinados grupos de pessoas.

Já fizemos um post aqui sobre isso, mas hoje vamos resgatar essas informações e explicar novamente.

Importante dizer que o sistema de cotas que o IFSC adota não é exclusivo da instituição, mas segue a obrigatoriedade da reserva de vagas estabelecida pela Lei 12.711/2012, que definiu que no ingresso em instituições federais (Universidades e Institutos Federais), 50% das vagas seriam reservadas para alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública brasileira nos casos de cursos de graduação ou para alunos que cursaram todo o ensino fundamental em escola pública brasileira nos casos de cursos técnicos.

Quais as cotas existentes?

Todas as vagas em cotas são reservadas, inicialmente, para quem estudou em escola pública brasileira e, dentro dessas, há as cotas raciais e para pessoas com deficiência. Veja no infográfico abaixo:

Infográfico sobre sistema de cotas no IFSC

Como você pode ver, primeiro, as cotas se dividem entre quem estudou em escola pública brasileira ou não, essa é a base de tudo. Ou seja, se você não estudou em escola pública brasileira, já não pode concorrer a nenhuma cota, somente às vagas da ampla concorrência. 

Aí, as vagas são divididas ao meio: metade para os candidatos com renda familiar por pessoa menor que R$1650,00 (1,5 salário mínimo em 2021), e a outra metade para os candidatos com renda familiar por pessoa maior que 1,5 salário mínimo. Dentro de cada uma dessas metades, teremos ainda a divisão por cota racial (autodeclarados pretos, pardos ou indígenas - PPI). São então 15,7% das vagas para pretos, pardos ou indígenas (PPI) e 84,3% para os demais. Esse número de 15,7% é definido com base no percentual da população catarinense que se autodeclarou preto, pardo ou indígena no último censo do IBGE.

Em cada um desses percentuais temos ainda a cota para pessoas com deficiência (PCD): então 7,69% das vagas em cada uma das subdivisões serão destinadas a pessoas com deficiência (PCD) e 92,31% aos demais. Esse número é definido com base no percentual da população catarinense com deficiência de acordo com o último censo do IBGE.

-> Veja um exemplo para ficar mais fácil

Quem pode ser inscrever no Sistema de Cotas 

Apenas quem estudou em escola pública brasileira. Para quem quer concorrer a uma vaga em curso técnico por meio do Sistema de Cotas, é preciso ter feito todo o Ensino Fundamental em uma instituição pública (federal, estadual ou municipal). Já para quem quer concorrer a vagas na graduação por meio do sistema de cotas, a exigência é ter estudado todo o Ensino Médio em escola pública. Quem estudou em escolas privadas com bolsa ou públicas em outro país não pode ingressar pelo sistema de cotas

Também pode participar do sistema de reserva de vagas quem fez educação de jovens e adultos (EJA) no sistema público, ou tem certificado de conclusão do ensino médio com base no resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) ou em exames de certificação realizados por sistemas estaduais de ensino.

Se você preenche esta condição, pode concorrer pelo sistema de cotas e aí escolher em qual cota especificamente se enquadra: por renda, para autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (PPI) ou para pessoas com deficiência (PCD). Para os candidatos que se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas, para efetuar a matrícula devem entregar os documentos comprobatórios e participar da banca de heteroidentificação (para pretos e pardos). Para quem se inscrever como pessoa com deficiência é  necessário entregar no ato da matrícula o laudo médico que comprova a deficiência. Abaixo detalhamos melhor.

Como comprovar que atendo aos requisitos para me inscrever pelo Sistema de Cotas?

O processo varia de acordo com cada categoria:

- Candidatos oriundos de escolas públicas (para todos que se inscrevem pelas cotas)  - Candidatos de baixa renda
- Candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas
- Candidatos com deficiência

Lembrando que só pode se inscrever nas cotas por renda, raça e/ou deficiência, se tiver estudado em escola pública. Vamos detalhar cada uma delas:

Candidatos oriundos de escolas públicas

Para concorrer ao sistema de cotas, o candidato deve ter estudado exclusivamente no sistema público brasileiro de ensino. Períodos em colégios privados, mesmo com bolsa, ou em escolas públicas estrangeiras impedem a inscrição por cotas. 

Os candidatos aprovados pelo Sistema de Cotas para Escolas Públicas brasileiras deverão entregar declaração preenchida de que cursaram todo o ensino em escola pública brasileira. Os documentos comprobatórios são descritos no edital e variam de acordo com o nível do curso oferecido. 

Candidatos de baixa renda

Quem se inscreveu para as cotas destinadas a essa categoria, além de comprovar sua trajetória escolar no ensino público, precisa comprovar renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5 salários-mínimos por pessoa. Por exemplo, em uma família de quatro pessoas, em que o pai trabalha e recebe R$2.000,00, a mãe recebe também R$2.000,00 pelo aluguel de uma propriedade e os filhos não têm renda, soma-se as duas rendas e divide-se por quatro: R$2.000 + R$2.000 = R$4.000/4= R$1.000. Ou seja, a renda por pessoa dessa família é de R$1.000,00.

No cálculo são computados os rendimentos de qualquer natureza recebidos pelas pessoas da família, sejam esses rendimentos regulares ou eventuais, inclusive aqueles provenientes de locação ou de arrendamento de bens móveis e imóveis. Os detalhes e o requerimento para comprovação de renda familiar estão disponíveis aqui na página sobre cotas (Instrução Normativa Nº 8/2019/IFSC).

Candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI)

Além de comprovar sua trajetória escolar no ensino público, os candidatos que se inscrevam para as cotas destinadas a pessoas pretas, pardas ou indígenas (PPI) devem, no momento da matrícula, entregar a autodeclaração de preto, parda ou indígena e participar da banca de heteroidentificação, conforme estabelecido pela Instrução Normativa 16/2020

Sobre a banca: em um dia pré-agendado, o candidato deverá se apresentar à banca de heteroidentificação e esta fará a avaliação visual, aprovando o direito à cota, mediante a concepção e orientações da Portaria Normativa nº 4, de 6/04/2018 do Ministério do Planejamento

Os candidatos autodeclarados indígenas deverão passar pela Comissão de Validação da Autodeclaração de Indígena. O processo consiste simplesmente na apresentação do Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (RANI) ou da Declaração de Pertencimento Étnico de Comunidade Indígena, juntamente do documento de identificação (RG).

O candidato a uma vaga reservada para pretos e pardos que não se apresentar / não participar da Comissão de Heteroidentificação, quando convocado, terá sua matrícula no curso cancelada, independente da fase em que estiver cursando.

Candidatos com deficiência (PCD)

O candidato que realizar sua inscrição para vagas do sistema de cotas para pessoas com deficiência (PCD) terá sua matrícula condicionada até o momento da avaliação do laudo apresentado pela Comissão Central de Análise dos Laudos. Ou seja, a matrícula ficará pendente até a comprovação da deficiência.

O(s) laudo(s) deve(m) ser datado(s) com, no máximo, 1 (um) ano de antecedência da data de apresentação no IFSC. Deve(m) conter também obrigatoriamente a assinatura e o carimbo do médico de forma legível e a descrição dos comprometimentos em função da deficiência acompanhada do CID-10.

Entende-se por pessoa com deficiência, a partir do Decreto 5296/2004, Lei nº 12.764/2012 e Lei 14.126/ 2021, aqueles que se enquadram nas seguintes condições:

- Deficiência física: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

- Deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.

- Deficiência visual: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60°; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores. Os candidatos com visão monocular poderão concorrer às vagas de pessoas com deficiência no IFSC desde que apresentem, obrigatoriamente, laudo médico que comprove sua condição no momento da matrícula. 

- Deficiência mental: funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: comunicação; cuidado pessoal; habilidades sociais; utilização dos recursos da comunidade; saúde e segurança; habilidades acadêmicas; lazer; trabalho; deficiência múltipla: associação de duas ou mais deficiências.

- Pessoa com mobilidade reduzida: aquela que, não se enquadrando no conceito de pessoa com deficiência, tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanentemente, gerando redução efetiva da mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção.

- Pessoa com transtorno do espectro autista: aquela pessoa com síndrome clínica caracterizada como: deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e das interações sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento; padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos.

Lembrando que os candidatos para essa modalidade de cota devem comprovar também sua trajetória escolar no ensino público.

Como se inscrever no Sistema de Cotas

Para participar do sistema de cotas nos processos seletivos, o candidato deve fazer a opção no momento da inscrição e posteriormente comprovar sua condição por meio do envio dos documentos indicados no edital de seleção quando efetuar sua matrícula. No momento da inscrição só será necessário o RG e o CPF. 

-> Veja neste vídeo como fazer a inscrição no Sistema de Ingresso do IFSC

A alteração dos dados preenchidos poderá ser efetuada pelo próprio candidato, somente durante o período de inscrição. Após esse período, não será permitida nenhuma alteração.

-> Entenda a diferença entre inscrição e matrícula neste outro post

Os candidatos inscritos pelo Sistema de Cotas devem apresentar os documentos comprobatórios e se apresentar à Comissão de Heteroidentificação (para pretos e pardos) ou à Comissão de Validação da Autodeclaração de Indígena (para indígenas), quando convocados. O preenchimento das vagas por candidatos da respectiva reserva de vaga está condicionado ao cumprimento dos requisitos mínimos de aprovação em todas as etapas de seleção. Caso não preencha todos os requisitos para o Sistema de Cotas, o candidato deve se inscrever para as vagas de Ampla Concorrência. Não é possível trocar esta escolha após o processo seletivo, ou seja, se o candidato for aprovado na cota, mas não atende aos requisitos para a matrícula, ele não poderá ocupar uma vaga da ampla concorrência, perderá o direito à vaga.

Posso selecionar mais de uma categoria de Cota na inscrição?

Sim. É possível selecionar todas as categorias que correspondam à realidade do aluno (renda, raça e deficiência). Entretanto, é preciso comprová-las conforme descrito em edital.  

Como saber se fui selecionado pelo Sistema de Cotas?

Conforme consta nos editais, os resultados com os nomes dos candidatos aprovados nos nossos cursos são divulgados no Sistema de Resultados do IFSC. Para saber se você foi selecionado, basta acessar a página e selecionar os dados (Modalidade, Cidade de oferta, Curso e Chamada) do curso para o qual você se inscreveu. Os aprovados - tanto pelo Sistema de Cotas quanto da Ampla Concorrência - constarão na lista bem como o tipo de vaga para a qual o candidato foi aprovado, que pode ser: 

- CLAG: Ampla Concorrência ou Rechamado

- RIPPIPCDR1: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar igual ou inferior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita autodeclarados pretos, pardos ou indígenas com deficiência (PcD PPI) - Reserva de vaga categoria R1.

- RIPPIR5: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar inferior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (PPI) - Reserva de vaga categoria R5.

- RINPPIPCDR2: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar igual ou inferior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita não autodeclarados pretos, pardos ou indígenas com deficiência (PcD Não PPI) - Reserva de vaga categoria R2.

- RINPPIR6: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar inferior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita não autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (Não PPI) - Reserva de vaga categoria R6.

- RSPPIPCDR3: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar superior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita autodeclarados pretos, pardos, indígenas com deficiência (PcD PPI) - Reserva de vaga categoria R3.

- RSPPIR7: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar superior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (PPI) - Reserva de vaga categoria R7.

- RSNPPIPCDR4: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar superior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita não autodeclarados pretos, pardos ou indígenas com deficiência (PcD Não PPI) - Reserva de vaga categoria R4.

- RSNPPIR8: Estudante de escolas públicas brasileiras com renda bruta familiar superior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita não autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (Não PPI) - Reserva de vaga categoria R8.

Fui selecionado pelo sistema de cotas. E agora?

Depois de ser selecionado no nosso processo seletivo, para garantir a sua vaga, é preciso efetuar a matrícula.

Os candidatos aprovados pelo sistema de reserva de vagas/cotas de escolas públicas (baixa renda, PPI e PcD) terão sua matrícula CONDICIONADA até a finalização das etapas de análise e bancas referentes à reserva de vaga/cota para qual foi aprovado, podendo ter a matrícula cancelada caso não comprove que possui a condição necessária para utilização da cota para a qual foi aprovado(a).

->Veja como fazer a matrícula e os modelos de documentos em nossa página de orientações para matrículas

Atenção! Dependendo do curso, pode ser necessário apresentar outros documentos além dos listados na página de orientações para matrícula. Isso estará sempre descrito no edital de inscrições, por isso leia-o atentamente. 

Alunos que ingressaram pelo Sistema de Cotas têm alguma assistência estudantil especial no IFSC?

Sim. Os alunos que ingressaram pelo Sistema de Cotas e que possuem renda familiar bruta inferior a 1,5 salários-mínimos por pessoa podem solicitar o Auxílio Cotista com Renda Inferior. Após a análise de renda ser aprovada, o estudante recebe por até três meses essa ajuda de custo. O valor, as datas e as regras são estabelecidas em edital específico.

Para além desse auxílio específico para quem ingressa pelo Sistema de Cotas, o IFSC disponibiliza outras modalidades de assistência estudantil, como o apoio para a participação em eventos e auxílio financeiro para despesas – como alimentação, moradia, material escolar e transporte entre casa e escola. 

Importante reforçar que o Auxílio Ingressante Cotista com Renda Inferior a 1,5 Salários Mínimos não é cumulativo. Ou seja, não é possível receber este e outro auxílio financeiro do IFSC simultaneamente, mas, o aluno poderá participar de outros editais assim que finalizar o período do recebimento deste auxílio. 

->Conheça as modalidades de auxílio em nossa página sobre Assistência Estudantil 

Dúvidas sobre o Sistema de Cotas

Ainda ficou com dúvidas? Envie e-mail para ingresso@ifsc.edu.br.

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Saúde Mental: precisamos falar sobre isso

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 13 out 2021 11:16 Data de Atualização: 13 out 2021 11:36

No domingo, 10 de outubro, foi o Dia Mundial da Saúde Mental e, desde que a pandemia começou no ano passado, este tema vem ganhando mais destaque (e muitos memes).

Meme sobre saúde mental

Embora às vezes a questão seja tratada de forma engraçada buscando até deixá-la mais leve, é importante dizer que o assunto é muito sério. Por aqui, já produzimos diversos conteúdos destacando a importância de cuidarmos da saúde mental. Inclusive, no mês passado, o Comitê de Direitos Humanos e os psicólogos do IFSC promoveram a campanha “Precisamos falar de saúde mental” que pautou o tema nos nossos canais institucionais.

Arte sobre campanha de saúde mental do IFSC

No post de hoje, vamos compartilhar com você tudo o que foi produzido nesta campanha para centralizar todo o conteúdo em um só lugar e facilitar para quem precisa ler e se informar sobre isso ( ou seja, praticamente todo mundo ??). 

(Se você conhece alguém que precisa e talvez não conheça o nosso blog, mande o link deste post pra ele/ela ??).

O que é saúde mental?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) refere-se à saúde mental como um bem-estar no qual o indivíduo desenvolve suas habilidades pessoais, consegue lidar com os estresses da vida, trabalha de forma produtiva e encontra-se apto a dar a sua contribuição para a comunidade.

Veja o que diz a psicóloga da reitoria do IFSC Milena Garcia da Silva:

“A saúde mental envolve uma flexibilidade cognitiva e emocional para lidar com as situações difíceis do cotidiano, a gente precisa ter recursos internos para avaliar as situações, identificar os nossos pensamentos e emoções para conseguirmos reagir aquele contexto de uma forma funcional e saudável. Se a gente considerar a pandemia e suas consequências, a tendência é que esses casos de sofrimento psíquico aumentem. Os nossos padrões de comportamento foram alterados com o distanciamento social. Nessa lógica que nós precisamos adotar para preservar a nossa saúde, estamos vivendo em um contexto de extrema vulnerabilidade psicossocial. O sofrimento psíquico afeta as relações, a qualidade de vida, as atividades diárias, a saúde física e não podemos ser negligentes com a gente mesmo”.

Precisamos falar de saúde mental

Há alguns sinais de alerta que devem ser levados em consideração quando se fala em saúde mental segundo nossa psicóloga:

“Se a gente não estiver conseguindo se desligar, se os pensamentos estiverem acelerados apresentando conteúdos catastróficos, se o sono estiver desregulado, se não tiver disposição, tiver apatia, não conseguir mais fazer as coisas, comportamento irritadiço, o humor estiver oscilando, eu preciso parar e avaliar o que eu estou fazendo para me cuidar. Eu estou me alimentando direito? Estou praticando atividade física? Respeitando os meus horários de descanso e de sono? Caso haja dificuldade para se reorganizar, para estruturar a rotina, para inserir as atividades saudáveis e perceber que há um prejuízo social nas relações, que eu não estou conseguindo mais produzir, meu desempenho teve uma queda e não consigo mais focar a minha atenção, que a cognição está comprometida e que eu esteja com uma estafa mental, eu preciso procurar um profissional capacitado para me auxiliar a reestruturar e esses profissionais são os psicólogos e psiquiatras.”

Além deste material aí em cima, publicamos outros bem bacanas como parte da nossa campanha. Veja clicando nos links abaixo:

-> 8 dicas para proteger sua saúde mental
-> Primeiros socorros emocionais: dicas de autocuidado para manter nosso bem-estar físico, mental e social, além de orientações para ajudar outras pessoas
-> Reflexão em meio ao sofrimento: uma proposta para você escrever sobre o que sente

Saúde mental no ambiente escolar

Falar sobre saúde mental dentro do espaço escolar é pensar no papel que a escola tem em todo esse processo e de como o acolhimento e a escuta ativa fazem diferença nesse processo. É por isso que este tema tem permeado as nossas ações enquanto instituição de educação. 

Segundo a psicóloga do Câmpus Criciúma Andressa Fontoura Maria:

“A gente precisa pensar em como transformar a escola enquanto um espaço promotor de saúde mental. Precisamos falar sobre isso e pensar no impacto que a escola pode ter na vida das pessoas que fazem parte dela. Nós precisamos formar para além do conteúdo técnico, para além de matérias curriculares, a gente precisa formar cidadãos. Se há um lugar em que a gente possa falar de si de uma forma mais completa, que esse espaço seja o da escola e que consigamos trazer essas discussões que não costumam ser feitas em outros espaços. Nós somos indivíduos complexos e que trazemos para espaço escolar aquilo que somos fora dele como também levamos nossas experiências na escola para outras esferas da vida. Quando pensamos nos estudantes adolescentes a escola tem uma posição central porque é o espaço de aprendizagem, mas também de socialização, enquanto eles estão aprendendo a existir. Para os estudantes que já estão inseridos no mundo do trabalho essa discussão também é muito importante porque não há outros espaços para falar sobre o tema”.

Para o psicólogo do Câmpus Chapecó Alan Panizzi, é preciso fazer com que a escola se transforme em um espaço de escuta sensível:

“Quando um aluno está frágil, inseguro e machucado e tem alguém que consegue ouvi-lo, isso pode fazer a diferença para que ele não abandone a escola. Isso envolve caminhar junto com esse estudante para poder identificar pontos de força e de potência que podem ser resgatados. É difícil dar uma receita de bolo, porque o que fragiliza ou que fortalece uma pessoa é singular. Comer de maneira saudável e praticar esportes faz bem, mas isso tem um significado bastante singular para cada um de nós, o que é comer bem ou comer mal, que movimentos corporais fazem mais sentido para mim? O processo de fortalecimento tem a ver com a nossa história.”

Saúde mental no IFSC

No dia 15 de setembro, fizemos uma live para falar sobre saúde mental pensando na perspectiva dos estudantes e dos servidores do IFSC. Participaram da conversa as psicólogas Marta Elisa Bringhenti, do Câmpus Chapecó, Letícia Cruz Wiggers, psicóloga da Diretoria de Gestão de Pessoas do IFSC, e os psicólogos Afonso Vieira, do Câmpus Jaraguá do Sul – RAU, e Alan Panizzi, do Câmpus Chapecó. Veja a gravação:


Saúde Mental na pandemia

Se você fizer uma busca no Google, vai encontrar muito conteúdo do tipo: “Como não pirar na pandemia?”ou “ Dicas para não enlouquecer na pandemia”. Pois é, nós também já fizemos um post assim lá no início do ano passado:

-> Blog do IFSC: Como não pirar com o coronavírus?

Um ano e meio após iniciarmos oficialmente o período de distanciamento social no Brasil e mais de 600 mil mortos por Covid-19 no País, é difícil quem não tenha se afetado com a pandemia. 

Meme

Isso sem falar em quem teve Covid-19 e segue com sequelas ou ainda quem perdeu alguém pela doença e se viu de luto. 

-> Blog do IFSC: Como manter a saúde mental nesta pandemia?

Saiu um post no nosso projeto IFSC Verifica bem completo no mês passado sobre saúde mental na pandemia e não poderíamos deixar de citá-lo aqui:

-> IFSC Verifica: Como está a sua saúde mental durante a pandemia?

Em caso de sofrimento psíquico, o que fazer e quem procurar?

Este foi o tema de uma live que promovemos no nosso canal do YouTube em 27 de setembro com os psicólogos Diogo Boccardi, que é mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela UFSC e foi coordenador do CAPS da Ponta do Coral em Florianópolis, e o psicólogo Hubert Beck, da secretaria municipal de saúde de São José e é o idealizador do AmbulaTrans de São José. Assista à gravação:


E vale lembrar o post que publicamos no ano passado com lugares com atendimento psicológico gratuito ou a preço social.

-> Setembro Amarelo: lugares com atendimento psicológico gratuito

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Para que serve a Auditoria Interna?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 06 out 2021 09:46 Data de Atualização: 06 out 2021 10:36

Você já ouviu falar em auditoria? É possível que sim já que, além de representar um setor em instituições públicas ou privadas, a auditoria é, antes de mais nada, uma atividade. Ela pode ser descrita como o exame sistemático das atividades de um setor ou de uma empresa

A auditoria tem a função de averiguar se os processos e as atividades estão sendo desenvolvidas conforme o planejamento e também se são eficazes. Ou seja, auditar é o mesmo que analisar ou examinar, tendo como norte o plano pré-estabelecido e as metas a serem atingidas, buscando utilizar os recursos da melhor maneira possível.

A auditoria auxilia, desse modo, a organização a alcançar seus objetivos adotando uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gestão de riscos, de controle e de governança corporativa. 

Nas instituições, as auditorias podem ser classificadas em externa e interna. A externa se distribui nas diversas áreas de gestão (auditoria de recursos humanos, auditoria jurídica, auditoria contábil etc.). Já a interna tem como objetivo avaliar o processo de gestão em si, englobando a governança corporativa, a gestão de riscos e a aderência às normas com o objetivo de adicionar valor e melhorar as operações de uma organização.

E você sabia que o IFSC também tem um setor de auditoria? Sim! Como instituição pública é muito importante que o serviço que prestamos seja auditado - interna e externamente - para garantir a qualidade e a melhor entrega possível para os cidadãos como você.

Quem faz a auditoria no IFSC?

Externamente, quem faz esse processo são os órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Você pode ver os relatórios das auditorias realizadas neste link.

Mas o IFSC também possui um setor e servidores concursados só para isso. Enquanto o auditor externo é um profissional designado para uma auditoria específica e que tem um tempo limitado para resolver problemas, o auditor interno é um servidor da própria instituição, que dispõe de mais tempo e conhecimento sobre os processos e funcionamento do órgão.

O trabalho de auditoria interna é responsabilidade da área de Auditoria Interna do IFSC, a Audin, cujas atividades são realizadas pela Unidade de Auditoria Interna – a UNAI. A Audin está estruturada em Auditoria Geral e Auditorias Regionais, conforme as regiões onde o IFSC possui câmpus. Ela é um órgão de assessoramento que está vinculado hierarquicamente ao Conselho Superior do IFSC (Consup) e suas competências estão estabelecidas em um regimento interno próprio

-> Leia mais sobre as funções e funcionamento do Conselho Superior do IFSC

Assim podemos dizer que a Unidade de Auditoria Interna é um órgão administrativo, que pertence à estrutura organizacional da Reitoria, vincula-se administrativamente ao Conselho Superior, e normativa e tecnicamente à Controladoria-Geral da União.

O que faz a Auditoria Interna?

 O trabalho da Unidade de Auditoria Interna consiste em:

- Atividades de controle interno exercidas por meio de consultoria e avaliação objetiva e independente da conformidade de gestão e do assessoramento à alta administração;

- Análise do desempenho das áreas em relação às atribuições e aos planos, às metas, aos objetivos e às políticas definidas pela entidade.

-> Entenda o papel da Auditoria Interna na garantia da integridade institucional

As atividades realizadas anualmente pela Auditoria são definidas em um planejamento que considera a matriz de riscos da Instituição, demandas da CGU e do TCU e demandas da comunidade interna e da gestão. Este planejamento passa por apreciação e aprovação da própria CGU e também do Consup. 

Após a finalização dos trabalhos de auditoria, é realizada uma reunião com a gestão para apresentar o resultado, discutir as recomendações e determinar um prazo para atendimento dessas recomendações, que normalmente incluem propostas de melhorias nos serviços prestados pelo IFSC, como algum dado que deveria ser público e não está disponível ou a melhoria na apresentação de informações em alguma área do Portal do IFSC.

-> Veja os relatórios das auditorias realizadas

O objetivo, portanto, é adicionar valor e melhorar o desempenho da organização. Por meio da atuação da Auditoria Interna, conseguimos melhorar a eficiência dos serviços prestados, satisfazendo as necessidades dos usuários da forma menos onerosa possível, e extraindo a maior efetividade e qualidade na prestação do serviço.

Para fazer este trabalho, o IFSC conta atualmente com sete servidores concursados, que se dividem entre a Reitoria e as regiões onde o IFSC possui câmpus (Grande Florianópolis, Norte, Oeste, Planalto e Sul). A equipe possui profissionais formados em Direito, Economia e Ciências Contábeis. 

O que acontece quando a Auditoria encontra algum problema?

Existem duas situações: a primeira quando a auditoria identifica alguma inconformidade e a segunda - mais rara -  quando a inconformidade é relatada à auditoria. 

No primeiro caso, a inconformidade é descrita em relatório e é realizada  uma recomendação de correção. O material é então encaminhado à gestão para ciência e providências necessárias, sendo papel da auditoria monitorar a implementação da recomendação. 

Já no segundo caso, a auditoria pode emitir uma Nota de Auditoria, para providências imediatas, ou reportar o problema para o setor ou órgão que tenha a responsabilidade para apuração, como Assessoria de Correição, CGU, entre outros.

Posso fazer uma denúncia para a Auditoria?

Estamos aqui falando que a auditoria ajuda a identificarmos problemas e corrigirmos. Você pode pensar: se eu perceber algo, posso informar ou denunciar para a Auditoria? A resposta é não. O caminho aí não é a auditoria, mas sim a Ouvidoria do IFSC conforme já explicamos neste post.

Entendeu por que esse trabalho é importante? É a partir dessas análises periódicas que conseguimos fazer melhorias para a comunidade externa que, às vezes, na correria do dia a dia, não são percebidas pelo setor que presta aquele serviço.

Ficou com mais alguma dúvida ainda? Escreve pra gente no e-mail blog@ifsc.edu.br.

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Turismo: conheça iniciativas do IFSC na área

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 29 set 2021 09:17 Data de Atualização: 29 set 2021 11:19

Na última segunda-feira, 27, comemoramos o Dia Mundial do Turismo. Apesar das dificuldades em mais um ano de pandemia, podemos celebrar a retomada gradual do setor e as iniciativas inovadoras construídas nesse período.

Aqui no IFSC nossos alunos e professores também buscaram soluções diante desse grande desafio. Vamos mostrá-las neste post, em que você também vai conhecer os cursos que oferecemos nesta área e os projetos que você pode participar.

Como está o Turismo no segundo ano de pandemia?

Conversamos com professores de cursos da área de Turismo do IFSC, nos câmpus Florianópolis-Continente e Garopaba, e eles afirmam que de forma gradual a situação vem melhorando.

O setor foi um dos mais afetados pela Covid-19, com fechamento de milhares de vagas de trabalho em todo Brasil. Para enfrentar esse mais de um ano e meio de restrições, o setor teve que se adaptar.

As experiências virtuais e a valorização de um Turismo mais relacionado à natureza, como o ecoturismo, o turismo rural, o de base comunitária, e em cidades menores, são algumas mudanças apontadas. 

E como é isso no IFSC?

Aqui no IFSC a gente também teve que buscar soluções para nossas atividades e projetos. Além das aulas não-presenciais, os cursos passaram a utilizar mais as redes sociais e buscar diferentes formas de levar o conhecimento também para a comunidade. 

Um exemplo é a segunda edição de um tour virtual organizado por alunos dos cursos de Guia de Turismo do Câmpus Florianópolis-Continente. Este ano eles vão contar a história e mostrar cada detalhe da Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, localizada em uma pequena ilha na Baía Norte, em Florianópolis. 

Ela está fechada para visitas, mas você pode conhecer acompanhando os episódios pelas redes sociais do IFSC, aos domingos às 10 horas ou acompanhando os episódios gravados no Youtube do Câmpus.

Veja o primeiro episódio: 


A professora Maria Helena Alemany Soares é coordenadora do projeto e explica que com esse novo formato "pode-se oportunizar, em período pandêmico, uma alternativa de lazer e aprendizado a moradores e turistas virtuais e promover aos estudantes um exercício prático inovador na área de guiamentos."

Em 2018 e 2019, alunos do curso fizeram o guiamento presencial em outra fortaleza da região - a de São José da Ponta Grossa, mas com as restrições por conta da Covid-19, migraram para o on-line. 

O que faz um Guia de Turismo?

O Guia de Turismo é o profissional que orienta e conduz turistas durante traslados, passeios, visitas e viagens, informando sobre aspectos socioculturais, históricos, ambientais e geográficos da região visitada. 

A professora Maria Helena destaca que o profissional também cuida da relação turista e comunidade local, para que ocorra de forma harmoniosa, zelando pela segurança e bem-estar do visitante.

O profissional é basicamente o elo de ligação entre o turista, os equipamentos turísticos e os órgãos de prestação de serviços

Além de guia de excursão ou de algum local específico, o profissional pode trabalhar ainda em agências de viagens, em cursos técnicos e de qualificação profissional, como profissional da educação, além de desenvolver atividades de consultorias para empresas privadas, organizações não-governamentais e órgãos públicos.

Quais cursos para ser guia o IFSC oferece?

Aqui no IFSC temos o curso Técnico Subsequente em Guia de Turismo Regional - Santa Catarina, ofertado pelos Câmpus Florianópolis-Continente e Garopaba, e o Técnico Subsequente em Guia de Turismo Nacional e América do Sul, ofertado no Continente

A principal diferença entre eles é que este segundo acompanha o turista em outros estados e América do Sul.

Por serem subsequentes, estes cursos são destinados a quem já concluiu o Ensino Médio e o ingresso é por meio de sorteio.

-> Como posso estudar no IFSC?

Como é o curso no IFSC?

Os cursos de Guia de Turismo no IFSC têm duração de dois semestres.

A professora Juliani Brignol Walotec, que é coordenadora do curso de Guia de Turismo Regional – SC  no Câmpus Garopaba, afirma que o profissional formado no curso é capacitado para passar informações sobre o destino turístico, acompanhar o passageiro desde sua chegada no aeroporto, fazer city tour, contar histórias, dar dicas de lugares interessantes, além de repassar informações históricas, geográficas e culturais das cidades do Estado onde ele se capacitou.

Um trabalho que exige competência, disposição, criatividade e preparação apropriada, segundo Maria Helena:

"Pessoalmente gosto muito da definição de Rabotíc (2010), de que “o guia de turismo é um mediador que deve ter a habilidade para trabalhar com pessoas de diferentes níveis e a capacidade de comunicar-se de forma eficiente, o que cria 'a arte de guiar'. A atuação exige uma interpretação de qualidade com conhecimento abrangente que são alcançados quando se conecta o tangível (o lugar, objetos, pessoas) com aspectos intangíveis (ideias, conceitos, significados).” 

Assista ao vídeo que fizemos sobre o curso de Guia de Turismo: 


As “dicas de ouro” para estudantes de Turismo

A dica que a professora Juliani dá para quem já faz o curso, pretende fazer ou já atua no mercado de Turismo é falar outro idioma fluentemente, o que pode garantir uma boa colocação no mercado de trabalho.

-> E se você quiser aproveitar, estamos com inscrições abertas até 13 de outubro para cursos de idiomas gratuitos, veja como se inscrever clicando aqui

Outra dica importante é se especializar em uma modalidade de aventura, o que frente às novas tendências de mercado, poderá gerar boas oportunidades de empreender no setor. 

E tem curso superior em Turismo?

O Câmpus Florianópolis-Continente também tem o curso superior de tecnologia em Gestão de Turismo, que forma gestores turísticos: profissionais com competência e habilidades para administração de destinos, atrativos e organizações turísticas. Os formandos também estarão capacitados para atuar com pesquisa no ramo do Turismo.

Para saber sobre o mercado de trabalho, conversamos com a coordenadora do curso, professora Fabiana Calçada de Lamare Leite:

"Estamos recebendo muitas ofertas de vagas para trabalhar em meios de hospedagens, agências, consultoria, transportadoras, eventos, vagas de atendimento ao público e vagas de 'bastidores' para planejamento, analista de vendas e de captação de clientes."

Quais os diferenciais do curso superior em Turismo?

A possibilidade de ter um contato mais próximo com a realidade do mercado turístico através da realização de projetos é um dos destaques apontados pelo professor Tiago Savi Mondo

"Isso faz com que os alunos tenham desafios reais e possam desenvolver estratégias de gestão para enfrentá-los. Aliar ensino com pesquisa e extensão é complexo, mas acredito que os nossos projetos têm alcançado resultados muito interessantes, tanto para a formação dos alunos como para o desenvolvimento do setor turístico como um todo."

Quer conhecer o curso?

Se você ficou interessado e quer acompanhar o que professores e alunos estão fazendo no curso de Gestão de Turismo, tem um caminho bem fácil. Dois projetos estão no Instagram. 

Um deles é o @gestaoturismo.ifsc, que traz dicas de destinos, sugestões de leituras e de filmes, notícias sobre Turismo e lives com gestores dos setores público e privado. As informações sobre o curso os alunos também levam para o Twitter e para o podcast Gesturcast, no Spotify.

Perfil no Instagram do curso de Gestão de Turismo do IFSC

No Instagram também tem o @gestaoturisticaeciencia, que apresenta e discute pesquisas científicas atuais e traduzidas de forma clara para quem atua no mercado do Turismo. O projeto pretende ser uma ponte entre o mercado e a academia, levando aos gestores de Turismo as mais recentes descobertas científicas dos principais centros de pesquisa do mundo.

Perfil do Instagram Gestão Turística


Posso atuar com pesquisa?

Sim! Essa é uma das possibilidades de atuação do gestor em Turismo. O professor Tiago tem dois projetos em que estudantes mostram como pode ocorrer isso.

Um deles é o desenvolvimento do turismo cervejeiro na Grande Florianópolis. O objetivo é traçar um panorama da produção de cervejas artesanais na região e das possibilidades de utilização das fábricas para o turismo, desenvolvendo assim uma rota cervejeira de visitação para moradores e turistas. 

O outro é sobre um dos cartões postais de Florianópolis, a Ponte Hercílio Luz, em que se buscou saber como as pessoas que visitam ou frequentam o local veem as possibilidades de uso turístico, tanto da ponte como das cabeceiras e redondezas.

O IFSC tem outros cursos relacionados ao Turismo?

Sim! Em ambos os câmpus - Florianópolis-Continente e Garopaba - há mais cursos que têm relação com Turismo. Confira:

-> No Câmpus Florianópolis-Continente:

- Técnico Subsequente em Eventos
- Técnico Subsequente em Restaurante e Bar
- Superior de Tecnologia em Hotelaria
- Qualificação Profissional em Organização de Eventos
- Qualificação Profissional em Operações Básicas de Restaurante e Bar

-> No Câmpus Garopaba:

- Técnico subsequente em Hospedagem
- Qualificação profissional em Empreendedorismo no Setor Turístico

Se você quer fazer um curso na área, acompanhe nosso calendário de inscrições. Você pode deixar seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse para ser avisado quando estivermos com vagas abertas.

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Alunos com deficiência: um post sobre eles e com eles

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 22 set 2021 09:10 Data de Atualização: 23 set 2021 15:59

Nesta terça-feira tivemos o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, que é sempre em 21 de setembro, conforme Lei nº 11.133/2005. O objetivo da data é conscientizar a população de que as pessoas com deficiência devem ter seus direitos respeitados.

Segundo uma definição do Ministério da Saúde, “pessoa com deficiência é a que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividades e requer atenção integral que compreenda ações de promoção, prevenção, assistência, reabilitação e manutenção da saúde.” O Plano de Desenvolvimento Institucional do IFSC tem uma seção destinada especificamente a tratar do atendimento aos alunos com deficiência, abrangendo diversos tipos de deficiência: física, auditiva/surdos, visual, intelectual, múltipla e pessoas com mobilidade reduzida. Além desses discentes, estão contemplados nesta seção os atendimentos especializados para estudantes com altas habilidades/superdotação.

Queremos aproveitar a importância desta data e usar este espaço como mais uma forma de conscientização. Para isso, conversamos com a professora de Educação Especial do IFSC Ivani Cristina Voos e com estudantes com deficiência aqui do nosso Instituto.

É pessoa com deficiência ou portador de necessidades especiais?

A nomenclatura correta é pessoa com deficiência, sem abreviação ou sigla (PcD também está errado). Inclusive, tem um decreto legislativo de 2018 que estabelece este termo.  A professora Ivani nos explicou que esta é uma luta de muito tempo das próprias pessoas, que reivindicam uma nomenclatura mais próxima do movimento anticapacitista e que possa representar a pessoa antes de qualquer outra característica humana. 

Uma pessoa não se encerra na deficiência, esta é mais uma característica humana, mas existem outras que coexistem na pessoa. 

Quais termos evitar quando se fala de pessoas com deficiência? 

Aluno da inclusão, aluno especial, aluno com necessidades, adaptação de materiais. Tudo isso é equivocado segundo a professora Ivani, pois quando pensamos numa educação na perspectiva da educação inclusiva é importante levar em consideração que os sujeitos que estão ali são diferentes por serem humanos, pelas características que têm e não unicamente pela característica da deficiência. 

A deficiência não é uma categoria e muito menos algo a ser tratado de modo isolado ou que deve ser tratada como algo que se arruma, pois falta algo a aquela pessoa. Vejam a explicação da professora do IFSC:

A ideia equivocada que muitas pessoas têm quando falam em "adaptar" materiais ou "adaptar aulas" para esse aluno ou para aquele aluno por uma determinada característica leva a esse entendimento de que para aquela pessoa é preciso oferecer algo diferente, muitas vezes subentendido a partir da ideia de que ele é incapaz. Isso não significa negar a necessidade de recursos de Tecnologia Assistiva, por exemplo, que um determinado aluno possa apresentar. Se tenho um estudante cego na sala de aula, usuário do sistema braille, não vou pedir para todos os alunos escreverem em braille. Não é isso. É preciso acesso ao ensino com materiais em braille. Isso não se trata do conceito de adaptação e sim de equidade. 

Como tratar pessoas com deficiência?

Utilizamos aqui o termo “tratar” no sentido de nos relacionar com quem tem alguma deficiência, mas o próprio termo merece uma reflexão. Como você verá logo mais, nossos alunos com deficiência dizem que querem ser “tratados” de forma normal.

A professora Ivani orienta que tanto os servidores quanto os colegas ajam de maneira natural com os alunos com deficiência. É importante se informar, estudar e, principalmente, conversar com a pessoa com deficiência. Pergunte a ela como ela prefere ser tratada:

“Ninguém sabe mais do seu próprio corpo e de suas necessidades e objetivos de vida do que ela mesma. Nunca terceirize a conversa, fazendo questionamentos aos pais, ao profissional de apoio, se a pessoa estiver na conversa. A não ser que seja de fato algo destinado à pessoa que o acompanha. Por exemplo, já vivi muitas situações de estar junto com um estudante ou amigo com deficiência e o garçom ou atendente da loja chegar em mim e perguntar: o que ela quer? o que ela vai comer? Pergunte direto a ela. Mesmo quando essa pessoa faz uso de sistema alternativo de comunicação, tenha calma e paciência e aguarde. A resposta virá.”

Como o IFSC trabalha a inclusão de alunos com deficiência?

O IFSC possui uma Coordenação de Ações Inclusivas dentro da Pró-Reitoria de Ensino. Cada câmpus também conta com um Núcleo de Acessibilidade Educacional, que agrega profissionais que buscam promover processos educativos em condições de equidade para estudantes com deficiência. 

-> Saiba mais sobre o atendimento ao público da Educação Especial

Temos professores de Educação Especial (EE) para oferecer um Atendimento Educacional Especializado. Mas a professora Ivani ressalta que os alunos com deficiência não são exclusivos do professor da Educação Especial. Na verdade, é ao contrário:

Na perspectiva inclusiva, esse estudante é um aluno como qualquer outro. Tem direitos, mas tem deveres (diferente do que muitos possam pensar, eles não podem e nem devem ser aprovados pelo fato de ser pessoa com deficiência). 

A professora também nos explicou que há alguns equívocos que circulam entre as pessoas sobre o que é o Atendimento Educacional Especializado, conhecido pela sigla AEE:

Não se trata de um atendimento clínico e separado na vida escolar do estudante, no qual o professor da EE entra numa sala e quase que magicamente faz um trabalho que promova um "conserto" de algo que lhe falta. Tão pouco é um espaço de reforço escolar. Não é isso! 

O Atendimento Educacional Especializado é um trabalho que visa identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem ou minimizem as barreiras para a plena participação dos alunos na vida escolar. Este trabalho leva em consideração as características humanas da pessoa, os objetivos que ela quer atingir e os recursos de acessibilidade que precisa, muitas vezes dada a escolha do curso em que está matriculado.

-> Em 2019, o IFSC inaugurou um Laboratório de Tecnologia Assistiva no Câmpus Palhoça Bilíngue, o Labta

Ingresso de alunos com deficiência no IFSC

Pessoas com deficiência ingressam no IFSC pelo mesmo processo seletivo que as demais, ou seja, não há diferenciação na forma de acesso. Porém, há uma reserva de vagas exclusiva para pessoas que estudaram em escolas públicas e possuem alguma deficiência.

-> Veja como funciona essa reserva de vagas 

Alunos do IFSC com deficiência: o que eles pensam sobre o assunto?

Além de falar com uma professora do IFSC especialista neste tema, também conversamos com alguns estudantes do IFSC com deficiência para que eles mesmos pudessem explicar sobre como preferem ser tratados, como veem o dia da luta da pessoa com deficiência e também sobre o que acham de estudar no IFSC. Também vamos compartilhar depoimentos de mães de alunos.

Para começar, veja a fala da nossa estudante Ana Beatriz Bernardino, que tem 16 anos e autismo e faz o curso técnico integrado em Recursos Pesqueiros no Câmpus Itajaí. Ana reflete sobre a importância da data. A mãe dela, Queila Fabiana Moreira, que também faz parte da Associação de Amigos dos Autistas (AMA) de Itajaí, também participou da entrevista: 


Apesar de muita gente não saber, o aluno Fabricio Roger Eggert Herber, do curso técnico em Química do Câmpus Jaraguá do Sul - Centro tem transtorno do Espectro Autista - Grau Leve. Ele entrou no IFSC em 2018, tem atualmente 19 anos e disse que gosta de ser tratado pelos colegas e professores de forma igualitária, sem distinção nenhuma, pois se considera uma pessoa igual a todo mundo: 

“As pessoas, na verdade, nem sabem que eu tenho o Transtorno do Espectro Autista - Grau Leve, pois eu não deixo transparecer muito facilmente, pois existem muitos espectros autistas, isso varia de indivíduo para indivíduo. Mas eu sou muito comunicativo, empático etc. Na verdade, eu não dou muita importância para o que as pessoas falam de mim pelos lugares, pois se tem algo que eu pude aprender nesse tempo de pandemia é: “faça tudo com calma, no seu tempo, mas faça um trabalho bem feito”, e isso vem rendendo bons resultados no IFSC.”

Foto do aluno Fabricio do IFSC

A Júlia Victória Pereira está no segundo ano do curso técnico integrado em Alimentos do Câmpus Canoinhas. Ela é cega de nascença, então nos contou que é triste ver as pessoas “travarem” ao se depararem com alguém com deficiência. 

Foto da aluna Julia do IFSC

Veja as dicas que ela deixa para as pessoas:

Se você trabalha em algum estabelecimento como lojas, restaurantes etc, e  vê uma pessoa com deficiência acompanhada chegando, não se dirija ao acompanhante para perguntar o que a pessoa deseja. Temos nossos gostos e não precisamos que as pessoas respondam por nós. Outra coisa que acaba sendo totalmente ridículo e desconfortável é quando somos infantilizados. As pessoas chegam para nós e acham que estão falando com um bebê. Muitas pessoas acabam atribuindo deficiência com pureza e inocência, isso está totalmente equivocado, pois não paramos no tempo e vamos nos desenvolvendo de acordo com nossa faixa etária. Acredito que ninguém gosta de perceber que o outro está sentindo pena de você. Podemos perceber quando uma pessoa cai. Essa pessoa não quer que você sinta pena, ela quer que você a ajude a se levantar. O mesmo acontece com a gente. Não precisamos que sintam pena, isso é uma experiência horrível.

Além do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, temos o Dia Nacional do Surdo, celebrado em 26 de setembro. A estudante Gabriela da Costa Viana, do curso superior de Pedagogia Bilíngue (Libras-Português) do Câmpus Palhoça Bilíngue gravou um vídeo pra gente falando do seu orgulho de comemorar essa data. Ela nasceu com surdez profunda e começou a aprender a língua de sinais aos 7 anos. 


Já que falamos de uma aluna do nosso Câmpus Palhoça Bilíngue, vamos destacar que o câmpus parte da perspectiva da “diferença” e não da “deficiência”, compreendendo os surdos não como “deficientes” e sim como sujeitos pertencentes a uma “minoria linguística”, que faz uso de uma língua própria.  

A estudante Simone Bitencourt está quase terminando o curso técnico em Logística no Câmpus São Lourenço do Oeste, e também é surda. Ela disse que teve um pouco de dificuldade em acompanhar as atividades no início (diante das atividades não presenciais), mas todos sempre a auxiliaram. 

Entender o moodle e o (Google) meet foi um pouco difícil no início, mas todos sempre me ajudaram bastante, me ensinaram a entender e deixaram tudo mais claro. Agora estou quase me formando, mas foi muito bom para todos e para os professores ter uma aluna surda, adaptaram as atividades, slides e todos os materiais, deixaram mais acessível para todos.

Foto da aluna SImone do IFSC

Estudantes e família se sentem acolhidos no IFSC

Sabemos que ainda podemos e precisamos melhorar em relação ao entendimento de educação especial. Inclusive, um dos pontos é justamente ampliar o número de professores da Educação Especial que também realizam o Atendimento Educacional Especializado. Esta é uma questão que nos desafia e está sempre na nossa pauta.

Ainda assim, ficamos felizes por perceber que, mesmo com algumas dificuldades, conseguimos acolher e atender nossos alunos independente de suas características pessoais. E foram eles que nos disseram! ☺

A Andréa Vieira Arêas tem 37 anos e está se formando neste semestre no curso técnico em Eventos do Câmpus Florianópolis-Continente. Ela sofreu uma lesão medular e, por isso, desde os 21 anos é usuária de cadeira de rodas. 

Foto da aluna andrea do IFSC com colegas

Leia o que ela falou sobre estudar no IFSC:

Fui muito bem acolhida pelo IFSC!!! Desde o início do curso me sinto muito bem, e fui tratada como todos! Isto é muito importante. Fui representante de turma, estou no colegiado, como suplente, e sempre sou muito bem ouvida e respeitada.

Assim que chegou ao IFSC, a estudante Anna Hoeft, que faz o curso técnico integrado em Modelagem do Vestuário no Câmpus Jaraguá do Sul - Centro, já contou a todos que é autista, o que ajudou na conscientização dos colegas também, como ela relata em seu depoimento.


A mãe de Anna, Edlaine Hoeft, nos demonstrou a sua satisfação pela filha - que foi diagnosticada com autismo em 2019 - estudar aqui:


A estudante Geovanice Policen, da quarta fase do curso técnico integrado em Informática do Câmpus Gaspar, também comentou sobre o IFSC e a importância do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Ela é cega, tem 35 anos e estava há muito tempo fora da escola. 


O aluno William Luis Werner Jung, de 20 anos, está cursando a 3ª fase do curso superior de tecnologia em Gestão de Turismo no Câmpus Florianópolis-Continente. Ele tem epilepsia desde os dois anos de idade, toma vários medicamentos por dia para controlar as convulsões e por isso tem deficiência cognitiva e de visão. 

Foto do aluno William do IFSC

Veja o que ele nos escreveu:

"Não sinto bullying no IFSC. Todo mundo se ajuda. Os professores são muito dispostos e meus colegas também. Nem sei se sabem que tenho epilepsia, me tratam de igual pra igual. Isso é muito legal, é uma maneira justa de ser tratado. Tenho mais dificuldade para entender algumas coisas, mas não é isso que me diferencia de outra pessoa. Me considero capaz como qualquer um. Claro, algumas atividades são mais difíceis de serem compreendidas, mas isso é comum, também para outros colegas."

O acolhimento é responsabilidade de todos

Como vocês puderam perceber pelos depoimentos de nossos estudantes e de alguns familiares, o acolhimento não vem só pelos professores ou pelo profissional de Atendimento Educacional Especializado, mas também e especialmente dos colegas. Todos precisam compreender a importância de que antes de ter uma deficiência, todos são pessoas e são capazes de realizar as atividades e conviver com os demais, ainda que eventualmente precisem de alguma adaptação, como a tradução para Libras. 

E se você quer entender um pouco mais sobre o assunto veja a cartilha elaborada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comped) de Lages, que contou com o apoio do IFSC para a tradução e interpretação para Libras.

-> Clique aqui para acessar a cartilha

Tem mais algum ponto quando falamos de pessoas com deficiência que você acha importante abordarmos? Escreva pra gente no e-mail blog@ifsc.edu.br.

Outros materiais

-> Dicas de Atendimento ao Público com Deficiência da ENAP
-> Contracartilha de acessibilidade: reconfigurando o corpo e a sociedade

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Tour pelo Portal do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 15 set 2021 09:33 Data de Atualização: 15 set 2021 11:29

Se você está lendo este post é porque, de alguma forma, sabe o caminho para o Portal do IFSC. O Blog do IFSC é um dos canais que você encontra dentro do nosso site, mas temos muito mais conteúdos. 

O Portal do IFSC, com esta cara que vocês estão vendo hoje, existe desde fevereiro de 2018, quando tivemos uma grande mudança de plataforma para termos um canal mais moderno, adaptado para todos os formatos de telas (computadores, tablets e celulares) e com conteúdos atualizados e organizados. Quem aí se lembra de como era antes? ??

Print site antigo do IFSC

Pois é, foi uma mudança e tanto feita depois de muita pesquisa, estudos e testes com usuários.

Anúncio novo Portal do IFSC


É tanta coisa que, às vezes, pode até parecer confuso achar alguma informação ou documento que você precisa. Para facilitar a sua vida, hoje faremos um post diferente para te apresentar ao nosso Portal de uma forma que nunca foi feita. 

Precisamos dizer que, como a navegação do nosso Portal é pensada para ser intuitiva, é possível chegar de diferentes formas a um mesmo lugar. Então vamos mostrar alguns caminhos, mas você pode utilizar qual quiser. O importante é você encontrar o que precisa - ou o que nem sabia que tinha! ??

Embarque neste tour com a gente!

Afinal, é portal do IFSC ou site do IFSC?

Na prática, não faz tanta diferença dizer para você acessar nosso site ou nosso portal, afinal, o que queremos é que você entre neste nosso endereço virtual e encontre o que precisa. Mas nós o chamamos de Portal do IFSC porque é uma plataforma que engloba vários outros sites e direciona para outros sistemas. Isso acontece também porque temos diversos públicos com os quais nos comunicamos e o Portal é o nosso principal canal de comunicação.

Portal do IFSC X site dos câmpus

Um exemplo para deixar mais claro é que, dentro do Portal do IFSC, temos os sites dos nossos câmpus. Atualmente, apenas o site do Câmpus Palhoça Bilíngue ainda está no padrão antigo, porque diante de suas especificidades a mudança precisa ser feita com um cuidado ainda maior. Todos os outros 21 câmpus já estão com seus sites na nossa atual plataforma.

-> Acesse o site do seu câmpus

Para quem é o Portal do IFSC?

Nosso Portal é pensado especialmente para atender as pessoas que têm interesse em estudar no IFSC - que chamamos de potenciais alunos - e nossos atuais alunos. Quando pensamos nas notícias que iremos produzir, por exemplo, temos esses públicos em mente.

No entanto, temos áreas no nosso Portal destinadas a alguns públicos mais específicos como interessados em trabalhar no IFSC e também a comunidade, que pode se envolver em projetos de extensão ou pesquisa, por exemplo. Temos ainda uma página só voltada à imprensa.

Isso quer dizer que só essas pessoas podem acessar o Portal do IFSC? Claro que não. Quando temos um portal aberto - diferente de uma intranet, em que é preciso se logar para ter acesso - não temos como impedir que alguém veja nosso conteúdo (e nem queremos isso ☺). 

Por isso, qualquer pessoa interessada em saber mais sobre o IFSC pode acessar nosso Portal. Fazemos esse filtro de informações pensando nesses públicos prioritários para simplificar a apresentação de conteúdo. Afinal, se já desta forma temos muita coisa, imagine se a gente não tivesse esse cuidado? Ia ser tanta informação que talvez, quem precisasse, não iria encontrar.

Diferentes menus

Sabe aquela história de que, dependendo do lugar, é possível pegar várias ruas para chegar até ele? Nosso Portal funciona desta forma. Por isso, temos vários menus de acesso para que a informação seja encontrada. 

Vamos exemplificar utilizando a visão de quem acessa nosso Portal pelo computador.

Entrando pela home, ou página principal, temos o que chamamos de menu superior:
 

Temos os seguintes itens aí: 

- O IFSC: traz informações da nossa instituição como histórico, estrutura, documentos norteadores e missão;
- Cursos: apresenta todos os nossos tipos de cursos e direciona para o Guia de Cursos e todas as páginas relacionadas ao nosso processo de ingresso, como editais, resultados e matrículas;
- Câmpus: mostra todos os câmpus que o IFSC tem e leva para o site de cada câmpus;
- Estudantes: área dedicada aos alunos do IFSC com diversas informações úteis para a jornada acadêmica;
- Comunidade: espaço em que a comunidade pode encontrar serviços e projetos para participar, além de conhecer melhor nossa atuação em pesquisa e extensão;
- Comunicação: apresenta os principais canais de comunicação da Instituição com seus públicos e os contatos para falar conosco;
- Acesso à informação: disponibiliza documentos e conteúdos organizados conforme prevê a Lei de Acesso à Informação;
- Transparência e prestação de contas: apresenta informações públicas disponibilizadas pelo IFSC em atendimento a exigências do Tribunal de Contas da União (TCU).

Quem acessar pelo celular, vai visualizar desta forma:

Imagem mostrando o menu que aparece ao acessar o Portal do IFSC pelo celular

Temos os menus que aparecem direto ao rolar a página da home:
 

E tem o menu que você encontrará dentro de cada página:


Para acessar esses menus internos no celular, o caminho é um pouco diferente, já que eles não irá aparecer na lateral da tela. Você precisará clicar na seta pra baixo logo após o nome da página (veja nas imagens abaixo) para poder abrir o menu:Imagem mostrando exemplo de menu interno do Portal do IFSC ao acessar pelo celular

Sou aluno do IFSC

Se você já é nosso aluno, temos uma página do nosso Portal toda pensada para você. Acesse pelo menu Estudantes.

Nesta área, você encontra informações de Assistência Estudantil, Bibliotecas, Calendário Acadêmico, Intercâmbio, Oportunidades para participar de projetos, além de acesso aos sistemas acadêmicos e outros serviços de tecnologia.

-> Serviços que o IFSC te oferece e você nem sabia

Organizamos ainda neste espaço os documentos úteis, como tutoriais e templates. E, neste momento de pandemia, criamos uma página específica sobre ANP - Atividades não presenciais.

E tem uma outra parte do nosso Portal muito importante que nem todos os alunos acompanham, mas é fundamental para se manterem informados: as notícias. Vamos falar delas mais adiante. 

-> 10 motivos para você não dizer que não sabia

Quero estudar no IFSC

Você quer estudar aqui? Podemos dizer que grande parte do nosso Portal é destinado a você. Já na home - que é como chamamos a página principal do nosso Portal -, temos um banner com informações sobre cursos que estão com vagas abertas no momento. Logo abaixo temos um menu com acesso rápido a informações úteis para quem quer ser tornar nosso aluno: cursos, vagas abertas, resultados e perguntas frequentes.
 


É possível acessar direto a página de cursos e encontrar os tipos de cursos que temos. Ao clicar em cada tipo de curso, você terá as explicações detalhadas de cada um - quem pode fazer, forma de ingresso - e verá nosso Guia de Cursos.

Chamamos de Guia de Cursos a área em que você consegue ver os cursos disponíveis por tipo e por local de oferta. Para isso, basta entrar na página de cada tipo de curso e ver se há vagas abertas no momento. Mesmo quando não tiver vaga, você pode ver a página específica do curso do seu interesse para mais informações.

Veja um exemplo desta página dos cursos técnicos.

Tem outras páginas que quem quer estudar aqui terá que acessar (não importa o caminho para chegar nelas):

- Editais abertos: onde você verá o documento com as vagas disponíveis e as “regras” do processo seletivo;
- Inscrições e acompanhamento: onde você será direcionado ao nosso Portal de Inscrições;
- Resultados: onde você deverá acompanhar se foi selecionado;
- Orientações para matrícula: onde você deverá ver o que precisa para se matricular caso tenha sido selecionado para um de nossos cursos.

Além disso, tem outras páginas que consideramos muito úteis para quem quer se tornar nosso aluno e que já vamos dar o atalho por aqui:

- FAQ: Perguntas frequentes sobre o IFSC
- Cadastro de Interesse: onde você pode deixar seu e-mail para ser avisado quando estivermos com vagas abertas

Quero trabalhar no IFSC

Tem muita gente também que deseja trabalhar no IFSC - seja como servidor efetivo ou professor substituto ou temporário. Organizamos uma página pensando justamente em quem quer trabalhar aqui que chama Trabalhe no IFSC, acessada pelo menu O IFSC.

-> Como trabalhar no IFSC

Notícias do IFSC

A área mais atualizada do nosso Portal é a de notícias, justamente, porque é onde apresentamos tudo o que está acontecendo na nossa instituição. As notícias podem ser acompanhadas pela home, mas também tem uma página direta.
 


Covid-19

Excepcionalmente, podemos criar páginas específicas para facilitar a nossa comunicação. Foi o que fizemos em função da pandemia. Criamos uma página só da Covid-19 em que centralizamos todos os documentos institucionais e também atualizamos as fases que estamos neste momento de acordo com a nossa Política de Segurança Sanitária, além de explicar como funciona o acionamento das fases e apresentar a situação das atividades em cada um de nossos 22 câmpus.

-> Acesse a página com as orientações oficiais sobre a Covid-19 no IFSC
-> Política de Segurança Sanitária do IFSC: entenda como vai funcionar a retomada gradual das atividades presenciais

Outros canais

Dentro do Portal do IFSC, além do que chamamos de páginas, temos outros canais com objetivos distintos. Neste momento, destacamos os seguintes:

- IFSC Verifica: projeto de checagem de informações relacionados à pandemia;
- Blog do IFSC: este espaço no qual você está lendo este post, em que compartilhamos conteúdos relevantes para nossos públicos estratégicos de maneira leve e descontraída;
- Blog dos Intercambistas: para quem quiser acompanhar a experiência de alunos do IFSC em intercâmbio presencial e virtual.

Temos alguns eventos que também possuem sites próprios como o Sepei e o JIFSC

Quem faz o Portal do IFSC

Já deu pra perceber que não somos um robô aqui atrás escrevendo isso pra você, não é?

Pois é, para manter este Portal atualizado e em funcionamento, temos vários servidores envolvidos. Toda a parte de tecnologia fica a cargo dos servidores da nossa Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC).

O conteúdo em si é organizado de maneira compartilhada. A maioria dos textos, bem como a produção de notícias e dos posts dos outros canais, é feita por jornalistas do IFSC. Mas os servidores das áreas são responsáveis pela atualização das páginas do seu setor.

O Guia de Cursos também é feito de forma conjunta, envolvendo os coordenadores de cursos e os profissionais de comunicação do IFSC.

Ainda tem dúvidas?

Gostou do nosso tour? Foi uma rápida visita virtual, digamos assim. Em cada área do nosso Portal poderíamos ficar um tempão explicando cada item, mas a ideia é justamente que o Portal seja intuitivo e que você encontre a informação sozinho.

Se você tem alguma sugestão de melhoria, mande pra gente pelo e-mail blog@ifsc.edu.br. Por mais que estejamos sempre atentos, sabemos que sempre podemos melhorar e a opinião de quem utiliza nosso Portal é fundamental para termos esse retorno.

Participe do teste de usabilidade do Portal do IFSC

Aliás, em breve faremos testes de usabilidade com usuários do nosso Portal justamente para ver se as pessoas estão conseguindo encontrar o que precisam. Se você quiser participar, pode mandar um e-mail também para blog@ifsc.edu.br. 

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Qual a diferença entre pós-graduação lato sensu e stricto sensu?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 08 set 2021 09:31 Data de Atualização: 08 set 2021 11:18

Você já deve ter visto por aí a expressão pós-graduação lato sensu ou stricto sensu. Aqui no IFSC oferecemos as duas opções. Mas qual a diferença  entre elas e qual é a melhor para você?

É o que explicamos no post desta semana!

Lato ou stricto sensu

Vamos começar do básico, a nomenclatura: a pós-graduação lato sensu, ou sentido amplo, compreende programas de especialização, geralmente voltados ao mercado de trabalho. Esse tipo de  curso tem duração mínima de 360 horas e, ao final, o aluno obtém um certificado. Já a pós-graduação stricto sensu, ou sentido estrito, são os programas de mestrado e doutorado. O acadêmico que cursa uma pós-graduação stricto sensu recebe um diploma ao final, sendo que o programa de mestrado dura em média dois anos e o de doutorado, quatro.

Quadro explicando a diferença entre pós-graduação lato sensu e stricto sensu

-> Veja a definição do Ministério da Educação para lato e stricto sensu

Qual é a diferença entre mestrado profissional e acadêmico?

É importante mencionar que existem ainda mestrados profissionais e mestrados "acadêmicos". O primeiro enfatiza estudos e técnicas voltadas ao alto nível de qualificação profissional, enquanto o segundo é voltado à pesquisa acadêmica e à docência. Os alunos que cursam o mestrado podem dar sequência ao estudo no doutorado, quando têm por objetivo a docência ou a pesquisa.    

Quem pode fazer uma pós-graduação?

Todos que tenham concluído um curso de graduação ou superior de tecnologia (também conhecido por tecnólogo ou como graduação tecnológica), que também possuem reconhecimento de nível superior, podem fazer uma pós-graduação do tipo especialização ou mestrado. Importante lembrar que fazer apenas curso técnico (ainda que subsequente ao ensino médio) não qualifica o aluno para cursar uma pós-graduação. 

Para fazer um doutorado, usualmente é exigido que já se tenha um diploma de mestrado. Existem casos específicos em que se pode fazer um doutorado sem ter feito o mestrado antes, mas depende de cada curso.

-> Da qualificação profissional à pós-graduação: entenda o que são os itinerários formativos no IFSC

Além das exigências de formação, pode ser que o curso que você quer fazer também tenha a exigência de alguma experiência profissional na área, especialmente para os cursos de pós-graduação lato sensu (especializações). Nestes casos, sempre estará indicado no edital de vagas abertas quais as exigências para fazer aquele curso.

Posso fazer uma pós que não seja na minha área de formação na graduação?

Sim. Tanto as pós-graduações lato sensu quanto as stricto sensu podem ser feitas por alunos de outras áreas de formação. É importante só verificar as exigências de cada curso no edital de abertura de vagas, para ver se você cumpre todos os pré-requisitos exigidos para o curso.

Quais pós-graduações o IFSC oferece?

Aqui no IFSC você pode cursar pós-graduações lato e também stricto sensu. A instituição oferece cursos de especialização e mestrados profissionais em diferentes áreas, todos voltados à área técnica, ou seja, ao mercado de trabalho. 

Veja os cursos que temos neste momento:

Especialização 

- Agroecologia
- Ciência e Tecnologia de Alimentos com Ênfase em Alimentos Funcionais
- Ciências Marinhas Aplicadas ao Ensino
- Computação Científica para a Indústria
- Cultura e Sociobiodiversidade na Gastronomia
- Desenvolvimento de Produtos Eletrônicos
- Desenvolvimento Rural Sustentável
- Docência para a Educação Profissional [EaD]
- Educação Ambiental com ênfase na formação de professores
- Educação Científica e Matemática
- Educação Científica e Tecnológica
- Educação de surdos: aspectos políticos, culturais e pedagógicos
- Educação e diversidade
- Educação em Ciências e Matemática
- Educação Profissional e Tecnológica
- Ensino de Ciências [EaD]
- Ensino de Língua Inglesa
- Formação Pedagógica para a Educação Profissional e Tecnológica
- Fruticultura de Clima Temperado
- Gestão em Saúde [EaD]
- Gestão escolar
- Gestão Pública para a Educação Profissional e Tecnológica [EaD]
- Interdisciplinaridade e Práticas Pedagógicas na Educação Básica
- Manejo de Pomares de Macieira e Pereira
- Manejo Pré e Pós-Colheita de Frutas de Clima Temperado
- Marketing
- Multiletramentos na Educação
- Mídias Integradas na Educação [EaD]
- Pesquisa e Prática Pedagógica
- Tecnologia de Bebidas Alcoólicas
- Tecnologias e práticas educacionais
- Tecnologias para Educação Profissional [EaD]
- Teorias e Metodologias da Educação Básica e Profissional
- Tradução e Interpretação de Libras/Português

Mestrado Profissional

- Clima e ambiente
- Educação Profissional e Tecnológica em Rede Nacional (ProfEPT)
- Viticultura e Enologia
- Proteção Radiológica
- Sistemas de Energia

O período de inscrições para os cursos de pós-graduação do IFSC depende do calendário de cada curso. 

-> Se quiser ser informado quando estivermos com inscrições abertas para nossos cursos de pós-graduação, deixe seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse

Como escolher? Posso fazer as duas?

Na hora de escolher a pós-graduação é importante levar em consideração qual é o seu objetivo. A pós-graduação lato sensu ou especialização tende a ser mais generalista e abrangente, já o mestrado profissional ou pós-graduação stricto sensu é focado em alguma área da profissão, oferecendo um aprofundamento maior naquele campo.

Veja no vídeo abaixo a explicação da coordenadora de pós-graduação do IFSC, Christina Martinez Hipólito:


Vale lembrar que é possível fazer ambas e que não há uma ordem obrigatória, tampouco um momento específico na carreira. É possível cursar para iniciar a vida profissional assim como para a atualização depois de algum tempo já trabalhando no mercado. O interessante é sempre observar a grade curricular para verificar se o curso atenderá os objetivos pretendidos pelo aluno.  

Faça uma pós-graduação no IFSC

Se quiser fazer um curso de pós-graduação no IFSC, acompanhe nosso calendário de inscrições. Lembre-se de cadastrar seu e-mail para lhe avisarmos sempre que estivermos com inscrições abertas.

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Comitê de Ética em Pesquisa do IFSC: entenda sua importância

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 01 set 2021 08:33 Data de Atualização: 01 set 2021 09:20

Não é novidade que aqui no IFSC temos pesquisadores, não é? E quando falamos de pesquisa, não nos referimos apenas aos nossos docentes que, inclusive, têm uma carga horária destinada para isso. Muitos dos nossos alunos realizam pesquisas durante o curso e, portanto, também são considerados pesquisadores.

Mas você sabia que se o seu projeto de pesquisa envolver a participação de seres humanos, antes de iniciar os trabalhos, você precisa da aprovação de um comitê de ética? Pois é. A novidade é que agora possuímos o nosso próprio Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, o CEPSH, um  importante órgão para qualificar as investigações que envolvem seres humanos. 

Para nos explicar melhor o papel deste comitê e como você deve acioná-lo no seu projeto de pesquisa, conversamos com  a coordenadora do CEPSH/IFSC, Tahis Regina Baú, a coordenadora adjunta, Vanessa Tuono Jardim, e a secretária do CEPSH/IFSC, Luciane Pires de Oliveira.

Qual é o papel do CEPSH/IFSC?

A função desse comitê é avaliar todos os projetos de pesquisa que envolvam a participação de pessoas, seja com entrevistas, grupos focais, ensaios clínicos ou outros tipos de abordagem, garantindo que os direitos desses participantes sejam respeitados no processo de construção do conhecimento científico.

O comitê é formado por 17 pessoas, entre membros titulares, suplentes e externos, com atuação em todas as grandes áreas de pesquisa. Os membros internos ao IFSC foram selecionados por meio de chamada pública. As reuniões são mensais e você pode consultar a agenda até o fim do ano na página do CEPSH/IFSC.

Mas por que é importante termos nosso próprio Comitê de Ética em Pesquisa?

Na prática, toda pesquisa que envolve seres humanos precisa receber a aprovação de um comitê de ética – que pode ser ligado a qualquer instituição (só em Santa Catarina são mais de 30, em instituições como a UFSC, a Udesc e a Secretaria da Saúde). Porém, nos últimos anos o crescimento da demanda de pesquisa do IFSC tornou evidente a importância de que a instituição tenha um comitê próprio.

Entre os requisitos para a constituição de um comitê próprio estão a quantidade de pesquisadores doutores na instituição e o volume de projetos de pesquisa desenvolvidos. A ideia de termos nosso próprio comitê já era discutida desde 2017.

Comitê local é subordinado a comissão nacional: entenda o trâmite

A validação de projetos de pesquisa que envolvem seres humanos é regulamentada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão vinculado ao Conselho Nacional de Saúde (CNS). A submissão dos projetos é centralizada: os pesquisadores devem fazer a submissão via Plataforma Brasil, que é o sistema público que reúne todas as pesquisas envolvendo seres humanos no Brasil. Uma vez submetido, o projeto é redistribuído para os comitês locais para avaliação e, quando aprovado, pode ser consultado na base de dados aberta da plataforma.

Então na prática, para o pesquisador, o trâmite não muda já que a submissão deve ser feita sempre pela Plataforma Brasil. A diferença é que agora os projetos de pesquisadores do IFSC serão avaliados pelo nosso próprio comitê.

De olho no cronograma do projeto

Muita gente pode se perguntar se é mesmo obrigatório submeter os projetos de pesquisa à apreciação do Comitê de Ética – afinal, que mal pode fazer uma entrevista, a colaboração de alguém com o preenchimento de um formulário? Não é tão simples. 

Isso porque os participantes de pesquisa precisam ter seus direitos resguardados. O comitê protege os participantes e assegura que os estudos sejam conduzidos de maneira ética, respeitando a dignidade e autonomia das pessoas.

Um ponto destacado pela coordenadora adjunta do CEPSH/IFSC, Vanessa Tuono Jardim, é que não existe mais a concepção de que os participantes de pesquisas são “cobaias”. Veja o que ela nos contou:

 “Quando se designa o participante de pesquisa como participante, é porque ele é uma parte extremamente importante da investigação. O pesquisador precisa desenvolver uma cultura de cuidado e valorização do participante da pesquisa. Toda e qualquer intervenção entre seres humanos que vai ser registrada e posteriormente publicada como um achado científico vai gerar algum tipo de interação que não pode ser prejudicial, ou, se for, tem que ser minimizada da melhor forma possível.”.

Mesmo uma entrevista aparentemente simples pode colocar um participante em risco ao gerar constrangimentos ou tocar em pontos delicados da vida desse indivíduo. “”

É aí que entra o comitê de ética

Para garantir essa segurança dos participantes – e, em decorrência, a qualidade da pesquisa – o Comitê de Ética observa se o projeto segue os protocolos previstos, como fornecer informações claras sobre o estudo, dar oportunidade para que o participante esclareça dúvidas e deixar claro que pode haver desistência da participação, antes ou no andamento do estudo. A garantia da privacidade e a confidencialidade dos dados também são imperativos. “O sentido é resguardar os participantes. O pesquisador precisa se colocar no lugar dessa pessoa e nós, enquanto avaliadores, sempre vamos ter esse olhar voltado para o participante”, complementa a coordenadora do CEPSH/IFSC, Tahis Regina Baú.

Meu projeto envolve pesquisa com pessoas. O que devo fazer?

O primeiro passo para todos os pesquisadores do IFSC (alunos e servidores) é  encaminhar o projeto de pesquisa ao CEPSH, fazendo a submissão na Plataforma Brasil. Todo o passo a passo está explicado na página do Comitê, no Portal do IFSC. Lá você também tem acesso a tutoriais e a documentos com todas as normas relacionadas à realização de pesquisa com seres humanos dentro dos parâmetros éticos.

-> Acesse a Plataforma Brasil

Para evitar atraso nos cronogramas de pesquisa – o que geralmente é o pesadelo dos formandos e pós-graduandos, que estão sempre correndo contra o calendário –, é muito importante que esses mesmos cronogramas prevejam, no andamento das atividades, o tempo necessário para o trâmite do projeto no comitê. As professoras Tahis e Vanessa recomendam que se preveja entre 30 e 60 dias para todo o processo, desde a submissão na Plataforma Brasil até a aprovação. Na página do CEPSH/IFSC está publicado o calendário de reuniões até o fim de 2021, com o prazo máximo de submissão para que o projeto seja apreciado em cada reunião.

Para que o fluxo corra sem sobressaltos, é muito importante observar todos os documentos necessários para a submissão, a forma como devem ser apresentados e os itens obrigatórios que devem constar no projeto. Preste atenção, pois muitas vezes está tudo certo na submissão, mas falta um documento simples ou uma assinatura, o que gera pendência e atrasa o processo.

É importante lembrar que esse processo de aprovação pelo Comitê de Ética pode ser decisivo para o sucesso da pesquisa: órgãos financiadores como CNPq e Capes costumam condicionar a concessão de bolsas e recursos à aprovação das pesquisas pelo Comitê. Da mesma forma, muitas publicações científicas também só aceitam submissões de artigos decorrentes de projetos que tenham recebido essa validação.

Todos os alunos-pesquisadores devem cadastrar seus projetos na Plataforma Brasil?

Sim, desde que o projeto de pesquisa envolva a participação de seres humanos. No caso dos alunos dos cursos técnicos e de graduação, o orientador é que deve realizar a submissão. Já os alunos de pós-graduação são responsáveis por esse encaminhamento. Da mesma forma, projetos de extensão também devem ser submetidos ao CEPSH, caso envolvam coleta de informações ou levantamento de dados de participantes que serão, depois, analisados e publicados.

Atenção para a LGPD

Desde 2018, temos no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, conhecida como LGPD. Na hora de fazer um projeto de pesquisa que envolva a coleta de dados pessoais (nome, e-mail, endereço.. e os próprios dados da pesquisa, se for possível identificar o participante), é importante também ficar atento(a) aos cuidados exigidos pela legislação para proteção de dados pessoais. Já fizemos um post aqui sobre a LGPD.

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O que muda na Gestão do IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 25 ago 2021 11:08 Data de Atualização: 25 ago 2021 11:34

Desde o ano passado, vivíamos um impasse na nossa gestão. Embora tivéssemos um reitor eleito em um processo de consulta à comunidade acadêmica realizado em novembro de 2019, ele não pôde assumir em abril de 2020 - quando seria a posse - em função do andamento de um processo administrativo disciplinar, conhecido como PAD, justificativa alegada pelo Ministério da Educação para a então não nomeação. Ficamos então com um reitor pro tempore até o início deste mês. Fizemos um post explicando essa situação no ano passado.

Em junho deste ano, a Corregedoria-Geral da União (CGU) arquivou, por falta de provas, o PAD contra o reitor eleito e dois integrantes de sua equipe, o que abriu caminho para a nomeação, que ocorreu por meio de portaria presidencial em 10 de agosto. Na semana passada, em 18 de agosto, o professor Mauricio Gariba Junior tomou posse como reitor do IFSC em cerimônia realizada no Ministério da Educação depois de 478 dias de espera. 

E agora, o que muda?

No post de hoje vamos explicar o que acontece com a troca de gestão.

Quem são os novos gestores do IFSC?

A nova equipe que assume a liderança do nosso Instituto é a que foi apresentada na época da campanha eleitoral em 2019. No caso dos candidatos à Reitoria, por determinação do Conselho Superior, no processo de consulta à comunidade devem ser apresentados também quem serão os indicados aos cargos de Pró-reitores e Diretoria Executiva de cada candidato. Porém, eles não são uma chapa, ou seja, caso depois de eleito o Reitor queira modificar quem ocupa esses cargos, isso é possível. Mas o professor Gariba manteve sua equipe.

-> Eleições no IFSC: entenda como funciona

Conheça melhor quem são nossos novos gestores:

- Reitor: Maurício Gariba Júnior
- Diretora-executiva: Andréa Martins Andujar
- Pró-Reitor de Administração: Aloísio Silva Júnior
- Pró-Reitor de Ensino: Adriano Larentes da Silva
- Pró-Reitor de Desenvolvimento Institucional: Jesué Graciliano da Silva
- Pró-Reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação: Flávia Maria Moreira
- Pró-Reitor de Extensão e Relações Externas: Valter Vander de Oliveira 

As fotos e o currículo dos novos dirigentes podem ser conferidos no plano de gestão apresentado no processo de consulta à comunidade em 2019.

Além dos pró-reitores e diretora-executiva, com a mudança de gestão também tivemos mudanças em outros cargos na Reitoria (diretorias, departamentos e coordenadorias). Os responsáveis por cada área podem ser consultados na área pública do SIGRH, clicando no item “Servidores”.

Qual o período de mandato?

Conforme o artigo 12 da lei nº 11.892/2008, o mandato dos reitores nos Institutos Federais é de quatro anos a partir do início de sua gestão, ou seja, o mandato do professor Maurício Gariba Júnior vai até agosto de 2025. O período em que tivemos um reitor pro tempore não conta para o tempo de mandato.

Junto com o processo de consulta à comunidade para escolha do novo reitor, em 2019, tivemos o processo de consulta para diretores-gerais de 21 câmpus. O Câmpus Avançado São Lourenço do Oeste terá sua eleição este ano, por ser um câmpus avançado e ter regras diferentes.

Por causa do impasse em função da nomeação do reitor, os diretores-gerais escolhidos pela comunidade acabaram ficando em um mandato pro tempore também até semana passada, quando foram nomeados oficialmente pelo novo reitor. Isso aconteceu para que os mandatos de reitor e diretores-gerais coincidissem. Por isso, o tempo de seus mandatos será o mesmo - até 2025.

Os atuais projetos serão continuados?

Independentemente de quem está na gestão do IFSC, temos um planejamento, construído por toda a comunidade, que nos guia. É o Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI, que tem duração de cinco anos. Já falamos bastante dele por aqui

-> O que é um PDI e como ele é feito?

Nosso atual PDI é válido até 2024 e ele é o fio condutor das ações institucionais. É a partir dele que são feitos os planejamentos nos câmpus e o que chamamos de plano anual de trabalho, o PAT.

-> PDI: Como é feito o acompanhamento?

Todos os gestores do IFSC devem trabalhar de forma alinhada ao PDI que está em vigor, mas é claro que cada equipe de gestão tem sua forma de trabalhar e prioridades. No caso dos dirigentes recém-empossados, é possível conferir suas propostas no Plano de Gestão que apresentaram durante o processo de consulta à comunidade em 2019.

Quais as prioridades da nova gestão do IFSC?

Na semana passada, publicamos no Portal do IFSC uma entrevista com nosso novo reitor em que ele falou sobre as prioridades da gestão e os desafios na pandemia. Vale a pena ler e ver!

 

Pedimos também para o professor Gariba comentar sobre os intercâmbios, que estão suspensos no formato presencial desde o ano passado em função da pandemia:


Prioridades das áreas

Para termos mais clareza do que vem por aí, pedimos aos novos pró-reitores e à nova diretora executiva que compartilhassem conosco as prioridades de cada área. Veja só:

Pró-Reitoria de Ensino (Proen)

Esta é a pró-reitoria em que estão ocorrendo mais mudanças no organograma, com previsão de alterações na estrutura e novas diretorias, departamentos e coordenadorias. O pró-reitor de Ensino Adriano Larentes da Silva nos contou que as mudanças propostas acontecerão em duas etapas.

A primeira já começou a ser feita e deve ser concluída até final de setembro. Entre as mudanças, estão a criação das seguintes coordenadorias:

- Coordenadoria de Suporte Institucional à Permanência e Êxito
- Coordenadoria de Juventudes e Diversidades
- Coordenadoria de Ensino Médio Integrado
- Coordenadoria de Ingresso

Além destas novas coordenadorias, haverá mudanças também na Coordenadoria de Inclusão no Mundo do Trabalho, que agora passa a se chamar Coordenadoria de Integração Acadêmica e Profissional, e na Coordenadoria de Cursos Técnicos e FIC, que agora terá um escopo menor, como Coordenadoria de Cursos FIC, Subsequentes e Concomitantes, já que para os técnicos integrados haverá uma coordenadoria específica. 

Outra grande mudança com impactos diretos na Proen é a criação da Assessoria Especial para Políticas de EJA e Ensino Médio Integrado, vinculada diretamente ao gabinete do reitor, mas com atuação em articulação com a Diretoria de Ensino e outras diretorias. A projeção é que esta assessoria se transforme no Departamento de EJA e Ensino Médio Integrado, após a submissão de proposta de mudança do regimento ao Conselho Superior, a partir de setembro.  

De setembro a dezembro, a nova gestão pretende iniciar uma segunda etapa de mudanças mais estruturais na Proen com a submissão ao Consup de um novo organograma que prevê: 

- a criação de uma nova diretoria de Inclusão, Acesso, Permanência e Êxito, que reunirá o trabalho hoje realizado pelas atuais diretorias de Estatística e Informações Acadêmicas e Diretoria de Assuntos Estudantis;
- a criação de dois novos departamentos no contexto da nova diretoria: o Departamento de Gestão e Estudos Estratégicos e o Departamento de Políticas Estudantis;
- a criação de um novo departamento no âmbito da Diretoria de Ensino, chamado de Departamento de EJA e Ensino Médio Integrado (que neste momento foi criado como uma assessoria vinculada ao Gabinete do Reitor). 

Além destas mudanças no organograma, estão previstas para esta etapa a nomeação da comissão para estruturação e implantação do Observatório da Inclusão, Permanência e Êxito do IFSC - que deverá pesquisar, realizar publicações e acompanhar as ações institucionais nestas áreas - e o início dos debates para a criação do Laboratório de Ensino e Aprendizagem do IFSC, que promoverá o desenvolvimento e a socialização de ações ou projetos relacionados a situações pedagógicas demandadas pelos câmpus. 

As diferentes mudanças propostas para a Proen estão associadas às ações prioritárias da Proen para os próximos meses, Entre elas, estão:

- o diálogo com os diversos segmentos (movimento estudantil, servidores, estudantes e comunidade) para tratar de temas como inclusão, assistência estudantil, trabalho docente, permanência e êxito, abandono/evasão escolar, ingresso, fortalecimento do ensino público, gratuito e de qualidade, BNCC, novas diretrizes para a EPT, licenciaturas e EJA .
- a reestruturação da pró-reitoria e de sua interlocução com os câmpus, por meio de diálogo, formação compartilhada e trocas de experiências, mapeamento de fluxos e melhoria de processos.
- a reavaliação da distribuição orçamentária para a PROEN para viabilizar projetos de ensino a partir de 2022.
- o estudo analítico dos indicadores institucionais, com verificação da necessidade de sua atualização e/ou de elaboração de novos indicadores que possam auxiliar a gestão em seus diversos níveis de atuação.

Pró-Reitoria de Extensão e Relações Externas (Proex)

O professor Valter Vander de Oliveira, novo pró-reitor de Extensão e Relações Externas, afirmou que continuará ampliando as ações de extensão como processo educativo, cultural e científico fomentando programas, projetos, cursos e eventos em todo o estado de Santa Catarina. Além disso, fez os seguintes destaques ao falar das prioridades da Proex:

- Fortalecer a Política de Comunicação Institucional (que, inclusive, está em processo de atualização) e ampliar o diálogo com os câmpus e toda comunidade catarinense, sedimentando a marca IFSC como uma instituição pública, gratuita e de excelência a toda comunidade interna e externa.
- Discutir o cenário das ações de extensão, da comunicação institucional e das parcerias durante e pós a pandemia de Covid-19, estimulando, apoiando e promovendo eventos para divulgar e fortalecer as ações de ensino, pesquisa e extensão.
- Consolidar e fortalecer estratégias para curricularizar a Extensão em nossos cursos superiores do IFSC, avaliando os desafios encontrados e construindo de forma coletiva ações que fomentem a extensão como prática educativa.
- Ampliar o número de bolsas para estudantes extensionistas e aprimorar editais estratégicos para as atividades que valorizem o desenvolvimento social e econômico sustentável, atividades culturais e artísticas e as atividades voltadas ao protagonismo dos nossos estudantes.
- Consolidar e ampliar o movimento de empresas juniores no IFSC.

Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi)

Conforme a nova pró-reitora Flávia Maria Moreira nos contou, a prioridade da equipe neste momento será:

- A apropriação dos fluxos, calendários, recursos, editais, indicadores e legislações específicas, para garantir a execução orçamentária prevista para 2021 e não provocar qualquer descontinuidade nos editais e processos em andamento;
- O fortalecimento do diálogo nos câmpus, com lideranças e coordenadores de pesquisa e pós-graduação e de discentes, para que haja avanços na construção das políticas institucionais, na articulação ensino-pesquisa-extensão, na desburocratização e descentralização dos processos ligados à pró-reitoria e na autonomia dos câmpus.

Pró-reitoria de Administração(Proad)

O pró-reitor de Administração Aloísio Silva Júnior, compartilhou com a gente as seguintes ações:

Curto Prazo

- Atuar visando a execução de 100% do orçamento destinado ao exercício de 2021.
- Analisar e atuar no processo de remanejamento orçamentário em 2021.
- Acompanhar e executar as licitações inerentes ao cronograma estabelecido em 2021.
- Acompanhar e executar projetos e licitações relativas aos serviços, reformas e obras inerentes ao planejamento e priorizações elencadas para 2021.
- Iniciar a Implementação do SIADs - Sistema que vai dar suporte ao gerenciamento de almoxarifado e patrimônio no IFSC.
- Buscar mais diagnósticos internos e externos visando um planejamento coletivo nas áreas geridas pela Proad.
- Atuar na melhoria das estruturas gerenciais e operacionais da Reitoria visando o asseio e cuidados com as edificações, veículos e serviços terceirizados.
- Sensibilizar nossas estruturas gestoras para o diálogo, buscando resoluções de problemas não pela via punitiva e sim pelo processo cooperativo, de entendimento mútuo e esgotamento das alternativas pedagógicas e educacionais.

Médio Prazo

- Sensibilizar e iniciar uma política de inovação, buscando melhorias contínuas por meio dos diálogos multidisciplinares envolvendo nossos servidores. Melhorias essas inerentes a fluxos de trabalhos, infraestrutura de trabalho e outros processos que possam ser estabelecidos de forma coletiva.
- Trabalhar projeto inerente ao controle e transparência da execução orçamentária no IFSC por meio de avanço tecnológico, dando a possibilidade de gestores e comunidade poderem ter acesso facilitado a informações relativas à execução orçamentária.
- Implementar legislações internas que possibilitem suporte à aprovação da despesa pública, deixando transparente as responsabilidades e qualificando nossas despesas e investimentos efetuados.

Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional (Prodin)

O novo pró-reitor Jesué Graciliano da Silva destaca a intenção de reduzir a centralização dos processos na Reitoria, ampliando a autonomia dos câmpus e fomentando ações de planejamento institucional integrado.

Há diversas ações importantes que estão em andamento no âmbito da Prodin e que terão continuidade:

- implementação da Lei Geral de Proteção de Dados
- revisão dos fluxos e atos normativos para atender às exigências do Decreto 10139/2009
- implementação do Plano de Integridade
- encaminhamentos da gestão documental
- implementação da Política de Governança e Gestão de Riscos
- implantação do Plano Diretor de TI - PDTIC em consonância com as discussões realizadas pelo Comitê de Governança Digital
- implantação da cultura de gestão do conhecimento e o plano de transformação digital. 

Diretoria Executiva

Dentro do Gabinete da Reitoria, existe uma estrutura chamada Diretoria Executiva, que é o setor que orienta e acompanha a execução das atividades técnicas realizadas pelas áreas meio e fim do IFSC. A nova diretora executiva do IFSC Andréa Martins Andujar destacou que as prioridades do setor serão:

- Priorizar ações relacionadas à área da saúde e à qualidade de vida dos nossos servidores e estudantes;
- Humanizar as relações de trabalho;
- Fomentar o diálogo entre a Reitoria e os servidores/Reitoria e os câmpus;
- Proporcionar políticas relacionadas à saúde e ao combate ao assédio.

Fale com a nova gestão do IFSC

Os contatos dos novos dirigentes do IFSC podem ser encontrados nesta página para quem quiser tirar dúvidas ou saber mais informações.

Se você quiser sugerir algum assunto para abordarmos aqui no Blog do IFSC, mande e-mail para blog@ifsc.edu.br.

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Por dentro do ingresso do IFSC: entenda todas as etapas

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 18 ago 2021 09:25 Data de Atualização: 18 ago 2021 09:56

Quem já é nosso(a) aluno(a) sabe bem todas as fases que teve que passar para poder dizer #souIFSC. Desde o momento em que você decide se inscrever em um curso até iniciar as aulas, temos algumas etapas. Parece complicado, mas não é. O mais importante é você ter vontade de estudar e querer ser nosso(a) aluno(a)

No post de hoje, vamos explicar TODAS as etapas do nosso processo de ingresso, que é a forma pela qual você se torna nosso(a) estudante. Vamos lá?

Quero fazer um curso do IFSC

O primeiro passo para estudar aqui é obviamente querer vir pra cá. Somos suspeitos para dizer ??, mas temos alguns bons motivos para você querer fazer um curso nosso: 

- todos nossos cursos são gratuitos e de qualidade;
- estamos espalhados em 20 cidades de SC e ainda temos cursos a distância, ou seja, possivelmente conseguimos estar próximo de você (mas não confunda com o IFC, o Instituto Federal Catarinense - apesar de sermos parecidos, somos instituições diferentes);
- fomos considerados o melhor instituto federal do País segundo o Índice Geral de Cursos do MEC de 2019;
- fazendo um curso nosso, você ainda pode participar de projetos de ensino, pesquisa e extensão e até fazer intercâmbio - são muitas as oportunidades;
- Temos um programa de Assistência Estudantil para os estudantes em vulnerabilidade social, afinal, promover a inclusão faz parte da nossa missão

E tem muito mais, viu? Aliás, acho que podemos fazer um post mais pra frente só com motivos para você estudar aqui. ??

Bom, se você tem essa vontade, aí precisa escolher um dos nossos cursos. Temos diversos tipos de cursos que atendem desde quem busca uma qualificação rápida até quem quer cursar um curso técnico integrado ao Ensino Médico ou fazer uma graduação ou pós-graduação.

-> Conheça os cursos do IFSC

Cada curso tem seu pré-requisito e é oferecido em determinado câmpus ou a distância. Todas essas informações você encontra no nosso Guia de Cursos.

-> Como posso estudar no IFSC?

Inscrição

Não basta ficar só na vontade, né?

Meme com cachorro tentando alcançar um sanduíche em cima da mesa

Depois que você decide qual curso fazer no IFSC, é preciso se inscrever para concorrer a uma de nossas vagas. A inscrição é o ato de você demonstrar interesse em estudar no IFSC registrando formalmente a sua vontade no curso que deseja. Para isso, quando estivermos com vagas abertas e você quiser participar do processo seletivo, você precisa fazer a sua inscrição.

As inscrições para nossos cursos são feitas pelo Portal de Inscrições no nosso site, ou seja, é tudo de forma on-line.

Imagem mostrando o passo a passo para se inscrever nos cursos do IFSC

Se tiver dúvidas, temos um vídeo explicando como fazer a inscrição.

-> Acesse o Portal de Inscrições para se inscrever em um curso ou acompanhar a sua inscrição    

A inscrição não garante uma vaga, mas sim a sua participação no processo seletivo. Ao fazer a sua inscrição você concorre a uma vaga no curso que escolheu. 

IMPORTANTE: Antes de se inscrever, leia com atenção o edital do processo seletivo do curso que você escolher. É neste documento que você encontrará todo o cronograma de ingresso, além das informações necessárias para saber se pode mesmo fazer esse curso, ou seja, se você atende aos pré-requisitos do curso.

-> Entenda o que é um edital
-> Veja os editais de ingresso do IFSC que estão abertos neste momento

E quando você deve se inscrever? Cada tipo de curso possui um período diferente para inscrição dos interessados em estudar no IFSC. Temos um calendário de inscrições em que você pode acompanhar as datas.

-> Cadastre seu e-mail se quiser ser avisado(a) quando estivermos com inscrições abertas

Depois que efetuar a sua inscrição no nosso site, você se torna oficialmente um(a) candidato(a) a estudar aqui. Salve o comprovante de inscrição que é gerado no Sistema de Ingresso, pois ele reúne informações importantes para você poder acompanhar as próximas etapas do processo seletivo

Processo Seletivo

Como o número de interessados em estudar aqui é maior que o número de vagas que conseguimos ofertar, precisamos fazer um processo seletivo para decidir quem vai ocupar essas vagas. No edital, você vai encontrar a forma de seleção para o curso que você deseja fazer. 

Existem quatro formas de processo seletivo no IFSC:

- Sorteio Público
- Exame de Classificação
-Enem / Sisu
- Análise Documental

A forma de seleção depende do tipo de curso e, às vezes, do câmpus em que ele é ofertado.

No momento, em função da pandemia, não estamos tendo seleção por exame de classificação e a seleção para nossos cursos técnicos está sendo feita toda por sorteio público.

Resultado

No cronograma do edital, você encontrará uma etapa que chama divulgação dos candidatos aprovados em 1ª chamada. Na data indicada, o IFSC divulga quem conquistou a sonhada vaga no curso.

Se um curso oferece 30 vagas, são divulgados os nomes das 30 pessoas que foram sorteadas para as vagas ou, no caso do Sisu ou do Exame de Classificação, que apresentaram as melhores colocações.

Temos uma página só para a divulgação dos resultados

Matrícula 1ª Chamada 

Se o seu nome apareceu na lista da primeira chamada, parabéns! Você está prestes a se tornar nosso(a) aluno(a). Para garantir a sua vaga, você precisa fazer a matrícula no curso. 

-> Inscrição X matrícula: entenda a diferença

A matrícula é o procedimento que garante a sua vaga no IFSC. Ao fazer a matrícula você efetua seu registro no curso para o qual foi selecionado(a) e passa a ser um(a) aluno(a) do IFSC.

Neste momento, em função da pandemia, as matrículas estão sendo feitas de forma on-line. No edital do processo seletivo é indicado um link que direciona a um formulário de matrícula. É preciso clicar no link de acordo com o câmpus para o qual você foi selecionado.

Toda a documentação necessária para a realização do procedimento da matrícula on-line está descrita no edital e deverá ser encaminhada durante o período de matrícula. Para isso, será necessário fazer o upload dos documentos no próprio formulário, o que significa anexar o que for pedido durante o preenchimento do formulário on-line.

Na página de matrículas, você encontra mais detalhes desses documentos bem como modelos de declarações, além de um passo a passo para preencher o formulário.

-> Veja as orientações para matrícula no IFSC

2ª Chamada e Chamadão

Se nem todos os candidatos aprovados na primeira chamada efetuarem sua matrícula, as vagas que sobram podem ser ocupadas pelos candidatos que estão classificados na sequência. É o que chamamos de 2ª chamada. Da mesma forma que na primeira chamada, os candidatos da 2ª chamada devem efetuar a matrícula na data prevista no edital. 

Junto com a 2ª chamada é feito um processo que denominamos Chamadão, em que são chamados mais candidatos (além dos que já possuem vagas garantidas pela 2ª chamada) conforme ordem de classificação para manifestar interesse na vaga. Caso nem todos os candidatos da 2ª chamada se matriculem, aí as vagas que ainda sobrarem após essa etapa são preenchidas pelos candidatos que manifestaram interesse no Chamadão.

-> Entenda de forma detalhada o que é o Chamadão do IFSC

Lista de espera 

Os candidatos convocados no chamadão que enviarem a documentação solicitada (ou seja, que manifestarem interesse na vaga) passam a compor um cadastro de reserva. Esse cadastro de reserva leva em conta a classificação geral do candidato e a sua classificação nas cotas, se for o caso.

Se houver um cancelamento de matrícula por algum aluno ou se algum aprovado na segunda chamada não fizer a matrícula, um novo candidato é chamado para ocupar a vaga com base nesse cadastro de reserva. Usualmente, são chamados os candidatos do cadastro de reserva até 25 dias após o início das aulas. Depois desse prazo, é possível que, caso ainda haja alguma vaga não ocupada, a coordenação do curso chame mais candidatos, mas não é comum.

Resultado dos aprovados e envio de documentação da lista de espera

Os candidatos que compõem o cadastro reversa ou lista de espera encaminham a documentação de matrícula no momento do chamadão, ou seja, caso sejam chamados para ocupar uma vaga, não precisam mais encaminhar documentos, pois já cumpriram essa etapa anteriormente. Assim, quando é divulgada a lista de aprovados em lista de espera, o candidato aprovado deve apenas aguardar o contato do câmpus - que é feito pelo e-mail indicado no formulário de matrícula - confirmando que está tudo certo com a documentação e que você já é nosso(a) aluno(a)! Aí é só esperar o início das aulas :)

Vagas remanescentes

Quando não há mais candidatos na lista de espera do cadastro de reserva e eventualmente sobrar vaga no decorrer do curso, aí essas vagas são chamadas de vagas remanescentes e um edital é feito para organizar o preenchimento dessas vagas sempre na primeira fase do curso e para o semestre em questão. Para essas vagas não há processo seletivo, o preenchimento é por ordem de manifestação de interesse.

Para manifestar interesse, o candidato deverá encaminhar a documentação de matrícula no formulário indicado no edital.

Passo a passo para quem quer estudar no IFSC

Se você chegou até aqui, já entendeu de forma detalhada todas as etapas do nosso processo seletivo. Para facilitar, fizemos um resumo das principais fases:

Imagem como etapas para se tornar um aluno do IFSC

Ainda tem dúvidas? Deixe nos comentários ou manda pra gente pelo e-mail blog@ifsc.edu.br.

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A lista que todo estudante deveria ler

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 11 ago 2021 10:37 Data de Atualização: 11 ago 2021 16:35

Vida de estudante não é fácil, a gente sabe. 

Meme de cachorro digitando no computador

Tem quem ache que exigimos muito, mas é porque acreditamos demais no potencial e na capacidade de aprender dos nossos alunos. ?? 

Na hora em que estamos passando por um desafio, nem sempre percebemos as melhores formas de enfrentá-lo. Mas depois que tudo passa e atingimos nosso objetivo, a sensação de vitória é maravilhosa, não? Que o digam nossos alunos quando conseguem concluir seus cursos. ????

Se você já pediu para formar uma dupla de três, parabéns, hoje é seu dia.

No post de hoje, em homenagem ao Dia do Estudante, queremos compartilhar dicas para sobreviver ao Ensino Médio (mas valem para todos os cursos, viu?) dadas por ninguém menos do que nossos próprios alunos.

As turmas dos cursos técnicos Integrados em Administração e Informática do Câmpus Garopaba que chegaram ao terceirão neste ano - e podem ser consideradas muito experientes ☺ - foram desafiadas a criar dicas para seus colegas que irão passar por essas fases. A proposta foi feita na disciplina de Língua Portuguesa e Literatura III. Foram quase 300 dicas! Aí a professora Luana de Gusmão Silveira organizou o material que publicamos aqui como um presente pra vocês no dia de hoje. 

Separamos as dicas que já podem ser aplicadas desde já por quem está em atividade não-presencial por causa da pandemia e outras que valem para quando voltarmos às aulas presenciais (não vamos a hora de ver nossos câmpus cheios novamente ????).

(Se você ainda está perdido(a) sobre quando as aulas do seu câmpus irão voltar, leia o post que fizemos sobre a retomada gradual das atividades presenciais a partir da Política de Segurança Sanitária do IFSC.)

Dicas válidas durante o período de ANP

- Se você acha que está difícil, não se preocupe, vai piorar! ??
- Não se cobre tanto, pois os professores farão isso por você. ????
- Separe muitas folhas para Matemática, pois são muitas atividades.
- Seja amigo dos professores.
- Caso fique com uma nota abaixo da média, não se desespere, fale com o professor da matéria e tudo se resolverá.
- Seja flexível e adaptável.
- Não falte às aulas, todas são importantes.
- Procrastinação é algo que deve ser evitado ao máximo. Organize seus horários, tenha uma agenda para evitar atrasos. E lembre que o sentimento de trabalho concluído dentro do prazo é um dos melhores.
- Tente não ter um ataque de pânico em apresentações de trabalhos.
- Evite estudar na cama e com o celular ao lado. Opte por lugares com boa iluminação e silenciosos.
- Use o aplicativo Canva.
- A escola não é só lugar de enfiar a cabeça nos livros e estudar. Socialize e faça amigos.
- Diálogo é uma das coisas mais importantes da escola. Diante de alguma dificuldade, converse com seus professores, com seus colegas, coordenadores ou, até mesmo, com seus pais.
- Estude Inglês, ajuda muito na programação (e na vida - essa dica é nossa mesmo).
- Use a biblioteca virtual, há muitos materiais interessantes.
- Nem tente “colar”, os professores com certeza irão perceber. Estude!
- Nunca seja o “dedo-duro” da sala.
- Talvez você tenha que sacrificar seu jogo favorito ou sua série, mas nunca sacrifique os seus estudos, nunca!
- Aproveite seu tempo na escola para descobrir o que você gosta e quer fazer quando crescer, se arrisque em todas as matérias. Elas não são só matérias, vão te mostrar outras formas de interpretar o mundo.
- Fique atento às aulas de Química, ficam bem difíceis da metade do primeiro ano para frente.
- Ajude seus colegas, nunca se sabe quando poderá usar isso como um argumento para pedir um favor.
- Atente aos prazos, o SIGAA tem mania de “cair” e pode ser que saia do ar, faltando apenas uma hora para encerrar a entrega do trabalho.
- Ser “Maria vai com as outras” não beneficia ninguém no fechamento das notas.
- Faça um bom trabalho para aprender e receber um bom retorno dos professores, é  gratificante.
- Quando tudo parecer difícil demais e você se sentir perdido, lembre-se da luz no fim do túnel: seu diploma não vai se conquistar sozinho (Precisa de uma inspiração? Veja exemplos de egressos no nosso Instagram que estão muito bem depois que se formaram no IFSC)
- Alimente-se de verdade! Passar um ano inteiro comendo salgadinho não vai lhe fazer bem. (veja este material em que temos dicas de alimentação)
- Não deixe para fazer os trabalhos na última hora. Quando você perceber, eles terão se multiplicado e você terá que virar a noite com nada além do SIGAA e uma garrafa de café.
- Tome iniciativas em trabalhos em grupo, porém não carregue seus colegas.
- Compre um caderno bem grande. Será necessário para as inúmeras matérias.
- O IFSC oferece projetos. Fique de olho e veja se encontra algum que seja do seu interesse. É uma experiência importante! (Confira as oportunidades que temos no nosso site!)
- Não dá para hackear a NASA usando HTML. Não se iluda!
- Estudar não é ler várias vezes a mesma coisa ou criar resumos sem entender o assunto.  onverse com seus colegas, questione e tente relacionar a matéria com algo cotidiano da sua vida.
- Por mais que não pareça, a passagem pela escola é curta. Por isso, não tenha preconceitos, medo ou desinteresse pelo IFSC.

Dicas para quando voltarmos com as aulas presenciais

- Sempre leve dinheiro extra, porque a chance de perder a passagem do ônibus é grande.
- A área da cantina é extremamente disputada, se quiser sentar lá, corra para chegar o mais cedo possível.
- Sempre leve um casaco, o IFSC é surpreendentemente gelado.
- Dentro dos laboratórios de biologia, há muitos microscópios. Você aprenderá a mexer neles e, talvez, dependendo do tamanho da turma, seja possível que cada aluno fique com um. Aproveite isso, são os melhores momentos no IFSC.
- Sempre vá com uma roupa de seu gosto, confortável. Afinal, não adianta ir como se fosse um desfile de moda.
- Sempre leve uma garrafa de água, se manter hidratado é importante.
- Escreva seu nome em suas canetas com esmalte (esmalte é impossível de retirar). Assim você saberá quem foi o meliante que pegou sua caneta sem pedir.
- Leve lanche e troque com os colegas.
- Por favor, leve desodorante! E não passe perfume depois de suar, pois o cheiro é horrível.
- Leve violão para tocar nos intervalos e nos dias de integrado.
- Cuidado onde dorme, o “sonecas IFSC” está só esperando uma foto para postar, é sério!
- O estacionamento do IFSC é um ótimo local para conversar e descansar.
- Leve um livro para ler nos momentos livres. Dificilmente algum professor reclamará sobre leitura.
- Não caia na ilusão de que você vai passar para o caderno as fotos que tirou do quadro.


Estas foram as dicas dos nossos alunos que estão terminando nosso Ensino Médio Técnico.

-> O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?

Mas para tornar este material ainda mais completo, permitam-nos relembrar alguns posts que já fizemos por aqui e que podem ser muito úteis para você também:

-> As emoções da pandemia e como lidar com elas
-> Templates IFSC: veja os modelos de arquivos que podem facilitar a sua vida de estudante
-> Como organizar uma rotina de estudo
-> Serviços que o IFSC te oferece e você nem sabia
-> Como manter a saúde mental nesta pandemia?
-> Pesquisa em periódicos on-line: a gente traduz pra vocês!
-> Representações estudantis no IFSC: veja como participar
-> Dicas para organizar seus estudos
-> 10 motivos para você não dizer que não sabia

E aí, curtiu? Você incluiria mais alguma dica na nossa lista? Escreva nos comentários ou mande pra gente no e-mail blog@ifsc.edu.br.

#souIFSC

E queremos finalizar este post com um convite. Se você é nosso(a) aluno(a) e tem orgulho de dizer que estuda aqui, mande uma mensagem direta pra gente no nosso Instagram ou e-mail mesmo para blog@ifsc.edu.br. Queremos te conhecer! 

arte da campanha #souIFSC

Feliz dia para quem tem a chance de estudar e transformar a sua vida! É uma honra termos tantos estudantes dedicados e felizes de estudar aqui. ??

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