Como a pandemia está alterando a nossa linguagem?

IFSC VERIFICA Data de Publicação: 25 mai 2021 11:08 Data de Atualização: 25 mai 2021 19:53

Entre os aspectos mais marcantes das mudanças de rotina provocadas pela pandemia de Covid-19 estão as formas de comunicação possibilitadas pelas tecnologias digitais: são elas o motor da nova realidade que ampliou o número de adeptos do home office, do estudo remoto, das lives promovidas por artistas de todas as áreas, dos eventos virtuais como os “webinários” e das compras on-line – apenas para citar alguns exemplos.

Porém, mais do que mudar as nossas formas de comunicação em termos técnicos, a pandemia também está provocando alterações na nossa linguagem – não apenas no vocabulário propriamente dito, mas na linguagem corporal, visual e nas diversas outras linguagens com as quais as pessoas podem interagir no dia a dia.

“A linguagem é fruto direto das relações humanas. Ela surge efetivamente, constitui-se na relação e na interação. À medida que os sujeitos, que são sociohistoricamente constituídos, vão sendo impactados pelos eventos do dia a dia, em cada esfera específica da atividade humana, eles vão fazendo uso de novos signos para se expressar”, analisa a professora do Câmpus Gaspar Ana Paula Kuczmynda da Silveira, que atua na área de língua portuguesa e língua inglesa e é doutora em Linguística. A própria popularização de palavras como “live”, em inglês, para designar transmissões ao vivo pela internet, e “webinário” – mixagem ou code mixing resultante das palavras em inglês “web” e em português “seminário” – é exemplo dessa necessidade de nomear novas práticas sociais nas especificidades de seu tempo.

Qual a relação entre a realidade e a linguagem?

Antes de apresentar nossa lista, porém, conversamos com estudiosas da língua portuguesa que refletem sobre esse interessante processo pelo qual as mudanças sociais acarretam novas demandas comunicativas e, consequentemente, mudanças nas nossas formas de linguagem.

Para a professora Ana Paula Kuczmynda da Silveira, entender esse processo implica a compreensão das demandas comunicativas que as pessoas têm, já que é pela linguagem que as intenções de comunicação se manifestam. Na medida em que surge a necessidade de comunicar ou nomear novas situações ou contextos, é natural que se criem ou adaptem expressões que os designem.

A linguagem é fruto direto das relações humanas. Ela surge efetivamente, constitui0se na relação e na interação. À medida que os sujeitos, que são sócio-historicamente constituídos, vão sendo impactados pelos eventos do dia a dia, em cada esfera específica da atividade humana, eles vão fazendo uso de novos signos para se expressar. Ana Paula K. da Silveira, professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa no Câmpus Gaspar

Ana Paula cita o exemplo da expressão “distanciamento social”, que antes da pandemia não tinha uso corrente, mas hoje é carregada de significado bastante específico, inclusive dentro da escola. Em recente experiência de formação de professores no Câmpus Gaspar, onde atua como diretora-geral, a professora conta que as sequências didáticas organizadas pelos docentes participantes trouxeram vários elementos típicos do momento da pandemia, como “distanciamento social”, “ensino híbrido” e “atividades não presenciais”, que eram práticas antes impensáveis no cotidiano escolar, mas que hoje fazem parte do dia a dia.

“Por isso, essas práticas precisam ter significação na língua, ser expressas, materializadas na língua”, salienta Ana Paula. “Com certeza se nós pensarmos do ponto de vista mesmo da materialização de uma sequência didática algum tempo atrás, antes da pandemia, a expressão distanciamento social não faria parte. Mas a partir do momento que essa prática é institucionalizada, eu preciso representá-la na linguagem”.

Da mesma forma, na linguagem cotidiana, novas palavras, expressões e códigos vão sendo gradualmente incorporados sem que nos demos conta, num processo que a professora Ana Paula define como “mobilidade da língua”: “A língua muda todos os dias. Se a gente pegar o jornal hoje e o jornal de três anos atrás, é possível notar que o número de novos termos incorporados é muito grande. Possivelmente se há três anos nós lêssemos o jornal de hoje, nós não entenderíamos muitas coisas. E hoje elas fazem todo sentido, porque a demanda para o uso dessas expressões está expressa naquilo que a gente está fazendo”, analisa. Da mesma forma, sugere, as sinalizações afixadas hoje nos câmpus do IFSC em função da pandemia não seriam compreendidas caso estivessem expostas três anos atrás, com mensagens sobre uso de máscaras ou higienização das mãos. “Ninguém entenderia o signo, a mensagem propriamente dita, porque a ideia não seria associada à demanda que se tem hoje”, reflete a professora.

No áudio abaixo, a professora Ana Paula aborda a relação entre os eventos do dia a dia e as mudanças na linguagem dos sujeitos. Ela comenta, também, dois diferentes processos que podem ser observados: a “migração” de palavras de esferas mais técnicas para uma utilização geral e a criação de novas palavras e expressões para designar situações e comportamentos novos. Ouça:

Um novo vocabulário sempre em construção

Assim como as expressões incorporadas ao cotidiano escolar, nosso dia a dia fora do ambiente de trabalho ou da escola também está permeado por muitas novas palavras “pandêmicas” que não estavam no vocabulário corrente há pouco mais de 15 meses. A própria palavra “pandemia” já existia na língua portuguesa – desde 1873, de acordo com o Dicionário Houaiss –, mas passou a ser utilizada com muito mais frequência a partir do momento em que a humanidade viu-se novamente dentro de uma situação caracterizada como tal. Vale lembrar que, antes da atual pandemia de Covid-19, a última pandemia havia sido a de gripe espanhola, em 1918.

Por prestar atenção nesse acervo de termos incorporados ao vocabulário ou tornados mais correntes no cotidiano, a professora Adriana Zavaglia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP) lançou ainda no ano passado o “Glossário de termos ligados à pandemia de Covid-19”, elaborado em coautoria com sua orientanda Renata Tonini Bastianello, aluna do doutorado em Letras Estrangeiras e Tradução.

Na pandemia, a cada semana você tem uma realidade que se transforma. Hoje essa transformação é mais lenta, no início era mais rápida, mas ainda é uma situação que movimenta muito o léxico da língua. Adriana Zavaglia, professora da USP

A professora, que é doutora em Linguística e atua na área de Francês-Tradução, conta que, de início, o interesse pelas expressões ligadas à pandemia foi algo natural, mais relacionado a uma necessidade de manter-se informada. Acompanhando os noticiários brasileiro e francês, ela conta que as especificidades da terminologia relacionada com a Covid-19 começaram a chamar sua atenção e ela percebeu que havia ali a possibilidade da elaboração de um glossário.

Após o levantamento inicial de palavras, relata a professora Adriana, as buscas feitas prioritariamente em sites confiáveis na internet rapidamente confirmaram sua intuição e a conduziram a uma lista robusta de verbetes relacionados à pandemia, reunidos na publicação. E ela reconhece que, hoje, há possibilidade de ampliação para o trabalho.

“Na pandemia, a cada semana você tem uma realidade que se transforma. Hoje essa transformação é mais lenta, no início era mais rápida, mas ainda é uma situação que movimenta muito o léxico da língua. Por exemplo, a reinfecção. Isso não aparece no glossário porque não era uma realidade, e hoje é, a gente já sabe que as pessoas podem ser reinfectadas. Todo o léxico voltado à vacina, vacinação, tudo isso apareceu há pouco tempo também [em uso relacionado com a Covid-19]. Então as palavras, o léxico, elas vão mudando conforme as situações”, analisa.

Mas se a língua muda, o dicionário perde a validade? No áudio abaixo, a professora Adriana Zavaglia comenta que os significados das palavras podem se modificar de acordo com seu uso, e que os dicionários, que sempre devem ser referência, precisam acompanhar isso. A professora fala também sobre características técnicas do “Glossário de termos ligados à Covid-19”, publicação bilíngue português-francês disponível em acesso aberto no repositório da USP. Ouça:

Coleção de palavras e expressões do IFSC Verifica

Em um ano e três meses de pandemia no Brasil, nós do IFSC Verifica já aprendemos – e continuamos aprendendo – muito para trazer aos nossos públicos informação clara e confiável sobre a pandemia. Esse aprendizado constante envolve o esforço de explicar de forma rigorosa os termos técnicos e as palavras novas que estão entrando para o nosso cotidiano nesses tempos de Covid-19.

Neste post, apresentamos uma lista das principais palavras e expressões que se tornaram correntes com a pandemia e que foram abordadas ao longo dos primeiros 12 meses de publicações do IFSC Verifica. Nossa coleção de palavras não é pequena e contém tanto termos técnicos da área médica quanto novos termos que emergiram para designar novas situações, além de palavras que já pertenciam à língua portuguesa, mas que na pandemia ganharam aplicações adaptadas ao novo contexto.

Acrescentamos à lista aquelas palavras e expressões que não necessariamente tiveram seus significados abordados nos nossos posts, mas que têm aparecido nos textos técnicos e jornalísticos sobre o tema, com significados relevantes no atual contexto social. Incluímos também expressões peculiares do nosso cotidiano escolar, como ANP e atividades síncronas e assíncronas. Nossa intenção é que esta coleção de palavras – que não é um glossário, no sentido técnico do termo, mas uma lista de conceitos que procuramos estruturar dentro de nossas possibilidades – ajude nossos leitores a compreender um pouco melhor as complexidades desse mundo em transformação. Boa consulta!

A  B  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  W  X  Y  Z

Achatamento da curva

A “curva epidemiológica” refere-se à representação gráfica do número de casos epidêmicos na população, na qual são percebidos o padrão, a magnitude e a tendência da pandemia. Nessa lógica, “achatar a curva” é o resultado esperado quando o número de casos ativos se mantém estável e constante no tempo, ou seja, a taxa de contágio diminui, o que resulta na representação gráfica com uma curva menos acentuada.

Aglomeração

No sentido lato, a palavra designa qualquer grande concentração de pessoas. Dentro do contexto de pandemia, pode-se considerar aglomeração a reunião entre quaisquer pessoas que não tenham convivência no cotidiano. A professora Ângela Kirchner, do curso técnico em Enfermagem do Câmpus Florianópolis, explica essa definição neste post (assista também ao vídeo).

Ambu

Acrônimo de Airway Mask Bag Unit​​ (em inglês), é um equipamento utilizado em casos de emergência até o paciente chegar ao ventilador mecânico. Pode ser manual ou automatizado. Veja mais detalhes neste post.

Anosmia

É a ausência de olfato, condição que pode ser ocasionada pela Covid-19. A hiposmia, por sua vez, é a diminuição do olfato. Veja mais detalhes neste post.

Anticorpos

São as moléculas que atuam na defesa do organismo. Também chamados de Imunoglobulinas (ou simplesmente Igs), os anticorpos são proteínas do sistema imune. Veja mais detalhes neste post.

Álcool gel

É o produto químico recomendado para a higienização das mãos (ao lado da lavagem com água e sabão), na concentração de 70 INPM (ou 70%). Essa concentração tem a proporção de água ideal para desestabilizar a conformação das proteínas dos micro-organismos, inativando-os e garantindo a assepsia. A formulação em gel também evita o ressecamento da pele. Álcoois em formulações diferentes de 70% existentes no mercado, como 46 ou 96, não são tão efetivos para a inativação do vírus. Veja mais detalhes neste post.

Assíncrono, assíncrona

Em cursos a distância ou atividades pedagógicas realizadas de forma não presencial, as interações síncronas são aquelas em que estudantes e professores não interagem no mesmo tempo, mas sim em tempos diversos. É o caso das interações realizadas por meio de fóruns de discussão em ambientes virtuais de ensino-aprendizagem (Avea, como o Moodle), o envio de mensagens ou e-mails.

Atividades não presenciais (ANP)

São as estratégias pedagógicas utilizadas quando a presença física do estudante não é possível no espaço escolar, não necessariamente envolvendo tecnologias de informação e comunicação. As ANP foram definidas pelo Conselho Nacional de Educação, que regulamenta o uso desse tipo de atividade para cumprir a carga horária dos cursos em função da pandemia de Covid-19. Neste post do Blog do IFSC, também abordamos as diferenças e semelhanças entre ANP e Educação a Distância.

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Casos ativos

São os casos de Covid-19 confirmados por exame laboratorial que não evoluíram para óbito e que ainda não foram considerados recuperados, de acordo com os critérios da Secretaria da Saúde de Santa Catarina.

Casos confirmados

Os casos confirmados são aqueles identificados por meio de exame laboratorial ou por vínculo epidemiológico. De acordo com a Secretaria da Saúde de Santa Catarina, os gráficos que exibem a evolução desse número de casos ao longo do tempo levam em consideração a data de início dos sintomas, permitindo identificar o momento da infecção pelo vírus da Covid-19. Quando a data de início dos sintomas não está disponível, a referência utilizada é a data de coleta do exame. Os números relativos aos casos confirmados incluem o número de óbitos e os casos recuperados.

Casos suspeitos

São casos em que os pacientes têm sintomas típicos da Covid-19, mas o diagnóstico ainda não foi confirmado por testes laboratoriais, de acordo com os critérios da Secretaria da Saúde de Santa Catarina.

Cateter nasal

Equipamento que permite ao paciente receber oxigênio pelo nariz, mas mantém os movimentos próprios de respiração. Não é tão invasivo quanto o ventilador de intubação. Veja mais detalhes neste post.

Cepa

É um grupo de variantes que se comporta de forma um pouco diferente do vírus original. Ou seja, a mutação sofrida por elas alterou alguma característica do vírus, como a capacidade de transmissão, de multiplicação ou os sintomas nos infectados.

Comorbidade

Sinônimo de fatores de risco. Refere-se a doenças prévias que fazem com que a pessoa tenha maior probabilidade de desenvolver a forma grave da Covid-19 ou ir a óbito. As comorbidades mais importantes são idade superior a 65 anos e doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial e cardiopatias, diabetes, obesidade, asma, entre outras. Veja mais detalhes neste post.

Contact clustering

A expressão em inglês, que pode ser traduzida literalmente para “agrupamento de contatos”, refere-se à convivência de pessoas em pequenos, diminuindo os riscos de contágio. O conceito de cluster ou agrupamento de semelhantes é utilizado para estudo da transmissibilidade e comportamento das doenças infecciosas, porém, dificilmente há de se garantir o convívio único em um cluster. Veja mais detalhes neste post.

Coronavírus

Os coronavírus são uma família de vírus que têm partes de sua proteína externa parecidas com uma coroa – daí o nome. Existem vários coronavírus, que são responsáveis por infecções respiratórias em seres humanas e animais, geralmente leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. O coronavírus causador da Covid-19 foi nomeado como Sars-Cov-2 por provocar uma síndrome respiratória com características específicas em relação àquela causada pelo vírus Sars-Cov. Leia mais.

Covid-19

Acrônimo de coronavirus disease ou “doença do coronavírus”, acrescido do número 19 em referência ao ano de identificação da doença (2019).

Curva epidemiológica

A “curva epidemiológica” refere-se à representação gráfica do número de casos epidêmicos na população, na qual são percebidos o padrão, a magnitude e a tendência da pandemia. Nessa lógica, “achatar a curva” é o resultado esperado quando o número de casos ativos se mantém estável e constante no tempo, ou seja, a taxa de contágio diminui, o que resulta na representação gráfica com uma curva menos acentuada.

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Desinfecção ou sanitização

É o procedimento que reduz o número de microrganismos causadores de doenças e é realizado com produtos mais fortes, como o álcool 70%, o cloro, o hipoclorito de sódio ou o quaternário de amônia, dependendo do tipo de ambiente ou objeto a ser desinfetado. Veja mais detalhes neste post.

Distanciamento físico

No contexto da pandemia, é uma das medidas de prevenção da Covid-19, ao lado da higienização das mãos e do uso de máscaras faciais. Trata-se da manutenção da distância de pelo menos 1,5 metro entre uma pessoa e outra e da prática de evitar contato físico como aperto de mãos, abraço, beijo e qualquer outro tipo de toque. A expressão já consta no projeto Novas Palavras da Academia Brasileira de Letras. A OMS preconiza o uso preferencial da expressão distanciamento físico quando se abordam as atitudes individuais a serem tomadas na prevenção da Covid-19. A epidemiologista Maria Van Kerkhove, líder técnica de resposta à Covid-19 na OMS, enfatiza neste vídeo que “é preciso manter distância física para ter contato social”, ressaltando que a distância física entre as pessoas é um dos itens do “pacote de prevenção” formado também por máscaras faciais e higiene das mãos.

Distanciamento social

São as medidas tomadas administrativamente para reduzir o contato entre as pessoas e, dessa forma, desacelerar a propagação do vírus. O Ministério da Saúde define diferentes tipos de distanciamento social, que podem ser adotados de acordo com a situação epidemiológica de cada local: distanciamento social seletivo, distanciamento social ampliado e lockdown. Saiba mais sobre cada tipo neste material da Fiocruz.

Disgeusia

É a alteração ou diminuição no paladar. Pode ser ocasionada pela Covid-19. Veja mais detalhes neste post.

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Epidemia

É a propagação de uma doença em um grande número de indivíduos em uma determinada região.

Equipamentos de Proteção Individual (EPI)

São equipamentos destinados a dar proteção à saúde do trabalhador em função de eventuais riscos à sua saúde. São exemplos de EPI as máscaras faciais, face shields, luvas e óculos protetores.

Etiqueta respiratória

É o conjunto de cuidados individuais que devem ser tomados ao tossir ou espirrar, de modo a evitar que gotículas de saliva se propaguem. Basicamente, trata-se de cobrir a boca e o nariz com lenço de papel ao tossir ou espirrar, descartando imediatamente o lenço numa lixeira apropriada. Caso não seja possível utilizar o lenço, pode-se cobrir a boca e o nariz com o antebraço. A higienização constante das mãos, o uso de máscaras faciais e o distanciamento físico são medidas complementares à etiqueta respiratória. Veja materiais a respeito publicados pela Secretaria de Estado da Saúde e pela OMS.

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Fantosmia

Alteração do olfato que faz com que a pessoa sinta cheiros pútridos onde não existem. Pode ser ocasionada pela Covid-19. Veja mais detalhes neste post.

Fator de risco

Condições e comorbidades, ou seja, doenças prévias que fazem com que a pessoa tenha maior probabilidade de desenvolver a forma grave da doença, de necessitar de hospitalização ou ter mais chances de morrer em comparação a quem não tem nenhum fator. Alguns dos fatores de risco mais importantes são idade superior a 65 anos e doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial e cardiopatias, diabetes, obesidade, asma, entre outras. Veja mais detalhes neste post.

Febre

Geralmente, a febre é a elevação da temperatura do corpo em reação a alguma infecção. A temperatura média corporal costuma variar entre 36 e 37,3 graus Celsius. Acima disso, pode ser considerada febrícola (até 37,8 graus), febre (acima de 37,8 até 39 graus) e febre alta (mais de 39 graus). Como a febre é um dos sintomas de alerta para os casos de infecção por Covid-19, o monitoramento da temperatura corporal em locais públicos tem sido uma das medidas de prevenção e detecção precoce de possíveis casos. Veja mais informações neste post.

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Grupo de risco

O mesmo que fatores de risco e comorbidades. Pessoas que têm doenças prévias e que podem desenvolver a forma grave da doença. São grupos de risco pessoas com idade superior a 65 anos e portadores de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial e cardiopatias, diabetes, obesidade, asma, entre outras. As pessoas podem pertencer a um ou mais grupos de risco. Veja mais detalhes neste post.

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Higienização das mãos

Termo muito utilizado em campanhas de conscientização para lavagem das mãos, que deve ser mais intensa do que uma simples passada de água e sabão. Segundo a OMS, o processo deve durar no mínimo 20 segundos e utilizar água e sabão nas palmas e dorso das mãos, dedos e pulsos. Em locais públicos em que não há disponibilidade de pias, deve ser utilizado o álcool gel. Veja mais informações neste post.

Higienização de alimentos

Na manipulação de alimentos, a higienização envolve duas etapas: a limpeza, que retira sujidades ou resíduos visíveis a olho nu, e a desinfecção ou sanitização, procedimento que reduz o número de microrganismos causadores de doenças (microrganismos patogênicos). Para a higienização de alimentos in natura, é indicada a diluição de 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio (água sanitária) para cada litro de água. Veja mais informações neste post.

Home office

Em tradução literal, home office significa “escritório em casa”. Antes da pandemia, já era utilizado para definir o modo de trabalho das pessoas que cumprem suas funções fora do escritório da organização, de forma remota ou a distância, ou ainda que trabalham como freelancers em estruturas montadas em casa. Esse tipo de trabalho também pode ser nomeado como teletrabalho ou trabalho remoto, uma vez que o colaborador atua de forma não presencial na empresa ou organização.

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Imunidade

É o estado de resistência de um organismo a um determinado patógeno.

Imunidade coletiva

Popularmente conhecida como “imunidade de rebanho”, representa o processo em que um grande número de pessoas já adquiriu anticorpos contra uma doença. A imunidade coletiva pode ocorrer naturalmente, quando se contrai a doença, ou por meio de vacinação. Veja mais informações neste post.

Incubação

De acordo com a Fiocruz, o período de incubação é o tempo entre a infecção da pessoa pelo vírus e o início dos sintomas da doença. No caso da Covid-19, esse intervalo pode ser de 1 a 14 dias, geralmente ficando em torno de cinco dias.

Isolamento

Consiste na medida que visa separar indivíduos doentes (sintomáticos, casos suspeitos ou confirmados) dos não doentes, para evitar a propagação da doença. O isolamento pode ocorrer em domicílio ou em ambiente hospitalar, dependendo do estado clínico da pessoa. Veja mais informações neste post.

IgA, IgG, IgM

As imunoglobulinas IgG e IgM são as células de defesa do organismo que são procuradas nos exames de detecção da Covid-19. As células IgM costumam aparecer quando a doença está em seu estágio inicial. Já as IgG aparecem no estágio final e mesmo após a doença – por isso, são chamadas de anticorpos de memória, e o corpo recorre a elas caso entre em contato com a doença novamente. Essas imunoglobulinas são detectadas pelos testes de método indireto, que utiliza o soro do sangue, ou seja, sua parte líquida, e fazem pesquisa de anticorpos, não do vírus propriamente dito. Já as imunoglobulinas IgA costumam ser encontradas em mucosas e secreções. Elas podem ser detectadas por meio de testes tipo Elisa, que são menos comuns. Veja mais detalhes neste post.

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Limpeza

É a atividade mais básica de lavar com água e sabão as mãos, objetos e superfícies. Veja mais detalhes neste post.

Linhagem

É um conjunto de variantes que se originaram de um vírus original comum e possuem mutações similares.

Live

A palavra live vem do inglês e pode ser traduzida como “ao vivo”. No contexto atual, é utilizada para identificar uma transmissão ao vivo realizada pelas plataformas de mídias sociais, como o Instagram e o YouTube. Uma live pode ser uma palestra, um show, um bate-papo ou qualquer outra atividade que seja transmitida ao vivo pela internet.

Lockdown

É a estratégia de distanciamento social mais restritiva que pode ser adotada pelos gestores públicos para conter o avanço da epidemia. De acordo com a Fiocruz, corresponde ao bloqueio total das atividades, por um curto período. Embora tenha a desvantagem do alto custo econômico, o lockdown é eficaz para a redução da curva de casos e para permitir que o sistema se reorganize em função de aceleração descontrolada de casos e óbitos. Abordamos as medidas de restrição adotadas em alguns países, entre elas o lockdown, neste post.

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Máscara facial

Trata-se de um item que com a pandemia de Covid-19 passou a ser essencial para a proteção individual. Ela deve cobrir o nariz e a boca para atuar como barreira física contra o vírus. As máscaras mais comuns são as confeccionadas artesanalmente, com tecidos como algodão e tricoline, mas devem ter três camadas e deve-se evitar tecidos elásticos. Após cerca de 30 lavagens elas devem ser descartadas. Já as máscaras cirúrgicas (ou médicas) são indicadas pela OMS para alguns grupos específicos, como trabalhadores de saúde, pessoas com sintomas de Covid-19 ou com comorbidades. Alguns países europeus chegaram a exigir o uso das máscaras PFF2 e N95, que apresentam eficiência mínima de filtração de 94%. Veja mais detalhes sobre as máscaras PFF2 neste post, e sobre o uso de máscaras faciais durante a atividade física, neste post.

Média móvel

É uma ferramenta matemática utilizada para identificar se a pandemia está estável, aumentando ou diminuindo. Primeiro, é preciso fazer o cálculo da média de casos ou mortes da semana corrente; este cálculo é feito pela soma dos casos ou mortes do dia atual com os dos seis dias anteriores divididos por sete. Com esse valor, é possível realizar a comparação com o valor da semana anterior para identificar a tendência da pandemia: se é de queda, estabilidade ou alta. Esse segundo cálculo é feito pela comparação dos dois valores - a média da semana atual e a média da semana anterior: se o valor for 15% maior ou menor do que as semanas anteriores, considera-se que há um quadro estável; se o valor for maior que 15% positivo, há tendência de alta; e se o valor for maior que 15% negativo, a tendência é de queda. Leia a explicação mais detalhada neste link.

Mutação

É uma alteração na sequência de RNA do vírus, ou seja, no seu material genético. É natural que isso ocorra à medida que ele se replica. O processo de mutação faz parte do processo evolutivo dos vírus.

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Novo coronavírus

O “novo coronavírus”, como inicialmente era designado o coronavírus causador da Covid-19, é um tipo de coronavírus identificado pela primeira vez na província de Whuan, na China, no final de 2019.

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Organização Mundial da Saúde

Fundada em 1948, é a agência especializada em saúde vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). Sua constituição define “saúde” como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença ou enfermidade”. Composta por 193 países membros, atua em programas e pesquisas para o controle e erradicação de doenças, desenvolvimento de vacinas e erradicação da pobreza. Conheça o site da OMS.

Oxímetro

Aparelho que mede a quantidade de oxigênio no sangue da pessoa examinada, ou seja, a oxigenação do sangue, que pode ficar baixa em casos mais graves de Covid-19.

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Paciente assintomático

É o paciente infectado pelo vírus da Covid-19, mas que não apresenta nenhum sintoma. Ainda assim, contudo, essa pessoa pode transmitir a doença. Veja mais detalhes neste post.

Paciente pré-sintomático

Define-se assim a pessoa que foi contaminada com o novo coronavírus, tecnicamente está com Covid-19, mas ainda não apresenta sintomas. Um paciente nessas condições já pode transmitir o vírus para os outros. Isso acontece no período de três a cinco dias depois do contágio. Veja mais detalhes neste post.

Paciente sintomático

É o paciente que, após contrair o novo coronavírus, apresenta um ou mais sintomas da Covid-19. Em média, os sintomas aparecem de três a cinco dias depois que a pessoa foi infectada. Veja mais detalhes neste post.

Pandemia

É um surto global de uma doença, ou seja, a ocorrência simultânea de surtos dessa doença em todo o planeta. A OMS enfatiza que a caracterização de uma pandemia faz referência à distribuição geográfica da doença, e não à sua gravidade. Antes de ser caracterizada a pandemia de Covid-19, a ocorrência do grande número de casos foi, antes, declarada como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Leia mais na página da OMS Brasil.

Parosmia

É a alteração do olfato, em que a pessoa sente cheiros diferentes do real. Pode ser ocasionada pela Covid-19. Veja mais detalhes neste post.

PCR

Quando você ouve que alguém fez o teste PCR para confirmar ou não uma suspeita de Covid-19, o exame em questão é o RT-PCR, ou reverse transcription polymerase chain reaction (“reação da transcriptase reversa seguida pela reação em cadeia da polimerase). Ele é considerado “padrão ouro” ou “padrão de referência” e é capaz de identificar a doença a partir do segundo ou terceiro dia de início dos sintomas, até o final da doença. Por pesquisar a presença do vírus no organismo, é chamado de método direto. A coleta do material para análise é feita pela inserção de uma haste longa de algodão (swab) pelo nariz ou garganta do paciente. Veja mais detalhes neste post.

Plano de contingência

Plano de contingência é um documento previsto pela Política Nacional de Proteção e Defesa Civil com a intenção de prever, controlar e conter riscos possíveis em uma situação de emergência ou calamidade pública. No âmbito da pandemia de Covid-19, este é um documento necessário para as instituições de educação poderem retomar as atividades presenciais de forma segura, sendo uma exigência do Governo Estadual. No caso do IFSC, também há uma orientação do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) para a sua elaboração. O plano deve prever minimamente as diretrizes sanitárias, pedagógicas, de transporte, alimentação, gestão de pessoas, informação e comunicação. Cada câmpus da instituição elaborou e publicou seu Plano de Contingência. Conheça-os neste link.

Política de Segurança Sanitária

A Política de Segurança Sanitária é o documento que sistematiza as medidas a serem adotadas para o retorno gradual e seguro das atividades acadêmicas e administrativas presenciais no IFSC, no contexto da pandemia. Ela prevê as fases para o retorno presencial e é complementada pelos planos de contingência de cada câmpus, que preveem as regras locais para circulação de pessoas.

Protocolos de segurança

São as orientações para que você, uma empresa, um setor ou um Estado evitem a proliferação do Sars-Cov-2. Por exemplo: a medição da temperatura e o uso do álcool gel na entrada de supermercados, a proibição de uso de piscinas em hotéis em alguns momentos críticos da pandemia ou o uso da máscara por todos e o distanciamento social são protocolos, alguns de responsabilidade de estabelecimentos comerciais, outros um compromisso de todos. Os protocolos mudam de acordo com a taxa de transmissão do vírus, as políticas públicas de combate à Covid em cada país e a evolução de pesquisas científicas sobre o assunto. Conheça alguns tipos de protocolos de segurança neste post sobre o setor da hospedagem e neste outro sobre os cuidados que devem ser tomados em casa quando há um morador com Covid-19.

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Quarentena

Tecnicamente, na definição da OMS, quarentena é a restrição de atividades ou separação de pessoas que não estão doentes, mas que possam ter sido expostas a uma doença grave ou agente infeccioso, com o objetivo de monitorar eventuais sintomas e fazer a detecção precoce dos casos. Porém, na pandemia de Covid-19 o sentido da palavra quarentena vem sendo modificado com o uso cotidiano: ela já pode designar, num sentido mais amplo, o distanciamento resultante do afastamento das pessoas de suas atividades regulares. A professora da USP Adriana Zavaglia comenta que, inclusive, da palavra “quarentena” já derivam neologismos como “quarentenar” e “quarenteners” – termos que não necessariamente irão se perpetuar, mas hoje têm sentido específico no contexto da pandemia.

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Rastreamento de contato

Segundo a OMS, é o processo de identificação, avaliação e acompanhamento de pessoas que foram expostas à Covid-19 para prevenir a transmissão subsequente. Quando aplicado de forma sistemática, o rastreamento de contatos interromperá as cadeias de transmissão da doença sendo, portanto, uma ferramenta de saúde pública essencial no controle de surtos de doenças infecciosas. Vários países disponibilizam aplicativos de celular que notificam o usuário em caso de exposição ao vírus. No Brasil, o Ministério da Saúde lançou em julho de 2020, com essa finalidade, o Coronavírus-SUS, disponível nas plataformas Android e iOS.

Recuperados

O número de casos de Covid-19 recuperados é uma estimativa realizada pela Secretaria de Estado da Saúde com base no tempo decorrido a partir do início dos sintomas e a evolução de cada caso. Entram no cálculo os pacientes que tiveram início de sintomas há pelo menos 14 dias, não evoluíram a óbito e não se encontram em internação hospitalar. Uma limitação a ser considerada nessa estimativa é o fato de ser possível a existência de pacientes que, mesmo se enquadrando nos critérios, ainda estejam em acompanhamento, assim como há a possibilidade de se atingir a recuperação antes do período de 14 dias.

Respirador

É o chamado ventilador mecânico ou respirador artificial. Há o respirador com máscara, que não é invasivo, e o ventilador de intubação, que utiliza cânulas (o circuito). O ventilador de intubação é utilizado quando a pessoa não consegue respirar sozinha e apresenta baixa saturação de oxigênio no sangue. Veja mais detalhes neste post.

Reinfecção

Um caso de Covid-19 é considerado suspeito de reinfecção apenas se o paciente apresentar dois exames positivos de RT-PCR no intervalo de 90 dias. Para confirmação, é preciso saber se o genoma viral das duas infecções é diferente ou se o paciente foi infectado com duas cepas diferentes do vírus. Veja mais detalhes neste post.

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Sars

É a sigla de severe acute respiratory syndrome, em inglês, ou “síndrome respiratória aguda grave”. Trata-se da doença respiratória causada pelo coronavírus Sars-Cov.

Sars-Cov-2

É o nome do coronavírus causador da Covid-19.

Sequelas

Defeito no funcionamento do organismo, ocasionado por uma doença. Por exemplo, a Covid-19 pode ocasionar uma inflamação nos pulmões, que pode resultar em uma fibrose e perda da capacidade pulmonar.

Síncrono, síncrona

Na Educação a Distância (EaD) ou em atividades não presenciais (ANP), é o tipo de interação na qual os estudantes e professores interagem ao mesmo tempo, em tempo real. Isso pode ocorrer por meio de chat, webconferência, aula on-line pelo Google Meet, MConf, Zoom ou outras ferramentas.

Sindemia

Neologismo que combina as palavras “sinergia” e “pandemia”. A pandemia já tem sido apontada por especialistas com o termo sindemia, porque sugere a sinergia de diversos fatores para determinar desfechos e os determinantes sociais - como as desigualdades e os fenômenos culturais - afetam em muito a situação de cada local em relação à infecção pelo coronavírus. Veja mais detalhes neste post.

SIM-P

Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica que tem sido associada temporalmente à Covid-19. Algumas crianças que contraem o coronavírus têm apresentado posteriormente essa doença. Veja mais detalhes neste post.

Sintomas persistentes ou recorrentes

Sintomas de uma doença que podem persistir além de sua da fase aguda, mesmo quando a pessoa não apresenta mais o vírus no organismo, ou tornar-se recorrentes, ou seja, eles reaparecem mesmo sem a pessoa ter sido reinfectada. Veja mais detalhes neste post.

Sistema imunológico

É a proteção natural do corpo contra agentes invasores como vírus, bactérias e fungos. É composto por diferentes células e moléculas. Neste vídeo da Fiocruz, especialistas falam sobre o seu funcionamento.

SRAG

Síndrome Respiratória Aguda Grave. É a nomenclatura adotada pelo Ministério da Saúde para definir a forma grave das síndromes gripais, que podem levar a óbito. É ocasionada por vários tipos de vírus, como o Sars-Cov-2, H1N1, Influenza e outros vírus respiratórios.

SUS

Sistema Único de Saúde é o sistema público de saúde brasileiro criado com a Constituição de 1988.

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Taxa de transmissão

Chamada de R, é calculada usando modelos matemáticos e serve para acompanhar o nível de transmissão do vírus. O chamado R zero (R0) seria a taxa inicial, ou seja, quantas pessoas alguém que está contaminado pode infectar sem qualquer medida de combate. Pesquisadores indicam que o R0 da Covid é de 2,4 a 3,3 - o que significa que uma pessoa passa o vírus a outras duas ou três. Veja mais detalhes neste post.

Termômetro

É o instrumento utilizado para aferir a temperatura corporal e identificar se a pessoa está com febre. Há três tipos de termômetros: o de mercúrio, que vem sendo cada vez menos utilizado em função de seu conteúdo ser potencialmente tóxico; o digital, indicado para uso doméstico e de fácil manuseio; e o digital de infravermelho, que se tornou mais conhecido com a pandemia de Covid-19 em função da facilidade de medição e também pelo fato de não exigir contato físico na operação. É importante ressaltar que o termômetro de infravermelho não provoca dano nenhum à saúde e que, para que a aferição seja precisa, a forma correta de operá-lo é sempre de acordo com a recomendação dos fabricantes, ou seja, apontando o raio para a testa da pessoa que será examinada. Veja mais detalhes neste post.

Testagem em massa

É uma estratégia de saúde pública que realiza uma grande quantidade de exames na população, mesmo em pessoas que não estejam com sintomas, para identificar casos pré-sintomáticos ou assintomáticos e, assim, evitar o contágio de outras pessoas mantendo os doentes em isolamento. A testagem em massa não é suficiente para conter a pandemia sem a adoção de outras medidas, como o uso de máscaras faciais, o distanciamento físico e social e a higienização das mãos, mas demonstrou resultados efetivos nos países em que foi realizada. O Brasil, contudo, não realizou testagem em massa em sua população. Veja mais detalhes neste post.

Teste PCR

Quando você ouve que alguém fez o teste PCR para confirmar ou não uma suspeita de Covid-19, o exame em questão é o RT-PCR, ou reverse transcription polymerase chain reaction (“reação da transcriptase reversa seguida pela reação em cadeia da polimerase). Ele é considerado “padrão ouro” ou “padrão de referência” e é capaz de identificar a doença a partir do segundo ou terceiro dia de início dos sintomas, até o final da doença. Por pesquisar a presença do vírus no organismo, é chamado de método direto. A coleta do material para análise é feita pela inserção de uma haste longa de algodão (swab) pelo nariz ou garganta do paciente. Veja mais detalhes neste post.

Teste rápido

Os exames que utilizam métodos indiretos para a detecção da Covid-19 são chamados testes rápidos, que geralmente permitem verificar o resultado em poucos minutos. Eles fazem a pesquisa de anticorpos IgG e IgM no soro sanguíneo, permitindo identificar o tempo de desenvolvimento da doença. Os testes rápidos tipo Elisa, menos usuais, também identificam anticorpos IgA em amostras de secreções. Veja mais detalhes neste post.

Trabalho remoto

É o termo designado para definir o trabalho realizado fora da sede da organização, de forma remota ou a distância. Também pode ser chamado de teletrabalho, uma vez que o colaborador atua de forma não presencial na empresa, ou de home office, já que por vezes o trabalhador realiza as atividades de sua casa.

Transmissão comunitária

Ocorre quando as autoridades de saúde não conseguem mais rastrear o primeiro paciente que originou as cadeias de infecção da doença, ou quando esta já envolve mais de cinco gerações de pessoas. É diferente de casos importados, quando a pessoa se contamina em viagens no exterior, e da transmissão local, quando alguém é contaminado por alguém que, por sua vez, ficou doente fora do país e veio para o Brasil com a infecção. Na transmissão comunitária, o vírus encontra-se mais disseminado e isso demanda cuidados mais efetivos. No Brasil, o Ministério da Saúde emitiu portaria decretando estado de transmissão comunitária em 20 de março de 2020.

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UTI

Sigla de Unidade de Terapia Intensiva. São as áreas dos hospitais voltadas aos pacientes que necessitam de cuidados intensivos, equipadas com aparelhos específicos e operadas por profissionais especializados. Nas UTIs são atendidos os casos mais graves de Covid-19. Neste post nós explicamos como funcionam as UTIs.

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Vacina

Composto biológico que fornece imunidade para uma doença, no caso a Covid-19. O objetivo é colocar no corpo humano algo que simule um ataque viral e faça o organismo produzir anticorpos. Assim, quando a pessoa for realmente infectada pelo vírus, ela estará protegida, porque o corpo tem uma memória celular provocada pela vacina. As vacinas podem utilizar o próprio vírus (o Sars-Cov-2) inativado ou enfraquecido; vetores virais, que usam um vírus que foi geneticamente modificado; RNA ou DNA geneticamente modificado para gerar uma proteína; ou fragmentos de proteínas. Veja mais detalhes neste post.

Variante

É o vírus que sofreu uma mutação. Isso é comum ocorrer, porque à medida em que ele vai se replicando, suas sequências genéticas sofrem alterações. E quanto mais o vírus circula entre a população, mais mudanças ele sofre. Em pouco mais de um ano de pandemia do Sars-Cov-2 já foram descobertas mais de mil variantes. No entanto, isso não significa que todas são mais fortes ou mais transmissíveis que o vírus original. Veja mais informações no site da Fiocruz.

Ventilador pulmonar

Sinônimo de respirador. É o chamado ventilador mecânico ou respirador artificial. Há o respirador com máscara, que não é invasivo, e o ventilador de intubação, que utiliza cânulas (o circuito). O ventilador de intubação é utilizado quando a pessoa não consegue respirar sozinha e apresenta baixa saturação de oxigênio no sangue. Veja mais detalhes neste post.

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Webinário

Termo adaptado do inglês webinar (“web based seminar”), ou, em português, mixagem das palavras “web”, em inglês, e “seminário”, em português. Designa um seminário realizado com transmissão on-line, geralmente com finalidade educativa ou comercial. O termo webinário consta no projeto Novas Palavras da Academia Brasileira de Letras.

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Sentiu falta de alguma palavra ou expressão típica da pandemia na nossa lista? Tem alguma outra dúvida sobre a Covid-19? Escreva pra gente: verifica@ifsc.edu.br

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