Integridade no IFSC: entenda o seu papel

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 16 jun 2021 17:33 Data de Atualização: 17 jun 2021 09:07

Em 2020, o IFSC lançou seu Plano de Integridade. O plano é uma obrigação legal e tem por objetivo combater vícios, fraudes e atos de corrupção nas instituições públicas federais por meio do reforço à conduta íntegra de servidores, fornecedores e cidadãos ligados às instituições. Com o Plano, espera-se que o serviço prestado por nós, enquanto instituição pública, seja mais eficiente, eficaz e de qualidade à sociedade. O documento do IFSC é pautado pelos nossos valores institucionais previstos no Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI: Democracia, Equidade, Compromisso Social, Qualidade, Sustentabilidade e Ética.

Mas, na prática, para que serve este documento? O que ele tem a ver com você? No post do Blog do IFSC de hoje, vamos explicar tudo isso partindo da importância de discutirmos a integridade.

O que é ser íntegro?

Ser íntegro diz respeito à conduta. E no serviço público, mais especificamente no IFSC, corresponde estar “entregue à missão institucional, na defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade. Em tempos de questionamento às instituições públicas, a nossa responsabilidade aumenta. É fundamental que tenhamos o compromisso de realizar nosso trabalho com excelência, demonstrando quão fundamentais são os Institutos Federais, como espaço de ensino, pesquisa e extensão, promovendo a inclusão e formando cidadãs e cidadãos”, conforme explica a professora de Filosofia e Sociologia do Câmpus Florianópolis, Kenia Mara Gaedtke.

Dizer que somos íntegros enquanto instituição, então, significa o alinhamento consistente e adesão a valores, princípios e normas éticas comuns para sustentar e priorizar o interesse público sobre os interesses privados no setor público. Portanto, desenvolver a integridade é essencial para a Administração Pública entregar resultados adequados, imparciais e efetivos à população brasileira.

Para isso, estabeleceram-se os seguintes valores que devem pautar a conduta dos servidores públicos federais: engajamento, gentileza, imparcialidade, profissionalismo, justiça, vocação pública e integridade. Esse conjunto de características contribui para a excelência no serviço prestado, pautando as tarefas diárias, visto que a integridade começa nas pequenas ações e se consolida na execução do trabalho.

Para além dos servidores, o valor da integridade também deve ser central para os fornecedores, os terceirizados, os estagiários e até mesmo os alunos. Cada um desses públicos que têm vínculo direto com a instituição também é chamado a atuar com honestidade em relação ao seu papel no IFSC.

Por que é importante sermos íntegros?

Parece óbvio, mas, muitas vezes, o óbvio precisa ser dito. Quem não se orgulha de ser uma pessoa íntegra? Enquanto instituição também nos orgulhamos disso e buscamos seguir dessa forma.

Alcançar um padrão sustentável de integridade é fundamental para a boa governança e a efetividade das ações do governo. Além disso, a existência de uma cultura de integridade no serviço público gera o aumento da confiança da sociedade no Estado e em suas instituições.

Por que fazer um plano de integridade?

A iniciativa vem ao encontro da Portaria nº 57/2019 emitida pela Controladoria-Geral da União (CGU) e estabelece procedimentos para estruturação, execução e monitoramento de programas de integridade em órgãos e entidades do Governo Federal (ministérios, autarquias e fundações públicas).

No IFSC, o Plano de Integridade reúne os riscos prioritários à integridade tendo como base as informações provenientes do Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas da União, bem como auditorias realizadas pela Controladoria Geral da União (CGU) e demandas geradas ao sistema de ouvidoria nos últimos cinco anos. O Plano de Integridade serve, portanto, como ferramenta de governança. Todas as ações estão alinhadas ao Mapa Estratégico do IFSC e ao estabelecimento de uma cultura sustentável de integridade institucional.

A efetivação do Plano de Integridade se dá por atividades, programas e políticas de auditoria interna, correição, ouvidoria, transparência e prevenção à corrupção, organizadas e direcionadas para a promoção da integridade institucional. Por serem interdependentes, esses instrumentos somente alcançam máxima eficiência e eficácia se utilizados em conjunto. Por isso, é fundamental que os responsáveis pelas atividades e áreas afins trabalhem juntos e coordenados, para garantir atuação íntegra e minimizar possíveis riscos de corrupção.

No vídeo abaixo, desenvolvido pela Controladoria-Geral da União (CGU), temos uma breve explicação de como funciona a integridade pública:

 

Como saber se o IFSC está sendo íntegro?

Falar é fácil, não é mesmo? Mas quem fiscaliza se de fato isso está sendo cumprido?

No IFSC, possuímos alguns setores responsáveis por esse cuidado: a Ouvidoria, a Diretoria de Gestão de Pessoas, a Auditoria Interna, a Comissão de Ética, a Diretoria Executiva e a Assessoria de Correição e Transparência. São formas de fiscalizar o trabalho e garantir a integridade nas ações executadas. Veja abaixo o papel de cada um desses setores:

- Assessoria de Correição e Transparência: é responsável pelas atividades relacionadas à prevenção, detecção e apuração de possíveis irregularidades disciplinares e administrativas de servidores públicos e pessoas jurídicas no âmbito do Instituto Federal de Santa Catarina.

- Comissão de Ética: é responsável por zelar pelo cumprimento do Código de Conduta Ética do Instituto Federal de Santa Catarina (Resolução 57/2010/CS), educando, orientando e aconselhando os agentes públicos (servidores, terceirizados, prestadores de serviço e estagiários) sobre o padrão de conduta ética e disciplinar.

- Ouvidoria do IFSC: é um canal de comunicação entre o usuário – comunidade interna ou externa – e as instâncias administrativas e pedagógicas do Instituto, visando à melhoria dos processos institucionais e o aperfeiçoamento dos processos democráticos com transparência. É um serviço aberto ao cidadão para escutar as reivindicações, as denúncias, as sugestões e também os elogios.

-> Ouvidoria do IFSC: entenda como funciona

- Auditoria Interna: é uma atividade independente e objetiva, que presta serviços de avaliação (assurance) e de consultoria. A auditoria auxilia a organização a alcançar seus objetivos, adotando uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gestão de riscos, de controle e de governança corporativa.

- Diretoria de Gestão de Pessoas: no Plano, é responsável pelas atribuições relativas ao cumprimento da Lei de Conflito de Interesses, com a análise preliminar de pedidos de autorização e consultas dos servidores quanto à existência de potencial conflito de interesses entre as atribuições do cargo e atividade privada que desejem desempenhar e a prestação de informações e orientações sobre como prevenir ou impedir esses conflitos.

- Diretoria Executiva: responsável pelas atribuições relativas à avaliação quanto ao nepotismo, de modo a não possibilitar nomeações em desacordo com questões técnicas – apenas pautadas no parentesco; da avaliação das denúncias quanto ao nepotismo; e da prestação de informações e orientações sobre como prevenir ou impedir tais nomeações.

Agir com integridade é dever de todo servidor público, assim como é dever do cidadão fiscalizar, de modo a coibir atos que sejam contrários aos valores citados. Dessa forma, demonstra-se o respeito ao patrimônio público, utilizando-o para atender com excelência a demanda da comunidade.

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Qual a diferença entre os cursos técnicos integrados, concomitantes e subsequentes ao Ensino Médio?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 09 jun 2021 10:21 Data de Atualização: 14 jun 2021 09:22

Estamos com inscrições abertas para nossos cursos técnicos em sete cidades: Araranguá, Caçador, Criciúma, Gaspar, Jaraguá do Sul, Joinville e Palhoça. Nos outros câmpus, o processo seletivo será em agosto como você pode ver certinho no nosso calendário de ingresso.

Pela lei nº11.892/2008, a educação profissional técnica de nível médio deve corresponder à metade da oferta de nossas vagas. Daí você já consegue ver a importância que os cursos técnicos têm pra gente, não é?

Muita gente fica confusa ao tentar entender qual curso técnico pode fazer aqui, então vamos explicar TUDO neste post.

Qual a diferença entre os cursos técnicos?

Um curso técnico é um curso que habilita para uma profissão técnica de nível médio.

Existem três tipos de cursos técnicos e o Regulamento Didático-Pedagógico do IFSC, o RDP, apresenta as diferenças dessas três formações: 

- Curso técnico integrado ao Ensino Médio: tipo de oferta de curso técnico em que a formação geral se dá de forma integrada à formação profissional, na mesma instituição de ensino (também o chamamos de Ensino Médio Técnico), ou seja, você faz o curso técnico e o Ensino Médio no IFSC.
- Curso técnico concomitante ao Ensino Médio: tipo de oferta de curso técnico em que a formação geral se dá de forma concomitante à formação profissional, em instituições de ensino distintas, ou seja, você faz um curso técnico no IFSC enquanto faz o Ensino Médio em outra instituição de ensino.
- Curso técnico subsequente ao Ensino Médio: tipo de oferta de curso técnico destinada a quem já tenha concluído o ensino médio.

Arte mostrando a diferença entre os cursos técnicos do IFSC

-> Entenda melhor o curso técnico integrado: O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?

Qual curso técnico posso fazer?

A escolha do curso técnico vai depender primeiro da sua formação. O curso técnico subsequente, por exemplo, só pode ser feito por quem já concluiu o Ensino Médio. Se você já possui o Ensino Fundamental completo, pode fazer o Ensino Médio junto com um curso técnico no que chamamos de curso técnico integrado ao Ensino Médio.

Para ingressar no curso técnico concomitante, é preciso ter concluído o 1º ou 2º ano/série do Ensino Médio até a data da matrícula no curso do IFSC (isso estará explicado no edital). O candidato com o Ensino Médio completo não pode realizar matrícula em curso técnico concomitante do IFSC.

Depois de identificar qual tipo de curso você pode fazer de acordo com sua formação, aí você pode escolher a área do curso conforme suas preferências, mercado de trabalho e oferta próxima de casa

Os câmpus do IFSC oferecem cursos técnicos nas mais diversas áreas

-> Entenda como são criados os cursos do IFSC
-> Conheça o catálogo nacional dos cursos técnicos

Para saber quais cursos existem na sua cidade ou perto dela, você pode acessar nosso Guia de Cursos ou entrar nos sites de nossos câmpus

Lembrando que estamos presentes em 20 cidades de Santa Catarina com 22 câmpus. Em outras cidades do estado, quem tem câmpus é o Instituto Federal Catarinense, o IFC, que é outra instituição. Nós somos o IFSC! 

-> IFSC e IFC: é tudo a mesma coisa?

Qual é a duração de um curso técnico?

A maioria dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do IFSC, assim como os cursos de Ensino Médio regulares, têm uma duração de três anos. No entanto, os projetos pedagógicos de alguns cursos preveem uma duração maior, com quatro anos

O que muda também é a carga horária dos nossos cursos. Como as disciplinas do Ensino Médio e as da formação técnica ocorrem de forma integrada, nossa carga horária - falando dos cursos técnicos integrados - pode ser maior e, por isso, alguns cursos possuem atividades em dois turnos em alguns dias da semana.

Já no casos dos cursos técnicos concomitante e subsequentes ao Ensino Médio, a duração é de um a dois anos a depender do curso. Essa informação sempre consta no edital de abertura de inscrições e você também encontra no Guia de Cursos do IFSC

Qual certificação é entregue ao final do curso técnico?

Ao concluir nossos cursos técnicos, o(a) aluno(a) recebe uma certificação como técnico(a) em determinada área. E aí temos nossos diversos cursos: técnico em Química, técnico em Edificações e por aí vai. 

No caso dos cursos técnicos integrados, essa certificação também comprova a conclusão do Ensino Médio.

Como já explicamos no post que fizemos sobre nosso Ensino Médio Técnico, não tem como alguém atualmente sair só com o diploma de Ensino Médio do IFSC sem finalizar todo o curso técnico integrado. Porém, para as disciplinas técnicas é um pouco diferente. A instituição estimula que os projetos pedagógicos de curso prevejam o que chamamos de certificações intermediárias. Desta maneira, caso o estudante desista de alguma etapa, ele poderá ter direito ao certificado em algumas qualificações, seguindo alguns critérios, se assim estiver planejado no projeto pedagógico

Por exemplo: no curso Técnico em Edificações, se o aluno concluir o 1º e o 2º ano do curso, ele terá a certificação intermediária de Almoxarife de Obras. Para saber se o curso que você quer fazer tem essa previsão, você pode consultar as informações disponíveis em nosso Guia de Cursos ou entrar em contato com a coordenação do curso.

A certificação intermediária é possível conforme descrito em cada curso do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (no item “Itinerários Formativos”) e desde que prevista no projeto pedagógico do curso. 

Posso fazer mais de um curso técnico no IFSC?

Pode, mas não ao mesmo tempo. O regulamento didático-pedagógico do IFSC, no artigo 64, não permite a matrícula simultânea em mais de um curso técnico ofertado pelo IFSC.

Mas é possível fazer um curso técnico junto com um curso de qualificação ou ainda um curso técnico subsequente junto com um curso de graduação.

Vale lembrar que existe também uma lei federal - a de nº 12.089/2009 - que proíbe que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente em instituições públicas de ensino superior. Então o que também não é possível é fazer dois cursos de graduação ao mesmo tempo no IFSC e em nenhuma outra instituição pública.

Fiz um curso técnico. Preciso fazer uma graduação?

Precisar não precisa, mas, se quiser, você pode. A decisão de dar continuidade aos estudos é bem pessoal

O profissional que desenvolve as atividades de acordo com as atribuições desenvolvidas em um curso técnico deve buscar uma graduação quando identificar a necessidade de aperfeiçoar ainda mais os seus conhecimentos e ampliar a sua atuação profissional. 

Em algumas áreas, quem faz um curso de graduação pode ter uma remuneração maior do que quem faz só um curso técnico. Mas isso não é uma regra. Há atividades que os técnicos ocupam e são melhores remunerados do que os graduados.

Inclusive, no IFSC, buscamos trabalhar com o que chamamos de itinerário formativo para que quem fez um curso técnico com a gente possa dar continuidade aos estudos na mesma área complementando sua formação.

-> Da qualificação profissional à pós-graduação: entenda o que são os itinerários formativos no IFSC

No Catálogo Nacional de Cursos Técnicos também é possível conferir o itinerário formativo para cada tipo de curso técnico.

Quero fazer um curso técnico no IFSC

O IFSC abre inscrições para seus cursos técnicos duas vezes ao ano num ingresso semestral. A forma de seleção é por prova - no caso de alguns cursos técnicos integrados - e por sorteio - no caso dos cursos técnicos concomitantes e subsequentes. Por causa da pandemia, todos os processos seletivos estão sendo feitos por sorteio.

-> Como posso estudar no IFSC?

Também diante da situação que estamos vivendo, o nosso calendário de ingresso que unificava os períodos de inscrições para os nossos câmpus agora está ocorrendo de forma separada em alguns casos. Veja aqui o período de inscrição conforme o tipo de curso.

-> Deixe seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse e seja avisado(a) quando estivermos com inscrições abertas

Tem mais dúvidas?

Se mesmo depois deste post você ainda ficou com alguma dúvida sobre nossos cursos técnicos e nosso processo seletivo, participe da live que faremos na próxima terça-feira, 15 de junho, às 10h, no nosso canal do YouTube.

Saiba mais sobre os outros cursos do IFSC

Este post foi sobre nossos cursos técnicos, mas o IFSC também oferece cursos de qualificação, voltados à educação de jovens e adultos, graduação e pós-graduação. Se quiser conhecer todos os cursos que oferecemos, clique aqui.

Acesse também outros posts que fizemos:

-> O que é um curso FIC ou de qualificação?
-> Qual a diferença entre bacharelado, licenciatura e curso superior de tecnologia?
-> O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?

E se quiser saber ainda mais sobre cursos técnicos, veja a página de Perguntas Frequentes do Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos.

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Dicas de Sustentabilidade

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 02 jun 2021 09:05 Data de Atualização: 04 jun 2021 09:59

No próximo sábado, é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente e o tema proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU) é a restauração dos ecossistemas, já que a degradação dos ecossistemas terrestres e marinhos compromete o bem-estar de 3,2 bilhões de pessoas em todo o planeta.. 

Cartão do Dia Mundial do Meio Ambiente

 E por isso, para te ajudar a repensar suas atividades e desenvolver iniciativas mais sustentáveis no seu dia a dia, neste post resolvemos juntar várias iniciativas já feitas em projetos do IFSC e outras que estão em andamento sobre sustentabilidade. 

Aliás, você sabia que a sustentabilidade é um dos valores do IFSC?

Valores do IFSC

Pois é, o respeito à natureza e a busca do equilíbrio ambiental na perspectiva da sustentabilidade é um dos princípios presentes no nosso Plano de Desenvolvimento Institucional

Minuto da Sustentabilidade

Há algum tempo, num mundo pré-pandemia, fizemos uma série no nosso canal do YouTube chamada Minuto da Sustentabilidade, em que mostramos iniciativas do IFSC, de servidores e de alunos, mostrando que é possível consumir de forma consciente, reaproveitar gerando economia e conviver respeitando as diferenças.

Vamos compartilhar abaixo no melhor estilo “Vale a pena ver de novo” porque temos várias dicas que podem ser aplicadas ainda hoje.

(Não se assustem com as imagens de pessoas sem máscaras e aglomeradas. ?? Foi tudo feito antes da pandemia. Esperamos logo poder ver nossos câmpus assim novamente! ?? )

-> Projeto IFSC Consciente: horta e pomar juntos no Câmpus São José
-> Oficina de Hambúrguer Vegetariano: aprenda a fazer hambúrgueres com grão de bico, ervilha e até feijão
-> Aproveitamento total dos alimentos: saiba como evitar desperdício e economizar na conta do supermercado
-> Programa Destino Certo: veja como foi eleaborado o projeto para separação adequada do lixo na Reitoria do IFSC
-> Brechó ecológico do Câmpus Florianópolis: como ser sustentável ao se vestir?
-> Projeto Reciclo Composteira do Câmpus São José:opção para o resíduo orgânico
- Projeto Disseminando a fabricação do biodiesel do Câmpus Criciúma: veja como nossas alunas utilizaram óleo de cozinha usado para fazer biodiesel

Além desses projetos, temos mais iniciativas no IFSC que tem este olhar sustentável como o projeto Na trilha do Desenvolvimento sustentável do Câmpus Criciúma, que começou em 2014 quando a área verde do câmpus passou a ser utilizada em atividades de extensão, ensino e pesquisa, promovendo a construção de conhecimento sobre sustentabilidade ambiental e qualidade de vida. E sabe como isso foi feito? Criamos uma trilha ecológica dentro da nossa área com aproximadamente 350 metros que passou a ser conhecida como Trilha IFSC.

Veja como funcionava neste vídeo realizado durante o Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação do IFSC, o Sepei:


E tem mais

No Câmpus Caçador, temos um projeto chamado “Da reciclagem ao produto” que começou em dezembro do ano passado e segue até setembro. O objetivo do projeto é desenvolver uma máquina para triturar tampinhas de garrafas plásticas de modo a resolver o gargalo que existe no processo de reciclagem desse material no câmpus. Isso será importante para desenvolver outros projetos no curso técnico integrado em Plásticos, que é um dos cursos que temos em Caçador.

E veja que já está bem encaminhado:

máquina do projeto de reciclagem do Câmpus Caçador

No Câmpus São José, também temos um projeto em andamento chamado ConscientizAção Química que tem como objetivo contribuir socialmente na higiene pessoal e familiar. O pessoal arrecadou óleo de cozinha usado e transformou em sabão para uso pessoal e doméstico. Mais de três mil pessoas foram beneficiadas.

 

Veja mais alguns conteúdos que já produzimos:

-> Conheça o projeto integrador do Câmpus Caçador que foi além da sala de aula e apostou na reciclagem, recolhendo mais de mil latinhas de alumínio
-> Como nós, humanos, estamos convivendo com outros animais e sobre como a natureza está reagindo? Uma reflexão a partir da pandemia de Covid-19
-> Veja o bueiro inteligente que nossos alunos instalaram em frente ao Câmpus Gaspar

No ano passado, no embalo das lives que “agitaram” a quarentena, fizemos uma semana do Meio Ambiente virtual e promovemos lives sobre temas relacionados ao meio ambiente com assuntos sempre atuais. 

-> A relação entre o homem e o meio ambiente
-> Gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde: devemos nos preocupar?
-> Cidade e riscos

Programação 2021

E neste ano também teremos uma programação especial para esta data em alguns câmpus. Na próxima semana, os câmpus Joinville e Gaspar promovem as suas Semanas do Meio Ambiente. Veja a programação e acompanhe já que as atividades são abertas e on-line:

-> Programação da Semana do Meio Ambiente do Câmpus Joinville
-> Programação da Semana do Meio Ambiente do Câmpus Gaspar

Venha estudar no IFSC

E se meio ambiente é um tema que você gosta, que tal se especializar nisso? Aqui no IFSC temos uma especialização em Educação Ambiental ofertada pelo Câmpus São José. Conheça mais sobre este curso:


Também temos o curso técnico em Meio Ambiente no Câmpus Florianópolis

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Assédio no IFSC: o que fazer?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 26 mai 2021 09:24 Data de Atualização: 26 mai 2021 10:24

Este é um post que nem gostaríamos de ter que escrever. Num mundo ideal, não deveríamos ter situações de assédio, ainda mais em uma instituição de educação. Mas cientes de que existem, entendemos que precisávamos deixar claro como a instituição lida com esses casos até para podermos orientar melhor quem, infelizmente, vier a passar por um uma situação dessas e também por uma questão de transparência.

Por isso, na última reunião do Colégio de DIrigentes do IFSC, o Codir (formado por todos os diretores-gerais dos nossos câmpus, pró-reitores e reitor), foi aprovada a Portaria Normativa nº 1450/2021, que estabelece os procedimentos a serem adotados no atendimento a situações de assédio moral e assédio sexual sofridas por estudantes no âmbito do IFSC.

No post de hoje vamos detalhar a portaria explicando o que se configura assédio e como um(a) aluno(a) pode proceder caso seja submetido(a) a uma situação dessa dentro da nossa instituição.

Por que o IFSC publicou a portaria nº 1450/2021?

A partir de 2018, o IFSC passou a tratar de forma mais sistemática a questão do assédio no âmbito escolar, por meio da adesão ao “Pacto Universitário em Direitos Humanos”, uma iniciativa criada pelo Ministério de Educação em conjunto com o Ministério de Justiça e Cidadania para promover a educação em direitos humanos no ensino superior. No início de 2020 a Diretoria de Assuntos Estudantis - que faz parte da Pró-Reitoria de Ensino, apresentou um mapeamento de fluxo de atendimento às vítimas de assédio, que serviu como base para o Grupo de Trabalho sobre assédio desenvolver uma minuta de protocolo de atendimento.

Em setembro do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) emitiu recomendação para que o IFSC apresentasse medidas de enfrentamento aos casos de assédio. Assim, foi o GT foi reestruturado, com a participação de servidores, estudantes, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Conselho Regional de Psicologia (CRP) que elaboraram a minuta do Protocolo de Assédio. O documento foi submetido à consulta pública, recebendo centenas de contribuições, e a minuta final foi aprovada pelo Codir e publicada na semana passada.

Do que trata a portaria nº 1450/2021 do IFSC?

Em resumo, a portaria traz o Protocolo de Atendimento do IFSC aos estudantes vítimas de assédio. O documento apresenta várias definições sobre como as equipes da Coordenadorias Pedagógicas nos câmpus devem receber as denúncias de assédio e fazer o acolhimento das vítimas e ainda conta com um roteiro de perguntas a serem respondidas no acompanhamento. 

O que é assédio?

A portaria define os tipos de assédio como:

- Assédio moral: comportamento indesejado que consiste na exposição prolongada e repetitiva de uma pessoa ou grupo de pessoas a difamação, situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes, capazes de causar ofensa à personalidade, à dignidade ou à integridade psíquica ou física.

- Assédio sexual: comportamento indesejado de caráter sexual, sob forma verbal, não verbal ou física, com o objetivo ou o efeito de perturbar ou constranger a pessoa, afetar a sua dignidade, ou de lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador, incluindo, para efeitos da normativa, os casos de importunação sexual.

-> Leia também a cartilha sobre Assédio Moral, Sexual e Discriminação produzida pelo Ministério Público Federal

Como saber se estou sofrendo assédio?

O assédio moral pode ser praticado tanto por servidores efetivos, temporários e terceirizados, quanto por outros estudantes. Conforme a portaria do IFSC recém-publicada, constituem situações que podem configurar a prática de assédio moral ao estudante: 

- Desqualificar, reiteradamente, por meio de palavras, gestos ou atitudes, a autoestima, a segurança ou a imagem de estudante ou grupo de estudantes;
- Desrespeitar limitação individual decorrente de doença física ou psíquica;
- Desprezar a pessoa em função de sua condição étnico-racial, gênero, nacionalidade, idade, religião, posição social, orientação política, sexual, filosófica, profissional, compleição física (biotipo) e pessoas com deficiência;
- Constranger, de modo frequente, atribuindo-lhe função incompatível com sua formação acadêmica ou técnica especializada, como no caso de bolsistas e estagiários;
- Isolar ou incentivar o isolamento, privando indivíduo ou grupo de pessoas de informações e treinamentos necessários ao desenvolvimento de suas atividades acadêmicas, ou do convívio com seus colegas;
- Manifestar-se jocosamente em detrimento da imagem de pessoa, submetendo-a à situação vexatória, ou fomentar boatos inidôneos e comentários maliciosos;
- Subestimar ou desvalorizar as aptidões e competências de estudante ou grupo de estudantes;
- Manifestar publicamente desdém ou desprezo pelo resultado do trabalho ou da produção acadêmica;
- Valer-se de cargo ou função comissionada para induzir ou persuadir qualquer estudante a praticar ato ilegal ou deixar de praticar ato determinado em lei;
- Quaisquer outras condutas que tenham por objetivo ou efeito degradar as condições de aprendizagem de estudante ou grupo de estudantes, atentar contra seus direitos ou sua dignidade e comprometer sua saúde física ou mental. 

Já no caso do assédio sexual, a portaria prevê as seguintes possíveis situações que possam configurar a prática de assédio sexual ao estudante:

- Fazer críticas ou brincadeiras sobre particularidades físicas e/ou sexuais;
- Seguir, espionar e/ou realizar abordagem com intuito sexual, seja física ou virtualmente;
- Insinuar ou agredir com gestos ou propostas sexuais;
- Realizar conversas impróprias de conotação sexual;
- Realizar contato físico não desejado;
- Solicitar favores sexuais;
- Realizar convites impertinentes e/ou pressionar para o estudante participar de encontros e saídas visando vantagem sexual;
- Fazer chantagem e/ou promessas de tratamento diferenciado mediante solicitação de favor sexual;
- Realizar exibicionismo de cunho sexual;
- Criar ambiente pornográfico no âmbito institucional;
- Constranger por meio de insinuações, explícitas ou veladas, de caráter sexual;
- Fazer ameaças, veladas ou explícitas, de represálias, perturbação, ofensa, caso não receba o favor sexual;
- Quaisquer outras condutas indesejáveis que tenham por objetivo ou efeito de constranger ou perturbar para a obtenção de vantagens ou favorecimentos sexuais. 

Acho que sofri ou estou sofrendo assédio no IFSC. O que fazer?

Se você é estudante do IFSC e acha que sofreu ou está sofrendo assédio - moral e/ou sexual -, entre em contato com a Coordenadoria ou Núcleo Pedagógico do seu câmpus. Neste momento em que estamos com atividades não-presenciais em função da pandemia de Covid-19, você pode enviar uma mensagem a este setor (veja aqui os contatos de cada câmpus). 

Os servidores deste setor farão o acolhimento do(a) estudante por meio de uma escuta qualificada. Depois, será preciso formalizar denúncia no sistema de ouvidorias Fala.BR. Isso pode ser feito pelo(a) diretor(a)-geral do câmpus ou do Centro de Referência em Formação e Educação a Distância, o Cerfead, a partir dos registros de acolhimento recebidos, pela vítima ou por qualquer pessoa que tenha ciência de uma situação de assédio. Caso a prática de assédio envolva o gestor responsável pela formalização da denúncia, como o diretor-geral, por exemplo, o registro do acolhimento será encaminhado ao reitor justamente para evitar constrangimentos. 

Entendemos que o acolhimento da vítima pela Coordenadoria Pedagógica do câmpus ou setor equivalente é necessário e indispensável para que o IFSC possa tomar ciência da violência sofrida e dar os encaminhamentos para o tratamento da situação. Então, a orientação agora é que a primeira coisa a fazer é entrar em contato com esse setor - antes mesmo de registrar a denúncia na nossa Ouvidoria. Após o primeiro contato, os servidores irão ouvir o(a) aluno(a) por meio de videochamada ou telefone já que ainda estamos com grande parte do nosso atendimento de forma remota. 

Esse acolhimento individual tem como objetivo aliviar o sofrimento por meio de um espaço de escuta e acolhimento, bem como também fortalecer a vítima com a reelaboração da experiência vivida frente ao assédio e, com isso, desenvolver estratégias de enfrentamento e preservação da integridade física e mental da vítima.

Em caso de denúncia de assédio, é preciso sempre se identificar?

Conforme consta na nossa portaria nº 1450/2021, é assegurado o sigilo de identidade quando o denunciante entender necessário. De acordo com o Princípio da Proteção ao Denunciante, todo indivíduo que leve aos órgãos de controle, de regulação ou de execução informações sobre atos ilegais ou prejudiciais ao interesse público deve receber proteção especial contra retaliação, perseguição ou tratamento discriminatório, seja por parte de seus superiores, do denunciado ou de autoridades públicas.  

Em caso de vítimas menores de idade, a portaria prevê que deverá ser contatado o responsável legal para ciência dos fatos, bem como será feita uma comunicação por meio de ofício ao Conselho Tutelar ou delegacia local.

Tenho medo de denunciar o assédio no IFSC

Sabemos que não é fácil para uma vítima de assédio denunciar o caso. Aliás, às vezes o assédio pode acontecer de forma velada que nem a pessoa percebe que é uma vítima. 

A decisão de revelar os abusos que está sofrendo é sempre da vítima e essa revelação deve ser espontânea. O que podemos dizer aos nossos alunos é que estamos cada vez mais preparados para lidar com essa situação e capacitando nossos servidores para fazerem uma escuta ativa, empática e qualificada, sem emissão de julgamentos, com o devido registro formal e realização de encaminhamentos quando necessários.

Se você acha que está sofrendo assédio dentro do IFSC - seja por outro estudante ou por um servidor -, não deixe de entrar em contato com o setor pedagógico do seu câmpus. A prática do assédio moral e/ou sexual é uma forma de violência que tende a levar a vítima ao sofrimento e transtornos diversos, colocando em risco sua integridade física e mental. 

No caso de situações de assédio envolvendo o gestor responsável pela formalização da denúncia, o registro do acolhimento será encaminhado ao reitor justamente para evitar constrangimentos. Estamos aqui para te ajudar!

Fiz a denúncia. E agora? 

Diante de uma revelação espontânea de assédio, o(a) servidor(a) no câmpus que receber a informação e fizer o acolhimento irá encaminhar o caso ao diretor(a)-geral do câmpus/Cerfead (ou ao reitor, caso o diretor esteja envolvido na prática) que irá providenciar o registro do fato. Neste momento, o objetivo não é a coleta de provas, mas sim a obtenção de informações necessárias para acionar os Órgãos mais adequados da Rede de Proteção que irão prosseguir com as medidas necessárias para apuração dos fatos.

As denúncias formalizadas que envolvam assédio, após apreciação da Ouvidoria do IFSC para identificar os elementos mínimos de autoria e materialidade, serão encaminhadas à Assessoria de Correição e Transparência e à Comissão de Ética, que realizarão o juízo de admissibilidade das mesmas, ou seja, que irá avaliar os indícios para a abertura de um processo.

O IFSC pode investigar denúncias?

Comentamos sobre isso no post que fizemos explicando o papel da nossa Ouvidoria. Recebemos todos os tipos de manifestações, mas sabemos que as denúncias chamam mais a atenção e merecem todo o cuidado e o IFSC tem o dever de investigá-las. 

O artigo 143 da Lei nº 8.112/1990 obriga que a autoridade competente, ao ter ciência de suposta irregularidade, promova a imediata apuração, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar. Para haver indícios de materialidade do caso, é importante que quem quiser fazer uma denúncia junte o maior número de provas e indique testemunhas para garantir que a investigação seja levada adiante. Além de apurar, a gestão da instituição deve emitir resposta quanto às solicitações ou reclamações na esfera de sua competência, principalmente demonstrando a forma como o IFSC age.

Quando é caso de polícia?

Conforme prevê a Lei 8112/90 e o Código de Ética do Servidor Público Federal, o IFSC apura administrativamente todos os atos que envolvam as condutas dos servidores do IFSC. Em casos de violência contra criança e adolescentes, a denúncia poderá também ser feita no conselho tutelar, no Ministério Público Federal e/ou na Delegacia da Infância e da Juventude - se não houver delegacia especializada, pode ser em uma delegacia normal. Cabe ao IFSC apurar administrativamente e, nos casos que envolverem  as esferas cível e criminal, fica a critério do manifestante buscar a apuração.

Nos demais casos que envolvam qualquer espécie de crime, o IFSC recomenda que a vítima, além de cadastrar manifestação na Ouvidoria da instituição, registre, também, uma ocorrência na Delegacia de Polícia mais próxima. Esta ocorrência poderá ser apresentada ao IFSC como um dos elementos de prova para apuração administrativa.

-> Entenda o que faz a Ouvidoria do IFSC

O que pode acontecer com quem pratica assédio no IFSC?

Nos casos de assédio entre alunos, caso haja a confirmação do assédio, o fato é considerado uma falta grave e serão aplicadas as sanções prevista no Código de Convivência Discente - que já foi aprovado pelo Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão, o Cepe, e irá para aprovação ainda do Conselho Superior, o Consup. O Código prevê que a infração será tratada primeiro por medidas educativas, depois por medidas complementares e, por fim, por meio de medidas disciplinares, podendo levar até a uma suspensão e cancelamento da matrícula no IFSC.

Caso o assédio envolva trabalhadores terceirizados, a administração do IFSC encaminha a apuração na esfera civil e criminal e adota os desmembramentos administrativos previstos na relação contratual com a empresa.

Se o assédio for praticado por servidor público federal estável ou temporário, a penalidade irá variar conforme a gravidade do fato apurado, que depende diretamente do que for comprovado no processo administrativo. Assim, as sanções variam entre advertência, suspensão e demissão no âmbito disciplinar.  No caso dos servidores públicos federais, considera-se a lei 8112/90 e o Código de Ética do Servidor Público.

Ficou com mais dúvidas? Leia a portaria normativa na íntegra clicando aqui. Se precisar, procure o setor Pedagógico do seu câmpus ou mande mensagem para nossa Ouvidoria.

Este assunto é tão importante que o IFSC irá lançar em breve uma campanha de conscientização contra o assédio dentro do Instituto. Divulgaremos nos nossos canais!

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Internet e dados pessoais: como posso me proteger?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 19 mai 2021 11:17 Data de Atualização: 19 mai 2021 11:44

Você já percebeu que, há algum tempo, quando você fornece um dado para uma empresa, como e-mail ou telefone, tem que autorizá-la a ter acesso a essa informação? Isso tem uma explicação que se resume em quatro letras que formam uma sigla muito falada por aí: LGPD. Traduzindo: Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais ou Lei nº 13.709 de 14 de agosto de 2018.

Essa lei é de 2018, mas entrou em vigor em 2020, para que as empresas tivessem tempo de se adaptar às mudanças. E agora está todo mundo na correria porque empresas e instituições que não cumprirem as regras podem ser penalizadas a partir de agosto deste ano.

Meme do apresentador Sílvio Santos jogando dinheiro com a frase Quem quer dados pessoais?

Aqui no IFSC, publicamos nesta semana uma Instrução Normativa para regulamentar o uso de dados pessoais de forma institucional de acordo com a LGPD.

Mas e você com isso?

Você tem tudo a ver porque nós somos dados e o direito ao tratamento de dados adequado é um direito fundamental que todos nós temos previsto na nossa Constituição Brasileira.

Por isso, no post de hoje, vamos explicar o que você precisa saber da LGPD. Para isso, usaremos, além da própria legislação, as informações da live que promovemos nesta semana sobre esta lei com a Andrea Willemin, oficial de Proteção de Dados da Comunidade Européia e assessora da comissão e do grupo de trabalho de Proteção de Dados do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). 

Se você quiser assistir à gravação da live na íntegra, veja abaixo:

O que são dados?

Quando falamos em dado, é algo tão abstrato, não? A palestrante convidada para a live do IFSC, Andrea Willemin, fez uma analogia comparando um dado a um átomo. Assim como os átomos, os dados são invisíveis, porém seu papel é fundamental para nosso organismo. Os dados são vitais para a nossa vida e nós mesmos somos dados. 

Para que servem os dados?

O uso dos dados influencia não apenas o modo como cada um de nós se comporta, mas também a vida de toda a nossa sociedade. Esta influência pode ser tanto para a melhoria da qualidade de vida de alguém quanto para piorar ou destruir a vida de outra pessoa.

Meme com a frase Fale-me mais sobre privacidade não ser importante quando eu der seu endereço pras inimigas

Todas as atividades que fazemos hoje geram dados. Os aplicativos que abrimos no nosso celular, os cliques que damos no computador, o que assistimos no YouTube ou na Netflix, o que lemos nas mídias sociais, por onde andamos com o serviço de localização ativado, o que escutamos no Spotify… 

Quando você entra na farmácia e o atendente pede o número do seu CPF para ver se há descontos, você está fornecendo seus dados. Quando você deixa seu e-mail para receber um e-book gratuito, você está fornecendo seus dados. 

Hoje os dados fazem parte de tudo e a nova economia é baseada nisso. Por isso, falamos que somos uma sociedade da informação

Mas isso não significa que cada um faz o que bem entende com qualquer dado. Na nossa live, a Andrea, inclusive, alertou que a preocupação com os dados vai além de uma questão de privacidade, pois trata do seu direito de poder existir ou não na sociedade da informação. Segundo ela, o dado vai além da privacidade porque ele está ligado à nossa personalidade, aquilo que nós somos e queremos mostrar.

Imagem personagem da série Black Mirror vendo sua pontuação

Alguém assistiu o episódio de Black Mirror da imagem acima? Dados tem tudo a ver com isso! 

E foi nesse sentido de nos proteger que foi criada a LGPD.

O que é LGPD?

É a sigla para Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, criada em 2018. Conforme consta no seu artigo 1º:

Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

Traduzindo, a LGPD estabelece regras para a coleta, a utilização,o  armazenamento e o  compartilhamento dos dados de pessoas por empresas - públicas ou privadas.

-> Leia a LGPD na íntegra

Para que serve a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais estabelece um framework único de proteção de dados para todo o País, ou seja, regras como transparência, governança de dados e os direitos dos titulares. O titular é a pessoa a quem se referem os dados pessoais que são objeto de tratamento. Se você se inscreve no processo seletivo do IFSC, por exemplo, e preenche o nosso formulário de inscrição, você é o titular dos dados.

Além disso, a lei indica quem é responsável pelo tratamento dos dados, estabelece novos parâmetros para transferência internacional de dados pessoais, além de multas e punições para quem não cumprir a legislação.

Por que está se falando tanto da LGPD?

Porque a partir de agosto deste ano as instituições que não cumprirem a LGPD estarão sujeitas às punições previstas na legislação.  A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) será responsável por fiscalizar e aplicar sanções em caso de descumprimento à legislação.

Tipos de dados

A LGPD traz alguns conceitos explicando a diferença entre os dados. São eles:

- dado pessoal: informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável;
- dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural;
- dado anonimizado: dado relativo a titular que não possa ser identificado, considerando a utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis na ocasião de seu tratamento;
- banco de dados: conjunto estruturado de dados pessoais, estabelecido em um ou em vários locais, em suporte eletrônico ou físico;

Entre os dados pessoais mais comuns, temos CPF, RG, endereço, e-mail e número de telefone. Já os dados sensíveis são os que definem mais as pessoas, podendo gerar discriminação.

Tratamento dos dados: quem faz o quê?

Além do titular, a LGPD estabelece outros papéis relacionados ao tratamento de dados:

- controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais;
- operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador;
- encarregado: pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a ANPD;   
- agentes de tratamento: o controlador e o operador;

-> Acesse a página da LGPD do IFSC e veja quem é nosso encarregado

Quando falamos em tratamento de dados, nos referimos a toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração. Ufa! ??

O que muda com a LGPD? 

Todos os dados que antes eram da instituição agora passam a ser do titular do dado e a instituição não pode tratar o dado sem a sua autorização. É aí que entram as mensagens das empresas pedindo o seu consentimento. Quando você assinala que está de acordo, você concorda com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada.

Aí entra outra diferença da LGPD. Agora as empresas não podem pedir todos os dados das pessoas só para ter caso um dia precisem. A instituição só pode trabalhar com um dado pessoal se tiver uma finalidade para o tratamento desse dado e não pode desvirtuar seu uso. Ou seja, se você autorizou a empresa a ter seu endereço de e-mail para te enviar uma newsletter, ele não pode ser utilizado para outra coisa que não o envio desta newsletter e também não pode compartilhar seu endereço de e-mail com outras empresas para que elas o utilizem.

Isso vai exigir que a gente trabalhe com minimização de dados, ou seja, antes de fazer um formulário precisamos refletir sobre quais dados são necessários para a finalidade da coleta de dados. Não devemos mais fazer um questionário gigante só para aproveitar que a pessoa já está respondendo mesmo. 

Quais os seus direitos?

Quando você fornece seu dado a alguma empresa, você é o titular dos dados e por isso tem direitos previstos na LGPD. São eles:

- Confirmação de que existe um ou mais tratamento de dados sendo realizados
- Acesso aos dados pessoais conservados que lhe digam respeito
- Correção de dados pessoais incompletos, inexatos ou desatualizados
- Eliminação de dados pessoais desnecessários, excessivos ou caso o seu tratamento seja ilícito
- Portabilidade de dados a outro fornecedor de serviço ou produto, observados os segredos comercial e industrial
- Eliminação de dados (exceto quando o tratamento é legal mesmo que sem o consentimento do titular)
- Informações sobre compartilhamento de seus dados com entes públicos e privados, caso isso exista
- Informações sobre o não consentimento, ou seja, sobre a opção de não autorizar o tratamento e as consequências da negativa
- Revogação dos consentimentos nos termos da lei
- Reclamação contra o controlador dos dados junto à autoridade nacional
- Oposição caso discorde de um tratamento feito sem o seu consentimento e o considere irregular

Quais as punições para quem desrespeitar a LGPD?

O capítulo VIII da LGPD trata exclusivamente das sanções administrativas que quem desrespeitar as normas pode sofrer. Entre as punições, estão: advertência, multa simples, multa diária, publicização da infração, suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração e até proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados.  

Será que meus dados vazaram?

Em janeiro deste ano, 220 milhões de brasileiros tiveram seus CPFs vazados. Mas, afinal, tem como saber se os seus dados vazaram?  

A LGPD determina que cabe ao controlador comunicar à Autoridade Nacional de Proteção de Dados e ao titular a ocorrência de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares. Portanto, caso ocorra algum vazamento de dados, a empresa ou a instituição deverá entrar em contato com você. 

Caso você tome conhecimento da fonte dos dados vazados, pode entrar em contato direto com as organizações controladoras dos dados para indagar se suas informações estão entre as que foram supostamente expostas, bem como quais dados, especificamente, foram atingidos.

A ANPD - Autoridade Nacional de Proteção de Dados - recomenda que você não responda a e-mails que declarem que seus dados foram expostos nem utilize sites suspeitos para realizar essa verificação. Esses mecanismos geralmente requerem que o cidadão compartilhe alguns de seus dados pessoais para realizar a suposta verificação e isso pode aumentar a sua exposição.

Outra dica da ANPD é trocar as senhas e demais informações de acesso aos serviços e às plataformas que foram afetadas por vazamento de dados. Também é recomendável que se utilize autenticação de dois fatores sempre que disponível, além de seguir monitorando a atividade nas contas e nos serviços potencialmente relacionados aos dados vazados. 

Se você verificar que seus dados foram utilizados de maneira fraudulenta – por exemplo, para abrir uma conta ou para adquirir algum bem – procure os provedores do serviço, além de reportar a ocorrência à autoridade policial, para viabilizar a apuração e resguardar-se.

-> O Banco Central do Brasil disponibiliza uma consulta para acompanhamento de seu CPF/CNPJ em instituições bancárias, onde é possível identificar as contas ativas em bancos, chaves PIX, empréstimos e financiamentos, dentre outras opções

E aí, entendeu melhor a LGPD? Fique tranquilo(a) que aqui no IFSC já estamos trabalhando faz tempo para nos ajustar à legislaçãoe fornecer a segurança para seus dados. ??

Se tiver alguma dúvida sobre os dados que o IFSC coleta, entre em contato com o nosso encarregado pelo e-mail encarregado.lgpd@ifsc.edu.br.

Para mais informações sobre a LGPD, entre em contato com a ANPD.

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Como trabalhar no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 12 mai 2021 10:32 Data de Atualização: 12 mai 2021 10:58

Entre as diversas perguntas que recebemos todos os dias, a primeira é como estudar no IFSC. Em seguida, vem o questionamento: Como trabalhar no IFSC? Não só recebemos essa pergunta, como muitas vezes recebemos currículos de interessados em trabalhar aqui como se pudéssemos contratar diretamente - o que não é o caso. 

No post de hoje, vamos explicar o capítulo 8 do nosso Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI, que trata da organização e gestão de pessoal. Além de trazer dados mais atualizados do nosso quadro de docentes e técnicos administrativos (já que os dados que estão no PDI são de 2019), vamos explicar todas as maneiras de trabalhar no IFSC.

Permanente X temporário

Para começar, é importante saber que existem duas formas de relação de trabalho no IFSC: quem é permanente - ou seja, todos os aprovados em concursos públicos - e quem é temporário - que entram por meio de algum processo de seleção e tem um prazo de atuação profissional específico dentro do instituto.

Vamos falar primeiro das formas de ingressar no quadro de servidores do IFSC de forma permanente que podem ser por concurso público ou por processo de redistribuição.

1) Permanente - Concurso Público

Talvez você já tenha ouvido falar de alguém que trabalha em órgão público e entrou sem concurso. Antigamente, situações assim ocorriam. Mas a partir da Constituição Federal de 1988, conforme consta no artigo 37, ficou decidido que "a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo". 

-> Leia a lei nº8112/1990 que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais

Portanto, desde então, para trabalhar no IFSC (que na época ainda era Escola Técnica), é preciso prestar concurso público. E aí temos duas carreiras: docente (professor) e técnico administrativo (demais cargos). Quando falamos dos servidores do IFSC, incluímos tanto quem é docente quanto quem é TAE, que é a abreviação de técnico administrativo em educação.

E vamos a outra pergunta campeã nos nossos recebidos das mídias sociais...

Quando vai abrir concurso para o IFSC?

Muita calma nessa hora que nem tudo é tão simples. Infelizmente, a gente não pode abrir concurso sempre que quer ou sempre que precisa. 

O IFSC tem um quadro de referência para TAE e Docente, que prevê o quantitativo de vagas (ou códigos de vagas, como se costuma chamar) que podemos ter na instituição. Esses códigos de vagas são liberados pelo Ministério da Educação (MEC) para utilização pelas instituições, ou seja, a partir da quantidade de servidores no IFSC e da disponibilidade de novas vagas liberadas pelo MEC é que poderemos abrir concurso. Depois de recebidas as vagas, elas serão  alocadas por câmpus e Reitoria conforme planejamento já existente no PDI do IFSC, feito a partir do plano de oferta de cursos e vagas (que já falamos neste outro post) e dependendo da disponibilidade de vagas. 

Portanto, as instituições federais de ensino vinculadas ao MEC têm autonomia para realizarem seus próprios concursos públicos, mas não para criar novas vagas. Essa autonomia se dá dentro dos seus limites de servidores previstos no Banco de Professor Equivalente (para o caso de vagas de docentes) e no Quadro de Referência de Servidores Técnico-Administrativos (para o caso dos TAEs). 

Caso seja necessário ampliar o quadro e o banco, e havendo disponibilidade orçamentário-financeira, é necessária a edição de uma portaria interministerial do Ministério da Economia e do MEC, na qual será incluído o novo quantitativo de cargos efetivos de professores e de Técnicos Administrativos em Educação (divididos dentro das classes "E", "D" e "C", ou seja, nível superior, nível médio e nível fundamental). A partir dessa ampliação, que pode ser considerada a “liberação das vagas”, as instituições de ensino podem realizar concursos públicos a qualquer momento para prover essas novas vagas. O controle e a redistribuição de códigos de vagas são feitos pelo MEC para cada instituição de ensino.

O último concurso do IFSC foi feito em 2019. Inclusive, as vagas que estão surgindo desde então estão sendo ocupadas pela lista de espera desse concurso, que tem validade por quatro anos. As vagas que não forem ocupadas pelo concurso ou por redistribuição serão preenchidas em um novo concurso, ainda sem data definida.

Carreiras: docente e TAE

Temos dois tipos de carreira no IFSC: os docentes e os técnicos administrativos. Abaixo apresentamos para você como nossos servidores estão distribuídos pelos câmpus e Reitoria:

Os docentes são os professores contratados para dar aula e fazer projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão. A carreira docente em nível federal é regulamentada pela lei nº 12.772/2012, e se enquadra nos cargos de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. 

Já os técnicos administrativos são os servidores contratados para todas as demais funções necessárias para a instituição funcionar, desde técnico de laboratório até nutricionistas, pedagogos e assistentes sociais. A lei que dispõe sobre essa carreira é a de nº 11.091/2005.

Corpo docente

Conforme dados do Siape (sistema de gestão de pessoal do Governo Federal) de dezembro de 2020, o IFSC conta com 1.425 professores efetivos das mais diversas formações que podem ter uma carga horária semanal de 20h ou de 40h com dedicação exclusiva (DE). No momento, apenas nove docentes não possuem DE.

Veja abaixo o grau de titulação dos nossos docentes para ver como nossos professores são qualificados:


Corpo técnico-administrativo

Falando dos nossos servidores TAEs, pelos dados de dezembro, temos 1.156 técnicos administrativos. Vejam abaixo que nossos técnicos também são bem qualificados:

Antigamente, a carreira de TAE possuía os níveis A, B,C D e E. Atualmente, os níveis A e B estão extintos, mas ainda temos alguns servidores antigos. Cada nível representa um nível de formação. 

TAE - nível E, por exemplo, são os técnicos com nível superior - como é o caso de administradores, jornalistas, bibliotecários, entre outros. Técnico - nível D são os servidores de nível médio, que possuem ensino médio completo ou uma formação em curso técnico, e podem ser nas mais diversas áreas como os assistentes em administração (que compõem grande parte dos nossos servidores técnico-administrativos), os técnicos em refrigeração e em radiologia, por exemplo. Já para o TAE - nível C a exigência, para a maioria dos cargos, é de ensino fundamental completo e experiência profissional, temos como exemplo os cargos de auxiliar de biblioteca ou assistente de laboratório.  

-> Confira os cargos de cada nível nos anexos da lei nº 11091/2005

Com exceção de alguns médicos, que têm contratação de 20 horas por semana, os demais técnicos são contratados para 40 horas. Há reduções de jornada com remuneração proporcional para 20 ou 30 horas ou reduções conforme previsão legal na lei 8.112/1990 ou regulamentação de atividades específicas.

2) Permanente - Redistribuição 

A outra forma de se tornar um servidor efetivo do IFSC, além do concurso público, é por meio de um processo chamado de redistribuição. Conforme a lei 8.112/1990, “redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder”.  

O que isso quer dizer? Significa que para tentar uma vaga de trabalho no IFSC por redistribuição é preciso ser servidor público federal de outro órgão regido pela mesma carreira dos servidores do IFSC (lei 11.091 para TAEs e 12.772 para docentes). 

Para esse processo, é preciso observar as seguintes condições: interesse da administração; equivalência de vencimentos; manutenção da essência das atribuições do cargo; vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades; mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional; compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade.    

O IFSC conta com um Banco de Intenções em que os interessados podem se cadastrar. O processo de redistribuição de servidores para o quadro do IFSC pode ser realizado por meio de chamada pública ou pelo interesse da administração, ou seja, havendo vagas, o banco é consultado. 

-> Se você já é servidor público federal e quer vir trabalhar no IFSC, faça seu cadastro no nosso Banco de Intenções

No capítulo 8 do PDI, você pode entender melhor como funcionam os procedimentos para substituição de professores e para recomposição do quadro de TAEs. Também apresentamos um quadro de referência para preenchimento de vagas e critérios para realocação ou distribuição de novas vagas.

Portanto, para ser servidor público permanente lotado no IFSC existem essas duas formas que explicamos acima. Agora vamos falar de formas de trabalho temporárias.

3) Temporário - Professor substituto ou profissionais de apoio

Conforme a legislação, o IFSC pode contratar por tempo determinado somente docentes e profissionais de apoio a alunos com deficiência como tradutores e intérpretes de Libras. No capítulo 8 do PDI, você encontra a informação de que, no caso de contratação de professores substitutos, essa modalidade de contratação é utilizada em caráter excepcional e temporário para suprir a falta de docentes do quadro de pessoal efetivo do IFSC.

Não se pode contratar professor substituto sempre que a instituição quer (por exemplo, pela demora em conseguir fazer um concurso público e ter um profissional de forma mais rápida). A contratação de professor substituto só pode ser empregada os seguintes casos: 

- vacância (ou seja, quando um servidor se aposenta ou abandona o cargo por outro motivo)
- licença por motivo de afastamento do cônjuge
- licença para o serviço militar
- licença para o desempenho de mandato classista
- afastamento para estudo ou missão no exterior
- afastamento para servir em organismo internacional
- afastamento para participação em programa de pós-graduação stricto sensu no país
- licença à servidora gestante
- licença para tratar de interesses particulares
- afastamento para servir a outro órgão ou entidade
- afastamento para exercício em mandato eletivo
- licença para tratamento de saúde
- nomeação para ocupar cargo de direção, de Reitor, Vice-Reitor, Pró-Reitor e Diretor de câmpus.

Além disso, o número de professores substitutos não pode ultrapassar 20% do número de professores efetivos do quadro. O tempo em que o professor substituto pode atuar na instituição depende do término do afastamento do professor efetivo, mas seu contrato não pode ultrapassar dois anos.

O IFSC conta com alguns processos fixos para a contratação desses profissionais, vinculados aos editais de afastamento para pós-graduação, e os demais são abertos conforme demanda. Para contratação de professor substituto, atualmente o processo seletivo envolve as etapas de avaliação curricular e prova de desempenho didático. Já para contratação dos profissionais de apoio a alunos com deficiência e tradutores intérpretes de Libras, o processo seletivo envolve as etapas de avaliação curricular e entrevista.

Atualmente, o IFSC possui 165 professores substitutos e 19 profissionais temporários de apoio a alunos com deficiência. 

-> Acompanhe os processos de contratações temporárias do IFSC

4) Temporário - Colaboração técnica

Outra possibilidade é recebermos um servidor federal de outra instituição para prestar colaboração técnica no IFSC, sendo que este trabalho não pode durar mais do que quatro anos. Na nossa página de movimentação de servidores, temos um formulário a ser preenchido por servidores interessados e o plano de trabalho/projeto a ser elaborado.

Importante: o órgão onde esse servidor é lotado precisa concordar com a vinda dele para o IFSC, já que não há reposição desse profissional. Atualmente, o IFSC possui 19 servidores em colaboração técnica.

-> Acesse o formulário de colaboração técnica se já for servidor de outro órgão e tiver interesse em prestar um trabalho por tempo determinado por aqui


Essas seriam as formas mais tradicionais das pessoas trabalharem no IFSC, mas temos outras possibilidades.

- Exercício provisório para acompanhamento de cônjuge, possível diante do deslocamento do cônjuge no interesse da Administração

- Anistiados: são empregados que foram dispensados com violação de dispositivo legal durante o Governo do presidente Fernando Collor de Mello e anistiados graças à Lei 8.878/2004. A portaria n° 289/2012/MPOG determinou o retorno desses empregados ao serviço público e, como muitas vezes o órgão de origem não os absorve, eles se recolocam em outros órgãos públicos federais. Aqui no IFSC, por exemplo, temos 17 profissionais que se enquadram como anistiados. 

-> Saiba mais na lei 8.878/1994 que dispõe sobre a concessão de anistia

- Cargos comissionados: conforme a lei nº 8.168/1991, podem ser nomeados para cargo de direção ou designados para função gratificada servidores públicos federais da administração direta, autárquica ou fundacional não pertencentes ao quadro permanente da instituição de ensino, respeitado o limite de 10% do total dos cargos e funções da instituição, admitindo-se, quanto aos cargos de direção, a nomeação de servidores já aposentados. No momento, o IFSC possui apenas um servidor aposentado nomeado para cargo comissionado. Os demais são servidores da ativa do IFSC.

Anota aí

E aí? Ficou mais claro como é possível trabalhar no IFSC? Esperamos que sim.

Sabemos que tem muita gente querendo ser nosso colega de trabalho e não é por menos: somos o melhor Instituto Federal do País! ??

Modéstia à parte, temos muito orgulho de dizer que trabalhamos aqui, cientes da nossa responsabilidade de prestar um bom serviço a todos os cidadãos.

Então se quiser trabalhar aqui, não adianta mandar currículo nem ligar. O jeito é ficar ligado(a) quando tiver concurso público (mas não temos previsão) e acompanhar as vagas de contratações temporárias

Se você já é servidor público federal, pode se inscrever no nosso Banco de Intenções para participar de processos de redistribuição ou tentar uma colaboração técnica.

Mais sobre o PDI

Veja os posts que já fizemos aqui no Blog sobre o PDI:

> O que é um PDI e como ele é feito?
-> Como funciona a estrutura organizacional do IFSC?
-> O que é um projeto pedagógico institucional?
-> Como funciona a EaD no IFSC?
-> Entenda o orçamento do IFSC
-> Aonde o IFSC quer chegar?
-> Da qualificação profissional à pós-graduação: entenda o que são os itinerários formativos no IFSC

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Língua Portuguesa: origem e curiosidades

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 05 mai 2021 08:49 Data de Atualização: 17 mai 2021 09:38

Quando falamos em língua, é muito comum pensarmos no inglês como a língua universal. Nós, brasileiros, estamos aprendendo cada vez mais cedo este segundo idioma. Tem até quem valorize mais o inglês do que o nosso bom e velho português. Mas hoje estamos aqui para destacar a nossa Língua Portuguesa.

Você sabia que a língua portuguesa é uma das línguas mais difundidas no mundo, com mais de 265 milhões de falantes espalhados por todos os continentes, e também a língua mais falada no hemisfério sul? Pois é! ?? Segundo a Unesco, o português continua a ser uma das principais línguas de comunicação internacional, e uma língua com uma forte extensão geográfica, destinada a aumentar.   

Atualmente, além do Brasil, outros nove países falam oficialmente a língua portuguesa: Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Guiné Equatorial e Macau.

E foi justamente por sua importância que, em 2019,  a Unesco decidiu proclamar o dia 5 de maio de cada ano como "Dia Mundial da Língua Portuguesa". Desde 2009, a data já era oficialmente estabelecida pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a CPLP, uma organização intergovernamental que reúne os povos que têm a língua portuguesa como um dos fundamentos da sua identidade específica para celebrar a língua portuguesa e as culturas lusófonas.


Queremos aproveitar a data para trazer mais informações desta Língua que tanto nos representa. Para isso, contamos com os conhecimentos dos professores de Português do Câmpus Florianópolis Carlos Eduardo Lara, Elisa Tonon e Gizelle Kaminski Corso.

Um pouco da história da Língua Portuguesa

A origem da Língua Portuguesa tem sua história conectada com a expansão do Império Romano. Os soldados do Império, ao se espalharem pela Europa, levaram sua língua, o Latim, aos novos territórios colonizados. Com o passar do tempo e com a mescla com as línguas locais das colônias, a língua latina deu frutos e resultou em vários idiomas: o português, o espanhol, o francês, o italiano, o romeno, entre outros.

Séculos mais tarde, num processo similar de expansão e conquista de novos territórios, os portugueses estabeleceram colônias nos cinco continentes. O português brasileiro, por sua vez, é fruto dessa língua-mãe com influências, sobretudo, de línguas ameríndias e africanas.

Português do Brasil X Português de Portugal

Apesar de nove países terem o Português como língua oficial além do Brasil, normalmente falamos muito da diferença que temos em relação a Portugal. Será que o Português de Portugal e o Português do Brasil são, de fato, a “mesma” língua

O Português do Brasil é diferente do Português falado em Portugal. Para exemplificar, convidamos nossa egressa do Câmpus Lages, Karina SIlvério, que participou do nosso programa de intercâmbio no Instituto Politécnico de Beja, em Portugal, e, atualmente, cursa graduação por lá para mostrar a diferença entre algumas expressões. Vejam só:


Não é por acaso, inclusive, que inúmeros linguistas têm preferido o uso da expressão “português brasileiro” para sinalizar essa diferença. Apesar de pensarmos nas duas como a “mesma”  língua por uma razão histórica (termos sido colônia portuguesa), há diferenças evidentes não apenas no uso de expressões (que chamamos de léxico), mas também nos níveis sintático e fonético, por exemplo. 

E o estranhamento vem tanto de brasileiros quanto de portugueses. Vejam só o que nos contaram um aluno do Câmpus Lages que passou um ano em Porto participando do nosso programa de Dupla Titulação e nossos parceiros do Instituto Superior de Engenharia do Porto, o ISEP, que é quem mais recebeu nossos intercambistas até o momento:

 

Por que foi feito o acordo ortográfico?

Foi justamente para reduzir as diferenças entre a ortografia do português utilizado em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe que entrou em vigor, em 2009, o acordo ortográfico.

Mas essa não foi a primeira reforma ortográfica pela qual a língua portuguesa já passou no Brasil. Antes dela, tivemos mudanças em 1943 e 1971. E isso acontece porque as línguas são dinâmicas, vivas e estão constantemente em transformação. O que essas reformas e acordos fazem é apenas padronizar ortografias, ou seja, elas não impedem modificações e nem uniformizam o uso da língua nos diferentes países. Ainda assim, especialmente no caso dessa reforma mais recente, as alterações têm importantes consequências diplomáticas, políticas e econômicas.

Ortografia X Gramática

Ortografia e gramática são termos popularmente tratados como sinônimos, como se ambos significassem o receituário de um português correto. Mas atenção: há usos distintos para eles. Enquanto gramática é um conceito que representa a estruturação geral de uma língua, abrangendo suas estruturas sintáticas, fonológicas e morfológicas, o termo ortografia se restringe à escrita e suas convenções. 

Por exemplo: se o assunto é relacionado aos tempos verbais ou às classes de palavras, conceitos que remetem a uma estrutura de língua, ele está no campo da gramática. Agora, se um vocábulo determinado se escreve com ‘ss’ ou ‘sc’, está no campo da ortografia, das regras de convenção da escrita.

Tem problema simplificar o português na internet?

Quem já não recebeu ou enviou uma mensagem no WhatsApp abreviando uma palavra? Será que isso nos faz “desaprender” a escrever bem o Português?

Segundo nossos professores, a ideia de que “desaprendemos” a escrita, por usá-la simplificadamente em aplicativos ou em mensagens rápidas, é falaciosa. Do mesmo modo que modulamos a fala dependendo do contexto, também fazemos isso com a escrita. É comum usar abreviações em contextos informais de escrita e, simultaneamente, saber como utilizar a norma padrão em situações que demandem formalidade. 

Portanto: uma coisa é mensagem de WhatsApp para os amigos e outra é a redação do Enem, um trabalho acadêmico ou um e-mail profissional.

Tem língua mais fácil ou mais difícil?

Para os professores com os quais conversamos, isso é um mito. A dificuldade em se aprender qualquer língua depende do referencial, de um ponto de comparação. Por exemplo, para um falante de português, o espanhol, que é uma língua-irmã, é mais fácil de ser aprendida do que o persa ou do que o coreano. 

O português, como todas as línguas latinas, possui um sistema de conjugação verbal mais complexo do que o inglês por causa das terminações específicas que o verbo recebe se está numa determinada pessoa, num determinado tempo e num determinado modo. Por esse aspecto, a sensação é de que as línguas latinas são bastante difíceis, no entanto a conjugação verbal é apenas uma parte de uma língua. Se pensarmos no inglês, a língua inglesa tem regras bastante peculiares para uso de preposições (in, on e at, por exemplo) que geralmente assusta os aprendizes do idioma. 

Portanto,tudo depende do referencial, de qual é a língua nativa, qual é o aspecto dela que está em análise e com qual outra língua ela está sendo comparada.

Português como língua de acolhimento

Você sabia que temos aqui no IFSC um curso de qualificação de Português para estrangeiros com foco em português como língua de acolhimento? No Câmpus Gaspar, por exemplo, esse curso é oferecido desde 2015 e atende, principalmente, imigrantes e refugiados. Entre a origem, a maior parte dos alunos é de haitianos e venezuelanos.

A diretora-geral do Câmpus Gaspar, que também é professora de Português deste curso, Ana Paula Kuczmynda da Silveira, nos explicou que é preciso pensar a língua como parte da nossa cultura e como mediadora da interação. E isso é algo muito claro neste curso - que também é ofertado por outros câmpus.

Assista a esta reportagem feita pela IFSCTV em 2016 em que fica claro o papel de acolhimento que aprender o português acaba tendo para os alunos do curso ministrado no Câmpus Criciúma:

 

Curiosidades


- A área da linguística que estuda a origem e o processo de transformação das palavras ao longo do tempo se chama "etimologia", mas existe também a área da "semântica" que estuda o significado (sentido) das palavras em relação com o contexto, ou seja, como as palavras e as frases são compreendidas em diferentes usos e situações. 

- Em 2006, foi inaugurado em São Paulo o Museu da Língua Portuguesa. Entre os objetivos do espaço - que, no momento, está sendo reconstruído após um incêndio em 2015 - é valorizar a diversidade da língua portuguesa, celebrá-la como elemento fundamental e fundador da cultura e aproximá-la dos falantes do idioma em todo o mundo.

- Em 2020, a Academia Brasileira de Letras lançou o projeto Novas Palavras. Toda semana, é possível conferir no site da instituição uma palavra ou expressão que passou a ter uso corrente na língua portuguesa, podendo ser um neologismo, um empréstimo linguístico ou mesmo um vocábulo que, apesar de já existir há algum tempo na língua, tem sido usado com mais frequência ou com um novo sentido nos dias de hoje.

E aí? Gostou de saber mais sobre a Língua Portuguesa? Deixe um comentário abaixo.

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Da qualificação profissional à pós-graduação: entenda o que são os itinerários formativos no IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 28 abr 2021 09:56 Data de Atualização: 28 abr 2021 14:14

No post da semana passada, a gente explicou como é o processo de criação de cursos no IFSC. Vimos que esse processo não é aleatório, mas sim bastante atrelado às necessidades sociais identificadas para cada oferta – ou seja, está associado a aspectos como a demanda de capacitação de profissionais em determinadas áreas ou ao potencial de desenvolvimento econômico numa região específica. Então faz sentido, por exemplo, a oferta de cursos nas áreas da viticultura ou da fruticultura na Serra, onde há grande potencial para incrementar esses tipos de atividade econômica, e não no litoral, onde as demandas são outras.

Hoje, continuamos falando sobre a organização das ofertas de cursos no IFSC, porém de forma um pouco mais detalhada. E vamos dar seguimento também à série de posts sobre o nosso Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), tratando do Capítulo 7, que é o Plano de Oferta de Cursos e Vagas (POCV).

Recapitulando, nas publicações sobre o PDI nós já abordamos:

> O que é um PDI e como ele é feito?
-> Como funciona a estrutura organizacional do IFSC?
-> O que é um projeto pedagógico institucional?
-> Como funciona a EaD no IFSC?
-> Entenda o orçamento do IFSC
-> Aonde o IFSC quer chegar?

Neste post, além de abordar o POCV, que é o documento que norteia as ofertas de cursos em todos os nossos câmpus para os próximos cinco anos – o que é algo imenso, se a gente considerar que estamos falando de um universo de 22 câmpus, mais o Cerfead –, vamos detalhar também os itinerários formativos.

O que são os itinerários formativos?

São literalmente os percursos acadêmicos que nossos estudantes podem fazer em sua formação no IFSC, desde o nível mais básico, como um curso técnico de nível médio ou mesmo um Proeja de nível fundamental, até a pós-graduação, se assim desejar.

Mas o que os itinerários formativos têm a ver com o planejamento da oferta de cursos? Eles são levados em conta na hora da definição das ofertas, já que estão relacionados aos eixos tecnológicos de atuação de cada câmpus (já falamos sobre os eixos neste post). E como o POCV é um instrumento que precisa encontrar a melhor equação entre os servidores disponíveis, número de cursos e infraestrutura física disponível para as ofertas, tem lógica que num mesmo câmpus os professores de uma determinada formação tenham sua expertise aproveitada em cursos de diferentes níveis, dentro de uma mesma área de conhecimento.

No PDI, uma das forças identificadas no IFSC como instituição é exatamente a possibilidade de oferta de cursos em itinerários formativos verticalizados, como descrito no capítulo do Planejamento Estratégico. Isso significa que a possibilidade de oferecer diferentes níveis de formação numa mesma área do conhecimento é um importante diferencial do IFSC enquanto instituição pública de ensino.

A organização dos cursos em itinerários formativos nos institutos federais é prevista pelo Decreto 5.154/2004, que regulamenta o artigo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que trata da Educação Profissional e Tecnológica. Por esse decreto, a oferta de cursos com foco em itinerários formativos visa exatamente dar oportunidade para que os alunos da EPT possam dar continuidade a sua formação dentro da instituição, aproveitando e aprimorando o conhecimento adquirido num curso de nível técnico, por exemplo, no curso de nível superior da mesma área.

Como isso funciona na prática?

Para conhecer os itinerários formativos nos quais o seu câmpus atua, consulte a área de documentos complementares na página do PDI, no Portal do IFSC. No link Itinerários formativos por câmpus, você vai encontrar todos os mapas dos nossos câmpus.

Voltando às áreas que usamos como exemplo no início do texto: no Câmpus Urupema, o primeiro itinerário formativo tem início na qualificação profissional em Viticultura e Enologia; segue para o curso técnico concomitante na mesma área, para o curso superior também em Viticultura e Enologia e termina na pós-graduação em Enologia. Já o caminho iniciado no curso FIC de Agricultura pode prosseguir pelo técnico concomitante na mesma área e prosseguir na pós-graduação em Fruticultura.

Quadro mostrando itinerário formativo na área de Viticultura e Enologia

Dentro de cada eixo, conhecimentos da mesma área em diferentes níveis são mobilizados. Em termos de organização da oferta, envolvem-se os mesmos servidores e infraestrutura física, como salas de aula, laboratórios e materiais. É nessa lógica que os itinerários formativos influenciam o POCV.

O POCV também planeja as ofertas de cursos levando em conta o atingimento da meta legal de que 50% do total de vagas da instituição sejam destinadas a cursos técnicos, 20% a cursos de licenciatura e programas especiais de formação pedagógica e 10% para cursos Proeja – neste último caso, meta que deve ser alcançada no último ano de vigência do PDI, em 2024.

O total de vagas de ingresso projetado para 2024 será de 37.524, em 324 cursos, conforme o POCV. 


Esperamos ter esclarecido todas as dúvidas, mas se você ficou com mais algum questionamento mande para a gente no e-mail blog@ifsc.edu.br.

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Como os cursos do IFSC são criados?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 20 abr 2021 23:24 Data de Atualização: 27 abr 2021 08:31

Uma pergunta que recebemos muito é por que não temos um curso específico em determinado câmpus. Nossa resposta é que a abertura de um curso não é simples e não depende apenas da vontade das pessoas. No post de hoje vamos explicar como os cursos do IFSC são criados.

Passo a passo para criação de um curso no IFSC

Em geral, a criação de um curso é iniciativa de unidades do IFSC que realizam ofertas educativas. No caso, um dos nossos 22 câmpus ou nosso Centro de Referência em Formação e Educação a Distância, o Cerfead. A unidade identifica a demanda com base no arranjo socioeconômico local/regional e a demanda de público para a formação profissional. 

Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que  o IFSC analisa qual formação profissional contribuirá com o desenvolvimento da região onde o câmpus está localizado, considerando os fatores sociais, como quem pode fazer o curso, e econômicos, como o mercado de trabalho. Essa análise é importante para que o IFSC cumpra a sua missão que é “Promover a inclusão e formar cidadãos, por meio da educação profissional, científica e tecnológica, gerando, difundindo e aplicando conhecimento e inovação, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e cultural”. 

Infográfico mostrando como um curso é criado no IFSC

A partir desse estudo feito por servidores do câmpus, um grupo de trabalho formado por professores da área e técnicos do Ensino elabora um projeto pedagógico de curso, que chamamos de PPC, e submete ao colegiado do câmpus, para que seja apreciado. O PPC é uma das partes do Projeto Pedagógico Institucional, o PPI, que é um dos capítulos centrais do nosso Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI.

-> Entenda melhor sobre o PPC neste post que já fizemos sobre o que é um projeto pedagógico institucional

Quando o PPC é aprovado no colegiado do câmpus, ele vai então para a apreciação do Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFSC, o Cepe, que tem a competência de analisar e aprovar o PPC. No caso dos cursos de formação inicial e continuada (FIC) ou cursos de qualificação, a aprovação do Cepe já é o suficiente para que a oferta seja liberada e o câmpus abra vagas para o curso. Todos os demais tipos de cursos, após a aprovação no Cepe, seguem para a última análise que ocorre no Conselho Superior do IFSC, o Consup, que delibera sobre a autorização de oferta.

Todas as propostas de cursos são aprovadas?

Não. Ao longo do processo de criação de um curso, o seu projeto pedagógico (o PPC, lembra?) está sujeito a idas e vindas. Nos momentos de apreciação da proposta - que ocorrem no colegiado do câmpus, no Cepe e no Consup, o projeto pode ter que retornar para o proponente ou responsável para sanar alguma lacuna ou fragilidade identificada. Embora seja raro, o PPC pode estar aprovado e a autorização da oferta ser indeferida no Cepe, no caso de um curso de qualificação, ou no Consup, no caso dos demais tipos de curso.

Como saber se um curso foi aprovado?

Os cursos são aprovados por meio de resoluções do Cepe ou do Consup. Após cada reunião desses colegiados, as resoluções são publicadas no portal dos colegiados no SIGRH.

Quanto tempo demora para um curso ser criado?

Isso vai depender bastante já que, além do trabalho do grupo que constrói o PPC, tem todo o trâmite de aprovação que depende da agenda dos colegiados, mas, podemos dar uma estimativa de acordo com o tipo de curso. No caso dos cursos de qualificação (FIC), o processo é mais rápido porque não precisa passar pelo Consup, então a criação demora de um a dois meses. Já os cursos técnicos demoram, em média, de três a quatro meses para serem criados, enquanto os cursos de graduação e pós-graduação demoram de cinco a seis meses.

Depois que um curso é criado, quanto tempo pode demorar para as vagas serem abertas?

Normalmente, o projeto pedagógico do curso indica o semestre letivo em que as vagas começarão a ser ofertadas pelo câmpus. Há casos em que a resolução de autorização de oferta pelo  Consup é publicada e, no mesmo dia, o curso já é informado ao Departamento de Ingresso para inserção no edital a ser publicado.

Os cursos são os mesmos em todos os câmpus?

Esta resposta parece óbvia: não. Cada um dos nossos 22 câmpus oferece diferentes cursos. Para saber quais cursos são oferecidos em cada câmpus, você deve acessar o site do câmpus. Você também pode fazer a busca de outra forma pelo nosso Guia de Cursos, onde você escolhe o curso do seu interesse e aí visualiza onde ele é ofertado.

Mas temos o mesmo curso em câmpus diferentes. Por exemplo: temos o curso técnico de Enfermagem no Câmpus Florianópolis e no Câmpus Joinville. Será que eles são idênticos? ??

Bom, em casos assim, há um núcleo comum de disciplinas por exigência das diretrizes curriculares existentes para cada formação profissional, mas pode haver diferenças em termos de grade curricular sim, pois o contexto socioeconômico e ambiental local/regional muda de câmpus pra câmpus e pode exigir um grupo de disciplinas mais ou menos específico.

Quem pode sugerir um novo curso? 

Qualquer pessoa. A iniciativa de um novo curso pode vir de servidores, de alunos e da comunidade externa - como empresários, por exemplo, que sentem a necessidade de profissionais no mercado. As sugestões podem ser encaminhadas para os dirigentes dos câmpus, como o diretor(a)-geral ou diretor(a) de Ensino, por meio dos e-mails disponíveis nos sites institucionais ou para a Ouvidoria

Nem toda sugestão irá resultar na criação de um curso já que, como dissemos lá em cima, fazemos um estudo considerando a demanda com base no arranjo socioeconômico local/regional e público de interesse. Outro ponto importante a se considerar é o quadro de professores que já são efetivos do câmpus.

E as audiências públicas?

Alguns podem se lembrar que já fizemos audiências públicas em que a população indicava cursos de interesse. 

Notícia sobre audiência pública feita em Garopaba

As audiências públicas foram um importante instrumento para a definição das ofertas educativas iniciais e dos eixos tecnológicos para atuação dos câmpus em criação e implantação, especialmente a partir de 2008. Atualmente, as audiências públicas não são mais utilizadas e os câmpus recorrem a outras estratégias, como reuniões ou oficinas com agentes públicos ou privados dos principais setores da sociedade local/regional interessados ou afetados pela oferta de cursos.  

O que são os eixos tecnológicos? 

O(s) eixo(s) tecnológico(s) define(m) a estrutura de organização da Educação Profissional e Tecnológica dos câmpus e o leque de ofertas e de perfis profissionais a serem desenvolvidos. Na implantação de cada câmpus e no processo de consolidação das ofertas educativas, são definidos os eixos de atuação daquela unidade a partir dos arranjos socioeconômicos locais/regionais. 

Para saber quais os eixos de atuação dos câmpus do IFSC e a relação com as ofertas de cursos, acesse o capítulo 7 do nosso PDI 2020/24, que sistematiza o Plano de Oferta de Cursos e Vagas, o POCV, de cada unidade. É no POCV também que você pode verificar quais os cursos que devem ser ofertados pelos câmpus nos próximos anos.

Depois de aprovado, um curso é ofertado para sempre?

Explicamos como um curso é criado, mas e como ele deixa de ser ofertado? O processo de descontinuação depende do tipo de curso. 

No caso de cursos de qualificação, por se tratarem de ofertas não periódicas, a oferta pode ser suspensa por decisão do câmpus se não houver disponibilidade de infraestrutura (salas de aula, laboratórios) e recursos (insumos, carga horária docente) num determinado período. Já no caso de cursos técnicos, de graduação e pós-graduação, a suspensão (e até mesmo a extinção) da oferta precisa ser justificada (como baixa procura, substituição por outra oferta etc.) e submetida à apreciação do Cepe e Consup.

E agora? Ficou mais claro como nossos cursos são criados? Deu para entender que é um processo complexo, não é? E que não basta o desejo de alguém que tenha um determinado curso perto de casa, mas sim que o curso contribua de fato para o desenvolvimento daquela região.

Esperamos ter esclarecido todas as dúvidas, mas se você ficou com mais algum questionamento mande para a gente no e-mail blog@ifsc.edu.br.

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O que é um curso FIC ou de qualificação?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 14 abr 2021 09:52 Data de Atualização: 22 abr 2021 09:04

Quem já nos acompanha por um tempo deve ter lido o termo “FIC” em algum lugar. Parece um apelido para os íntimos (e, de certa forma, não deixa de ser ??), mas FIC é a sigla para os cursos de Formação Inicial e Continuada. Já fizemos outros posts aqui explicando nossos cursos técnicos integrados e de graduação. O que chamamos de “curso FIC”, ou melhor, curso de Formação Inicial e Continuada é outro tipo de curso que os Institutos Federais devem oferecer. E cá pra nós, esses cursos são nossos campeões de audiência: os que mais oferecemos vagas e os que mais têm procura e inscritos. 

O nosso Regulamento Didático e Pedagógico, o RDP, traz as seguintes definições:

- Formação Continuada: curso de qualificação profissional, em geral de curta duração, destinado ao aprimoramento ou aperfeiçoamento de competências laborais ou técnico-científicas de uma atividade ou área profissional.
- Formação Inicial: curso de qualificação profissional, em geral de curta duração com no mínimo 160h, destinado a iniciação para o trabalho e ao desenvolvimento de competências básicas em uma determinada atividade ou área profissional

Para facilitar, na nossa divulgação, nos referimos aos cursos de Formação Inicial e Continuada como cursos de qualificação. Mas, internamente, é bem provável que você se depare com a nomenclatura FIC.

Tela do Sistema de Resultados do IFSC


Por que o IFSC oferece cursos de qualificação?

Segundo a lei 11.892/2008, um dos objetivos dos Institutos Federais é  “ministrar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores, objetivando a capacitação, o aperfeiçoamento, a especialização e a atualização de profissionais, em todos os níveis de escolaridade, nas áreas da educação profissional e tecnológica”. E o fato de isso ser um objetivo legal tem tudo a ver com a proposta dos Institutos Federais colaborarem para o desenvolvimento regional dos locais onde temos câmpus instalados. 

Portanto, os cursos de qualificação profissional oferecidos pelo IFSC atendem a necessidade de aperfeiçoamento para profissionais de diversas áreas, em temas específicos e práticos. 

Quais os cursos de qualificação que o IFSC oferece?

Atualmente, o IFSC possui cerca de 170 cursos de qualificação em todos os seus 22 câmpus. Normalmente, quando um câmpus é implantado, esse tipo de curso é o primeiro a ser ofertado. O Centro de Referência em Formação e Educação a Distância, o Cerfead, também oferece cursos de formação inicial e continuada.

Assim como ocorre com os demais tipos de curso, as áreas de oferta dos cursos de qualificação estão relacionadas ao eixo(s) tecnológico(s) do câmpus - que define(m) a estrutura de organização da Educação Profissional e Tecnológica dos câmpus e o leque de ofertas e de perfis profissionais a serem desenvolvidos. É por isso, por exemplo, que temos um curso de qualificação em Confeitaria no Câmpus Florianópolis-Continente e não temos esse tipo de curso no Câmpus Jaraguá do Sul-Rau. 

Entre alguns cursos que temos, estão: Responsabilidade Socioambiental, Gestão: Trabalho em Equipe, Confeitaria Básica, Salgadeiro, Organização de Eventos, Produção de Vídeos Didáticos, Língua Brasileira de Sinais, Planilha Eletrônica, Recreação e Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil. Mas isso é só uma pequena parte. Temos MUITO mais. Inclusive, nossos cursos de idiomas como Inglês e Espanhol são ofertados como cursos de qualificação.

-> Veja, no nosso Guia de Cursos, os cursos de qualificação ofertados de acordo com o câmpus

Quem pode fazer um curso de qualificação no IFSC?

Todo mundo! ??  A gente brinca que temos tantas opções que, com certeza, algum curso irá te interessar e será útil na sua vida.

Esse tipo de curso é indicado para quem deseja atualizar conhecimentos em sua área de atuação ou por quem quer se reinserir no mercado de trabalho. Não temos como dar uma resposta padrão dizendo quem pode fazer nossos cursos de qualificação porque depende de cada curso.

Temos cursos em que basta ser alfabetizado e ter mais que 16 anos. Outros já exigem mais pré-requisitos como Ensino Fundamental ou Ensino Médio Completo. Portanto, para saber se você pode ou não fazer um curso de qualificação é preciso conferir o pré-requisito no edital quando estivermos com inscrições abertas.

-> Afinal, o que é um edital?

Qual a duração de um curso de qualificação?

A duração em geral é curta, podendo variar de um a quatro meses. Mas, como tudo nesta vida, temos as exceções.?? É o caso do curso básico de Instrumentos de Orquestra, oferecido pelo Câmpus Florianópolis, que dura dois anos. 

Quando abrem as inscrições para os cursos de qualificação do IFSC?

As inscrições para os cursos de formação inicial e continuada do IFSC abrem quatro vezes por ano. Chamamos os períodos de inscrições de ciclos. Portanto, trabalhamos com quatro ciclos ao longo do ano.

As datas são sempre divulgadas no nosso calendário de inscrições

No vídeo abaixo, explicamos como você pode fazer a sua inscrição:


Também temos vagas remanescentes abertas em alguns cursos de qualificação. Nesse caso não há sorteio, basta se inscrever.

Nem todos os cursos de qualificação abrem vagas em todos os ciclos e nem todos os câmpus oferecem cursos em todos os ciclos. Por isso, é preciso sempre ficar de olho no período de inscrições e no edital.

-> Deixe seu e-mail no nosso cadastro de interesse e seja avisado(a) quando estivermos com vagas abertas

A seleção para nossos cursos de qualificação é por sorteio público.

Por que fazer um curso de qualificação?

Por que não fazer? Hehehe ?? Para quem tem dúvidas, organizamos alguns motivos: 

Curso gratuito
Vamos começar por um que bate forte no bolso: é de graça! Sim, como somos uma instituição pública, todos os nossos cursos são gratuitos.

Seleção por sorteio
Sabemos que muitas pessoas ficam ansiosas quando existe algum processo seletivo por prova ou entrevista. Muitas não têm tempo para estudar. Aí entra a parte boa da seleção para esse tipo de curso ser por meio de sorteio. Sim, aí é preciso contar com a sorte. ????

Conhecer uma área
Para quem ainda tem dúvidas em relação a onde atuar, um curso desse pode dar uma noção melhor de como é trabalhar em determinada área.

Qualificar seu conhecimento
Como o nome mesmo já diz, trata-se de um curso de qualificação. Muitas pessoas não têm conhecimento nenhum da área do curso e aprendem tudo do zero. Mesmo assim, têm a oportunidade de sair do IFSC com mais possibilidade de serem empregadas. 

Algumas pessoas até têm um conhecimento prático, mas podem se beneficiar de um ensino de qualidade aprimorando o que já fazem e oferecendo um resultado ainda melhor no seu trabalho. 

-> Vejam que legal o caso da nossa egressa Daniela de Arruda que fez o curso de qualificação em Confeitaria do Câmpus Florianópolis-Continente

Crescimento na carreira
Conhecimento nunca é demais, não é? E é claro que fazer um curso em uma instituição reconhecida como a nossa só irá agregar no seu currículo e ampliar as suas oportunidades de crescimento.

Poderíamos falar ainda mais: que temos professores incríveis, uma boa estrutura (que, no momento, por causa da pandemia, ainda não pode ser utilizada) e que você vai fazer amizades muito legais! Mas não queremos ficar nos achando tanto!  ☺️

Posso fazer mais de um curso de qualificação no IFSC?

Neste momento em que todos os cursos de qualificação estão sendo ofertados a distância em função da pandemia, é possível se inscrever em quantos cursos você quiser. 

Posso fazer um curso de qualificação junto com outro curso no IFSC?

Pode. O que a legislação atual não permite é que se faça dois cursos do mesmo nível em instituições públicas. Então, por exemplo, você não pode fazer dois cursos de graduação no IFSC ou um curso de graduação no IFSC e outro na UFSC. Mas você pode já fazer um curso técnico no IFSC e fazer outro de qualificação caso seja sorteado(a).

Tem sistema de cotas na seleção dos cursos de qualificação?

Não. O nosso sistema de cotas para alunos que estudam em escola pública se aplica na seleção para cursos técnicos e de graduação.

Ficou com mais alguma dúvida sobre nossos cursos “FIC”ou de qualificação? Mande para ingresso@ifsc.edu.br.

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Qual a diferença entre bacharelado, licenciatura e curso superior de tecnologia?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 07 abr 2021 09:39 Data de Atualização: 28 abr 2021 15:19

Você sabia que temos três tipos de cursos de graduação?

Todos têm a mesma equivalência e, para cursá-los, você precisa ter concluído o Ensino Médio até a data de matrícula. No entanto, cada um tem características que é importante que você conheça antes de decidir qual curso fazer, pois pode influenciar a sua escolha.

Conversamos com o diretor de Ensino do IFSC Tiago Morais Nunes e o coordenador de cursos de graduação Paulo Guilherme Fuchs para explicar a diferença entre bacharelado, licenciatura e curso superior de tecnologia. Neste post, também buscamos esclarecer algumas dúvidas que recebemos quando falamos dos nossos cursos. Vamos lá?

Instituto Federal pode oferecer curso de graduação?

É claro, né? Se não a gente não estaria oferecendo. ?? Conforme a lei 11.892/2008, um dos objetivos dos Institutos Federais é ministrar em nível de educação superior:

- cursos superiores de tecnologia visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia;
- cursos de licenciatura, bem como programas especiais de formação pedagógica, com vistas na formação de professores para a educação básica, sobretudo nas áreas de ciências e matemática, e para a educação profissional;
- cursos de bacharelado e engenharia, visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia e áreas do conhecimento;
- cursos de pós-graduação lato sensu de aperfeiçoamento e especialização, visando à formação de especialistas nas diferentes áreas do conhecimento;
- cursos de pós-graduação stricto sensu de mestrado e doutorado, que contribuam para promover o estabelecimento de bases sólidas em educação, ciência e tecnologia, com vistas no processo de geração e inovação tecnológica.

O que não poderíamos é oferecer apenas cursos de graduação. A lei que nos criou determina que cada Instituto Federal  deve garantir o mínimo de 50% de suas vagas para cursos de educação profissional técnica de nível médio, prioritariamente na forma de cursos integrados, para os concluintes do ensino fundamental e para o público da educação de jovens e adultos. Além disso, também temos que ofertar um mínimo de 20% de nossas vagas em cursos de licenciatura. 

No entanto, segundo a nossa legislação, nas regiões em que as demandas sociais pela formação em nível superior justificarem, o Conselho Superior do Instituto Federal poderá, com anuência do Ministério da Educação, autorizar o ajuste da oferta desse nível de ensino.

Qual a diferença entre Bacharelado, Curso Superior de Tecnologia e Licenciatura? 

Bacharelado, Curso Superior de Tecnologia (CST) e Licenciatura são tipos de cursos de nível superior diferentes, com concepções e projetos pedagógicos de cursos alinhados com a atuação do egresso. O Regulamento Didático-Pedagógico do IFSC, o RDP, apresenta as diferenças dessas três formações: 

- Bacharelado: é um curso superior generalista, de formação científica ou humanística, que confere ao diplomado competências em determinado campo do saber para o exercício de atividade profissional, acadêmica ou cultural, com o grau de bacharel;
- Curso Superior de Tecnologia ou tecnólogo: é um curso superior de formação especializada em áreas científicas e tecnológicas, que confere ao diplomado competências para atuar em áreas profissionais específicas, caracterizadas por eixos tecnológicos, com o grau de tecnólogo;
- Licenciatura: é um curso superior que confere ao diplomado competências para atuar como professor na educação básica, com o grau de licenciado.

Arte mostrando a diferença entre os cursos de graduação do IFSC

-> Consulte também as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo MEC

Quais cursos de graduação o IFSC oferece?

Veja no nosso Guia de Cursos.

Qual a duração de cada curso?

Os cursos de licenciatura normalmente ocorrem em quatro anos. Já os cursos superiores de tecnologia têm uma duração média de três anos, enquanto os bacharelados levam, em geral, cinco anos para serem concluídos.

Mas isso é uma média. Para saber a duração dos cursos do IFSC, consulte a página de cada curso no nosso Guia

Todos os câmpus do IFSC oferecem cursos de graduação?

Dos 22 câmpus do IFSC, apenas o Câmpus São Lourenço do Oeste ainda não tem oferta de curso superior até por ter sido criado há menos tempo que os demais. Isso é consequência da prioridade dos institutos federais com a oferta de cursos técnicos.

Além disso, para um câmpus oferecer um curso de graduação é preciso ter um Núcleo Docente Estruturante, o NDE, que tem o intuito de qualificar o envolvimento docente no processo de concepção, consolidação e contínua atualização de um projeto pedagógico de curso, o PPC - e isso pode levar mais tempo para ser criado. 

Algum tipo de curso é mais importante do que outro?

Cada tipo de curso de graduação tem sua importância para o desenvolvimento do nosso País. Todos os cursos trabalham as competências dos alunos para a inserção no mercado, na pesquisa acadêmica e na pesquisa aplicada, mas em proporções diferentes conforme o perfil do curso. 

Os cursos de licenciaturas são fundamentais na formação de professores para atuação na educação básica. Já os cursos de bacharelados e os cursos superiores de tecnologia são essenciais na formação de profissionais para atuarem em diferentes setores da economia, desenvolvendo e aperfeiçoando arranjos econômicos locais e regionais.

(Aqui estamos falando só dos cursos de graduação, mas lembrando que também temos os cursos técnicos, FIC, Proeja, pós-graduação… cada um com sua importância ??) 

Quem é bacharel não pode dar aula?

O bacharel não está habilitado para lecionar. Para o exercício do magistério, o profissional terá que cursar uma complementação pedagógica conforme legislações específicas que tratam desses casos.

Para a docência na Educação Profissional Técnica de Nível Médio, o docente não licenciado poderá buscar complementação pedagógica conforme a Resolução 01/2021/CNE:

Participar de programas de licenciatura e de complementação ou formação pedagógica;

- Participar de curso de pós-graduação lato sensu de especialização, de caráter pedagógico, voltado especificamente para a docência na educação profissional, devendo o TCC contemplar, preferencialmente, projeto de intervenção relativo à prática docente em cursos e programas de educação profissional e;
- Ter reconhecimento total ou parcial dos saberes profissionais de docentes, mediante processo de certificação de competência, considerada equivalente a licenciatura, tendo como pré-requisito para submissão a este processo, no mínimo, 5 (cinco) anos de efetivo exercício como professores de educação profissional.

Quem faz um CST pode fazer uma pós-graduação?

Sim, um curso superior de tecnologia é um curso de graduação e, portanto, serve de pré-requisito para quem quer fazer uma pós-graduação posteriormente. Lógico que cada pós-graduação terá seus pré-requisitos da área específica e aí vai depender de qual CST a pessoa fez.

Tecnólogo é o curso ou o profissional formado em um curso superior de tecnologia?

O termo tecnólogo é uma forma de identificar os profissionais com formação em cursos superiores de tecnologia, que podemos chamar de CST. Os diferentes tipos de CST podem ser conferidos no catálogo nacional. Apesar disso, é comum nos referirmos aos cursos superiores de tecnologia também como tecnólogos.

Por que o IFSC não oferece alguns cursos de graduação como Medicina ou Direito?

Pela lei de criação dos Institutos Federais, a oferta de cursos de graduação deve priorizar os seguintes pontos: cursos superiores de tecnologia visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia; cursos de licenciatura, bem como programas especiais de formação pedagógica, com vistas na formação de professores para a educação básica, sobretudo nas áreas de ciências e matemática, e para a educação profissional; cursos de bacharelado e engenharia, visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia e áreas do conhecimento;

Portanto, ao oferecer um curso, um Instituto Federal precisa considerar esse foco. Para esse tipo de oferta o IFSC não precisa pedir autorização ao MEC, diferente de cursos como Direito, Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem - conforme prevê o Decreto 9235/2017.

Tem diferença entre os cursos de graduação de um Instituto Federal e os de uma universidade? 

Normalmente, o desenvolvimento de um projeto pedagógico de curso de graduação está alinhado com as Diretrizes Curriculares Nacionais. Isso faz com que haja semelhança entre as  estruturas curriculares mesmo se o curso é oferecido por uma instituição diferente. Além disso, a certificação é a mesma, ou seja, o diploma de quem se formou em um curso de graduação de um Instituto Federal tem a mesma equivalência de um diploma do mesmo curso de uma universidade.

Terminei um curso técnico. Preciso fazer um curso de graduação?

Não necessariamente. Isso é uma decisão bem pessoal. O profissional que desenvolve as atividades de acordo com as atribuições desenvolvidas em um curso técnico deve buscar uma graduação quando identificar a necessidade de aperfeiçoar ainda mais os seus conhecimentos e ampliar a sua atuação profissional. 

Em algumas áreas, quem faz um curso de graduação pode ter uma remuneração maior do que quem faz só um curso técnico. Mas isso não é uma regra. Há atividades que os técnicos ocupam e são melhores remunerados do que os graduados.

Como fazer um curso de graduação no IFSC?

Desde 2018, o processo seletivo para cursos de graduação do IFSC é feito exclusivamente pelo Sistema de Seleção Unificada do MEC, o Sisu, ou seja, não temos mais vestibular. Para participar do Sisu, o(a) candidato(a) precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.

-> Tire suas dúvidas sobre o Sisu no site do MEC

O calendário do Enem e do Sisu é definido pelo MEC. 

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O que é Protagonismo Discente?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 31 mar 2021 09:39 Data de Atualização: 30 abr 2021 11:36

Não é incrível poder fazer a diferença na vida de alguém? Nós sentimos isso ao proporcionar educação para quem precisa e vendo como isso faz as pessoas se transformarem e até mudarem seus destinos. 

Como uma instituição de educação, sabemos que cabe aos professores elaborarem seus planos de aula e ensinarem aos alunos. Normalmente, as propostas de atividades partem da gente para nossos estudantes. Mas percebemos que nossos alunos também poderiam fazer esse movimento e nos trazer as suas visões de como poderíamos cumprir ainda mais nossa missão enquanto instituto federal.

Quando a gente fala que enxerga o potencial dos nossos alunos não só de se superarem, mas de fazerem mais para os outros também, não estamos só falando da boca pra fora não! ??

Homem dizendo que acredita em você

Foi assim que surgiu, em 2018, a ideia do projeto Protagonismo Discente do IFSC. Nossa intenção foi desafiar nossos alunos a construírem suas próprias propostas de extensão.

Como assim propostas de extensão?

Antes de continuarmos, é importante entender o que é a extensão que tanto falamos (na famosa indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão), já que o Protagonismo Discente é um projeto de extensão do IFSC.

Conforme consta no nosso Plano de Desenvolvimento Institucional (2020-2024), compreendemos a extensão como um conjunto de atividades em que se promove a articulação dos saberes científicos e tecnológicos com a realidade socioeconômica e cultural da região onde o IFSC está inserido. Isso significa que, para estarmos efetivamente presentes na sociedade, precisamos desenvolver atividades de extensão, por meio de programas, projetos, cursos, eventos e produtos de extensão. 

Simplificando: toda vez que a gente expande nossa atuação para além dos nossos câmpus, indo até a comunidade ou a trazendo para dentro do nosso ambiente, estamos fazendo extensão. Mesmo agora que não estamos ainda presencialmente de volta aos nossos câmpus, seguimos trabalhando em projetos com a comunidade mesmo que de forma on-line.

Voltando então ao ponto...

O que é o protagonismo discente?

Protagonismo discente foi o nome que demos ao edital que busca selecionar os projetos idealizados pelos nossos alunos para resolver um problema na comunidade. E este nome não foi escolhido à toa. Entendemos o protagonismo discente como a capacidade de um(a) cidadão(ã) em processo formativo, no caso: você, nosso aluno(a) - nos diversos níveis da educação profissional, científica e tecnológica - observar sua realidade, identificar um problema externo ao IFSC, refletir soluções por meio dos conhecimentos curriculares obtidos no seu curso e promover uma intervenção prática, que contribua para o desenvolvimento humano, científico e tecnológico.

Como funciona na prática?

Tem algum problema no seu bairro, rua, vizinhança, para o qual você sente que seria capaz de pensar uma solução, mas falta oportunidade? Bom, não falta mais. É aí que entra nosso programa de protagonismo discente.

Te convidamos a reunir um time, pensar em uma solução para esse problema e, com a ajuda de um orientador, transformar a realidade. Você vai ser o protagonista dessa mudança, entendeu? 

É preciso ter alguma experiência?

Não precisa, mas, na edição deste ano, a participação num curso de extensão chamado “O Fazer Extensionista” irá contar pontos na avaliação de projetos encaminhados ao próximo edital de Protagonismo Discente, que será lançado no segundo semestre. O curso já foi oferecido no ano passado e está com inscrições abertas até 20 de abril para uma nova turma - com aulas on -line. 

-> Faça aqui a sua inscrição no curso O Fazer Extensionista

Quem pode participar?

O curso pode ser feito não apenas por alunos do IFSC. Servidores e membros da comunidade externa também podem participar. 

Na verdade, a participação no curso será por equipes vinculadas aos câmpus, compostas por um coordenador - que tem que ser um servidor do IFSC -, quatro estudantes do IFSC e até três membros externos, que pode ser alguém que quer estudar aqui ou até um familiar de aluno (já pensou em fazer uma equipe com seu irmão, sua mãe ou seu pai? ??). Inclusive, quem tiver participantes de fora do IFSC pontua mais no processo seletivo! #ficaadica

Além disso, será formada uma equipe vinculada à Diretoria de Extensão, formada por quatro alunos do IFSC que precisam ter experiência em extensão, já que irão contribuir no processo de execução do projeto.

Depois, para participar do projeto de Protagonismo Discente, servidores, alunos e membros da comunidade externa ao IFSC também formam equipes. Mas atenção: as inscrições para o programa só serão abertas em julho. No momento, quem quer participar do projeto pode se inscrever no curso “O fazer extensionista” (se ainda não fez) e aumentar suas chances de ter a proposta selecionada. 

-> Quem já participou do curso indica, viu? Leia aqui sobre a experiência do “Fazer Extensionista” do ano passado

Curso X projeto

Neste ano, o projeto Protagonismo Discente do IFSC terá duas fases. A primeira é o curso “O Fazer Extensionista", que comentamos acima. A segunda é quando deverão ser inscritas as propostas de projetos de extensão. É nesta etapa que você poderá colocar em prática o seu protagonismo por meio da realização efetiva de projetos de extensão, com a comunidade do seu entorno.

Mas atenção: as inscrições para a segunda etapa serão abertas só em julho, então é preciso aguardar a divulgação do edital (que, claro, divulgaremos no nosso site quando estiver disponível ;) ). Enquanto isso, quem tiver interesse em participar do programa pode se inscrever no curso “O Fazer Extensionista”

Se você está com dúvidas em relação ao curso, a Diretoria de Extensão promoveu um encontro on-line para mais esclarecimentos. Veja como foi:


Conheça projetos do Protagonismo Discente

Desde 2018, já tivemos 102 projetos aprovados no Protagonismo Discente. A Evelin Souza, por exemplo, que na época era nossa aluna do curso técnico em Agroecologia do Câmpus Lages, implantou uma horta comunitária, difundiu conhecimentos sobre nutrição e ainda ajudou a gerar renda para famílias com alto índice de vulnerabilidade social. Veja como foi o projeto “AliMÃEtação: nutrindo com conscientização”:

 

Veja mais depoimentos:

Destacamos mais alguns projetos para você entender melhor a proposta do programa e ver os resultados bacanas alcançados:

-> Estudantes organizam campanha de doação de árvores nativas para arborização de bairro de Três Barras
-> Projeto Protagonismo Discente busca tornar o IFSC mais acessível
-> Alunos desenvolvem um sistema automatizado de alimentação para cães
-> Aluna desenvolve ação para incrementar principal atividade econômica de Urupema
-> Projetos envolvendo libras são executados pelo Câmpus Palhoça Bilíngue
-> Projeto de estudantes do IFSC revitaliza laboratório em escola de Criciúma
-> Alunos instalam bueiro inteligente em frente ao Câmpus Gaspar

Também temos mais depoimentos de quem já participou:


E aí? Ficou com vontade de ser um(a) protagonista também? Já tem alguma ideia em mente? Se sim, já vai organizando os pensamentos no papel. Se não, ainda dá tempo para você pensar como poderia resolver algum problema aí da sua rua, do seu bairro e, por que não, da sua cidade.

Se você ficou interessado(a) nesta oportunidade, é importante ler o edital do curso “O Fazer Extensionista”, que é o que está com inscrições abertas no momento. Se depois disso ficar com dúvidas ou quiser mais informações, entre em contato com a nossa Diretoria de Extensão do IFSC pelo e-mail extensão@ifsc.edu.br.

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As emoções da pandemia e como lidar com elas

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 24 mar 2021 08:52 Data de Atualização: 24 mar 2021 09:40

Desde o início da pandemia, há um ano, nossas vidas estão bem diferentes. Sentimos medo do desconhecido, raiva do isolamento social, tristeza em perder pessoas próximas. As emoções ficaram mais intensas, parecendo até um “trem desgovernado” em alguns momentos. 

Gif de mulher alternando rapidamente as emoções

E a necessidade de saber o que fazer com cada um desses sentimentos também se intensificou. Nunca se falou tanto sobre saúde mental e inteligência emocional. E que bom! 

Entre tantos grandes nomes que estudam a mente humana, o psicólogo Paul Ekman é um dos profissionais que se dedica ao estudo das emoções. Seu trabalho apresenta seis emoções básicas: raiva, repulsa, medo, alegria, tristeza e surpresa.

As seis emoções básicas. Imagem em “O livro da Psicologia”

No livro “A linguagem das emoções”, Paul afirma que as emoções podem ter a força de um “trem desgovernado” e compreendê-las melhor pode ajudar a superar distúrbios mentais. 

Ok! Mas e agora? O que fazer com nossas emoções? Como compreendê-las e conseguir modificar o que elas despertam e os comportamentos que provocam? 

Para nos dar uma orientação, conversamos com o psicólogo do Câmpus Chapecó do IFSC, Alan Panizzi. Veja o que ele nos recomendou:

Primeiro passo: não fuja das emoções

Sim, exige um grande esforço compreender e administrar nossas emoções. O primeiro passo é perceber a si próprio de uma maneira mais sensível, sem tentar fugir dos sentimentos.

-> Veja esta série de rodas de conversa que rolou com estudantes do Câmpus Chapecó sobre as emoções básicas a partir dos estudos de Paul Ekman

Quer um exemplo? Alan conta que a queixa mais comum dos estudantes do Câmpus Chapecó tem sido a falta de concentração para estudar e fazer trabalhos. Aqui entra a importância de compreender as emoções, já que a falta de concentração está atrelada à falta de organização que, por sua vez, pode estar atrelada, por exemplo, à emoção do medo.

E aí vem a avaliação de Alan: “Na medida que a gente conversa com mais calma e avalia a rotina deles, eu tenho percebido que essa pessoa (não só os estudantes) está muito desorganizada a nível pessoal também, está machucada, com medo. Isso também ocorre devido a dificuldade de adaptação às mudanças."

Outra consequência de emoções como medo, raiva e tristeza pode ser a anestesia de si e dos outros. Porém, ao anestesiar os sentimentos, não deixamos de senti-los, mas, ao contrário, os vivemos de uma forma menos saudável.

Leia outro exemplo do nosso psicólogo sobre isso: se estou com muita raiva pela maneira como minha vida está organizada e eu engulo essa raiva, o mais provável é que isso vá balançar outras coisas da vida de uma maneira não intencional. Daqui a pouco, não vou estar dormindo, vou começar a ter rigidez no meu corpo, sentir mais necessidade de comer e por aí vai.

Segundo passo: reflita sobre suas ações

Quando começamos a compreender nossas emoções conseguimos pensar o porquê das nossas ações e refletimos se elas estão sendo causadas em razão de sentimentos como o medo, a raiva, a tristeza ou outro. Afinal, quando as coisas ao nosso redor se desorganizam, internamente também ocorrem mudanças e começamos a acionar alguns mecanismos de defesa em relação ao que sentimos. Nesse momento, é natural a busca por atividades prazerosas, que tragam algum tipo de conforto - como comer doces, fazer compras e ingerir bebidas alcoólicas. 

Só que esse comportamento em excesso pode trazer prejuízos para a vida pessoal, acadêmica e profissional. Isso porque você pode buscar aliviar uma tensão sem conseguir perceber a sua origem.

Para evitar isso, uma sugestão é refletir sobre como estava sua rotina, sua casa e seu corpo antes da pandemia e como estão agora (fazer isso usando lápis e papel ao invés de só pensar pode ajudar). O objetivo é tentar reorganizar esses eixos de uma forma mais respeitosa consigo mesmo. 

Terceiro passo: inicie uma reorganização

Como percebemos acima, iniciar uma reorganização na vida pessoal, nos estudos e no trabalho requer observação. Quando observamos nossa rotina, nosso lar e nosso corpo, nós temos elementos importantes para perceber que mudanças estamos vivendo e que emoções vão surgindo ao longo do nosso dia. A auto-observação é um convite para nos sensibilizarmos e, quem sabe, desacelerarmos para ter mais liberdade de decidir o que fazer com essas emoções que surgem e o que fazer com nossos comportamentos diante dessas situações que nos desorganizam.

Após tomar essa consciência, procure reorganizar sua rotina para que seja mais respeitosa consigo mesmo. Aí vão algumas dicas:

- Mude os lugares e horários de trabalho/estudo
- Organize sua alimentação e seu descanso
- Faça atividades agradáveis que contribuam com sua saúde física e mental, como caminhadas ao ar livre e meditação
- Mantenha contato com familiares e amigos, mesmo que por videochamada
- Não tenha medo ou vergonha de falar de suas emoções
- Não se cobre em estar bem o tempo todo, afinal todos estamos passando por um momento muito difícil
- E, se precisar, busque ajuda psicológica profissional

Leia mais dicas sobre isso em outros posts que já fizemos aqui no Blog do IFSC:

-> Como se manter ativo durante o distanciamento social?
-> Como não pirar com o coronavírus?
-> Como manter a saúde mental nesta pandemia?
-> Como organizar sua rotina de estudos?

Vamos, inclusive, relembrar esta orientação que a psicóloga do IFSC Milena Garcia da Silva nos deu no ano passado sobre como enfrentar este momento da pandemia e que continua valendo:

Quarto passo: Encontre a sua maneira

Por fim, é importante dizer que não existe uma fórmula universal. Observe você mesmo, suas emoções e suas ações. Ache a sua maneira de se sentir bem. 

Precisa de ajuda?

Está precisando de ajuda? O IFSC dispõe de acolhimentos psicológicos individuais e em grupo para nossos estudantes. Veja aqui o contato do Núcleo Pedagógico do seu câmpus e entre em contato. 

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Entenda o orçamento do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 17 mar 2021 08:23 Data de Atualização: 17 mar 2021 08:45

Já explicamos por aqui de onde vem o dinheiro do IFSC. Para quem não lembra, vamos deixar aqui embaixo os posts que já fizemos com estas explicações:

-> De onde vem o dinheiro do IFSC? - parte 1: Entendendo o orçamento público
-> De onde vem o dinheiro do IFSC? - parte 2: Conheça outras formas de o IFSC receber recursos atém do orçamento público direto

Hoje vamos rever este assunto porque queremos destacar o capítulo 5 do nosso Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI, que trata justamente da capacidade e sustentabilidade financeira do IFSC. Nesta parte do PDI, é apresentada a estrutura de orçamento e finanças do IFSC, o orçamento e a matriz Conif. Além disso, o capítulo traz as estratégias de gestão econômico-financeira sustentável da nossa instituição.

Mas por que você deveria ler sobre este assunto que, à primeira vista, sabemos que não é tão atrativo? ????

Entender de onde vem nosso dinheiro faz com que você compreenda nossas disponibilidade e limitação de recursos. Afinal, por que ainda não fizemos a expansão de determinado câmpus? Por que não podemos usar o dinheiro de uma obra para comprar material de aula? Por que não ampliar a assistência estudantil ao invés de fazer um evento? Se você já se pegou pensando em questões assim, este post ajuda a tirar tuas dúvidas.

Como o dinheiro chega ao IFSC?

Os recursos orçamentários do IFSC vêm do Orçamento Geral da União por meio da Lei Orçamentária Anual, a LOA, e também chegam de outras formas como emendas parlamentares, captação de recursos via órgãos de fomento, parcerias e chamadas públicas, licenciamento de tecnologias e Termo de Execução Descentralizada. Neste post, explicamos com mais detalhes essas formas de recebimento de recursos..

 

Nem sempre recebemos tudo o que está previsto. Nos últimos anos, cortes orçamentários têm ocorrido e neste post explicamos o porquê.

E quanto recebemos de dinheiro?

Na LOA temos então a definição do quanto de orçamento será disponibilizado para cada área/projeto, incluindo o Ministério da Educação - MEC. Além disso, teremos também a definição orçamentária de todas as autarquias ligadas ao MEC, incluso aí o IFSC e todos os demais Institutos e Universidades Federais.

O IFSC faz parte da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que é composta por 38 Institutos Federais, 2 Cefets e o Colégio Pedro II. Dentro do orçamento do MEC, a Rede disputa espaço com a educação básica e a superior. Ou seja, cabe ao Ministério definir quanto de seu orçamento será distribuído para cada uma das áreas.

Para definir qual será o nosso orçamento do ano, existe toda uma discussão que não fica apenas no IFSC. Para que as instituições da Rede Federal recebam o mínimo necessário para seu funcionamento, respeitando as características individuais das ofertas de cada câmpus, por exemplo, existe um instrumento chamado Matriz Conif.

E o que é a matriz Conif?

Como já mencionamos, o Conif é o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A Matriz Conif abrange o orçamento de investimento e custeio de todas as instituições da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (IFs, Cefets e Colégio Pedro II), divididos de forma parametrizada. Não entram nessa matriz as despesas relativas a pessoal (salários, aposentadorias etc.) e investimentos (como obras e aquisição de equipamentos para laboratórios)

Essa matriz é um modelo matemático que considera, por exemplo, o tipo de curso oferecido em cada instituição, elaborado por meio de discussão conjunta entre o Conif e a Secretaria de Educação Profissional, a Setec, que é o setor do MEC responsável pela Rede Federal de EPT. O detalhamento desta matriz pode ser encontrado no capítulo 5 do PDI.

Organizando o dinheiro

Para podermos organizar o uso desse dinheiro, separamos a forma de uso desses recursos da seguinte forma: 

- despesas de pessoal (folha de pagamento)
- despesas  de custeio (funcionamento, manutenção, reformas, serviços, materiais de consumo)
- investimento (obras e aquisição de equipamentos, mobiliários, livros e imóveis)

Como funciona a estrutura de orçamento do IFSC?

Conforme consta no PDI, a gestão orçamentária do IFSC ocorre de forma parcialmente descentralizada: a Reitoria é, atualmente, a única Unidade Gestora Executora enquanto os câmpus são Unidades Gestoras Responsáveis. Você lembra que temos 22 câmpus? Isso quer dizer que cada câmpus planeja e gerencia seu próprio orçamento, porém a execução final é realizada pela Reitoria. 

Os recursos diretamente arrecadados, as descentralizações de créditos e as emendas parlamentares são distribuídos com base em alguns critérios, tais como:

- Matrículas e quantidade de alunos;
- Número de alunos e de docentes;
- Áreas de conhecimento e eixos tecnológicos;
- Apoio às instituições públicas de ensino;
- Programas de extensão e certificação;
- Produção de conhecimento científico, tecnológico, cultural e artístico;
- Núcleos de inovação tecnológica;
- Registro e comercialização de patentes;
- Resultados das avaliações;
- Sistemas de informação e programas do MEC;
- Programas de mestrado e doutorado.

A necessidade de melhorar a aplicação dos recursos levou o IFSC a utilizar as Unidades Gestoras Responsáveis para identificar o gasto das despesas em cada um dos câmpus, pró-reitorias e gabinete. Respeitou-se a indicação do valor destinado a cada câmpus pela Matriz Conif, definida pelo número de alunos e pelo peso dos cursos, bem como pelas demandas das políticas institucionais, como ensino, pesquisa, extensão, assistência estudantil e gestão de pessoas, entre outras.

O PDI destaca que, para que a gestão dos recursos financeiros do IFSC seja realizada de forma sustentável e eficiente, precisamos estratégias e ações efetivas. Os princípios que usamos para essa gestão são detalhados no final do capítulo 5 do PDI. Quem acompanha as reuniões do nosso Colégio de Dirigentes pelas transmissões on-line também já deve ter visto diversas discussões sobre orçamento. 

E como está o orçamento do IFSC para 2021?

Em 2021, o IFSC teve uma redução no valor do seu orçamento. De acordo com o MEC, o orçamento de custeio que contamos para 2021 é no montante de R$ 46 milhões. Desse valor, enquanto não é aprovada a LOA de 2021, deveríamos receber 1/18. No entanto, o que nos foi repassado, tanto em janeiro como em fevereiro, é 40% dessa fração. Ou seja: além de uma redução global e do tradicional repasse reduzido nos primeiros meses do ano, no cenário atual temos 60% do global contingenciado. 

O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o Conif, tem empreendido esforços junto ao MEC para que dialogue com o Ministério da Economia a fim de garantir o repasse integral do valor da Lei Orçamentária (LOA) - que seria R$ 46 milhões.

Seguimos aguardando a aprovação da LOA para que recebamos os valores orçamentários condizentes com as nossas despesas. A previsão do Governo Federal é que isso ocorra até o final deste mês.

Como acompanhar a execução orçamentária do IFSC?

O Portal da Transparência é o principal mecanismo de acompanhamento para todo cidadão. No portal, é possível acompanhar a execução orçamentária do IFSC de forma detalhada diariamente.

-> Acesse o painel com informações do IFSC

Ficou com mais alguma dúvida? Deixe nos comentários abaixo ou envie e-mail para blog@ifsc.edu.br.

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O que é o Chamadão do IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 10 mar 2021 08:30 Data de Atualização: 10 mar 2021 09:26

Sabemos que nossos processos seletivos podem parecer complicados para algumas pessoas. Isso porque, por lei, precisamos deixar as regras claras num documento chamado edital e a linguagem do edital não é lá muito amigável - a gente reconhece. ??

Aliás, sabemos tanto disso que até já fizemos um post somente para explicar o que é um edital. Também já respondemos as dúvidas que mais recebemos sobre nosso Ingresso.

Mas nunca tínhamos dedicado um espaço para explicar um termo que passou a ser bastante conhecido entre os candidatos a estudar aqui: o Chamadão. Afinal, o que é o Chamadão do IFSC? ??

Vamos lá:

O Chamadão é um processo que o IFSC faz para otimizar o preenchimento das vagas de forma que o maior número de alunos possa ingressar no curso desde o primeiro dia de aula. Ao divulgarmos os aprovados em segunda chamada, divulgamos junto uma “lista de espera”, que é o tal do chamadão. Os candidatos que estão nesta lista são convocados para manifestar o interesse na vaga para que, caso os selecionados para segunda chamada não se matriculem, eles possam assumir as vagas disponíveis.

Mas, para chegar ao Chamadão, precisamos falar do início do processo seletivo, que você pode entender melhor na imagem abaixo:

Infográfico mostrando como funciona o chamadão do IFSC

 

Funciona assim: cada curso tem um número de vagas disponíveis que são abertas para candidatos interessados em estudar no IFSC. É feito o processo seletivo - que pode ser por sorteio, exame de classificação ou Sisu - para preencher as vagas. Normalmente, temos mais candidatos do que vagas e isso faz com que tenhamos uma lista de classificação. 

-> Como estudar no IFSC?

Os melhores colocados preenchem as vagas disponíveis e seus nomes são divulgados no que chamamos de divulgação do resultado da Primeira Chamada, pois são os primeiros nomes chamados a preencher as vagas. Conforme as orientações de cada edital, esses primeiros colocados devem fazer a matrícula no período indicado. A matrícula é como se fosse uma confirmação da vaga: você foi selecionado e apresenta seus documentos para ocupar a vaga. É também neste momento que identificamos se o candidato cumpre os requisitos necessários para fazer o curso.

Só que nem todos os candidatos efetuam essa matrícula ou cumprem os requisitos para fazer o curso, e isso faz com que ainda sobrem vagas. É feita então uma Segunda Chamada para os candidatos que estão classificados na sequência e eles são convocados para fazer a matrícula e garantir a vaga. Da mesma forma, pode ser que nem todos efetuem a matrícula ou cumpram os requisitos e aí as vagas continuam sobrando.

No passado, o IFSC trabalhava com chamadas posteriores e assim eram feitas uma terceira, quarta, quinta e muitas outras chamadas. Só que isso gerava uma burocracia maior e fazia com que o curso começasse com vagas sobrando e os alunos chamados lá na quinta, sexta chamada, perdessem o início das aulas. Foi justamente para agilizar o processo que se criou o Chamadão.

Como funciona o Chamadão?

Além de chamar os candidatos classificados na sequência na segunda chamada conforme o número de vagas disponíveis, o IFSC também chama mais candidatos para manifestarem o interesse na vaga. Este número a mais de candidatos que são chamados depende do histórico de preenchimento de vagas de cada curso - podendo ser 50, 100 ou até 200 a mais. Estes candidatos compõem o que chamamos de “lista de espera”, pois vão ficar esperando que seja liberada alguma vaga para serem contemplados.

Importante ressaltar que esses candidatos aprovados na segunda chamada e no chamadão estarão concorrendo às vagas das cotas para as quais se inscreveram. E o preenchimento das vagas também será para cada cota separadamente.

Veja a explicação em vídeo sobre o que é o Chamadão dada pelo chefe do Departamento de Ingresso do IFSC, Raphael Gerba, durante uma das lives que realizamos sobre nossos cursos:


Se o candidato não efetuar sua matrícula nem manifestar seu interesse na vaga, ele perde o direito à vaga do processo seletivo em questão.

Neste momento de pandemia em que estamos com atividades não presenciais, todos os processos - inscrição, matrícula, manifestação de interesse - estão sendo realizados de forma on-line conforme descrito nos editais.

Quando ocorre o Chamadão?

O período do Chamadão faz parte do cronograma dos nossos editais. Toda vez que você abrir um edital, logo no começo haverá um quadro com o cronograma com o período do Chamadão como no exemplo abaixo.

Exemplo de edital mostrando o Chamadão

E o cadastro de reserva?

Os candidatos convocados na segunda chamada e no chamadão que enviarem a documentação solicitada e que não forem contemplados com vaga no respectivo curso passam a compor um cadastro de reserva. Esse cadastro de reserva leva em conta a classificação geral do candidato e a sua classificação nas cotas, se for o caso.

Se houver um cancelamento de matrícula por algum aluno, um novo candidato é chamado com base nesse cadastro de reserva. O prazo mínimo em que o IFSC chama algum candidato pelo cadastro de reserva, conforme consta nos editais, é de 25 dias após o início das aulas. Após esse prazo, as coordenações de cursos é que autorizam ou não o Departamento de Ingresso do IFSC, nosso Deing, a chamar mais candidatos para repor vagas que venham a surgir diante do estágio avançado das aulas, avaliações e por aí vai.

Quando são abertas vagas remanescentes?

Quando não há mais candidatos na lista de espera do cadastro de reserva e eventualmente sobrar vaga no decorrer do curso, aí essas vagas são chamadas de remanescentes e um edital é feito para organizar o preenchimento dessas vagas sempre na primeira fase do curso e para o semestre em questão. Para essas vagas não há sorteio, o preenchimento é por ordem de inscrição.

Mas por que não podem sobrar vagas? 

Como você pode perceber, nos empenhamos ao máximo para preencher todas as vagas que temos disponíveis. Isso porque somos uma instituição pública e queremos otimizar os recursos que nos são destinados e que saem do bolso da sociedade. Ao abrirmos uma turma, consideramos quantas pessoas podemos atender com a nossa estrutura. Se nem todas as vagas são preenchidas significa que estamos deixando de atender mais pessoas com o mesmo gasto - considerando salário do professor e utilização da nossa infraestrutura. 

É por isso que nos dedicamos para que tenhamos uma turma completa antes do início das aulas. Além disso, a nossa pressa em agilizar o preenchimento das vagas antes de começarem as atividades letivas é para que os alunos possam acompanhar as aulas desde o começo e evitarmos que entrem depois que conteúdos já tiverem sido dados. Lógico que isso pode acontecer - e acontece -, mas nosso objetivo com o Chamadão é justamente acelerar o preenchimento de vagas para que tenhamos uma turma completa com todas as vagas preenchidas com alunos matriculados antes do início das aulas.

 Ainda tem dúvida?

Tentamos detalhar aqui de toda forma este processo - em texto, vídeo e imagens - e esperamos ter deixado mais claro o que é esse tal de chamadão que falamos. De toda forma, caso ainda haja dúvida, envie e-mail para nosso Departamento de Ingresso no endereço ingresso@ifsc.edu.br ou deixe aí nos comentários.

Para quem está de olho nas nossas vagas, veja o calendário de inscrições. É possível deixar seu e-mail e ser avisado quando estivermos com vagas abertas.

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Aonde o IFSC quer chegar?

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 03 mar 2021 09:14 Data de Atualização: 03 mar 2021 09:51

Quem já nos acompanha por aqui, sabe que temos feito posts explicando melhor o nosso Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI. Já falamos sobre:

-> O que é um PDI e como ele é feito?
-> Como funciona a estrutura organizacional do IFSC?
-> O que é um projeto pedagógico institucional?
-> Como funciona a EaD no IFSC?

Hoje vamos falar sobre um dos capítulos que a gente mais acompanha. Lógico que não fazemos o PDI para deixá-lo guardado na gaveta, mas tem algumas partes do documento que fazem parte do que fazemos diariamente e não podemos perder de vista.

É o caso do capítulo 6, que trata do Planejamento Estratégico Institucional, o PEI, que pode ser acessado na íntegra neste link.

Simplificando, é aí que tem todo nosso planejamento para os cinco anos do PDI - que, no caso, é de 2020 a 2024. 

Apresentamos as diferentes dimensões do planejamento no IFSC, a análise ambiental usada como diagnóstico para a dimensão estratégica do planejamento e definimos os 18 objetivos estratégicos que, com seus respectivos indicadores, metas e iniciativas, lançam as bases para a programação nas demais dimensões do planejamento institucional.

Todos os capítulos do PDI têm sua importância, mas este que trata do Planejamento Estratégico tem grande relevância, pois mostra como o IFSC vai se posicionar nos próximos anos para promover seu desenvolvimento institucional.

Ilustração com citação do livro Alice no País das Maravilhas 

O que encontrar neste capítulo?

Nós nos orgulhamos muito do que já conquistamos, mas sabemos que podemos sempre melhorar. Por isso, estamos sempre de olho nas nossas forças e fraquezas e nas oportunidades e ameaças. Para quem é da Administração, a famosa matriz SWOT (ou FOFA, em português) pode ser encontrada neste capítulo.

É a partir desta análise ambiental que estabelecemos nossos objetivos estratégicos a partir de três perspectivas:

- Alunos e sociedade
- Processos Internos
- Pessoas e Conhecimento 

Temos, ao todo, 18 objetivos estratégicos que podem ser conferidos no mapa estratégico abaixo:

Mapa estratégico do IFSC


Além dos objetivos estratégicos, temos o que chamamos de iniciativas estratégicas, que correspondem a projetos, programas e ações planejadas para atingir os objetivos estratégicos. Conforme explicamos no nosso PDI: “Se os objetivos declaram ‘o que' a instituição pretende alcançar, as iniciativas a eles associadas indicam ‘o como’ as suas metas podem ser perseguidas”. 

Frase: Se os objetivos declaram ‘o que’’ a instituição pretende alcançar, as iniciativas a eles associadas indicam ‘o como’ as suas metas podem ser perseguidas”

Por fim, temos os planos estratégicos específicos, que são o Plano Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação e o Plano Estratégico de Permanência e Êxito.

Como acompanhar a execução do planejamento?

Não basta só planejar, não é mesmo? Precisamos seguir nosso planejamento, fazendo ajustes sempre que necessário. 

Para poder acompanhar nosso planejamento, estabelecemos um indicador para cada objetivo estratégico com uma meta a ser alcançada. Esse detalhamento você pode conferir no documento.

Cabe aos gestores da Reitoria do IFSC fazerem o acompanhamento desses indicadores. Contamos também com um Comitê Permanente de Acompanhamento do Desenvolvimento Institucional, o Copadin, responsável por supervisionar o desenvolvimento institucional e propor os devidos ajustes.

Você também pode ficar de olho no que estamos fazendo! Alunos e comunidade em geral podem acompanhar como está nosso planejamento acessando nosso painel.

-> Acesse o painel de indicadores estratégicos do IFSC

Quais as prioridades para cada ano?

O PDI é um planejamento de cinco anos. No entanto, cada objetivo do plano tem um gestor responsável que busca tornar tangível a estratégia por meio de ações descritas no Plano Anual de Trabalho, o PAT

Essas ações são priorizadas em reuniões com as equipes técnicas (diretorias e coordenadorias) que determinam quais ações irão gerar maior impacto no alcance das metas institucionais. O resultado desse processo é a elaboração do plano de ação do objetivo estratégico.

-> No post da semana passada, adiantamos algumas das prioridades do IFSC para este ano de 2021

Viu só como é desafiador gerir uma instituição como a nossa? Tem muito trabalho para que possamos atendê-lo(a). E ficamos muito felizes por quem segue com a gente! :)

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10 coisas que você precisa saber do IFSC neste início do ano

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 24 fev 2021 09:55 Data de Atualização: 24 fev 2021 14:07

Saudades do nosso blog? Nós também! ?? E nada melhor do que organizar nosso começo de ano fazendo um planejamento. Depois que 2020 bagunçou todos os nossos planos, esperamos que, em 2021, possamos voltar a nos encontrar presencialmente. Já estamos trabalhando para isso, mas, enquanto ainda não temos uma data, antecipamos com nossos gestores algumas questões sobre o IFSC que sabemos que você está se perguntando.

Neste post, vamos comentar sobre os seguintes pontos:

-> Conselho Superior
-> Aulas presenciais
-> Processos seletivos
-> Calendário acadêmico
-> Assistência Estudantil
-> Intercâmbio
-> Gestão pro tempore
-> Orçamento
-> Obras
-> Prioridades para 2021

Vem com a gente saber o que esperar do IFSC neste ano!

1. Conselho Superior: quando serão retomadas as reuniões?

O Conselho Superior, mais conhecido como Consup, é nosso órgão deliberativo máximo. Já explicamos o papel do Consup aqui. Se você não está entendendo o porquê desta pergunta, sugerimos que leia o post que fizemos no final do ano passado: 

-> Entenda a situação do Conselho Superior do IFSC

Diante do impasse em torno da posse dos novos conselheiros, a última reunião do nosso Consup - realizada no dia 14 de dezembro - foi suspensa pelo reitor pro tempore até que a Justiça Federal se manifeste em definitivo, o que ainda não aconteceu. Assim que for publicada a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a presidência solicitará que a secretaria convoque reunião para retomada dos trabalhos - se a decisão judicial assim permitir.

Portanto, ainda não há uma previsão de retomada das reuniões do Consup.

2. Aulas presenciais: quando retornam?

Qualquer liberação de atividades presenciais depende de decisão do Consup que, no momento, está sem reuniões aguardando a decisão da justiça sobre sua composição (como explicamos acima). Por enquanto, seguimos com a deliberação tomada pelo colegiado na reunião de 16 de novembro de 2020,  que determina a suspensão das atividades presenciais até 30 de abril. Até lá, continuamos com atividades não presenciais.

-> Entenda melhor o que são as atividades não presenciais ou ANP

No ano passado, um grupo de trabalho formado por representantes do Colégio de Dirigentes do IFSC, o Codir, e pelo comitê técnico-científico - que conta com a participação de profissionais das áreas da saúde, serviço social, educação a distância, segurança do trabalho, geografia e análise de dados - elaborou a Política de Segurança Sanitária do IFSC para a Covid-19. Em 30 de novembro, essa Política foi aprovada parcialmente pelo Consup. Falta ainda a aprovação das fases 3, 4 e 5.

Ressaltamos que a aprovação do documento pelo Consup não significa o retorno das atividades e a liberação imediata de uma fase ou de outra - o colegiado está apenas aprovando o texto que prevê as normativas para o funcionamento de cada uma das fases. O acionamento de cada fase, que também é de responsabilidade do Consup, dependerá das condições sanitárias e do cumprimento das exigências da Política de Segurança Sanitária.

A proposta já foi avaliada e discutida pelos colegiados dos câmpus e agora aguarda aprovação pelo Conselho Superior do IFSC - que, como dissemos, está com as reuniões suspensas no momento. 

-> Leia aqui a minuta da Política de Segurança Sanitária do IFSC em avaliação pelo Conselho Superior

Em paralelo a isso, os colegiados dos câmpus estão elaborando seus planos de contingência locais, tendo como referência os regramentos aprovados na Política de Segurança Sanitária. Conforme os câmpus estão aprovando seus planos, os documentos estão sendo disponibilizados na página do IFSC que trata das nossas medidas em relação à Covid-19 (veja aqui).

Em que fase da Política de Segurança Sanitária do IFSC estamos?

No momento, estamos na fase 0. O acionamento das fases 1 e 2 da Política de Segurança Sanitária para a Covid-19, que liberam atividades presenciais de maneira pontual, como para aulas práticas e utilização de laboratórios para pesquisas, depende de deliberação do Consup. A expectativa da gestão pro tempore é que, com a retomada das reuniões do Consup, seja possível aprovar o retorno de algumas atividades presenciais em alguns câmpus.

Ainda que tenhamos esta indefinição de data, alguns pontos que estão na política já ajudam a compreender como teremos nosso retorno presencial, que ocorrerá de forma gradual. Na fase 0, que é a que estamos atualmente, trabalham presencialmente no IFSC somente os servidores que realizam atividades essenciais e que precisam ocorrer dessa forma. Na fase 1, retornarão apenas alunos que precisam dos laboratórios para finalização de TCCs e servidores necessários para viabilizar essa atividade e a organização do câmpus para acionamento da fase 2.

Na fase 2, retornarão somente as aulas práticas essenciais, laboratórios de informática necessários para que os estudantes sem acesso a equipamentos ou internet realizem suas atividades e servidores que não estejam em grupo de risco e necessitem desenvolver suas atividades presencialmente nessa fase, inclusive para dar suporte ao retorno parcial das aulas.

Nas demais fases, teremos um retorno gradual das turmas. Dependendo das características dos espaços em que serão realizadas aulas teóricas ou práticas, as turmas precisarão ser divididas, haverá escalonamento dos horários de entrada, intervalo e saída. Certamente, na maior parte dos câmpus, teremos um rodízio das turmas e estudantes para respeitar essas questões. A organização de cada câmpus para o retorno será apresentada no plano de ação do câmpus.

-> Veja aqui os planos já divulgados pelos câmpus

Todos os câmpus do IFSC voltarão ao mesmo tempo para as atividades presenciais?

Nenhum câmpus pode retornar sem autorização do Consup. Considerando que temos 22 câmpus e que cada município tem uma situação em relação à Covid-19, os câmpus podem retornar em momentos e de formas diferentes.

Pode ocorrer de um câmpus precisar retornar mais tardiamente, por exemplo, tendo em vista a situação de risco do município ou da microrregião. Inclusive, pode ainda ocorrer de um câmpus iniciar uma fase da política e, com o agravamento da situação sanitária na região, ser preciso retroceder a uma fase anterior. Além disso, pode haver diferenças dependendo do tamanho do câmpus, dimensionamento de sua estrutura física, tamanho das turmas e desenho da oferta. 

Haverá a opção para quem quiser permanecer com o ensino on-line até o final do ano?

Essa será uma avaliação que o IFSC fará conforme a pandemia se comporta e considerando a vacinação em Santa Catarina. Diante do quadro atual de vacinação e parecer do Conselho Nacional de Educação aprovado no final do ano passado, é possível que o ensino remoto seja mantido até o final do ano. No entanto, para algumas unidades curriculares há atividades práticas obrigatórias que não podem ser realizadas remotamente e precisarão acontecer quando for possível sua realização de forma presencial.

O IFSC já está se preparando para a volta presencial?

Sim, a manutenção e a ampliação da infraestrutura já começaram a ser feitas em 2020 e seguem sendo executadas, bem como a preparação dos ambientes considerando os protocolos de segurança, e a compra de materiais de higienização e proteção. 

Imagem de cartaz indicando a capacidade máxima da sala

3. Como ficam os processos seletivos do IFSC em 2021?

Quem quiser estudar no IFSC neste ano, pode conferir o calendário de ingresso do primeiro semestre aqui no nosso site. Por enquanto, os processos seletivos seguem sendo por sorteio e com matrículas on-line, exceto para os cursos de graduação que a seleção é feita pelo Sisu, que utiliza a nota do Enem. Todos os cursos presenciais estão com aulas remotas pelo menos até 30 de abril.

As datas de inscrições para cursos com início no segundo semestre deste ano ainda não foram definidas. O calendário de ingresso 2021.2 deve ser aprovado pelo Colégio de Dirigentes do IFSC até abril para então ser divulgado na página do Calendário de Inscrições. Sobre as formas de seleção, isso será discutido junto com o calendário de ingresso.

-> Cadastre seu e-mail para ser avisado(a) quando estivermos com vagas abertas 

4. Calendários Acadêmicos: quando voltarão a ser unificados?

No ano passado, em função da pandemia e das particularidades da situação de cada local, os câmpus deixaram de seguir o calendário acadêmico unificado do IFSC e passaram a ter um calendário próprio, diferente em cada câmpus (e, às vezes, com datas diferentes para cada curso do câmpus). Em estudo realizado pela Pró-reitoria de Ensino, a previsão é de que só voltaremos a ter um calendário unificado em 2024.

Portanto, para saber as datas de término e início de semestre, você deve acompanhar o calendário do seu câmpus, que pode ser conferido aqui. No calendário também estão disponíveis outras informações, como feriados municipais e períodos de férias.

5. Como está a situação da assistência estudantil aos estudantes?

O IFSC segue com seu Programa de Atendimento ao Estudante em Vulnerabilidade Social, o PAEVS, que disponibiliza auxílio financeiro para contribuir no atendimento às necessidades de estudante em vulnerabilidade social, e também com o Projeto Alunos Conectados para fornecimento de acesso à internet de dados móveis aos alunos da instituição com dificuldades de conexão. 

-> Saiba mais sobre a Assistência Estudantil do IFSC

Arte do projeto alunos conectados
 

6. Há previsão para retomada dos programas de intercâmbio do IFSC como Propicie e Dupla Titulação?

Em razão da pandemia do novo coronavírus, a Assessoria de Assuntos Estratégicos e Internacionais do IFSC suspendeu no ano passado os programas regulares de intercâmbio do IFSC. A abertura de novas vagas, tanto para o Programa de Cooperação Internacional para estudantes do IFSC (Propicie) quanto para o Programa de Dupla Titulação, só será analisada a partir do segundo semestre deste ano.

Enquanto isso, toda a Rede Federal está focada em ampliar e consolidar as ações de mobilidade virtual, em parceria com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o Conif. O IFSC vem trabalhando para desenvolver parcerias e ações que propiciem a mobilidade virtual para nossa comunidade.

Há diversas oportunidades para os estudantes e servidores realizarem atividades com instituições parceiras ao redor de todo o mundo sem sair de casa. É possível sempre acompanhar nas páginas de oportunidades internacionais e de editais externos do nosso site.

7. Até quando teremos uma gestão pro tempore no IFSC?

Desde 4 de maio de 2020, o IFSC conta com um reitor pro tempore. Na época, o Ministério da Educação justificou a nomeação de um reitor pro tempore ao invés da nomeação do reitor eleito por existência de restrições, resguardadas por sigilo, durante a análise da conformidade documental do processo de consulta à comunidade. Quando completamos um mês nessa situação, fizemos um post aqui no blog explicando para a comunidade acadêmica o que estava acontecendo:

-> Um mês de gestão pro tempore: entenda a situação do IFSC

Até o momento, não tivemos alteração deste cenário já que não houve, neste período, novas notificações de trâmites e decisões relacionadas ao processo administrativo que envolve o reitor eleito do IFSC, Mauricio Gariba Júnior. 

8. Como ficou o orçamento do IFSC para 2021?

Tivemos uma redução de valor considerando o orçamento do IFSC de 2020 para 2021. O orçamento de custeio que contamos para 2021, de acordo com o MEC, é no montante de R$ 46 milhões. Desse valor, deveríamos receber 1/18 dele. No entanto, o que o IFSC recebeu, tanto em janeiro como em fevereiro, foi 40% dessa fração. Portanto, além de uma redução global e do tradicional repasse reduzido nos primeiros meses do ano, no cenário atual temos 60% do orçamento global contingenciado. 

-> Entenda neste post de onde vem o dinheiro do IFSC e como funciona nosso orçamento

9. Obras no IFSC: o que temos de previsão para 2021?

Se por um lado não temos alunos nos nossos câmpus, por outro, temos obras em andamento. O IFSC está aproveitando o período sem atividades presenciais para a realização de obras e reformas em boa parte dos câmpus e da Reitoria. 

Foto da construção da quadra do Câmpus Canoinhas

Entre as obras previstas para serem entregues neste ano, temos: a construção da Unidade Agrícola e da quadra poliesportiva coberta do Câmpus Canoinhas, a reforma do calçamento, muro e portões do Câmpus São José, a construção de quadra descoberta do Câmpus Palhoça Bilíngue, a reforma do pátio coberto da cantina do Câmpus Florianópolis-Continente e a construção de Galpão Agrícola do Câmpus São Miguel do Oeste.

-> Veja aqui outros investimentos e obras que estão sendo realizados

10. Prioridades do IFSC para 2021

 As prioridades do IFSC são definidas com base no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), um instrumento de planejamento e gestão que considera a identidade da instituição para o estabelecimento de objetivos, metas e estratégias para suas ações em um horizonte de cinco anos.

-> Entenda melhor o PDI do IFSC

Anualmente, o IFSC define seu plano de trabalho a partir do que está previsto no PDI. Para 2021, destacamos algumas ações que impactarão mais nossos alunos e comunidade em geral: 

- Transformação Digital: diante das necessidades trazidas pela pandemia, e alinhados  à política de digitalização de serviços do Governo Federal, o IFSC pretende simplificar os serviços prestados ao cidadão e ofertar informações por meio dos ambientes digitais.
- Avaliação e Acompanhamento do Planejamento Estratégico e Prestação de Contas: criação de estrutura para disponibilização de informação ao cidadão e comunidade, bem como criação de painel de indicadores para acompanhamento do Planejamento Estratégico Institucional.
- Fortalecimentos de editais internos de fomento à pesquisa, ampliação da participação em editais externos e estímulo a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).
- Lançamento de três edições da revista de extensão Caminho Aberto.
- Fomentar propostas de atividades de extensão em cursos superiores curricularizados. - Valorizar, nos editais de extensão, propostas que colaborem para a concretização dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
- Colaborar, em conjunto com a Federação das Empresas Juniores de Santa Catarina (FEJESC) e a Brasil Júnior, no amadurecimento dos processos de criação e desenvolvimento de Empresas Juniores no IFSC.
- Ampliar a participação do IFSC junto ao Núcleo Extensionista Rondon da Udesc.
- Fomentar a realização do Extensão do Brasil - edital que promove a inserção de estudantes em comunidades diversas para a aplicação de propostas de intervenção.
- Apoiar grupos artísticos e culturais do IFSC por meio do Edital Didascálico.
- Programa de projetos permanentes de arte e cultura: mantendo as orquestras, corais e grupos teatrais em coparticipação dos câmpus.
- Aprovação de normativas de interesse institucional tais como: Código de Convivência Discente; Regulamento da Mobilidade Discente; e as diretrizes curriculares para cursos técnicos e FIC.
- Melhorar a eficiência e a transparência dos órgão colegiados com a figura do relator no Consup e as transmissões ao vivo do Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão, o Cepe.

 

Ufa! ?? Olha o tanto de assunto que tratamos só no primeiro post do ano? ??

Se você é aluno(a) novo(a) por aqui, aproveitamos para dar outras dicas:

-> Acompanhe aqui as medidas do IFSC em relação à pandemia
-> Veja os contatos dos núcleos pedagógicos dos nossos câmpus
-> Conheça os serviços gratuitos que o IFSC te oferece e você nem sabia
-> Saiba quais são os principais canais do IFSC para você se manter informado(a)

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Retrospectiva 2020: tudo o que saiu no Blog do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 23 dec 2020 10:38 Data de Atualização: 23 dec 2020 10:49

Que ano foi este?

Meme mostrando planos de estudos destruídos depois que o coronavírus chegou

Nunca quisemos que um ano terminasse tanto, não é? Quando começamos 2020, jamais poderíamos imaginar uma pandemia. Quando entramos nela em março, nos obrigando a ficar distantes fisicamente de nossos alunos como nunca antes, esperávamos que pudéssemos terminar o ano juntos. Mas teremos que aguardar um pouco mais.

Este é nosso último post deste ano e queremos compartilhar com você tudo o que produzimos como uma retrospectiva não apenas para lembrar conteúdos que podem ser úteis ainda, mas, principalmente, para mostrar como fizemos muito apesar de tudo. E fizemos com você e por você para tentar amenizar este ano que foi tão difícil.

Desde fevereiro até agora, foram 49 posts, uma publicação toda quarta-feira. Fizemos cinco posts antes de entrarmos na vibe coronavírus. Aí não teve jeito: usamos este canal como mais uma forma do IFSC ajudar seus públicos diante do caos pandêmico. 2020 foi o ano que completamos um ano de blog e, olhando o que produzimos, ficamos felizes em poder usar este espaço para nos conectarmos com você trazendo informação útil e importante numa linguagem séria e descontraída ou facilitada sempre que possível.

Tema campeão: coronavírus

Como não podia ser diferente, o assunto que mais abordamos foi o coronavírus e seus impactos na nossa vida acadêmica e em comunidade. Veja os posts que escrevemos sobre o assunto (e que seguem válidos mesmo quase um ano depois do início da pandemia):

-> Coronavírus: perguntas e respostas sobre as medidas adotadas pelo IFSC
-> Coronavírus: esclarecendo dúvidas de saúde
-> Como se manter ativo durante o distanciamento social
-> Coronavírus: o que fazer enquanto as aulas presenciais estão suspensas
-> Como não pirar com o coronavírus?
-> Coronavírus: conheça os serviços assistenciais a que você pode recorrer
-> Segurança alimentar em tempos de coronavírus
-> Atividades não presenciais X Educação a distância: é tudo a mesma coisa?
-> Vírus, bactérias, fungos, protozoários: qual a diferença entre os micro-organismos?
-> Dicas para quem precisa sair de casa
-> Aprendizados na pandemia: entenda a relação de disciplinas do Ensino Médio com o atual momento
-> Lives do IFSC: o que já fizemos desde o início da pandemia
-> Será que é gripe? Entenda a diferença entre gripe, resfriado e Covid-19
-> Como manter a saúde mental nesta pandemia?
-> Como os profissionais que formamos podem ajudar na pandemia?
-> Desafios nos negócios: veja como nossos egressos enfrentam a pandemia

A importância da Ciência

Como uma instituição de educação, ciência e tecnologia, não pudemos nos omitir na defesa da Ciência num ano em que ela foi - e está sendo - tão necessária, mas que, apesar disso, precisou reforçar sua importância.

-> A ciência anda na defensiva: E o que todos nós temos a ver com isso?
-> A ciência e seu tempo: por que as descobertas novas parecem demorar?

E não podíamos tratar dessa questão sem alertar para o perigo da desinformação:

-> No Dia da Mentira, nosso assunto é sério: desinformação e fake news

Este post aí de cima precisa ser lido e compartilhado todos os dias e não só no dia da mentira.

Aliás, foi um ano em que, apesar de não pararmos de trabalhar em nenhum momento, também tivemos que mostrar que seguíamos por aqui:

-> Como o IFSC tem colaborado com projetos e pesquisas relacionados à pandemia?


IFSC em pauta

Lógico que utilizamos nosso blog para explicar melhor o que é o IFSC e nosso funcionamento. Sabemos que a pauta “institucional” nem sempre é divertida, mas esperamos ter tornado os assuntos mais leves e ter feito você entender um pouco melhor como a instituição funciona.

-> Orquestras no IFSC? Temos!
-> O que é o Conselho Superior? Quais são as funções desse colegiado?
-> Quais as atribuições do reitor e do diretor-geral de câmpus?
-> Representações estudantis no IFSC: veja como participar
-> Ouvidoria do IFSC: entenda como funciona
-> IFSC em números
-> Decifrando as siglas e os acrônimos do IFSC
-> Aniversário do IFSC: vamos nos conhecer melhor?
-> Você sabe como é a estrutura organizacional do IFSC?
-> Entenda o que é o Projeto Pedagógico Institucional
-> O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?
-> Direitos Humanos: O que faz o Comitê do IFSC?
-> Educação a distância no IFSC: como funciona?
-> Entenda a situação do Conselho Superior do IFSC

E, falando da gente, tivemos um ano atípico, com a nomeação de um reitor pro tempore, e também usamos este espaço para explicar o que estava acontecendo - que é como estamos até o momento:

-> Quem está na gestão do IFSC agora? Entenda o que está acontecendo
-> Um mês de gestão pro tempore: entenda a situação do IFSC

“Amigo, estou aqui”

Lógico que fizemos alguns posts pensando em facilitar a sua vida de estudante:

-> Dicas para organizar seus estudos
-> 10 motivos para você não dizer que não sabia
-> Decifrando o Enem
-> Pesquisa em periódicos on-line: a gente traduz pra vocês!
-> Serviços que o IFSC te oferece e você nem sabia
-> Como organizar uma rotina de estudo
-> Templates IFSC: veja os modelos de arquivos que podem facilitar a sua vida de estudante

Também saímos um pouco das fronteiras institucionais e tratamos de algumas pautas que estão presentes em nossa sociedade e que, como instituição de educação, precisamos participar:

-> Lugar de mulher é no IFSC - e onde ela quiser!
-> LGBTQIA+: Vamos falar sobre isso?
-> Setembro Amarelo: lugares com atendimento psicológico gratuito
-> Alimentação: informações úteis para o seu dia a dia
-> Por que é importante votar?

IFSC Responde

Começamos nosso primeiro post do ano pedindo que você nos enviasse perguntas e dúvidas para que buscássemos esclarecer por aqui. Foram 49 posts até agora - 50 com o de hoje - esclarecendo diversas questões sobre o IFSC, sobre o coronavírus e sobre outras temáticas importantes.

Ao longo de 2020, foram mais de 30 mil leituras, e queremos agradecer quem esteve por aqui conosco! Com certeza, tornou este momento de distanciamento social menos solitário pra gente.

Terminamos dizendo que seguiremos por aqui e que você pode enviar novas dúvidas e perguntas para 2021. Talvez a pergunta que todo mundo quer saber - Quando esta pandemia vai acabar? -, a gente não consiga responder ainda (ou melhor, dá uma olhada no projeto IFSC Verifica ☺️). Mas nossa única certeza é que, ainda que distantes fisicamente enquanto for necessário, continuamos perto. <3

Arte da campanha Separados e mais juntos do IFSC

Vamos fazer um descanso merecido para planejarmos um 2021 que, esperamos, seja mais leve e com contato físico! Retornamos em fevereiro. Nosso e-mail blog@ifsc.edu.br continua aberto para receber mensagens.

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Entenda a situação do Conselho Superior do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 18 dec 2020 16:41 Data de Atualização: 18 dec 2020 17:39

A anulação da portaria que nomeava a composição do Conselho Superior do IFSC vem gerando dúvidas na comunidade acadêmica sobre os acontecimentos que levaram a este ato.

Neste post, resgatamos a cronologia dos acontecimentos, com base nos documentos oficiais emitidos, para que todos compreendam melhor qual a situação do Conselho Superior do IFSC neste momento.

-> Veja neste outro post o que é e quais as funções do Conselho Superior do IFSC.

Nos baseamos em dois tipos de documentos, conforme disposto no Regimento Geral do IFSC e no Regimento interno do Conselho Superior do IFSC:

- Portarias, que são emitidas pelo reitor para atos administrativos;

- Resoluções, que são emitidas pelo reitor, enquanto presidente do Conselho Superior, para as decisões tomadas pelo colegiado. As resoluções também podem ser do tipo ad referendum para casos excepcionais, ou seja, emitidas pelo reitor sem uma decisão colegiada prévia em virtude de uma necessidade urgente. Porém, as resoluções ad referendum também precisam ser aprovadas pelo pleno para seguirem tendo validade.

25 de maio de 2020 - 28ª Reunião Extraordinária do Conselho Superior

Em reunião extraordinária autoconvocada por membros do Conselho Superior, esteve em pauta o item “Eleições para membros do Consup”, com a breve explicação de que “o mandato dos conselheiros representantes dos segmentos docentes, TAEs e discentes encerra-se em agosto vindouro. Diante das anomalias no funcionamento institucional é necessário deliberar sobre a realização de processo eleitoral para tais representações, incluindo calendário adequado à realização do processo, constituição de comissão eleitoral para futura elaboração de regulamento do pleito e demais providências.”

As "anomalias" mencionadas na autoconvocação, no caso, referiam-se à nomeação de uma gestão pro tempore, em 4 de maio de 2020.

Em virtude da extensão da reunião, não foi possível apreciar o ponto de pauta, que ficou para nova reunião, agendada para 10 de junho.

Veja a gravação da reunião aqui.

10 de junho de 2020 - 64ª Reunião Ordinária do Conselho Superior

Esteve em pauta para essa reunião o item “Composição do Conselho Superior – biênio 2020-2022: prorrogação do mandato dos atuais Conselheiros do Consup pela impossibilidade de deflagração do processo eleitoral durante a pandemia”. A proposta de prorrogação do mandato da composição de então se justificava com o iminente término do mandato dos conselheiros, previsto para o dia 28 de agosto de 2020.

Em função da extensão da pauta e das demais discussões, mais uma vez o assunto ficou para nova reunião, esta agendada para o dia 22 de junho de 2020.

Veja a gravação da reunião aqui (parte 1) e aqui (parte 2).

22 de junho de 2020 - 29ª Reunião Extraordinária do Conselho Superior

Nessa reunião foi aprovada a realização das eleições para escolha dos membros do Conselho Superior e da Comissão Própria de Avaliação (CPA), além da forma de composição da Comissão Eleitoral, feita mediante inscrição de membros voluntários e sorteio entre os inscritos. Também ficou acordada nova reunião para o dia 27 de julho, para discussão do processo eleitoral.

Em decorrência da reunião, foi emitida a Resolução 15/2020 com o detalhamento das regras para formação da comissão eleitoral e cronograma de trabalho.

Veja a gravação da reunião aqui.

30 de junho de 2020

Foi emitida a portaria 2196/2020 designando servidores e discentes como membros da Comissão Eleitoral responsável pela condução do processo de escolha de membros do Consup, Comissão Própria de Avaliação (CPA), Comissão Interna de Supervisão (CIS) e Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD). Posteriormente, a composição da comissão foi alterada pelas portarias 2288, de 7 de julho, e 2735, de 19 de agosto.

27 de julho de 2020 - 31ª Reunião Extraordinária do Conselho Superior

Nesta reunião foram aprovadas as regras e deflagrado o processo eleitoral com destaque para a necessidade de alteração do item 2.2 do edital, entre outras pequenas alterações, antes de sua publicação, para alinhar a titularidade e suplência conforme previsto nas normativas institucionais, que estabelecem que os membros representantes dos segmentos docente, técnico administrativo e discente podem ter no máximo 1 representante de cada câmpus do IFSC, sendo os respectivos suplentes dos mesmos câmpus.

Veja a gravação da reunião aqui.

28 de julho de 2020

A comissão eleitoral publicou o edital para o processo eleitoral, com previsão de realização da votação entre os dias 18 e 20 de agosto, publicação do resultado após análise de recursos em 27 de agosto e homologação do resultado pelo Conselho Superior em 28 de agosto.

Também foi publicada a resolução 20/2020, que deflagrou o processo e aprovou o regulamento de eleição para representantes do Consup.

7 de agosto de 2020

O edital foi retificado para prorrogação do prazo de inscrições.

18 a 20 de agosto de 2020

Realização das eleições.

24 de agosto de 2020

A comissão eleitoral publicou o resultado parcial das eleições, antes da fase de recursos.

27 de agosto de 2020

Conforme previsto em edital, a comissão eleitoral publicou o resultado final das eleições após análise dos recursos e disponibilizou o resultado para os membros do Conselho Superior.

28 de agosto de 2020 - 32ª Reunião Extraordinária do Conselho Superior

A comissão eleitoral se reuniu para reanálise dos dados inicialmente publicados e decidiu retificar o resultado quanto ao pedido de impugnação de candidatura docente - por descumprimento de um dos itens do edital, relativo ao envio de e-mails à lista do respectivo segmento. Foi substituído, então, o resultado disponibilizado para análise do colegiado.

Como disposto na ata da reunião de homologação do resultado do processo eleitoral, após ampla discussão, com 11 votos favoráveis, 7 abstenções e 2 contrários, o colegiado decidiu avaliar, para a homologação, o resultado publicado pela comissão eleitoral em 27 de agosto, publicado no prazo previsto em edital.

A reunião seguiu com muitas divergências: comissão eleitoral e presidência do colegiado defenderam que os suplentes fossem vinculados aos titulares no que se refere ao câmpus de origem; alguns conselheiros argumentaram em favor de seguir a ordem de votação, respeitando apenas que não se tenha dois titulares do mesmo câmpus, mas que os suplentes sejam aqueles que receberam mais votos. Seguindo a reunião, cogitou-se a possibilidade de não homologar o resultado, diante das divergências apresentadas. Por fim, com 11 votos favoráveis e 5 abstenções, foi aprovada a seguinte proposta: para cada segmento (discente, docente e técnico-administrativo) serão eleitos como membros suplentes os 05 (cinco) outros colocados - seguindo a ordem de votação.

Ao final foi solicitado ao presidente do Consup que fizesse um esclarecimento, com uma síntese em relação ao que foi deliberado, sendo seu esclarecimento: “Aprovamos uma diretriz para definição de titulares e suplentes: são titulares os 05 (cinco) mais votados, excetuando-se sempre repetição de mesmo câmpus entre os titulares. São suplentes os subsequentes na relação de mais pra menos votados, novamente, no caso dos suplentes nós aprovamos que não há impedimento de haver suplentes de câmpus repetidos, então se respeitará o número de votos nos suplentes. A secretaria resguardará o parágrafo 4º do artigo 2º do regimento do Consup que acompanha o estatuto, onde lemos que não é permitida a presença de dois representantes titulares em exercício de titularidade oriundos do mesmo câmpus, então a secretaria fará esse controle”. O presidente declarou ainda que esta não era a interpretação da leitura do regimento e do estatuto, mas sim uma deliberação feita na reunião.

Na ata da reunião também é possível visualizar, nos anexos, os resultados apresentados pela comissão eleitoral em 27 e 28 de agosto, e o resultado final homologado pelo colegiado.

Após a reunião, foi emitida a resolução 24/2020, com a homologação do resultado do processo eleitoral.

Veja a gravação da reunião aqui.

31 de agosto de 2020

Foi emitida a portaria 2844/2020, nomeando os membros do Conselho Superior para o biênio 2020-2022.

17 de setembro de 2020

A partir das discussões realizadas na reunião de 28 de agosto, a comissão eleitoral e o reitor pro tempore encaminharam questionamentos à Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do procurador federal no IFSC, quanto à composição das suplências e à impugnação da candidatura de uma das candidatas do segmento docente. O procurador respondeu aos questionamentos por meio de um parecer e uma nota que podem ser conferidos na íntegra abaixo.

-> Parecer nº 189/2020/PF/SC/PGF/AGU, de 10 de setembro de 2020

-> Nota nº 0217/2020/GAB/PF/IFSC/PGF/AGU, de 17 de setembro de 2020

18 de setembro de 2020

Após o recebimento dos documentos emitidos pelo procurador, a comissão eleitoral e o reitor pro tempore, enquanto presidente do Consup, reuniram-se em 18 de setembro para deliberar ajustes no resultado do processo eleitoral.

Foram emitidas uma nota oficial sobre as decisões e a resolução ad referendum 28/2020, que derrogou, ou seja, alterou parcialmente a resolução 24/2020 e homologou novo resultado para o processo eleitoral, diferente dos apresentados pela comissão em 27 e 28 de agosto, e do aprovado pelo colegiado em 28 de agosto.

Também foi emitida a portaria 3071/2020, que prorrogou os trabalhos da comissão eleitoral até 18 de dezembro de 2020, e a portaria 3072/2020, que derrogou a portaria 2844/2020, alterando a composição do Conselho Superior.

16 de outubro de 2020

Em 16 de outubro, foi publicada a resolução ad referendum 35/2020, que deflagrou novo processo eleitoral e aprovou o regulamento de eleição complementar para representantes suplentes.

19 de outubro de 2020 - 66ª Reunião Ordinária do Conselho Superior

Na reunião de 19 de outubro, esteve em pauta a posse dos novos conselheiros para o biênio 2020-2022 e a apreciação de resoluções ad referendum emitidas pela presidência.

Conforme disposto na ata da reunião, o presidente justificou que entendeu como necessária a publicação ad referendum da resolução 28/2020, pois recebeu comunicações de denúncias no Ministério Público contra a decisão tomada pelo Consup em 28 de agosto, que estaria alegadamente contrariando o que está posto no Estatuto e Regimento Geral do IFSC, assim como também no Regimento Interno do Consup.

Os conselheiros manifestaram-se, em maioria, fazendo defesas para a não aprovação da resolução ad referendum 28/2020, pois defenderam que um ad referendum não pode ser um instrumento de revisão de decisões do colegiado e, caso aprovassem a resolução, estariam descumprindo uma decisão do próprio conselho, tomada em reunião no dia 28 de agosto. Questionou-se ainda a não realização de uma reunião extraordinária para que a questão fosse debatida, sem que fosse emitida uma resolução ad referendum.

Na reunião, também foi informado pelo conselheiro Marco Vezzani, que ele foi o autor da representação junto ao ministério público, questionando o resultado da última eleição e também de eleições anteriores, por contrariar o Estatuto do IFSC e regimento interno do colegiado.

O procurador federal Roberto Von Jelita esclareceu alguns pontos aos conselheiros, visto que em seu parecer foram feitos alguns destaques que contrariavam a decisão que homologou as eleições em 28 de agosto, ressaltando que se baseou, para seu parecer, no disposto no estatuto e regimento do IFSC e também no edital da comissão eleitoral. Esclareceu ainda que o Consup é soberano e tem autonomia em suas decisões, embora, em caso de não aprovação da resolução ad referendum 28/2020, seria necessário um estudo mais profundo das possíveis consequências.

A partir de todos os apontamentos, por 14 votos contrários, 5 favoráveis e 6 abstenções, a resolução ad referendum 28/2020 não foi aprovada, revogando-se também outras decisões, resoluções e portarias que dela derivaram.

Após a reunião foi emitida a Resolução 36/2020, que revoga as resoluções ad referendum 28/2020 (que alterava o resultado do processo eleitoral) e 35/2020 (que deflagrava novo processo eleitoral para as suplências). Voltou então a vigorar o resultado do processo eleitoral homologado pela resolução 24/2020.

Veja a gravação da reunião aqui (parte 1) e aqui (parte 2).

20 de outubro de 2020

Em decorrência da reunião de 19 de outubro, por meio da portaria 3421/2020 foi tornada sem efeito a portaria 3072/2020, que alterava a composição do Conselho Superior, voltando a vigorar a composição nomeada pela portaria 2844/2020.

Também nesta data, por meio da portaria 3422/2020, foram encerrados os trabalhos da comissão eleitoral, que haviam sido prorrogados pela portaria 3071/2020.

23 de outubro de 2020

A composição do Conselho Superior foi alterada, por meio da portaria 3457/2020, a pedido de um dos membros que solicitou seu desligamento.

26 de outubro de 2020 - 33ª Reunião Extraordinária do Conselho Superior

Foi dada posse novamente aos membros do Conselho Superior e solicitada a emissão de resolução de convalidação dos atos da reunião de 19 de outubro. Tal solicitação foi feita considerando-se que a composição do colegiado presente na reunião de 19 de outubro se deu pela resolução ad referendum 28/2020, que não foi aprovada pelo colegiado. Com a convalidação dos atos, as decisões tomadas naquela data não foram anuladas.

Veja a gravação da reunião aqui.

19 de novembro de 2020

A composição do Conselho Superior foi alterada novamente, por meio da portaria 3681/2020, a pedido de um dos membros que solicitou seu desligamento.

2 de dezembro de 2020

O IFSC recebeu despacho referente ao mandado de segurança Nº 5023472-26.2020.4.04.7200/SC, que foi encaminhado aos membros do Conselho Superior e também a todos os servidores da instituição por meio de lista de e-mails.

O mandado refere-se à ação impetrada pelos servidores Marco Antônio Vezzani, docente, e Antônio César Costa, técnico administrativo, que solicitam que lhes seja assegurada participação no Conselho Superior, na condição de conselheiros suplentes, representando o Câmpus Florianópolis.

Tal solicitação tem por base o disposto no edital do processo eleitoral, que previa que seriam vencedores os candidatos representantes com maior número de votos, sendo os respectivos suplentes dos mesmos câmpus. Considerando-se que o Câmpus Florianópolis elegeu um representante docente e um técnico-administrativo, teria também o câmpus o direito a ter um suplente em cada segmento.

O juiz deferiu parcialmente a liminar para declarar a nulidade da Resolução 24/2020 e determinou ao reitor pro tempore, na condição de presidente do Conselho Superior, que fosse providenciada nova homologação do processo eleitoral, observando, com rigor, o resultado inicialmente apresentado pela comissão eleitoral.

-> Clique aqui para ler o despacho do mandado de segurança na íntegra.

4 de dezembro de 2020

A fim de atender o determinado pela justiça, o reitor pro tempore emitiu a resolução ad referendum 41/2020, anulando a resolução 24/2020, e a resolução ad referendum 42/2020, homologando novo resultado para o processo eleitoral.

7 de dezembro de 2020

Em 7 de dezembro foi emitida a portaria 3856/2020, que tornou sem efeito as portarias 2844, 3457 e 3681, que nomeavam os representantes do Conselho Superior.

Também foi emitida a portaria 3868/2020, nomeando novos representantes conforme resultado do processo eleitoral homologado pela resolução ad referendum 42/2020.

14 de dezembro de 2020 - 67ª Reunião Ordinária do Conselho Superior

Na reunião de 14 de dezembro foi dada posse aos novos membros do Conselho Superior, nomeados pela portaria 3868/2020, e analisou-se a resolução ad referendum 42/2020, emitida para atender ao disposto no mandado de segurança Nº 5023472-26.2020.4.04.7200/SC.

Após extenso debate, os conselheiros não aprovaram a resolução 42/2020, em votação com 12 votos contrários, 6 favoráveis e 4 abstenções. No entendimento dos conselheiros que votaram contrários à aprovação, a resolução não atendia ao mandado de segurança, por repetir o resultado publicado em 18 de setembro, na resolução ad referendum 28/2020, posteriormente revogada pela resolução 36/2020, e não “observar, com rigor, o resultado inicialmente apresentado pela comissão eleitoral”, conforme solicitado. Os conselheiros também divergiram sobre se o resultado inicialmente apresentado seria o de 27 de agosto, ou o retificado e publicado em 28 de agosto.

Dado o impasse, o reitor pro tempore suspendeu a reunião, alegando insegurança jurídica, e informou que encaminharia embargo declaratório (recurso jurídico que serve para solicitar esclarecimentos sobre decisões judiciais) para definir os próximos encaminhamentos.

Veja a gravação da reunião aqui.

15 de dezembro de 2020

O reitor pro tempore, André Dala Possa, enviou e-mail aos servidores do IFSC informando que a Procuradoria Geral Federal (PGF) encaminharia petição ao juiz federal solicitando manifestação complementar quanto ao teor do mandado de segurança.

16 de dezembro de 2020

Foi emitida a portaria 4013/2020, que torna sem efeito a portaria 3856/2020, que nomeava os representantes do Conselho Superior do IFSC.

17 de dezembro de 2020

Um grupo de conselheiros da composição mais recente do Consup encaminhou para a lista de e-mails dos servidores do IFSC uma nota em repúdio à suspensão por prazo indeterminado da 67ª reunião ordinária e reiterando a exigência do cumprimento da decisão judicial.

Este post seguirá sendo atualizado à medida que ocorram novos fatos.

Acesse os documentos na íntegra

Todas as portarias e resoluções são públicas e estão disponíveis no Sistema Integrado de Gestão (SIG) do IFSC: Clique aqui para acessar as portarias e aqui para acessar as resoluções.

Também são públicas as pautas e atas do Conselho Superior do IFSC e as transmissões das reuniões podem ser encontradas em nosso canal no YouTube. Os documentos das reuniões também podem ser acessados na pasta pública do Conselho Superior.

O edital e outros documentos publicados pela comissão eleitoral estão disponíveis no site do IFSC em https://www.ifsc.edu.br/eleicoes-colegiados.

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Educação a distância no IFSC: como funciona?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 16 dec 2020 09:17 Data de Atualização: 25 fev 2021 09:09

Em 2020, todo mundo que estava matriculado ou iniciou algum curso pôde ter um pouco da experiência do que é fazer um curso a distância. E ressaltamos o “um pouco”, pois educação a distância (EaD) é diferente do que o IFSC e outras instituições de ensino vêm ofertando ao longo de 2020 em substituição às aulas presenciais.

Como já explicamos em outro post, EaD e atividades não presenciais (ANPs) não são a mesma coisa. É certo que elas podem ter algumas semelhanças, como atividades de forma remota, aulas em vídeo, trabalhos on-line… mas EaD é uma modalidade de ensino, enquanto ANP são atividades pedagógicas (que podem ser mediadas ou não por tecnologias).

-> Clique aqui para entender melhor a diferença entre ANP e EAD.

Precisamos fazer essa introdução sobre as ANPs para podermos falar da EaD no IFSC sem que se pense que é a mesma coisa.

Então, como funciona a EaD no IFSC?

Vamos lá, primeiro, se ANP e EaD não são a mesma coisa, o que é educação a distância? Nosso Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI, tem um capítulo inteirinho só pra falar da EAD no IFSC.

E, de acordo com o PDI, “a Educação a Distância (EaD) caracteriza-se como modalidade na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em espaços ou tempos diversos”.

A educação a distância no IFSC não é nenhuma novidade, já que nosso primeiro curso nessa modalidade foi há mais de 20 anos, lá em 1999 (parece que 1999 foi ontem, mas já se passaram mais de 20 anos ??).

imagem de mato com a frase "quando eu cheguei aqui era tudo mato"

O curso em questão foi um Curso Básico de Refrigeração, ofertado pelo Câmpus São José.

Desde então, nossa educação a distância cresceu bastante, especialmente com a participação em programas externos, como o Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) e o Programa Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec Brasil).

E em 2014, finalmente o IFSC passou a contar com um Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (Cerfead), com o desafio de institucionalizar e expandir a EaD, com a implantação dos Núcleos de Educação a Distância (Nead) nos câmpus e com a articulação para a oferta de cursos na modalidade EaD e unidades curriculares EaD em cursos presenciais. Sim, porque a EaD não existe somente em “cursos EaD”, os cursos presenciais também podem contar com parte de sua carga horária ofertada por meio de Educação a Distância.

Algumas das iniciativas voltadas para essa melhoria contínua e expansão da EaD incluem a capacitação de professores em educação a distância, o assessoramento para a criação de cursos a distância e a oferta de cursos intercâmpus na modalidade a distância. Além disso, a criação dos Núcleos de Educação a Distância (Nead) nos câmpus permite ampliar essa oferta com qualidade e acompanhamento técnico mais próximo.

Qual a grande diferença da EaD, então?

Para que a educação a distância aconteça com qualidade, não basta apenas produzir um material e disponibilizá-lo on-line, ou então fazer aulas por meio de videoconferências. Ela pressupõe todo um planejamento prévio e uma equipe dedicada à sua construção. Essa equipe pode contar com professores, designers, técnicos em audiovisual e outros profissionais, a depender do projeto do curso. Há ainda uma equipe administrativa de apoio e suporte técnico aos professores e alunos.Tudo isso para que seja viabilizada uma educação de qualidade!

Todos os cursos são 100% a distância?

Não! Alguns de nossos cursos, os de qualificação profissional, são ofertados totalmente a distância e podem ser feitos de qualquer lugar. Os demais contam com algumas atividades presenciais, como as avaliações.

-> Veja aqui como funcionam os cursos a distância do IFSC

Ok, então se os cursos têm atividades presenciais, onde eu preciso fazer essas atividades?

Além dos cursos próprios, ofertados pelos câmpus do IFSC, seguimos com ofertas em parceria com o Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) e com o Programa Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec Brasil) e, para isso, além da estrutura de nossos câmpus, contamos com polos de apoio presencial, normalmente em parceira com as prefeituras ou com o governo do Estado.

Em nosso site você encontra a relação de lugares onde temos câmpus e polos presenciais.

-> Câmpus do IFSC

-> Polos de apoio presencial

E em nosso site você encontra também todos os cursos que ofertamos na modalidade a distância e a cidade (câmpus ou polo) de oferta - que é onde você precisará fazer as atividades presenciais.

-> Clique aqui para ver os cursos ofertados a distância

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Acompanhe nosso calendário de ingresso para saber quando haverá inscrições abertas ou, se preferir, deixe seu e-mail em nosso Cadastro de Interesse, que enviamos e-mail quando tivermos vagas abertas.

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