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Como fazer um intercâmbio no IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 20 mai 2026 10:46 Data de Atualização: 20 mai 2026 11:02

Estudar no IFSC pode abrir muitas portas - inclusive para fora do Brasil. Além da formação pública, gratuita e de qualidade, estudantes da instituição têm a possibilidade de participar de programas de intercâmbio, vivenciar outras culturas, aprimorar um idioma estrangeiro e desenvolver atividades acadêmicas em instituições parceiras no exterior.

Saiba mais sobre o Intercâmbio Estudantil no IFSC

As oportunidades podem ser com ou sem auxílio financeiro, dependendo do edital e do programa. Por isso, quem sonha em estudar fora precisa ficar atento às possibilidades, aos prazos e aos requisitos de cada seleção.

Que tipos de intercâmbio o IFSC oferece?

Atualmente, o IFSC possui dois programas regulares de intercâmbio estudantil: o Propicie e a Dupla Diplomação.

O Propicie é o Programa de Cooperação Internacional para estudantes do IFSC, voltado para quem deseja desenvolver projetos de pesquisa em instituições estrangeiras. A mobilidade tem duração aproximada de três meses e possibilita que o aluno vivencie uma experiência acadêmica internacional ligada à sua área de formação. Podem participar do Propicie estudantes de cursos técnicos e superiores e temos edição a cada semestre.

No vídeo abaixo, conversamos com estudantes quando estavam em Portugal participando do programa:

Já a Dupla Diplomação é uma oportunidade para estudantes obterem o título de graduação e de mestrado ao mesmo tempo, realizando parte da formação em Portugal. No momento, podem participar alunos de alguns cursos de graduação dos câmpus Florianópolis, Lages, Xanxerê e Urupema. Confira aqui os programas vigentes.

Veja como funciona na prática:

Além desses programas regulares, o IFSC também divulga outras oportunidades de intercâmbio, que podem ser oferecidas pela própria instituição ou por parceiros externos.

Intercâmbio virtual

Outro tipo de intercâmbio possível é o virtual, em que estudantes podem cursar disciplinas de instituições estrangeiras de forma on-line. Veja aqui algumas oportunidades que já foram abertas para entender.

O IFSC oferece bolsa para o intercâmbio?

Sim. Existem oportunidades com auxílio financeiro, especialmente em programas institucionais como o Propicie e a Dupla Diplomação. Também podem surgir editais externos com algum tipo de apoio para custear a experiência.

Mas é importante saber que nem todo intercâmbio é financiado. Algumas oportunidades exigem que o estudante arque com os custos da viagem e da permanência no exterior, ficando a cargo do IFSC ou da instituição parceira os custos do curso em si. Mesmo quando há isenção de mensalidades na instituição parceira, podem existir gastos com passaporte, visto, passagens, alimentação, moradia, transporte e seguro-saúde.

Por isso, antes de se inscrever, leia o edital com atenção e avalie todos os custos envolvidos.

Como ficar sabendo das oportunidades?

A principal dica é acompanhar a página de Intercâmbio Estudantil aqui no site do IFSC. É nesse espaço que são divulgados editais com oportunidades abertas, orientações para estudantes e links para os programas de intercâmbio. 

Como os editais têm prazos específicos de inscrição, é importante ficar de olho na página com frequência. Também vale acompanhar as notícias publicadas no site do IFSC e nas nossas mídias sociais. No caso do programa de Dupla Diplomação, os editais são divulgados no site de cada câmpus. 

-> Acompanhe as oportunidades externas e outros programas

Outra orientação importante é procurar o responsável pela internacionalização no seu câmpus. Esse contato pode ajudar o estudante a entender melhor os programas, os documentos necessários e os passos para participar de uma seleção. Veja aqui o contato do seu câmpus.

Para onde posso viajar?

O IFSC tem acordos e convênios com instituições de mais de 20 países. Os principais destinos dos nossos estudantes dos últimos anos têm sido Alemanha, Portugal, Finlândia e Espanha - mas tudo depende dos projetos de pesquisa, no caso do Propicie, ou do curso, no caso da Dupla Diplomação.

-> Conheça as instituições em que os alunos do IFSC podem estudar

Como começar a se preparar?

Quem quer fazer intercâmbio precisa começar a se organizar antes mesmo de o edital abrir. Muitas seleções ficam disponíveis por pouco tempo, e alguns documentos podem demorar para ficar prontos.

Veja algumas dicas:

  • Estude um segundo idioma: O domínio de outro idioma pode ser um requisito para participar de programas de intercâmbio. A língua inglesa costuma ser bastante solicitada, mas também vale estudar o idioma falado nos países onde você tem interesse em estudar. O IFSC oferece cursos de idiomas gratuitos, tanto presenciais quanto a distância. Acompanhe as vagas abertas em nosso site.
  • Providencie seu passaporte: O passaporte é um documento essencial para viagens internacionais. Verifique também o prazo de validade, pois alguns países exigem que ele esteja válido por um período mínimo após o fim da viagem.
  • Informe-se sobre vistos: Cada país tem regras próprias para entrada e permanência de estudantes estrangeiros. Por isso, é importante pesquisar com antecedência os processos de solicitação de visto dos destinos que você pretende considerar.
  • Acompanhe editais anteriores: Os editais nunca são exatamente iguais, mas muitos requisitos costumam se repetir. Consultar chamadas anteriores pode ajudar você a se preparar melhor.
  • Guarde certificados e documentos acadêmicos: Histórico escolar, atestado de matrícula, certificados de cursos, eventos, projetos e atividades extracurriculares podem ser solicitados ou ajudar na avaliação do seu perfil.

Quer saber mais? Leia o guia que preparamos com orientações importantes para quem pretende estudar fora.

E as notas? Elas contam?

Sim. O desempenho acadêmico costuma ser um dos critérios avaliados nos editais de mobilidade internacional. Por isso, manter um bom coeficiente de aproveitamento acadêmico pode aumentar suas chances em processos seletivos.

Além das notas, a participação em projetos de pesquisa, extensão, eventos, cursos e outras atividades acadêmicas também pode fortalecer a candidatura, dependendo das regras de cada edital.

Em que momento do curso posso fazer intercâmbio?

Isso depende do curso e do edital. Em geral, é preciso já ter concluído pelo menos um semestre no IFSC. Algumas mobilidades também não podem ser realizadas no último semestre do curso.

Antes de se inscrever, leia o edital com atenção e converse com a coordenação do curso para entender como a mobilidade pode impactar sua trajetória acadêmica.

Fazer intercâmbio pode atrasar o curso?

Pode acontecer, dependendo da duração da mobilidade e da organização da grade curricular. Em alguns casos, o estudante precisa reorganizar disciplinas e ajustar o planejamento do curso.

Mas esse possível impacto no prazo de conclusão não deve ser visto apenas como um atraso. A experiência internacional pode trazer aprendizados acadêmicos, culturais e pessoais, além de ampliar contatos, fortalecer o currículo e abrir novas oportunidades.

Quer saber como é a experiência na prática?

Uma boa forma de se inspirar é conhecer as histórias de quem já fez ou está fazendo intercâmbio pelo IFSC.

No Blog dos Intercambistas do IFSC, estudantes compartilham relatos sobre a rotina no exterior, os desafios, as descobertas e os aprendizados durante a mobilidade internacional. No instagram, se você clicar na hashtag #ifscpelomundo, também encontrará posts com vários depoimentos de intercambistas do IFSC.

E, neste semestre, o podcast IFSC em Pauta está com episódios especiais entrevistando alguns dos estudantes que estão neste momento participando do Propicie na Europa. 

Clique aqui para conferir os episódios disponíveis.

Ainda não estuda no IFSC?

Então aqui vai mais um motivo para conhecer a instituição: além de oferecer cursos públicos, gratuitos e de qualidade, o IFSC também proporciona oportunidades de internacionalização para seus estudantes.

Estudar no IFSC é fazer parte de uma instituição conectada com o mundo, que valoriza a troca de conhecimentos, a pesquisa, a formação cidadã e a construção de experiências que vão além da sala de aula.

Para quem sonha em estudar fora, ingressar no IFSC pode ser o primeiro passo dessa trajetória.

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Passo a passo: Como consultar as vagas abertas no IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 29 abr 2026 10:04 Data de Atualização: 29 abr 2026 10:28

Quer estudar no IFSC, mas não sabe onde acompanhar as vagas abertas? Essa é uma dúvida comum de quem está procurando um curso técnico, de graduação, pós-graduação, qualificação profissional ou outras oportunidades de formação na nossa instituição. A boa notícia é que existem diferentes formas de ficar por dentro dos processos seletivos - então não tem desculpa para dizer que não sabia. 👀😉

-> Quem pode estudar no IFSC?

Como o IFSC tem ofertas em vários períodos do ano, vale acompanhar os canais oficiais com frequência. Neste post, vamos destacar alguns caminhos para esse acompanhamento ficar mais fácil.

-> Quais os tipos de cursos que o IFSC oferece?

Confira o passo a passo:

1. Acesse a chamada de vagas abertas na página inicial do site

O jeito mais direto de consultar as oportunidades disponíveis é acessar o site do IFSC (ifsc.edu.br).

Sempre que houver vagas abertas, logo na página inicial, já haverá uma chamada para elas. 
 

 

Ao clicar nela, você será direcionado para a página de editais abertos, onde estão reunidos os processos seletivos com inscrições em andamento.

Antes de se inscrever, é muito importante ler o edital com atenção. É nele que estão todas as regras do processo seletivo.

-> Afinal, o que é um edital? Entenda neste post do Blog do IFSC

2. Acompanhe as notícias no site do IFSC

Além da página de editais, o IFSC também divulga notícias sempre que abre inscrições para cursos e processos seletivos.


 

Essas notícias aparecem na área de notícias do site e ajudam a explicar, de forma mais resumida, quais cursos estão com inscrições abertas, quem pode participar, até quando se inscrever e onde encontrar o edital completo.

Por isso, vale acessar o site com frequência para não perder os prazos.

3. Siga o IFSC nas redes sociais

As vagas abertas também são divulgadas nos perfis oficiais do IFSC nas mídias sociais.

Por lá, você encontra posts, lembretes de inscrições, avisos de prazo final e chamadas para processos seletivos em andamento. É uma forma prática de acompanhar as oportunidades no dia a dia.

Além desses perfis, cada câmpus também possui seu perfil no Instagram e sua página no Facebook. Veja quais são no site de cada câmpus.

Mas atenção: as redes sociais ajudam na divulgação, porém as informações completas e oficiais sempre estarão no site e nos editais.

4. Cadastre-se para receber avisos por e-mail

Outra forma de ficar sabendo quando abrirem vagas para o curso que você deseja é participar do nosso cadastro de interesse. Nesse formulário, você informa seu e-mail e indica o tipo de curso de interesse. Quando o processo seletivo correspondente estiver com inscrições abertas, você receberá uma mensagem avisando sobre a oportunidade.

Deixe aqui seu e-mail no cadastro de interesse do IFSC

Essa é uma boa opção para quem já sabe o que quer cursar e não quer correr o risco de perder o período de inscrição.

5. Consulte o calendário de ingresso

O IFSC também disponibiliza um calendário de ingresso anual, em que é possível conferir os períodos previstos de inscrição para cada tipo de curso.

Esse calendário ajuda no planejamento de quem pretende estudar no IFSC, pois mostra com antecedência quando costumam ocorrer os processos seletivos. O calendário costuma ser divulgado no início do segundo semestre para todos os processos do ano seguinte (por exemplo, em agosto deste ano divulgamos o calendário com as datas para os processos seletivos de todos os cursos que iniciam no ano que vem). 

Assim, você pode se organizar para acompanhar o edital certo, separar documentos e fazer a inscrição dentro do prazo.

Acesse aqui a página com o calendário de inscrições do IFSC

6. Fique de olho nas vagas remanescentes

Mesmo depois dos principais processos seletivos, o IFSC costuma ter vagas remanescentes. Essas vagas são aquelas que não foram preenchidas em chamadas anteriores e ficam disponíveis para novos candidatos, conforme as regras de cada edital.

Por isso, é comum dizer que o IFSC quase sempre tem alguma vaga aberta. Mesmo que o processo seletivo principal já tenha terminado, pode haver uma nova oportunidade em vagas remanescentes.

Para ver quais as vagas remanescentes, acesse também a página de editais abertos.

7. Vagas por câmpus

No caso dos cursos de Educação para Jovens e Adultos, além dos processos estaduais, há também processos locais, divulgados em cada câmpus. Veja aqui.

O mesmo ocorre com os processos de transferência e retorno, em que é preciso acompanhar a divulgação feita em cada câmpus.

Resumindo: onde encontrar vagas abertas no IFSC?

Para não perder nenhuma oportunidade, você tem as seguintes opções:

  • a chamada de vagas abertas na página inicial do site do IFSC;
  • a página de editais abertos;
  • as notícias publicadas no site;
  • os perfis oficiais do IFSC nas redes sociais;
  • o cadastro de interesse por e-mail;
  • o calendário de inscrições;
  • os editais de vagas remanescentes;
  • o site do câmpus de interesse.

-> Como estudar no IFSC?

Estudar no IFSC pode estar mais perto do que você imagina. Acompanhe os canais oficiais, confira os prazos e leia sempre o edital antes de fazer sua inscrição. Esperamos te ver por aqui!

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Pé-de-Meia: saiba como funciona o programa do Governo Federal

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 24 mar 2026 15:19 Data de Atualização: 04 mai 2026 11:25

Você já ouviu falar do programa Pé-de-Meia? Sabia que estudantes do IFSC podem ter direito a esse benefício do Governo Federal?

Como ainda existem muitas dúvidas sobre o assunto, preparamos este post para explicar de forma simples o que é o programa, quem pode receber, como funciona e o que fazer em caso de problemas com cadastro, frequência ou pagamento.

O que é o Pé-de-Meia

O Pé-de-Meia é um programa federal do Ministério da Educação (MEC) voltado a estudantes do ensino médio de escolas públicas. A proposta é estimular a permanência na escola e a conclusão dos estudos, com incentivos financeiros pagos ao longo da trajetória escolar para quem atende aos critérios definidos pelo programa. Ele funciona como uma espécie de poupança, com pagamentos vinculados à matrícula, à frequência escolar, à aprovação ao fim de cada ano e, no caso dos concluintes, à participação no Enem. 

-> Veja um passo a passo de como funciona o programa


Quem pode participar do Pé-de-Meia

De acordo com o MEC, podem receber o benefício estudantes que atendam aos seguintes critérios:

  • estar matriculado no Ensino Médio da rede pública (no caso dos estudantes do IFSC, são os matriculados nos cursos técnicos integrados) e ter entre 14 e 24 anos; ou estar matriculado na Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede pública e ter entre 19 e 24 anos;
  • fazer parte de família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
  • ter renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo;
  • possuir CPF regular;
  • ter frequência mínima de 80% nas aulas

Ou seja: não basta ser estudante do IFSC. É preciso cumprir os requisitos definidos pelo MEC para participar do programa. 

É preciso se inscrever?

Não. A participação no Pé-de-Meia é automática para quem atende aos critérios do programa. Isso significa que o(a) estudante não precisa fazer inscrição no IFSC nem preencher cadastro específico no MEC. As informações são enviadas pelas redes de ensino e cruzadas com outras bases do Governo Federal, como o CadÚnico e o CPF. 

Como é feito o pagamento do Pé-de-Meia?

Os estudantes que atendem aos critérios podem receber:

  • R$ 200 pela matrícula, no início do ano letivo;
  • parcelas mensais de R$ 200 ao longo do ano, desde que mantenham frequência mínima de 80% a cada mês;
  • R$ 1.000 ao fim de cada ano do Ensino Médio concluído com aprovação, valor que fica guardado e só pode ser sacado após a conclusão do Ensino Médio;
  • R$ 200 extras pela participação no Enem, no último ano, para quem fizer os dois dias de prova. 

Na prática, isso quer dizer que o estudante não recebe apenas um valor fixo mensal durante todo o curso. O programa combina incentivo de matrícula, parcelas por frequência e depósitos anuais por aprovação. O recebimento acontece ao longo dos anos em que o estudante permanecer elegível, isto é, enquanto continuar atendendo aos critérios do programa. Ao final do Ensino Médio, os valores podem chegar a R$ 9.200,00 por estudante. 

-> Confira o calendário de pagamentos do Pé-de-Meia em 2026

Como acompanhar a situação do benefício

O estudante pode consultar sua situação no programa por meio do aplicativo Jornada do Estudante e na página oficial de consulta do Pé-de-Meia. Nessas plataformas, é possível verificar dados cadastrais, situação de elegibilidade, frequência, pagamentos e possíveis pendências.

-> Pé-de-Meia: saiba onde fazer consulta oficial dos pagamentos

O que acontece se a frequência ficar abaixo de 80%?

A frequência mínima de 80% a cada mês é uma das exigências do programa. Quando esse percentual não é atingido em determinado mês, a parcela referente à frequência pode ficar bloqueada ou retida. Se o estudante voltar a atingir a frequência exigida, parcelas anteriormente retidas podem voltar a ser pagas. Por isso, é importante acompanhar a situação da frequência nos canais oficiais do programa. Se o estudante entender que houve erro no lançamento ou no envio da frequência, deve procurar o câmpus para conferir a informação registrada.

Importante: a frequência é lançada pelos professores no Sigaa. Então se você acredita que exista algum erro, deve consultar o registro acadêmico ou os professores.

CadÚnico: por que ele é tão importante?

O CadÚnico é um dos principais critérios de elegibilidade. Para ter direito ao benefício, o estudante precisa integrar família inscrita no cadastro e cumprir a exigência de renda. Também é essencial que o cadastro esteja ativo e atualizado. Todo ano, o MEC estabelece qual a data de referência para a ativação ou atualização deste cadastro - para 2026, esta data de referência é o dia 7 de agosto. Ou seja, se você fizer o cadastro ou atualização após esta data, poderá ser considerado inelegível para o benefício.

Alguns estudantes do IFSC nos relataram que buscaram o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de sua cidade para atualizar o CadÚnico e ouviram que alunos da instituição não teriam direito ao benefício por já receberem outros auxílios. Pelas regras gerais divulgadas pelo MEC, o que define a elegibilidade é o cumprimento dos critérios oficiais do programa. Portanto, estudar no IFSC ou receber outros benefícios não configura, por si só, impedimento para participação. 

O que pode impedir o recebimento do benefício

Mesmo quando o estudante acredita que tem direito ao Pé-de-Meia, algumas situações podem impedir temporariamente o pagamento, como:

  • divergência entre os dados da matrícula, do CPF e do CadÚnico;
  • frequência abaixo de 80%;
  • cadastro desatualizado no CadÚnico;
  • irregularidade no CPF;
  • pendências bancárias na conta aberta pela Caixa;
  • processamento ainda não concluído pelo sistema do programa. 

No caso do IFSC, já foram enviadas ao sistema as informações de aprovações e conclusões de 2025, assim como as matrículas de ingressantes de 2026. Porém, o processamento dessas informações pelo sistema do programa pode levar algum tempo, e a análise de elegibilidade pode não aparecer imediatamente para todos os estudantes.

O IFSC é responsável pelo programa?

Não. O Pé-de-Meia é um programa do Governo Federal, coordenado pelo MEC. O IFSC não gerencia o benefício, mas, como instituição pública que oferta Ensino Médio, participa do processo ao encaminhar informações acadêmicas dos estudantes, como matrícula, frequência e conclusão.

-> Assistência estudantil do IFSC: tudo o que você precisa saber

Por isso, quando há dúvidas sobre frequência ou divergências de dados, muitos estudantes procuram os câmpus para entender o que aconteceu. A recomendação é que, primeiro, o estudante confira no aplicativo Jornada do Estudante qual o status das suas informações para saber qual o problema identificado. 

Como funciona o envio da frequência no IFSC

No IFSC, o envio da frequência mensal ao sistema do programa é realizado pela Diretoria de Estatísticas e Informações Acadêmicas (Deia) em parceria com a Coordenadoria de Gestão de Dados, com base nas frequências lançadas pelos professores no Sigaa.

Ou seja, os dados são extraídos mensalmente do sistema acadêmico e enviados ao programa conforme o cronograma definido pelo MEC. Quando há divergência, a orientação inicial é verificar no câmpus se as frequências foram lançadas corretamente no sistema.

Se for necessário corrigir alguma informação, o docente precisa fazer a retificação no Sigaa. Depois disso, a necessidade de atualização deve ser comunicada à Deia, para que seja avaliada a possibilidade de reenviar a frequência ao sistema do Pé-de-Meia, desde que ainda haja prazo para isso.

Em alguns casos, a correção pode permitir pagamento posterior. Em outros, quando a janela de atualização já foi encerrada, não há pagamento retroativo.

O que fazer em caso de problema

Depende da situação. Se o problema for na frequência ou em dados escolares, o estudante deve procurar o setor de Registro Acadêmico no câmpus para verificar os lançamentos no sistema acadêmico. Se o problema for no CadÚnico, a orientação é procurar o Cras para verificar se o cadastro está ativo e atualizado. 

Se o problema for no CPF, o estudante deve regularizar a situação junto à Receita Federal. Se o problema for no pagamento ou na conta, é preciso consultar o Caixa Tem e, se necessário, buscar atendimento da Caixa Econômica Federal. E se a dúvida for sobre elegibilidade ou calendário de pagamento, o ideal é consultar o app Jornada do Estudante, a página oficial do programa e o calendário publicado pelo MEC

Onde buscar mais informações

O MEC mantém uma página oficial com informações sobre o programa, perguntas frequentes e calendário de pagamentos. Também é possível buscar atendimento pelo telefone 0800 616161. 

-> Estudantes do Pé-de-Meia podem retirar absorventes grátis

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Dúvidas sobre o IFSC: Respondemos as perguntas mais feitas sobre o IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 18 fev 2026 16:09 Data de Atualização: 24 fev 2026 16:50

Neste ano, completaremos 117 anos de existência. Apesar da nossa idade (e de muitas trocas de nome pelo caminho),  já somos IFSC desde 2008, mas recebemos muitas perguntas sobre quem somos, nosso funcionamento e, principalmente, como fazer para estudar aqui. Por isso, neste post, selecionamos as dúvidas que mais nos mandam pelas mídias sociais e que as pessoas mais buscam no Google e vamos responder tudo para vocês.

O que significa a sigla IFSC?

Vamos começar do básico, não é mesmo? IFSC é a sigla para Instituto Federal de Santa Catarina. Na verdade, nosso nome completo é Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, mas acabamos encurtando para ficar mais fácil.

E falamos “Í-fí-s-que” ou “Ífisqui” e escrevemos a nossa sigla toda em letras maiúsculas: IFSC.

Conheça a história do IFSC

Qual a diferença entre IFSC e IFC?

Ok, precisamos admitir que isso realmente é confuso. Nomes parecidos, marca praticamente igual, câmpus em cidades próximas… mas o fato é: existem dois institutos federais no nosso estado. Um é o nosso, o IFSC, Instituto Federal de Santa Catarina. O outro é o IFC, Instituto Federal Catarinense. Brincamos sempre que somos irmãos. 

As duas instituições oferecem os mesmos tipos de curso e têm uma estrutura semelhante, afinal, integramos a mesma Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (estamos no Brasil todo, então se você encontrar outro Instituto Federal por aí, também faz parte da mesma Rede) . Mas temos estruturas separadas, cada instituto com sua Reitoria e seus câmpus em lugares diferentes.

Neste post, que é um dos mais acessados aqui do Blog, explicamos melhor sobre a diferença entre IFSC e IFC.

Onde posso estudar no IFSC?

Atualmente, o IFSC conta com 23 câmpus espalhados por todas as regiões de Santa Catarina. Você pode estudar presencialmente em Araranguá, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Garopaba, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Palhoça, São Carlos, São José, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Tijucas (em implantação),Tubarão, Urupema e Xanxerê. 

Mas vale lembrar que também temos alguns cursos oferecidos a distância, que aí você pode fazer de qualquer lugar. Só é preciso observar o edital, pois, em alguns casos, é preciso ir presencialmente em algum polo de educação a distância eventualmente.

Quais cursos o IFSC tem?

O IFSC oferece uma variedade de opções de cursos, em níveis diferentes e que atendem um público imenso de pessoas. Na verdade, nós gostamos de dizer que o IFSC tem um curso para todo mundo e para quase qualquer momento da sua vida. 

Mas, justamente pela variedade que oferecemos, nem todo mundo sabe quais são todos os tipos de curso oferecidos, onde procurar e como se inscrever. Por isso, temos um post para explicar melhor nossos tipos de cursos.

O que esse curso faz? Entenda melhor 10 cursos do IFSC

Quanto custa estudar no IFSC?

Todos os cursos do IFSC são gratuitos. Por sermos uma instituição pública, não há cobrança de mensalidade. 

O que existe, em alguns processos seletivos, é a cobrança de uma taxa de inscrição para cobrir os custos do processo, mas sempre é possível solicitar a isenção do pagamento desta taxa para quem for inscrito no CadÚnico (com renda familiar per capita de até meio salário mínimo), doador de sangue regular ou membros de família de baixa renda.

Como faço para estudar no IFSC?

Tudo vai depender do tipo de curso que você quer fazer. Para alguns cursos, a seleção é por sorteio. Em outros, temos prova, análise documental… Também é possível ingressar na graduação, por exemplo, com a nota do Enem. Ou ainda, solicitar transferência e retorno.

Veja aqui neste post todas as formas de ingresso para quem quer estudar no IFSC

Estrangeiros podem estudar no IFSC?

Sim, estrangeiros podem se inscrever nos cursos do IFSC e são muito bem-vindos! 😊 Inclusive, para tentar facilitar a inscrição de quem é de fora, temos vídeos mostrando como se inscrever com legendas em espanhol e em francês. 

A única diferença é que, para a inscrição, todo candidato precisa de um documento oficial de identificação com foto. No caso dos estrangeiros, este documento pode ser passaporte ou Registro Nacional de Estrangeiros - RNE. Neste post, tem mais informações sobre isso.

Quando abrem as inscrições para os cursos do IFSC?

Depende do curso que você quer fazer. Temos datas de inscrições diferentes de acordo com o tipo de processo seletivo. Nesta página, é possível encontrar o calendário de ingresso, que é justamente o documento que tem as datas de inscrições para quem quer estudar aqui.

Para facilitar, temos um cadastro de interesse em que é possível cadastrar um e-mail e receber uma mensagem quando estivermos com inscrições abertas.

Qual o curso mais concorrido do IFSC?

Para variar, nossa resposta será depende. A cada semestre ou ano, isso pode mudar. É possível ver a relação de candidatos por vagas dos processos seletivos passados nesta página

Qual a nota mínima para passar no IFSC?

Para quem deseja ingressar no Ensino Médio Técnico ou em cursos técnicos subsequentes que tenham seleção por exame de classificação, as notas máximas e mínimas por curso referentes a processos seletivos anteriores ficam disponíveis nesta página.

No caso dos cursos de graduação, dá para consultar a nota final do primeiro e do último candidato aprovado no site do vestibular unificado da UFSC/IFSC/IFC dos anos anteriores.

Tem algum auxílio financeiro para estudantes do IFSC?

Com o objetivo de garantir condições de acesso, permanência e êxito dos estudantes, o IFSC disponibiliza programas e ações de assistência estudantil. Isso significa que, de acordo com a situação de vulnerabilidade social do(a) estudante, é possível ser contemplado em um dos nossos programas e receber um auxílio-financeiro para conseguir se manter estudando.

Conheça a Assistência Estudantil do IFSC

Além disso, o IFSC oferece diversos editais de ensino, pesquisa, extensão e de intercâmbio para estudantes. Quem é contemplado, pode receber uma bolsa para atuar nos projetos.

Veja as oportunidades que o IFSC oferece para estudantes

Como funciona a lista de espera do IFSC?

Só porque você não passou na primeira chamada, não significa que você não possa mais estudar no IFSC. Ainda há chances de você ser nosso estudante caso tenha ficado na lista de espera. A lista de espera é uma das etapas do ingresso do IFSC e explicamos como funciona neste post.

Tem mais dúvidas?

Com certeza, você pode ter outras dúvidas sobre o IFSC. No nosso site você encontra várias outras informações. Inclusive, temos uma página de perguntas frequentes e um post só com dúvidas sobre o ingresso.

Mas, se ainda assim você ficar com dúvida, estamos à disposição para esclarecer. Fale com a gente!

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Como estudar no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 12 dez 2025 15:43 Data de Atualização: 17 dez 2025 08:28

Você sabia que essa prova não é o único caminho para fazer um curso de graduação no IFSC? Aliás, como temos diversos tipos de cursos – e não apenas graduação –, também temos diferentes formas de acesso.

Preparamos este post para você entender todas as possibilidades de estudar aqui.

Lembrando que oferecemos cursos para quem é apenas alfabetizado até para quem deseja fazer um mestrado, com oportunidades de ingresso ao longo de todo o ano. Como brincamos, a todo momento tem alguma vaga aberta.

-> Entenda melhor quem pode estudar no IFSC

Sorteio Público

O Sorteio Público é uma das formas de ingresso mais simples do IFSC e a mais utilizada. Ele é utilizado para selecionar candidatos para os cursos de qualificação profissional e idiomas, e para alguns cursos técnicos e de especialização, dependendo da oferta do câmpus. O procedimento é totalmente eletrônico. 

-> Entenda aqui como funciona a seleção por sorteio para estudar no IFSC

Exame de Classificação

Essa é a forma de seleção para quem quer entrar na maioria dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio e em alguns cursos técnicos subsequentes. O exame é aplicado duas vezes ao ano e é composto por 28 questões de múltipla escolha, abrangendo Ciências, Língua Portuguesa, Matemática, História e Geografia.

-> Entenda aqui como funciona a seleção por exame de classificação para estudar no IFSC

Enem/Sisu

O Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, é uma das portas de entrada para os cursos de graduação do IFSC. Ao fazer o Enem, o candidato pode usar sua nota para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que é organizado pelo Ministério da Educação.

No Sisu, basta selecionar o curso do IFSC na sua área de interesse e acompanhar as chamadas.

-> Entenda aqui como funciona a seleção pelo Enem para estudar no IFSC

Análise Documental

A análise documental pode ser utilizada em cursos de graduação (quando sobram vagas), pós-graduação ou em editais específicos.

Dependendo do curso, a seleção pode considerar:

  • Situação socioeconômica do candidato
  • Histórico escolar
  • Currículo ou experiências profissionais

O edital sempre explica exatamente quais documentos serão avaliados e como é feita a pontuação.

-> Entenda aqui como funciona a seleção por análise documental para estudar no IFSC

Vestibular

O Vestibular é outra forma de ingresso para cursos de graduação, além do Enem/Sisu. Atualmente, o IFSC tem feito o processo de forma unificada com a UFSC e o IFC. 

-> Entenda aqui como funciona a seleção pelo vestibular para estudar no IFSC

Transferências e Retornos

Além de entrar em um novo curso, também é possível estudar no IFSC por meio de:

  • Transferência interna: para estudantes do IFSC que querem trocar de curso.
  • Transferência externa: para quem estuda em outra instituição e deseja vir para o IFSC.
  • Retorno: para quem já concluiu um curso técnico ou graduação, aqui ou em outra instituição, e quer iniciar outro curso.

Esses processos são abertos por edital, que informa vagas disponíveis e pré-requisitos.

 -> Entenda aqui como funcionam as transferências e retornos no IFSC

Ordem de inscrição

Nem sempre todas as vagas são preenchidas nos processos seletivos regulares. Quando isso acontece, elas voltam a ser ofertadas como vagas remanescentes, com procedimentos de seleção simplificados, geralmente por ordem de inscrição.

-> Entenda aqui como funciona o preenchimento das vagas remanescentes do IFSC

Próximos passos para estudar no IFSC

Agora que você já conhece todas as formas de ingresso, o ideal é:

Com tantas possibilidades, é bem provável que exista um curso do IFSC esperando por você — em um de nossos 22 câmpus presenciais ou em um de nossos polos de educação a distância. Se está na dúvida, faça nosso teste e descubra qual curso do IFSC você pode fazer.

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Conheça as ações afirmativas do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 19 nov 2025 08:54 Data de Atualização: 03 dez 2025 15:22

Você sabia que no processo de ingresso e permanência nos cursos do IFSC existem políticas e ações que visam garantir não apenas o acesso, mas também a permanência e o sucesso de estudantes de grupos historicamente excluídos? Essas são as chamadas ações afirmativas. Elas representam um compromisso institucional com a diversidade, a justiça social e a equidade educacional — e não se limitam às cotas. 

Ao longo deste post você vai entender o que são, como funcionam no IFSC e como podem fazer a diferença na sua trajetória estudantil.

O que são ações afirmativas?

Ações afirmativas são políticas públicas ou institucionais que têm como objetivo corrigir desigualdades estruturais — aquelas que impedem ou dificultam que pessoas de determinados grupos (por exemplo, em função de raça, etnia, condição socioeconômica, deficiência, origem de escola pública) acessem, permaneçam e concluam seus estudos em instituições de ensino. Por meio de diferentes medidas — como reserva de vagas, bolsas, acompanhamento pedagógico e acessibilidade — busca-se promover condições mais justas.

Quando falamos da educação pública, as ações afirmativas são fundamentais para garantir que a missão de inclusão e ampliação do direito à educação se traduza em oportunidades concretas.

Desde 2023, o Brasil conta com um Programa Federal de Ações Afirmativas, instituído pelo Decreto nº 11.785, que tem a finalidade de promover direitos e a equiparação de oportunidades por meio de ações afirmativas destinadas às populações negra, quilombola e indígena, às pessoas com deficiência e às mulheres, consideradas as suas especificidades e diversidades.

-> Conheça o Programa Federal de Ações Afirmativas 

Ações afirmativas do IFSC

No IFSC esse compromisso está formalizado no Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI, que é o documento destinado a apresentar as estratégias que serão adotadas pela instituição nos próximos cinco anos. O PDI 2025-2029 traz o seguinte:

Comprometemo-nos a enfrentar o racismo estrutural com ações afirmativas e políticas reparadoras, medidas concretas de acesso e permanência e de práticas pedagógicas antirracistas.

Conforme apresentado no PDI:

O IFSC entende que as ações afirmativas são políticas socioeducacionais destinadas a combater discriminações diversas, com o objetivo de implementar e consolidar os pressupostos da educação inclusiva. Compreende-se que o processo de exclusão se alimenta de diferenças construídas de maneira histórica, social e cultural e que as ações afirmativas contribuem para superar a reprodução de discriminações e injustiças para E públicos estratégicos, tais como: baixa renda, jovens e adultos sem escolarização, privados de liberdade, pessoa em situação de acolhimento institucional, população em situação de rua, pretos/pardos, indígenas, quilombolas, pessoa com deficiência, pessoa com transtornos do espectro autista, altas habilidades/superdotação, pessoa com transtornos psicossociais, mulheres, idosos, estrangeiros/imigrantes/refugiados, LGBTQIAPN+ etc.

Inclusive, o IFSC conta com uma Coordenadoria de Ações Inclusivas, dentro da Pró-Reitoria de Ensino, que desenvolve um trabalho de colaboração para o aperfeiçoamento dos processos educativos inclusivos, especialmente dos grupos sociais historicamente excluídos da educação, principalmente o público da Educação Especial. 

Vinculada à Diretoria de Assuntos Estudantis, essa coordenadoria promove editais de apoio a projetos de ensino que valorizam a diversidade e as diferenças no contexto educacional.  No último edital, por exemplo, foram contempladas ações que abordam gênero e sexualidade, como:

  • Clube de Leitura em Equidade e Direitos Humanos – Câmpus Urupema;
  • Educação e Direitos Humanos: Construindo Espaços Escolares Antirracistas,
  • AntilGBTfóbicos e Plurais – Câmpus São Lourenço do Oeste;
  • Educação para a Diversidade: Letramento Racial e Promoção da Cidadania –Câmpus Canoinhas;
  • Educação para Equidade: Desenvolvendo a Formação Crítica dos Estudantes e Enfrentando Opressões no Cotidiano Escolar – Câmpus Caçador;
  • Elas Transformam: Protagonismo Feminino na Entomologia e na Busca por Soluções Sustentáveis – Câmpus Canoinhas;
  • Mulheres na Entomologia: Fortalecendo a Curadoria Científica com Protagonismo e Inclusão – Câmpus Canoinhas;
  • Práticas Pedagógicas Inclusivas II: Consolidando e Ampliando Ações – Câmpus Canoinhas;
  • Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual – Câmpus Canoinhas;
  • Protagonismo Discente através do Enriquecimento Curricular em uma Educação
  • Multicultural e Inclusiva – Câmpus Canoinhas;
  • Vidas Plurais: Vivências de Diversidade e Inclusão – Câmpus São Miguel do Oeste

A partir de fevereiro de 2026, o IFSC terá também uma assessoria para ações afirmativas, equidade e inclusão. As pautas prioritárias da assessoria serão as seguintes: 

  • aprofundamento das discussões sobre as cotas de ingresso em diálogo com as estratégias de acesso, permanência e êxito; 
  • levantamento do perfil étnico-racial dos servidores do IFSC, contemplando lotação, cargo e função ocupados; 
  • implantação do Decreto nº 11.443/2023; 
  • aprimoramento da análise da distribuição das vagas de cota para concursos públicos; 
  • aprofundamento das discussões sobre a efetivação da Lei nº 11.645/08  no currículo; 
  • consolidação de políticas internas de combate ao racismo e todos os tipos de violência.

Quais as ações afirmativas do IFSC?

O IFSC ainda não possui uma Política de Ações Afirmativas, mas essa é uma das metas até o término da vigência do PDI 2025-2029. Enquanto isso, a instituição realiza diversas ações afirmativas que iremos apresentar abaixo:

Sistema de cotas

Quando se fala de ações afirmativas, o Sistema de Cotas é o mais lembrado. O IFSC cumpre a legislação federal que prevê a oferta de um percentual de suas vagas em cursos técnicos e de graduação para candidatos que estudaram em escolas públicas brasileiras ou em escolas comunitárias. Dentre estes, há cotas também para candidatos de baixa renda; autodeclarados pretos, pardos e indígenas; quilombolas; e pessoas com deficiência. Nos cursos de mestrado, também há reserva de vagas para candidatos pretos, pardos e indígenas, quilombolas e com deficiência. Para os demais cursos, não há reserva de vagas.

-> Entenda o Sistema de Cotas do IFSC

Assistência estudantil

As cotas são um passo crucial quando pensamos em ações afirmativas, afinal, elas garantem o ingresso desses grupos historicamente excluídos na nossa instituição. Mas, sozinhas, não bastam para garantir o êxito do estudante. Permanecer, concluir, participar ativamente são partes da equação.

É por isso que o IFSC oferece Assistência Estudantil, que constitui-se num conjunto de ações voltadas ao atendimento das necessidades dos estudantes, de maneira a potencializar a sua formação integral e garantir o direito à uma educação de qualidade. 

O programa principal da Assistência Estudantil do IFSC é o Programa de Atendimento ao Estudante em Vulnerabilidade Social (Paevs), que oferece auxílios financeiros, apoio e acompanhamento para estudantes em situação de vulnerabilidade social. 

Além dele, existem outras ações dentro da Assistência Estudantil, que são:

No IFSC, a combinação de cotas + assistência estudantil + ações de inclusão e acessibilidade tornam as ações afirmativas mais amplas e eficazes.

Outras iniciativas

Nos últimos anos, diversas iniciativas foram realizadas no IFSC para o fortalecimento de ações afirmativas na instituição. Confira algumas:

  • criação do Programa de Ações Afirmativas para os Cursos de Graduação;
  • criação da Comissão Central de Verificação da Condição de Deficiência, responsável pela análise documental dos candidatos às vagas reservadas para pessoas com deficiência;
  • instituição das bancas de heteroidentificação nos 22 câmpus do IFSC, responsáveis pelo processo de análise documental e entrevista dos candidatos que concorrem às cotas destinadas a pessoas pretas, pardas ou indígenas;
  • criação da estrutura organizacional na Pró-Reitoria de Ensino, visando ao aperfeiçoamento dos processos educativos, especialmente em relação aos grupos historicamente excluídos da educação;
  • instituição do Comitê Permanente de Direitos Humanos do IFSC, órgão consultivo, propositivo e de assessoramento, voltado para o desenvolvimento de atividades e políticas em defesa dos direitos humanos;
  • criação dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) em diversos câmpus, além do coletivo IFSC Negro, visando ao debate e à promoção da educação para as relações étnico-raciais;
  • estabelecimento do Núcleo de Estudos sobre Identidade Queer (Neiq), voltado para a temática LGBTQIAP+ no Câmpus Gaspar;
  • criação das Coordenadorias dos Núcleos de Acessibilidade Educacional nos 22 câmpus do IFSC;
  • criação do Edital para Fomento às Ações de Equidade, com o objetivo de selecionar propostas de projetos contemplando as temáticas das juventudes, das diversidades e dos direitos humanos;
  • implementação de Laboratórios de Tecnologia Assistiva nos câmpus Palhoça Bilíngue e Araranguá, destinados ao uso dos estudantes pertencentes ao público-alvo da educação especial;
  • ampliação da inclusão nos Jogos do IFSC (JIFSC), com categorias de paradesporto e voltadas a estudantes surdos e participação de estudantes trans;
  • realização do Seminário de Ações Afirmativas do IFSC neste ano.

Como ter acesso às ações afirmativas do IFSC?

Se você se identifica com alguma das condições atendidas pelas nossas ações afirmativas - por exemplo, baixa renda, estudou em escola pública, é preto/pardo, indígena, quilombola, pessoa com deficiência, pessoa com transtornos do espectro autista, altas habilidades/superdotação, pessoa com transtornos psicossociais, mulher, idoso, estrangeiro/imigrante/refugiado, LGBTQIAPN+ e/ou está em situação de vulnerabilidade - saiba que há apoio concreto no IFSC. 

Procure o setor de assistência estudantil no seu câmpus para ser informado sobre como ter acesso às ações afirmativas.

Quer estudar no IFSC?

Para quem ainda não estuda no IFSC, o primeiro passo é entender como você pode estudar aqui e acompanhar nossos processos seletivos. Quando estivermos com vagas abertas, inscreva-se e, se for o caso, inscreva-se pelo Sistema de Cotas

-> Receba um aviso por e-mail quando estivermos com vagas abertas

Após ingressar no IFSC

Para quem já estuda aqui, acesse a página de Assistência Estudantil do IFSC e veja tudo o que oferecemos. Nos câmpus, temos as Coordenadorias Pedagógicas e os setores de Assistência Estudantil que você pode procurar para tirar suas dúvidas. Participe das atividades de acolhimento e dos programas de acompanhamento pedagógico. Eles fazem parte das ações afirmativas e podem apoiar sua trajetória.

-> Apoio aos alunos: entenda o trabalho das coordenadorias pedagógicas

Atenção!

Acompanhe também nossos editais de ações afirmativas e assistência estudantil. Sempre divulgamos as notícias sobre isso no site do IFSC ou do seu câmpus. Mantenha seus documentos atualizados (como comprovantes de renda e matrícula) e acompanhe os prazos para não perder nenhuma oportunidade.

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O que significa ser uma democracia?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 22 out 2025 08:50 Data de Atualização: 22 out 2025 13:48

Neste sábado,  25 de Outubro, é comemorado o Dia da Democracia no Brasil, em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, que morreu no mesmo dia em 1975, durante o período da Ditadura Militar, e tornou-se um símbolo da luta pela democracia e liberdade de imprensa. Para trazer mais conscientização sobre esse dia, o post deste mês aqui do Blog do IFSC entra na Política para explica melhor sobre em quem votamos e o porquê.

-> O que a Política tem a ver com você? Entenda neste post do Blog do IFSC

O Brasil é uma república, um sistema que reconhece que qualquer poder origina-se do povo. A palavra democracia, como você talvez lembre das aulas de geografia, vem do grego clássico: dēmos 'povo' e kratos 'governo'. A conclusão mais óbvia seria que a democracia no Brasil funciona a partir dessa escolha de líderes por parte do povo, por meio das eleições, mas na prática é um pouco mais complexo do que isso.

O voto, um dos símbolos da nossa democracia, não é algo tão simples e o impacto dele também não é. Embora hoje ele seja secreto e um direito de todos acima de 16 anos, obrigatório para todos os cidadãos alfabetizados entre 18 e 70 anos, isso nem sempre foi assim. Por muito tempo uma parcela muito pequena da população tinha direito ao voto, que não era secreto e também funcionava de maneira muito diferente do que temos hoje. 

-> Por que é importante votar? Leia este outro post do Blog do IFSC

Para quem votamos?

Vamos entender melhor o que faz cada um dos cargos eleitos pelo povo?

Vereadores

Os vereadores são os representantes do Legislativo municipal, e portanto elaboram leis das cidades e fiscalizam o trabalho dos prefeitos. Eles também são encarregados de tomar decisões orçamentárias para o município, como forma de distribuição de verbas provenientes de impostos locais.

Dentre as ações de vereadores em relação ao Executivo municipal estão a fiscalização da execução de medidas e projetos da prefeitura, incluindo a verificação de possíveis infrações cometidas pelos componentes da prefeitura.

Vereadores se reúnem e deliberam sobre os problemas da cidade em sessões plenárias, que são abertas para acompanhamento do público civil. Nessas sessões, a população pode assistir, cobrar e intervir no diálogo político sobre a administração e formulação das leis que regem a cidade.

Prefeitos

Já os prefeitos são as principais figuras do poder Executivo a nível municipal. Eles são encarregados pela gestão das cidades e representam os interesses da população local na forma de obras para melhoria de infraestrutura da cidade, administração e distribuição de verbas, manutenção dos pilares de política pública (os famosos saúde, educação e segurança) locais, bem como o diálogo com a comunidade e com os representantes do Legislativo municipal. Prefeitos são eleitos para mandatos de quatro anos, bem como governadores e presidentes.

Durante o mandato, o prefeito vai, então, gerenciar os recursos do município, executar os projetos de melhorias no município, apresentar novos projetos à Câmara Municipal, entre outras atividades para fomentar o desenvolvimento do município.

Deputados Estaduais

Assim como os vereadores na esfera municipal, os deputados estaduais participam de sessões plenárias a nível estadual, na Assembleia Legislativa, além de trabalhar em Comissões e atender eleitores para encaminhar aos órgãos governamentais os assuntos de interesse da população. Cabe também aos deputados fiscalizar o orçamento do estado, emitir pareceres em comissões técnicas sobre os projetos que dependem da manifestação do poder Legislativo. 

Falando de projetos, é uma importante atribuição dos deputados estaduais apresentar projetos de lei, decretos, resoluções e emendas à Constituição Estadual, assim como avaliar esses projetos quando são encaminhados também por outros setores do governo.

Governadores

O chefe do Executivo a nível estadual, o governador, é o encarregado da gestão estadual, assim como representante do estado no qual ele foi eleito. Assim como os prefeitos, os governadores também são responsáveis pela infraestrutura pública estadual, segurança pública, educação e saúde, além da gestão orçamentária (que será fiscalizada pelo Legislativo), colocando em prática projetos para a manutenção e desenvolvimento da infraestrutura estadual.

Uma das atribuições do governador é, também, ser a ponte entre municípios e o governo federal, inclusive no que diz respeito ao repasse de impostos entre municípios, estados e a União. Além disso, o governador também pode atuar no legislativo estadual, propondo projetos de lei estaduais a serem aprovadas na Assembleia Legislativa do estado e, assim como prefeitos e presidentes, o governador também tem o poder de vetar ou sancionar as leis que foram aprovadas por deputados estaduais.

Deputados Federais

Agora entrando na esfera federal, os deputados federais, assim como os vereadores e deputados estaduais, também têm como função enviar propostas de novas leis e alterações nas já existentes, mas nesse caso à Câmara dos Deputados. Essas propostas entram em votação no Plenário ou comissões, e os projetos do Executivo a nível federal passam primeiro pela Câmara antes de seguir para o Senado (sobre o qual falaremos em seguida). Os deputados federais também discutem e votam medidas provisórias editadas pelo governo federal, além de votar o orçamento da União em conjunto com os senadores.

A Câmara dos Deputados é composta por 513 deputados federais eleitos pelos estados brasileiros, em número proporcional à população de cada estado. A eleição para deputados federais e estaduais funciona um pouco diferente do que as eleições para os cargos do Executivo e, para entender um pouco mais sobre como ela funciona, você pode ler esse post do Senado.

Senadores

Os senadores fazem, também, parte do poder Legislativo a nível federal, assim como os deputados federais. Embora algumas das funções dos senadores sejam parecidas com as dos deputados federais, no que diz respeito à legislar e fiscalizar o executivo, existem várias diferenças entre os dois cargos.

Para começar, o Senado Federal é composto por três senadores de cada estado da federação, com mandatos de 8 anos, como você pode ver nessa lista de senadores em atividade. Além disso, uma das funções do Senado, além de propor mudanças na legislação, é justamente revisar o trabalho feito pela Câmara dos Deputados, avaliando as propostas e projetos já votados na câmara para “filtrar” aqueles que vão chegar até a Presidência da República.

Além disso, o senado também pode processar e julgar chefes dos outros poderes quando há crimes de responsabilidade, como é no caso dos impeachments, por exemplo. Outra grande diferença é que os senadores também podem avaliar e aprovar candidatos a alguns cargos, como os Ministros de Tribunais Superiores e do Tribunal de Contas e o Procurador-Geral da República.

Para conferir todas as atribuições de um senador, você pode também ler esse post da Agência Senado.

Presidentes

Por fim, a principal autoridade do Poder Executivo, o presidente, é o chefe de Estado e de governo no Brasil, assim como o comandante em chefe das Forças Armadas. Ele representa o país internacionalmente e tem como uma das principais funções enviar projetos de lei ao Congresso Nacional, assim como encaminhar ao Legislativo propostas de lei. Os presidentes podem, também, promover a criação de institutos e universidades federais (e outras autarquias), cargos e funções na administração federal e a criação ou extinção de ministérios.

Porém, como comentamos anteriormente, o presidente não tem o poder de decidir tudo sozinho: suas propostas ainda entram em votação no parlamento, assim como ele tem o poder de vetar projetos de lei que tenham sido aprovados pela Câmara e pelo Senado.

Quando votamos, de quatro em quatro anos, para um candidato à presidência, votamos também no seu substituto no cargo de vice-presidência, que é quem assume o cargo na ausência do presidente. Na sequência dessa linha de sucessão, estão o presidente da Câmara dos Deputados, o presidente do Senado e o presidente do Supremo Tribunal Federal, sucessivamente.

Em resumo:

**Texto alternativo:** Infográfico do Instituto Federal de Santa Catarina, com o título “Democracia no Brasil”. O texto explica que democracia significa “governo do povo” (“demos” + “kratos”) e apresenta informações sobre voto, sistema pluripartidário, partidos políticos, cargos eletivos e o funcionamento do voto no país.  Na parte superior, lê-se que o voto é direto, secreto e obrigatório para alfabetizados de 18 a 70 anos, e facultativo entre 16 e 18 anos e após os 70. O sistema político é pluripartidário, com vários partidos representando diferentes ideias e grupos sociais. Os partidos políticos representam valores e projetos diferentes, e qualquer cidadão pode se filiar e participar politicamente; coalizões garantem apoio no Congresso.  Segue a seção “Cargos eletivos e suas funções principais”, dividida por esferas:  * **Federal:** Presidente (chefe de Estado e de governo, poder Executivo); Deputado Federal (cria leis nacionais e vota o orçamento da União, poder Legislativo); Senador (cria leis nacionais e aprova indicações para o STF, poder Legislativo). * **Estadual:** Governador (administra o estado, poder Executivo); Deputado Estadual (cria leis estaduais e fiscaliza o governador, poder Legislativo). * **Municipal:** Prefeito (administra a cidade e aplica o orçamento, poder Executivo); Vereador (cria leis municipais e fiscaliza o prefeito, poder Legislativo).  Na parte inferior, há o título “Como funciona o voto no Brasil”.  * **Voto majoritário:** Ganha quem recebe mais votos; usado para eleger presidente, governador, prefeito e senador. * **Voto proporcional (lista aberta):** As vagas são divididas conforme os votos do partido, e os mais votados de cada legenda são eleitos; usado para eleger vereadores, deputados estaduais/distritais e federais.  No rodapé, há o texto “Saiba mais em ifsc.edu.br/blog” e o logotipo do Instituto Federal de Santa Catarina. O fundo tem tons de azul e verde com ícones de voto e pessoas.
 

Política no IFSC

Assim como no governo Brasileiro, no IFSC também vivemos uma democracia: votamos para cargos executivos, como o Reitor e diretores de Câmpus, assim como temos representatividade nos órgãos colegiados, que funcionam mais como uma espécie de legislativo aqui no IFSC. Servidores e estudantes participam da comunidade acadêmica e têm diferentes formas de fazer sua voz ser ouvida.

Para saber mais sobre os colegiados do IFSC você pode acessar a página de cada colegiado por aqui ou ler o nosso Guia do Estudante.

Além disso, os movimentos estudantis, como grêmios e centros acadêmicos, assim como os sindicatos dos servidores, são partes essenciais da vida política no IFSC. Por meio deles acontece o diálogo entre os diferentes grupos que convivem aqui, reivindicações são feitas, e demandas são levadas a diante. Esse engajamento é importante para que a gente continue construindo um IFSC que atenda a todos, democrático e que enxergue as diferenças. Por isso, aproveite seus anos aqui com a gente para também educar-se politicamente e, assim, sair para o “mundo” com ainda mais consciência dos seus direitos e deveres cidadãos. 😀

-> Representações estudantis no IFSC: veja como participar

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O que é o Código de Convivência Discente do IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 24 set 2025 10:38 Data de Atualização: 18 nov 2025 20:13

Recém saído do forno, como você pode conferir nessa notícia aqui que lançamos no mês passado, agora o IFSC tem um Código de Convivência Discente (CCD), que, como o nome diz, vale para todos os nossos estudantes. Como esse é um documento muito importante para todo mundo que estuda aqui, mas bastante extenso, decidimos preparar esse post para tirar as principais dúvidas que você possa ter sobre o novo código, além de contar um pouquinho mais sobre a história dele e como ele muda a sua vida aqui no IFSC!

Além do conteúdo deste post, você também pode conferir um resumo do CCD elaborado pelo Câmpus Palhoça Bilíngue (com versão em português e em Libras)

Mas, antes mesmo de começar, vale lembrar que esse post é uma ajudinha e que ele não anula a necessidade de você, nosso aluno e nossa aluna, ir até o documento oficial do CCD e ler ele na íntegra, viu? Pode ser uma leitura meio chata, é verdade, mas é sempre melhor ter a informação em primeira mão, não é mesmo?

Por que o IFSC tem um código de convivência discente?

Ser uma instituição de ensino que trabalha com estudantes desde a educação básica até a pós-graduação, em câmpus por todo o estado e alunos e alunas de todas as idades e identidades, faz do IFSC um lugar onde as diferenças convivem cotidianamente (inclusive, isso rendeu até tema de Sepei, né?!). E embora essa experiência seja muito enriquecedora, ela pode ser desafiadora também. Afinal, como criar regras de convivência para que tanta gente diferente, em contextos de ensino diferentes, convivam em harmonia, com ética e respeito?

Antes da criação do código, essas regras eram estabelecidas localmente em cada câmpus. Embora isso funcione para o contexto de cada câmpus, acabava criando divergências entre as regras do que podia e o que não podia em câmpus diferentes do IFSC. Por isso surgiu a ideia de um novo código, unificado, que pudesse dar conta dessa demanda de uma maneira mais consistente em todo o IFSC. 🙂

A necessidade de um código de convivência discente, para todo o IFSC, foi indicada no nosso Regulamento Didático-Pedagógico (o famoso RDP), lançado em 2014. No texto do RDP o código é mencionado como um documento complementar em desenvolvimento, chamado na época de Código de Ética do Estudante do IFSC. Inclusive, nós já fizemos até um post aqui no Blog explicando mais sobre o RDP e outros documentos importantes do IFSC, leia aqui.

Como foi feito esse código?

Embora tenha sido lançado só este ano, o Código de Convivência Discente começou a ser pensado lá em 2015, com uma proposta elaborada pela Pró-Reitoria de Ensino, a Proen. Ao longo do tempo em que ele esteve em desenvolvimento, servidores dos câmpus e da Reitoria, uma comissão de estudantes e o Comitê de Direitos Humanos do IFSC participaram do processo de consulta para a elaboração do texto. Comissões, grupos de trabalho e consultas públicas foram realizadas durante o período em que ele esteve em produção, e entre a pandemia de Covid-19, cortes de orçamento e greve, demorou um pouquinho para chegar no que temos hoje: um documento com foco pedagógico e comunicativo e com a participação do movimento discente em diversas etapas de sua construção.

O documento é dividido entre os direitos e deveres dos estudantes e as medidas a serem tomadas em caso de descumprimento das regras de convivência, tudo de forma a educar e guiar os estudantes para uma melhor convivência. 😀

Quais os meus direitos como estudante do IFSC?

Antes de falarmos sobre os direitos, vale lembrar que quando falamos “estudantes do IFSC” não abrangemos apenas quem tem matrícula regular em um dos nossos cursos. O CCD também vale para estudantes intercambistas aqui na nossa instituição, assim como estagiários de outras instituições, de estágio obrigatório ou não-obrigatório, realizando atividades no IFSC. Todos esses estudantes têm direito a:

Um ambiente saudável de estudos:

  • conviver em um ambiente institucional democrático, livre de discriminação, constrangimentos e intolerância;
  • ser tratado com respeito por toda a comunidade acadêmica, independentemente de idade, sexo, gênero, etnia, cor, credo, religião, origem socioeconômica, nacionalidade, naturalidade, constituição física, deficiência, estado civil, orientação sexual, estilo pessoal e convicções políticas;
  • participar das atividades, projetos e programas institucionais de acordo com suas normas;
  • ser comunicado sobre qualquer falta disciplinar que a si tenha sido imputada, garantida a ampla defesa e o contraditório.

-> Por que é preciso ser antirracista todos os dias do ano?

Um IFSC acessível e transparente:

  • ter acesso aos documentos normativos da Instituição;
  • ter acesso a todos os setores e serviços de atendimento ao estudante;
  • protocolar os processos acadêmicos previstos no RDP e nos demais documentos;
  • requerer o uso do nome social, conforme previsto na legislação vigente e normativa institucional;
  • ter acesso às informações e documentos oficiais sobre a sua vida acadêmica;
  • ter garantida a privacidade dos seus dados pessoais sensíveis, nos termos da legislação vigente;
  • ter garantido o atendimento educacional especializado, quando se tratar de estudante que faz parte do público alvo da educação especial com deficiência;
  • receber diplomas, certificados e demais documentos nos prazos previstos, conforme normativas institucionais;
  • apresentar, aos setores competentes, sugestões que visem ao aprimoramento da Instituição e seus serviços;
  • amplo acesso e cumprimento do plano de ensino de cada componente curricular e do projeto pedagógico do curso.

-> Nome social no IFSC: como funciona?

Um IFSC com representatividade estudantil:

  • participar de organizações estudantis e de entidades autônomas representativas dos interesses dos estudantes com finalidades educacionais, culturais, artísticas, políticas, esportivas e sociais;
  • votar nas eleições, conforme previsto no Regimento Geral do IFSC;
  • eleger democraticamente o representante de turma, assim como candidatar-se ao referido posto, respeitando as normas regulamentares;
  • candidatar-se em eleições para conselhos e colegiados nos quais haja a representação dos estudantes, conforme normas institucionais;
  • participar de Conselhos de Classe, bem como demais conselhos, colegiados, grupo de trabalhos e comissões, conforme normas institucionais;

-> Movimentos estudantis do IFSC: entenda o papel de cada um

Ufa, é bastante coisa, né?! E talvez até um pouco difícil de lembrar… Por isso, você sempre pode voltar aqui, no documento oficial do CCD, ou conversar no seu câmpus sempre que tiver alguma dúvida sobre os seus direitos como estudante do IFSC.

-> Com quem tirar suas dúvidas no IFSC?

Quais meus deveres como estudante do IFSC?

Embora os deveres pareçam sempre a parte chata da dupla Direitos & Deveres, precisamos concordar que eles são necessários para tornar o IFSC o lugar que queremos que ele seja: acolhedor, justo e um ambiente seguro para todo mundo que convive nos nossos espaços. Por isso, a lista de deveres pode até parecer grande demais, mas a ideia é contemplar a segurança física, social e emocional nos contextos diversos que fazem parte do dia a dia do IFSC! Dito isto, os deveres dos nossos estudantes são:

  • Conhecer, cumprir e zelar pelo cumprimento do disposto no código de convivência e nas demais normas da Instituição;
  • Portar-se sempre com respeito, ética e respeitando os direitos humanos:

- proceder com integridade, civilidade e honestidade, em todas as atividades e espaços acadêmicos, inclusive em momentos de lazer e de descanso;
- tratar com respeito os(as) estudantes, servidores(as), funcionários(as) terceirizados(as) e demais integrantes da comunidade;
- respeitar a diversidade cultural, política, ideológica, de gênero, étnica, religiosa e sexual, de deficiência, bem como as singularidades da pessoa humana, abstendo-se de manifestações discriminatórias e de imposição de modelos;
responsabilizar-se pela divulgação de imagens e conteúdos indevidos sobre servidores e discentes nas redes sociais, estando ciente dos prejuízos causados pelo cyberbullying, respondendo por eles, se comprovado ações de injúria e difamação, conforme previsto na legislação vigente;
- responsabilizar-se pelos casos de injúria racial ou outra atitude que se caracteriza como ato de discriminação, respondendo conforme protocolos institucionais de combate ao racismo e atentado à dignidade humana;
- zelar pela segurança própria e da comunidade acadêmica e não agredir, de forma verbal, física ou psicológica os servidores, estudantes e demais membros da comunidade acadêmica com quaisquer meios e/ou objetos;
não apresentar como seu trabalho, avaliação ou atividade acadêmica produzidas por outra pessoa ou por inteligência artificial.
- abster-se de produzir, manipular, divulgar, compartilhar ou exibir, sob qualquer forma, inclusive eletrônica, informações falsas, material discriminatório, pornográfico, preconceituoso ou ilegal nos espaços acadêmicos e/ou durante as atividades acadêmicas;
- abster-se de praticar jogos de azar, envolvendo apostas monetárias, inclusive os jogos eletrônicos, nos ambientes do IFSC;
- não gravar, filmar ou fotografar atividades institucionais, nos espaços acadêmicos, sem autorização dos servidores responsáveis e participantes.

  • Seguir as normas institucionais:

- comparecer às atividades acadêmicas portando identificação oficial com foto, quando exigido pelo câmpus;
- participar das atividades acadêmicas com pontualidade, frequência e responsabilidade, portando seus materiais necessários para uso nas aulas;
- realizar as atividades acadêmicas de acordo com os critérios estabelecidos pela Instituição e pelo servidor responsável;
- tomar conhecimento dos avisos divulgados em murais ou por meio eletrônico, sendo obrigatório fornecer e atualizar o e-mail e demais dados cadastrais junto ao setor de registro acadêmico do câmpus;
- respeitar o plano de atividade acadêmica durante visitas técnicas e as orientações do servidor responsável, comprometendo-se em participar integralmente, salvo justificativa de força maior, do cronograma da visitação e/ou outra atividade externa ao câmpus;
- o uso do telefone celular somente é permitido para atividades acadêmicas com a autorização do servidor responsável, conforme legislação vigente;
- apresentar-se na Instituição trajando uniforme, nos câmpus onde o uso deste é obrigatório.

  • Respeitar os espaços e o patrimônio do IFSC:

- respeitar as normas regulamentadoras dos diferentes espaços acadêmicos, tais como biblioteca, laboratórios, espaços esportivos, salas de aula, áreas de convivência, entre outros. Nos laboratórios e atividades práticas, fazer uso adequado de vestimentas e equipamentos de proteção individual e/ou coletiva indicados para o ambiente, conforme orientação do(a) servidor(a) responsável;
- zelar pelo patrimônio da Instituição e ser responsável pelos seus pertences pessoais;
- responsabilizar-se e reparar os prejuízos comprovadamente causados ao patrimônio da Instituição, colegas, servidores ou terceiros, em caso de conduta intencionalmente inadequada;
- colaborar para a manutenção da limpeza e higiene do patrimônio da Instituição e espaços externos que envolvam atividades educacionais;
não apropriar-se ou fazer uso privado de patrimônio público sem autorização expressa;
- solicitar autorização da direção-geral ou do setor responsável, definido pelo câmpus, para distribuir impressos, divulgar folhetos, fazer comunicações nas salas de aula ou associar o nome do IFSC a qualquer atividade interna ou externa, por meio físico ou virtual;
- não utilizar, sem a autorização do(a) servidor(a) ou setor responsável, equipamentos e instrumentos sonoros, de áudio e imagem, durante as atividades acadêmicas;
- solicitar autorização para frequentar as dependências restritas para servidores.

  • Seguir as normas de segurança nos espaços do IFSC:

- cumprir as normas de prevenção de acidentes na Instituição;
- comparecer às aulas de educação física ou atividades esportivas com trajes que garantam segurança à sua prática, conforme orientação do(a) servidor(a) responsável, respeitando-se as singularidades justificadas pelos(as) estudantes;
- não comercializar, não se apresentar e/ou permanecer sob influência de álcool ou substâncias alucinógenas e/ou ilícitas nos espaços acadêmicos;
- não fumar nas dependências da Instituição, conforme legislação vigente;
- não portar armas, explosivos, material tóxico, inflamável e similar, ou qualquer substância ilícita nos espaços acadêmicos, ressalvados os casos estabelecidos em lei e devidamente comunicados à direção do câmpus.

-> Assédio no IFSC: o que fazer?

O que acontece em caso de descumprimento do CCD?

Você deve ter percebido que alguns dos deveres citados acima são mais graves do que outros. Por isso, no documento do CCD, essas regras de convivência estão divididas em transgressões leves, médias ou graves, e cada uma delas implica em um tipo diferente de abordagem quando algum estudante desrespeitá-las. Todos os estudantes, sem exceção, têm direito de argumentar quando comunicados sobre alguma transgressão; mas caso provado que ela de fato aconteceu, algumas medidas serão tomadas visando sempre educar, e não punir. Por isso mesmo que muitas dessas medidas que constam no CCD são de orientação, encaminhamento e acolhimento. 🙂 

Claro que, em casos graves e reincidentes, essas medidas podem ser mais sérias: a ideia é que seja sempre proporcional e compatível com o acontecimento. Em qualquer caso, quando há o descumprimento de uma regra de convivência, o estudante fica sujeito à aplicação de medidas educativas, medidas complementares ou medidas disciplinares por meio de abertura do Processo Disciplinar Discente (PDD), a depender de cada caso, que será avaliado pela Coordenação do Curso e Coordenação Pedagógica.

Mas quais são essas medidas educativas e complementares? Vamos listar elas para o seu conhecimento a seguir:

-> Apoio aos alunos: entenda o trabalho das coordenadorias pedagógicas

Medidas educativas

Elas não são muitas, é verdade, mas são importantes e aplicadas sempre que necessárias:

  • conversa com o(a) estudante a respeito da falta cometida e eventuais danos causados;
  • conciliação entre as partes, quando cabível;
  • envolvimento dos pais e/ou responsáveis, sempre que o(a) estudante for menor de idade.

Essas medidas são aplicadas e acompanhadas pela Coordenação de Curso ou equivalente, junto com a Coordenadoria Pedagógica, a Chefia De Ensino, Pesquisa e Extensão (Depe) e a Chefia de Assuntos Estudantis (DAE).

Vale lembrar que, quando há aplicação da medida de conciliação, é necessário haver consenso entre as partes envolvidas e seus pais e/ou responsáveis no caso de estudantes menores de idade. Além disso, também é importante frisar que o objetivo é estabelecer um canal de diálogo entre as pessoas envolvidas, em um ambiente seguro e mediado, para resolver o conflito, e não punir. 🙂

Medidas complementares

As medidas complementares são pensadas para contemplar diversos casos diferentes e prever a aplicação de medidas adicionais às educativas a depender do descumprimento em questão. Elas são:

  • acompanhamento pedagógico, preferencialmente, com atividade educativa relacionada à regra de convivência descumprida, com a possibilidade de orientador específico para tal;
  • acompanhamento psicológico;
  • encaminhamento para serviços de saúde;
  • encaminhamento para serviços socioassistencial;
  • orientação familiar;
  • reparação de danos materiais;
  • quando necessário, encaminhamento ao Conselho Tutelar;
  • quando necessário, comunicação às autoridades competentes, dos órgãos de segurança pública, Poder Judiciário e Ministério Público.

Algumas dessas medidas podem ser aplicadas como alternativa para casos leves e médios, ou então complementares (como o nome já diz) às medidas disciplinares para os casos mais graves ou reincidentes. Tudo isso, é claro, dependendo da natureza da falta cometida.

Medidas disciplinares

As medidas disciplinares são cabíveis em todos os casos de descumprimento de regras, a depender também da gravidade e contexto, geralmente em conjunto com uma medida educativa e/ou complementar. Vamos dividir elas conforme a gravidade, como consta no CCD:

  • Quando há uma transgressão leve das regras de convivência:

- advertência verbal;
- advertência escrita.

  • Quando há uma transgressão média das regras de convivência:

- advertência escrita;
- suspensão das atividades educacionais, de 1 a 3 dias.

  • Quando há uma transgressão grave das regras de convivência:

- suspensão das atividades de sala de aula, de 1 a 5 dias;
- cancelamento da matrícula por portaria da Direção-Geral, após decisão do PDD.

Vale lembrar que durante um período de suspensão as ausências não podem ser abonadas, viu? Quando provas e outras atividades avaliativas acontecem durante o período de suspensão, é possível ainda pedir recuperação de conteúdo e nota, mas a presença não!

Quem eu procuro em caso de dúvidas sobre o CCD?

Deu para perceber que o Código de Convivência Discente é um documento bem longo, e bem cheio de detalhes, né? Bem, a gente sabe que decorar tudo que pode e tudo que não pode, é meio difícil mesmo e nem é o que esperamos que faça. Conforme direito seu, como aluno e aluna, o CCD e esse post estarão sempre aqui para consulta. O importante é você ter conhecimento da existência desse documento.

Se você quiser tirar dúvidas, manifestar alguma falta contra os seus direitos como estudante ou denunciar algum desrespeito que você presenciou, você pode procurar a Coordenação Pedagógica do seu câmpus. A ouvidoria também é um canal importante de comunicação do IFSC, que pode também ser contactada por meio da Plataforma Fala.BR.
Além disso, vamos deixar outros links que podem te ajudar aqui:

-> Acesse aqui a Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral, ao Assédio Sexual e às demais Violências no IFSC
-> Como funciona a ouvidoria do IFSC?
-> Conheça alguns serviços que o IFSC oferece aos estudantes
-> Assistência estudantil do IFSC: tudo o que você precisa saber

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Câmpus Palhoça Bilíngue do IFSC: o que é ser um câmpus bilíngue?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 20 ago 2025 10:59 Data de Atualização: 25 ago 2025 14:26

Sabemos que, entre os 23 câmpus do IFSC em funcionamento, temos aquele que todo mundo concorda que é o diferentão: o Câmpus Palhoça Bilíngue. Começa até pelo nome, que foge do padrão de todos os outros, adicionando o elemento de bilinguismo que, verdade seja dita, nem todo mundo compreende o que significa.

Logo, para aproveitar que o Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação do IFSC, o Sepei 2025, será justamente por lá na semana que vem, decidimos explicar algumas das maiores dúvidas que muita gente tem sobre o Câmpus Palhoça Bilíngue e também contar o que ele tem de tão especial! Depois desse post, você vai entender melhor por que o tema do Sepei ser "As diferenças que nos conectam" faz tanto sentido com uma edição neste câmpus tão especial. 🙂

Vamos, então, começar por uma das dúvidas mais frequentes que temos sobre o Câmpus Palhoça Bilíngue:

Bilíngue? Como um câmpus pode ser bilíngue?

É até relativamente comum, em algumas cidades, vermos propagandas e outdoors de escolas bilíngues (que normalmente quer dizer que elas ensinam em português e inglês). Mas garantimos para você que a proposta do nosso Câmpus Palhoça Bilíngue é bem diferente! Isso porque, o foco deste câmpus não é na questão linguística apenas pela língua, mas pela causa que ele abraça: que é a inclusão do surdo na sociedade e no mercado de trabalho.

Por isso, neste câmpus do IFSC, temos duas línguas em funcionamento: a Libras, a Língua Brasileira de Sinais, e o Português. A ideia é oferecer educação gratuita e de qualidade para a comunidade ouvinte e surda com igualdade de condições. Claro que essa proposta contém seus próprios desafios, mas desde 2013, ano de entrega do câmpus à comunidade, vem se construindo uma história de relevância nacional na questão da acessibilidade, inclusão e inovação na educação. Até porque, o Câmpus Palhoça Bilíngue é pioneiro e único no Brasil com essa proposta e, hoje em dia, é uma referência na educação bilíngue Libras-português.

Mas como isso tudo é feito? Como aplicar a lógica bilíngue a toda uma estrutura, equipe, corpo docente e discente? É sobre isso que vamos te contar logo mais!

-> Quer saber mais sobre a Língua Brasileira de Sinais? Nós explicamos nesse post aqui!

Proposta pedagógica e infraestrutura específica

Dizer que a proposta pedagógica do câmpus é voltada para criar um ambiente de convivência institucional entre duas línguas e que respeite as especificidades e cultura de cada uma, não diz muito sobre o que, na prática, muda no dia a dia dos estudantes e servidores, né? Isso porque propor um ensino bilíngue requer adaptações às vezes “invisíveis” para quem não tem contato com essa outra comunidade linguística que é a comunidade surda. E, de certa forma, a própria constituição de um câmpus como o Palhoça Bilíngue é uma tentativa de conscientizar os ouvintes justamente sobre essas questões.

Por isso, o Câmpus Palhoça Bilíngue vai além da oferta de intérpretes para que os surdos tenham acesso às aulas, como já é exigido pelo Decreto nº 5.626/2005, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002 e o art. 18 da Lei nº 10.098/2000. Por lá, a própria equipe do câmpus é mista, formada por servidores surdos e ouvintes, para que, nessa convivência, os estudantes passem a compreender a perspectiva da diferença e não da deficiência. Os cursos ofertados também caminham nessa direção: além do bilinguismo fazer parte dos cursos de pedagogia e tradução, o eixo multimídia complementa as várias maneiras de se produzir conteúdos bilíngues e acessíveis.

Além disso, a comunicação do câmpus e todos os seus espaços também são pensados para que haja igualdade de condições e acesso para todos os estudantes. Isso significa que alunos ouvintes e alunos surdos não devem ter empecilhos linguísticos para procurar atendimento, assistir às aulas, acompanhar as redes sociais do câmpus, comprar um lanche na cantina etc.

Ou seja, no dia a dia do câmpus, essa proposta pedagógica traz mais do que apenas a convivência com a Libras, ela traz também a consciência sobre os diversos aspectos culturais e sociais sobre quem se comunica por meio dela.

Assista o novo vídeo institucional do Câmpus Palhoça Bilíngue para entender melhor:

Formação para alunos e servidores

Para que tudo isso seja possível, é importante criar uma base para toda essa comunicação bilíngue, certo? É por isso que, no Câmpus Palhoça Bilíngue, há formação de Libras para alunos e servidores que fazem parte do câmpus.

Em todos os cursos do câmpus há ao menos uma disciplina de Libras e, para os servidores (professores e técnicos administrativos) e terceirizados, o câmpus oferece cursos e oficinas para garantir a qualificação contínua em Libras, promovendo uma comunicação mais inclusiva no cotidiano. Além, é claro, da própria convivência diária com outras pessoas que se comunicam por Libras pelo câmpus, o que sempre ajuda a praticar! 😀

Cursos ofertados pelo Câmpus Palhoça Bilíngue do IFSC

Falando em formação, bora conhecer um pouco sobre os cursos ofertados no Câmpus Palhoça Bilíngue? Assim, você também vai entender mais sobre a realidade desse câmpus e, quem sabe, você não acaba criando interesse?

Técnico integrado em Design Gráfico

O curso técnico integrado ao ensino médio em Design Gráfico é recente no câmpus, uma evolução do antigo Comunicação Visual, e é voltado para qualquer pessoa com o ensino fundamental completo que deseje cursar o ensino médio aqui no IFSC enquanto se profissionaliza na área do design gráfico. Quando formado, além do certificado de conclusão do ensino médio, o estudante também estará habilitado para trabalhar em agências de Design Digital, Marketing e Publicidade, estúdios fotográficos ou até mesmo empresas de jogos! 🙂

Veja aqui a página do curso.

Técnico integrado em Serviços e Produtos Bilíngues Libras-português

Já o curso técnico integrado ao ensino médio em Serviços e Produtos Bilíngues Libras-português tem um público um pouquinho mais delimitado: ele é voltado apenas para estudantes surdos que acabaram de concluir o ensino fundamental e vão ingressar no ensino médio. Além de proporcionar a experiência de um ensino médio bilíngue Libras-português, o formado neste curso estará preparado para atuar em diversas áreas, desde o atendimento ao cidadão surdo, até a produção de produtos que atendam às normas de acessibilidade linguística ou suporte e apoio técnico a profissionais da área de tradução e interpretação de Libras.

Veja aqui a página do curso.

Técnico integrado em Tradução e Interpretação de Libras-português

No curso técnico integrado ao ensino médio em Tradução e Interpretação de Libras-português, além de cursar as disciplinas regulares do ensino médio, o estudante se prepara para se tornar um tradutor e intérprete de Libras. Para isso, fazem parte do currículo do curso disciplinas sobre tradução, interpretação, linguística e cultura surda, além, é claro, das disciplinas que ensinam a Libras.

Quando formado, o estudante vai poder trabalhar em diversas áreas que necessitam de um tradutor ou intérprete de Libras: desde órgãos públicos (como o próprio IFSC 🙂), como empresas privadas que trabalham com audiovisual ou produção de material didático ou artístico. É um ramo com muito trabalho em muitas áreas diferentes!

Veja aqui a página do curso.

-> Como funciona o trabalho de um tradutor-intérprete de Libras?

EJA técnico em Manutenção e Suporte em Informática

Para aqueles com 18 anos ou mais que não puderam concluir o ensino médio por falta de acesso ou tiveram que se ausentar da sala de aula por um período, o Câmpus Palhoça Bilíngue oferece o curso técnico integrado ao ensino médio em Manutenção e Suporte em Informática na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja). Além das disciplinas necessárias para conseguir, no final do curso, o certificado de conclusão do ensino médio, os estudantes também vão estudar sobre a manutenção de computadores, configuração de redes e desenvolvimento de conteúdo web. Assim, ao fim do curso o estudante conclui seu ensino médio e se qualifica para uma área de trabalho cada vez mais relevante!

Veja aqui a página do curso.

-> Tudo o que você precisa saber sobre o Encceja

Licenciatura em Pedagogia Bilíngue Libras-português

Voltado para quem já concluiu o ensino médio e procura um curso superior na área da educação, o curso de licenciatura em Pedagogia Bilíngue Libras-português é ótimo para quem quer trabalhar na educação básica, atuando como professor ou gestor, com o diferencial do foco na educação bilíngue. Como as outras licenciaturas de pedagogia, nesse curso o estudante entra em contato com diversas áreas do conhecimento e a metodologia para o ensino delas no ensino fundamental e outras disciplinas sobre organização e gestão escolar, mas além disso, no Câmpus Palhoça Bilíngue, o curso de pedagogia inclui disciplinas de Libras e de história, língua, cultura surda e educação bilíngue.

Vale lembrar que esse curso é ofertado tanto na modalidade presencial, quanto EaD, com polos em Chapecó, Laguna e Joinville.

Veja aqui a página do curso.

Superior de tecnologia em Produção Multimídia

Outra opção de curso superior do Câmpus Palhoça Bilíngue é o curso superior de tecnologia em Produção Multimídia. Um curso coringa para quem gosta de diferentes mídias digitais, durante os três anos de curso o estudante entra em contato com diferentes áreas, como design, marketing, audiovisual, animação e programação. O tecnólogo formado pelo curso de Produção Multimídia pode trabalhar em diversas áreas, como agências de marketing e publicidade, emissoras de TV, produtoras de audiovisual e cinema, entre muitos outros!

Veja aqui a página do curso.

Especialização em educação de surdos: aspectos políticos, culturais e pedagógicos

Para quem já possui ensino superior completo, o Câmpus Palhoça Bilíngue possui dois cursos de pós-graduação. Um deles é a especialização em educação de surdos, aspectos políticos, culturais e pedagógicos, que é voltada para quem é formado em qualquer área do conhecimento e tem interesse em trabalhar ou continuar trabalhando com educação, como pedagogos, assistentes sociais, psicólogos, ou professores. Durante o curso, o aluno vai aprofundar seus conhecimentos teóricos e práticos sobre os aspectos mais relevantes para a educação de surdos.

Veja aqui a página do curso.

Especialização em Tradução e Interpretação de Libras-português

O curso de especialização em Tradução e Interpretação de Libras-pPortuguês é voltado para pessoas que já possuem ensino superior completo e atuam como tradutores e intérpretes de Libras. A especialização é um aprofundamento dos conhecimentos sobre tradução, interpretação e também das políticas linguísticas e públicas em torno da Libras, assim como qualificar ainda mais esse profissional tradutor/intérprete para o seu mercado de trabalho.

Veja aqui a página do curso.

A importância da acessibilidade linguística

Muito se falou sobre levar a Libras para os ouvintes do câmpus, mas chegou a hora de falar também sobre outros aspectos da acessibilidade linguística que são bem importantes! Um deles é o ensino de português para surdos que, quando feito de maneira especializada e acolhedora à realidade do surdo, ajuda a construir essa ponte entre cultura surda e cultura ouvinte.

Por isso, no Câmpus Palhoça Bilíngue, além das disciplinas de Libras para os alunos ouvintes, os alunos surdos também têm disciplinas próprias de português como segunda língua para surdos. Além disso, em todas as aulas mistas, nas quais surdos e ouvintes estudam juntos, há intérpretes durante todo o período da aula (como previsto pela Lei). Os materiais didáticos e recursos utilizados em sala também são pensados para o público de cada disciplina, sendo sempre importante que todos os vídeos passados em aula sejam legendados e que haja a comunicação entre os professores e os intérpretes para que a intepretação da aula seja mais fluída e que todos aprendam os termos específicos de cada área.

Para além dos cursos e serviços que acontecem no câmpus, há também outros trabalhos importantes que envolvem a questão bilíngue e acessibilidade no Câmpus Palhoça Bilíngue. Vamos contar um pouquinho sobre eles:

Núcleo de Produção Bilíngue

Também chamado de NPB, o Núcleo de Produção Bilíngue tem o objetivo de promover a inclusão das pessoas surdas e a difusão da Língua Brasileira de Sinais, por meio da produção multimídia de materiais bilíngues Libras-português. Para isso, conta com o trabalho de servidores e bolsistas.

O NPB produz material didático, não só para o IFSC mas também para outras escolas do ensino básico, e material de comunicação interna e externa bilíngues, entre outras atividades relacionadas à produção de materiais bilíngues.

ReVista

A ReVista Multimídia Bilíngue é uma publicação que partiu de um projeto de extensão de 2019 que se tornou um trabalho perene no Câmpus Palhoça Bilíngue. Na ReVista são publicados textos e trabalhos de alunos dos variados cursos do câmpus, todos acompanhados de tradução em Libras e material visual. Por lá você vai ver trabalhos de conclusão de curso, atividades de extensão, e também trabalhos de convidados externos relacionados com acessibilidade.

Laboratório de Tecnologia Assistiva

Um dos laboratórios que mais atrai olhares lá no Câmpus Palhoça Bilíngue, por um motivo muito especial: é de lá que “saem” os cães de serviços assistivos, que espalham muita alegria quando andam pelos corredores (muito embora todos saibam que, quando eles estão de colete, estão a trabalho e não podem receber carinho!). Eles são uma parte importante do projeto de pesquisa e extensão em Intervenções Assistidas por Animais desenvolvido pelo Labta.

Aliás, desde 2019, o laboratório desenvolve pesquisas na área da tecnologia assistiva - que são recursos e serviços voltados para pessoas com deficiência, com o objetivo de proporcionar a elas autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. Em 2023, o Labta foi escolhido para representar o IFSC na Reunião dos Dirigentes dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia da Região Sul (Reditec Sul), o que rendeu essa notícia que explica em vídeo e texto várias das atividades do laboratório

Afinal, quem pode estudar no Câmpus Palhoça Bilíngue?

Qualquer pessoa com o ensino fundamental completo pode estudar no Câmpus Palhoça Bilíngue. Isso porque, por lá, são ofertados cursos técnicos integrados ao ensino médio, cursos técnicos, cursos de línguas, cursos superiores e especializações.

-> Como posso estudar no IFSC?

Cada curso tem seu pré-requisito específico, como a conclusão do ensino médio para aqueles que se candidatam para os cursos superiores, por exemplo, mas à exceção do curso de serviços e produtos bilíngues, que é voltado apenas para o público surdo, todos os outros são abertos a qualquer pessoa que cumpra os pré-requisitos específicos para cada um deles.

Se quiser ser avisado(a) quando estivermos com vagas abetas, deixe seu e-mail no nosso cadastro de interesse.

E todo mundo precisa ser fluente em Libras?

Não! Embora seja sempre muito legal quando isso acontece. Mas não há um requerimento linguístico nem prévio nem durante os cursos para que todos sejam fluentes em Libras. Em alguns dos cursos ofertados, como é o caso de Pedagogia Bilíngue e Tradução e Interpretação, o ensino de Libras dura o curso todo, com o objetivo de formar alunos fluentes. Embora nem todos os cursos do câmpus sejam assim, em todos eles há o incentivo ao aprendizado, por meio de disciplinas que ensinam a Libras ou que envolvem temáticas de cultura surda ou acessibilidade.

Aliás, o Câmpus Palhoça Bilíngue também oferece cursos de Libras para a comunidade, em diversos níveis e também na modalidade EaD. Vale muito a pena conferir!

A Escola Nacional de Administração Pública também oferece um curso on-line de Introdução à Libras aberto a qualquer pessoa e que pode ser feito em qualquer momento. Veja aqui.

Para te dar uma mãozinha antes de começar um desses cursos, vamos deixar também a recomendação da nossa playlist Aprendendo Libras, para você já ir praticando o básico!

Fique por dentro do Câmpus Palhoça Bilíngue!

Independente se você estuda por lá ou mora muito longe para manter contato presencial, dá pra perceber que tem sempre muita coisa bacana acontecendo no Câmpus Palhoça Bilíngue, né? Por isso, se você quiser continuar acompanhando as notícias do câmpus depois do Sepei, é só ficar de olho no site do câmpus e nas redes sociais, tanto o Instagram quanto o Facebook. Para você ter mais um gostinho antes do fim do post, fique também com esse vídeo feito pelo por alunos do próprio câmpus há uns anos:

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BLOG DO IFSC

Vale a pena estudar no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 16 jul 2025 09:30 Data de Atualização: 31 jul 2025 10:12

Já fizemos vários posts sobre a gente dando muitos motivos para todo mundo estudar aqui. E quando dizemos todo mundo, é porque temos diversos tipos de cursos que podem ser feitos por pessoas de diferentes idades e formações.

-> Quem pode estudar no IFSC?

Também já listamos 10 motivos para você se apaixonar pelo IFSC. Mas agora fomos surpreendidos com um texto que não tinha como não virar um post para o nosso blog. 

A aluna Aline Espíndola, que atualmente tem 20 anos e faz o curso superior de tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas no Câmpus Tubarão, escreveu um post no seu LinkedIn explicando por que vale a pena estudar no IFSC. Com a sua autorização, trouxemos o seu post para cá:

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Por que vale a pena estudar no IFSC?

Quando me perguntam sobre como tem sido fazer o curso de tecnologia no IFSC, a resposta sempre vem com a mesma certeza: tem muito mais vantagem do que muita gente imagina.

Estudar lá não é só ter um lugar pra assistir aula… é viver uma experiência que vai muito além da sala.

🔴 Qualidade de ensino (de verdade)

Não é aquele curso "só pra ter o diploma". As disciplinas têm conteúdo que realmente é aplicado no mercado. A gente aprende lógica de programação, estrutura de dados, redes, desenvolvimento web… com professores que têm muito conhecimento, mesmo.

🔴 Infraestrutura que faz diferença

Laboratórios com equipamentos bons, biblioteca com materiais atualizados, acesso a ferramentas que nem sempre seriam acessíveis fora de lá. Precisa de um espaço pra programar? Tem. Quer estudar em grupo? Tem sala pra isso também.

🔴 Oportunidades além da aula

Projetos de extensão, pesquisa aplicada, eventos de tecnologia, workshops… O que não faltará são oportunidades de ocupar seu tempo com muita aprendizagem.

🔴 Rede de contatos
Conheci pessoas que hoje são meus colegas de trabalho, amigos de projetos, contatos importantes pra minha carreira. Ali você encontra gente de várias áreas: front-end, back-end, redes, banco de dados, análise de sistemas… e isso abre portas.

🔴 Certificação pública, reconhecida e gratuita

Ter um diploma do IFSC é ter uma formação reconhecida nacionalmente. E o melhor: sem mensalidade. Enquanto muita gente paga caro por um curso de qualidade inferior, a gente tem acesso a ensino técnico de excelência.

🔴 Mentalidade de resolução de problemas

Uma coisa que eu não esperava antes de entrar: o IFSC não ensina só tecnologia. Ensina a pensar, resolver, correr atrás. Ali você aprende que o erro faz parte, que revisão de código é normal e que entregar solução é mais importante que só decorar conceito.

Resumo: Se você tiver a oportunidade… aproveite. É puxado? Sim. Mas é uma base que vai te acompanhar pro resto da vida.

Se você também estuda ou já estudou no IFSC, conta aí: qual a maior vantagem que você vê?


(E pra quem tá de fora: bora considerar o IFSC na próxima escolha)

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E aí: bora seguir o conselho da Aline e vir estudar aqui? 🥰

Uma curiosidade é que a Aline também fez o curso técnico de informática integrado ao Ensino Médio no Câmpus Garopaba do IFSC.

-> O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?

E vejam só o que mais ela escreveu sobre a gente:

Quando entrei no IFSC, me apaixonei ainda mais. Além da excelência do curso de informática, a própria instituição me abriu os olhos. Me incentivou, abriu portas... Me fez tornar essa pessoa batalhadora que não desiste, de jeito nenhum, dos sonhos. Devo muito a instituição pela pessoa que me tornei, e espero que cada vez mais as pessoas aproveitem essa oportunidade e se transformem completamente.

E não acaba por aí. A Aline também quis destacar a sua experiência profissional conquistada graças ao IFSC. Leiam abaixo:

Em menos de um ano após me formar no curso técnico de informática integrado ao Ensino Médio, já conquistei meu espaço no mercado de trabalho, sendo contratada pela empresa de desenvolvimento Del Grande. Isso só foi possível graças à base sólida que construí no IFSC – não só nas disciplinas técnicas, mas principalmente pela quantidade de projetos e oportunidades práticas que tive durante o curso, que fortaleceram minha iniciativa, criatividade e espírito empreendedor.

Um dos pilares do IFSC é a inovação e isso fica evidente em todas as experiências que vivi ali. A disciplina de Projeto Integrador, por exemplo, nos desafiava a desenvolver soluções reais para problemas da comunidade. Foi ali que nasceu o FaculMatch, site que ajuda estudantes a encontrarem a faculdade ideal por meio de filtros personalizados. O projeto se destacou, ficando em 3º lugar no Desafio IFSC Ideias Inovadoras, em nível estadual, recebendo um financiamento de mais de R$ 1400. O FaculMatch segue no ar há mais de um ano, e já foi apresentado duas vezes na SNCT da IFSC, além de recentemente ter sido aprovado para o SEPEI.

-> Projeto Integrador do IFSC: entenda como funciona

Outra oportunidade que marcou minha trajetória foi o evento Startup Weekend, realizado dentro do próprio IFSC. Com apoio da instituição, criamos o MobiMove (ou WayStation), que impulsionou o empreendedorismo em Garopaba ao ponto de estabelecer conexões com a prefeitura, gerar vídeos com mais de 6 mil visualizações e ainda garantir participação na 4ª Conferência Nacional de Juventude com mais de 200 votos. Hoje, o projeto está sendo levado à prefeitura de Florianópolis para possível implementação.

Esses projetos não foram apenas prêmios ou eventos isolados — eles moldaram minha maneira de pensar como desenvolvedora. Foram as oportunidades práticas que me permitiram aplicar o que aprendi, errar, melhorar e ver meus códigos ganharem vida em soluções reais. Hoje, com mais de um ano e meio de experiência, atuo em diversos projetos, sendo frequentemente recomendada por profissionais da área — e sei que essa trajetória foi construída com base nos ensinamentos, valores e vivências que o IFSC me proporcionou.

Sou prova viva de que quando a educação incentiva a prática, a inovação e o protagonismo, ela transforma realidades. E o IFSC fez exatamente isso comigo.


Ficamos emocionados por aqui, viu? 

Obrigada por compartilhar isso com a gente, Aline!

E se você também quer nos contar o que acha de estudar aqui, escreva para blog@ifsc.edu.br. 

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BLOG DO IFSC BLOG DO IFSC

O que esse curso faz? Entenda melhor 10 cursos do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 18 jun 2025 10:10 Data de Atualização: 18 jun 2025 14:10

Não é a primeira vez que isso é dito no Blog do IFSC, é verdade, mas vamos lá: sabe aquela ideia de que o IFSC tem um curso pra todo mundo? Tem o lado ótimo disso que é, de fato, a grande quantidade de cursos que você pode fazer por aqui. Porém, tem outro lado que pega bastante na hora de divulgar esses cursos, que é o quão específicos e diversos são vários desses cursos. Muitas vezes a comunidade não sabe muito bem o que eles fazem, antes de alguém que cursa parar e explicar.

Por isso, no post de hoje vamos te contar um pouco sobre 10 desses cursos menos “óbvios” que oferecemos aqui no IFSC. Vai que o que te faltava pra se inscrever era entender melhor, né?!

Curso superior de tecnologia em Sistemas Embarcados

Quando pensamos na palavra “embarcados” pensamos, geralmente, em barcos, embarcações ou coisas relacionadas ao mar, certo? Ainda mais considerando que o nosso CST em Sistemas Embarcados fica no Câmpus Tubarão, você pensaria que é um curso totalmente voltado para navios e tecnologias voltadas para essa questão, não é? A realidade deste curso, entretanto, é bem diferente e, embora os conhecimentos adquiridos nele possam ser usados nesse contexto, o profissional formado em Sistemas Embarcados pode trabalhar em uma infinidade de empresas de tecnologia.

Isso porque, os tais sistemas embarcados (traduzido do termo embedded systems) são aqueles que executam tarefas mais específicas dentro de um outro sistema: daí o embarcado, já que eles funcionam dentro de um sistema maior. Hoje em dia, os sistemas embarcados fazem parte de muitas coisas do nosso cotidiano, como carros, celulares e eletrodomésticos e tudo que envolve tarefas que requerem a precisão de um sistema específico, mas que acontecem dentro de um outro sistema maior.

Falando assim, dá pra entender um pouco melhor o nosso CST em Sistemas Embarcados, né? Alunos formados nesse curso estão habilitados a atuar com softwares e hardwares para sistemas embarcados, em seu desenvolvimento, projeto, aplicação etc. Na matriz do curso, há unidades curriculares de programação, automação, eletrônica, cálculo, desenvolvimento de produtos, entre outras. Ou seja, é um curso bem “de exatas”, tecnológico e com extenso campo de atuação! 😀

Quer saber um pouco mais? Temos um vídeo sobre esse curso:

-> Engenharia no IFSC? Temos!

Especialização Ciência é Dez

Que ciência é importante, todo mundo sabe. Mas será que você sabe o que uma especialização em Ciência é Dez diz sobre o currículo de um profissional? Se você tem dúvidas, nós vamos te explicar! Se você é aluno de uma das nossas licenciaturas, pode ser bem interessante para você.

A especialização Ciência é 10 não é um curso do IFSC em si, mas é, na verdade, uma pós-graduação lato sensu à distância da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em parceria com a Capes, o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Por conta disso, o curso é ofertado em diversas instituições pelo Brasil, incluindo o IFSC. Por aqui, o polo que oferece o curso é no Câmpus Criciúma.

O objetivo desta especialização é oferecer a formação continuada de professores da rede pública de ensino que atuam nas unidades curriculares de ciências. Por isso, é um pré-requisito para cursar estar trabalhando na rede básica de ensino (preferencialmente na rede pública) e portar um diploma de licenciatura em Biologia, Física, Química, Pedagogia ou equivalentes. 

O professor formado por essa especialização vai se aprofundar nas questões de ensino e aprendizagem de ciências na escola e na realização de um projeto político-pedagógico escolar e um ambiente escolar que favoreça ao desenvolvimento do conhecimento, da ética e da cidadania. 🙂

Se você tem interesse, dá uma olhadinha no último edital para ter mais informações sobre o curso e o ingresso!

-> Você sabe a diferença entre pós-graduação lato sensu e stricto sensu?

Mestrado Profissional em Viticultura e Enologia

Ainda falando de pós-graduação, trouxemos mais uma que é uma parceria entre o IFSC e outra instituição! Nosso curso de Mestrado Profissional em Viticultura e Enologia, do Câmpus Urupema, é uma parceria com o IFRS Câmpus Bento Gonçalves e trata de um assunto interessantíssimo. Se você não sabe o que é Viticultura e Enologia, pode parecer um curso meio misterioso, mas prometemos que não é, não!

Viticultura é a produção da uva e derivados, como bebidas, e a Enologia é a área de estudo da produção do vinho. Assim fica mais fácil perceber o que esse curso faz, né?!

Os mestres em Viticultura e Enologia formados pelo IFSC atuam no setor vitivinícola (ou seja, produção de vinho), e se aprofundam nas questões que envolvem a produção de vinho para melhorar sua produção, gestão e usos de tecnologia e inovação nessa área. As linhas de pesquisas são voltadas para o uso de tecnologias em viticultura e enologia ou desenvolvimento e sustentabilidade na vitivinicultura.
 
Interessado? Veja a página do curso ou o vídeo que fizemos sobre ele:

Curso técnico integrado em Plásticos

Seria um curso sobre plásticos um curso que ensina a fazer plásticos? Bem, sim, mas não só isso! Às vezes a gente não pensa nisso, mas a produção de plásticos (algo que envolve muitos tipos de produtos do nosso cotidiano) é bem complexa e envolve diversos tipos de processo, desde a aquisição de matéria prima até o produto final. Os materiais poliméricos (formados pelas macromoléculas utilizadas para produzir plástico), dão muito pano pra manga em termos de estudo e usabilidade, tanto quanto as utilidades do plástico na nossa sociedade!

Por isso, no curso técnico integrado ao Ensino Médio em Plásticos, do Câmpus Caçador, se aprende uma porção de coisas sobre todo esse processo: desde o planejamento, controle e processo de produção, até mesmo reciclagem, matéria-prima, controle de qualidade etc. Isso tudo, é claro, junto com as unidades curriculares do Ensino Médio.

O aluno formado neste curso, além do diploma do Ensino Médio, vai também ser um técnico habilitado para atuar em sistemas produtivos da segunda e terceira gerações da indústria petroquímica, na indústria de produção, transformação, comercialização ou assistência técnica na área de materiais poliméricos, além de indústrias de embalagem e reciclagem.

Curso técnico em Refrigeração e Climatização

Seria um curso para a instalação de ar condicionado? Para montar geladeiras? Afinal, o que faz um técnico em Refrigeração e Climatização? Envolve, sim, um pouco dessas coisas, mas, como sempre, vai um pouco além! Aliás, nesse caso, estamos falando de dois cursos do Câmpus São José: o curso técnico subsequente ao Ensino Médio, com duração de um ano e meio, e o técnico integrado ao Ensino Médio, com duração de quatro anos.

Os nossos cursos técnicos em Refrigeração e Climatização habilitam os alunos para instalar, fazer a manutenção, supervisão e controle de qualidade de sistemas de refrigeração, como de geladeiras, de climatização, e de ares condicionados. Mas, além do estudo sobre conforto térmico de pessoas e conservação de alimentos, os estudantes também podem atuar em projetos de desenvolvimento de novos sistemas de refrigeração e climatização.

Faz parte da matriz curricular um pouco sobre eletrônica, mecânica, desenho técnico e unidades curriculares de sistema de refrigeração e climatização. Para saber um pouco mais sobre o curso, veja o vídeo a seguir:

-> Cursos de eletro: qual a diferença entre eles?

Curso técnico em Saneamento

Saneamento não é um conceito muito distante do nosso cotidiano: questões sobre saneamento básico são temas bem comuns de notícias, campanhas políticas, estudos ambientais e sociais. Porém, o que faz um técnico em Saneamento, especificamente?

Esse curso técnico subsequente ao Ensino Médio, ofertado pelo Câmpus Florianópolis, prepara os estudantes para atuarem em várias esferas do saneamento, desde obras até na manutenção de equipamentos e projetos. Isso considerando que saneamento envolve muitas coisas além de tratamento de água e esgoto. É, também, parte do estudo do curso em saneamento, questões sobre drenagem pluvial, limpeza urbana, vigilância sanitária, serviços funerários, aterros, reciclagem, compostagem, análise de água, enfim, bastante coisa!

Por isso mesmo que, na matriz do curso, há unidades curriculares como sociedade e meio ambiente, análises físico-químicos de águas e afluentes, limpeza pública e resíduos especiais, e tecnologia da construção. Apesar de ser um curso de um ano e meio, ele cobre bastante coisa, né?!

Se você tem interesse em saber mais, visite a página do curso.

Curso técnico integrado em Lazer 

Parece até um pouco engraçado pensar em um curso técnico em Lazer, né?! É um pouco difícil também pensar que parte, especificamente, de lazer e entretenimento que ele estuda. Por isso, incluímos ele nessa lista para você ver que esse é um curso bem interessante, em especial para quem quer entrar rápido no mercado de trabalho depois de sair do Ensino Médio. 

No curso técnico integrado ao Ensino Médio em Lazer, do Câmpus Garopaba, o aluno se prepara para atuar em atividades profissionais voltadas para o turismo e lazer, como o planejamento e organização de eventos recreativos, culturais e pedagógicos. Além disso, o aluno sai preparado para aplicar técnicas de recreação para promover lazer, qualidade de vida e, ao mesmo tempo, sensibilizar e promover a preservação do patrimônio histórico, cultural e ambiental.

Isso tudo é ótimo para quem quer se encaixar no mercado de trabalho do turismo ou eventos, por exemplo. Com esse curso técnico no currículo, é possível se candidatar a vagas para trabalhar com recreação em hotéis, escolas, cruzeiros, parques temáticos, empresas, buffets e espaços de realização de eventos e festas, empresas de eventos, entre outros! 🎉

Para saber mais, acesse a página do curso!

-> Turismo: conheça iniciativas do IFSC na área

Curso superior de tecnologia em Alimentos

O que tem a ver tecnologia e alimentos? 🤔 Muita coisa, com certeza! E o curso superior de tecnologia em Alimentos, oferecido pelos câmpus Canoinhas e São Miguel do Oeste, está aí para provar isso.

Ao escolher esse curso, o aluno vai aprender mais sobre os processos de beneficiamento, industrialização e conservação de alimentos e bebidas e entrar no caminho para se tornar um tecnólogo em Alimentos. Esse profissional é o responsável pela produção, supervisão e gestão de atividades que envolvem os processos da indústria alimentícia e de bebidas, da agroindústria e também do comércio de alimentos. Além disso, ele pode também realizar e supervisionar análises de qualidade nesta indústria e desenvolver processos de melhorias na industrialização de alimentos.

É bastante coisa, né?! Isso porque a área de Alimentos é, na verdade, bem grande e dispõe de várias atuações possíveis. É por isso que na matriz do curso há unidades curriculares como microbiologia, ética, química orgânica (na verdade, muitas unidades curriculares diferentes de química! hehe), panificação, tecnologia de óleos e gorduras… Entre muitas outras 🙂

Se você tem curiosidade sobre esse CST, dá uma conferida na página do curso do Câmpus Canoinhas e do Câmpus Sâo Miguel do Oeste!

Curso técnico integrado em Serviços e Produtos Bilíngues

O que faz, onde dorme, o que come um técnico em Serviços e Produtos Bilíngues? Se, para você, isso também é um mistério (como é para muita gente) vem com a gente que vamos explicar!

Esse curso técnico integrado ao Ensino Médio do Câmpus Palhoça Bilíngue é diferente dos outros porque é voltado para alunos surdos, falantes da Língua Brasileira de Sinais (Libras): daí o bilíngue do curso, uma vez que em todos os anos de curso a Língua Portuguesa é uma unidade curricular. A ideia é que o habilitado em Serviços e Produtos Bilíngues atue em serviços de atendimento aos cidadãos surdos em diversas áreas, assim como na criação de produtos e conteúdos em Libras e também na consultoria de projetos bilíngues e materiais audiovisuais.

Para isso, fazem parte da matriz curricular do curso unidades curriculares como Relações Humanas, Portugês como segunda língua para surdos, Relações do Mundo de Trabalho, entre outras voltadas para produtos bilíngues.

Confira aqui mais sobre esse curso e não tenha mais dúvida sobre o que ele faz! 😀

Técnico em Recursos Pesqueiros

Pelo nome “Recursos Pesqueiros” pode até ser que você consiga imaginar o que esse curso técnico integrado do Câmpus Itajaí faz. Afinal, um curso desses só pode ser voltado para a pesca, com o propósito de formar profissionais habilitados para trabalhar na aquicultura, certo? Mas, o que você provavelmente não sabe, é o quão envolvido com tecnologia e meio ambiente ele é!

Como você deve ter pensado, de fato o aluno formado neste curso vai poder atuar no cultivo de peixes, camarões, ostras, mexilhões, rãs e algas, além de atividades de pesca extrativa em rios, mares e lagos. Mas, além disso, o curso também prepara para outros tipos de produção aquícola, como tanques e viveiros, assim como para trabalhar em outros processos dessa cadeia produtiva envolvendo transporte e beneficiamento de pescado.

Para fazer tudo isso, as unidades curriculares fazem parte de diversas áreas do conhecimento, como física, meteorologia, oceanografia, química, biologia e até administração e artes. Algumas das unidades curriculares, por exemplo, são Operação de Embarcação e Navegação, Tecnologia Pesqueira e Gestão Pesqueira e Legislação.

Por isso, se você achou interessante a diversidade de conhecimentos para uma aquicultura eficiente, dá uma olhadinha na página do curso para saber mais!

-> Saiba quais tipos de curso o IFSC oferece!

Gostou de algum deles? Fique de olho nos processos seletivos do IFSC!

Sabemos que, além desses, existem muitos outros cursos no IFSC menos conhecidos, “diferentões” e que geram curiosidade. Infelizmente é difícil incluir todos em um único post, mas é para isso mesmo que cada um dos nossos cursos tem uma página aqui no nosso guia de cursos. Além disso, nós temos essa playlist do youtube chamada Profissões em Curso, que inclui mais alguns cursos super legais!

Se você gostou de um dos cursos que viu aqui ou bateu a vontade de se inscrever em algum curso e ainda não sabe qual, temos também outros links para facilitar a sua vida, olha só:

-> Confira aqui os editais com inscrições abertas
-> Faça o quiz para saber qual tipo de curso você pode fazer
-> Saiba como fazer para estudar no IFSC

Se tiver qualquer dúvida, conte com a gente!

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O que podemos aprender com os esportes?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 21 mai 2025 12:47 Data de Atualização: 21 mai 2025 12:55

É senso comum que a prática esportiva traz muitos benefícios para o corpo e para a mente: desde maior disposição física e melhor funcionamento do metabolismo até uma ajuda grande no nosso bem estar psicológico. Mas será que, além dos conhecimentos sobre a nossa fisicalidade, os esportes também podem ser educativos em um sentido mais acadêmico?

A nossa é ideia é que sim: os esportes podem ensinar ainda mais do que os já valiosos ensinamentos sobre trabalhar em equipe, determinação e perseverança. Mas, para isso, é preciso pensar um pouco fora da caixa e olhar para o funcionamento de cada modalidade e os conhecimentos envolvidos em suas práticas, além da ciência por trás de tudo. No fim, quando prestamos atenção, percebemos que os aprendizados são muitos e nem cabem só nesse post!

Selecionamos um conhecimento por modalidade que temos nos Jogos do IFSC para trazer no post de hoje. Aproveite para ir entrando no clima do JIFSC, que será no mês que vem! Vamos lá?

-> Como os esportes colaboram para uma formação cidadã?

O que podemos aprender com o atletismo?

Esportes de alta performance, como atletismo, exigem muito do corpo de uma pessoa, especialmente porque algumas modalidades envolvem movimentos bem intensos e explosivos, como é o caso dos saltos e das corridas de menores distâncias. Além do óbvio, que envolve a força e a projeção física do corpo para fazer tanto, você já pensou no quão incrível é o nosso “maquinário” biológico e toda a química que permite que a gente faça esse tipo de coisa?

Fisiologicamente, para recrutar a energia necessária nos músculos certos para correr, saltar, arremessar etc., uma série de processos acontece no corpo. Isso começa desde a alimentação, com os nutrientes ingeridos, até sua quebra em moléculas que são carregadas para as partes certas do corpo para proporcionar a energia para a mágica acontecer.

Tudo isso, claro, é importante em todos os esportes e fora deles também - afinal, nosso corpo precisa de combustível para funcionar bem. Mas com o atletismo aprendemos que a química que acontece no corpo, na verdade, influencia o desempenho nos mínimos detalhes, em especial considerando aquelas modalidades nas quais a diferença entre o primeiro e segundo lugar são meros segundos.

-> Alimentação saudável: dicas para desenvolver bons hábitos!

O que podemos aprender com o basquete?

Você já parou para pensar que esportes e metodologia científica podem, sim, ter uma relação bem próxima, mesmo na sua prática? Pode parecer um pouco viagem, é verdade, mas, na busca de melhores resultados, analisar, hipotetizar e testar métodos com suporte teórico pode fazer toda a diferença. E por que estamos trazendo isso para falar de basquete? Por causa de um dos importantes momentos que marcam uma partida: o lance livre.

Por ser um momento de concentração entre o jogador, a cesta e seu próprio corpo, toda a movimentação necessária para fazer a cesta acontecer nos ensina uma porção de coisas. Algumas são emocionais, uma vez que é necessário calma e paciência para executar da melhor maneira possível. Outras são do reino da física, considerando o trajeto da bola e as leis atuando sobre o objeto, a força aplicada e a parábola perfeita para pontuar. Mas, além disso, a aplicação de um método que envolve análise, tentativas e o aperfeiçoamento apropriado também é um ensinamento importante do basquete para nós.

O que podemos aprender com o futsal?

Esportes que envolvem um tempo de partida mais longo, como o futsal, exigem todo um diferente conjunto de habilidades motoras e resistência física. Isso por si só já é ótimo para quem pratica esses esportes, pois a prática prolongada proporciona maior flexibilidade, resistência e potência muscular. Isso é muito importante em especial nos anos formativos (alô, pessoal dos integrados!), o que é um ótimo motivo para praticar. Mas, além disso, esse papel que o futsal cumpre de desenvolvimento muscular e motor pode ensinar mais do que só habilidades físicas e técnicas: ele ensina também quão complexa é a fisiologia do corpo humano.

Na prática do futsal, que acontece em um espaço menor que o do futebol e que exige movimentação mais constante de cada atleta, o gasto energético e solicitação metabólica é mais intensa. Como consequência, os treinamentos precisam contemplar um maior desenvolvimento dos músculos dos membros inferiores e abdômen para garantir um maior desempenho nas partidas. Esse desenvolvimento muscular, aliás, acontece tanto nos treinos quanto na alimentação (como comentamos no início do post), assim como envolve músculos menos óbvios, mas que também estão envolvidos em movimentos como corrida ou chute.

Aprendemos, então, que um esporte que envolve um time que precisa correr e desempenhar suas estratégias de jogo em um espaço reduzido guia também a ideia por trás da fisiologia apropriada para alcançar o melhor desempenho. 🙂

-> Que lições do futebol podemos tirar para os estudos?

O que podemos aprender com o handebol?

O handebol, embora não tão popular quanto futebol e futsal, é um dos mais populares entre as aulas de Educação Física. Para os leigos pode parecer só uma mistura entre futsal e basquete, mas há um aspecto muito específico do handebol que pode nos ensinar algo muitíssimo interessante: o arremesso.

Talvez você nunca tenha parado para pensar nisso, mas os humanos são a única espécie capaz de arremessar objetos em arco de maneira intencional e precisa. Essa característica evoluiu ao lado de nossos ancestrais e influenciou todo o nosso modo de caça e, muito depois, de engajar com jogos e muitas outras atividades. Para alguns cientistas, o arremesso é uma das grandes divergências da linhagem humana em relação aos demais primatas, sendo possível ver características que indicam o movimento até na estrutura dos ombros dos Homo Erectus, um dos nossos ancestrais.

No arremesso em arco, muito parecido com o que acontece no handebol, o ombro se comporta como um poderoso estilingue, armazenando energia para, então, liberá-la explosivamente. Ou seja, em um dos momentos mais importantes da partida de handebol, é executado um movimento que carrega mais do que força: carrega também história e um pedaço da nossa evolução, já que, de certa forma, arremessar nos torna os humanos que somos hoje!

É um aprendizado e tanto, não é?

O que podemos aprender com o voleibol?

Também não podemos esquecer de um esporte um tanto popular no nosso país: o voleibol. Praticado por milhões desde os anos de escola até a idade adulta, parte do que faz o vôlei ser uma modalidade tão amada é o seu espírito coletivo. É importantíssimo que todos os membros do time estejam bem coordenados para não deixar a bola cair (literalmente) e assim devolver a jogada para o outro lado da quadra e tentar pontuar sobre o outro time.

Esse espírito coletivo faz com que todos entendam seu papel no time e seu equilíbrio psicológico. Há pesquisadores que observam que, quanto mais cada atleta de voleibol entende sua função nos momentos cruciais da partida (que sempre tem um ritmo rápido), mais o time cria entrosamento e encontra confiança uns nos outros.

Além disso, tem-se observado como boas relações interpessoais entre membros da equipe influenciam positivamente no desempenho em jogos. Se todo mundo se entende e está bem entre si, o time como um todo consegue ficar mais próximo da vitória! Aprendemos com o vôlei algo que pode não ser uma unidade curricular, mas que é importante em toda a vida escolar (e depois fora dela também): o trabalho em equipe.

O que podemos aprender com o tênis de mesa?

Você já imaginou o quão rápido uma bola de tênis de mesa pode se mover durante uma partida? Segundo alguns estudos, ela pode chegar a 120km/h em tacadas mais fortes. Isso exige que o reflexo de atletas deste esporte seja afiadíssimo. O tempo de reação na troca entre os competidores pode ser a diferença entre a vitória e a derrota, ou seja, a física de tudo é muito importante!

Por isso, o treinamento de atletas de tênis de mesa é muito cuidadoso. Já teve até TCC aqui do IFSC que propôs criar máquinas mais acessíveis que simulam movimentos de um jogador, para que haja um treinamento individual mais dedicado, já que os equipamentos existentes são muito caros. Assim, atletas tanto profissionais quanto escolares podem se desenvolver e apurar seus reflexos para conseguir acertar com consistência uma bolinha tão pequena e rápida!

Aprendemos com o tênis de mesa, um dos esportes mais praticados aqui no IFSC, que a aceleração de um objeto e a previsão de sua trajetória são essenciais para pontuar. Além, é claro, de aprender que a tecnologia pode ser uma ótima companheira de treinamento.

O que podemos aprender com o xadrez?

Todo mundo conhece o clichê de o jogador de xadrez ser uma pessoa concentrada, racional e inteligente… Mas além de isso ser uma simplificação e um estereótipo que não contempla todos os casos, há uma relação de causa e efeito que o clichê não compreende tão bem: não é a habilidade de raciocínio lógico que traz o jogador para o xadrez, mas a prática do xadrez que auxilia nesse desenvolvimento que, assim como tudo na vida, requer dedicação e persistência!

As regras, a quantidade de peças e como elas se movem em um tabuleiro 8x8 torna o xadrez um ótimo professor de lógica e, também, de tomada de decisões. Isso porque, em uma mesma jogada, o jogador precisa planejar seus próximos passos, prever possíveis respostas e também as possibilidades a partir de cada jogada adversária. Exige, de fato, muita concentração, mas também muito raciocínio, calma e atenção às regras.

Com toda a análise, planejamento e cálculo de riscos e probabilidade, o xadrez acaba sendo uma ferramenta bem útil para entender e praticar raciocínio lógico, além de ser muito divertido e desafiador.

E aí, pronto para aprender muito no JIFSC?

Mês que vem temos mais uma edição do JIFSC e, com ele, mais uma oportunidade de aprendermos essas e muitas outras coisas com os esportes que encontramos por lá. Independentemente se você vai jogar pelos jogos integrados, gerais ou só ficar torcendo de casa, não deixe de acompanhar os times dos seus câmpus em todas as modalidades!

E se você não conferiu ainda, o sorteio das chaves foi realizado nesta semana, confira aqui

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Eleições no IFSC: como e por que participar?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 23 abr 2025 11:12 Data de Atualização: 23 abr 2025 18:27

Se você acompanha as redes sociais, e-mails e notícias aqui do IFSC, ou até mesmo presta atenção nos cartazes nos murais do seu câmpus, já sabe que atualmente estamos em mais um período de eleições no IFSC. Embora esse tema já tenha sido discutido aqui no Blog, sabemos que essa mudança de rotina pode trazer ainda algumas dúvidas sobre o processo e reflexões sobre os impactos dele na rotina de estudantes e servidores.

Por isso, vamos explicar neste post um pouco mais sobre como é e quem pode participar do processo eleitoral aqui do IFSC e, principalmente, porque é importante toda a comunidade acadêmica participar desse processo!

Vamos lá? 🙂

Por que votamos para alguns cargos do IFSC?

Sabemos que, em órgãos públicos, a maior parte dos cargos é preenchida por meio de concurso público, certo? Embora os eleitos para os cargos de gestão do IFSC sejam também servidores públicos contratados dessa maneira, eles acabam ocupando, por um período de tempo, cargos diferentes daqueles para os quais foram contratados - e para os quais eles retornam após o término do mandato de quatro anos.

O motivo para alguns desses cargos serem ocupados por um processo eleitoral é o mesmo para o IFSC e para todos os Institutos Federais: a eleição para reitor e diretores-gerais dos câmpus é prevista pela Lei nº 11.892/2008, que institui e trata da organização e objetivos das instituições da Rede Federal. Nos artigos 12 e 13 da Lei é onde você pode encontrar as informações sobre quem pode se candidatar e como funciona esse processo de consulta à comunidade.

Conheça as atribuições do reitor e do diretor-geral do câmpus neste post

Por determinação do Conselho Superior do IFSC, durante o período eleitoral, os candidatos à Reitoria também devem apresentar à comunidade acadêmica quem serão os indicados aos cargos de Pró-Reitor e Diretor Executivo. Esses outros cargos, entretanto, não são uma chapa de fato - já que a previsão deles não está na Lei -, o que significa que eles podem ser modificados durante o mandato do futuro reitor.

Algo semelhante acontece no caso dos candidatos à direção-geral de câmpus: devem ser apresentados os indicados aos cargos de Chefia de Departamento de Administração, de Departamento/Diretoria de Ensino, Pesquisa e Extensão, e de Departamento de Assuntos Estudantis (quando houver no câmpus) – que também não compõem chapa e podem ser modificados no futuro se for necessário. No caso específico do Câmpus Florianópolis, em função de seu número de alunos, há formação de chapa com Diretor e Vice-Diretor.

Vale lembrar que além da Lei, o IFSC conta com seu próprio estatuto e regulamento e que as eleições são organizadas pela Comissão Eleitoral, que define as normas do processo eleitoral, que são ainda aprovadas pelo Conselho Superior. O regulamento deste ano você pode acessar aqui. Mas, em qualquer ano de eleição, você pode encontrar essas informações no nosso portal pelo caminho: Início > O IFSC > Eleições > Eleição (ano).

Para ver os documentos das eleições anteriores, clique em Eleições anteriores.

O voto é obrigatório?

Não, o voto no IFSC não é obrigatório. Porém, os motivos para votar são muito maiores do que os motivos para não votar!

As pessoas escolhidas durante este processo eleitoral vão ser responsáveis por gerir o IFSC pelos próximos quatro anos e tomar decisões que podem impactar a vida de todos. Claro que elas vão seguir os documentos norteadores e o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) do IFSC. Mas, por exemplo, a formulação do próximo PDI já será desenvolvido por uma nova gestão, além de gerenciar todos os imprevistos que podem acontecer no caminho (afinal, nem tudo dá pra planejar, né?).

Conheça o PDI do IFSC

Os cargos escolhidos vão estar à frente das principais decisões tomadas no IFSC nos próximos quatro anos e, por isso, participar da escolha de quem ocupará esses lugares é participar dos próximos anos do IFSC também.

Por que é importante votar?

Quem pode votar?

De acordo com a legislação, nossa comunidade acadêmica como um todo (servidores e alunos) tem direito ao voto. Sabemos, entretanto, que essa comunidade é bem diversa e nossos tipos de cursos oferecidos são muitos! Por isso, temos aqui uma listinha mais detalhada para não ter dúvidas sobre quem pode votar no IFSC:

  • Servidores docentes e técnicos-administrativos que compõem o quadro permanente da instituição;
  • Estudantes regularmente matriculados nos cursos:
    • técnicos integrados, concomitantes e subsequentes
    • graduação
    • pós-graduação

Nesse caso, ficam de fora os estudantes dos cursos de qualificação profissional e de idiomas, os professores substitutos e temporários, os funcionários terceirizados e os ocupantes de cargos sem vínculo permanente com o IFSC.

Seu curso é a distância? Você pode votar também!

A votação é presencial, então caso você vote no câmpus em que está matriculado, poderá escolher o candidato para direção-geral e para a Reitoria. Já se você não reside na cidade em que está matriculado, mas quer votar, é possível pedir o voto em trânsito e votar no câmpus mais perto de você. 

O prazo para solicitar o voto em trânsito já encerrou, mas caso você tenha solicitado, é importante saber que neste caso você escolhe apenas o candidato a reitor. 

Como votar?

Antes de tudo, o mais importante é conhecer todos os candidatos concorrendo aos cargos para os quais você vai votar, não é mesmo? Para isso, você pode acompanhar os debates, estar presente quando eles se apresentarem no seu câmpus e ler os planos de gestão, que estão disponíveis na página das eleições.

Para votar, você deve comparecer ao seu local de votação (câmpus ou Reitoria) no dias da eleição (15 de maio para o primeiro turno e 3 de junho, caso haja segundo turno) portando algum documento oficial com foto (RG, CNH, carteira de trabalho, passaporte, carteira de órgão profissional). A votação será realizada das 9h às 21h.

Não se esqueça de verificar se você está na lista de eleitores do seu câmpus e de anotar o número dos seus candidatos a reitor(a) e diretor(a) de câmpus. Caso seu nome não esteja na lista, você deve solicitar a correção para a comissão eleitoral local até o dia 23 de abril.

Como funciona a contagem dos votos?

Intuitivamente, pensamos que o melhor método para contar votos de uma eleição seria só somar todos os votos em cada candidato, né? Entretanto, a Lei que mencionamos lá em cima, que define que a escolha será por eleição, também define como será essa contagem.

Isso porque há três segmentos diferentes participando desse processo: os docentes, os técnicos administrativos e os estudantes. Como você deve imaginar, o número de estudantes é muito maior do que o número de técnicos administrativos e docentes, o que acaba desequilibrando a balança. Por isso, há uma fórmula para que cada segmento tenha o mesmo peso no resultado final. Fica mais ou menos assim (é um pouco complexo, mas na prática significa que cada segmento terá o mesmo peso no resultado final):

Assim, o resultado da eleição é dado pelo Índice de Votação, e não pela soma de todos os votos. O índice é calculado considerando o peso de cada segmento, que seria aproximadamente 33,3%, ou ⅓. O índice de votos de cada candidato em cada segmento é o resultado da divisão do número total de votos pelo número total de votantes naquele segmento.

Se ainda está confuso, trouxemos um exemplo para você: se o candidato A recebeu 6.000 votos em um total de 10.000 alunos, seu índice de votação nos alunos foi de 0,6. Somam-se então os índices de votação dos três segmentos e o resultado dessa soma é multiplicado por 100/3 (os tais 33,3%).

Vamos supor que há dois candidatos à Reitoria, o candidato A e o candidato B, e que há 10.000 alunos, 1.000 docentes e 1.000 técnicos administrativos votantes. Se o candidato A fizer 5.000 votos nos alunos, 400 nos docentes e 400 nos técnicos; e o candidato B fizer 4.000 votos nos alunos, 500 nos docentes e 500 nos técnicos, teremos o seguinte resultado:

Candidato A: 100/3 * (5.000/10.000 + 400/1.000 + 400/1.000) = 43,3

Candidato B: 100/3 * (4.000/10.000 + 500/1.000 + 500/1.000) = 46,6

Ou seja, mesmo que se somados os votos o candidato A tenha mais votos que o candidato B, no resultado final, o índice de votação do candidato B é maior e ele vencerá a eleição.

E pode ter segundo turno?

Sim, isso é uma possibilidade. Quando nenhum dos candidatos tem um Índice de Votação maior que a soma dos índices de votação dos demais candidatos, acontece o segundo turno entre os dois candidatos com maior índice. Isso pode acontecer tanto para o cargo de reitor quando para o cargo de direção-geral de câmpus (caso haja mais de dois candidatos).

Por isso, mesmo depois de votar no primeiro turno, não esqueça de acompanhar os resultados e continuar de olho na agenda! 🙂

Como funciona a troca de gestão?

Depois de escolhidos os novos representantes do IFSC, você pode se perguntar, como funciona a troca? Diferentemente das eleições para prefeitos, governadores e presidente, que tem sempre uma data fixa de troca, no IFSC é um pouco diferente.

A data de base para a troca da gestão é o prazo dos quatro anos do mandato que está vigente. Ou seja, se o reitor atual foi nomeado em 10 de agosto de 2021, a próxima data de troca é 10 de agosto de 2025. Mas isso pode variar um pouco, pois a nomeação de reitor é feita pelo Ministério da Educação, e às vezes isso demora alguns dias a mais que o prazo - como já aconteceu em outros momentos no IFSC e também em outras instituições. Assim, a previsão é que a troca aconteça em 10 de agosto, mas depende da tramitação dos documentos no Ministério.

Para o mandato de diretor-geral, a nomeação é feita pelo reitor. Tradicionalmente, o novo reitor faz a nomeação assim que assume, e aí os mandatos de reitor e diretor-geral ficam ajustados para o mesmo período.

Mas o processo de transição inicia antes da posse efetiva dos eleitos. Isso porque desde 2023, o IFSC tem uma Política de Transição de Gestão, que define prazos e conteúdos mínimos que uma troca de gestores deve prever. Isso é importante para que os processos do IFSC não parem porque está havendo uma troca de pessoas nos cargos.

Onde posso acessar mais informações sobre a eleição 2025?

Temos uma página toda preparada com as principais informações sobre a atual eleição, desde o calendário até o regulamento, informações sobre a comissão, debates e candidatos. Você encontra aqui todas essas informações. E como nós queremos muito que você fique por dentro de tudo, vamos destacar aqui alguns dos links mais importantes:

Confira o Calendário Eleitoral:

1º Turno

  • Inscrições dos candidatos: 27/3 a 1/4/2025
  • Divulgação dos Inscritos: 02/04/2025
  • Campanha eleitoral: 10/4/2025 a 13/5/2025
  • Debate dos candidatos a reitor: 7/5/2025, às 19h
  • Votação (1º turno): 15/5/2025, das 9h às 21h
  • Divulgação dos resultados: 16/5/2025, até 14h

2º Turno

  • Período de campanha eleitoral: 23 a 30/5/2025
  • Debate para o cargo de reitor(a): 29/5/2025
  • Votação (2º turno): 3/6/2025, das 9h às 21h
  • Divulgação dos resultados: 4/6/2025, até 14h

Não deixe para lá: o IFSC é seu também, vote!

Fazer parte do IFSC também é fazer parte dos processos democráticos que acontecem aqui. Se envolva! 😀

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Do Estatuto ao Regulamento Didático-Pedagógico: entenda os documentos que estruturam o IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 26 mar 2025 11:54 Data de Atualização: 08 abr 2025 17:12

Os Institutos Federais (carinhosamente conhecidos como IFs), como todos órgãos públicos, são estruturados, organizados e administrados com base em diversos documentos oficiais, entre legislações, resoluções, estatutos etc. Embora, de longe, possa parecer um excesso de burocracia, a verdade é que organização é a chave para fazer uma instituição tão grande como o nosso IFSC (são mais de 20 câmpus, muitos tipos de cursos de diferentes níveis e quase 30 alunos para cada professor (que, também, são muitos!), funcionar e oferecer um serviço de qualidade.

Aliás, considerando que somos uma instituição de ensino, precisamos ainda de um bom bocado de planejamento e uma base bem sólida para desempenhar nossa missão por meio dos cursos que oferecemos, da assistência que prestamos a nossos alunos, do incentivo à pesquisa, ensino e extensão, entre outros. Para fazer tudo isso dentro da esfera pública, utilizando recursos que vêm da contribuição de todos, acaba fazendo mais sentido que tudo o que é feito no IFSC seja norteado por documentos oficiais, não é mesmo?

Por isso, no post de hoje vamos falar um pouquinho sobre cada um deles, para que você consiga entender melhor como o IFSC funciona a partir dos documentos que nos estruturam. Vamos lá?

Quando ler ou consultar algum desses documentos?

Além da curiosidade geral sobre o motivo de o IFSC ser como ele é, às vezes na sua vida por aqui você pode ter dúvidas sobre coisas como: porque o IFSC oferece alguns cursos mas não outros, como são eleitos os representantes na nossa instituição, quais são as responsabilidades dos departamentos, etc. Para que você nunca fique em dúvida e não falte lugares onde pesquisar essas informações (afinal, algumas delas nós respondemos em outros posts aqui do Blog do IFSC), esses documentos estão sempre disponíveis para consulta, como uma referência tanto para quem trabalha e estuda no IFSC, quanto para a comunidade.

Aqui nós vamos falar dos documentos gerais do IFSC, mas vale lembrar que cada câmpus tem, também, documentos próprios que são mais específicos aos cursos e regras do câmpus. Esses também estão disponíveis nos sites dos câmpus e você pode consultá-los sempre que quiser.

Lei nº 11.892/2008

Antes de entrar nos documentos produzidos pelo IFSC, vale mencionar a Lei nº 11.892/2008, que institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, da qual fazemos parte. Foi a partir dessa Lei que deixamos de ser Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina (popularmente conhecido como Cefet) para sermos Instituto Federal de Santa Catarina. Além disso, ela também trata da organização e objetivos das instituições dessa Rede Federal. 

-> Quer saber mais da história do IFSC antes de se chamar IFSC? Leia aqui.

Estatuto

Já o estatuto é o principal documento do IFSC. Ele apresenta a natureza, as finalidades, as características e os objetivos da nossa instituição, ou seja, ele regulamenta nosso funcionamento e normas. De maneira geral, o estatuto oferece as diretrizes para as atividades que acontecem no IFSC, de forma ampla e menos detalhada (até porque, as minúcias vão ser tratadas nos regimentos, sobre os quais falaremos a seguir).

Nele você encontra informações sobre os câmpus e outras estruturas que fazem parte da nossa instituição, como quais os tipos de cursos que podem ser ofertados, a estrutura organizacional da Reitoria, do Conselho Superior, do Colégio de Dirigentes e como é o processo de escolha para reitor e diretor-geral de câmpus.

-> Aqui você encontra o Estatuto do IFSC na íntegra.

Regimento Geral

Complementar ao Estatuto, temos o Regimento Geral, que aborda mais detalhadamente as normas do IFSC, as competências e funcionamento de cada parte da instituição. É nesse documento que se entende melhor como funciona a estrutura administrativa e acadêmica do IFSC. Isso, é claro, considerando a instituição como um todo: temos ainda regimentos em cada um dos nossos câmpus, para que a estrutura interna deles também esteja bem estruturada e documentada - e porque elas podem ser diferentes entre cada câmpus.

No Regimento, então, você vai encontrar informações sobre as competências de cada pró-reitoria, diretoria e departamentos, assim como das suas respectivas chefias e dos colegiados. Sempre que houver alguma dúvida sobre quem faz o que, no regimento haverá a resposta.

-> Clique aqui para acessar o Regimento Geral do IFSC.

Regulamento Didático-Pedagógico (RDP)

O Estatuto e o Regimento são focados, de certa maneira, nos aspectos administrativos e organizacionais do IFSC, certo? Embora por sermos uma instituição de ensino tudo isso esteja relacionado à educação, temos também alguns documentos especialmente direcionados para nossas atividades didático-pedagógicas. Esse é o caso do Regulamento Didático-Pedagógico, também conhecido como RDP.

Nele, você encontra a regulamentação pedagógica do IFSC e informações sobre gestão dos processos educacionais e normas para os processos didáticos e pedagógicos desenvolvidos em todos os câmpus.

Isso significa que é neste documento que você vai encontrar informações sobre avaliações, calendários, ingresso, matrícula, oferta de cursos, transferências e validações… enfim, tudo o que diz respeito aos processos educacionais do IFSC. 🙂

-> Clique aqui para ler o nosso Regulamento Didático-Pedagógico.

Aliás, se você não entender alguns termos utilizados no RDP, você pode abrir junto esse glossário do RDP.

Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI)

Já falamos um pouco sobre a história e a organização do IFSC, então agora é o momento de falarmos sobre o futuro! O Plano de Desenvolvimento Institucional, também chamado de PDI, é o documento que diz respeito ao planejamento da instituição para um ciclo de 5 anos. É por esse documento que você pode acompanhar nossos próximos passos, considerando a identidade do IFSC e os nossos principais objetivos.

Aliás, é dentro do PDI que você encontrará o Projeto Pedagógico Institucional, o PPI, um dos capítulos mais importantes desse documento. Isso porque é nele que você pode conhecer mais sobre a concepção de educação e educação profissional, científica e tecnológica que são buscadas pelo IFSC, os fundamentos para os projetos pedagógicos dos cursos que ofertamos, nossas políticas de egressos e muitos outros assuntos estudantis que impactam diretamente o dia a dia dos nossos estudantes.

-> Entenda mais sobre o Projeto Pedagógico Institucional aqui.

Além disso, no PDI você também vai encontrar informações sobre as metas e estratégias previstas para o IFSC, tanto no aspecto de gestão quanto no pedagógico. É um documento bem longo e complexo, mas que garante que o IFSC se avalie e se atualize conforme o cenário atual da instituição. Afinal, não podemos ficar engessados no tempo e presos ao que foi estabelecido muitos anos atrás, né?

Quando lançamos nosso último PDI (2020-2024), preparamos um vídeo explicativo sobre o documento que pode ser bem útil para compreendê-lo. Atualmente, estamos na fase de elaboração do próximo PDI, que valerá de 2025 até 2029.

-> Para acessar o Plano de Desenvolvimento Institucional do IFSC, clique aqui

-> Saiba mais sobre o PDI, como ele é feito e como ele impacta nossa instituição

Outros documentos norteadores do IFSC

Além destes, que são os principais, o IFSC possui outros documentos que norteiam o seu funcionamento, como planos estratégicos e políticas.

Consulte os documentos norteadores do IFSC
Conheça as políticas institucionais

Ufa, foi muita informação nesse post, né? Para te ajudar, preparamos também essa pequena apresentação aqui em baixo, com a versão mais resumida e dinâmica desse conteúdo! 🙂

 

Confira também:

 

Como mencionado anteriormente, além desses documentos gerais para todo o IFSC, existem também os documentos de cada câmpus. Para acessá-los, basta ir no site do câmpus, clicar no menu superior em ‘o câmpus’ e acessar no menu lateral esquerdo ‘Documentos Norteadores’.

Além disso, você pode encontrar respostas úteis sobre a estrutura e funcionamento do IFSC nos links a seguir:

-> Conheça a estrutura organizacional do IFSC
-> Como encontrar informações sobre o orçamento do IFSC?
-> Entenda melhor o seu curso: do calendário acadêmico aos planos de ensino
-> Saiba com quem tirar suas dúvidas no IFSC

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Quais são os tipos de cursos que o IFSC oferece?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 19 fev 2025 10:58 Data de Atualização: 08 abr 2025 17:12

Como todos os outros institutos da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, o IFSC oferece uma variedade de opções de cursos, em níveis diferentes e que atendem um público imenso de pessoas. Na verdade, nós gostamos de dizer que o IFSC tem um curso para todo mundo e para quase qualquer momento da sua vida. Não é à toa que temos como alunos vários membros de uma mesma família, como é esse caso aqui que conhecemos no JIFSC.

Mas, justamente pela variedade que oferecemos, nem todo mundo sabe quais são toooodos os tipos de curso oferecidos, onde procurar e como se inscrever. Por isso, fizemos esse post para explicar melhor e dar uma ajudinha quando você quiser nos divulgar para quem você conhece!

Educação de Jovens e Adultos (Proeja)

Vamos começar nossa jornada pelos tipos de cursos do IFSC com uma das nossas atuações mais importantes: a educação de jovens e adultos. Além de profissionalizar quem está longe da escola faz tempo, esse é um trabalho que faz toda a diferença na vida e autoestima dos nossos alunos e temos muito orgulho disso! ☺️ Além, é claro, da admiração que temos por esses estudantes que não desistem do sonho de ter sua educação básica completa e, ao mesmo tempo, engajar em uma nova profissão com os nossos cursos técnicos.

A seguir, vamos detalhar os tipos de cursos Proeja que oferecemos:

Proeja FIC integrado ao Ensino Fundamental

Esta modalidade de curso Proeja é voltada para quem tem mais de 15 anos e não concluiu o Ensino Fundamental. Enquanto o estudante faz as disciplinas para concluir o Ensino Fundamental, ele também faz um curso FIC, que é um dos nossos cursos de Formação Inicial e Continuada. Os cursos FIC oferecidos em cada câmpus integram os estudantes ao mercado de trabalho local, dando uma base de conhecimento para que possam se inserir em uma nova área, ampliando as possibilidades profissionais do aluno.

-> O que é um curso FIC ou de qualificação?

A seleção dos candidatos é feita por sorteio. Conheça essas opções de cursos nesta listagem aqui.

Proeja FIC integrado ao Ensino Médio

Semelhante à modalidade anterior, enquanto o estudante conclui o Ensino Médio, ele também faz um curso de qualificação, que chamamos de FIC. Para participar é necessário ter mais de 18 anos e não ter concluído o Ensino Médio. Ao final do curso, o aluno terá o certificado de conclusão de Ensino Médio e do curso FIC.

A seleção dos candidatos é feita por sorteio. Conheça essas opções de cursos nesta listagem aqui.

Proeja técnico integrado ao Ensino Médio

Já os cursos Proeja técnicos propõem algo um pouquinho diferente dos outros: enquanto o estudante conclui o Ensino Médio aqui no IFSC, ele também faz um curso de nível técnico. Logo, ao final da sua formação, ele terá tanto o certificado do Ensino Médio quanto o diploma de um curso técnico. A duração dele pode ser também um pouco mais longa, indo de dois anos e meio até três anos e meio, dependendo do curso.

A seleção é feita por sorteio e você pode encontrar os cursos e câmpus disponíveis acessando esta listagem.

-> Entenda mais sobre o Proeja e como ele transforma vidas

Cursos Técnicos

Uma grande parte do nosso público, desde antes de o IFSC ser IFSC, são os ingressantes no Ensino Médio, adolescentes que desde cedo buscam uma educação básica profissionalizante aqui com a gente. 🥰 Inclusive, muitos gostam tanto de estudar aqui que acabam seguindo conosco durante a graduação, pós, entre outros cursos. Mas tudo isso começa em uma dessas duas modalidades de curso que explicaremos a seguir:

Técnico Integrado

Os cursos técnicos integrados ao Ensino Médio são aqueles nos quais os estudantes fazem tanto as disciplinas do Ensino Médio quanto as do curso técnico aqui no IFSC. Ao concluir o curso, o estudante terá tanto o certificado de conclusão do Ensino Médio quanto o diploma do curso técnico escolhido, tudo aqui com a gente! :)

O modo de seleção para cada curso varia, podendo ser exame de classificação ou sorteio.  Você pode encontrar os cursos e câmpus disponíveis aqui (também é possível ver em cada curso qual o modo de seleção)!

-> O que o Ensino Médio do IFSC tem de diferente?

Técnico Concomitante

Já os cursos técnicos concomitantes ao Ensino Médio são para aqueles estudantes que cursam o Ensino Médio em outra instituição de ensino, mas buscam uma formação técnica em paralelo. Quando concluírem o curso concomitante, esses estudantes terão uma formação técnica aqui pelo IFSC.

A seleção é feita por sorteio. Veja aqui as opções de cursos e câmpus disponíveis para os cursos técnicos concomitantes.

Vale lembrar que esse tipo de curso é voltado para quem está ingressando agora ou ainda está fazendo o Ensino Médio. Para quem já concluiu, temos ainda várias outras opções das quais falaremos a seguir!

Técnico subsequente

O curso técnico subsequente ao Ensino Médio é aquele que todo mundo conhece só por curso técnico: ele pode ser feito por qualquer pessoa, de qualquer idade, desde que tenha concluído o Ensino Médio. Esses cursos oferecem um ensino técnico dentro da área profissional de interesse e, ao concluir esse curso, o estudante vai ter uma formação técnica nível IFSC de qualidade! 🥰

A duração desses cursos é de um a dois anos e a seleção é por sorteio ou exame de classificação. Veja aqui as opções de cursos e câmpus para os técnicos subsequentes (em cada curso é possível ver também a forma de seleção).

-> Saiba mais sobre a diferença entre os cursos técnicos integrados, concomitantes e subsequentes ao Ensino Médio

Cursos de qualificação profissional 

Também conhecidos como cursos FIC, essa categoria de curso abrange, na verdade, uma grande variedade de tipos de cursos com pré-requisitos bem variados. A ideia desses cursos é oferecer uma formação mais curta, introdutória ou mais específica dentro do mercado de trabalho do curso, para dar aquele up no seu currículo ou te ajudar a mudar de carreira, por exemplo.

-> Saiba mais sobre os cursos FIC ou de qualificação

Fazem parte dessa categoria também os cursos de idiomas que oferecemos aqui no IFSC. Spoiler: temos cursos de idiomas que podem fazer toda diferença na sua vida profissional!

Formação Inicial e Continuada 

Dentro dos cursos FIC, nós temos aqueles focados na formação inicial para a atuação no mercado de trabalho. A duração desses cursos é curta, de um a quatro meses e muitos deles são on-line, ou seja, você não precisa morar perto do câmpus para se inscrever. Geralmente esses cursos não têm exigência de formação prévia e a idade mínima para entrar pode variar bastante. Por isso, no caso deles é sempre importante ficar de olho no edital de inscrição para conferir todos os detalhes!

-> Se você não tem o hábito de ler editais, não tem problema! A gente ajuda você!

Já os cursos de formação continuada podem exigir uma formação na área de atuação do curso, uma vez que o foco deles é atualizar o profissional já atuante naquela área. São também cursos curtos, de um a quatro meses de duração e vários deles temos também na modalidade a distância.

Veja aqui mais sobre esses cursos e como se inscrever.

Idiomas

Você sabia que, além de cursos técnicos, você pode fazer um curso de idiomas aqui no IFSC? Oferecidos em diversos câmpus, alguns até na modalidade on-line, eles têm idade mínima de 14 ou 16 anos para a inscrição, dependendo do curso. Temos diversos idiomas, como inglês, espanhol, Libras e francês, e em diversos níveis de fluência diferentes. Dá tanto para começar do 0 quanto fazer um teste de nivelamento e começar a partir dos conhecimentos que você já tem no idioma! Temos opções também de cursos de português para estrangeiros que querem aprender nossa língua.

Para verificar todas as opções e cursos, clique aqui.

-> Como funcionam os cursos de idiomas no IFSC?

Se você já estuda no IFSC, sabia que pode fazer mais de um curso por aqui? Veja em quais casos isso é possível.

Cursos de graduação

Para aqueles que já concluíram ou estão concluindo o Ensino Médio e querem dar o próximo passo na sua vida acadêmica, o IFSC tem também cursos de nível superior, tanto graduação quanto pós-graduação. Embora eles exijam uma formação mínima para começar, vale lembrar que esses cursos não têm idade máxima para se inscrever. Afinal, nunca é tarde demais para investir em você mesmo e na sua formação! 😃

Os cursos de nível superior que temos aqui no IFSC são divididos em três tipos que vamos explicar a seguir.

-> Como ingressar em um curso de graduação aqui no IFSC?

Curso Superior de Tecnologia

Também conhecidos popularmente como tecnólogos, esses cursos são um pouco diferentões em sua proposta: eles misturam o aprofundamento do Ensino Superior, com disciplinas teóricas, com o foco no mercado de trabalho dos cursos técnicos, com as disciplinas práticas. Com isso, em alguns casos, acabam se tornando cursos mais curtos do que outras graduações, com cerca de três anos de duração, mas que também exigem muita dedicação, afinal, eles envolvem muita mão na massa!

Ao final de um CST, você terá o diploma de conclusão de curso que vale como nível superior, o que te habilita também para, quem sabe, seguir para uma pós-graduação depois.

A seleção para esses cursos é feita tanto pelo Sisu, considerando sua nota do Enem, quanto pelo vestibular, que atualmente é unificado com a UFSC. Para conferir todas as opções de cursos superiores de tecnologia que temos, clique aqui.

Bacharelado 

Apesar de ser um curso mais teórico do que o curso superior de tecnologia, não se engane: nossos cursos de bacharelado também são bem voltados para o mercado de trabalho. Porém, é bem comum que os cursos de bacharelado também tenham um grande foco na formação científica ou humanística (dependendo da área do curso).

Os cursos de bacharelado podem durar cerca de cinco anos e a seleção também acontece via Sisu ou Vestibular unificado. Para conferir nossas opções de bacharelado e os câmpus nos quais são oferecidos, é só clicar aqui!

-> Confira os cursos de engenharia que temos aqui no IFSC

Licenciatura

Os cursos de licenciatura são aqueles voltados para a formação de professores para a rede básica de ensino. Semelhante aos bacharelados, eles também oferecem formação científica e humanística, porém com um foco mais voltado para preparar esses futuros profissionais para o magistério. Por isso, quem se forma em licenciatura geralmente tem diversas disciplinas diretamente voltadas para o ensino, além dos estágios obrigatórios em escolas públicas da região.

As licenciaturas costumam durar cerca de quatro anos e a seleção é por Sisu ou Vestibular. Clique aqui para conferir as licenciaturas que você pode fazer aqui no IFSC.

-> Quer entender melhor a diferença entre CST, bacharelado e licenciatura? Aqui a gente explica!

Cursos de pós-graduação

Para quem já concluiu uma graduação e pretende continuar os estudos, nós também oferecemos cursos de pós-graduação - muitos deles voltados especialmente para a área tecnológica; outros voltados justamente para a formação dos profissionais que querem trabalhar na educação técnica. No IFSC, temos dois tipos de cursos de pós-graduação, cada uma com um foco um pouquinho diferente, e que vamos explicar a seguir:

Mestrado

Também conhecidos como pós-graduação stricto sensu, esses cursos são voltados para quem quer aprimorar o conhecimento profissional e acadêmico em uma área de atuação. Durante o período de curso, que costuma ser de dois anos, além de cursar as disciplinas do curso, o estudante desenvolve uma pesquisa científica com a orientação de um professor doutor. Para concluir o curso, o estudante apresenta os resultados desse trabalho em sua dissertação.

Para ingressar nesse tipo de curso é necessário ter formação superior na área ou conhecimento profissional na mesma, uma vez que a seleção é feita por análise curricular e documental.

Confira aqui os cursos de mestrado que você pode fazer aqui no IFSC.

Especialização

Os cursos de pós-graduação lato sensu oferecem desenvolvimento profissional e acadêmico na área de atuação do estudante, porém com maior foco no mercado de trabalho. É uma excelente opção para quem busca excelência na própria profissão. 🙂

A duração desses cursos é de um a dois anos e alguns deles são oferecidos na modalidade a distância. A seleção varia para cada curso, você pode conferir as opções disponíveis (e o modo de seleção para cada um) aqui.

-> Ainda ficou com dúvida sobre a diferença entre essas duas pós-graduações? Leia este post do Blog.

É muita opção, né?! Não se preocupe, preparamos um guia mais prático para você:

 

-> Qual curso do IFSC você pode fazer? Confira aqui!

Como nós oferecemos muitos e muitos cursos, é comum também que de vez em quando algum deles mude de grade, de abordagem, ou que novos cursos surjam. Por isso, quando você se perguntar “será que o IFSC oferece algum curso nessa área?” é só procurar no nosso guia de cursos. Por lá você encontra os cursos com inscrições abertas e também todos os tipos de cursos que oferecemos. Clicando na opção de tipo de curso, você consegue filtrar por câmpus e por cursos EaD.

Na dúvida, sempre fique de olho no nosso site e demais canais de comunicação do IFSC. Nós sempre publicamos quando há inscrições abertas (o que, para nós, é praticamente todo dia 😬).  As informações sobre cursos, onde se inscrever etc. podem ser encontradas também nas páginas de todos os nossos câmpus.

Se preferir, deixe o seu e-mail no nosso Cadastro de Interesse que enviaremos uma mensagem sempre que estivermos com vagas abertas.

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BLOG DO IFSC

Você sabe como procurar informações sobre orçamento do IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 18 dez 2024 08:00 Data de Atualização: 08 abr 2025 17:11

Que todos precisamos de dinheiro para sobreviver é fato, certo? Pois com as instituições também é assim. E, no caso do IFSC, para podermos ofertar todos os nossos cursos e manter nossa estrutura funcionando, precisamos de um valor significativo - afinal, são mais de 40 mil estudantes que recebemos anualmente. Mas, afinal, como funciona o orçamento do IFSC e como você pode encontrar informações sobre isso?

No post deste mês, vamos relembrar alguns conteúdos que já produzimos sobre o assunto e explicar melhor onde estão as informações sobre o orçamento do IFSC. Para isso, conversamos com o diretor de Gestão de Conhecimento do IFSC (DGC) Oizes Vieira Mendes e com a pró-reitora de Desenvolvimento Institucional Sabrina Moro Villela Pacheco.

De onde vem o dinheiro do IFSC

Como instituição pública, o orçamento do IFSC está conectado com o orçamento público, mas também podemos receber recursos de outras formas. E nós fizemos já dois posts detalhando isso:

Resumidamente, os recursos orçamentários do IFSC vêm do Orçamento Geral da União por meio da Lei Orçamentária Anual, a LOA, e também chegam de outras formas, como emendas parlamentares, captação de recursos via órgãos de fomento, parcerias e chamadas públicas, licenciamento de tecnologias e Termos de Execução Descentralizada.

Nem sempre recebemos tudo o que está previsto. Nos últimos anos, vários cortes orçamentários ocorreram.

Na LOA temos então a definição do quanto de orçamento será disponibilizado para cada área/projeto, incluindo o Ministério da Educação - MEC. Além disso, também temos a definição orçamentária de todas as autarquias ligadas ao MEC, incluindo aí o IFSC e todos os demais Institutos e Universidades Federais.

Matriz Conif

O IFSC faz parte da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que é composta por 38 Institutos Federais, 2 Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e o Colégio Pedro II. Dentro do orçamento do MEC, a Rede disputa espaço com a educação básica e a superior. Ou seja, cabe ao Ministério definir quanto do seu orçamento será distribuído para cada uma dessas áreas.

Após a definição pelo MEC de qual será o orçamento para a educação profissional e tecnológica, há ainda outra discussão: quanto desse orçamento irá para cada uma das instituições da Rede. Para que as instituições recebam o mínimo necessário para seu funcionamento, respeitando as características individuais das ofertas de cada câmpus, entra em cena um instrumento chamado Matriz Conif.

O Conif é o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A Matriz Conif, organizada por esse órgão, abrange o orçamento de investimento e custeio de todas as instituições da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (IFs, Cefets e Colégio Pedro II), divididos de forma parametrizada - ou seja, há critérios para definir como será essa divisão. Não entram nessa matriz as despesas relativas a pessoal (salários, aposentadorias etc.).

A Matriz Conif é um modelo matemático que considera, por exemplo, o tipo de curso oferecido em cada instituição. Ela é elaborada por meio de discussões conjuntas entre o Conif e a Secretaria de Educação Profissional (Setec), que é o setor do MEC responsável pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EPT). O detalhamento desta matriz pode ser encontrado no nosso Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).

Como funciona a divisão orçamentária do IFSC

Após a divisão do orçamento entre as instituições da Rede, aí precisamos definir como o orçamento do IFSC será dividido dentro da instituição entre todos os câmpus.

O IFSC não tinha uma metodologia formalizada de divisão orçamentária até agosto de 2021. No entanto, por meio dos trabalhos realizados pela Câmara Temática de Planejamento, Infraestrutura e TI, vinculada ao Colégio de Dirigentes (Codir) do nosso Instituto, foi elaborado um modelo para a divisão orçamentária, denominado Matriz Codir.

Desta forma, o orçamento de cada câmpus do IFSC passou a ser composto pelo piso orçamentário do câmpus e pelo recurso baseado nos dados acadêmicos (Matriz Conif). As diretrizes da Matriz Codir podem ser conferidas aqui.

Qual a diferença entre a Matriz Conif e a Matriz Codir?

A Matriz Conif segue uma lógica de divisão orçamentária que leva em conta basicamente um indicador denominado “matrícula total Conif”, que converte as matrículas do IFSC em recursos para a instituição. Esta matrícula leva em consideração alguns aspectos como: carga horária, fator de esforço do curso, dentre outros critérios. Contudo, é basicamente uma planilha fria que não leva em consideração a capacidade operacional dos diferentes câmpus. 

Diante da necessidade de realizar uma divisão mais equânime, considerando as particularidades de cada câmpus, foi elaborada a Matriz Codir. Esta matriz prioriza não apenas o indicador de matrículas Conif, mas também estabelece um piso orçamentário baseado na área de construção dos câmpus e matrícula equivalente na Plataforma Nilo Peçanha (PNP), que equipara as matrículas com o fator de esforço e carga horária (por exemplo, uma matrícula de um curso de qualificação profissional tem um peso menor do que a matrícula de um curso de graduação, que demanda mais recursos). Isso visa garantir a operação de todos os câmpus do IFSC.

O piso orçamentário dos câmpus configura-se como o valor mínimo a que cada câmpus terá direito e tem como objetivo subsidiar as despesas mínimas de manutenção e funcionamento daquela unidade. Este piso é definido por critérios estabelecidos na Matriz Codir.

A metodologia da Matriz Codir é usada para permitir que câmpus que ainda não estão consolidados possam continuar em funcionamento. Se nos baseássemos apenas na Matriz Conif, alguns câmpus não conseguiriam se sustentar. Entendendo que somos uma rede e uma única instituição, consideramos importante fazer essas adequações e ajustes.

Como é feita então a distribuição orçamentária para os câmpus?

A metodologia utilizada pela Coordenadoria de Planejamento e Avaliação Institucional é feita com base no Plano Anual de Trabalho(PAT) de cada câmpus. Na primeira etapa, é realizada uma divisão orçamentária provisória, para a elaboração da proposta orçamentária do IFSC. Na segunda etapa, é realizada uma proposta de divisão orçamentária entre os câmpus que, por sua vez, é discutida no Codir. A lógica da divisão orçamentária é realizada com base na Matriz Codir.

A partir dessas informações, aguarda-se a comunicação do Ministério da Economia sobre a abertura do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP) para o cadastro da programação orçamentária do IFSC. Com base nas programações cadastradas por todas as instituições e nas diretrizes da LDO, o Ministério da Fazenda elabora o Projeto de Lei Orçamentária Anual - PLOA. Normalmente a abertura do sistema SIOP para o cadastro da programação orçamentária ocorre no início do mês de agosto.


 

-> Para compreender melhor o PAT, veja a apresentação realizada na reunião do Codir em maio de 2022. A gravação pode ser assistida aqui.

Por que os câmpus possuem orçamentos diferentes?

Cada câmpus do IFSC recebe recursos de acordo com a sua área construída e com a quantidade de matrícula equivalente na PNP para estabelecer o piso orçamentário. Esse piso tem a função de garantir a operacionalidade de todos os câmpus do IFSC. Já o restante dos recursos, após estabelecer o piso orçamentário, é dividido de acordo com o total de matrículas Conif. Portanto, esses são os critérios que estabelecem as diferenças orçamentárias entre os câmpus.

O piso tem uma “função Robin Hood”, redirecionando recursos dos câmpus com mais recursos para aqueles com menos. A parcela restante do orçamento é dividida de acordo com a matrícula total Conif, que reflete a capacidade do câmpus em trazer recursos para a instituição.

O IFSC nem sempre recebe o suficiente para dar conta do piso orçamentário de cada câmpus, uma vez que podem ocorrer bloqueios orçamentários por parte do Governo Federal. Foi o que aconteceu, por exemplo, nos últimos anos.

Mudanças no orçamento

Ao longo de 2024, o IFSC deu um importante passo em direção a uma gestão orçamentária mais justa e eficiente. Neste post do canal da gestão, a pró-reitora de Desenvolvimento Institucional do IFSC comenta sobre essas mudanças.

A nova metodologia de divisão orçamentária do IFSC busca promover maior equidade entre os câmpus, direcionando mais recursos para aqueles localizados em regiões distantes de grandes centros urbanos, sem desconsiderar a lógica estabelecida pela matriz Conif. Essa mudança, apesar de não ser simples, é fundamental para corrigir distorções na distribuição orçamentária.

Como comentamos antes, a matriz Conif, em sua composição, considera principalmente o número total de matrículas, o que frequentemente resulta em uma divisão orçamentária desproporcional. Era preciso, então, criar uma metodologia que respeitasse os critérios da matriz, já que ela define como os recursos chegam à instituição, evitando desestimular que os câmpus aumentassem suas matrículas, pois aqueles que tivessem crescimento poderiam não receber um retorno proporcional em termos de orçamento.

Ao mesmo tempo, a interiorização, característica marcante do IFSC, impõe desafios específicos. Em cidades com 5 mil habitantes, a captação de matrículas é significativamente mais difícil do que em localidades com 500 mil habitantes. No entanto, para fins de cálculo orçamentário, a matriz Conif atribui o mesmo valor a ambas as situações.

Para reduzir essa desigualdade e manter alinhamento com a matriz Conif, o IFSC implementou sua nova metodologia de divisão orçamentária. Ela estabelece subsídios específicos para os câmpus que necessitam de reforço orçamentário e introduz um mecanismo de equalização de matrículas com base na diferença entre o número de professores planejados no Plano de Oferta de Cursos e Vagas (POCV) e o quadro atual de docentes no câmpus. Quanto maior essa diferença - ou seja, quanto maior a defasagem de professores - maior será o ajuste de equalização, variando entre 10% a 40% no cálculo das matrículas para os câmpus que se enquadram nessa situação.

Outro aspecto relevante foi a definição da divisão orçamentária para a Reitoria e o IFSC Rede (fundo que recebe um percentual do orçamento de cada câmpus para custear ações destinadas a todo o IFSC). No novo cálculo, por exemplo, há um papel relevante da Reitoria, que abre mão de uma parcela significativa de seu orçamento para viabilizar os subsídios e ajustes de equalização destinados aos câmpus, sendo a unidade com o maior percentual de redução. Essa definição trará maior celeridade e transparência ao processo, ao estabelecer fórmulas de cálculo claras para todas as unidades da instituição.

Onde encontrar as informações sobre orçamento do IFSC

Um dos temas mais procurados pela comunidade acadêmica e pela sociedade em geral é o orçamento da instituição. Mas você sabe onde encontrar esses dados de forma detalhada e atualizada?

Para atender a essa demanda, a Diretoria de Gestão do Conhecimento disponibiliza o Painel de Orçamento, uma ferramenta interativa que permite a visualização de diversas informações orçamentárias. O Painel de Orçamento está disponível na página de Planejamento e Resultados do IFSC: https://www.ifsc.edu.br/planejamento-e-resultados

A disponibilização desses dados é fundamental para garantir a transparência das ações do IFSC, permitindo que todos os interessados possam acompanhar de perto como os recursos públicos estão sendo utilizados. Isso reforça o compromisso da instituição com a prestação de contas e a gestão eficiente dos seus recursos.

Acesse o painel de orçamento IFSC

O que você encontra no Painel de Orçamento?

No Painel de Orçamento, você poderá acessar dados detalhados (desde 2012) sobre:

  • Receitas: Origem e distribuição dos recursos recebidos.
  • Despesas: Aplicação dos recursos, subdivididos por categorias como despesas com pessoal, custeio, investimentos, entre outros.
  • Comparativos Anuais: Comparação de receitas e despesas ao longo dos anos.
  • Execução Orçamentária: Percentual do orçamento já executado em relação ao total previsto.

Conheça também o POCM

Além do Painel de Orçamento, o IFSC conta com o Projeto de Controle Orçamentário e Monitoramento (POCM), uma plataforma que oferece uma visão detalhada e atualizada sobre a gestão financeira da instituição. Para saber mais sobre o POCM, veja este post do pró-reitor de Administração no canal da gestão.

Não perca a oportunidade de se informar sobre como o IFSC gerencia seu orçamento e utilize essas ferramentas para tirar suas dúvidas e acompanhar de perto a execução financeira da nossa instituição.

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Projeto Integrador do IFSC: entenda como funciona

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 21 nov 2024 09:08 Data de Atualização: 08 abr 2025 17:11

Dependendo do curso que se faz aqui no IFSC ou do seu curso de interesse, você irá se deparar com alguma destas unidades curriculares na matriz curricular: Projeto Integrador (o famoso PI), Atividade de Extensão ou Seminário Integrador. Essas unidades aparecem em diversos dos nossos cursos, às vezes até em mais de um semestre, e geralmente tem uma carga horária bem grande, o que pode até assustar um pouquinho! 😅

Embora os nomes de algumas delas possam ser um pouco autoexplicativos, nem sempre sabemos do que se tratam e por que estão ali. Pensando nisso, trouxemos essa questão aqui pro nosso Blog para explicar como funcionam essas unidades e por que são tão especiais para a formação e vida profissional dos nossos estudantes. Vamos lá?

Por que o Projeto Integrador existe?

Que o IFSC é uma ótima escolha para quem busca uma formação profissional não há dúvidas. Mas o ensino de qualidade que a gente busca oferecer aqui vai além da nossa estrutura e do nosso quadro de professores: quando formulamos um novo curso, o pensamento está sempre no profissional que terá ele no currículo quando se formar. E é aí que unidades curriculares como o Projeto Integrador entram na grade, já que elas focam justamente no alinhamento de tudo que os estudantes estão aprendendo em um semestre (daí o integrador do nome), em um projeto que se relaciona com a área de trabalho, aplicando esse conhecimento a situações mais próximas da realidade. Ficou confuso? Calma que vamos explicar melhor!

Unidades curriculares como Projeto Integrador ou Seminário Integrador costumam sintetizar o que é aprendido em aula para situações que aquele profissional encontrará fora do IFSC, às vezes até mesmo com clientes reais. Ou seja, essas unidades são o momento perfeito para sistematizar os conhecimentos adquiridos no curso e colocá-los em prática, o que muitas vezes envolve também o contato do estudante do IFSC com a comunidade.

Um exemplo muito legal que temos é do curso técnico integrado em Alimentos do Câmpus Canoinhas. Em 2022, os estudantes avaliaram rótulos de produtos, analisaram aditivos, fizeram estudo de caso de uma empresa local, e desenvolveram novas propostas de produtos. Tudo isso utilizando os conhecimentos adquiridos ao longo do curso!

Em resumo, nesta unidade o estudante aprende metodologias e técnicas de pesquisa, trabalha sua produção de texto, elabora projetos e os coloca em prática, relatando os resultados obtidos. Tudo isso documentado para a posteridade! 🙂 

Já a unidade de Seminário Integrador, é menos comum nos nossos cursos, mas está presente em vários semestres do curso de Pedagogia Bilíngue, por exemplo, com um papel bem próximo do Projeto Integrador, mas adaptado ao contexto de pedagogia. Em sua ementa, está previsto introduzir a dinâmica pedagógica do curso, pesquisa acadêmica e a produção de projetos de pesquisa em ensino.

Qual a diferença entre o Projeto Integrador e Atividades de Extensão?

As unidades curriculares de Projeto Integrador e Atividade de Extensão têm muita coisa em comum. Elas têm proximidades metodológicas e práticas, embora algumas nuances sejam diferentes. Na verdade, as unidades de Atividades de Extensão fazem parte de um cenário maior, que vem acontecendo já há algum tempo na educação brasileira, que é a curricularização da extensão em cursos superiores, que nada mais é que tornar a extensão parte do currículo. Alguns cursos de graduação com oferta de unidades curriculares análogas ao Projeto Integrador e passaram por atualizações curriculares, agora possuem também unidades de Atividade de Extensão, como foi o caso do curso de Produção Multimídia do Câmpus Palhoça Bilíngue.

Se você não sabe o que é extensão, a gente explica: é quando os saberes criados aqui dentro de uma instituição de ensino retornam para a comunidade externa, em projetos voltados para o público ao redor da instituição ou que o beneficiam de alguma forma. No caso de uma disciplina como a de Atividade de Extensão, é quando o cliente deixa de ser hipotético: você cria um produto ou oferece um serviço para alguém real que, de outra forma, não poderia pagar por aquele serviço, mas que precisa dele mesmo assim.

Já as unidades de Projeto Integrador e Seminário Integrador (que mencionamos mais acima) não necessariamente têm esse compromisso com o público externo, embora seja super comum em suas  ementas que contemplem isso também. Afinal, esse é um dos papeis do IFSC: formar profissionais capazes, criar experiências profissionais aqui dentro e contribuir para o desenvolvimento em nossa sociedade.

Quais os tipos de curso que têm alguma dessas unidades?

Apesar de ser bem comum, não são todos os cursos do IFSC que têm um Projeto Integrador em sua matriz. Até porque, em alguns deles, isso nem faria sentido, uma vez que fazem parte da nossa oferta os cursos de idioma, de formação inicial e continuada, entre outros de curta duração. Sem contar que em alguns dos nossos cursos de curta duração, os conhecimentos desenvolvidos são muito específicos, como nos cursos de Desenho Artístico oferecidos no Câmpus Gaspar, por exemplo.

De modo geral, essas unidades curriculares (de projeto ou seminário integrador e de atividades de extensão) estão presentes nos cursos técnicos - integrados, concomitantes e subsequentes - e de graduação - superiores de tecnologia, bacharelados e licenciaturas. Afinal, são esses os cursos que têm mais tempo e espaço para o desenvolvimento de projetos mais complexos e que possuem componentes curriculares mais profundos e diversificados ao longo dos semestres. Sempre que presentes, essas unidades curriculares são obrigatórias, uma vez que são bem importantes na matriz curricular desses cursos.

-> Conheça os cursos que o IFSC oferece

-> Você sabe a diferença entre bacharelado, licenciatura e curso superior de tecnologia?

Como funciona o projeto integrador?

O desenvolvimento dessas unidades curriculares depende de cada curso, é claro. Porém, o que há de comum em todas elas é esse caráter de preparação para o mercado de trabalho, além do ensino de metodologias para a elaboração de projetos. Geralmente esses projetos contemplam os conhecimentos adquiridos no curso até então, sendo quase sempre multidisciplinares. É comum que todo o processo de desenvolvimento de trabalho inclua a elaboração da escrita formal de um projeto, seguindo as normas ABNT, e relatórios sobre a sua execução.

Além disso, nas unidades que envolvem extensão, há também a seleção de clientes/público-alvo das atividades realizadas e, é claro, o acompanhamento de um ou mais professores direcionando todas as partes do processo. Outra tendência é que esses trabalhos sejam feitos em grupo, uma vez que um dos importantes aprendizados que queremos que todos tenham aqui é o trabalho em equipe.

Depois que esse projeto for executado, é possível ainda que a unidade se encerre com um relatório ou com uma rodada de apresentação dos resultados e experiências que cada grupo teve. Assim, todos podem aprender com as experiências dos colegas. 🙂

-> Cinco pontos que não podem faltar no seu projeto de pesquisa

O que fazer depois de concluído?

Tudo isso parece muito trabalho, não é? Bem, talvez as unidades de Projeto Integrador sejam realmente um tanto trabalhosas… Mas se tudo for feito com paciência e dedicação, os resultados podem ser ótimos em diversos sentidos! Ter um projeto formalizado, bem escrito e formatado dentro das normas pode te garantir publicações futuras ou até mesmo ideias para projetos maiores. Quem sabe você encontra ideias para seu Trabalho de Conclusão de Curso (se seu curso tiver, é claro) ou para uma Iniciação Científica?

Além disso, aqui no IFSC nós temos anualmente o Sepei - nosso Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação - , um evento e espaço todo especial para você e seu grupo apresentarem seus trabalhos. Outros eventos de IFs, outras instituições e revistas também podem aceitar projetos de estudantes, mesmo os de ensino médio. Afinal, um trabalho bem feito não precisa ficar esquecido e escondido, né?

-> Você sabe o que é Qualis Capes?

Como o Projeto Integrador pode fazer seu currículo brilhar?

Além de poder virar um trabalho acadêmico que você pode apresentar no Sepei e colocar no seu Currículo Lattes, em eventos do seu câmpus ou semana do seu curso e que te ensina o processo por trás desse tipo de produção, há vários outros motivos para caprichar no Projeto Integrador. E eles têm tudo a ver com a sua vida depois daqui!

Isso porque é bem comum que o resultado dessa unidade possa entrar, por exemplo, para o seu portfólio profissional. Como o foco é desenvolver atividades próximas da realidade de trabalho, você pode sair do seu curso do IFSC tendo feito trabalhos para pequenas empresas, por exemplo, o que já conta muito na hora de enviar seu currículo e portfólio para uma vaga de emprego.

-> Saiba como mandar bem no currículo e na entrevista de emprego

Por isso, nossa dica é não mirar só na nota: quando realizar um Projeto Integrador ou Atividade de Extensão, capriche em cada aspecto para fazer esse trabalho valer e cada pedacinho desse conhecimento te ajudar no futuro!

Vale inclusive coletar o feedback dos professores e colegas ao final do trabalho e dar toques especiais nele, junto ao seu grupo, para depois ter algo bem feito e elaborado para mostrar para um futuro empregador. Projetos visuais ficam muito legais em plataformas como o Behance, vídeos em boa qualidade podem ficar no YouTube ou vimeo, por exemplo. E deixe sempre as documentações dos seus projetos bem revisadas e formatadas. Independente do formato, não deixe um trabalho feito com dedicação cair no esquecimento, viu?

-> Procurando um estágio? Saiba por onde começar

Conheça alguns exemplos de projetos já feitos pelos nossos estudantes

Fizemos uma pequena busca para te mostrar resultados super legais de disciplinas de Projeto Integrador para te inspirar e dar novas ideias:

-> Este projeto do curso de graduação em Design do Câmpus Florianópolis desenvolveu móveis para um espaço infantil em uma comunidade indígena de Biguaçu

-> Aqui você pode ver vários projetos que foram feitos no primeiro semestre deste ano no curso de graduação em Engenharia de Controle e Automação, do Câmpus Chapecó

-> Uma estudante do curso técnico subsequente em Agronegócio, do Câmpus São Lourenço do Oeste, desenvolveu um projeto que resultou na implantação uma horta mandala para produzir alimentos de maneira mais sustentável

-> Os estudantes do curso técnico subsequente de Mecânica do Câmpus Chapecó registraram a apresentação dos seus trabalhos inovadores no YouTube

-> Um projeto integrador de 2022 do curso técnico integrado em Química do Câmpus Gaspar virou um artigo científico publicado em uma revista científica da Fiocruz

Esses são só alguns deles, porém se você acompanhar o IFSC nas redes sociais e nos nossos canais de divulgação, vai perceber que é bem comum nós divulgarmos alguns trabalhos como esses por lá. Quem sabe em breve não publicamos algum dos seus projetos também?!

Dúvidas sobre PI

Esperamos que esse post tenha ajudado a resolver algumas dúvidas sobre o Projeto Integrador. Mas se ainda restaram dúvidas, lembre-se que em qualquer momento da sua vida acadêmica, terá alguém aqui no IFSC para te ajudar. No caso de unidades curriculares, os professores responsáveis por ela são, é claro, os primeiros que você deve procurar. Porém, se você tem outras dúvidas sobre seu curso, matriz curricular ou outras coisas no IFSC, é só vir falar com a gente.

-> Confira o nosso Portal do Aluno
-> Conheça templates de arquivos que podem facilitar sua vida aqui no IFSC

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Publicações do IFSC: veja como divulgar seu trabalho científico

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 23 out 2024 09:51 Data de Atualização: 08 abr 2025 17:11

Que se produz muita ciência aqui no IFSC todo mundo sabe. Diariamente temos notícias de prêmios e editais nos quais nossos estudantes e servidores brilham por criar inovação, sustentabilidade, pesquisa e muito mais. Porém, é essencial que esse conhecimento não fique preso aqui dentro, não é mesmo? E é por isso que divulgar a ciência e publicar o que nós fazemos aqui é tão importante!

Afinal, já que o nosso querido Instituto Federal de Santa Catarina é público e funciona com a colaboração de todos, temos o compromisso de compartilhar o que fazemos com todo mundo que quiser aprender e criar meios de veiculação de conhecimento. 🙂

Existem, é claro, muitas formas de se fazer essa divulgação de conhecimento. Os conteúdos que nós publicamos todos os dias no nosso portal, notícias ou no IFSC Verifica, por exemplo, são parte disso. No entanto, existem outras plataformas aqui do IFSC  dedicadas para divulgações mais estritamente científicas, como artigos e ensaios acadêmicos, ou de estudos mais aprofundados e extensos o bastante para formarem um livro. E hoje falaremos sobre elas: as publicações do IFSC.

Então, se você tem curiosidade ou interesse em fazer parte desse universo – quem sabe ter algumas publicações no seu currículo lattes? – siga conosco para entender melhor sobre onde e como você pode ter uma publicação feita pelo IFSC.

Quais tipos de trabalho são publicados pelo IFSC?

Quando se fala de publicações, uma das primeiras formas que vêm à mente é a do livro que, apesar de ser uma das formas de publicar pelo IFSC, não é a única. Além dos livros, majoritariamente digitais, que nós publicamos, há também os periódicos e os anais de eventos do IFSC. A publicação, normatização e divulgação desses textos é de responsabilidade da Coordenadoria de Publicações do IFSC, que faz parte da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi).

Ou seja, o IFSC publica trabalhos técnico-científicos em livros e e-books e também em periódicos científicos.

Por que publicar pode ser interessante?

Além da recompensa pessoal de fazer parte de uma pesquisa e produzir conhecimento, há outras vantagens em ter um trabalho seu publicado. O aprendizado do processo de escrita acadêmica é muito importante para quem quer continuar estudando (quem sabe um mestrado aqui no IFSC?), sem contar que seu currículo lattes, que é uma plataforma também bem importante para quem segue na academia, fica bem mais legal quando tem publicações!

Aliás, para alguns processos de ingresso de pós-graduação, as publicações contam pontos que podem muito bem ser a diferença entre receber uma bolsa ou não. Ou até mesmo num futuro em concursos para a carreira de docente, publicações em revistas bem conceituadas na área também podem fazer bastante diferença.

E nada melhor do que começar essa jornada aqui com a gente, com toda a orientação e suporte que o IFSC nunca nega pra ninguém ❤️. Até porque ter o selo de qualidade do prefixo IFSC na sua publicação só vai valorizar ainda mais a sua pesquisa.

-> Aprenda como fazer pesquisa em periódicos on-line

E onde esses trabalhos são publicados?

Em um mundo cada vez mais digital, faz sentido que boa parte das publicações do IFSC atualmente sejam feitas nesse meio, certo? Por isso, hoje a preferência é que os livros sejam publicados digitalmente, assim como os periódicos. Esses materiais estão disponíveis gratuitamente e são de fácil acesso pelo Portal de Periódicos e na página de Livros e Periódicos do IFSC

Especificamente no caso dos livros, quem organiza o fluxo de publicação é o Conselho Editorial. Os critérios estéticos e técnicos das publicações devem se adequar à identidade visual do IFSC, seguindo nosso Manual de Marca e também o Manual de Editoração,  respeitando a organização, o formato da publicação e o layout esperado.

No caso dos periódicos já existentes no Portal de Periódicos, cada um possui sua chamada e organização próprias, seguindo as normas pré-estabelecidas na resolução da política editorial do IFSC. Para se abrir um novo periódico, é preciso preencher um formulário e fluxo específico junto à Coordenadoria de Publicações, seguindo, é claro, as normas da política editorial e manual de marca do IFSC.

-> Você sabia que o IFSC tem um Comitê de Ética?

Portal de Periódicos do IFSC

No Portal de Periódicos do IFSC, você encontra os periódicos científicos e os anais de alguns dos eventos realizados pelo IFSC. Para acessar os artigos é necessário entrar nos sites específicos de cada periódico, que podem ser encontrados no portal. A exceção é a Revista eletrônica Ciências da Administração e Turismo, que não está no portal, mas que pode ser acessada por um endereço próprio.

Alguns eventos também divulgam os anais em seus sites específicos e não no Portal de Periódicos. Se você não sabe o que são os anais de um evento, a ideia é bem simples: é o registro dos trabalhos apresentados em um evento, ou seja, um grande compilado das palestras, oficinas, mesas redondas, etc, presentes naquela edição do evento. Quer ver um exemplo? Aqui temos os anais dos Sepei realizados desde 2016.

Livros e periódicos do IFSC

Os livros do IFSC são divulgados no Portal do IFSC, na seção Livros e Periódicos do IFSC. Você pode notar que os livros são publicados com o que chamamos de Prefixo Editorial do IFSC. Isso é feito porque, formalmente, nós não temos uma editora. O IFSC possui toda a estrutura que uma editora exige, mas essa mesma estrutura não foi incluída no Regimento Geral do IFSC, que data de 2010, e será formalizada quando o regimento for atualizado.

O IFSC pode publicar, com seu prefixo editorial, tanto livros selecionados por meio de edital público quanto livros que julgar de interesse institucional. Como mencionamos antes, esses materiais são preferencialmente digitais e são de acesso livre e gratuito, não podendo ser comercializados, conforme os preceitos da Política Internacional de Acesso Aberto da Unesco.

-> Aliás, você sabe o que é um edital? Se não, confira nosso post sobre o assunto.

Publicar pelo prefixo IFSC ou autopublicar faz muita diferença?

Em tempos de internet e de tantas plataformas de publicação de ebooks, não é incomum que surja essa dúvida. Afinal, apesar de trabalhoso, com certa dedicação qualquer um pode escrever e formatar um epub ou pdf e publicar, certo? Então qual é a diferença de fazer isso pelo prefixo IFSC?

A resposta para isso é o critério avaliativo pelo qual as obras passam antes de serem publicadas pelo nosso prefixo. Há um processo de validação por pareceristas ad hoc e outras pessoas da área de conhecimento da obra que garantem a qualidade de tudo que é publicado por nós. Por isso, quando sua obra é aprovada e lançada pelo IFSC, ela já sai da fábrica com esse atestado de qualidade que não vem fácil quando você se publica autonomamente.

Além disso, o registro na Biblioteca Nacional (ISBN) que é feito para cada obra publicada pelo IFSC também conta para o currículo Lattes. Livros sem esse registro não podem ser incluídos na plataforma. É um bônus bem importante para quem quer seguir carreira acadêmica! :)

Quem pode publicar trabalhos pelo IFSC?

Tanto trabalhos de estudantes do IFSC quanto de servidores ou pesquisadores de fora da instituição podem ser publicados pelo IFSC. Só é importante se atentar a como e onde cada um pode enviar submissões.

Isso porque, para os periódicos (como Caminho aberto, EJA em Debate, RTC e Revista eletrônica Ciências da Administração e Turismo), é necessário que um dos autores, pelo menos, tenha nível superior completo. Logo, se você é um dos nossos estudantes de cursos técnicos ou de graduação, por exemplo, é preciso que um professor seja coautor do seu trabalho. O mesmo vale para membros da comunidade externa, como pesquisadores de outros Institutos ou Universidades.

Já para a publicação de livros, é necessário que um dos autores ou organizadores seja professor ou técnico-administrativo do IFSC. Estudantes aqui do IFSC ou de outras instituições podem ter textos publicados em livros, mas somente como um capítulo ou em coautoria com algum servidor.

Por fim, para os Anais de Eventos (como do nosso querido Sepei), existe uma política editorial e de submissão de trabalhos própria da comissão organizadora de cada evento. Muitas vezes as comissões aceitam trabalhos da comunidade interna (alunos e servidores) e da comunidade externa, mas nesse caso é importante conferir no site do evento em questão.

-> Você sabe como ser um cientista?

Quais as normas para publicação?

Como dissemos na seção anterior, as normas editoriais dos Anais de Evento são próprias, mas para o caso dos periódicos e livros temos algumas informações a mais que podem te ajudar a entender onde seu trabalho se enquadra e como submetê-lo. 
Periódicos

Cada periódico tem normas próprias para a submissão de trabalhos. Por isso, quando você quiser enviar um trabalho, é importante verificar os critérios exigidos na chamada de cada periódico. Você pode acessar essa informação acessando o Portal de Periódicos > Escolher o seu periódico de interesse > Sobre (no menu superior) > Submissões.

Livros

A publicação de livros pelo prefixo do IFSC segue dois caminhos diferentes pois, atualmente, temos tanto editais públicos como livros de interesse institucional que são lançados e divulgados por nós. Cada um deles segue um fluxo um pouquinho diferente, e nós preparamos um infográfico para deixar um pouco mais claro o assunto:

Você sabia que o IFSC tem uma Política Editorial?

A Política Editorial para Publicações Técnico-Científicas do IFSC é o documento que regula nossa prática de comunicação científica (o processo de circulação de informações acadêmico-científicas que resultam de projetos de ensino, pesquisa e extensão) e que define os critérios de submissão, avaliação, aprovação e acompanhamento da produção desses materiais.

O objetivo dessa política é qualificar as publicações técnico-científicas do IFSC por meio do estabelecimento de normas e diretrizes que assegurem processos democráticos de submissão, avaliação, aprovação e produção técnica da nossa comunidade, em livros e periódicos.

A confecção desse documento foi fundamental para garantir clareza, organização e funcionamento na publicação de materiais pelo IFSC, e a qualidade da nossa divulgação científica - que é, afinal, uma das tarefas importantíssimas que temos nas mãos!

Se eu quiser publicar e tiver dúvidas, com quem eu falo?

Primeiramente, fique sempre de olho nos editais abertos - você pode acompanhar pelas notícias que publicamos - e no Portal de Periódicos do IFSC, assim você sempre vai saber quando uma nova oportunidade de publicação surgir. É claro que, como sempre, é necessário ler os editais e chamadas com atenção para ter certeza de que seu trabalho atende a todos os critérios.

Se você for aluno aqui do IFSC, é uma boa ideia conversar com professores da sua área de interesse para ter melhores orientações de como uma pesquisa ou projeto se encaixa em uma publicação ou em algum outro edital de fomento à pesquisa. Além do nosso portal de periódicos, existem muitos outros de outras instituições que também aceitam trabalhos, desde que haja um orientador com nível superior completo envolvido.

Para mais informações, entre em contato com a Coordenadoria de Publicações do IFSC pelo e-mail publicacoes@ifsc.edu.br. 
Se você tiver outras dúvidas sobre produção científica…

Confira outros conteúdos que podem te ajudar:

-> Veja como acessar os acervos virtuais
-> Conheça os programas de pesquisa do IFSC
-> O que pode ser considerado plágio?
-> Conheça os templates do IFSC
-> Saiba como registrar uma inovação
-> O que é o Qualis Capes?

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Combate ao assédio no IFSC: o que você precisa saber

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 18 set 2024 09:32 Data de Atualização: 08 abr 2025 17:11

Uma palavra agressiva, uma “brincadeira” que na verdade é preconceito racial ou de gênero, uma aproximação forçada, um toque não consentido. São muitas as formas como, no cotidiano, o assédio e a violência podem se concretizar. Trata-se de uma problemática que existe em todas as classes sociais e ambientes, seja na família, no trabalho ou, mesmo, na escola. E é importante saber o que pode ser feito quando situações de assédio ou violência acontecem com você ou com alguém próximo a você.

Legislações e normas que visam o combate ao assédio e às violências têm sido cada vez mais amplamente discutidas e implementadas no Brasil. É o caso, por exemplo, da Lei 14.540/23, que instituiu o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual. A lei prevê a implementação do programa em todos os órgãos públicos federais, estaduais e municipais, nas escolas de ensino médio, nas universidades e nas empresas privadas que prestam serviços públicos. Avanços como esse podem ser resultado de uma maior compreensão acerca do que o assédio e as violências significam e da desnaturalização daquilo que, há até pouco tempo, poderia ser dissimulado como “brincadeira”, “mal-entendido” ou “exagero” da vítima.

Aqui no IFSC, a discussão institucional sobre o enfrentamento do assédio e das violências vem de longa data, mas ganhou um importante alicerce com a aprovação, pelo Conselho Superior (Consup), da Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral, ao Assédio Sexual e às demais Violências no IFSC, em fevereiro de 2023. A elaboração do documento envolveu uma comissão de servidores, com a participação de colaboradores externos. O processo de discussão e elaboração teve consultas à comunidade acadêmica e durou cerca de um ano, até a apresentação da minuta de texto que foi aprovada pelo Consup como Resolução 01/2023.

No post de hoje, vamos explicar melhor esta Política. 

Para que serve a Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral, ao Assédio Sexual e às demais Violências no IFSC?

É importante que toda a comunidade acadêmica saiba da existência desse dispositivo, que visa prevenir casos de assédio e violência, conscientizar sobre o que caracteriza cada tipo de assédio e violência e definir responsabilidades quando há necessidade de denúncias.

Também é preciso ter clareza de que a Política serve para proteger toda a comunidade acadêmica de situações de assédio, seja nas relações de trabalho (entre servidores e/ou terceirizados) ou nos ambientes de ensino, pesquisa e extensão (envolvendo servidores e estudantes ou apenas estudantes). Além disso, ela prevê que a prevenção e o enfrentamento das situações de assédio e violências são uma responsabilidade compartilhada de toda a comunidade acadêmica

Por dentro dos conceitos

O conhecimento de algumas definições pode ajudar a identificar situações desse tipo e entender como agir. Veja a seguir alguns dos conceitos importantes que o documento traz e que orientam essa compreensão.

  • Prevenção: são as ações individuais e coletivas que estimulam práticas de cuidado, integração e bem-estar entre as pessoas. Essas ações eliminam ou minimizam, por antecipação, acontecimentos, vivências e experiências assediosas ou violentas.
  • Acolhimento: é a primeira etapa do atendimento a quem sofreu assédio ou violência. Ele é composto de dois processos distintos: a escuta inicial e o atendimento especializado.
  • Escuta inicial: é o primeiro contato da pessoa que considera ter sido vítima de assédio ou violência com alguém da comunidade acadêmica. Neste momento não há, ainda, o registro formal da denúncia. A escuta inicial não precisa, necessariamente, ser feita por alguém da Coordenadoria Pedagógica ou de qualquer outro setor específico do câmpus: pode ser um professor ou professora, colega ou servidor de confiança da pessoa que considera ter sido vítima de assédio.
  • Atendimento especializado: aqui, sim, o atendimento passa para o nível profissional. É a escuta qualificada feita pelos setores relacionados ao tema, que podem variar de câmpus para câmpus. Em geral esse atendimento cabe aos servidores da Coordenadoria Pedagógica – psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, por exemplo. A Política prevê que os servidores responsáveis pelo atendimento especializado nos câmpus sejam designados por portaria.
  • Escuta qualificada: esse tipo de atendimento envolve elementos como liberdade, confiança, compreensão, paciência, prontidão para ajuda, disponibilidade, atenção, abertura para a fala, não recriminação e compromisso com o sigilo.
  • Registro da denúncia: ato de formalização da denúncia em meio institucional. Em geral, as denúncias são encaminhadas por meio da Ouvidoria (na sequência do post detalhamentos como fazer isso).
  • Assédio sexual: é o ato de constranger alguém com o objetivo de obter vantagens ou favorecimento sexual. Qualquer conduta de natureza sexual não solicitada e/ou não consentida, com o efeito de perturbar ou constranger a pessoa, afetar sua dignidade ou criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante e desestabilizador.
  • Assédio moral: são ações ou omissões intencionais e constantes, com o intuito de causar humilhação, isolamento e/ou constrangimento, de maneira repetitiva e prolongada durante a jornada de trabalho ou de estudo e no exercício de suas funções. Pode ser expresso em gestos, palavras (orais ou escritas) e/ou comportamentos de natureza psicológica. Essas ações expõem a vítima e podem causar ofensa à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica, podendo excluir a pessoa de suas funções e/ou deteriorar o ambiente de trabalho e/ou pedagógico.
  • Violência: qualquer ação intencional praticada por indivíduo, grupo, instituição, classe ou nação que cause prejuízos, danos patrimoniais, danos físicos, sociais, psicológicos e/ou espirituais.
  • Discriminação: violência oriunda de preconceito. Compreende todo tipo de distinção, exclusão, restrição ou preferência fundada em raça, etnia, cor, sexo, gênero, religião, deficiência, opinião política, ascendência nacional, origem social, idade, orientação sexual, identidade e expressão de gênero, ou qualquer outra que atente contra o reconhecimento ou exercício, em condições de igualdade, dos direitos e liberdades fundamentais nos campos econômico, social, cultural, laboral ou em qualquer campo da vida pública.
  • Violência sexual: qualquer forma de atividade sexual não consentida.
  • Importunação sexual: praticar ato libidinoso contra alguém, com objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiros.

Acho que fui vítima de assédio ou violência no IFSC. O que devo fazer?

A nossa instituição trabalha para que situações assim não ocorram, mas, infelizmente, sabemos que pode acontecer.  Se você é estudante do IFSC e acha que sofreu ou está sofrendo assédio - moral e/ou sexual -, converse com alguém de sua confiança, seja um colega ou um servidor. Também é possível buscar apoio com a Coordenadoria ou Núcleo Pedagógico do seu câmpus para receber o primeiro acolhimento por meio de uma escuta qualificada. Servidores que estejam passando por uma situação de assédio podem procurar a área de Gestão de Pessoas do seu local de trabalho. 

Depois, o recomendado é denunciar. Porém, a denúncia pode ser feita tanto pela própria vítima quanto por outra pessoa que tenha ciência dos fatos: uma testemunha, a pessoa que fez o acolhimento inicial da vítima ou qualquer outra pessoa. Veja abaixo o passo a passo básico do que pode acontecer após a denúncia:


 

1 Formalização da denúncia: por meio da plataforma Fala.Br, que é o canal oficial do Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal. Em caso de dúvidas sobre o uso da plataforma, é possível consultar o manual ou enviar um e-mail para ouvidoria@ifsc.edu.br. Para que a Ouvidoria do IFSC possa dar um encaminhamento imediato à manifestação, é preciso que a pessoa que está fazendo a denúncia tenha o máximo possível de informações. É importante identificar o câmpus do IFSC onde ocorreram os fatos denunciados, informar datas, fatos detalhados e, se possível, os nomes dos envolvidos. Também é recomendado que se anexe à manifestação informações que possam ilustrar os fatos, como e-mails, prints de conversas, fotos e documentos.

2 Ouvidoria: ao receber a manifestação por meio do Fala.Br, a Ouvidoria do IFSC toma ciência do fato e verifica se a pessoa que considera ter sofrido assédio recebeu atendimento especializado. Caso isso não tenha ocorrido, a situação é encaminhada junto ao câmpus. O atendimento especializado é facultativo para pessoas maiores de idade, mas obrigatório no caso de menores de 18 anos. Nessa etapa, a Ouvidoria também informa a área envolvida e analisa se cabe ou não dar sequência ao processo. Se houver materialidade na denúncia – ou seja, a comprovação de que de fato aconteceu o que foi denunciado, o caso pode ser encaminhado para três setores: Assessoria de Correição e Transparência, Comitê de Ética ou câmpus. Nos casos em que há envolvimento de estudantes e servidores, haverá apoio da Diretoria de Assuntos Estudantis e da Diretoria de Gestão de Pessoas.

-> Ouvidoria do IFSC: entenda como funciona

3 Assessoria de Correição e Transparência: analisa a materialidade da denúncia. O processo pode ter dois caminhos: instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), quando há materialidade robusta e indicativo de autoria; ou instauração de Investigação Preliminar Secundária (IPS) ou Sindicância Investigativa (Sinve), quando a denúncia não apresenta materialidade robusta e/ou indicativo de autoria. A IPS e a Sinve investigam a situação de forma mais aprofundada, dentro das regras da Controladoria-Geral da União (CGU). Caso haja presença de materialidade e autoria, é recomendada a abertura de PAD.

4 Investigações internas: tanto no caso do PAD quanto nos de IPS ou Sinve, há uma série de procedimentos que devem ser seguidos para garantir a idoneidade da investigação. Tanto denunciante quanto denunciado podem apresentar testemunhas. E deve-se garantir ao acusado o amplo direito de defesa. Em geral os PADs demoram até 60 dias para serem concluídos, mas, dependendo da situação, é possível haver prorrogação.

5 Conclusão: a comissão de servidores responsável pelo PAD encaminha ao reitor o resultado do PAD, que, com apoio da Procuradoria Federal, julga o processo e faz cumprir o resultado. É importante ter claro que o PAD, sindicâncias e IPS são processos administrativos, ou seja, analisam se a conduta do servidor investigado contraria suas obrigações de servidor público. 

Em caso de denúncia de assédio, é preciso sempre se identificar?

De acordo com o Princípio da Proteção ao Denunciante, todo indivíduo que leve aos órgãos de controle, de regulação ou de execução informações sobre atos ilegais ou prejudiciais ao interesse público deve receber proteção especial contra retaliação, perseguição ou tratamento discriminatório, seja por parte de seus superiores, do denunciado ou de autoridades públicas.  

Em caso de vítimas menores de idade, a Política prevê que deverá ser contatado o responsável legal para ciência dos fatos, bem como será feita uma comunicação por meio de ofício ao Conselho Tutelar.

Tenho medo de denunciar o assédio no IFSC

Sabemos que não é fácil para uma vítima de assédio denunciar o caso. Aliás, às vezes o assédio pode acontecer de forma velada que nem a pessoa percebe que é uma vítima. A decisão é sempre da vítima e essa revelação deve ser espontânea. 

O IFSC pode investigar denúncias?

Recebemos todos os tipos de manifestações, mas sabemos que as denúncias chamam mais a atenção e merecem todo o cuidado. Por isso, o IFSC tem o dever de investigá-las. O artigo 143 da Lei nº 8.112/1990 obriga que a autoridade competente, ao ter ciência de suposta irregularidade, promova a imediata apuração, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar. Para haver indícios de materialidade do caso, é importante que quem quiser fazer uma denúncia junte o maior número de provas e indique testemunhas para garantir que a investigação seja levada adiante. Além de apurar, a gestão da instituição deve emitir resposta quanto às solicitações ou reclamações na esfera de sua competência, principalmente demonstrando a forma como o IFSC age.

Quando é caso de polícia?

Conforme prevê a Lei 8112/90 e o Código de Ética do Servidor Público Federal, o IFSC apura administrativamente todos os atos que envolvam as condutas dos servidores do IFSC. Em casos de violência contra criança e adolescentes, a denúncia poderá também ser feita no conselho tutelar, no Ministério Público Federal e/ou na Delegacia da Infância e da Juventude - se não houver delegacia especializada, pode ser em uma delegacia normal. Cabe ao IFSC apurar administrativamente e, nos casos que envolverem  as esferas cível e criminal, fica a critério do manifestante buscar a apuração.

Nos demais casos que envolvam qualquer espécie de crime, o IFSC recomenda que a vítima, além de cadastrar manifestação na Ouvidoria da instituição, registre, também, uma ocorrência na Delegacia de Polícia mais próxima. Esta ocorrência poderá ser apresentada ao IFSC como um dos elementos de prova para apuração administrativa.

Campanha de Combate ao Assédio no IFSC

Para conscientizar a comunidade acadêmica sobre o tema, o IFSC criou uma campanha de combate ao assédio na instituição. Diversas ações serão promovidas a partir deste mês nos câmpus e na Reitoria com o objetivo de evitar este tipo de situação.


 

Saiba mais

Leia mais sobre a prevenção ao assédio e à violência nos órgãos do governo federal no Guia Lilás: Orientações para prevenção e tratamento ao assédio moral e sexual e à discriminação no Governo Federal

Ficou com mais dúvidas? Leia a Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral, ao Assédio Sexual e às demais Violências no IFSC. Se precisar, procure o setor pedagógico do seu câmpus ou entre em contato com a nossa Ouvidoria.

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BLOG DO IFSC

Entenda melhor o seu curso: do calendário aos planos de ensino

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 14 ago 2024 09:17 Data de Atualização: 08 abr 2025 17:10

Como já comentamos em outros posts aqui do Blog, sabemos que entrar no IFSC muda muito sua experiência como estudante. Se você já estuda aqui com a gente, deve ter percebido que incentivamos certa autonomia quanto a prazos, informações importantes que cada estudante precisa saber. Fazer parte do IFSC é conhecer, pelo menos, o principal sobre responsabilidades e direitos que cada um tem aqui dentro. Mas, é claro, isso tudo também vem com todo o apoio que buscamos entregar durante todo esse processo! Afinal, a gente cobra, mas a gente faz o nosso melhor para ajudar muito também! 🙂 (não é à toa que dizem que o IFSC é uma mãe 🥰)

Pensando nisso, preparamos esse post para dar mais um empurrãozinho nessa ajuda, tanto para alunos novos quanto antigos que podem estar um pouco perdidos em diversas questões sobre o curso e a vida de estudante. Esperamos que aqui você possa encontrar algumas respostas que andava procurando!

-> Estudante do IFSC: o que você precisa saber

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Começando pelo começo: os tipos de curso do IFSC

Diferente de outras instituições de ensino como escolas e universidades, os Institutos Federais têm uma característica bem única: a variedade imensa de cursos ofertados! Tem, praticamente, um curso para todas as necessidades, em todas as fases de ensino. Olha só:

Para quem já concluiu o Ensino Fundamental, existem os cursos técnicos integrados e concomitantes. Você pode conhecer um pouco da diferença entre eles nesse post aqui, mas também vai um resumo:

Os cursos técnicos integrados do IFSC oferecem o ensino médio junto a uma formação técnica, tudo aqui com a gente;
Já os cursos técnicos concomitantes oferecem disciplinas da formação técnica para quem cursa o ensino médio em outras instituições.

-> Qual a diferença entre os cursos técnicos integrados, concomitantes e subsequentes ao Ensino Médio?

Para quem já concluiu o Ensino Médio, temos os cursos técnicos subsequentes e os cursos de graduação:

- Os cursos técnicos subsequentes oferecem formação técnica em áreas de trabalho relevantes na região do câmpus do IFSC em questão, e seu foco é a prática e a rápida inserção no mercado de trabalho, ou seja, são cursos mais breves (geralmente com duração de um a dois anos);

- Já nossos cursos de graduação, dentre os quais temos três tipos, têm como foco oferecer uma educação mais aprofundada tanto no âmbito profissional quanto no acadêmico:

Por fim, temos também os cursos de qualificação profissional ou FIC ( sigla para Formação Inicial e Continuada). Os pré-requisitos para eles são mais diversos, pois a oferta e tipos de cursos FIC aqui no IFSC também são bem diversas 😅. Eles se dividem em dois tipos:

  • Os cursos de Formação Continuada são para a qualificação profissional e aprimoramento de conhecimento em uma área de trabalho específica e, por isso, são em geral de curta duração;
  • Os cursos de Formação Inicial são para a qualificação profissional inicial em uma área de trabalho e desenvolvimento de competências básicas nela, são em geral de curta duração com no mínimo 160h.

São considerados cursos FIC, ainda, os cursos de idiomas. E aqui no IFSC temos uma diversidade deles: inglês, espanhol, francês, Libras, português para estrangeiros, entre outros.

Ufa! É muita coisa, né? Não é à toa que tem tanta gente que sai do IFSC e volta pro IFSC rapidinho.

-> Da qualificação profissional à pós-graduação: entenda o que são os itinerários formativos no IFSC
-> Faça nosso teste e descubra qual curso do IFSC você pode fazer

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O Projeto Pedagógico e a matriz curricular do seu curso

Independente do tipo de curso que você faz, todos eles têm algo em comum: uma matriz curricular formada com base em muita pesquisa, diretrizes do MEC, entre muitos outros documentos norteadores importantes para se montar um curso. É um processo longo e até um tanto burocrático e que tem como resultado o projeto pedagógico do seu curso.

Nesse documento, que pode ser encontrado na página do seu curso no Guia de Cursos ou no Sigaa, você vai encontrar muitas informações importantes sobre seu curso: a justificativa da sua oferta, as disciplinas e suas ementas, a carga horária de cada uma delas, as áreas de atuação possíveis no mercado de trabalho, a matriz do curso e muito mais.

Pode parecer muito texto, sabemos disso, mas conhecendo o projeto pedagógico do seu curso, você garante uma vida sem surpresas: Quais disciplinas você vai fazer? O que eu vou aprender em cada matéria? O que posso fazer depois que me formar? Entre muuuitas outras respostas importantes sobre sua vida acadêmica aqui.

Entre essas informações, destacamos a matriz curricular no subtítulo por um motivo: é uma das informações mais legais pro estudante olhar no projeto pedagógico (em alguns cursos ela está disponível no site, separadamente). Isso porque a matriz é quem te diz o roteiro que você vai percorrer aqui dentro, em termos de disciplinas e carga horária, o que pode te ajudar na hora da rematrícula, por exemplo. 🙂

-> Entenda o que é um projeto pedagógico institucional

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Entenda seu histórico escolar

Se a matriz te conta o seu futuro aqui no IFSC, o histórico escolar é seu passado. Espero que, no seu caso, não seja um passado sombrio! 🥲 Você pode encontrar ele acessando o Sigaa na barrinha de navegação, selecionando Ensino > Consultar histórico escolar.

No histórico escolar, você encontrará as disciplinas cursadas, aprovadas, validadas e pendentes, além dos índices acadêmicos, como o coeficiente de aproveitamento acadêmico (CAA).

Esse documento é importante tanto para acompanhar o desenvolvimento da sua vida acadêmica quanto para depois: o histórico é constantemente pedido como documento comprobatório em cursos de graduação, pós-graduação etc.

Se você é estudante de graduação, foi lá olhar de curiosidade e notou um nome meio estranho de disciplina, um tal de Enade, e não sabe o que é, vamos já contar pra você.

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Enade: que disciplina é essa?

Seria uma área secreta de conhecimento no mercado de trabalho do curso? Um ramo teórico como ética, empreendedorismo, algo do tipo? Você terminou todas as disciplinas e só falta essa?

Não se preocupe, você não terá que ficar um semestre a mais por causa disso. E aqui vai o motivo: o Enade nada mais é que uma prova nacional do ensino superior, e seu nome completo é Exame Nacional de Desempenho de Estudantes. Algo como o Enem para o Ensino Médio: a ideia é avaliar a qualidade dos cursos de nível superior no país, federais, particulares, estaduais e municipais, todas eles.

Por que o Enade está no seu currículo? O motivo também é simples: estudantes no início ou fim do curso no período de aplicação da prova precisam fazê-la para se formar. Sim, é obrigatório, o que não é tão ruim assim, já que é uma das formas de demonstrar a qualidade do ensino que oferecemos aqui 😀. Porém os cursos avaliados a cada ano variam, então caso você precise fazer, não se preocupe que a coordenação do seu curso notifica você e seus colegas do mesmo semestre.

-> Como são avaliados os cursos do IFSC?

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Qual a diferença entre disciplina optativa e eletiva?

Disciplinas optativas e eletivas não fazem parte da matriz de todos os cursos aqui do IFSC, sendo mais comuns em cursos de graduação ou tecnólogos, por exemplo. Então, se você encontrar uma dessas disciplinas na matriz curricular do seu curso, é importante saber a diferença!

Vamos explicar com um exemplo: sabe quando você pode ir para o IFSC a pé ou de ônibus ou de bicicleta, mas precisa ir, de qualquer forma? Essas são as disciplinas eletivas: você pode escolher qual delas fará, mas fazer uma delas é sempre obrigatório para a conclusão de um módulo ou semestre e, consecutivamente, para se formar no curso. Elas fazem parte da carga horária de disciplinas obrigatórias do seu curso.

Já as optativas são um pouquinho diferentes disso. Geralmente os cursos de graduação tem uma carga horária mínima de optativas para serem feitas, mas você pode fazê-las a qualquer momento do curso, e elas podem ser qualquer disciplina que não faz parte do currículo obrigatório do curso. Você só precisa ter um espaço na sua grade para isso. É como sair para pegar um solzinho e ativar sua vitamina D: não é exatamente opcional, mas você faz da forma como preferir, quando cabe na sua rotina.

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O que são as Atividades Complementares?

Alguns dos nossos cursos preveem uma quantidade específica de horas em Atividades Complementares (ACC) para a conclusão do curso. Você pode verificar se esse é o caso do seu curso no seu histórico escolar ou no Projeto Pedagógico do curso.

Essas atividades podem ser várias coisas e isso pode depender do seu curso. Por exemplo: o curso superior de tecnologia em Produção Multimídia, oferecido pelo nosso Câmpus Palhoça Bilíngue, prevê 40 horas de atividades complementares no currículo do curso. Para um estudante desse curso, essas horas podem ser preenchidas realizando cursos livres, com certificação válida, para aprimorar conhecimentos de software de edição de imagem e vídeo, por exemplo. Ou, então, elas podem ser validadas a partir de projetos na área da produção multimídia.

Você pode verificar com o seu coordenador de curso quais atividades podem ser validadas para completar as ACCs do seu currículo. Geralmente elas são aquelas que complementam sua formação e podem ser comprovadas por certificados. E aqui conta, por exemplo, participação em eventos da sua área de formação, congressos, o nosso próprio Sepei, entre outros. Por isso, nunca esqueça de pegar seu certificado depois de participar de um desses, viu?! É super importante.

-> É possível fazer mais de um curso ao mesmo tempo no IFSC?

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Calendário acadêmico: onde encontrar, como ler?

Agora, um assunto que envolve todo mundo: o calendário acadêmico. Ou, melhor dizendo, os calendários acadêmicos: temos aqueles locais, de cada câmpus e o CAU, que é o calendário acadêmico unificado e serve para todo o IFSC.

A diferença entre os dois é basicamente que os locais consideram feriados locais e acontecimentos particulares em torno do câmpus, como a data de início e fim do semestre, de rematrículas, transferências etc. A maleabilidade deles é condicionada ao CAU, já que ele é o norte geral do IFSC, em especial no que diz respeito às datas limites de início e término de período letivo e outras datas administrativas, por exemplo.

No mês passado, publicamos aqui no Blog um post com tudo o que você precisa saber sobre o Calendário Acadêmico do IFSC.

Você pode encontrar o calendário acadêmico do seu câmpus nesse link aqui. Ele é o mais importante para você, já que é o que impacta diretamente na sua vida estudantil.

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Conheça o plano de ensino

Planejar uma disciplina não é um exercício de criatividade pura: é, na verdade, seguir a ementa prevista no projeto pedagógico do curso e aplicar a ela os conteúdos teóricos e práticos necessários para tirá-la do papel. E o documento que te explica melhor sobre como isso vai acontecer é o plano de ensino.

É uma prática comum, no primeiro dia de aula, os professores apresentarem como será o andamento da disciplina, geralmente mostrando o plano de ensino ou só explicando o que já está nele. Seja como for, é sempre importantíssimo prestar atenção nesse momento para saber o que está por vir e não ser pego de surpresa.

Nesse documento, você encontra: o trajeto da disciplina, desde a previsão de conteúdo para cada encontro como também as formas de avaliação; previsão de entregas de trabalhos e dias de prova; dia de atendimento extraclasse e o contato do seu professor, entre outros.

Você pode encontrar o plano de ensino da disciplina na plataforma escolhida pelo professor para compartilhar materiais: o Sigaa ou o Moodle.

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O que é importante saber sobre a frequência

Muitos dizem que a parte mais difícil de estudar é a frequência… Embora a gente aqui no IFSC saiba que nossos câmpus tendem a ser bem acolhedores e convidativos, então esperamos que esse não seja o seu caso! :)

De qualquer forma, sabemos que imprevistos acontecem, nem sempre estamos no nosso melhor momento e tá tudo bem. Só é importante tomar precauções para não criar uma bola de neve no quesito frequência.

O mínimo de presença para obter a aprovação em qualquer unidade curricular é de 75%. Isso significa tanto sua presença física quanto o cumprimento de horas-atividades para cursos com disciplinas à distância.

Você pode acompanhar suas presenças no Sigaa, na página da disciplina, selecionando no menu lateral: Alunos > Frequência. Lá você verá quantas aulas acontecerão no período letivo e quantas você já faltou.

Com mais de 25% de ausências você será reprovado por falta. Mas não se desespere:

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O que fazer no caso de faltas?

Se você teve que ir ao médico, teve alguma perda familiar próxima, precisou comparecer a um evento do trabalho ou algo do tipo, pode justificar a sua ausência. Para isso, é preciso um atestado ou documento comprobatório, que você levará até a Secretaria ou Registro Acadêmico do seu câmpus. No final do período letivo, durante o conselho de classe, essa justificativa será contabilizada.

Se o seu afastamento de saúde precisa ser prolongado, há também o exercício domiciliar, no qual você estuda de casa, com programas de estudo feitos pelos seus professores especificamente para você. Nesse caso, além das comprovações necessárias, você precisa entrar em contato com o coordenador do seu curso para solicitar orientações.

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Não pude fazer uma prova. E agora?

Se você precisou se ausentar em dia de prova e tem uma justificativa médica, de falecimento de familiares, convocação do judiciário ou do serviço militar, é possível pedir uma segunda chamada para ela. O que você precisa fazer é:

1) Comunicar o motivo do impedimento em até dois dias letivos à Secretaria Acadêmica do seu câmpus;

2) Encaminhar em até dois dias letivos, contados do final do afastamento, um requerimento à coordenação de curso, com os documentos comprobatórios do impedimento. Esse requerimento precisa ter:

- data e horário da avaliação perdida;
- disciplina;
- nome do professor.

Atente-se às datas e nunca esqueça de pedir atestado quando for ao médico ou dentista! 🙂 Ou qualquer outro documento que conte como uma justificativa, é claro.

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E se eu tirar uma nota MUITO ruim em uma avaliação? ):

A recuperação de estudos é um direito de todo estudante aqui no IFSC. Por isso, não se desespere quando o seu desempenho não for dos melhores! 

Inclusive, a recuperação de atividades avaliativas geralmente está prevista no plano de ensino das unidades curriculares, podendo vir em várias formas, como fazer uma nova prova ou refazer a atividade proposta, e acontece ao decorrer do semestre, no horário regular da aula. Após uma atividade de recuperação, prevalece a maior nota entre ela e a atividade anterior à recuperação.

No entanto, vale lembrar que quem tem direito à recuperação é quem fez a avaliação! 😬 Quando você falta sem justificativa em dias de atividade avaliativa, há o risco de ficar sem aquela nota.

-> Entenda um pouco mais sobre as normas do IFSC

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Como e onde se matricular para o próximo semestre?

Antes de tudo: as datas para matrícula e rematrícula sempre estão no calendário acadêmico do seu câmpus! Preste atenção para não perder a data.

Você se lembra de tooooodos aqueles tipos de curso que colocamos lá em cima? Nessa resposta a diferença entre eles faz toda a diferença: nem todos os cursos têm a matrícula igual e isso acontece porque, aqui no IFSC, temos cursos com matrícula por componente curricular e com matrícula seriada. Mas como saber qual é o seu?

É fácil: os cursos com matrícula por componente curricular possuem módulos e fases. São os técnicos subsequentes, concomitantes e de graduação. Neles você pode fazer a rematrícula on-line pelo Sigaa, acessando a barra superior e clicando em: Ensino > Matrícula On-Line > Realizar Matrícula. Nestes casos, a rematrícula deve ser feita a cada semestre.

Já os cursos com matrícula seriada têm as disciplinas sempre ligadas a uma série. Se enquadram nesse tipo os cursos FIC, Proeja, técnicos integrados e alguns dos concomitantes. Nesse caso, você não precisa se preocupar em fazer sua própria matrícula, pois ela será feita automaticamente no sistema. Seu papel é conferir seus dados no sistema e verificar se está tudo certinho. Você ainda pode pedir alterações e trocas de turma, mas para isso seus dados precisam estar bem certinhos! 🙂

Se você tiver dúvidas durante esse processo, você pode perguntar ao seu coordenador de curso.

-> Tire dúvidas sobre o seu curso no nosso Guia do Estudante

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O que preciso saber antes de chegar no meu último semestre?

Alívio ou gostinho de saudade, qualquer um dos dois é comum quando você vê o fim do curso chegando (e até um pouco de cada um ☺️). Mas junto também podem vir um monte de dúvidas e medo de qualquer coisa no universo acontecer e te impedir de concluir o curso. Calma! Vai dar tudo certo! Mas é importante se lembrar de algumas coisinhas, preferencialmente antes de chegar lá, já que, quanto mais perto, mais o desespero bate!

Vai aí uma lista do que não esquecer:

  • Você não pode ter débitos com a biblioteca e precisa entregar todos os livros emprestados (e pagar as multas pendentes, se for o caso);
  • Seus dados no sistema precisam estar corretos, como sempre;
  • Se você for estudante de um curso de graduação e receber a convocação para o Enade, compareça e faça a prova;
  • Não deixe para cumprir horas de Atividades Complementares no final. Participe de eventos, faça cursos, se engaje!;
  • O mesmo vale para disciplinas optativas: faça sempre que puder para não fazer depois só pela força da obrigação;
  • Acompanhe seu histórico escolar para se certificar de que você fez tudo certinho;
  • Se você ainda não quer se formar e pretende fazer disciplinas eletivas e optativas a mais do que o exigido pela matriz do curso, não conclua toda a carga obrigatória, pois caso contrário o sistema não te deixará fazer a matrícula no próximo semestre, uma vez que você será já um formando e sua matrícula estará concluída.
  • Se tiver dúvidas, não se esqueça de contar com a gente 🙂

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Como sempre, sabemos que não dá pra responder tudo em um só post, embora esse tenha sido bem extenso! Então, se você precisar de ajuda em qualquer etapa da sua formação, não deixa de procurar ajuda e informação. Falar com a gente é sempre uma opção.

-> Confira o nosso Portal do Aluno
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